Sr e Sra Potter – Cap 5 13


Anteriormente:

– Eles estão pegando o jeito da coisa. – Comentou o Sirius rindo.

– Já podem se soltar. – Comentou o Sirius rindo.

Foi quando percebi que eu ainda estava abraçada ao Potter e ao ursinho de pelúcia.

– Por que não tentamos tudo desde o começo? – Perguntou a Alice empolgada.

– Não é má ideia. – Disse a Lene ainda mais empolgada.

Longo dia!

Cap 5 – Snape Só incomoda

Finalmente sexta feira!

O sol esta brilhando, os pássaros cantando… E Hoje tecnicamente é o dia do meu casamento.

Pode parecer loucura, mas estou com a impressão que as coisas nunca mais serão como antes.

Certo… Brincadeira. Já acordei!

– Falando sozinha Lily? – Me perguntou o Potter se sentando na cadeira ao lado.

– Pensando na cena de hoje. – Comentei sem importância.

– Eu não gostei muito da cena de hoje. Repassei algumas coisas com o Kenji e não gostei de ter que fingir que estou apanhando.

– Deve ser legal escalar uma montanha. – Eu disse pensativa.

– Sua cena é melhor que a minha. Você escala uma montanha enquanto diz que vai se casar enquanto eu apanho em um treino. – Ele reclamou.

Não respondi além de rir um pouco da cara dele.

– Como vamos fazer essa cena? Não são duas cenas ao mesmo tempo? – Perguntei para ele.

– Até onde eu sei a Lene já deu um jeito nisso. – Ele me respondeu sem importância.

– Como você fica sabendo do tudo isso e eu não? – Perguntei inconformada.

– O Sirius gosta de falar. – Ele respondeu rindo.

– Acho que o senhor Potter quer dar aula no meu lugar! – Disse o professor de História da magia.

– Não obrigado professor. Gosto da sua aula. – Ele respondeu sorrindo.

Como ele é cara de pau!

Não conversamos naquela aula por motivos óbvios, afinal o professor ficava nos olhando a cada cinco minutos e o Potter ainda tentava fazer cara de santo, o que na minha opinião só piorou as coisas.

– Como se sente se casando hoje Lily? – Me perguntou a Alice enquanto íamos buscar os roteiros no quarto.

– Na verdade eles só estão anunciando o casamento. – Comentei.

– Mas como não tem cena do casamento e logo depois já mostra vocês em casa e tudo mais… – Ela comentou rindo.

– Que seja! – Respondi dando de ombros.

Melhor não contrariar.

Não foi surpresa quando estava indo para a próxima aula, poções e me encontrei com o Snape no corredor, mas dessa vez definitivamente eu não estava sozinha. Todos os meus amigos estavam junto e devo dizer que o Snape foi corajoso a mesmo assim vir falar comigo.

– Precisamos conversar. – Ele me disse parando na minha frente.

– Licença. – Pedi passagem.

– Precisamos conversar. – Ele me disse mais uma vez.

Fingi que não era comigo e dei a volta nele para poder continuar andando, mas nem tudo dá certo. Ele segurou o meu braço:

– Preciso falar com você. – Ele me disse.

– Mas eu não preciso falar com você. Agora me solta. – Eu disse irritada.

– Não sei o que deu em mim ontem. – Ele disse ainda segurando o meu braço. – Fiz sem pensar.

– Sem pensar? Até parece! – Eu disse irritada.

– Larga ela Ranhoso. – Disse o Sirius se aproximando com toda a turma.

– Por que não vai brincar com suas poções Snape? Não vê que esta em minoria aqui? – Perguntou a Lene.

– A Lily não quer falar com você. – Disse o Potter irritado, e pude ver todos os marotos com a mão na varinha esperando o primeiro sinal de luta.

– Não falei com você Potter. Não vai querer levar outro olho roxo, não é? – Perguntou o Snape maldosamente.

– Não vai querer que eu quebre os seus dentes, não é? – Perguntou o Potter já ficando parado do meu lado pronto para bater no Snape.

Os dois ficaram se olhando por longos minutos e para mim parecia que estavam falando por telepatia.

– Te procuro depois Lily. – Ele me disse saindo.

– Se eu ficar sabendo que você se aproximou dela… – Disse o Sirius irritado.

– Vai fazer o que Black? – Perguntou o Snape não se dando ao trabalho de olhar para o Sirius.

