Sr e Sra Potter – Cap 14 4


Anteriormente:

Olhei para o Potter novamente. Eu sei que qualquer uma estaria aqui dizendo o quanto eu sou idiota. Caramba! Ele é lindo, charmoso, carinhoso, inteligente, o genro que minha mãe pediu a Deus, mas… Estou insegura… Acho que essa era a palavra.

Não sei bem ao certo se meu cérebro enviou uma mensagem cifrada para minhas pernas ou se no instante que eu fechei os olhos para pensar perdi o equilíbrio, só sei que senti meu pé dando um leve passo para frente e logo em seguida lábios macios e quentes estavam colados aos meus.

Minha vontade era passar os braços pelo pescoço dele e o puxar mais para perto, mas antes que eu fizesse isso o meu único pensamento foi que dessa vez Tiago Potter não hesitou.

Cap 14 – Potter e eu

Não sei ao certo o que aconteceu primeiro, mas me lembro de puxá-lo pela camisa por uma mão e a outra afundar nos seus fios negros segundos antes de sentir sua língua procurando a minha.

Era difícil distinguir seu corpo do meu. A temperatura da sala subiu incrivelmente rápido. Pude sentir a mão dele fazendo leve pressão na minha cintura enquanto a outra estava enrolada nos meus cabelos.

O gosto da sua boca não era algo que eu pudesse identificar como sendo morango, menta ou qualquer coisa parecida, mas era realmente muito bom.

Não sei se eu que o empurrei ou ele que me empurrou, mas logo senti a mesa batendo nas minhas pernas e logo o Potter me levantou pela cintura. Foi automático eu me sentar lá e passar as minhas pernas pela cintura dele.

Depois a Lene e o Sirius que são pervertidos! O que nós estávamos fazendo?

Quer saber? Eu não me importava, a única coisa que eu sabia era que precisava senti-lo perto de mim e não iria largá-lo por nada.

A minha mão que estava agarrando a sua camisa passou a aproveitar tudo isso e não sei como fui tão atrevida, acho que foi o calor do momento, mas minha mão foi parar dentro da camisa do uniforme dele. Sua pele era quente feito brasa!

Mas infelizmente nunca fui boa em prender a respiração e tivemos que nos separar por alguns segundos. O que foi suficiente para que eu quisesse puxá-lo de novo para mim.

Meu Deus! Descobri que sou uma tarada! Alguém jogue água fria em cima de mim!

Não tive tempo para respirar muito, alias, não dei tempo para ele respirar e logo o puxei de novo recomeçando o nosso beijo. E que beijo…

Só me dei conta que as coisas estavam fugindo do controle quando senti sua boca no meu pescoço e meu corpo se arrepiar. Sinal que já estávamos na hora de parar com aquilo.

Nos separamos devagar, e eu realmente não quis olhá-lo nos olhos por algum tempo, eu precisava me recompor.

– Conseguimos! – ele disse sorrindo.

– Você não hesitou! – foi à única coisa que eu disse.

– Claro que não. – ele respondeu dando de ombros.

Percebi que sua mão ainda estava na minha cintura, e por incrível que pareça a minha ainda estava por dentro da camisa dele.

– Mas você sempre hesita. – eu disse relutante.

– De onde você tirou isso? – ele me perguntou pensativo.

– Eu assisti os ensaios. Você sempre hesita. – eu respondi.

– Podemos falar sobre isso depois? – ele me perguntou receoso.

Achei melhor não insistir, alias, só toquei no assunto por que eu não tinha muito que falar. E eu realmente precisava manter a boca ocupada ou iria puxá-lo para mais um beijo.

Será que sou uma vaca ou coisa parecida por querer beijá-lo de novo?

– Então… Vamos jantar? Eu particularmente estou morrendo de fome. – ele disse sorrindo e me ajudando a descer da mesa.

Ele esta agindo normalmente? Jura?

– Oh não! Não quero ter que escutar as gracinhas dos nossos amigos. – comentei desanimada.

– Eles não precisam saber. – ele comentou dando de ombros.

– Sabe… Estou começando a gostar dessa coisa da ensaiar as escondidas. – brinquei.

Ele sorriu enquanto saiamos da sala.

