Sr e Sra Potter – Cap 15 10


Anteriormente:

– O Sirius está certo. – ele me disse por fim.

– No que exatamente o Sirius está certo?

– Eu menti para você. Minha quedinha por você nunca passou! Na verdade um tropeço seria pouco para descrever o que eu sinto.

Acho que estou interpretando as coisas erradas. Ele esta mesmo dizendo o que eu acho que esta dizendo?

– Lily Evans… Eu estou e sempre fui apaixonado por você!

Cap 15 – Apresentação

Respire Lily Evans!

Meu Deus!

É só puxar o ar pelo nariz e soltar lentamente pela boca…

O que eu faço agora?

Vou lá e o agarro?

Saio correndo?

Grito em pânico?

Acho que estou hiperventilando!

Ele disse mesmo aquilo? Ele disse meu nome e “apaixonado” na mesma frase?

Tem que ter outro significado para essa palavra além da que eu estou imaginando. Ele não pode estar apaixonado por mim no sentido de querer ficar comigo, no sentido de me amar.

Claro que tem alguma coisa errada! Um cara como o Potter não pode estar gostando de uma menina como eu!

– Apaixonado em que sentido? – escutei a minha voz traidora perguntando.

Isso é lá pergunta que se faça para alguém? Onde já se viu perguntar para um garoto uma coisa dessas? Acorda Lily!

– No único sentido que eu conheço. Estou perdidamente apaixonado por você. Eu quero passar o resto dos meus dias com você. Quero te namorar, morar com você, casar com você. Lily eu quero estar ao seu lado na alegria e na doença, como dizem os trouxas. – ele me respondeu passando a mão teimosamente pelo cabelo.

– Amigos ficam juntos. – lá fui eu para mais um comentário ridículo.

– Eu não faço ideia das maluquices que estão passando na sua cabeça agora Lil, mas sei que vai entender quando parar de surtar e pensar com clareza.

– É claro que eu estou surtando! Isso não pode estar certo. Não pode!

– Por que não? – ele me perguntou calmo ainda me olhando compreensivo.

Como alguém pode ser compreensivo uma hora dessas?

– Eu não sei o que te dizer! – eu fui sincera.

– Não precisa dizer nada. O que eu te disse não exige resposta. Só pare de pensar nisso agora tudo bem?

– Como você quer que eu não pense nisso agora? É impossível! – eu disse alarmada.

– Eu conheço você o suficiente para saber que vão passar coisas absurdas na sua cabeça agora. Você só precisa tomar um pouco de ar. – ele comentou sorrindo.

– OK! Nada disso aconteceu! – eu disse para mim mesma respirando fundo.

Não sei quanto tempo ficamos ali sentados nos olhando, aliás, ele me olhando e eu tentando pensar com clareza.

– Vamos descer? – ele me perguntou se levantando algum tempo depois.

Ele parecia incrivelmente relaxado e normal!

Ele não estava em pânico como eu estava, nem nervoso ou impaciente, ele só estava lá, como se acabássemos de ter uma conversa sobre o tempo.

– Só tenho uma dúvida. – eu disse relutante.

Vou ser tão tapada em perguntar isso para ele?

– Pergunte o que quiser. – ele respondeu sorrindo me encorajando.

– No que exatamente isso tudo vai mudar nossa relação?

– Espero que não muita coisa. – ele comentou parecendo preocupado, mas notei que ele tentou esconder isso de mim.  – Só não pense nisso agora.

Achei melhor não perguntar como eu faria para não pensar nisso agora, mas achei melhor deixar isso para outra ocasião.

Todos os nossos amigos estavam no salão, Remus e  Pedro estavam jogando xadrez, aliás, o Remus estava acabando com o Pedro no xadrez. A Alice e a Lene estavam jogando Snape explosivo, a Dora estava lendo um livro e o Sirius estava… Estava aparentemente atrapalhando todo mundo.

– Quem vai me emprestar o trabalho de Transfiguração? – o Potter perguntou assim que nos aproximamos.

Todos pararam o que estavam fazendo e ficaram nos olhando por algum tempo.

– Ninguém vai me emprestar? Que mancada! Cadê os nerds desse grupo? – ele perguntou fingindo desanimado.

– Eu sou a próxima. – eu disse já indo me sentar ao lado do Remus.

– Próxima a perder? – perguntou o Remus sorrindo.

– Próxima a acabar com você Lupin! – eu disse desafiadora.

Melhor coisa é me distrair e nada melhor do que uma boa partida de xadrez.

– Lily, minha amiga, ninguém ganha do meu namorado. – comentou a Dora.

– Dorinha, minha flor, ninguém ganha de mim! – eu disse rindo.

– Pode jogar então, porque eu cansei. – comentou o Pedro desanimado derrubando todas as pedras que ainda estavam no jogo.

– Se o Aluado ganhar a Lily me dá um chocolate, se a Lily ganhar o Aluado que me dá um chocolate. – comentou o Sirius empolgado.

– E posso saber por que eu iria desperdiçar meu chocolate com você? – perguntei inconformada.

– Porque eu sou o juiz e mereço a minha propina – ele respondeu sorrindo.

Não demorou muito para os meninos irem acompanhar o Remus e nós ficarmos sozinhas

Eu preferi ir dormir já que não estava tão afim de conversar sobre nosso “ensaio” de hoje.

Acordei e a Lene era a única que ainda estava no quarto.

– Bom dia, bela adormecida. Se não levantar logo vai começar a ficar atrasada.

– Lene… Precisamos de uma reunião de garotas hoje. – comentei antes de me enfiar no banheiro para um bom banho.

– Realmente precisamos Lil. – a escutei dizendo e minutos depois a porta do quarto bateu indicando que ela já tinha saído.

Não demorei tanto assim para me arrumar, aliás, eu não costumo demorar muito para me arrumar.

Desci as escadas saltitante, eu tinha tido uma ótima noite de sono, me lembro que sonhei alguma coisa muito boa, mas não me lembro mais o que foi.

– Está animada. – comentou o Sirius sorrindo.

– Bom dia Sirius fofo! – eu disse lhe dando um beijo estalado no rosto. – Bom dia Pedro. Bom dia Dorinha. Bom dia Potter! – eu disse lhe dando um beijo bem barulhento no rosto.

– Pensei que ela estaria irritada hoje. – comentou o Pedro.

– Pois eu estou. O Remus ainda não saiu da enfermaria. – comentou a Dora.

– E eu não deveria ter saído da minha cama. – comentou o Sirius antes de um grande bocejo.

– Melhor irmos tomar café. – disse o Pedro desanimado.

O dia passou terrivelmente chato, já que os meninos ainda estavam dormindo pelos cantos. O que não foi novidade quando na metade da tarde eu já não aguentava mais e puxei o Potter para trás de uma estátua.

– Já acordou o suficiente para me dar um “Bom dia” descente? – perguntei.

– Não é mais “bom dia”. – ele respondeu sorrindo.

– Então você está bem atrasado. – eu disse rindo antes de sentir sua mão na minha cintura.

– Acho que vou precisar me redimir. – ele comentou maroto.

– E não se esqueça que não me deu um beijo de boa noite ontem! – eu disse alguns segundos antes de sentir seus lábios nos meus.

Tudo bem que eu simplesmente não respondi quando ele disse que é apaixonado por mim, alias, até agora eu meio que não sei o que fazer com essa informação, e eu também não quero ter que parar de beijá-lo por aí, eu gosto disso!

– Lil, nossos amigos já sabem sobre nós. – ele comentou enquanto íamos para a próxima aula.

– Infelizmente sim. – respondi dando de ombros.

– Então não vai ter problema se eu te beijar enquanto eles estão do lado, não é? – ele perguntou apreensivo.

– Não sei! – fui sincera.

Ele não disse mais nada o caminho inteiro, mas eu também não soltei a sua mão. Pensando bem… É muito bom andar de mãos dadas com o Potter por aí.

Já tínhamos terminado a última aula e a Dora já tinha saído correndo para ver o Remus na enfermaria antes de ir para a casa dos gritos.

O Sirius e a Lene estavam namorando em um canto e eu e o Potter estávamos conversando na sala de transfiguração esperando pacientemente o Sirius largar a minha amiga para que possamos ensaiar.

– O que vocês vão fazer hoje? – me perguntou o Potter.

– Lene disse que vai ter reunião de garotas. – respondi dando de ombros.

– Isso é uma boa notícia. – ele disse animado.

– Por quê? Vocês sempre odeiam quando a gente faz reunião de garotas.

– Dessa vez pelo menos vocês vão falar coisas boas sobre nós e não ficar nos xingando a noite inteira. – ele respondeu rindo.

– Nisso vou ser obrigada a concordar! Sabe… Se tudo der certo vou descobrir quem escondeu nossas varinhas e colocou nossos nomes na peça.

– Já sabemos que foi o Sirius. – ele comentou dando de ombros.

– Mas não sabemos quem foi o cúmplice. – respondi dando de ombros.

– Não acho que seja realmente importante. – ele comentou dando de ombros novamente.

– Claro que é… Eu quero desmascarar a Lene. E claro… Saber como foi que roubaram nossas varinhas debaixo dos nossos narizes.

– O mistério não é como eles roubaram e sim como foi parar nas nossas mochilas de novo. – ele respondeu rindo.

– É… Isso também. – respondi rindo.

– Então boa sorte. Não acho que ela vai se entregar assim. – ele me disse dando de ombros.

– Vou fazer ela se entregar. – eu disse sorrindo.