– Deixe ele para lá. – Eu disse abaixando a mão do Sirius quando ele mirou a varinha no Snape.

– Já estamos atrasados. – Disse o Remus cortando o clima pesado.

A aula foi até que tranquila se tratando de uma aula com grifinória e sonserina na mesma sala.

Vi que os meninos estavam jogando coisas no caldeirão do Snape, mas sinceramente não me importei.

Dessa vez ele merecia que o caldeirão explodisse na cara dele, mas pelo visto uma aula não foi o bastante.

– É por que eu não tinha nenhum ingrediente explosivo na mesa, senão teríamos explodido a sala inteira. – Disse o Sirius rindo quando saímos da sala.

– O que o Snape fez dessa vez para eles estarem tão irritados? – Perguntou a Dora se referindo ao Sirius e ao Potter.

– Acho que a pergunta é o que deu no Sirius e no Tiago e não o que o Snape fez. – Comentou a Alice.

– Dessa vez o Snape aprontou mesmo. – Comentou o Pedro.

– Como sabe? – Perguntou a Dora.

– Ouvi o Sirius e o Tiago falando sobre isso. Além da briga do Tiago com o Snape ontem, ou antes, de ontem, tem mais alguma coisa.

– O que poderia ter acontecido? – perguntou a Lene pensativa.

Achei melhor não me intrometer na conversa. Não queria que todos soubessem sobre a minha briga com o Snape. Seria igual no quinto ano quando brigamos.

– Não acha que ele vai ficar te procurando no corredor como fazia ano passado? – me perguntou o Sirius me puxando para um canto ao lado do Potter.

– Realmente espero que não. – comentei pensativa.

– Se quiser eu deixo ele na ala hospitalar tempo suficiente para esquecer que te… Que brigou com você. – disse o Sirius já quase falando o ocorrido para o Potter.

– Acho que isso não vai ser necessário. – Comentei pensativa.

Seria muito legal se o Sirius e o Potter acabassem com o Snape, acho que me sentiria melhor sabendo que alguém bateu nele por mim, mas não é uma coisa muita certa.

– Ele não deve ter sido muito simpático com você. – Comentou o Potter pensativo.

– Por que diz isso? – Perguntei sem entender.

– Você esta cogitando a possibilidade de brigarmos com ele. – Ele me respondeu pensativo.

– Eu? Não! – Menti descaradamente.

– Não pense que me engana mocinha. Eu vi! – Ele me disse segurando o riso.

– Agora que o casal já esta trocando intimidades, por que não criamos uma cena do casamento na peça? – Perguntou o Sirius sorridente.

– Por que não Sirius. – Respondemos juntos.

– Isso não é justo. Era mais fácil convencer vocês de alguma coisa quando os dois viviam brigando. – Comentou o Sirius emburrado.

– Eu prefiro sem brigas. – Comentou o Potter rindo.

Não posso dizer que o dia não foi agradável, por que dei muitas risadas até chegar a hora do almoço.

– Vocês não sabem da última. – Disse a Alice empolgada se sentando conosco enquanto esperávamos o Pedro terminar de comer.

– Adoro fofoca! –Disse a Dora feliz e quase pulando do banco para se aproximar mais da Alice.

– Frank acabou de ter aula com o Hagrid. – Disse a Alice empolgada.

– Com o Hagrid? – Perguntou a Lene sem entender.

Não é novidade que eu também não entendi. O Hagrid até onde eu saiba nem conseguiu se formar.

– Parece que o professor de Defesa contra as artes das trevas esta doente. – Comentou a Alice.

– E desde quando o nosso amigo Hagrid dá aula? – Perguntou o Sirius curioso.

– Pelo que entendi, ele esta dando aula de Trato das criaturas mágicas, só para o pessoal não ficar sem aula. – Respondeu a Alice.

– Vai ser divertido ter aula com o grandão. – Comentou o Sirius rindo.

– Não acho que o professor esta doente. Ele estava muito bem ontem na aula. – Comentou o Potter pensativo.

Pior é que faz muito sentido o que ele disse.

– Vai ver ele esta lutando na guerra. – Comentou o Remus.

– Ou foi algum problema de família. – Sugeriu a Dora.

– Ou talvez o diretor tenha uma organização secreta contra Você-Sabe-Quem e o professor esteja participando. – Brincou o Pedro se acabando de rir.

