Sr e Sra Potter – Cap 6 9


Anteriormente:

– Mas você me deu. – Eu disse puxando o chocolate da mão dele.

– Eu quero um pedaço. – Comentou o Potter.

– Vai comprar. – Eu Respondi.

– Que mancada! – Reclamou o Potter se jogando em cima do Sirius. – Me dá um pedaço seus gulosos.

– É meu! – Gritamos o Sirius e eu.

Certo… Não preciso dizer que nós três caíramos na gargalhada.

O resto da noite foi agradável. Comemos chocolate e ficamos falando bobagens.

Cap 6 – Potter doente

Acordei cedo no sábado e aproveitei para fazer a lição atrasada, afinal, melhor aproveitar enquanto está tudo quieto e todos dormindo.

Quando finalizei a tarefa atrasada foi que reparei que o salão ainda estava vazio, digo completamente vazio, acho que eu era a única alma viva daquele lugar. Acho que dessa vez acordei muito mais cedo.

Olhei pela janela e pude ver que a lua ainda estava ali juntamente com o sol. Uma linda lua cheia. Meu relógio marcava seis e cinquenta da manhã. Como alguém pode acordar tão cedo em um sábado?

Eu não tinha nada para fazer e ninguém para conversar naquele momento. É nessas horas que eu vejo como faz falta uma televisão!

Me distrai olhando a lua cheia no céu. É incrível como a lua tem diferentes cores ao mesmo tempo. Agora no amanhecer ela estava ainda mais bonita do que ontem de noite. Sua cor branca deu lugar para as cores alaranjadas que banhavam o céu as seis da manhã.

Apesar o tempo não estar muito quente às seis da manhã e a lua ainda estar visível no céu eu não me importei com ela. A única coisa que me vinha na cabeça naquele momento era tudo que poderia estar acontecendo com os meus amigos naquele momento.

Sei que é besteira e que eles fazem isso com frequência, mas não me impede de ficar preocupada.

Não sei ao certo quando tempo passei pensando naquilo, poderiam ser horas ou minutos, mas despertei dos meus pensamentos quando escutei um barulho nas escadas.

Não estranhei realmente quando vi a Dora descendo as escadas com seu pijama de coelhinhos, pantufas e arrastando um travesseiro. Qualquer um diria que ela não dormiu nada durante a noite, afinal seu corpo estava curvado para frente, os olhos cerrados e seus braços jogados de forma desleixada.

Vi minha amiga jogar o travesseiro no sofá e se jogar no mesmo logo em seguida.

– Eles ainda não voltaram? – escutei sua voz muita arrastada e cansada.

– Ainda não. – respondi sem me dar ao trabalho de olhada.

Fiquei imaginando o que a Dora deve passar durante essas noites terríveis, alias, o que se passa na cabeça de uma pessoa nessa situação? Eu teria tentado inutilmente conversar a respeito com o Remus, mas todos nós sabemos que seria em vão, alias, ela já tinha tentado assim como todos nós incontáveis vezes e recebeu a mesma resposta. A única coisa que me anima é que os meninos estão com ele.

A porta da sala se abriu e por ela passou um Sirius e o Potter cansados e abatidos, eu podia de longe ver em alguns lugares a roupa rasgada, os cabelos despenteados e os olhos fundos.

Eles me olharam e com um sorriso leve e cansado o Potter pegou a Dora no colo que já subiu com ela para o quarto. Eu sei! Por que afinal ele estava levando ela para o quarto deles?

– Esta tudo bem Six? – perguntei quando o segundo começou a subir as escadas também.

– A enfermeira já foi busca-lo. A noite foi um pouco longa, mas foi boa. – ele respondeu com um leve sorriso.

– E o Pedro? – perguntei curiosa estranhando a falta do gordinho.

– Cozinha. – respondeu o Sirius dando de ombros.

Como assim a noite foi longa e boa? Isso não foi nada agradável de ouvir, principalmente quando ele disse que o Remus vai ser levado para a enfermaria e as roupas dos dois estão rasgadas.

O Potter nem ao menos olhou para mim! Certo… Ele olhou… Um segundo e um sorriso meia boca cansado. Tudo bem que ele estava cansado, mas pelo menos um “oi” ele poderia ter me dado, não é?

Subi as escadas para o quarto deles determinada e uma boa briga. Pelo menos era o que eu queria fazer, mas quando entrei no quarto e vi a minha amiga dormindo igual criança na cama do Remus, o Potter jogado na cama com a mesma roupa, com os pés caindo para fora da cama ainda de sapato vi que as coisas não foram tão fáceis quanto o Sirius tentou fazer parecer.

Em falar no Sirius ele não estava há vista, mas as roupas jogadas pelo quarto indicavam que ele estava tomando banho.

Aproveitei a distração e a falta de sono e fui ver minha amiga que parecia que iria dormir por um bom tempo agarrada ao travesseiro do Remus, não tive muita escolha a não ser cobri-la para não passar frio.

Fiquei esperando o Sirius sair do banho para ver o estado dele e dar uma de enfermeira se fosse preciso, mas como ele estava enrolando e eu não tinha muita coisa para fazer no quarto deles no escuro fiquei observando o Potter que dormia todo torto na cama. Acho que ele vai acordar com dor no pescoço.

Fui até ele com a intenção de pelo menos tirar o sapato dele para que pudesse dormir melhor, mas reparei que ele também não tinha tirado os óculos para dormir, e não duvido que novamente ele chegue falando que os quebrou.

Retirei seus óculos com cuidado do rosto e coloquei na estante ao lado, fiz a mesma coisa com os sapatos, mas não me importei em joga-los em algum canto, afinal, o quarto não estava arrumado.

Parei para olha-lo de perto, ele realmente parece um ser comportado e fofo quando esta dormindo, mas ele mantinha uma expressão sofrida no rosto. O que não pude negar ser bem estranho.

Seus braços estavam com alguns arranhões, mas nada que precise realmente de remédio ou coisa parecida. Será que era só um sonho ruim?

– Esta se entregando Lily? – Escutei a voz do Sirius.

Tomei o maior susto, mas não sei direito se pela voz do Sirius ou pela pouca distancia que eu estava do Potter.

– Eu só… – comecei a tentar me explicar.

– Não acho que ele vá se importar se você continuar. – Ele disse rindo.

– Continuar? – perguntei sem entender onde a cabeça do Sirius foi parar agora.

– Prometo não contar para ninguém que você queria beijar o Pontas enquanto ele dormia. – Comentou o Sirius rindo da própria piada sem graça.

– Me recuso a responder. – Respondi emburrada. – E pode colocar uma roupa? – Perguntei quando finalmente olhei para ele e reparei que ele estava só de calças de moletom.

– Sinto muito, mas gosto de dormir assim. – Ele respondeu dando de ombros e sentando na cama.

Fui até ele ver se ele precisava de alguma coisa, eu realmente não confio nos cuidados médicos desses marotos.

– O que é isso Sirius? – Perguntei vendo as costas dele com muitos cortes e arranhões.

– Tivemos uma noite agitada. – Ele respondeu dando de ombros.

Olhei de cara feia para ele. Noite agitada? Quem ele pensa que engana? No mínimo eles levaram o Remus para a floresta de novo.

– Vai ficar me olhando com cara feia ou vai cuidar do seu melhor e mais gostoso amigo? – Ele me perguntou piscando um olho galanteador.

Me dei por vencida e peguei os curativos que tinha deixado no quarto deles para essas emergências. Me sentei atrás dele na cama e comecei a “trabalhar”.