– Essa até eu queria ver. – ele comentou rindo.

O dia passou bem rápido e, antes que percebêssemos, os meninos já estavam indo para a casa dos gritos.

– Eu vou ficar com saudades. – escutei a Lene dizendo.

– Eu que vou ficar com saudades. – disse o Sirius.

– Eu vou ficar com mais saudades. – disse a Lene de novo.

– Eu é que vou! – disse o Sirius de novo.

– Querem parar com isso e se beijarem logo? – perguntou a Dora emburrada.

– Nunca pensei ver o Sirius caído por uma menina assim. – comentou o Potter.

– Eu muito menos. – respondi sorrindo.

– Não vai me dar um beijo de boa sorte? – perguntou o Potter.

– Na frente de todo mundo? – perguntei olhando para os lados alarmada.

Será que alguém escutou?

– Lily, só estamos nós aqui. – ele disse impaciente.

– Nós nada. O Sirius, a Lene, a Dora a Alice, o Pedro… – comecei.

– Só nossos amigos estão aqui. – ele me cortou.

– Mesmo assim eu fico com vergonha e…

Bom… Não tive como terminar a frase já que os lábios dele me impediram de falar.

– Até amanhã. Boa noite. – ele me disse depois que se afastou.

– Cuidado! – eu disse sentindo meu rosto vermelho.

– Eu sempre tenho. – ele brincou antes de ir atrás dos outros marotos.

– Até que enfim. Não é nada legal ver vocês se agarrando enquanto o Remus não está aqui para que eu o agarre também. – comentou a Dora.

– Paciência! – respondeu a Lene rindo.

– Pelo menos eu fui a primeira a ver a Lily “dando uns pegas” no Tiago. – ela cantou vitória.

– Que fique claro que ele me agarrou! – eu disse na mesma hora.

– E que fique ainda mais claro que você não ficou nem um pouco com raiva. – respondeu a Alice fazendo todas as minhas amigas rirem, exceto eu é claro.

– Vamos subir? – perguntou a Lene.

– Precisamos de doces para a reunião. – comentou a Dora já empolgada.

– Então vamos assaltar a cozinha. – eu disse animada.

– É nessas horas que sinto falta do mapa daqueles delinqüentes. – comentou a Alice enquanto íamos receosas a cozinha.

Depois de pegar todas as guloseimas na cozinha voltamos para o dormitório, esperamos todas tomarem um banho, colocamos nossos pijamas e estávamos prontas para a festa.

– Quem começa? – perguntou a Alice empolgada.

– Óbvio que a Lily. – disse a Dora na mesma hora.

– Claro que eu não vou começar. Quem sabe a Alice? – perguntei.

– Se é para o bem da nação eu começo! – disse a Alice me enchendo de alívio.

– Como estão as coisas com o Frank? – perguntei.

– Estão às mil maravilhas. Só estou preocupada com o que vou dar para ele agora no nosso aniversário de namoro. – ela comentou pensativa.

– Que tal um jantar à luz de velas? – sugeriu a Dora suspirando.

– Já tivemos um ano passado. – respondeu a Alice dando de ombros.

– Você pode dar chocolate. Se ele for igual o Sirius vai adorar. – comentou a Lene.

– Ou igual à Lily. – completou a Dora.

– Frank não é viciado em chocolate como esses dois.  – respondeu a Alice dando de ombros.

– Que tal uma lingerie bem sexy? – sugeri.

– Lily sua tarada! – disse a Dora rindo.

– O que? Até parece que eles nunca… – eu disse na defensiva.

– A ideia é boa. – comentou a Alice pensativa.

– Ótimo! Combinado então. Vamos levar você no próximo passeio para comprar. – disse a Lene empolgada.

– Mas tem que ser vermelha. – comentou a Dora.

– E posso saber por quê? – perguntei.

– Todo mundo sabe que homens adoram roupa íntima vermelha. – ela respondeu dando de ombros.

– Só queria saber por que! – comentou a Lene pensativa.

– Já que você é a mais cara de pau você tem que perguntar. – comentei.

– Por que eu? A Alice tem mais tempo de relacionamento para fazer essas perguntas constrangedoras.

– Eu não vou perguntar isso para o Frank. – a Alice disse na mesma hora.

– A Lily pode perguntar para o Sirius.

– Por que eu perguntaria uma coisa dessas ao Sirius? – perguntei sem acreditar.

Até parece que eu vou perguntar isso para aquele cachorro.

– Você é a melhor amiga dele. – comentou a Dora.

– A Lene é a namorada. Sem contar que perguntar isso para o Sirius é pedir para ser zoada o resto da vida. Não sou tão louca.

– Então como vamos descobrir? – perguntou a Alice.

– Eu voto para que a Dora pergunte para o Reminho. Ele vai ser o único que não vai fazer piada e nem contar para ninguém. – eu disse empolgada.

– E vai ser o único a ficar vermelho e sair correndo antes de responder. – me respondeu a Lene.

– Então perguntem para o Tiago. Aposto que ele vai responder sem problemas. – comentou a Alice.

– Fiquem a vontade para perguntar. Eu não quero estar por perto quando ele responder. – eu disse alarmada.

– Por que não? Aposto que você vai gostar da resposta. – comentou a Lene maliciosa.

Depois de mais de meia hora discutindo quem iria perguntar para os meninos não chegamos a conclusão nenhuma e desistimos do assunto.

Quando já estávamos caindo de sono, eu não consegui mais escapar das meninas:

– Pode ir falando Lily. A reunião é mais para saber da sua situação do que da nossa. – comentou a Lene.

– Não tenho nada para falar. – eu disse na mesma hora.

– Como não? E o namoro escondido? – perguntou a Dora.

– Nem vem, a Lene e o Sirius que ficaram se agarrando em cima da mesa da Minerva. – eu disse mudando de assunto.

– Por que o assunto tem sempre que vir para mim? – perguntou a Lene revoltada.

– Em cima da mesa? – perguntou a Alice espantada. – Como foi isso?

– Não quero falar sobre isso. – disse a Lene ficando um pouco vermelha.

– Mas eu quero. – eu disse empolgada. – Estávamos só o Potter, eu, o Sirius e a Lene na sala e os dois estavam fazendo a cena do mal.

– Pare de chamar a cena assim Lil. – pediu a Dora revirando os olhos.

– Mas ela é do mal! – eu disse na mesma hora.

– Continue contando da Lene. – pediu a Alice impaciente.

– Então… Estavam os dois lá no maior quebra pau, sabe… Aquele parte da cena que os dois vão se socar.

– Você bateu no Sirius? – perguntou a Alice.

– Ele bateu em você? – perguntou a Dora.

– Acho que um pouco dos dois sabe. Eu estava frustrada pelo meu “primeiro” beijo com o Sirius ser daquele jeito. – respondeu a Lene.

– Aposto que ele estava se sentindo igual. – comentei. – Enfim… Os dois estavam lá se matando e quando vi as armas apontadas um para o outro eu pensei “É agora que eles vão desistir”, mas o Sirius foi lá e agarrou a Lene.

– Ele tem pegada? – perguntou a Dora.

– Claro que tem. Estamos falando do Sirius. – brincou a Lene.

– Eles começaram um beijo devastador e nojento. – eu disse com uma careta.

– Eu não achei nojento. – comentou a Lene sorrindo.

– Claro que foi nojento. Dava para ver a língua de vocês passeando. Eca! – eu disse me lembrando da cena.

– Não foi bem assim! – disse a Lene um pouco vermelha.

– Claro que foi. Pode perguntar para o Potter. Nós vimos tudinho. E o pior não foi a língua deles. Eu mal percebi quando os dois foram andando para trás e esbarraram na mesa e, não sei quem foi que começou, mas logo a Lene estava em cima da mesa com as pernas na cintura do Sirius.

– Pervertida! – gritou a Alice animada.

– Lene que coisa mais feia. Nunca pensei que você iria fazer essas coisas na frente da Lily e do Tiago.

– Eu não estava fazendo nada além de dar um bom beijo. Vocês deveriam tentar às vezes. – ela provocou.

– Posso garantir que eu dou uns beijos bem dados no Frank. – comentou a Alice.

– E como tudo terminou Lily? – me perguntou a Dora.

– Na verdade não sei, quando o Sirius estava com a mão na coxa da Lene eu achei melhor sair dali antes que eu vomitasse. – respondi fazendo uma careta. – Nojento!

– Mas aposto que foi bom. – comentou a Dora empolgada.

– Muito bom! – comentou a Lene rindo.

– Vou prensar o Remus em uma mesa qualquer dia. – brincou a Dora.

– Dora sua tarada! – eu gritei na mesma hora.

– Vai dizer que não quer fazer isso com o seu “Potter”? – ela me perguntou enquanto as meninas riam.

– Por que o assunto sempre volta para mim? – perguntei emburrada.

– Pare de enrolar Lily. Pode ir contando como foi o seu primeiro beijo com aquele pedaço de mau caminho. – exigiu a Lene.

– Dá para acreditar que o Potter não hesitou? – perguntei me lembrando da cena.

Vi todas as meninas revirando os olhos.

– Lily, minha querida. É claro que ele não hesitou. – disse a Lene pacientemente.

– Como assim claro? Não sei se você viu Lene, mas você estava nos ensaios e ele sempre hesita. – comentei.

– Tiago Potter hesitava ao beijar uma menina? – perguntou a Dora espantada.

– A única coisa que eu via era ele apreensivo por estar beijando uma menina pensando em outra. – comentou a Lene dando de ombros.