– Isso faz sentido Pedro. – Eu disse pensativa.

Faz muito sentido na verdade! Alguma coisa que não é o ministério esta lá fora lutando contra aqueles tontos. Poderia ser muito bem o diretor.

– É bem a cara do Alvo. – Comentou o Potter rindo.

– Segunda temos aula de Defesa contra as Artes das Trevas. Será que até lá o professor já voltou? – Perguntou a Dora.

– Espero que não. Vai ser bem divertido ter aula com o Hagrid. – Comentou o Sirius rindo.

– Em falar nele… Podemos ir visita-lo amanhã. – Disse a Dora empolgada.

– Não seria má ideia. – Comentei.

– Combinado então. Vamos todos visitar o Hagrid amanhã. – Comentou o Remus antes de se levantar. – Precisamos correr para a próxima aula.

Sentei-me com as meninas nas próximas aulas e ficamos conversando sobre bobagens. Foi muito bom para relaxar e esquecer tudo isso com o Snape, pelo menos foi até a hora do ensaio.

– Você não é bem-vindo. – escutei a Lene irritada enquanto eu ainda caminhava até a sala de transfiguração para o ensaio.

Ela deveria estar muito irritada.

– Não é permitido alunos de outras casas no ensaio. – escutei a voz do Sirius.

Estou com um péssimo pressentimento do que me aguarda naquela sala.

Não precisei nem entrar na sala para saber o que estava acontecendo. O Potter estava do lado de fora me esperando.

– O Ranhoso esta te esperando. – Ele me disse irritado.

Olhei desconfiada para ele. Ele estava realmente muito sério.

– Aconteceu alguma coisa? – Perguntei desconfiada.

– Só estou tomando um ar. – Ele respondeu com um sorriso amarelo.

– Você não esta muito bem. – Comentei.

– Até que enfim você chegou! – escutei a Dora falando comigo e em seguida ela me puxou pelo braço.

– Lily! Tire esse… Ranhoso daqui antes que eu mesma precise fazer isso. – pediu a Lene vermelha.

Acho que as coisas não estavam nada bem. Todos da grifinória estavam apreensivo e alguns até com a varinha na mão esperando uma briga.

– O que você quer agora? – perguntei para o Snape quando chegamos do lado de fora da sala.

Onde o Potter ainda estava “tomando um ar”.

– Você sabe que precisamos conversar. – Ele me disse.

– Acho que já falamos tudo que tínhamos para falar. – Eu disse irritada mantendo uma distancia razoável dele.

Não tinha certeza que o Potter conseguia ouvir a conversa então eu evitava falar alto. Não queria que ele descobrisse, pelo menos não desse jeito.

– Me desculpe Lily! Você sabe que não foi minha intenção te deixar magoada. – Ele me pediu com uma cara de dó.

Ok! Eu tenho dó dele. Ele era meu amigo! Mas o que ele fez…

– O que de em você? – Perguntei irritada.

– Estava irritado com o exibido do Potter. Depois tive uns problemas com o pessoal da sonserina. Sei que não justifica, mas…

– Não justifica mesmo Snape. – Eu disse muito irritada. Eu nunca descontei minha raiva nele.

– Foi sem pensar! – ele disse desesperado.

– Não me diga que foi sem pensar. Isso é um absurdo! – Eu disse muito irritada.

– Isso é tudo culpa do Potter e daquela gangue estúpida dele. – reclamou o Snape irritado.

– Ele não tem nada haver com isso. – Eu disse ainda irritada.

– Você mudou depois que começou a andar com ele. Ele é má influencia para você!

– Má influencia? Pelo menos ele não fica brincando de matar trouxas por aí e não fica idolatrando um louco que pensa que pode dominar o mundo. – Agora ele tinha me tirado do sério.

– A Lily que eu conheço nunca defenderia o Potter. – Reclamou o Snape.

– O Severo que eu conheço nunca teria feito aquilo. – Eu disse chateada.

– Não podemos voltar a ser como antes? – Me perguntou o Snape se aproximando.

– Não podemos! – Afirmei me afastando.

– Não podemos tentar? – ele perguntou se aproximando novamente.

– Não! – eu disse dando mais um passo para trás.

– Cadê aquela Lily que odiava os marotos? – ele me perguntou se aproximando mais.

– Morreu junto com o meu amigo Snape. – eu respondi irritada.

– Eu estou aqui! – ele disse colocando a mão no meu rosto.

