Sr e Sra Potter – Cap 8 8


Anteriormente:

Fiquei incrivelmente feliz quando ele quebrou a barra no meio e me deu metade, devo acrescentar que enquanto fazia isso, me dar o chocolate, quero dizer, ele passava o braço nos meus ombros me fazendo ter um bom travesseiro.

Preciso pedir mais alguma coisa além de chocolate, um lugar confortável e um bom amigo para conversar? Acho que por enquanto está ótimo!

Cap 8 – Pânico!

Depois daquela minha briga com o Potter vi que não tinha como me manter longe de boatos, afinal, sempre que eu conseguia convencer uma pessoa que não estamos juntos aparecia mais dez que não acreditavam, e depois de uma semana desisti.

Os ensaios assim como a escola estava a mesma coisa que sempre, e pelo que ouvi falar o tal bolão dos professores não foi reaberto, parece que a maioria deles ainda acredita que o Potter e eu estamos juntos.

A única coisa que não vai bem é minha operação cupido. Definitivamente eu sou o maior fracasso para juntar pessoas, e olha que as pessoas que estou tentando ajudar se amam. Imagine se eles se odiassem.

A Dora se recusava a falar com o Remus pela milésima vez tentando convencê-lo que eles poderiam ser felizes, e tenho que concordar em partes com ela. Ficar tentando convencer alguém que o romance pode dar certo sem nunca ter tentado fica bem complicado.

Por outro lado o Remus não abria mão. Dizia sempre a mesma coisa, que amava a Dora de mais para estragar a vida dela. Que nunca seria tão egoísta a esse ponto.

E eu sinceramente fico com vontade de matar esses dois todas as vezes que eles me falavam alguma coisa que soava como um não. Descobri que odeio a palavra não.

Mas o que mais me irritava é que cada dia tem mais curiosos indo ver os ensaios, cada um com uma desculpa diferente e uma pior que a outra. “Preciso assistir o ensaio para montar o cenário.”, “Preciso ver o ensaio para verificar se a iluminação vai ficar de acordo.” E assim por diante. Tem como não se irritar?

Pelo menos eu não precisei me preocupar com beijos por enquanto. Eu sei que a cena dos amassos está chegando, mas a Lene combinou comigo que iria adiantar um pouco mais essa cena, enquanto eu me acostumava com a ideia.

Na verdade eu nunca vou me acostumar com a ideia, só estou tentando ganhar tempo para arrumar um jeito de não fazer a cena.

Sobre os selinhos fiquei muito feliz quando o Potter deu uma solução muita boa. Claro que não contamos para ninguém.

O Sirius um dia antes do ensaio já estava me perturbando sobre isso.

– Eu realmente acho que um selinho não mata ninguém. – comentou a Dora.

– Então por que você não vai lá dar um selinho do Malfoy? – perguntei irritada.

– Ruiva, pense bem. Você e o Pontas sempre estão juntos. O que um selinho vai fazer de diferença?

– Toda! – respondi revoltada.

– Vocês não se abraçam as vezes, pegam na mão um do outro ou qualquer outro contato físico? – ele me perguntou.

– E o que isso tem haver com nos beijarmos? – perguntei.

– Na verdade vocês não vão se beijar. Sabe… Selinho definitivamente não tem graça e não conta como beijo.

– Só no seu mundo. – respondi irritada.

– Na verdade Lily. Um selinho não é nada de mais. – insistiu a Doa.

– Sem contar que vocês tem contato físico direto. Um a mais não vai fazer diferença. – comentou o Sirius. – Pense assim. Vocês só vão ter um contato físico com a boca, nada de mais. Só encostar a boca uma na outra. Como se estivessem… Sei lá. Se abraçando!

– Um selinho é como um abraço? – perguntei não acreditando nos meus ouvidos.

– Claro que é. – ele me respondeu como se fosse a coisa mais obvia do mundo.

– E você diz isso para todas as garotas que sai? Eu realmente não entendo como você consegue sair com tantas meninas se diz isso para elas. – comentou a Dora segurando o riso.

– É claro que não digo isso para elas. Perderia todo o romantismo e mulher gosta dessas coisas melosas. – ele respondeu dando de ombros.

– Esquece Sirius. Não vou ter esse tipo de contato físico com o Potter.

E claro que essa conversa sobre selinho não foi nada agradável, mas o Poter teve sua brilhante ideia. Alias, deveria ter deixado ele falar logo. Antes mesmo de brigarmos ele estava tentando me chamar para conversar a sós e eu sempre fugia, agora vi que deveríamos ter tido essa conversa antes e encurtado meu sofrimento e neurônios:

– Será que podemos conversar agora ou você ainda não cansou de brigar com todo mundo? – me perguntou o Potter depois de me arrastar para uma sala vazia um pouco antes do terrível ensaio onde teríamos que nos beijar.

– Claro que estou brigando com todo mundo. Ninguém pode me forçar a nada e não vou fazer isso. – reclamei.

– Você não estaria tendo essa crise se tivesse me deixado falar há mais de uma semana. – reclamei.

– Então fala logo que eu ainda tenho que matar a Lene e o Sirius hoje. – comentei entediada.

– Eu tenho uma ideia sobre esses selinhos na peça.