– O que foi que vocês aprontaram? – Perguntei quanto estava terminando.

Vamos dizer que os machucados estavam ainda piores do que de costume.

– A culpa não foi nossa. Não mandei aqueles “pivetes” irem xeretar na floresta proibida de madrugada. – Ele respondeu com uma voz inocente.

Quem ele pensa que engana com essa voz de falsa inocência?

– Preciso me preocupar? – Perguntei já tenebrosa pela resposta.

– Eles não nos viram. – Ele respondeu me tranquilizando. Eu até respirei aliviada. – Demos um jeito. O problema foi que o Remus ficou bem agitado depois disso.

– O que explica todos os cortes extras. – Comentei.

– É por que você não viu o Remus e o Pontas. – Comentou o Sirius descontraído.

– Você disse que o Remus estava bem. – Briguei com ele.

– Ele esta, a enfermeira vai cuidar dele, mas não diria o mesmo do Pontas. – Ele me disse um pouco preocupado.

Tive me ir ver o Potter de novo. Eu não tinha reparado em nada tão grave assim, mas o Sirius me assustou.

– Ele parece bem na medida do possível. – Respondi.

– Levanta a camisa dele. – Pediu o Sirius.

– Ele esta deixado de barriga para baixo, não dá. – Eu respondi.

– Essa é a intenção. Olhe as costas dele.

Ok! Eu não consegui efetivamente levantar um pouco a camisa dele, ele soltou um gemido de dor e uma careta nada simpática, e perdi a pouca coragem.

– Ok! Pode ir contando tudo Sirius. – Eu disse na mesma hora.

– Por que você não termina de cuidar da minha pobre pessoa e depois cuida dele? Amanhã eu conto. Eu realmente preciso dormir Lil.

Respirei fundo e tentei não gritar com ele para não acordar a Dora e o Potter, mas tive vontade de socar a carinha fofa do Sirius.

Voltei para a minha posição anterior e terminei de fazer os curativos no Sirius.

– Ele não morde. – Me disse o Sirius rindo já deitado na cama, enquanto eu estava já há uns dez minutos de pé entre a cama do Sirius e a do Potter pensando que eu deveria ter ficado no meu dormitório.

– Não tem como tirar a camisa dele sem ele acordar. – Comentei pensativa.

– Acorda ele. – Respondi o Sirius como se fosse a coisa mais obvia do mundo,

Revirei os olhos e fiquei algum tempo sentada no chão olhando o Potter dormir.

– Mulheres! – Foi a ultima coisa que ouvi o Sirius dizendo antes da sua respiração ficar mais lenta e ritmada.

Depois do meu querido amigo cair no sono fui cuidar do Potter, e devo dizer que as coisas não estavam nada boas para ele, além das marcas vermelhas e algumas até levemente roxas já, tinha o inchaço. Acho que ele não vai participar da festinha da lua cheia amanhã.

Novamente me perdi em pensamentos olhando para o Potter. Onde e o que esses meninos aprontaram durante a noite?

– Lily? – Escutei uma voz confusa atrás de mim.

– Oi Pedro. – Eu sussurrei de volta para não acordar ninguém. – Estava na cozinha? – Perguntei.

– Vou perder o café da manhã e aposto que o almoço, então para não morrer de fome eu fui comer alguma coisa. – Ele respondeu dando de ombros e indo até a cama.

– Bem esperto! – Comentei com um leve sorriso. – Você esta bem? Os meninos não estão muito bem.

– Estou bem. Quando a confusão começou eu estava um pouco afastado, afinal, eles têm pernas cumpridas comparado com um rato. – Brincou ele.

– Não tenho dúvidas. – Respondi sorrindo.

E claro que o Pedro corre menos… Com aquela barriga toda…

– Mas você viu o que aconteceu direito? O Potter desmaiou na cama e o Sirius estava disperso de mais contendo o Remus para reparar no que aconteceu.

Claro que menti quanto à coisa do Sirius, mas o Pedro não iria me contar se soubesse que o Sirius se negou a fazer isso.

– Não vi quando o menino apareceu e nem o que ele estava fazendo na floresta, mas até onde vi o Tiago correu para o outro lado virou humano e imitou um uivo de lobisomem, o que fez o Remus correr na direção dele.

– Ele foi esperto! – Comentei quando ele parou a narrativa.

– Não vi bem a briga dos três, só vi quando o Sirius foi arrastado para uma arvore e machucou as patas e um pouco dos ombros acho.

– Isso explica muita coisa. – Comentei.

– Depois o Tiago foi ajudar o Sirius, e não teve muita sorte, até onde vi o Remus levantou ele a cima da cabeça e arremessou contra uma árvore.

– O que? – Não me contive e minha voz saiu bem alta, fazendo a Dora e o Sirius se remexerem na cama.

– Vi quando o Tiago bateu na arvore e caiu no chão já humano, mas perdi um pouco da briga quando entrei em pânico. Afinal o Remus estava indo para cima do Pontas e a coisa não estava muito boa.

Será que o Potter…?

– Mas ele não… – Comecei temendo a resposta.

– O Almofadinhas chegou a tempo e conseguir desviar a atenção do Remus, mas o Pontas ficou um bom tempo desacordado, e o Sirius o ajudou a andar de volta para o castelo hoje de manhã, mas ele parece melhor. – Ele completou sorrindo.

– Ele esta melhor! – Emendei tentando pensar positivo.

O que eu vou fazer? Não sou curandeira e o Potter precisa de cuidados médicos!

– Boa noite Lily. – Me disse o Pedro puxando o cobertor para dormir.

– Bom dia! – Brinquei.

Já estava perto das oito da manhã e logo teríamos que levantar, então achei melhor fazer igual os meninos e ir dormir. Eu não iria conseguir ajuda-los com eles dormindo. E quem sabe eu sonhe com algum feitiço que ajude em alguma coisa.

Acordei já era quase dez da manhã. Dá para acreditar que dormi tanto?

– Até que enfim levantou dorminhoca. – Disse a Lene rindo enquanto arrumava o cabelo.

– Eu juro que acordei cedo e voltei a dormir. – Respondi me sentando na cama meio zonza.

– Sabe da Dora? – Me perguntou a Lene rindo.

– Quarto dos meninos! – Respondi com um bocejo.

– Estou indo ver o Remus na enfermaria. Quer vir? – Ela me perguntou sorridente.

– Vou mais tarde. Mas se ele perguntar, diga que eles vão ficar bem. – Comentei.

– Eles estão bem? – Ela me perguntou desconfiada.

– Seu amor esta muito bem, esta até fazendo graça. – Respondi rindo.

– Vou passar lá depois, mas e o Tiago e o Pedro?

– O Pedro esta bem. – Respondi sorrindo.

– Já entendi essa sua cara. O Tiago esta bem? – Ela me perguntou preocupada.

– Ainda não sei. – Respondi pensativa. – Vou ver isso assim que tomar um banho e me trocar. – Respondi lutando para levantar da cama.

– Temos ensaio de tarde. – Ela anunciou.

Como assim ensaio? Eu acabei de falar que o Potter não esta bem… Tudo bem que eu disse que não sabia, mas isso só significa “não fique preocupado, mas ele esta morrendo”. Tudo mundo sabe disso, não é?

– Tente não ter um ataque até eu voltar. – Ela me disse rindo.

– Muito engraçado. – Respondi jogando um travesseiro nela.