– Você não é a mesma pessoa. Não vou ser amiga desse novo Snape. – Respondi empurrando a mão dele para longe.

E simplesmente sai andando. Acho que já foi emoção de mais para um dia.

– Ainda precisamos conversar. – Ele me disse pegando no meu braço.

Ô mania!

– Não temos nada para falar. – Eu disse puxando meu braço de volta e novamente voltando a andar para onde o Potter estava.

– De novo essa história? Temos muito o que conversar. Não se faça de desentendida. Você gostou do que aconteceu ou teria me batido. – Ele comentou segurando novamente o meu braço.

Vi o Potter os olhando atentamente, e desejei que ele bancasse o herói só para variar. Dessa vez eu não me importaria.

– Esta faltando pouco para você ganhar um olho roxo. – Respondi irritada.

– Vai dizer que não foi bom? – ele disse voltando a ser o Snape nojento.

– Esqueci de te dizer uma coisa essencial: Você me dá náuseas. – eu disse irritada eu disse me soltando e indo até o Potter, alias, já estava quase do seu lado quando o Snape me alcançou novamente.

Adorei essa frase. Lembro-me quando disse para o Potter ano passado quando ainda brigávamos como gato e rato.

– Você não vai me tratar como trata o Potter. – Ele Disse irritado.

– Tem razão. – Eu disse me virando sorrindo para o Snape.

Vi o Snape sorrindo e o Potter parecendo que levou um soco no estômago.

– O Potter é um bom amigo, não deveria tratar os dois iguais. – Eu disse antes de jogar meu braço nos ombros do Potter, ou pelo menos tentar fazer isso já que ele é muito mais alto. – Desculpe. Podemos ir? – Perguntei para ele.

– Claro ruiva! – Ele disse passando seu braço pela minha cintura.

– Não faça isso Lily! – Gritou o Snape irritado.

– Nossa conversa acabou Severo. – Eu disse antes de entrar na sala e fechar a porta.

– Pronta para se casar? – Me perguntou o Potter assim que entramos.

– Pule a parte do “Se tem alguém contra esse casamento…” – Brinquei.

– Não precisa nem pedir. – Ele respondeu rindo.

– Vejo que o problema foi resolvido. – Comentou a Lene sorrindo para mim.

– Espero que sim. – Respondi sorrindo.

Vi que o Sirius me analisava do outro lado.

– Acabou? – Ele me perguntou.

– Acho que ele entendeu o recado. – Respondi piscando.

– Então vamos começar logo o ensaio por que já estamos atrasados. – Disse a Lene voltando a ser… A Lene!

– Vou chamar o pessoal que esta faltando. – Disse o Sirius antes de se afastar e ir até onde o pessoal montava o cenário.

– Como são duas cenas ao mesmo tempo, cada um vai ocupar metade do palco. – Comentou a Lene.

– E como vão fazer para trocar de uma cena para a outra? – Perguntei.

– Só vamos mudar a luz. Pelo que conversei com a professora, o salão vai estar escuro, então só precisamos iluminar só a cena correta. – Ela respondeu pensativa.

– E já sabe como vamos fazer? Eu vou escalar uma montanha. – Comentei.

– Vamos fazer como se fosse uma escada, você só vai subir no degrau e fingir estar se segurando na “montanha”. – Ela respondeu pegando um desenho. – Essa é a ideia do cenário. – Ela disse me mostrando um esboço.

– Quero fazer um protesto! – Brincou o Potter.

– Diga! – Disse a Lene o olhando atentamente.

– Não quero apanhar na cena. – Ele reclamou.

– Vai ser divertido! – Respondeu ela rindo.

– Pelo menos você tentou. – Brinquei.

– Vamos logo fazer a tal cena. – Disse o Potter emburrado.

– Vamos tentar fazer uma vez só lendo, depois vamos vendo como irá ficar a interpretação. – Comentou a Lene quando todos chegaram.

– Podem começar. – Disse o Sirius empolgado.

– Há para! Espera aí. Você só conhece essa garota há seis semanas. – disse o menino que faz o papel de melhor amigo do John.

– Eu estou apaixonado. – Disse o Potter parecendo cansado. Acho que era para imitar a voz que ele teria que usar quando estivesse na cena realmente. – Ela é inteligente… É sexy… É desinibida… Ela é espontânea… É a coisa mais meiga que eu já vi. – Ele disse pausadamente me olhando e sorrindo.