– Como assim pensando em outra? Deu para ler pensamentos agora? – perguntei.

– Lily até eu que não estava presente já estou imaginando a cena. – começou a Alice. – Imagine você tendo que beijar vários garotos na frente do Tiago.

– Não entendi ainda. – eu respondi não querendo dizer que eu nunca faria isso.

– Ok! Imagine-me beijando vários meninos na frente do Frank e querer estar beijando ele no lugar. – ela tentou de novo.

– Você não faria isso. – eu disse na mesma hora.

– Se fosse no seu caso e do Tiago provavelmente ela teria que fazer. – comentou a Dora.

– Mas isso seria horrível! – eu disse alarmada.

– Qualquer um hesitaria. – comentou a Dora.

– Claro que sim. – eu concordei.

– Exatamente. O Tiago hesitou porque você estava lá, ou porque queria estar beijando você ao invés de qualquer outra menina. – comentou a Lene.

– Isso não é romântico? – perguntou a Dora com um suspiro.

– Enfim… Deixe isso para lá e conte como foi. – pediu a Alice.

– Foi estranho eu acho. Ele me prometeu que esperaria o quanto fosse preciso, mas que eu teria que tomar a iniciativa. – comentei.

– Você? Está brincando que ele ficou lá esperando? – perguntou a Lene.

– Ficou! – eu dei de ombros.

– Isso quer dizer que você o agarrou! – comentou a Dora animada.

– Claro que não! – eu disse na mesma hora. – Eu estava lá pensando no que fazer para sair daquela situação. Ele estava bloqueando a saída e eu não conseguiria passar por ele com tanta facilidade… – eu comecei.

– E…? – perguntou a Lene animada.

– E eu senti meu corpo dando um passo para frente. Foi involuntário! – eu disse me defendendo.

– Involuntário? – perguntou a Alice rindo.

– Totalmente involuntário! Eu estava lá quieta com os olhos fechados pensando em como fugir e logo senti meus pés traidores irem para frente, e adivinhem, na direção do Potter.

– Isso! – gritou a Dora empolgada.

– E acho que ele entendeu isso como eu tomar a iniciativa já que antes que eu pudesse abrir os olhos os lábios dele já estavam colados nos meus. – finalizei.

– Corpo traidor? Sei! Você queria! – disse a Alice acusadora.

– Não foi bem assim. – eu disse me defendendo.

– E ai? Vocês subiram na mesa como a Lene? – perguntou a Dora.

– Na verdade nos jogamos no sofá e ficamos conversando. – respondi dando de ombros.

– Ficaram conversando? Até tarde daquele jeito? – perguntou a Lene descrente.

– Tudo bem eu confesso. Agarrei-o enquanto conversávamos, mas foi só por que ele estava muito sexy com os lábios vermelhos. – eu disse na defensiva.

– Eu sabia! – gritaram as três animadas.

Elas ficaram alguns longos minutos pulando e comemorando.

Eu sinceramente não sei porque toda essa empolgação sendo que eu o agarrei tantas vezes nesse último mês.

– Já acalmaram? – perguntei depois que elas pararam de pular.

– E foi assim que começou o namoro? – perguntou a Alice.

– Não estamos namorando… Nós bem… Não nos beijamos no dia seguinte até a hora do ensaio, e eu descobri que estava sentindo falta do beijo dele o dia inteiro.

– Oh! – disseram elas animadas.

– E no outro dia ele me puxou para uma sala vazia e me beijou. Claro que eu reclamei, mas ele disse que só estávamos matando a saudade e ensaiando em horários alternativos.

– Como ele é fofo! – comentou a Alice.

– Bom… Aí começamos a nos encontrar entre as aulas, no almoço, intervalo e assim por diante.

– Eu disse para o Sirius que tinha alguma coisa errada nos atrasos de vocês. – comentou a Lene vitoriosa.

– Vi vocês discutindo uma vez e acabei saindo rápido de perto. Deveria ter ficado, aí descobriria o namoro escondido. – comentou a Dora.

– Não é namoro! – insisti mais uma vez. – E sim… Discutimos na primeira lua cheia. Ele tinha ficado o dia inteiro dormindo e nem ao menos se importou em ficar comigo! – eu disse revoltada.

– Também briguei com o Sirius por causa disso. – comentou a Lene.

– Bom… Depois disso ele simplesmente resolveu acordar entre as aulas para me beijar. – finalizei.

– E como foi a conversa ontem? – perguntou a Alice.

– Bem estranha! Eu não conseguia entender de onde o Sirius tinha tirado que o Potter e eu tínhamos um caso. Acho que o Potter teve trabalho para me convencer do contrário. – comentei.

– E ele te pediu em namoro? – perguntou a Dora empolgada.

– Não. Só disse que estava apaixonado por mim e que eu teria que ver o que quero. – comentei.

– Mas vocês ainda estão se agarrando. Eu vi hoje antes deles saírem para a casa dos gritos. – comentou a Dora.

– Estamos agindo como se nada tivesse acontecido. Acho que ele está me dando um tempo para digerir as coisas.

– E o que você pretende fazer? – perguntou a Alice.

– Ainda não sei. Não posso chegar nele e dizer: “Ei Potter estou a fim de namorar sério agora.”

– Mas você está afim? – perguntou a Lene.

– Acho que estou viciada nele. Não consigo ficar longe dele que fico com saudades dele, da voz dele, das nossas conversas, dos olhares irritantes, das piadinhas sem graça, os cabelos rebeldes, do corpo sarado e gostoso, dos lábios… E que boca que aquele menino tem! – eu disse sonhadora.

– Você está apaixonada! – disse a Dora empolgada.

– Parece que sim! – respondi dando de ombros.

Depois da minha grande revelação contei como têm sido esses dias com o Potter e fomos dormir que já era bem tarde, aliás, bem cedo, já que já eram mais de três da manhã.

Obviamente acordamos tarde no dia seguinte. Já passava do meio dia quando fomos acordar os meninos para o almoço.

Para a felicidade da Dora depois do almoço iríamos buscar o Remus na enfermaria.

– Como foi a reunião ontem? – perguntou o Potter.

– Bem lucrativa. – respondeu a Lene maliciosa.

– Por que lucrativa? – perguntou o Sirius enciumado.

– Vamos comprar uma calcinha vermelha para a Alice. – comentou a Dora quase cochichando e rindo.

– Uau! Posso ir junto? – perguntou o Sirius animado.

– Claro que não! – respondeu a Lene por ele.

– Do que mais conversaram? – perguntou o Pedro.

– Sobre tudo, sobre como o Sirius é um bad boy, como o Remus é um cavalheiro, e outras coisas. – respondeu a Dora.

– Viu Pontas. Eu disse que seu nome não iria ser comentado. – disse o Sirius para o Potter.

– Não foi comentado. Foi o mais falado. – brincou a Lene rindo.

– E o que vocês falaram de mim? – ele perguntou curioso.

– Não queira saber. – respondi fingindo que falamos mal dele a noite inteira.

– Falamos de como a Lily te acha incrivelmente gostoso. – respondeu a Dora.

– Dora! – eu disse revoltada.

– Ué… Não sabia que era segredo. – ela disse dando de ombros.

– Isso nunca foi segredo. – comentou o Sirius rindo.

– Ok! Acabou o assunto. – eu disse revoltada. – Vamos buscar o Remus? – eu disse já me colocando de pé.

– Senta aí Lily. Faltam ainda uns quinze minutos para liberarem o Aluado. – pediu o Potter me puxando para a cadeira novamente.

– O que vamos fazer hoje? – perguntou o Pedro.

– Que tal terminarmos os trabalhos? – perguntei animada.

Quem sabe assim eles ficam quietos e não falam da noite passada.

– Lily, minha querida. Hoje é sábado! Não vamos passar o sábado inteiro fazendo trabalho. – me disse o Potter gentilmente.

– Vocês podem gastar um bom tempo do sábado nos contando da reunião pervertida de vocês ontem. – sugeriu o Sirius empolgado.

– Se você fosse uma mulher não teria problemas. – comentou a Dora rindo.

– Eu particularmente não quero fazer nada nesse frio. – comentou a Lene.

– Mas ficar no salão comunal não vai ser nada legal. Todo mundo vai estar por lá por causa da lareira. – comentou o Pedro.

– Podemos ir para a sala dos monitores, lá pelo menos tem um sofá. – comentei.

– Eu e a Lene ficamos com o sofá e vocês podem se sentar no chão. – disse o Sirius sorrindo.

– Até parece! A Lily e eu temos mais direitos sobre a sala do que vocês. – comentou o Potter cruzando os braços.

– Enquanto vocês discutem eu vou buscar meu namorado. – comentou a Dora se levantando.

– Nós vamos também. – eu disse já de pé.

– Acho que a sua ruivinha está muito ansiosa para ver o lobinho, Pontas. – comentou o Sirius maldosamente.

– Cala a boca seu pulguento. – eu disse irritada antes de sair da mesa com a Dora.

– Bem feito! Quem fala o que quer, ouve o que não quer! – disse a Lene rindo para o Sirius.

– Eu vou com vocês. – disse o Potter vindo atrás de nós.

– Então vamos todos! – disse a Lene já se colocando de pé e puxando o Sirius para vir junto.

Fomos todos juntos para a enfermaria e acho que a enfermeira já não estranha mais quando aparecemos todos lá depois da lua cheia.

– Ele só precisa tomar uma poção e já está liberado. – nos disse a enfermeira antes de entrar em uma salinha, provavelmente atrás do tal remédio.