– Qual sua ideia genial? – perguntei não acreditando que ele pudesse ter perdido tempo pensando nisso.

– Quando tivermos que fazer isso simplesmente vamos fazer assim. – ele disse antes de se aproximar muito de mim.

Obvio que eu me afastei o máximo que a parede permitiu.

– Lily! Relaxe e confie em mim. Não vou fazer nada que você não queira. – ele me pediu com uma voz bem suave.

Acho que demorei alguns minutos para decidir confiar nele e quando percebi ele me beijou, mas não na boca como pensei que faria, ele beijou alguns centímetros abaixo do meu lábio.

– De longe ninguém vai notar que não nos beijamos realmente. – ele disse se afastando.

Respirei até mais aliviada quando vi que ele estava a uma distancia segura.

– Você é um gênio. – eu disse sorridente antes de me jogar no pescoço dele em um bom abraço.

O que é uma tremenda besteira. Vamos concordar… Eu estava feliz por ele ter se afastado e poof! Corro e o agarro. E o pior não foi ter agarrado ele ao ponto de tirar meus pés do chão. Não! O pior foi um casal ter aberto a porta, acho que procurando um lugar para dar uns amassos, e me encontrar naquela situação constrangedora.

– Desculpe! – disse o menino, que acho que era do quarto ano.

Obvio que fiquei parecendo um pimentão e corri para me afastar do Potter.

– Acho que já estamos atrasados. – comentei já saindo praticamente correndo da sala, mas pude ver um sorriso discreto no rosto do Potter.

Por que estou me lembrando de tudo isso mesmo? Sim… Mesmo com tudo dando certo eu ainda estava apavorada. Eu sempre fui péssima para falar em público. Como eu iria apresentar uma peça?

Lene tentou várias vezes conversar comigo sobre o assunto. E claro que na teoria tudo é sempre lindo e maravilhoso. Eu sei que não tem o que temer e que ninguém vai ficar rindo da minha cara, não tão descaradamente assim já que tenho os marotos para bater neles depois.

Mas o que eu posso fazer se travo? É totalmente diferente falar com os amigos, mesmo que a turma seja grande, mas falar na frente de muita gente que nem tenho tanto contato é bem mais complicado.

As coisas realmente ficaram ruins depois de um dia que a Lene e o Sirius estavam em reunião com a professora Mcgonacal.

– Finalmente! – disse a Dora assim que a Lene se jogou em uma poltrona e o Sirius se jogou em cima de mim.

– Socorro! Estou morrendo! Ali esta a luz! Estou indo para a luz… – comentei fingindo não conseguir respirar.

O Sirius é gostoso e fofo, mas ainda continua sendo pesado!

– Não vá para a luz! – pediu o Pedro rindo.

– Não sei como uma pessoa tão pequena pode fazer tanto drama. – comentou o Sirius rindo e bagunçando meu cabelo antes de se levantar.

– Vocês ainda não viram o drama. – comentou a Lene com uma cara muito suspeita.

– Como foi à reunião? – perguntou o Potter.

– Não temos noticias tão boas. – comentou o Sirius.

– A professora quer ver como estamos indo com a peça. – comentou a Lene apreensiva.

– Até que demorou para ela querer ver. Já estamos ensaiando há quase dois meses. – comentei.

– Então ela vai vir assistir o ensaio? – perguntou a Dora empolgada.

– Um pouco pior que isso. – comentou a Lene me olhando diretamente.

Mau sinal!

– Como pior que isso? – perguntei já tentando controlar o meu pânico que começava a crescer.

– Vamos ter um ensaio geral. – comentou o Sirius desanimado.

– Ensaio geral? – perguntou o Remus que até agora não tinha expressado nada sobre o assunto.

– Sabe como é… Com as roupas, cenário e tudo que tem direito. – comentou a Lene.

– Estávamos mesmo precisando ver se tudo estava se encaixando com o cenário e as roupas. – comentou a Dora dando de ombros.

Eles preocupados com o cenário e eu tentando controlar a respiração para não entrar em pânico e sair correndo da sala.

Como assim ensaio geral? Mcgonacal esta ficando maluca? Não podemos ter um ensaio geral!

Isso significaria que todo mundo estaria junto como se fosse o dia da apresentação! Eu não estou pronta para isso!

– Você esta bem Lily? – me perguntou o Sirius parecendo preocupado.

Minha vontade foi dizer a verdade! Eu não estou nada bem! Estou tendo uma crise de pânico aqui! Não posso me apresentar na frente da grifinória inteira assim!

– Estou ótima Six! – menti com o meu melhor sorriso forçado.

– Você não parece estar muito bem. – comentou o Potter me observando.

– Então… Como via ser esse ensaio geral? – perguntei para mudar de assunto.

– Vamos ensaiar tudo até a última cena que vimos ontem, mas vamos ensaiar com as roupas que já estão prontas, cenário e iluminação, todas as cenas em seguida como se fosse mesmo à apresentação. – respondeu a Lene.

– Não estamos prontos para isso. – comentou a Dora.

– Temos mais ou menos duas semanas para nos preparar e apresentar tudo para a professora e para o diretor. – comentou o Sirius dando de ombros.

– Ensaios gerais durante duas semanas? – perguntei já não conseguindo controlar a vós.