– Eu fiquei com a Cleide dois anos e meio antes de pedi-la em casamento. Você precisa ter a base de uma amizade, meu camarada. A atração passa. – Ele disse para o Potter. – Oi! – Disse como se estivesse cumprimentando os figurantes.

E vamos para a minha cena.

– Você não acha que isso esta rolando muito de pressa? – me perguntou a minha “melhor amiga”.

– Você me conhece. Nunca faço nada sem pensar bastante. – Realmente eu sou assim, pelo menos nisso eu e a Jane temos em comum.

– O que ele faz? – ela me perguntou.

– Trabalha em construção. Tem uma companhia importante. – respondi.

E de novo para a cena do Potter.

– Se um servidor cair na cidade eles chamam ela a qualquer hora do dia ou da noite. Ela é um gênio dos computadores. – disse o Potter.

E de novo para a minha cena.

– Ele viaja tanto quanto eu. Por isso é perfeito.

E o Potter de novo.

– Dou no máximo seis meses para esse lance. – disse o “amigo dele”.

– Ed, eu pedi ela em casamento. – disse o Potter.

– O que? – perguntou ele assustado.

– Eu vou me casar. – gritou o Potter.

– Eu não estou ouvindo. – disse o amigo dele.

– Eu vou me casar. – Disse o Potter de novo.

– Eu não estou ouvindo. Dá para parar de bater? Eu acho que ele esta surtando. – disse o amigo dele para o treinador.

– A gente vai se casar. – gritou o Potter de novo.

Gostei da última fala, o Potter fez de um jeito tão espontâneo!

– Ficou muito bom. Agora vamos tentar fazer a interpretação.

– Eu não tenho muito o que fazer nessa cena. – Comentei dando de ombros.

– Quem tem que ensaiar mesmo é o Pontas. – Comentou o Sirius.

– Vamos de novo! – Disse a Lene empolgada.

– Só uma dúvida! – disse o “amigo” do Potter.

– Pode falar. – Disse a Lene sorrindo amigavelmente.

– O que é um servidor? – Ele perguntou sem enrolar.

– Verdade Lene. Algumas pessoas não vão entender nada sobre computadores. – Comentei.

– Infelizmente não tem como mudar muita coisa aí. Podemos colocar uma cena depois que você esteja no computador. – Ela respondeu pensativa.

– Já tem uma cena dessas. Só precisaríamos colocar algumas falas. – Comentou o Sirius.

– Vemos isso depois. – Respondeu a Lene sorrindo.

Tivemos um pouco de dificuldades naquela cena. O treino do Potter tomou um pouco de tempo, já que tiveram que ensaiar onde cada um iria bater e tudo mais.

Acho que conseguimos passar a cena umas cinco vezes antes de o tempo acabar e irmos para o salão comunal.

– Podemos ensaiar dês de o começo amanhã. – Disse o Sirius empolgado.

– Mas amanhã é sábado! – Reclamei.

– E daí? Não temos nada para fazer mesmo. Cancelaram o quadribol! – Ele reclamou.

– Como se sentem sendo oficialmente casados? – Perguntou a Dora rindo.

– Estou sentindo falta de uma aliança. – Brincou o Potter.

– Por que vocês não aproveitam que não tem nada para fazer e não contam o que foi aquilo com o Snape? – Perguntou o Remus.

– Não sei do que você esta falando. – Disse o Sirius dando de ombros.

– Eu fiquei atrasado e nem vi o Snape. – Comentou o Potter.

– Ele só queria encher. Nenhuma novidade. – Comentei dando de ombros.

– Até parece que acreditamos nisso. – Comentou a Dora.

– Ele estava bem determinado Lily. – Comentou a Lene. – Tem alguma coisa que não esta nos contando?

– Não é nada galera. É só o Snape. – Eu menti.

– Sei que você escutou a conversa. Pode ir contando. – Disse a Dora para o Potter.

– Eu não escutei nada. Alias, não queria mesmo escutar. Se os dois estavam brigando eu iria interferir, então… – Ele disse dando de ombros.

– Ele só estava parabenizando a Lily pelo casamento. – Comentou o Sirius com um sorriso simpático.

– Você sabe que cedo ou tarde vamos saber o que houve! – Comentou a Lene. – Assim como cedo ou tarde vão descobrir que você odeia teatro. – Ela disse se referindo ao meu medo de palco.