Fomos jantar como se nada tivesse acontecido, nos sentamos onde normalmente ficamos e fingimos não ver a os nossos amigos nos olhando esperando as novidades.

– Então…? – perguntou a Lene depois de um tempo.

– Então o que? – eu perguntei fingindo não saber do que ela estava falando.

– Ensaiaram? – perguntou o Sirius ansioso.

– Claro que sim! – respondeu o Potter dando de ombros.

O que? Ele disse que não iria contar.

– Sério? E como foi? – perguntou a Dora animada.

– Só conseguimos ensaiar até a parte que os dois estão brigando, mas acho que ninguém se machucou.

– O que? – perguntaram todos eles juntos, fazendo várias cabeças virarem na nossa direção.

– Bom… Vamos ensaiar essa cena sozinhos. – ele respondeu dando de ombros.

– Mas e… – começou o Remus.

– Vamos ensaiar em outro horário. Continuamos os ensaios normalmente com tudo mundo e ensaiamos essa cena depois do horário. – respondi.

A idéia era realmente muito boa.

– Não gostei da idéia. – reclamou o Sirius.

– Não vou fazer aquela cena na frente de todo mundo. – eu rebati.

– Alguma hora você vai ter que fazer na frente de todo mundo. – comentou a Lene.

– Mas até lá nós vamos ensaiando sozinhos. – respondi dando de ombros.

– Parece que vamos perder a festa. – comentou o Pedro.

– Até você Pedro! – comentou o Potter abismado.

– Eu também estou curioso! – ele respondeu dando de ombros.

– Então amanhã pulamos essa cena e já ensaiamos outra? – perguntou a Dora.

– É… Vamos para a cena que os dois estão acordando e todos estão atrás deles pela recompensa. – comentou a Lene dano de ombros.

– O que eu perdi? – perguntou a Alice se aproximando animada. – Já rolou o beijo?

– Na verdade não perdeu nada. Eles não ensaiaram. – reclamou o Sirius.

– Claro que ensaiamos, mas não até essa parte. – respondeu o Potter dando de ombros.

– Isso não é justo! – reclamou a Alice emburrada.

– Por que esse drama todo?  Vocês não vão ver junto com o resto da escola quando subirmos naquele palco? – perguntei.

– Eu tenho direito de ver tudo de camarote. – ela alegou emburrada.

Não falamos mais sobre aquele assunto durante o resto da noite e tudo estava normal pela manhã.

– Lily preciso de chocolates. Os meus acabaram! – reclamou o Sirius enquanto tomávamos café da manhã.

– Sem chances. Só tenho duas barras e uma longa semana até que eu consiga mais. – respondi.

– Pontas… Você tem que me arrumar chocolate. – disse o Sirius.

– Sinto muito. Dei meu último bombom para a Lily. – ele respondeu dando de ombros.

– Ninguém tem chocolate? – perguntou o Sirius alarmado. – Isso não pode estar acontecendo.

– Sirius eu tenho uma surpresa. – disse a Lene empolgada.

Vi os olhos do Sirius brilhando.

– O que é? – ele perguntou animado.

– Eu sei que geralmente trazemos um anel, mas… Quer namorar comigo? – ela perguntou sem rodeios.

Ok! Posso entrar em estado de choque agora?

Acho que todos nós abrimos a boca não acreditando nos nossos ouvidos. Ela pediu mesmo ele em namoro?

– Namorar? Namorar sério?

– Claro Sirius. Compromisso sério. – ela respondeu impaciente.

– Teremos que usar uma aliança igual o Aluado e a Dora?

– Por que não? – perguntou a Lene dando de ombros.

– E você não pode ficar com mais ninguém?

– Não e nem você – ela respondeu impaciente.

– Parece divertido! – ele respondeu por fim. – Eu quero uma aliança bem grande para todos saberem que você é minha! – ele disse animado.

Ok! Isso foi ainda mais constrangedor do que ver minha amiga pedindo o sei lá o que dela em namoro.

Os dois começaram uma sessão de agarração, e ninguém vai adivinhar, mas a Alice e o Frank assim como o Remus e a Dora se animaram e obvio que o Pedro, o Potter e eu ficamos segurando vela.

Se eu falar que quis agarrar o Potter também alguém acredita?