– Você não esta bem! – disse o Potter me amparando para me sentar. – Precisa ir para a enfermaria? O que você esta sentindo?

Eu estava com um nó na garganta, estomago embrulhado e um pouco de falta de ar. Acho que vou morrer!

Não! Vou morrer quando subir no palco com todas aquelas pessoas olhando para mim.

– Só estou com um pouco de tontura. – respondi.

– Vou pegar um pouco de água. – disse o Remus já saindo de perto de nós.

– Acho melhor levarmos ela para a enfermaria. – comentou a Lene.

– Eu estou bem! Não é nada. – eu disse tentando me concentrar em outra coisa sem ser a maldita peça.

– Você não iria passar mal desse jeito senão fosse nada. – comentou o Potter.

– Já melhorei! – eu disse já ficando de pé.

Eu não posso vacilar assim. Ninguém pode saber sobre meu “medo de palco”. Imagina só! Vou ser conhecida como a “medrosa” para o resto da minha vida.

Olha lá a medrosa da Evans! – é isso que vão dizer quando me virem.

Em pouco tempo consegui convencer todo mundo que foi só uma queda de pressão, alias, quase todo mundo, afinal a Lene ainda me olhava com atenção.

Aproveitei o resto do dia para atormentar a Dora e o Remus, enquanto o Potter estava deixado no sofá lendo um livro, de novo, e a Lene tinha ido com o Sirius avisar todo mundo sobre a decisão da nossa querida vice diretora.

– Então… – eu disse observando os dois.

– Estou sem assunto hoje! – comentou a Dora dando de ombros.

– Eu acho que vou até a biblioteca… – começou o Remus já se levantando.

– Você fica! Vamos nós três ter uma conversa bem agradável. – comentei já puxando ele de volta para o sofá.

– Nossa acabei de me lembrar que tenho que fazer o trabalho de DCAT. – disse a Dora já tentando se livrar.

– Não se preocupe que eu empresto o meu para você. – eu disse com o meu melhor sorriso.

– Sabe o que é Lily… Eu quero aprender sabe! Se eu não fizer o trabalho eu não vou aprender de verdade. – ela disse com a maior cara lavada.

Quem ela pensa que engana com essa história.

– Já posso te ajudar no trabalho de poções Pontas. – disse o Remus com um sorriso tão grande que chegava a dar medo.

Duvido que tenha trabalho!

Dito e feito! A Cara que o Potter fez com a menção trabalho foi impagável.

– Que trabalho de poções? – ele erguntou levantando os olhos do livro.

– Por que os dois não param de inventar desculpas e me escutam logo? – perguntei colocando a mão na cintura e fazendo a minha melhor cara de irritada.

– Esse é seu grande plano? Colocar nós dois no sofá e falar sem parar? – perguntou a Dora emburrada.

– Vocês não iriam gostar dos outros planos. – comentei dando de ombros.

– Acho que qualquer coisa vai ser melhor do que ter que escutar você nos chamando de teimosos e derivados. – comentou o Remus.

– Não reclamem. Por mim vocês estariam trancados em um armário de vassouras. – comentou o Potter.

– Viu só? O meu plano é o melhor para vocês. Agora sentem me escutem e sejam felizes para sempre. – eu disse com um meu melhor sorriso angelical.

– Quais são as opções? – perguntou a Dora.

– Vocês realmente não vão querer saber. – comentei.

– Tente! – pediu a Dora impaciente.

– Já viram a ideia genial do Potter, e vamos usá-la caso a minha fracasse, mas só para vocês terem uma ideia do que estão se metendo, a ideia do Sirius é desumana.

– Não seja dramática. – pediu a Dora emburrada.

– Não estou sendo dramática! A ideia dele é fazer vocês ficarem colocados quantos dias for necessário.

– Podemos nos descolar facilmente. – comentou o Remus dando de ombros.

– Na verdade acho que vai ser bem mais complicado que isso já que não vão estar colados pela mão e sim pela boca. – comentei sorrindo. – Particularmente não achei tão boa, achei, como vocês vão admitir que se amam se não podem nem falar?

– Eles vão ficar se beijando por horas Lily. Não acha que eles não vão precisar falar muito depois disso? – me perguntou o Potter rindo.

– Que seja! – respondi dando de ombros. – O importante é esses teimosos saírem daqui namorando e eu ser convidada para madrinha do casamento. – respondi.

– Tudo bem então… Pode começar seu discurso. – comentou o Remus já se ajeitando no sofá.

Acho que ele pensou que eu iria ficar falando por horas, mas na verdade foram só por uns dez minutos. Fiquei uns cinco minutos xingando os dois de burros, teimosos e tudo que consegui me lembrar, depois que me cansei fiz os dois passarem vergonha contando as inúmeras vezes que escutei eles dizendo que se amam, mas que nunca dizem um para o outro, e para a minha finalização eu simplesmente levantei:

– Vocês têm meia hora. Depois coloco em prática o plano da Lene. – eu disse mostrando vários vidrinhos de memórias nas mãos. – Vem Potter! – chamei o cabeçudo que ainda fingia que estava lendo, mas eu o vi disfarçando o riso quando eu estava xingando as teimosos.