– Fala velho! – disse o Sirius para o Remus animado.

– Como está se sentindo? – perguntou o Pedro.

– Está com uma cara ótima. – comentou o Potter.

– Meu fofuxo! Eu estava morrendo de saudades! – disse a Dora agarrando e apertando o Remus.

– Dora solta o coitado ou ele não vai conseguir falar. – eu pedi revirando os olhos.

– Dora, meu amor, assim eu não consigo respirar! – disse o Remus com uma voz abafada.

– Desculpe! – ela disse sem graça.

– Como se sente? – perguntei depois que fizemos a Dora largar o coitado.

– Cansado, mas bem! – ele disse sorrindo. – O que eu perdi nesses dias? – ele perguntou olhando de mim para o Potter.

– Descobrimos que a ruiva está namorando escondida com o nosso veado. – disse o Sirius empolgado.

– Isso eu já sabia. – disse o Remus dando de ombros.

– Aqui está, senhor Lupin. Beba isso e está dispensado. – disse a enfermeira.

O Remus tomou a poção de cor nojenta e logo já estávamos no quarto dos marotos conversando.

– Dora assim eu vou ficar com calor. – reclamou o Remus enquanto a Dora roubava mais um cobertor do guarda roupas e jogava em cima do Remus.

– Ei Lene… Que tal nos enfiarmos de baixo das cobertas lá na minha cama e aproveitarmos o sábado? – perguntou o Sirius cheio de segundas intenções.

– Ficar de baixo das cobertas é uma ótima ideia, contanto que você mantenha suas mãos em um lugar que todos possam ver. – ela disse já indo se deitar na cama do Sirius.

– Essa mulher acaba comigo! – ele reclamou.

– Pelo visto vou ficar de vela de novo. – comentou o Pedro emburrado. – Quer saber? Vou à cozinha pegar um pouco mais de sobremesa. – ele disse revoltado antes de sair do quarto.

– Já que ele foi embora vou roubar a cama dele. – disse a Alice empolgada já puxando o Frank para a cama.

– Todos acomodados e já podemos falar mal de alguém. – comentou a Dora rindo.

– A Lily ainda está de pé. – comentou a Lene e não foi novidade quando todas as cabeças viraram para mim.

– Ela está com vergonha. – brincou o Potter passando as mãos pelos cabelos.

– Não precisa ficar com vergonha Lily. Depois de tudo que escutamos ontem… – brincou a Lene maldosa.

– Acho que você está andando tempo demais com o Sirius. – reclamei antes de me sentar na cama do Potter.

– Você não pretende ficar aí do lado de fora das cobertas, não é? – ele me perguntou com uma sobrancelha levantada.

Não tive muita opção além de me enfiar debaixo das cobertas junto com ele. Ele estava sentado encostado na cabeceira da cama e eu acabei deitando no meio das pernas dele e apoiando minha cabeça no peito dele.

Isso definitivamente é bom, claro que não vou dizer isso para ele, mas que é bom é!

– Agora podem nos contar a história da calcinha vermelha. – pediu o Sirius animado.

– Que calcinha vermelha? – perguntou o Frank.

– Estávamos conversando ontem e ficamos com uma grande dúvida. – começou a Lene. – E como a Alice perdeu o jogo ontem ela que pergunta.

– Não fui eu que perdi! Foi a Lily. – ela reclamou ficando vermelha.

– Não perdi não! Eu nem estava jogando! – reclamei.

– Se estava no quarto estava jogando. – disse a Dora.

– Não é nada justo. – reclamei.

– Vai Lily pergunte logo que até eu estou curioso. – pediu o Potter.

– De que jogo estão falando? – perguntou o Remus.

– Verdade ou conseqüência. E a Lily perdeu. – reclamou a Dora.

– Eu nem estava brincando. – reclamei de novo, mas parece que ninguém me ouviu.

– Não vão contar logo sobre a calcinha vermelha? – perguntou o Sirius.

– Estamos esperando Lily! – disse a Alice.

– Ok! Eu faço a pergunta, mas era para o Sirius ou para o Remus? Não me lembro!

Me lembro que falamos que o Sirius era mais cara de pau para responder, mas que o Remus era mais gentil.

– Pode fazer a pergunta para mim. – disse o Sirius animado. – Se tem uma calcinha vermelha na história aposto que vou gostar.

– Sirius lá vai a pergunta. – eu disse receosa. – Por que todo homem gosta de lingerie vermelha? – perguntei e logo em seguida escondi o rosto no peito do Potter.

Levantei o rosto para espiar e vi que o Remus estava bem vermelho, o Frank estava com a boca aberta, o Potter eu não conseguia ver e o Sirius estava com um sorriso bem safado.

– Vermelho é sexy! – ele respondeu dando de ombros.

– Essa é uma resposta bem vaga. – reclamou a Dora.

– É porque isso não tem resposta. É a mesma coisa de perguntar por que o céu é azul. – reclamou o Potter.

– Tecnicamente o céu é azul porque a água do …– eu comecei a explicar.

– Minha nerdizinha linda, é maneira de falar. – ele disse sorrindo e me dando um beijo no topo da cabeça.

– Só isso? Nós aqui apavoradas para perguntar isso e não tem resposta? – reclamou a Alice.

– Dependendo da cor de pele, o preto também fica muito bom. – respondeu o Frank.

– Aliás, qualquer cor fica boa. O importante é estar só de peças intimas. – comentou o Potter.

– Potter! – briguei com ele.

– Eu já prefiro sem peça nenhuma. – disse o Sirius tarado.

– Remus fale alguma coisa. – pediu a Dora.

– Branco também fica muito bem. – ele disse dando de ombros.

– Além de calcinha vermelhas o que mais foi falado na reunião? – perguntou o Frank.

– Relembramos do Sirius e da Lene se agarrando em cima da mesa da Minerva. – respondeu a Dora.

– E deve comentar mais uma vez que foi bem nojento! – reclamei.

– Nem vem Lily. Você fez a mesma coisa em um sofá. – comentou a Lene.

– Isso definitivamente não vem ao caso. – eu disse sentindo meu rosto completamente quente.

– Em falar na Lily e no Tiago… Quando vocês vão oficializar o namoro? – perguntou a Alice.

– Quando a Lily quiser. – comentou o Potter dando de ombros.

– Depois conversamos sobre isso. Eu tenho um assunto mais importante e urgente! – eu disse tentando tirar a atenção de cima do meu “caso” e do Potter.

– E o que seria? – perguntou o Remus curioso.

– Quero que a Lene admita de uma vez por todas que ajudou o Sirius a roubar minha varinha e do Potter no começo do ano.

– E porque você acha que ela contaria isso agora? – perguntou o Remus.

– O objetivo não era que o Potter e eu déssemos uns amassos? Então… Já cumpriu. Agora quero saber a verdade.

– Acho que quero um amasso agora. – comentou o Potter rindo.

– Antes disso eu tenho uma dúvida que aposto que todo mundo vai querer saber. – disse o Sirius mudando de assunto.

Já disse que odeio quando mudam de assunto? Principalmente quando eu sou a pessoa interessada no assunto?

– Qual sua grande dúvida? – perguntou a Dora.

– Por que afinal de contas a ruiva ainda chama o Pontas pelo sobrenome? – ele perguntou.

Vi todo mundo olhando para mim.

– Realmente Lil. Vocês já estão tendo um caso. O que custa chamá-lo pelo nome? – perguntou a Alice.

– Ficar chamando a relação deles de um caso não é muito legal. – comentou a Lene.

– Pior de tudo é que o Tiago não reclama que ela vive o chamando de Potter. – comentou a Dora.

– Isso é bem simples. – disse o Potter e pude sentir que ele sorria. – Eu acho incrivelmente sexy meu nome saindo da boca dela. – ele respondeu dando de ombros.

Preciso comentar que meu rosto, que estava voltando ao normal, resolveu ficar ainda mais quente?

– Sua vez Lily. – disse a Lene empolgada.

– É que… Bem… Olha está um dia perfeito para quadribol! – eu disse tentando desviar atenção.

Até parece que eu vou dizer a verdade! Eu gosto de chamá-lo assim. Acorda! Só eu o chamo assim, sou exclusiva.

– Bela tentativa. – comentou a Dora. – Agora pode ir falando!

– Eu realmente não quero falar sobre isso. – eu disse envergonhada.

– Vamos fazer uma troca. O Sirius te conta como roubou sua varinha se você contar. – sugeriu a Lene.

– Só se você finalmente admitir que ajudou esse cachorro. – eu disse.

– Você não esta na posição de negociar Lil. – comentou o Potter no meu ouvido.

– Ok! Eu gosto de chamá-lo assim ué! Não pode? Sem contar que só eu que posso chamá-lo assim. Tiago é tão comum… Todo mundo chama ele de Tiago, não tem nem graça. – respondi dando de ombros.

– Você poderia ser um pouco mais criativa e ter inventado um apelido. – comentou a Alice pensativa. – “Ti”, talvez.

– E claro que de uma hora para outra eu iria começar a chamá-lo de “Ti”. – eu disse achando o cúmulo.

– Eu não iria me importar. – ele respondeu rindo.

– Talvez “Titi”. – comentou a Lene.

– Eca! Que coisa mais melosa Lene. – reclamei.

– Ou pode chamá-lo de veado mesmo. Eu não me importo. – comentou o Sirius.

Pense na minha pessoa chegando com a voz arrastada: “Titi estou com saudades!” Até parece!

– Eu sou um cervo seu cachorro pulguento. – reclamou o Potter.