– Se olhe no espelho antes de sair por essa porta. – Ela brincou rindo e correndo para fora do quarto.

Eu devo estar um monstro ruivo, com cabelos espetados e a cara amassada.

Não demorei muito no quarto e quando finalmente cheguei ao quarto dos meninos eu como sou uma boa amiga acordei a Dora.

– Eu estava dormindo tão bem… – Ela disse manhosa ainda deitada e se virando para dormir de novo.

– O Remus esta na enfermaria e se você tomar um banho rápido não vai pagar mico com os meninos te vendo acordar e ainda consegue fazer uma visitinha para o seu lobinho doentinho.

– Até que não é má ideia. – Ela disse antes de deixar a preguiça de lado e se levantar.

Depois da Dora sair do quarto só restavam os marotos na cama. O Pedro dormia tranquilamente esparramado na cama. O Sirius estava sonhando alguma coisa bem safada para estar com aquele sorriso enquanto dorme, e o Potter… Ele não estava com uma cara muito boa.

– Dora? – Ele chamou um pouco sonolento.

Ele estava sonhando com a Dora ou acordou?

– A Dora acabou de descer. – Eu respondi.

– Lily? – Ele disse muito confuso já a procura dos óculos. Pelo menos isso mostra que ele estava acordado e não sonhando com a minha amiga.

– Bom dia Potter. – Eu disse pegando os óculos dele e entregando para o dono.

– O que você… – Ele começou já se levantando da cama, ou melhor, tentando se levantar.

– Pode ficar deitado aí! O Pedro já me contou tudo que aconteceu ontem. – Eu disse o empurrando de leve para voltar a se deitar.

– O Pedro e a sua boca grande! – Reclamou o Potter.

– Não reclame. Pelo menos ele me deu tempo de pensar em alguma coisa. Não é melhor você ir para a enfermaria?

– E vou dizer o que? Que cai da cama? – Ele Perguntou emburrado.

– Pare de ser chato. Podemos inventar uma desculpa. – Eu disse me sentando na beira da cama dele.

– Como o que? Estou aberto a sugestões. – Ele respondeu dando de ombros.

– Que tal dizer que você caiu da escada? Você poderia quebrar algumas costelas. – Brinquei.

– Ninguém cai das escadas Lily. – Ele respondeu revirando os olhos.

– Poderia ser a primeira vez. – Respondi dando de ombros.

– Têm feitiço anti queda. – Ele respondeu.

– Se eu fosse você me ajudava a pensar ao invés de ficar aí colocando defeito nas minhas sugestões. – Reclamei cruzando os braços no peito revoltada.

– Você não pode simplesmente me curar? – Ele me perguntou fazendo bico.

Se eu não estivesse com raiva por ele sabotar as minhas ideias iria falar que ele ficou bem fofo.

– Eu não confiaria tanto nas minhas poções se fosse você. – Comentei me lembrando que quase explodi um caldeirão semana passada quando o Malfoy sentou do meu lado e ficou me irritando a aula inteira.

– Acho que vou arriscar. – Ele respondeu sorrindo.

– Então vai tomar um banho, tomar café e vou tentar achar alguma poção ou feitiço para te ajudar. – Respondi já me levantando.

– Você não espera que eu tome banho assim, não é? Eu nem consigo me levantar da minha cama. – Ele reclamou.

– Vai querer ajuda no banho? – Perguntei rindo.

– Não seria má ideia. – ele me respondeu pensativo.

Achei melhor não responder o que passou na minha cabeça, então joguei o travesseiro da Dora, ou melhor, do Remus no Potter.

– Eu doente e você jogando esse tijolo em cima de mim. – Ele reclamou com uma careta de dor.

– Não vai tomar banho? – Perguntei vendo que ele ainda não tinha se levantado.

– Lily querida, eu não consigo me levantar! – Ele reclamou.

– Nunca pensei que falaria isso Potter, mas vou trazer seu café. – Eu disse antes de sair irritada do quarto.

Por que bem ele tinha que sair todo machucado? Não poderia ser o Sirius?

– Eles acordaram? – Me perguntou a Dora quando nos encontramos no corredor.

– O Potter está acordado e com um humor péssimo. – Reclamei.

– O Remus ainda esta dormindo, mas parece estar bem. – Ela comentou sorridente.

– Está indo aonde? – Perguntei.

– Tomar café.

– Então vou com você. – respondi puxando ela pelo braço para o salão principal.

Avistamos a Lene sentada com a Alice e com o Frank.

– Esses grifinorianos estão muito preguiçosos hoje. – comentou o Frank rindo.

– Bom dia para você também. – eu disse lhe dando um beijo estalado na bochecha.

– Vocês acordaram tarde! Fizeram festa de noite e nem me chamaram? – Perguntou a Alice com um bico.

– Fizemos uma festa do cabide. – Comentou a Lene rindo.

– E como é? – Perguntou a inocente da Alice.

– Quando você entra na festa a sua roupa fica em um cabide do lado de fora. – Respondeu a Lene piscando para a Alice.

– Que pena que você não foi. – Brincou a Dora.

– Eca! – Respondeu a Alice com uma careta.

– Poderíamos fazer uma festa dessas no meu quarto quando meus pais não estiverem durante as férias. O que acha? – Perguntou o Frank já dando um beijo no pescoço da Alice.

– Tem pessoas inocentes na mesa. – Disse a Dora com uma falsa cara de inocente.

Não vi o que a Alice respondeu, mas o rosto vermelho dela já dizia muita coisa.

– E os meninos? – Me perguntou a Dora.

– O Potter era o único acordado, mas esta doente. – Eu comentei, afinal, não poderia falar da festa deles de ontem com a Alice e o Frank do lado. Infelizmente eles não sabem de nada sobre o nosso amigo.

– O que ele tem? – Perguntou a Alice preocupada.

– Ele estava bem ontem… – Comentou o Frank.

– Deve ser só uma gripe. – Comentou a Lene.

– Deve ser. Homens são tão chatos doentes. Vocês pensam que o mundo vai acabar. – Comentei.

– Isso é verdade! – comentou a Alice quando o Frank abriu a boca para reclamar.

– Mas não é por que ele esta com gripe que vai escapar do ensaio. Vamos pelo menos ler as falas algumas vezes, mesmo que no quarto deles. – Comentou a Lene.

– Merecemos um dia de folga sabe… – Comentei.

– Só quando conseguirmos avançar um pouco. Estamos nas primeiras cenas ainda. – Ela reclamou.

– Lene… Só faz uma semana que começamos a ensaiar. – Reclamei.

– Exatamente… Já faz uma longa semana que estamos ensaiando e você só se casou ontem.

– Quantas vezes tenho que dizer que não estou casada? Eu vou morrer solteira! – briguei.

E não foi grande espanto quando todos os meus queridos e amados amigos começaram a rir da minha cara.

– Posso saber qual a graça? – perguntei com as mãos na cintura revoltada.

– Você vai se casar com o Tiago. Isso já é um fato. – comentou o Frank.

– Alias, ela já se casou com ele. Só vão renovar os votos. – comentou a Alice rindo.

– Engraçadinhos! – eu disse fazendo bico.

– Até que não é impossível sabe… – comentou a Dora, mas quando eu lhe dei um dos meus melhores olhares do tipo “morra” ela voltou a falar – Não tenho culpa se vocês fazem um casal fofo.

– E os outros marotos onde se enfiaram? – perguntou o Frank.