Fomos para o corredor e não foi surpresa nenhuma quando o Potter tirou a capa de invisibilidade do bolso.

– Eu ainda me pergunto como isso cabe ai! – comentei quando ele fez menção de nos cobrir.

– Magia! – ele respondeu sorrindo antes de me abraçar e me forçar a andar com ele.

– Acho que estamos ficando muito grande para andar nessa capa. – comentei reparando que às vezes nossos pés ficavam para fora.

– Se você ficasse mais próxima ficaria muito melhor. – ele comentou segurando o riso.

Acho que fiz uma careta.

Conseguimos entrar no salão comunal de novo, acho que quase vinte minutos depois já que nenhuma alma viva passar por ali para abrir a porta.

Quando finalmente chegamos perto o suficiente para escutar a conversa do nosso casalzinho não escutamos muita coisa:

– A Lily tem razão Remus! – disse a Dora revoltada.

– Não é tão fácil assim Dora. – ele disse angustiado.

– Você quer sabe. Quando eu sair por aquela porta vou levar junto todas as chances que um dia tivemos para ficar juntos e nem adianta ficar arrependido depois. Vou te esquecer já que você é covarde de mais para ficarmos juntos. – ela disse irritada antes de sair decidida para a porta.

Eu sinceramente tive que prender a respiração. Eu estava chocada!

A Dora desafiou o Remus e ainda por cima estava correndo o risco enorme dele não tomar coragem!

Percebi que o Potter também estava angustiado. Olhava repetidamente da Dora para o Remus, e olha que a cena não durou nem cinco minutos.

Quando a Dora abriu a porta e o Remus não tinha saído do lugar que percebi que tudo tinha sido em vão. Que o Remus estava disposto a perder a Dora!

– Eu não acredito! – eu disse chocada de mais para falar qualquer outra coisa.

E Potter estava chocado o suficiente para não me mandar ficar quieta. Estávamos chocados. Eu já estava até tentando colocar as ideias no lugar para amparar a Dora.

Foi quando aconteceu. Eu vi a mão da Dora fechando a porta e no instante seguinte vi o Remus passar correndo por nós em direção à saída.

Não conseguimos ver muita coisa mesmo correndo para fora junto com ele.

Só escutei a Dora dizendo:

– Eu também.

Não acredito que perdi a cena mais fofa do século! Tudo bem, que eles estavam ali se beijando, mas a parte do “Eu te amo” eu perdi!

– E você conseguiu ruiva! – comentou o Potter com um sorriso de orelha a orelha.

– Eu sou de mais! – eu disse ainda sorrindo.

Eu sou um ótimo cupido!

No dia seguinte as coisas estavam bem agitadas, afinal, os dois estavam namorando… Isso mesmo namorado! Dá para acreditar? O Amor é lindo!

Enfim, todo mundo estava querendo saber como tudo aconteceu, e claro que eu estava disposta a contar para todo mundo todos os mínimos detalhes.

– Acho que isso pede comemoração. – comentou o Sirius empolgado.

– Só se for depois do ensaio de hoje. – comentou a Lene.

– Já temos o ensaio geral hoje? – perguntou o Potter.

Por que ele tinha que perguntar isso? Eu aqui toda feliz pelo meu feito histórico e ele me lembra disso?

– Temos ensaio geral todos os dias dessa semana e da outra. – ela respondeu deprimida. – Vai ser uma confusão!

– Acho que estou pegando uma gripe! – eu disse já tentando inventar uma desculpa antecipada para não ir aos ensaios.

– Você não vai escapar tão facilmente anã. – me disse o Sirius bagunçando o meu cabelo.

– Não estou tentando escapar. Estou sentindo minhas energias me abandonarem. – menti novamente.

Eu realmente preciso aprender a mentir urgente!

– Você é uma péssima mentirosa. – comentou o Sirius rindo.

– Estou falando sério. Meu mal estar voltou. Acho que dessa vez vou desmaiar ao invés de só passar mal. – comentei já fingindo um desmaio.

– Temos ensaio amanhã e você não sai escapar, mesmo que eu tenha que ir te buscar no quarto. – comentou o Sirius.

– Você teoricamente não pode entrar no meu quarto. – reclamei.

– Teoricamente! – enfatizou o Potter.

– Eu ainda não sei como ninguém nunca dedurou vocês as autoridades. – comentei.

– Por que somos gostosos. – comentou o Sirius sorrindo galante.

– Eu não acho. – comentou a Dora.

– Ainda bem, ou o Remus iria ficar na dúvida se acabava comigo por eu ser irresistível ou se acabava com você por me achar irresistível. – comentou o Sirius ainda sorrindo.

– E o ego dele vai às alturas. – brinquei rindo.

– O ego dele sempre esta nas alturas. – comentou a Lene.

É! Voltei à realidade cruel de escola, trabalhos e ensaios para essa peça estúpida. Por que eu quis dar uma de heroína e dar a ideia de reproduzir esse filme? Eu não poderia ter escolhido um conto como a chapeuzinho vermelho? Que não teria como eu ser a personagem principal e que se fosse não teriam cenas de amassos e tudo mais?

Ok! Isso tudo não é minha culpa. Eu só fui uma boa alma e ajudei todo mundo. O culpado é o Sirius e mais alguém que ajudou ele, que julgo ser a Lene.