– Deixe isso para lá. Agora quero saber como você roubou minha varinha. – eu disse para o Sirius.

– Simples, aproveitei quando as duas bonecas dormiam. – ele respondeu dando de ombros.

– E invadiu o meu quarto durante a noite? Até parece! – eu disse sem acreditar.

– Claro que não. Seria burrice. A Lene enfeitiça as janelas algumas vezes. – ele disse dando de ombros.

– Então admite que a Lene seja sua cúmplice e uma amiga traidora? – eu disse acusadora.

– Quantas vezes eu tenho que falar que não ajudei o Sirius? – perguntou a Lene revoltada.

– Desculpe Lene, mas quem mais ajudaria? – perguntou o Potter me ajudando.

Sorri para ele agradecida e ele me deu um rápido selinho.

– Eu sabia do seu segredo Lily. Como é que ajudaria o Sirius com essa maluquice? – ela me perguntou.

Eu sei que a Lene era a única na época que sabia sobre meu pequeno e insignificante problema para falar em público, mas vai que ela esqueceu por alguns instantes?

– Que segredo? – perguntou a Dora curiosa.

– Você anda escondendo coisas de nós Lily? – perguntou a Alice parecendo chateada.

– Olha como está tarde. Melhor irmos jantar. – disse o Potter alarmado.

– Jantar as quatro da tarde? – perguntou o Remus.

– Não tem segredo nenhum. A Lene é maluca. – eu tentei desconversar.

– Ei espera ai! Agora eu me lembro. Quando fui pedir ajuda da Lene ela disse que a ideia era boa, mas que não podia porque sabia do seu pequeno problema e não poderia fazer isso com você. – comentou o Sirius pensativo. – Que problema ruiva?

– Potter era meu problema na época. – desconversei mais uma vez.

Quem sabe eles acreditam!

– Era justamente esse problema que eu estava tentando resolver. Então nem tente me enrolar que ela não estava falando disso. – disse o Sirius.

– Por que não dizem logo para ela quem te ajudou? – perguntou a Lene para o Sirius.

– Não antes de saber que problema era esse! – respondeu o Sirius decidido.

– Temos alguns mistérios por aqui. – comentou o Remus rindo.

– Podem ir contando que grande segredo era esse da Lily. – pediu a Dora.

– Era… Já foi! A Lily não tem mais esse problema. – comentou o Potter.

– Até o Tiago sabia? – perguntou a Alice. – Vocês nem eram tão amigos assim. – ela disse muito chateada.

– Não precisa ficar chateada com isso Al, eu só não te contei porque eu tinha vergonha. – eu disse tentando melhorar as coisas com a minha amiga.

– Então conte agora. Já que é passado mesmo… – comentou o Frank.

– Eu realmente não quero falar sobre isso. – eu disse relutante.

– Lene? – perguntou o Sirius.

– Prometi não falar para ninguém. – ela disse dando de ombros.

– Tiago! – insistiu a Dora parecendo nervosa.

Ele me olhou pedindo permissão e escondi meu rosto no peito dele de novo.

Eu tenho que admitir, eu estava com vergonha, mas era realmente bom ficar com o rosto ali.

– Lily tinha medo de palco. – ele disse sem rodeios.

– Medo de palco? – perguntou a Alice parecendo sem entender.

– Sabe… Medo de falar em público… Essas coisas. – o Potter disse sem preocupação.

– Eu não acredito! – disse a Dora em pânico.

– Eu disse que não era uma boa ideia colocar ela no papel principal. – comentou a Lene.

– Então era por isso que ela passou mal naqueles dias que estávamos ensaiando? – perguntou o Sirius parecendo chateado.

– Foi! – respondi com a voz abafada pelo Potter.

– Me desculpe Lil. Eu não sabia! – ele disse com uma voz toda arrependida.

– Eu já superei. – eu disse sorrindo para o Potter.

– Como isso aconteceu? – perguntou o Remus.

– O Potter me ajudou! – eu disse sorrindo igual uma boba.

Eu estava indo em direção a boca do Potter para lhe roubar um beijo quando escutamos um choro. Isso mesmo! Um choro!

Olhei para o lado para saber o que estava acontecendo e percebi que quem chorava era a Dora.

– O que foi, meu amor? – escutei o Remus perguntando.

– Eu sou uma péssima pessoa. – ela disse chorando e se agarrando à camisa do Remus.

– Por que esta dizendo isso? – ele perguntou novamente tentando acalmá-la.

Estávamos todos assustados olhando o pânico da Dora enquanto o Remus tentava acalmá-la.

– Fui eu que roubei a varinha da Lily e coloquei o nome dela no quadro. – ela disse ainda chorando. – Eu sou uma péssima amiga! – ela dizia enquanto chorava.

Eu estava em choque! A Dora? Não acredito que a Dora fez isso! Eu jurava que tinha sido a Lene.

– Lily, é melhor você falar com ela. – pediu o Potter me tirando do meu transe.

Não acredito que foi a Dora.

Levantei-me da cama e fui até onde a Dora chorava molhando a camiseta do Remus.

– Não fica assim amiga. Já passou! – eu disse tentando acalmá-la.

– Desculpe Lil, eu não sabia eu só… – ela começou desesperada.

– Ei! Foi melhor assim. Superei meu medo! – eu tentei confortá-la.

– Eu só achei uma boa ideia ajudar você e o Tiago a ficarem juntos.

– E você foi um bom cupido, não foi? – perguntei sorrindo quando ela me olhou desconfiada.

– É… Ajudou bastante… – ela disse olhando para mim.

– Então… Você me fez um grande favor. – eu lhe disse sorrindo e a abraçando. – Obrigada por me torturar com essa peça e me trazer o gostoso do meu futuro namorado para perto de mim. – eu disse no seu ouvido.

E ela, claro que começou a rir.

– O que a Lily disse? – escutei o Sirius perguntando.

– Não deu para escutar. – reclamou a Lene.

Depois que eu consegui voltar para o meu lugar e a Dora lavar o rosto eu é que tinha uma pergunta:

– Agora falando sério, como vocês dois colocaram a nossa varinha no lugar? Nós procuramos pelo castelo inteiro. – eu disse inconformada.

– Essa é uma boa pergunta. – comentou o Potter.

– Foi bem fácil na verdade! – comentou o Sirius dando de ombros.

– Vocês estavam tão apavorados por causa das varinhas que esperamos vocês saírem por aí procurando e colocamos na mochila de volta. Nem tivemos trabalho. – comentou a Dora.

– Mas como vocês passaram pelo feitiço da Minerva? – perguntou a Alice. – O quadro estava enfeitiçado!

– Eu tinha perguntado para a professora como funcionava o feitiço e ela me disse que ele iria identificar a varinha da pessoa, ou seja, ele identificou a varinha do Pontas, não a pessoa que estava segurando a varinha. – respondeu o Sirius.

– Que feitiço mais fajuto esse da professora. – eu disse revoltada.

– É que vocês não sabem da melhor parte. – comentou a Dora empolgada. – A Minerva que nos disse onde estavam os papéis principais da peça, então nem tivemos que investigar.

– Está brincando? – perguntou o Potter descrente.

– Pois é! Conversamos com ela sobre vocês e parece que ela acha que vocês fazem um belo par, então resolveu nos ajudar um pouquinho. – comentou a Dora rindo.

– Vocês ainda estão conversando sobre isso? Pensei que já tinha acabado o assunto. – comentou o Pedro entrando no quarto.

– Você demorou na cozinha hein! – disse o Sirius.

– Não iria vir aqui para ficar de vela, não é? – respondeu o Pedro dando de ombros.

– O salão comunal está cheio? – perguntei.

– Lotado! Parece que todo mundo quer ficar do lado da lareira. – ele respondeu.

– Bom… Acho que vamos dar uma volta e namorar um pouco. – disse o Sirius já ficando de pé e ajudando a Lene a se levantar.

– Nós vamos ficar por aqui. – disse o Remus que ainda não estava em sua melhor condição.

– Vou fica com eles para fazer companhia. – disse a Alice sorrindo.

– Quer dar uma volta? – me perguntou o Potter.

– Adoraria! – eu disse sorrindo. – Mas preciso colocar uma roupa mais quente.

– Vou fazer o mesmo e te encontro lá embaixo. – ele me disse me dando um rápido beijo antes de se levantar da cama.

– Eu ainda acho estranho vê-los juntos. – comentou o Frank com a Alice.

Até eu acho estranho, mas um estranho muito bom.

Depois de colocar uma roupa bem quente fui me encontrar com o Potter no salão comunal e logo saímos para os jardins que estavam cobertos de neve.

Andamos abraçados por algum tempo pela neve até que o Potter achou melhor se encostar em uma árvore para olhar a paisagem.

– Potter! – chamei depois de alguns minutos.

Ele estava ali encostado na árvore e eu encostada nele, enquanto seus braços estavam em volta da minha cintura.

– Sim Lil. – ele disse distraído.

– Eu pensei sobre aquele assunto. – eu disse sentindo meu rosto esquentar na mesma hora.

– Estou ansioso para saber a que conclusão chegou. – ele comentou e tive certeza que ele sorria.

– Estava mesmo falando sério? – perguntei receosa.

– Claro que sim! – ele disse sem nem parar para pensar.

– É estranho estar aqui com você! – eu disse pensativa.

– Eu acharia estranho não estar aqui com você. – ele comentou me puxando mais para perto dele, se é que era possível.