– A avó do Remus esta doente de novo e ele foi para casa ficar com ela. – comentou a Dora.

– E eu posso apostar que os outros estão todos dormindo. – comentou a Lene.

– E como vocês ficaram sabendo que o Tiago esta doente? – perguntou a Alice.

A Lene a Dora e eu nos olhamos tentando saber se alguma de nós tinha uma boa desculpa.

– Eu fui avisar eles que vai ter ensaio, e o Tiago ficou resmungando que estava mal, então chamei a Lily para dar uma poção para ele. – mentiu a Lene.

Realmente ela e o Sirius conseguem inventar uma boa mentira em segundos.

– Vamos lá então perturbar eles mais tarde. – comentou a Alice empolgada.

– Se quiser posso ajudar nos ensaios. – comentou o Frank simpático.

– Infelizmente acho que ninguém vai conseguir tirar o Potter do quarto. – comentei.

– Então ensaios só no quarto dos meninos. – comentou a Lene.

– Que pena! Eu vou perder o primeiro dia da Lily casada. – comentou a Alice com um bico.

– Que quiser posso tirar umas fotos. – comentou a Dora rindo.

– Eu não estou casada! – disse irritada.

– Que seja! – elas responderam.

Depois disso o café passou rápido. Aproveitamos quando a Alice e o Frank foram namorar um pouco e separamos algumas bolachas para os meninos.

– O Tiago esta mesmo doente? – Perguntou a Dora enquanto íamos para o quarto deles.

– Ele esta um pouco machucado. – Respondi dando de ombros.

– O Sirius e o Pedro estão bem? – Perguntou a Lene preocupada.

– Cuidei do Sirius de noite, e o Pedro como de costume deve ter fugido da briga, por que não tem nenhum arranhão. – Respondi antes de abrir a porta.

– Vocês demoraram! – Reclamou o Sirius.

– Dormiu comigo? – Perguntou a Dora emburrada.

– Dormimos no mesmo quarto se foi essa a pergunta. – Respondeu ele confuso.

– Eu esperava um bom dia, mas vou deixar passar. – Ela respondeu rindo.

– Bom dia Dorinha linda do meu coração! – Ele disse sorrindo e indo abraçar a baixinha.

– Bem melhor! – Ela respondeu rindo.

– Querem falar mais baixo? Tem pessoas querendo dormir aqui! – Reclamou o Pedro.

– Nem vem Rabicho! Você foi o que mais dormiu! – Comentou o Sirius.

– Eu fui dormir mais tarde que vocês. A Lily esta de prova! – Ele comentou.

– Isso é verdade! – Eu disse dando de ombros.

– Mas ele não contou a parte que ele dormiu metade da noite encostado em uma árvore. – Escutei o Potter reclamando

– Culpado! – Ele respondeu dando de ombros.

– Trouxemos bolachas. – Comentou a Lene.

– Eu não consigo nem comer por causa da dor. – Reclamou o Potter fazendo drama.

– Ótimo, sobra mais. Afinal, elas são pão-duras e só trouxeram poucas bolachas. – Reclamou o Sirius.

– Foi o que deu para trazer antes de tirarem as coisas da mesa. – Comentou a Dora dando de ombro.

– E tenho certeza que você não vai se importar de ir buscar mais na cozinha. – comentou a Lene com o Sirius.

– Eu estou doente! – Ele Comentou fazendo drama.

– Que pena! Tinha uma menina lá fora te procurando, mas vou ter que falar que você esta de cama. – Comentou a Dora.

– Ele é bonita pelo menos? Por que se for eu posso fazer esse grande esforço!

Deixei a Dora e a Lena brigando com o Sirius e fui até o Potter que ainda estava deitado na cama na mesma posição da noite anterior.

– Se sente melhor? – perguntei.

– Estou travado na cama Lil. Eu não me sinto nem um pouco melhor. – ele comentou carrancudo.

– Eu ainda acho que você deveria ir para a ala hospitalar. Você pode ter quebrado alguma coisa. – comentei me sentando no chão ao lado da cama dele.

– Nada que você não conserte. – ele respondeu com uma falha tentativa de sorrir.

– Você esta confiando de mais nas minhas habilidades! – comentei rindo.

– Melhor confiar nas suas habilidades do que nas do Almofadinhas.

Olhei para o Sirius que estava imitando alguém que não identifiquei.

– Nisso vou ter que concordar. – comentei rindo.

– Eu sempre estou certo. – disse o Potter com um leve sorriso.

– Vamos ao que interessa. Eu consegui me lembrar de uma poção que você pode tomar, se tiver algum osso quebrado ela vai remendar, mas precisamos coloca-lo no lugar, e vai amenizar a dor. – comentei.

– Mas…? – ele me perguntou.

– Por que acha que tem um “mas”? – perguntei.

– Não estou vendo nenhuma poção na sua mão. – ele comentou tentando rir e logo trocando as risadas por gemidos dolorosos.

– Tem um “mas”. – respondi rindo.

– Temia que você falasse isso. – ele respondeu fazendo uma cara triste. – Mas eu sou forte. Pode falar. Vou morrer, não vou? – ele me perguntou exageradamente dramático.

– Você tem poucas horas de vida. Tem alguma coisa que queira fazer antes de morrer? – perguntei entrando na brincadeira.

– Quantos desejos eu tenho? – ele me perguntou sorrindo levemente.

– Até onde eu me lembre para morrer é só um. – respondi pensativa.

– E onde foi parar a história de três desejos? – ele me perguntou espantado.

– O que o casal esta aprontando? – perguntou a Lene indo até nós e deitando no chão com a cabeça no meu colo.

– O Potter esta pensando no seu último desejo antes de morrer. – comentei rindo.

– Eu quero ajudar. – comentou a Dora empolgada antes de deitar encostada na Lene.

– Eu quero deitar também, mas quero deitar na cama com o “bofi”. – disse o Sirius empolgado com uma voz fina, na ponta dos pés, e as mãos mexendo em um longo cabelo imaginário.

– Então… Qual o último desejo? – perguntou a Dora depois que todos paramos de rir do Sirius.

– Ainda quero saber onde foram parar meus outros dois desejos. – ele comentou emburrado.

– Você os desperdiçou pedindo para se casar com a Lily. – Comentou o Sirius rindo.

– E ele foi realizado muitas vezes ontem de tarde. – comentou a Lene entrando na brincadeira.

Revirei os olhos. Acho que já cansei de falar que não estamos casados.

– O que estamos esperando para a Lily dar um jeito no Pontas? – perguntou o Sirius depois de alguns minutos que todos ficamos nos encarando em silêncio.

– Eu estou esperando você ir e pegar emprestado a poção lá da ala hospitalar. – comentei.

– Por que você não faz? – perguntou a Dora.

– Por vários motivos. Não tenho os ingredientes, é muito complicada e demora uma eternidade para ficar pronta.

– Vou precisar de ajuda para roubar a ala hospitalar. – comentou o Sirius.

– Só tem a enfermeira que deve ser mais velha que o diretor. – comentou a Dora.

– Não posso azarar a velhinha só por que o Pontas não quer morrer. – Comentou o Sirius rindo.

– Eu te ajudo, mas o máximo que vou fazer é distrair a enfermeira. Não quero ser uma criminosa. – comentou a Lene.

– Nós ficamos perturbando eles. – comentou a Dora rindo.

Os dois já estava chegando na porta do quarto quando me lembrei do principal:

– Não estão esquecendo nada? – perguntei.