Eles são dois traidores! Principalmente a Lene que sabia que eu tenho medo de falar em público. O que vai ser da minha podre vida agora? Viver escondida em um armário de vassouras nas horas do ensaio? Tomar uma poção errada para ficar doente e viver na enfermaria morrendo?

Por que a Mcgonacal tinha que inventar isso de ensaio geral? Ela nunca ouviu que a curiosidade matou o mato? O problema é que nesse caso o gato sou eu e não ela.

– Pare que falar sozinha e me ajude com as questões. – pediu o Sirius.

É… Enquanto eu estava reclamando a vida já tínhamos ido para a próxima aula e já tínhamos trabalho para entregar.

– Não estava falando sozinha. – reclamei.

Não é bem uma mentira, já que eu não estou falando sozinha e sim pensando comigo mesma. Isso é proibido agora?

– Então pare o que quer que esteja fazendo sozinha – ele disse frisando o “sozinha” – e me ajude com esses exercícios.

Mesmo não gostando da ideia eu fui ajudar o Sirius nos exercícios chatos e pelo menos isso fez a aula passar rápido, afinal o Sirius se esqueceu de avisar que eram trinta exercícios chatos e não cinco ou dez como eu pensei.

Para a minha total tristeza o dia passou voando e ninguém me deixou esquecer que hoje teria o primeiro ensaio geral. Sério! Não vejo por que está todo mundo animado com isso. Acho que só o Potter e eu estamos desanimados, e claro que eu estou em pânico, mas isso não vem ao caso.

– Já pensou em um plano de fulga? – perguntei para o Potter quando estávamos saindo da última aula.

– Correr e se esconder é um bom plano. – ele comentou sorrindo.

– Se você garantir que não vão nos encontrar. – respondi.

– Se distrairmos o Sirius e a Lene o suficiente talvez dê certo. – ele respondeu olhando para os lados a procura dos dois.

– Me procurando? – perguntou o Sirius me agarrando pela cintura.

– Não se chega assim por trás Sirius. Eu poderia achar que era um maníaco e ter te acertado. – comentei revoltada.

– Me acertado só se fosse no pé, por que com esse tamanho todo nunca iria alcançar alguma outra parte.

– Ei! – reclamei.

Não sou tão baixa assim.

– Vamos para o ensaio? Temos muito que fazer hoje. – ele disse ignorando meu protesto.

– Eu vou tomar um banho primeiro. – disse o Potter tentando inutilmente fugir.

– É verdade. Preciso de um banho também. Estou fedendo! – eu disse tampando o nariz e tentando me livrar do Sirius.

– Não sei por que vocês são os únicos que não estão empolgados com os ensaios hoje. E nem vem com essa história de banho que o Pontas esta com o perfume que da para sentir de longe e você esta ótima ruiva.

– Eu realmente preciso de um banho Sirius. – eu disse ainda tentando me soltar.

– Sem chance! – ele disse passando o braço meus ombros do Potter e nos arrastando para a sala de transfiguração.

Ok! Eu tenho que parar de ser tão medrosa e encarar as coisas. Sou uma grifinoriana, corajosa e não posso fugir de uns trinta alunos. O que são trinta pessoas me vendo falar?

– Fiquei sabendo que tem ensaio geral hoje. – disse o Snape parado na porta da sala.

– E lá vamos nós de novo. – eu disse revoltada.

– Vou entrar antes que eu faça o Ranhoso lavar o cabelo. – comentou o Sirius irritado. – Você fica com ela e não deixa o Seboso se aproximar. – comentou o Sirius empurrando o Potter para perto de mim.

– Pensei que seu namorado fosse o Potter e não o Black. – comentou o Snape.

Por que mesmo que ele pensa que eu estou namorando o Potter? Ah é… Lene!

– Pensei que você era inteligente de não aparecer na minha frente de novo. – comentei irritada.

– Vim ver o espetáculo. – ele comentou com os olhos brilhando.

Ele está sinistro se for parar para pensar.

– Por que não me deixa em paz? – perguntei irritada.

– Por que eu conheço você e sei que essa história de namoro é fachada. – ele comentou.

– Se eu fosse você iria embora Ranhoso. – comentou o Potter me abraçando pela cintura e apoiando o queixo no meu ombro.

– Não enche Potter. Minha conversa ainda não chegou aos traidores do sangue.

– Vai embora Snape. – pedi irritada.

– Só vim ver sua performance diante dos alunos de sexto ano dos leões. – ele respondeu com um sorriso maligno no rosto.

Ótimo! Esqueci-me que o Snape sabe do meu probleminha com público.

– Não vamos ter nenhum tipo de problema. – respondi irritada. – Vamos Tiago. – eu disse o puxando para a sala.

– Vou ficar aqui fora esperando. – comentou o Snape rindo.

Só por que da última vez eu sai do palco desmaiada não quer dizer que vai acontecer de novo.

– Você me chamou de Tiago! – comentou o Potter rindo.

– Não se acostume. Foi por causa do Snape.– respondi sorrindo.

– O que o Snape diz dizer com espetáculo e “vou ficar te esperando”? – ele me perguntou sério.

– Não faço ideia. – menti.