– Acho que depois que eu achar um grupo de mentirosos anônimos e tudo mais, talvez… Bom… Talvez poderíamos conversar sobre aquilo que você disse. – comentei sentindo meu rosto esquentar ainda mais.

– Eu realmente não sei de onde você tira essas coisas. – ele comentou rindo.

– Acha que quando todo mundo souber de nós vai mudar alguma coisa? – perguntei pensativa.

– Acho que não. Afinal todos já pensam que estamos namorando há meses. – ele respondeu dando de ombros.

– Mas não estávamos. – comentei desanimada.

– Não estávamos oficialmente com uma aliança no dedo, mas sinceramente me sinto como se estivéssemos juntos nesse último mês.

– Eu também me sinto assim. – admiti.

– E é só isso que importa! – ele disse sorrindo e me virando para olhá-lo.

– Você não vai me deixar? – perguntei preocupada olhando bem fundo nos seus olhos.

– Não e não vou deixar você fugir. – ele respondeu sorrindo.

– Mesmo quando eu estiver sendo uma manipuladora mentirosa e tarada? – perguntei apreensiva.

– Contanto que não minta para mim não me importo. – ele comentou dando de ombros.

– Nem com a parte de ser manipuladora?

– Não. Eu sou pior que você. – ele brincou.

– Não é mais tarado pelo menos. – comentei.

– Eu gosto de você tarada. – ele respondeu rindo.

– Gosta? – perguntei animada.

– Adoro! – ele respondeu antes de me beijar apaixonadamente.

Eu sei que nossa conversa foi bem confusa, mas acho que estamos namorando.

Eu não me segurei e logo escorreguei minhas mãos geladas para a barriga dele, claro que depois de longos minutos tentando tirar todas aquelas blusas de frio do caminho.

O senti tremer quando encostei minha mão gelada na sua barriga quente, mas nem por isso ele me soltou só me puxou mais para perto e agarrou meu cabelo com mais vontade.

Não sei quanto tempo ficamos ali naquele beijo, só sei que não foi tempo bastante para que eu me cansasse.

– Tiago! Lily! – escutei alguém nos chamando.

– Acho que atrapalhamos alguma coisa. – comentou o Sirius rindo.

– Não tenha dúvidas que atrapalhou. – o Potter disse com uma cara amarrada.

– Espero que seja importante. – eu disse fazendo bico.

– Temos uma notícia! – disse a Lene animada. – Mcgonagall nos chamou e já sabemos o dia da apresentação. – ela disse ainda mais empolgada.

– Quando? – perguntou o Potter.

– Daqui duas semanas. – respondeu o Sirius animado.

– Duas semanas? Só duas semanas? – perguntei alarmada.

– O que tem de errado em duas semanas Lily? Já ensaiamos todas as cenas… Agora é só ensaiarmos com os figurinos e cenários direitinho para que não aconteça nenhuma imprevisto. – comentou a Lene.

– Duas semanas é pouco tempo! – reclamei.

– Não é não! – disse o Sirius descontraído.

– Relaxa Lil. Vai dar tudo certo! – me disse o Potter fazendo uma leve pressão na minha cintura.

Os dias seguintes foram incrivelmente corridos, acho que só falávamos da peça o dia inteiro, cheguei até a sonhar com aquela porcaria durante várias noites e acordar toda suada, mas felizmente, ou não, as duas semanas passaram voando.

– O salão está lotado! – comentou o Remus que estava parado ao meu lado enquanto eu bisbilhotava o público por uma fresta na cortina.

– Estou com vontade de sair correndo e me esconder em algum lugar. – respondi apreensiva.

– Eu também estaria se tivesse que subir naquele palco. – ele comentou sorrindo.

– Espero que dê tudo certo. – comentei ainda apreensiva.

– Vai dar sim, ou a Lene vai acabar tendo um ataque cardíaco. – ele brincou.

– O que vocês estão cochichando ai? – perguntou o Potter se aproximando e me abraçando por trás.

– Lily está planejando uma fuga. – brincou o Remus.

– Se você me prometer me levar junto eu te ajudo. – brincou o Potter.

– E quem eu iria levar além de você? – respondi sorrindo para ele.

– Não sei… Talvez o Almofadinhas, antes que a Lene mate ele. – ele comentou rindo e apontando o Sirius e a Lene que discutiam alguma coisa da peça mais para o fundo do palco.

– A ideia até que é boa. O Sirius é atrapalhado, mas é um bom amigo. Não quero que ele morra tão cedo. – comentei pensativa e depois começamos a rir.

– Mais alguns minutos e logo já estaremos apresentando. Vocês não estão emocionados? – perguntou a Alice se aproximando também.

– Estamos traçando um plano de fuga. – comentou o Potter dando de ombros.

– Fuga? Não! Eu quero apresentar. Já estou até pronta olha só! – ela disse apontando para si mesma.

– Onde arrumou esses óculos Alice? – perguntei desconfiada.

A última vez que ela apareceu aqui de óculos ela tinha roubado do Potter.

– Fique tranquila Lily. Esses são sem grau. – ela disse sorrindo.

– Isso eu posso garantir. – comentou o Remus ajudando a Alice.

– E a Dora? – perguntei

– Está vendo os últimos detalhes e logo vai ajudar a Lene com alguma coisa. – comentou o Remis.

– Por falar nisso, você não deveria estar lá ajudando? – perguntou a Alice para o Aluado.

– Já vou. – ele respondeu com uma careta antes de se afastar.

– Acho que ele estava curtindo o plano de fugir. – brinquei.

– Se a Dora não estivesse tão empolgada com a peça acho que ele já tinha fugido. – comentou o Potter rindo.

– Nós seremos os segundos a apresentar. Então relaxem. – disse o Sirius se aproximando.

– Quem apresenta primeiro? – perguntei curiosa.

– Sonserina, com a história de João e Maria. Eu com certeza quero assistir. Vai ser hilário.

– E quais serão os outros contos? – perguntou a Alice.

– Não sei direito, mas escutei dizendo que vamos ter um tal de Romeu e Juliana.

– Romeu e Julieta, Sirius. – eu corrigi revirando os olhos.

– Isso. O João e Maria e o outro é um tal de Princesa e o Sapo.

– Os contos são legais. – comentei.

– Mas o nosso é melhor, não é? – perguntou a Alice em pânico.

– O nosso é o mais diferente, mas eu gosto bastante da princesa e o sapo. – comentei pensativa.

– A Lily gosta de coisas românticas. – comentou o Potter dando de ombros.

Ficamos ali observando enquanto a primeira peça era apresentada, mas não demorou muito para a Lene aparecer:

– Nossa vez. Todos estão prontos? – escutei a Lene dizendo e logo senti um frio na barriga.

– Vai dar tudo certo! – o Potter me disse antes de colar nossos lábios em um beijo rápido.

– Namorem depois! – reclamou a Lene.

– Sirius, sua namorada está muito chata hoje. – reclamei.

– Vou ter que relaxá-la um pouco mais tarde! – ele respondeu cheio de segundas intenções.

– Olha lá o que vai fazer Six. – eu disse sorrindo.

– Pode deixar que vou entregá-la bem calminha. – ele disse rindo com aquela risada que mais parece um latido.

– Vamos? – me perguntou o Potter assim que o pessoal da Sonserina começou a sair do palco.

– Sua capa da invisibilidade está ai caso eu precise sair correndo? – perguntei preocupada.

– Nós ensaiamos bastante Lil. Nada vai dar errado. – ele me disse bem tranquilo.

– E se eu passar mal? Tem muita gente lá fora. – eu disse angustiada.

– Se lembre dos nossos ensaios e se concentre em mim. – ele disse me dando um beijo na testa. – Relaxe! Já está acabando!

É só respirar fundo e vamos lá!

Lá estávamos sentados nas cadeiras da primeira cena com a Alice quando as cortinas abriram e escutamos muitas pessoas batendo palma e assoviando.

– Está bem. Eu começo. Eu queria dizer que não precisávamos ter vindo aqui. Já estamos casados há cinco anos e… – disse o Tiago fazendo todo mundo ficar quieto.

– Seis! – eu disse irritada.

– Cinco, seis anos… – Disse o Potter sem importância. – Isso é como um check-up para nós. A chance de dar uma olhada no motor… Trocar o óleo se precisar. Trocar uma válvula ou duas…

– É! – eu disse dando de ombros.

-Tudo bem, então vamos abrir o capô. – Disse a Alice empolgada. – Em uma escala de um a dez, qual é o nível de felicidade de vocês?

– Oito. – Respondi de prontidão

– Espera aí… Dez é um casal totalmente feliz e um é um casal infeliz ou… – Começou o Potter.
– Respondam com o que vir a cabeça. – pediu a Alice paciente.
– Está bem! – Disse o Potter se dando por vencido. – Está pronta? – Me perguntou olhando-me.
– Estou! – Respondi.
– Oito! – Dissemos juntos.

– Com que frequência fazem sexo? – perguntou a Alice nos olhando apreensiva.

Escutamos alguns gritos de empolgação na plateia.

– Eu não entendi a pergunta. – eu disse confusa.

– Eu também não entendi. É a coisa de um a dez? – Perguntou o Potter sorrindo.

– Mas o um é muito pouco ou não é nada, por que… Quer dizer, tecnicamente falando… O zero é que seria nada.

– E nesta semana? – Perguntou a Alice.

– No fim de semana? – Perguntou o Potter

– Claro. – Respondeu a Alice entediada.

– Sr e Sra Potter. – disse a voz da Lene cortando a cena.