– Claro que estamos! É culpa do Sirius que fica me distraindo. – Comentou a Lene voltando.

– Eu e minha incrível beleza que te deixam até sem ar. – ele comentou abraçando a Lene e a puxando pela cintura, enquanto dava aquele sorriso número 34 sedutor.

– Preciso dessa poção. – eu disse lhes entregando um papel com o nome e os possíveis vidros e cores que eles poderiam achar.

– Vamos assistente! – disse a Lene puxando o Sirius pelo braço para fora do quarto.

– Alguém mais reparou que ela não fez questão de dizer que o Sirius estava enganado? – perguntou a Dora rindo.

– Você pensa que vai ficar aí só de boa? Pode vir junto. – disse o Sirius voltando para o quarto alguns segundos depois e puxando a Dora para fora.

– Tenho a ligeira impressão que foi de propósito. – Comentei.

– Eles nem disfarçaram. – Comentou o Potter rindo.

– Não precisamos disfarçar. – Escutei o Sirius gritando enquanto a Dora dizia algo como “mas a conversa estava legal”.

– Tenho péssimas noticias Potter. – Eu disse fazendo uma cara bem triste.

– Eu vou morrer? – Ele perguntou assustado. – Eu não posso morrer tão jovem. Nem ao menos me casei com você!

– Engraçadinho! – Eu disse emburrada.

– Eu preciso de pelo menos um filho para deixar o meu legado sabe… – Ele comentou dando de ombros.

– Sei… – Eu disse rindo.

– Então qual a noticia tão terrível? – Ele perguntou voltando a sorrir.

– A Lene não vai nos dar uma folga. – Eu respondi, mas como ele continuou com aquele cara de confusão com uma ruga gigante na testa tive que me explicar – Teremos ensaio mais tarde.

E para o meu espanto ele começou a rir. Isso mesmo. Eu aqui preocupada e ele rindo.

– Não vi nenhuma graça. – Comentei ainda mais emburrada.

– Não é uma piada? – Ele me perguntou parecendo bastante confuso.

– Você é que esta fazendo piada. – Eu reclamei.

– Vai mesmo ter ensaio? – Ele me perguntou espantado.

Ok! Estou começando a achar que o Potter realmente pensou que eu estivesse brincando.

– Você só pode estar de brincadeira. Achou que eu estava de zoando? – Perguntei.

– É claro que pensei que você estava brincando. – Ele me respondeu sério.

– Muito engraçado Potter. Você quase me enganou. – Reclamei irônica.

– Eu não estou brincando Lily. Não é possível que a Lene queira ensaiar. Eu não consigo levantar da cama. – Ele reclamou.

– Com sorte de noite você vai estar de volta as suas atividade. – Comentei.

– Com sorte? – ele me perguntou preocupado.

– Ainda corremos o risco de não ter a poção na enfermaria, ou do pessoal não conseguir pegá-la. – Respondi dando de ombros.

O Potter realmente pareceu preocupado depois do que eu disse, e acho que ficamos o resto do tempo em silêncio, pelo menos nós dois, já que o Pedro roncava na cama ao lado.

– Que cena mais romântica! – escutei o Sirius dizendo quando voltou para o quarto algum tempo depois. – Os dois quietos, um em cada cama e os roncos do Pedro como trilha sonora. – Ele concluiu rindo.

– Imagine a cena não romântica. – brincou a Dora.

Todos ficaram em silêncio e o Sirius aproveitou a distração para me entregar à poção que eles “roubaram” na enfermaria.

Ter a poção em mãos não melhorou em nada a situação, afinal, a poção sozinha não iria fazer nada. Eu precisava usar os feitiços que aprendi, o problema é que iria ter que descobrir na hora se eu realmente fiz certo.

A Lene percebeu que eu estava nervosa e mandou todo mundo sair do quarto, e até me espantei quando ela acordou o Pedro dizendo que tinha sobremesa.

Respirei fundo quando me vi sozinha com o Potter no quarto.

– Quis ficar sozinha para poder abusar de mim, não é? – Ele brincou para descontrair.

– Você não tem tanta sorte. – Respondi tentando sorrir.

Eu estava tão nervosa com aquilo tudo que comecei a pensar se realmente queira ser médica, afinal, eu também cursava as matérias para ser aurora, afinal eu ainda não tinha escolhido uma profissão.

– Eu não mordo Lily. E nem estou em condições se você quiser. – Ele comentou sorrindo simpático.

– Sua última chance para sair ileso disso. – Comentei. – Tem certeza que não quer ir para a enfermaria? Podemos inventar alguma desculpa.

– Sem chance! Não quero ficar naquela cama duas ou três dias e perder a diversão. – Ele comentou rindo.

– Que diversão? O ensaio? – Perguntei irônica.

– Estou falando de hoje de noite. – Ele me respondeu dando de ombros, ou pelo menos uma falha tentativa disso.

– Eu não faço milagres. – Comentei revirando os olhos.

– Não custa sonhar. – Ele comentou. – Vai querer que eu tire a roupa para que possa me examinar? – Me perguntou maroto quando o silêncio constrangedor chegou.

– Nem nos seus sonhos Potter. – Respondi emburrada.

– Na verdade nos meus sonhos as coisas são bem mais quentes. – Ele respondeu com um belo sorriso safado.

– Safado! Poupe-me! – eu disse lhe dando um leve tapa no ombro.

– Ai! – Ele gritou revoltado. – Eu estou doente se lembra? – Me perguntou com um bico gigante.

– Desculpe! – Eu disse envergonhada.

– Você pode me curar agora? Já cansei de sentir dor. – Ele comentou com a maior cara fingida de sofrimento.

Respirei fundo novamente, é agora ou nunca.

– Não me responsabilizo por danos futuros. – Comentei para aliviar a minha tenção.

Claro que só a minha, já que o Potter fazia questão de manter um leve sorriso nos lábios.

– Não estou preocupado com danos futuros senhora. – ele me respondeu sorrindo ainda mais.

Respirei fundo mais uma vez. Acho que já esta até virando um hábito.

Fiz o feitiço, acho que eu cheguei até a suar de tanto nervoso. Vi que o Potter fazia umas caretas durante o feitiço, mas tentei não prestara atenção nisso. A única coisa que eu estava tentando me concentrar era colocar a costela do Potter no lugar certo para poder lhe dar a poção.

Quando eu finalmente terminei o feitiço vi que eu definitivamente não servia para medibruxa.

– Posso respirar agora? – Ele me perguntou.

– Segure a respiração por mais uns trinta minutos. – Brinquei.

– Engraçadinha! – Ele respondeu irritado e com um bico.

– Como esta se sentindo? – Perguntei apreensiva.

– Dolorido. – Ele reclamou.

– Espero que eu não tenha feito nada de errado. – comentei mais comigo mesma do que com ele.

– Você é tão animadora! – ele reclamou irônico.

– Alguém tem que ser realista por aqui! – comentei dando de ombros. – Bebe isso! – eu disse depois de colocar uma certa quantidade de poção no copo.

– Já posso me considerar curado? – ele me perguntou com um leve sorriso.

– Na verdade não tenho tenta certeza ainda. – comentei guardando a varinha.

– E vai ter certeza quando? Vai me examinar? – ele perguntou aumentando o sorriso, e colocando um leve tom malicioso na voz.

– Na verdade temos que esperar. – comentei fingindo não ter reparado em seu tom.

– Esperar quanto tempo?

– Até que você me diga se pode andar ou se preciso internar você no St.Mungus. – respondi com um sorriso cruel.