Estou virando uma mentirosa. Não consigo ficar um dia sem contra uma mentira para alguém, alias ultimamente não consigo ficar nem uma hora sem mentir.

Foi quando finalmente olhei para a sala lotada que me dei conta que eu estava ferrada!

A mesa da professora tinha sido arrastada para um campo e tinham colocado uma cortina marcando o palco, em outro canto da sala tinham roupas amontoadas e varias pessoas parecendo discutir. Do outro lado tinham vários desenhos colados nas paredes e o pessoal fazia rabiscos e anotações.

Algumas pessoas andavam de um lado para o outro lendo o roteiro e a Lene estava conversando com o Sirius, ambos pareciam que logo sairia fumaça da cabeça deles.

– No que fomos nos meter! – comentei.

– Acho que ainda vai piorar. – comentou o Potter desanimado.

– Não me dê noticias ruins. – pedi, alias, quase supliquei.

Me arrastei até onde meus amigos estavam já na esperança de cair um raio ou qualquer coisa parecida na sala para que eu pudesse sair correndo.

– Finalmente! Já podemos começar. – disse a Lene quando nos viu.

– Temos que fazer o teste de luz e depois… – começou o Sirius.

– Os Potter chegaram. Todos em seus lugares. – gritou a Lene ignorando o Sirius e chamando atenção de tudo mundo.

Como assim os Potter? Só estou vendo um Potter nessa sala.

– O que você quis dizer com… – comecei a perguntar, mas fui ignorada.

– As roupas estão na ordem para a apresentação, e vocês podem usar a varinha para se trocar. As luzes o pessoal já esta cuidando e o cenário também vai ser trocado por magia. – disse a Lene me cortando e apontando para vários lugares da sala. – Cadê o meu narrador? – ela gritou irritada.

– A narradora, por favor. – pediu a Dora quando se aproximou.

– Podemos começar? – perguntou a Alice já se aproximando com um terninho bege e óculos sem lentes.

– Só os dois trocarem de roupa e já começamos. – disse o Sirius sorrindo e anotando alguma coisa em uma prancheta.

Fomos praticamente empurrados para dois arames de roupas que estavam próximos as cortinas.

– Junto com a roupa tem um desenho do cabelo e maquiagem Lily. – comentou a Lene antes de sair andando para perto do grupo que discutia.

– Eu definitivamente não vou gostar disso. – escutei o Potter comentando.

– Aposto dez galões que eu vou gostar menos ainda. – comentei pegando a primeira roupa.

Depois que me troquei fiquei meditando tentando inutilmente me fazer acreditar que daria tudo certo. E daí que esta toda a grifinória nessa sala? E daí que está todo mundo olhando para mim e para o Potter?

Que lado é à saída de emergência?

Quando finalmente todo mundo ficou quieto e eu e o Potter nos sentamos um ao lado do outro com a Alice na nossa frente prontos para começar a primeira cena a única coisa que escutamos foi a voz do Sirius:

– Posso ajudar em alguma coisa?

– Já está tudo pronto Sirius. – ela respondeu ainda olhando uma prancheta.

Você pode pedir o que quiser Lenezinha. Eu sou seu assistente pessoal e único, pode pedir massagem, que eu a ajude a tomar banho, tire sua roupa quando precisar. É só pedir. Quer alguma coisa? – perguntou o Sirius mais uma vez.

– Já disse que não Sirius. – respondeu a Marlene nervosa.

– Mas eu sou o seu assistente e… – ele começou seu discurso mais uma vez.

– Pensando bem eu quero um chocolate quente. Vai buscar! – gritou a Marlene para o Sirius.

– Não vou não! Não quero perder esse ensaio. – disse o Sirius emburrado.

– Então fica quieto! – ela pediu irritada. – Ótimo! Luzes… – ela disse e logo uma luz veio na direção da Alice. – Cenário. – e vi o desenho de um escritório surgir atrás de nós e nossas cadeiras se transformaram em poltronas. – Ação!

Ela pensa que esta dirigindo um filme?

– Esta bem. Eu começo. Eu queria dizer que não precisávamos ter vindo aqui. Já estamos casados há cinco anos e… – Começou o Potter descontraído.

– Seis! – eu disse ainda olhando para o Potter tentando manter aquela luz longe dos meus olhos.

– Olhe para a Alice Lily. – pediu a Lene.

– Vou ficar cega se olhar para ela. – comentei.

– Arrumem essas luzes. – gritou o Sirius.

– Tudo de novo! – pedi a Lene.

– Esta bem. Eu começo. Eu queria dizer que não precisávamos ter vindo aqui. Já estamos casados há cinco anos e… – disse o Potter mais uma vez.

– Seis! – eu disse depois de quase cinco minutos.

O que eu posso fazer se todo mundo fica olhando para mim? Achei uma tática! Olhos fechados ajuda.

– Cinco, seis anos… – Disse o Potter sem importância. – Isso é como um check-up para nós. A chance de dar uma olhada no motor… Trocar o óleo se precisar. Trocar uma válvula ou duas… – ele disse ainda descontraído.

Não é possível que ele não se sinta intimidado com tanta gente.

– É! – eu disse ainda de olhos fechados.