– Contem como se conheceram. – pediu a Alice.

– Ah… Foi na Colômbia. – eu disse pensativa.

– Bogotá! – Disse o Potter sonhador. – Foi há cinco anos.

– Seis! – Eu disse irritada.

– É… Cinco ou seis anos. – Respondeu o Potter.

(…)

– Há para! Espera aí. Você só conhece essa garota há seis semanas. – disse o menino amigo do John.

Nessa cena dividimos o palco e quando mudava a cena a luz mudava para o outro lado. Tendo dois cenários.

– Eu estou apaixonado. Ela é inteligente… É sexy… É desinibida… Ela é espontânea… É a coisa mais meiga que eu já vi. – ele disse parecendo cansado por estar treinando com aquele cara enorme.

– Eu fiquei com a Cleide dois anos e meio antes de pedi-la em casamento. Você precisa ter a base de uma amizade, meu camarada. A atração passa. – Ele disse para o Potter. – Oi! – ele disse para duas meninas que passaram com roupas de ginástica.

E vamos para a minha cena.

– Você não acha que isso está rolando muito depressa? – me perguntou a minha “melhor amiga”.

– Você me conhece. Nunca faço nada sem pensar bastante.

– O que ele faz? – ela me perguntou.

– Trabalha em construção. Tem uma companhia importante. – respondi.

E de novo para a cena do Potter.

– Se um servidor cair na cidade eles chamam ela a qualquer hora do dia ou da noite. Ela é um gênio dos computadores. – disse o Potter.

E de novo para a minha cena.

– Ele viaja tanto quanto eu. Por isso é perfeito.

E o Potter de novo.

– Dou no máximo seis meses para esse lance. – disse o “amigo dele”.

– Ed, eu pedi ela em casamento. – disse o Potter.

– O que? – perguntou ele assustado.

– Eu vou me casar. – gritou o Potter.

– Eu não estou ouvindo. – disse o amigo dele.

– Eu vou me casar. – Disse o Potter de novo.

– Eu não estou ouvindo. Dá para parar de bater nele? Eu acho que ele está surtando. – disse o amigo dele para o treinador.

– A gente vai se casar. – gritou o Potter de novo enquanto apanhava do cara.

(…)

Os rapazes estão jogando poker e o Potter aparece para cumprir a missão dele.

– Aqui são quarenta. – disse um deles.

– Que isso? Que droga é essa? – perguntou o outro enquanto o Potter entra.

– Desculpa. Onde fica o banheiro? – ele pergunta com uma voz de bêbado. – Vocês estão jogando poker?

– É um jogo particular. Sai daqui.

– Eu posso jogar? – perguntou o Potter.

– Sai daqui! – gritou o outro. – Será que não entendeu o que ele disse? Sai!

– Que isso gente! Pega leve ai! – pediu o Potter colocando a mão no bolso.

Um dos rapazes mostrou uma arma para ele.

– Eu tenho grana. Espera ai cara. Eu tenho dinheiro. Vocês estão interessados? Isso aqui é dinheiro. Eu vou limpar vocês!

Ele vai colocar o dinheiro no bolso e deixa cair no chão.

– Epa… Sapato bonitinho o seu. – ele diz para um dos rapazes quando vai pegar o dinheiro no chão e depois bate a cabeça na cadeira quase caindo. – Ei! Tem uma cadeira vazia. Posso me sentar nela?

– Essa é a cadeira do Luck. – disse um deles agressivo.

– Pô! Cadê o Luck? Eu não estou vendo ele.

– O Luck ainda não voltou. – comentou um deles.

– Então eu vou sentar nessa cadeira. Já sei… Vocês estão com medo.

A cena muda para mim entrando em uma boate e indo me encontrar com um cara só de roupão, o que fez as meninas gritarem na platéia.

– Tira isso aí! – pediu o menino indicando meu sobretudo.

Desamarrei o sobretudo e joguei em um canto no quarto mostrando meu corpete, o que, devo acrescentar, fez surgirem muitos assovios da platéia.

Depois volta para a cena do Potter jogando poker com o pessoal.

– Põe na mesa! – ele gritava empolgado.

– Eu não acredito!

– Você não sabe blefar. – dizia o outro.

– Vamos jogar poker!

E depois de algum tempo um outro rapaz entra em cena.

– Mas o que é isso? – perguntou o rapaz que entrou.

– Foi mal, Luck. – disse um deles.

– Seu tempo acabou, amigo. – disse o outro para o Potter. – Obrigado pelos presentes.

– Você é o Luck? – perguntou o Potter.

– Sou!

– Sério?

– Por acaso você está procurando trabalho? – perguntou o Luck.

– Você é o trabalho. – disse o Potter antes de atirar e matar todo mundo fazendo todo mundo na platéia gritar animado.

A cena volta para mim amarrando o cara de roupão.

– Você foi um menino mal? – perguntei com um chicotinho nas costas dele.

– Eu fui. – ele respondeu animado.

– Sabe o que acontece com meninos maus? – perguntei. – Eles apanham!

– Isso bate! – pediu o outro.

– Andou vendendo armas para gente malvada? – perguntei antes de torcer o seu pescoço e sair do prédio.

(…)

– Calma já vou! Quem é? – perguntou o Ed.

– Abre logo! – pediu o Potter.

– O que houve contigo?

– Minha mulher! Ela tentou me matar!

– É com certeza! Quer saber? Edna tentou me matar, mas não com um carro, pelo menos a Jane foi honesta, mas todas as mulheres sempre tentam te matar. Bem devagar… Dolorosamente. Aí elas te magoam. E você lembra como ela me magoou? Agora eu estou bem… Saio com todas as mulheres. Eu tive até um encontro hoje.

– Você mora com a sua mãe!

– Eu moro com ela porque eu quero. Porque ela é a única mulher que eu confio.

– Eu não acredito!

– Eu sei o que você está pensando. Se ela mentiu sobre isso o que mais ela mentiu? O trabalho dela é espionar, é tirar informações. Ela precisava ficar íntima para ganhar a sua confiança.

– O que? Como é?

A cena muda para mim conversando com a minha amiga.

– O que? Seu marido é o atirador? Impossível! – diz minha amiga.

– É mesmo? – perguntei.

De novo para a cena do Potter.

– Esse negócio deve ter sido planejado desde o início. – diz o Ed. – Operação engana o John. Uma operação de seis anos para tirar informações de você. Missão cumprida.

De novo para mim.

– Ok! – disse minha amiga espantada. – Tem um lado bom. Você não ama ele.

– Não! – respondo.

– E vai matá-lo. – disse minha amiga. – E ninguém faz melhor do que você.

– Obrigada! – respondi.

– Aí acaba tudo.

(…)

Potter estava preso no elevador quando tentou chegar ao meu “serviço”

– É você meu amor? – ele perguntou.

– Primeiro e último aviso John. Saia da cidade! – eu disse séria.

– Você sabe que eu não vou a lugar nenhum. – ele disse.

E claro que as luzes pulavam do meu cenário para o dele.

– Isso é o que você pensa, mas agora você está preso em uma caixa de aço, há setenta andares acima do chão. – eu disse.

– Então é uma armadilha? – ele perguntou cético.

– Ele está no elevador três. – disse uma das meninas que trabalhava para mim.

– Isso não vai dar certo não, meu amor. Isso não vai dar certo… Sabe por quê? Por que você vive me subestimando. – ele disse antes de tirar os óculos de sol.

– É mesmo? – perguntei sem convicção.

– Você não faz ideia de quem eu sou. – ele me disse sério. – Você não imagina do que eu sou capaz. – ele disse antes de se apoiar no elevador.

– Eu te digo o mesmo meu bem. – eu disse me aproximando da tela do computador, de onde supostamente eu estava vendo o Potter.

– Deixe eu adivinhar! – ele pediu pensativo. – Carga explosiva no cabo de contra peso? Mais duas nos freios primários e secundários. Será? – ele me desafiou.

– Ele encontrou! – disse alarmada uma das meninas.

– Obrigada! – respondi para ela. – Você também achou o explosivo no cabo principal? – perguntei sorrindo.

O Potter olhou para cima preocupado.

– Prometa que sairá da cidade. Ou eu detono você. – eu disse enquanto ele ainda olhava para os lados preocupado.

Mais alguns minutos de suspense, enquanto o Potter pensa.

– Tudo bem! Eu desisto!Detona! – ele me provocou.

As luzes foram para mim novamente enquanto eu fazia cara de surpresa.

– O que? – perguntei.

– Vai em frente! Detona! – debochou o Potter.

– Você acha que eu não vou? – perguntei irritada.

– Eu acho que não vai não. – ele duvidou.

– Tudo bem! – eu disse cruzando os braços no peito. – Cinco… Quatro… Suas últimas palavras? – perguntei.

– Aquelas cortinas são horríveis. – ele disse com a maior cara de safado.

– Adeus John! – eu disse confiante.

Logo em seguida um barulho bem forte de explosão invadiu a sala e fumaça começou a sair por todos os lados.

Assim que a fumaça foi embora à cena voltou para mim.

– O que foi isso? – eu perguntei desesperada segurando o monitor.

– O que? – perguntou a menina sem entender – Você disse adeus.

(…)

– Você cozinha pior do que atira. E olha que não é pouca coisa. – me disse o Potter enquanto tentávamos nos matar em nossa casa.

A briga continuou e mais e mais gritos eram ouvidos da platéia animada.

– Eu não posso. – disse o Potter abaixando a arma.

– Não! Anda! Atira! – eu disse desesperada.