Eu não estava mentindo! Não sei se o feitiço e a poção deram certo, eu realmente espero que sim, por mais que eu deteste o Potter, não iria querer carregar o assassinato dele nas costas.

– Ótimo! Minha enfermeira particular não sabe se vou ficar bom. – ele comentou emburrado.

– Não reclame. Pelo menos não esta mais sentindo dor. – comentei dando de ombros.

– Como está se sentindo? – perguntou a Lene entrando no quarto com o resto da nossa gangue.

– Estou morrendo! – reclamou o Potter fazendo o maior drama possível.

– Não exagere! – comentei emburrada.

– A Lily é uma ótima enfermeira. – comentou o Sirius.

– Obrigada Sirius! – comentei na mesma hora corando levemente.

– Se ela usasse uma roupinha curtinha ficaria ainda melhor. – ele completou antes de receber um tapa da Lene e outro meu.

– Eu só não te bato também por que não estou em condições de levantar dessa cama. – comentou o Potter.

– Eu só disse a verdade! – ele respondeu dando de ombros.

– O que vamos fazer o resto do dia? – perguntou a Dora.

– O problema não é o que vamos fazer de dia e sim de noite. – comentou o Potter.

– Por que de noite? – perguntou o Pedro confuso.

– Ainda é lua cheia, e eu não posso ir com vocês. – reclamou o Potter.

– Até de noite você vai estar melhor. – disse o Sirius animado.

– Não conte com isso. – comentei.

– Pelo visto o Tiago não vai passear de noite. – comentou a Lene rindo. – Posso ir no lugar dele?

– Claro que você não pode Lene. – eu e o Sirius dissemos juntos, alias, quase gritamos.

– E posso saber por quê? – ela perguntou com um olhar desafiador.

– Você não é animaga. – respondeu o Sirius na mesma hora.

– E daí? Pelo estado de vocês o Remus também não deve estar inteiro depois da noite de ontem. – ele comentou, e acho que se esqueceu que a Dora estava presente.

Vi a Dora arregalar os olhos e levar a mão na boca evitando um grito histérico.

– Ele parecia bem. – comentou o Pedro.

– Ele esta bem! – respondeu o Potter enfatizando.

– Ele vai ficar bem. – comentou a Lene.

– O que vamos fazer hoje? Não vamos perder o sábado só porque o veadinho esta doente, não é? – perguntou o Sirius tentando mudar de assunto.

– Podemos ficar com o Remus na enfermaria. – sugeriu a Dora.

– Na verdade não podemos. A Enfermaria não iria deixar, afinal, tecnicamente o Remus esta em casa cuidando da avó. – comentou a Lene.

– Alguém além de mim já percebeu que essa desculpa da avó doente já esta ultrapassada? – perguntei pensativa.

– Acho que já usamos todas as desculpas possíveis. – comentou o Potter dando de ombros.

– Então definitivamente não temos nada útil para fazer. – reclamou a Dora se jogando na cama do Remus.

– Podemos jogar alguma coisa. – comentou o Pedro.

– Ou podemos ir para Hogmead pegar alguns doces. – comentou o Sirius.

– Eu voto em estudarmos. – eu disse contente, mas pelo visto ninguém gostou da minha brilhante ideia.

– Podemos repassar o texto. – comentou a Lene.

– Cansei de ensaiar. – comentou o Potter – Sem contar que eu estou impossibilitado.

– Quando ele souber da cena ele vai ficar melhor rapidinho. – comentou o Sirius rindo.

– E posso saber qual é a cena? – perguntei desconfiada.

Coisa boa não pode ser!

– A primeira cena de vocês casados. – respondeu ele sem importância.

– Mas essa cena pelo que me lembro não tem nada de mais. Os dois só estão falando sobre a consulta ao terapeuta. – comentei.

– Me enganei de cena. – comentou o Sirius. – Mas é uma cena próxima. – ele comentou pensativo.

– Acho que se refere à cena que os dois estão na sala e a Jene comenta sobre a cortina. – eu comentei.

– É a cena do beijo? – perguntou o Sirius empolgado.

– Um selinho não é considerado beijo sabe. – comentou a Dora.

– Não tenho certeza se é a primeira cena de beijo Sirius. – comentou a Lene.

– Até que estou me sentindo melhor. – comentou o Potter tentando se levantar da cama.

– E vai piorar rapidamente se não ficar deitado e de boca fechada. – eu disse irritada. – Sem contar que combinamos em modificar essas cenas. – comentei com o Sirius e com a Lene.

– Mas aí o teatro vai perder toda a graça. – comentou a Dora desanimada.

– O teatro perdeu a graça quando fui escolhida para o papel principal. – reclamei.

– Vou ter que concordar. – comentou o Potter.

– Enquanto vocês discutem, vou tomar um banho. – comentou a Lene. – Depois do almoço ensaiamos.

– Em falar em almoço… Esta quase na hora. Vou indo para o salão. – disse o Pedro saindo rapidamente do quarto.

– Como eu sou inconveniente vou ficar aqui. – comentou o Sirius.

– Eu não tenho útil para fazer! – comentou a Dora dando de ombros.

– Eu vou… – comecei com alguma desculpa.

– Vai ficar de enfermeira para o Pontas. Você é a única com o mínimo de conhecimento médico aqui. – comentou o Sirius.

Longa tarde sem fazer nada.

O resto da manhã passou rápido, com o Sirius e o Potter contando piadas. Na hora do almoço o pessoal desceu, mas eu acabei ficando para fazer companhia ao Potter, para falar a verdade puxei uma cadeira ao lado da cama dele e fiquei ali conversando.

– Acho que você precisa dormir! – o Potter comentou trocando bruscamente de assunto.

– Eu estou bem. – comentei tentando inutilmente abrir os olhos e mantê-los abertos.

– Podemos aproveitar que o pessoal esta almoçando e dormir um pouco. – ele comentou sorrindo levemente.

– Até que a ideia não é ruim. – comentei pensando em alguns bons minutos de sono.

Não precisei pensar duas vezes e já me encostei na cama pronta para dormir.

Cheguei a cochilar, ou cheguei bem perto disso. Não sei quanto tempo passou, mas senti a mão do Potter acariciando levemente o meu braço enquanto eu “dormia” encostada em sua cama, exausta.

Acordei com uma luz desconfortável no meu rosto e pude ver o Sirius sorrindo na minha frente.

– Não vou deixar vocês dormirem o dia inteiro. – ele comentou ainda sorrindo.

Acha que a primeira coisa que notei além da luz forte nos meus olhos foi à dor horrível no pescoço!

– Trouxemos o almoço de vocês, mas já deve estar frio. – escutei a Lene dizendo de algum canto do quarto.

– Que horas são? – escutei o Potter perguntando.

– Três e pouco da tarde. – respondeu a Dora.

– Já podem soltar a mão… – comentou o Sirius.

Do que esse maluco está falando?

Foi quando finalmente deixei a dor no pescoço de lado e descobri que a minha mão estava junto com a do Potter, para ser mais exata, nossos dedos estavam entrelaçados.

Não me espantei quando senti meu rosto esquentar rapidamente, e claro que soltei minha mão na mesma hora. Quem manda ficar com dó do Potter e dormir encostada na cama dele?

Como foi que isso aconteceu mesmo? Só porque eu fiquei acordada metade da noite pensando no meu amigo, alias, nos meus amigos, Sirius e Remus, lá fora, e levantei antes das seis da manhã?