– Não acho que isso vai acontecer. – Respondi sorrindo.

Não adianta ela vir com joguinhos. Não vou contar independente se ela é minha melhor amiga ou não.

– Se não quer contar não conte, mas estamos aqui caso precise. – Disse o Remus gentilmente.

Não demorou muito para que eu subisse para o quarto e não foi surpresa quando o Sirius me alcançou na escada:

– Que tal uma chocolate? – Ele me perguntou sorrindo.

Sorri e o acompanhei até o quarto dos marotos, que por sinal não estava diferente, meias e camisas jogadas para todos os lados, exceto é claro a cama do Remus que estava intacta até o Sirius se joagr em cima dela. Joguei-me em uma das camas (leia-se cama do Potter) jogando as bugigangas dele no chão.

– Como foi à conversa? – Ele me perguntou sem rodeios.

– Não sem meu chocolate. – Brinquei. – Ele só queria inventar historia. O que me deixa mais irritada é que ele diz que fez aquilo sem pensar. Como alguém faz isso sem pensar? – Perguntei irritada já dando uma mordida enorme no chocolate.

– Acho um pouco difícil. – Ele respondeu meio perdido.

– Disse que estava nervoso com o Potter e com os amiguinhos dele.

– Não justifica. – Comentou o Sirius.

– Foi o que eu disse. – Respondi.

– Mas pela cara do Pontas você deu um jeito no Ranhoso. – Comentou ele sorrindo e se jogando ao meu lado na cama.

– Ele me disse que se eu não tivesse gostado teria tido alguma reação além de me afastar dele. – Comentei chateada.

– Esqueça isso. – Pediu o Sirius.

– Enfim, me lembrei que não dito o que senti quando ele me beijou. E bom… Aproveitei a ocasião. – Respondi sorrindo.

– Quero detalhes. – Pediu o Sirius empolgado.

– Você me da náuseas. – Respondi rindo.

– Eu me lembro dessa frase. – Ele disse rindo.

– Parece que o Snape também se lembrou. – Comentei me lembrando da cara dele. – Agarrei o Potter e deixamos o Snape falando sozinho.

– Você e o Pontas estão se entendendo bem. – Ele comentou.

– Assim como você e a Lene que não se desgrudam. – Brinquei.

– Eu sou irresistível. É o meu charme. – Ele brincou rindo.

Ficamos rindo até que o Potter bateu na porta:

– Interrompo? – Ele perguntou.

– Senta ai e se sinta no seu quarto. – Brinquei me levantando da cama dele e empurrando o Sirius para se levantar também.

– Qual a piada? – perguntou o Potter quando viu o Sirius e eu rindo.

– Você. É claro. – Respondeu o mentiroso do Sirius.

– Engraçado! – Respondeu o Potter chegando à cara.

Deixei-o fazer o que queria na cama e pulei para a cama do Sirius.

– O que pensa que esta fazendo ai anã? – Ele me perguntou.

– Bagunçando?! – Perguntei com a minha melhor cara de inocente.

– Mais bagunçado impossível! – Comentou o Potter. – Quem derrubou chocolate na minha cama? – Ele perguntou sério cruzando os braços no peito e nos olhando bravo.

– Foi ele/ela. – Dissemos o Sirius e eu juntos, e claro que um apontando para o outro.

Estávamos parecendo duas crianças que acabaram de aprontar.

Vi o Potter revirando os olhos derrotado. Ele nunca iria saber.

– Chocolate? – perguntou o Sirius para o Potter

– Nem vem Sirius. Esse chocolate é meu! – Briguei com ele.

– Nada disso. Fui eu que comprei. – Ele respondeu mostrando a língua.

– Mas você me deu. – Eu disse puxando o chocolate da mão dele.

– Eu quero um pedaço. – Comentou o Potter.

– Vai comprar. – Eu Respondi.

– Que mancada! – Reclamou o Potter se jogando em cima do Sirius. – Me dá um pedaço seus gulosos.

– É meu! – Gritamos o Sirius e eu.

Certo… Não preciso dizer que nós três caíramos na gargalhada.

O resto da noite foi agradável. Comemos chocolate e ficamos falando bobagens.

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sobre Vanessa Sueroz

Autora dos livros Confusões em Paris, Minha última chance, Odiado Admirador Secreto, Presente de Aniversário, Eu te amo mais e Três Botões.


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