– Você quer? Então atira!

E enquanto eu hesitava o Potter empurrou a minha arma para o lado e me beijou.

Escutei gritos vindos da platéia, assovios e até palmas. Os gritos pioraram quando o Potter me colocou sentada na mesa e tirou a alça do meu vestido beijando meu pescoço. Eu ajudei ele a tirar a camisa e pude escutar as meninas assanhadas gritando.

(…)

Estávamos no carro fugindo do pessoal que queria nos matar:

– Eu gosto! – disse o Potter se referindo a musica brega. – Temos companhia. – ele diz depois de um tempo.

– O que? – perguntei assustada. – Amor, fica firme aí! – eu disse enquanto tentava atirar nos outros carros.

– O nome disso é direção defensiva, meu amor.

– Não sacode o carro! – eu disse irritada.

– Esse carro aqui é uma porcaria! Como alguém consegue dirigir essa coisa?

– Amor, me deixe dirigir. – pedi.

Trocamos e eu comecei a dirigir enquanto ele tentava matar os bandidos.

– Amor eu acho que devo te contar. Eu já fui casado uma vez. – ele disse sem importância.

Eu parei o carro na mesma hora. E ele veio parar do meu lado com o impacto e aproveitei para bater nele.

– Você ficou doida? O que deu em você?

– O que deu em mim?

– Eu estava bêbado em Las Vegas.

– Ai que ótimo! Eu adorei viu!

– Já chega! – ele disse enquanto ia para trás atirar os carros – Sabe o que eu acho? Que você está sendo hipócrita. A verdade não é muito o seu forte.

– Quando eu tinha cinco anos meus pais morreram. Sou órfã.

– E aquele senhor simpático que te levou no altar?

– Era um ator. – respondi sem importância.

– Eu disse que tinha visto seu pai na ilha da fantasia.

– Eu sei!

– Eu nem quero mais comentar. Não acredito que levei meus pais de verdade no nosso casamento.

(…)

Tínhamos pegado o Peter que fazia o papel do nosso alvo na peça e levamos como refém para um hotel:

– Preste atenção! Eu sei que você viu eu e minha esposa resolvendo uns probleminhas domésticos. Eu sei que é lamentável, mas não veja isso como um sinal de fraqueza. Por que os nossos chefes querem nos matar? Olha só… – ele começou de novo com o refém. – Querida… – ele reclamou comigo por que eu ficava batendo as unhas na mesa de cabeceira.

– Tudo bem! – eu disse.

– Eu não acho legal você me questionar na frente do refém. Ele pode entender errado.

– Desculpe!

– Tudo bem! Onde eu estava? A sim… Você tem opções. Opção A.

– Será que eu… – começou o Peter.

– Cala a Boca! Opção A, você fala, a gente escuta e não tem dor. Opção B, você não fala, eu arranco seus dedões com um alicate, e isso vai doer muito. Opção C, eu gosto de variar um pouco os detalhes, mas no final você acaba morrendo. – ele disse parecendo se divertir. – Estamos impacientes.

– Está bem! Tem um refrigerante?

Eu me irrito e bato com o telefone na cabeça dele.

– Opção A! – grita o Peter.

– Gostei meu amor. Mandou bem! – me disse o Potter.

(…)

De volta no consultório da Alice.

– Eu estou interessada no progresso que vocês fizeram nas últimas semanas. – ela disse.

– Estamos indo bem. – comentou o Potter – Olha, eu não vou mentir. Tem horas que eu quis matar ela, mas…

– Igualmente! – eu disse sorrindo.

– Acabei não conseguindo. – completou o Potter.

– Isso é um bom sinal. Às vezes é preciso travar uma batalha.

– É o casamento! – eu disse.

– É… Você se mata para valer… – começou o Potter.

– Ah! Reformamos a casa. – eu disse empolgada.

– É… Foi sim! – comentou o Potter.

– Bom… Sempre vão existir desafios. – comentou a Alice. – Mas vocês podem dar conta juntos.

– É, podemos. – eu disse.

– Até agora. – comento o Potter.

– Até agora? – perguntei espantada. – Como assim? – perguntei rindo

– Deixei espaço para o desconhecido. –ele comentou dando de ombros.

– Até agora! – repeti rindo.

– E vocês acham que seus estilos de relacionamento… – começou a Alice.

– Pergunte sobre o sexo! – pediu o Potter.

– John! – o repreendi.

– A bom isso… – começou a Alice desconsertada.

– Dez! – disse o Potter animado.

E as cortinas se fecham enquanto todo mundo grita animado.

Acho que não fomos tão mal assim.

– Você conseguiu! – disse o Potter me levantando do chão e me rodando.

– Nós conseguimos! – eu disse ainda mais empolgada que ele.

Ficamos comemorando enquanto as outras casas apresentavam. Entendam isso como se agarrando em algum canto do castelo com a capa de invisibilidade por cima.

– Dumbledore vai anunciar o vencedor. – disse o Sirius puxando a capa de cima de nós.

– Como você nos achou? – perguntei revoltada.

– O mapa. – ele respondeu dando de ombros.

– Vamos logo ou vamos perder ele anunciando que ganhamos. – comentou a Lene já me puxando.

– E como tem tanta certeza que ganhamos? – perguntou o Potter se dando por vencido.

– Oras… Tendo! Impossível não termos ganhado. – ela respondeu revoltada.

– Sirius, você disse que iria fazer a Lene relaxar. – reclamei.

– E vou… Assim que anunciarem que ganhamos. – ele respondeu dando de ombros.

– Eu não quero saber quem ganhou. – eu disse por fim. – Posso voltar a agarrar meu namorado em paz?

– Como assim não quer saber se ganhou? – perguntou a Lene revoltada.

– Eu gostei da ideia de voltar a nos agarrar. – comentou meu namorado com a cara mais safada que já vi nele.

-Por que você não quer saber quem ganhou? – me perguntou o Sirius.

– E que diferença isso vai fazer? Já conseguimos apresentar sem problemas. Isso já é uma vitória. – comentei dando de ombros. – Agora com licença que vou agarrar o Tiago.

– Você o chamou de Tiago! – gritou a Lene empolgada.

– Alguma hora ela teria que fazer isso. – comentou o Sirius.

– Deixe eles aí. Vamos! – eu disse puxando meu namorado pelo braço.

– Eu até gostaria de ficar para fazer companhia… Mentira não queria. Você dar uns amassos na Lil e já volto. – comentou o Potter animado.

Depois de conseguirmos despistar os dois malas dos nossos amigos e finalmente conseguirmos achar um cantinho para uns amassos, o Potter acaba com o clima:

– Lil, minha ruivinha, quando quiser me beijar é só dizer. Não precisa sair me puxando por todo o castelo.

– Cala boca e me beija logo! – pedi revirando os olhos.

– Seu pedido é uma ordem! – ele disse sorrindo antes de colar seus lábios nos meus.

Eu definitivamente prefiro beijá-lo, a saber, quem ganhou o concurso, aliás, eu vou descobrir de qualquer jeito mais tarde, de preferência bem mais tarde!

Betado by Larissa K.

Cap Anterior


sobre Vanessa Sueroz

Autora dos livros Confusões em Paris, Minha última chance, Odiado Admirador Secreto, Presente de Aniversário, Eu te amo mais e Três Botões.


Obrigada pela visita. Por favor, deixe um comentário com a sua opinião, isso é muto importante para nós.

10 thoughts on “Sr e Sra Potter – Cap 15

  • Bruna Luísa

    Ameeei, amo suas fanfics dos pais do Harry principalmente Até Que Enfim Você é Minha… Foi você que me fez gostar de HP através de suas fanfics, obrigada!
    Enfim, fiquei a história inteira com um sorriso bobo nos lábios. Espero que continue fazendo fanfics sobre os pai do Harry, da paixão do Tiagio e da Lily (principalmente quando ela é recheada de lírios e ´é Evans, Potter, Evans!´) e seus amigos malucos e fofos (Sirius <3).
    Obrigada, obrigada, obrigada. Amei cada parte da história,e spero que contineu escrevendo…
    Beijão!

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  • Jaqueline_B

    Nem to triste porque acabou né! Tudo bem que eu vim ler ao último capítulo mil anos depois, mas isso não diminui minha tristeza de que a fic acabou, eu simplesmente me viciei nela desde que eu a conheci. Agora eu to sem tempo pra falar muito, mas eu acho que eles ganharam, porque as outras eram meio monótonas, não tão monótionas, mas comparando com a peça da grifinória… qualquer coisa é monótona! A Lilly e o Tiago finalmente se acertaram *-*

    Mto triste porque acabou, mas feliz porque ela existe!!!!

    Bjos :***

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  • Marlenny McKinnon

    Gente que lindo, nossa porque mesmo que demorei tanto pra ler essa fic?
    Ri tanto com sua fic, e pra mim terminar ela eu fiquei até as 5 da manhã acordada :X
    E quanto ao seu livro, parece bem divertido, vou passar nas livrarias Curitiba 🙂

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    Bruna Luísa Reply:

    Que bom que não sou a única que ficou lendo até as 5 da manhã as fanfics dela.
    Beijoos

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  • Bruh Potter

    Por favor, só me diz que não acabou.
    que ainda tem mais uns vinte CAPs…
    MINHA VIDA ACABOU!
    Essa fic é muitol perfeita para meu ser!

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    Vanessa Sueroz Reply:

    hahahahah Quem dera que ainda tivesse tanta história assim para escrever e que todos achassem o mesmo que vc rsrsrsrs

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