Tudo bem que eu estava cansada? Mas não era para tanto! Eu não poderia ter dormido aqui. Piorou com o Sirius me acordando.

– Não foi tão mal assim Lily. – Me disse a Lene risonha.

– Não estou vendo graça Lene! – Reclamei ainda tentando inutilmente arrumar meus cabelos e esquecer a dor no pescoço.

– O que fizeram enquanto estávamos dormindo? – Perguntou o Potter.

– Na verdade não fizemos muita coisa. – Comentou a Dora entediada.

– Almoçamos. – Respondeu a Lene dando de ombros.

– Vocês não ficaram só comendo… – Eu disse sem ter nada melhor para fazer e desviar a atenção de cima de mim.

– O Pedro ficou. – Respondeu a Dora rindo.

– Em falar no rato. Cadê ele? – Escutei o Potter dizendo, mas me recusei a olhá-lo. Ele é culpado pela minha dor no pescoço.

– Disse que tinha que estudar. – Comentou a Dora despreocupada.

– E vocês acreditaram nisso? – Perguntou o Potter surpreso.

– Na verdade eu estava com preguiça de ir investigar. Achei melhor incomodar vocês no lugar. Vai ser bem mais divertido. – Respondeu o Sirius com um sorriso muito inocente.

– Então o que vamos fazer já que eu estou impossibilitado? – Perguntou o Potter fazendo drama.

– Vocês podem me ajudar com os desenhos do cenário, já que o Remus vai faltar durante uma semana. – Comentou a Dora.

– Ou você poderia pegar a capa do Pontas e fiar discutindo os desenhos com o Aluado na enfermaria. – Comentou o Sirius empolgado.

– Não posso entrar escondida na enfermaria para isso. – Ela disse emburrada.

– E por que não? – Perguntou a Lene. –Eu particularmente adorei a ideia.

– Você só pensa nesse teatro Lene. – Reclamou a Dora.

– Alguém aqui tem que pensar. – Respondeu a Lene irritada, mas pude ver o seu olhar triste desviando para olhar o Sirius.

Parando para pensar um pouco a Lene realmente não anda no seu estado normal ultimamente. Ela nunca foi de estudar ou se preocupar muito com os trabalhos. A paranoica aqui sempre sou eu e não ela.

O que será que aconteceu que ela não fala e esta tentando disfarçar?

– Lily! – Escutei alguém gritando o meu nome.

– O que? – Respondi irritada. – Eu não sou surda sabe. Não precisa gritar!

– Claro que precisa. Você esta aí com cara de morta já faz alguns minutos. Fiquei preocupado sabe… – Comentou o Sirius com aquela falsa cara de preocupação.

– Não estava com cara de morta! – respondi emburrada.

– Estava sim! – Ele respondeu. – Estava sim ô! – Disse abrindo a boca e olhando para os lados, igual um zumbi.

– Eu não estava com essa cara. – Briguei revoltada.

– Dá para os dois parem de brigar e me dizer quando vou poder sair dessa cama? – Perguntou o Potter mais revoltado que eu.

Não sei por que ele esta revoltado. Não é ele que esta sendo acusado de ficar com cara de tonto.

– Não reclame Pontas. Pelo menos você esta deitado confortavelmente em uma cama. Se você estivesse de pé provavelmente estaria ensaiando. – Comentou o Sirius.

– Na verdade ele estar de cama não impede realmente que ele ensaie. – Comentou a Lene empolgada.

– E lá vem ela de novo com esse negócio de ensaio. – Comentou a Dora. – Quer saber? Vou ir atrapalhar o namoro da Alice. – Ela disse já se levantando preguiçosa e saindo do quarto.

– Ela não gostou de vocês a mandarem ficar com o Remus. – Comentei assim que ela saiu.

– Mas já esta na hora deles se acertarem. – comentou a Lene dando de ombros.

– Não é tão simples Lene. Você sabe que o Remus não aceita. – comentei.

– O Remus não sabe o que esta perdendo. – comentou o Sirius.

– Me recuso a tocar nesse assunto. Já conversei com o Remus milhares de vezes. – comentou o Potter.

– Devemos estar ajudando os dois. – comentou a Lene revoltada.

– Nós realmente já tentamos. – comentei.

– Não o suficiente já que eles ainda não estão juntos. – Ela reclamou.

– Eu concordo que eles são dois teimosos e tudo mais, mas o que você acha que podemos fazer? –Perguntou o Sirius.

– Menos do que você esta fazendo por esses dois já seria o suficiente – Comentou a Lene.

Foi impressão minha ou ela estava falando de mim e do Potter como senão estivéssemos no quarto?

– Você sabe que não é tão simples assim. – Reclamou o Sirius.

– Você sabe que não é tão difícil assim. – Retrucou a Lene.

Alguém esta entendo o real motivo da briga? Por que eu tenho certeza que não é por que não estamos jogando a Dora e o Remus em cima um do outro.

– Já conversamos sobre isso. – reclamou o Sirius.

– E pelo visto não adiantou nada. – ela reclamou saindo do quarto irritada.

– Lene! – chamou o Sirius antes de ir atrás dela.

– Você entendeu alguma coisa? – me perguntou o Potter.

– Acho que eles estão discutindo a relação. – brinquei.

– Mas acho que a Lene esta certa. – comentou o Potter quando parou de rir.

– Ela pode até estar certa, mas não tem o que ser feito. – Respondi.

– Podemos tentar. – ele disse empolgado.

– Se tiver alguma ideia gênio, é só falar. – comentei revirando os olhos.

Ficamos quietos por algum tempo. E tenho que admitir que eu estava tentando escutar a briga que o Sirius e a Lene provavelmente estavam tendo em algum lugar perto das escadas.

– Acha que eles já se acertaram? – Perguntou o Potter quando depois de algum tempo só escutávamos a nossa própria respiração.

– Acho que o mundo acabou e esqueceram de nos avisar Potter. Está tudo muito quieto para um sábado. – Comentei pensativa.

– Não era hoje o dia do passeio? – ele me perguntou depois de alguns minutos pensando.

– Verdade… – comentei me lembrando que estava perdendo uma visita a loja de doces.

– Eu já comprei chocolates para a turma inteira sabe… – Comentou o Potter, provavelmente vendo o meu desanimo.

– E como você é um ótimo amigo… – Comentei fazendo minha melhor cara inocente.

– Estão na guarda roupas Lily. – Ele me disse risonho.

– Vai adiantar perguntar o que eles estão fazendo lá? – Perguntei já indo rapidamente para o guarda roupas.

– Pedro come de mais. – Ele disse dando de ombros.

Peguei o meu chocolate, meu é claro, por que provavelmente até o Sirius e a Lene resolverem voltar eu já comi tudo, e me joguei na cadeia onde tinha dormido.

– Pessoas doentes se recuperam melhor com um chocolate. – Comentou o Potter assim que mordi uma barra.

– De onde você tirou essa ideia absurda? – Perguntei me recusando a lhe dar uma mordida.

– Sempre que eu vou parar na enfermaria eu ganho um chocolate. – Ele comentou dano de ombros.

– Acho que é para você calar a boca e deixar a mulher trabalhar. – Comentei já terminando de comer o primeiro bombom.

– Então me faça calar a boca! – Ele pediu com um grande e contagiante sorriso.

Ai Meu Deus! Acabei de descobrir que eu tenho a mente mais poluída que a do Sirius!