Ok! Eu sei que eles estão me olhando. Posso sentir seus olhos na minha nuca. Posso escutar seus corações batendo e os sussurros na sala.

Ok! Corações batendo eu exagerei, mas os sussurros…

-Tudo bem então vamos abrir o capo. – Disse a Alice séria. – Em uma escala de um a dez, qual é o nível de felicidade de vocês? – Ela perguntou ainda séria, mas agora com um bloquinho e uma caneta na mão.
– Oito. – respondi ainda de olhos fechados.

Essa cena é fácil por ser sentada, mas como vou fazer com a próxima?

– Espera aí… Dez é um casal totalmente feliz e um é um casal infeliz ou… – Começou o Potter.
– Respondam com o que vir a cabeça. – respondeu a Alice dando de ombros.

– Esta bem! – Disse o Potter se dando por vencido. – Esta pronta? – escutei ele me perguntando.
– Estou! – Respondi olhando para ele.

É bem mais fácil quando não preciso enxergar todo esse povo me olhando, apesar de saber que todos estão realmente me olhando.

– Oito! – Dissemos juntos.

– Com que frequência fazem sexo? – Perguntou a Alice.

– Eu não entendi a pergunta. – respondi já sentindo meu rosto pegar fogo de tão quente e algumas pessoas darem risada.

Ok! Risadas não ajudam em nada no meu nervosismo. Ficar de olho fechado só ajuda se esse povo ficar de boca fechada também. Assim eu posso simplesmente fingir que não tem ninguém aqui.

– Eu também não entendi. É a coisa de um a dez? – Perguntou o Potter fazendo cara de desentendido.

– Mas o um é muito pouco ou não é nada, por que… Quer dizer, tecnicamente falando… O zero é que seria nada.

– E nesta semana? – Perguntou a Alice.

– No fim de semana? – Perguntou o Potter

– Claro. – ela respondeu.

As luzes se apagaram e logo escutamos a voz da Dora:

– Senhor e Senhora Potter. – ela disse.

– Contem como se conheceram. – Pediu a Alice quando a luz voltou para ela novamente.

– Ah… Foi na Colombia. – Disse pensativa.

– Bogotá! – Disse o Potter sonhador. – Foi há cinco anos.

– Seis! – eu disse irritada, e obvio que ainda de olhos fechados.

– É… Cinco ou seis anos. – Respondeu o Potter.

As luzes se apagaram e acabou a primeira cena. Quando dei por mim já não estávamos em um consultório e sim no hotel. O Potter já estava com uma camisa de verão então percebi que eu tinha que trocar de roupa e sair de cena.

Sai correndo da do palco improvisado e me troquei. Vestido curto e florido. Ninguém merece!

– Você olha lá que eu vou dar uma olhada por aqui. – disse um dos policiais entrando em cena.

– Houve um crime feio por aqui e a policia esta procurando quem esta viajando sozinho. – disse o barman para o Potter enquanto preparava um drink.

– Está sozinho senhor? – perguntou um dos policiais. – Está sozinho?

Foi quando entrei no “palco”.

Ok! Nada de pânico! Só preciso colocar um pé na frente do outro.

– Senhorita seu passaporte. – me pediu um dos policiais.

Fiquei estática! Eu não podia ficar de olhos fechados. Eu precisava andar até o Potter.

Senti minhas pernas tremerem e meu estomago ficar embrulhado, péssimo sinal.

Olhei em volta e cada vez parecia que tinha mais gente em volta.

– Senhora, seu passaporte. – Pediu ele novamente.

É normal sentir tontura enquanto esta andando de salto?

– Está sozinha? – perguntou o outro. – Está sozinha? – Me perguntou novamente.

Acho que deveria ter tomado um remédio para o estomago antes de vir para cá.

– Não. – respondi gaguejando e olhando apreensiva para o Potter.

Eu sei que na cena eu sou bem séria e direta, mas não deu para evitar. Meu estomago esta embrulhado, minhas pernas tremendo e uma leve tontura. Não estou nada bem!

– Não… Não. Está tudo bem. Ela esta comigo. – Disse o Potter vindo na minha direção depois de esconder melhor a arma.

Essa era a deixa para que eu mostrasse a minha arma e saísse com o Potter, mas eu não consegui sair do lugar, muito menos mostrar a porcaria da arma de plástico na minha perna.

O Tiago praticamente me arrastou para onde seria o quarto que nos encontramos.

– Você esta bem? – ele cochichou no meu ouvido.

– Eu… Eu sou… Jane. – eu disse enquanto fingíamos escutar atrás da porta.

– John. – Ele me respondeu.

– Pra- Prazer. – Eu disse.

– O prazer é meu. – Ele respondeu sorrindo e apertando a minha mão.

Logo as luzes se apagaram o que me deixou ainda mais tonta. Já sentia meu estomago me avisando para sair correndo dali. As pernas já não me obedeciam. Acho que vou morrer!

As luzes se apagaram novamente e quando dei por mim e Potter já estava do meu lado com uma calça jeans, camiseta e uma jaqueta de couro.

– Não se arrumou ainda? – ele me perguntou me olhando estranhamente.

Eu preciso sair daqui!

Vi o Potter fazer um movimento com a varinha e eu logo estava com jeans e blusinha. Ele passou o braço no meu ombro e praticamente me arrastou para o palco onde já tinham várias barracas e um parque de diversões ao fundo. Escutei uma gritaria e não soube dizer se era real ou imaginário.

Andamos por alguns minutos pelo corredor incrivelmente grande do parque e paramos de repente.

– Lily! – disse o Potter em um sussurro.

Eu realmente preciso sair daqui!

– Eu quero… Eu quero… – comecei a falar a fala do filme. Mas eu realmente precisava sair daquela sala.

Senti meu estomago mais uma vez e estava da dúvida entre desmaiar e vomitar, mas acho que meu estomago foi mais rápido e logo senti minhas pernas me conduzindo para fora da sala de transfiguração rumo ao banheiro.

Acho que coloquei para fora tudo que tinha e o que não tinha comido o dia inteiro, além de sentir meu corpo tremendo dos pés a cabeça.

Quando sai do Box do banheiro a Lene estava lá me olhando receosa.

Lavei-me na pia e me vi parecendo um fantasma de tão pálida no espelho.

– Pensei que você estivesse pronta. – ela me disse chateada.

– Eu nunca disse que estava pronta. – resmunguei.

– Desculpe! – ela pediu me abraçando. – Você esta tremendo!

– Vai passar logo. – eu disse sem muita certeza.

– Os meninos estão lá fora. – ela me disse apreensiva.

– Passei mal por que comi alguma coisa que não me fez bem. – eu disse na mesma hora.

Ela não respondeu, alias, não teve tempo de responder por que eles entraram, mas ao contrário do que eu pensei não foram só o Sirius e o Potter, mas o Snape também.

– Você esta bem? – me perguntou o Potter.

– É claro que ela não esta bem. Já viu a ruiva tão branca assim? Esta pior que a murta. – brincou o Sirius.

– Eu te disse para não ir. – comentou o Snape.

– Cai fora Snape. Você não deveria estar aqui. – reclamei.

– Se você me escutasse não estaria passando por isso. – ele disse mais uma vez.

– Me deixa em paz! – gritei irritada e claro que me apoiando na Lene quando senti minhas pernas falharem novamente.

– Eu dou um jeito nele e aviso o pessoal que o ensaio esta encerrado por hoje. – comentou o Sirius antes de sair arrastando o Snape para fora pela gravata.

– Melhor te levar para a enfermaria. – disse o Potter já passando o braço na minha cintura e me segurando.

– Não é necessário. – eu disse apavorada.

Não quero ir para a enfermaria. Foi só uma crise de pânico!

– Acho que ela só precisa deitar um pouco. – comentou a Lene me olhando compreensiva.

Foi um longo caminho para o dormitório. Eu sabia que logo todos estariam me perguntando o que eu tinha, mas por enquanto a Lene iria segura-los na sala de transfigurações.

– Esta melhor? – me perguntou o Potter depois me se sentei na cama e ele me deu um pouco de água.

– Acho que comi alguma coisa que não me fez bem. – comentei.

– Eu acho que é algo mais que isso. – ele comentou pensativo.

– E o que mais seria? – perguntei apreensiva.

– Alguma coisa que não sabemos e que o Ranhoso sabe. – ele comentou irritado. – Você sabe que pode confiar em nós, não é Lily? – ele me perguntou se abaixando e ficando na minha altura de frente para mim. – Senão confia em mim, fale com o Sirius, com a Lene, com qualquer um, mas fale com alguém.

– Ainda não sei do que você esta falando. – menti. – Só comi alguma coisa que não me fez bem.

Eu não poderia contar a verdade. Ninguém pode saber a verdade.

Quando dei por mim todos estavam no meu quarto conversando e até onde sei, por ordem da Lene ninguém tocou no assunto.

Acho que estou livre de ensaios pelo menos por hoje e amanhã.

Cap Anterior
Próximo Cap


sobre Vanessa Sueroz

Autora dos livros Confusões em Paris, Minha última chance, Odiado Admirador Secreto, Presente de Aniversário, Eu te amo mais e Três Botões.


Obrigada pela visita. Por favor, deixe um comentário com a sua opinião, isso é muto importante para nós.

8 thoughts on “Sr e Sra Potter – Cap 8

  • sasa lovegood

    Ai que bom que você postou adorei o capitulo.

    Adoro a Dora e o Remus e gostei Bastante do inicio do namoro.

    Comecei ler essa fic primeiro ai enquanto esperava você postar li todas as as outras.

    Você escreve muito em.Bjinhos!!!!

    [Responder]

  • Bru Potter

    adorei esse CAP!
    coitada da Lily… eu achava que ela não ia surtar… mas do que seria dessa CAP sem uma boa confusão, do jeito inconfundivél que só você faz ;-D
    adoro essa história! e todas as suas outras também
    please, não demore pra postar o proximo CAP!

    [Responder]

    Vanessa Sueroz Reply:

    A lily é uma comédia…

    estou escrevendo o proximo cap, acho que final de semana que vem consigo terminar 😀

    [Responder]

    Bia Black Potter Reply:

    MINHA NOSSA SENHORA DAS FANFICS, acho que vou surta?!
    Não sei se aguento ate o proximo final de semana, mas vou dar um jeito.

    [Responder]