Acho que ando assistindo filmes demais? De onde mais teria saído a brilhante ideia de beijar o Potter para calar a boca dele? O que é claro que eu não fiz! Caso alguém ainda tenha alguma duvida sobre a questão.

– Voltamos! – Disse o Sirius entrando no quarto com a Lene em seu calcanhar.

– Que empolgação é essa? – Perguntei vendo a animação deles.

– Decidimos torturar vocês dois. – Comentou a Lene sorrindo ainda mais. – Trouxemos os roteiros! – Ela disse empolgada.

– Chocolate! – Escutei o Sirius gritando, e segundos depois ele estava praticamente em cima de mim.

– A cadeira vai quebrar. – Reclamei enquanto tentava tirar o meu chocolate de perto dele.

– Sem problemas. Eu vou ter uma gostosa almofada vermelho berrante para me proteger da queda. – Ele brincou.

– Eu vou morrer esmagada! – Reclamei fingindo desmaiar, mas é claro que sem soltar o meu precioso chocolate.

– Você não vai sair viva se não me entregar o chocolate. – Disse o Sirius rindo.

– Então vou morrer e levar ele comigo. – Brinquei.

– Acabou a brincadeira crianças. Vocês vão quebrar a cadeira. – Disse a Lene já deitada na cama do Sirius.

– Mas eu quero chocolate! – Reclamou o Sirius fazendo bico.

– Nem vem que eu pedi primeiro. Alias, o chocolate é meu! – Reclamou o Potter emburrado.

– Negativo! Ele agora é meu. Pagamento pelos serviços medicinais. – Eu respondi já escondendo o maior número de bombons na minha roupa.

– Não duvide que eu posso pegar! – Disse o Sirius ameaçadoramente.

– Você não é louco ainda. – Respondeu o Potter.

– Nem vêm Pontinhas… Você esta debilitado nessa cama. – Respondeu o Sirius com um sorriso triunfante.

– Mas eu estou firme e forte aqui. – Retrucou a Lene com um sorriso mais confiante que o do Sirius.

E claro que o sorriso do Sirius murchou na mesma hora.

– Obrigada Lene! – Eu disse sorrindo feliz da vida. Tenho o chocolate todo para mim.

– Não entendo por que você não gosta de chocolate. – Comentou o Sirius.

– Ela é a única mulher viva que não gosta de chocolate. – Eu disse dando de ombros.

– Menos um presente para dar para ela no dia dos namorados almofadinhas! – Comentou o Potter rindo.

– Engraçadinho! Eu não preciso dar presente. Eu sou um presente! – ele comentou convencido.

– Isso não quer dizer que seja o melhor presente. – Rebati rindo.

– Nem vem discutir anã. Eu sou o melhor presente que qualquer mulher poderia ganhar. – Ele disse convencido.

– E o pior é que ele ainda acredita nisso. – Comentou o Potter comigo.

– Acabou o recreio crianças. – disse a Lene pegando o meu chocolate. – Só ganha o tesouro quem ensaiar direitinho. – ela disse fingindo estar falando com crianças de dois anos.

– Mas não é justo! Eu não vou ensaiar. – reclamou o Sirius cruzando os braços no peito e fazendo um bico.

– Se eles ensaiarem direitinho você também ganha chocolate. – ela respondeu.

– Não é justo nós dois fazermos o trabalho duro e ele ganhar lucro. – reclamou o Potter.

– Aqui esta o roteiro. Vamos para a primeira leitura e cena de casados. – comentou a Lene empolgada nos entregando o roteiro.

– Essa cena não é a que a Jene esta sem blusa? – perguntei me lembrando do filme.

– Fizemos algumas modificações na roupa. A Dora e o Remus vão saber explicar realmente o que vai ser, mas basicamente você vai estar vestida, não se preocupe. – comentou a Lene sem dar muita importância.

– Quem se importa se ela vai estar com roupa se ela vai dar uns amassos na frente da escola inteira? – perguntou o inconveniente do Sirius.

– Eu não vou dar um amasso em ninguém. – comentei fechando a cara.

– Podemos parar de ter essa discussão todos os dias? – perguntou a Lene.

– Podemos discutir isso quando realmente for necessário? – perguntou o Potter parecendo cansado.

– Não esta mais aqui quem falou. – comentou o Sirius dando de ombros.

– Certo… Podem começar. – disse a Lene empolgada.

– Começa com um narrador Lene. – comentei.

– Pula isso. – disse o Sirius já se sentando na cama dele.

– Bom… Teria a cena do Tiago pegando um jornal e da Lily fazendo o café da manhã, mas cortamos isso e fomos direto para a cena que eles estão se trocando. – ela explicou.

– Pode começar Lily! – disse o Sirius empolgado.

– O que achou da Alice? – perguntei já lendo o roteiro. – As perguntas dela foram meio chochas. – eu disse sem importância.

– É! Faltou profundidade. – respondeu o Potter.

– E o consultório dela é muito longe. – inventei uma desculpa.

– É… Às quatro horas pegamos um transito danado.

– É! – respondi.

– Isso que é chato!

– Então está combinado? – perguntei

– Tudo bem!

– Ok! – terminei de ler.

Ai terminaria a cena do guarda roupas e começaria a próxima que eles estão na garagem saindo para trabalhar.

– Nisso já vamos emendar a próxima cena que é bem curta. – comentou a Lene me desanimando.

– A… O jantar é as sete. – eu disse desanimada.

– Então está combinado! – ele respondeu de novo.

Parece que nessas cenas o Potter só sabe falar isso.

– Como vamos fazer essa cena dos carros? – perguntei quando terminamos.

– Vocês vão sair pela porta da frente e vão tentar os dois passar pela porta ao mesmo tempo, assim como acontece na cena original. – comentou a Lene.

– O Pontas vai te deixar sair e cada um sai do palco por um lado. – terminou o Sirius.

– Bem simples. – comentei dando de ombros.

– Depois que terminarmos de ensaiar certinho essa cena vocês vão ter pelo menos um dia de folga, já que a próxima cena vocês não estão nela. – comentou a Leme.

– E como fica isso que eles estão se trocando? – perguntou o Potter indicando o começo da cena.

– Vai ser bem simples. A Lily vai colocar os sapatos e arrumando o cabelo, ao invés de ficar por ai sem blusa como no filme. – comentou a Lene.

– O que é um desperdício. – comentou o Sirius antes de a Lene dar um tapa na cabeça dele.

– Enquanto você vai começar a cena com a blusa aberta. – comentou a Lene.

– E espero que termine de abotoa-la logo. Não gosto de homem sem camisa perto de mim. – comentou o Sirius.

– Pensei que gostasse. Não é você que fica na frente do espelho se elogiando? – perguntou o Potter rindo.

– Eu sou a perfeição em pessoa. – comentou o Sirius sorridente.

– Coitado… Tão novo e tão maluco. – comentou a Lene.

– Quando será nossa folga? – perguntei descontraída.

– Se tudo correr bem na segunda. – respondeu a Lene. – O Tiago vai estar bom amanhã para ensaiar, não vai? – ela me perguntou.

Olhei para o Potter na dúvida e ele estava quase implorando para falar que não.

– Espero que sim! – respondi tentando sorrir.

– Perfeito! – comentou a Lene empolgada.

Pelo menos vamos ter um dia de folga.

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sobre Vanessa Sueroz

Autora dos livros Confusões em Paris, Minha última chance, Odiado Admirador Secreto, Presente de Aniversário, Eu te amo mais e Três Botões.


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