Meu Deus! Será que estou virando uma pervertida como o Sirius?

– Vamos sair daqui! – disse o Potter se levantando e me puxando junto.

– Boa idéia. – eu disse alarmada.

Acho que estou passando muito tempo com o Sirius ultimamente.

– E o Pedro? – perguntei quando vi que já estávamos chegando do salão comunal e ele não estava conosco.

– Preferiu terminar a sobremesa. – respondeu o Potter dando de ombros.

– Odeio quando eles nos deixam de vela. – comentei revoltada.

– Nem me fale! – respondeu o Potter pensativo.

Fomos à frente para a primeira aula e nos sentamos juntos. Eu sei que é meio estúpido de se fazer, mas eu simplesmente não resisti e puxei a mão do Potter para a minha perna. Não me condenem! Eu gosto da mão dele ali.

Sem contar que não sei por que, mas estou sentindo falta dele mesmo ele estando ao meu lado. Estou ficando louca? É como se faltasse alguma coisa, só não me pergunte o que!

Pelo menos ele não pareceu surpreso com a minha “investida”, simplesmente encaixou meus dedos com os dele e ficamos de mãos dadas por de baixo da mesa enquanto a mão dele repousava na minha perna.

A aula passou incrivelmente rápida, rápido até de mais para o meu gosto.

– Que aula mais chata! – reclamou o Sirius.

– Pois eu gostei! – eu disse dando de ombros.

– Você é nerd ruiva. Não conta! – reclamou ele.

– Claro que conta. E eu não sou nerd. Só gosto de estudar. Alias, o Remus estuda mais do que eu.

– O Aluado é a vergonha dos marotos. – reclamou o Sirius.

– Olha quem fala. Não fui eu que precisei esperar a Dora me pedir em namoro. – comentou o Remus maldosamente.

Acho que nunca vamos deixar o Sirius esquecer disso.

– Isso foi só porque ela me ama e não vive sem mim. – ele respondeu sorrindo.

Vi a Lene lançar um olhar de ódio para o Sirius.

– É claro que eu a amo também. – ele completou abraçando a minha amiga.

O dia se arrastou lentamente e devo acrescentar que à medida que o dia passava eu ainda sentia falta de alguma coisa. Será que perdi alguma coisa por ai e meu subconsciente esta tentando me lembrar?

– Ensaio? – perguntou a Lene enquanto eu arrumava minha mochila.

– Já vou para lá. Só deixar as coisas no dormitório. – comentei.

– Não vão mesmo ensaiar a aquela cena? – ela perguntou parecendo chateada.

– Vamos, mas sozinhos depois do jantar. – respondi dando de ombros.

– Isso não é justo Lil. – ela reclamou batendo o pé.

– Lene já é difícil o suficiente fazer aquela cena, muito mais com todo mundo olhando.

– Mas eu realmente queria ver. – ela reclamou.

– E quem não queria? – perguntou a Alice.

– Na apresentação vocês vão ver. – eu disse dando de ombros.

O dia já estava acabando e eu ainda sentia falta de alguma coisa. Será que é aniversário de alguém e eu esqueci?

– Podemos começar? – perguntou o Sirius empolgado.

– Tudo bem. – eu disse observando mais o pessoal que estava em volta querendo assistir o ensaio.

– Ótimo, os dois deitados no chão, Lily você em cima do Tiago e os dois estão no maior clima. – disse a Lene empolgada.

O Potter deitou no chão e eu deitei em cima dele, será que é normal ficar com vontade de beijá-lo?

– Ação! – disse o Sirius empolgado.

– Nos conhecemos? – perguntei.

– Desde ontem! – ele respondeu sorrindo.

Então alguém bate na porta.

– Oi está tudo bem? Ouvimos uma barulheira danada. – perguntou a vizinha junto com seu marido e um policial na porta da nossa casa.

– Não… Está tudo bem! – respondeu o Potter.

– Então vocês estão bem? – perguntou o marido.

– É…  – disse o Potter antes de abrir toda a porta e mostrar ele só de cueca e eu enrolada em um lençol. – Melhor impossível.

– Oh nossa! – disse a vizinha.

– Mas vocês dois… É…

– Boa noite. – eu disse cortando os dois.

– Parece que estão fazendo uma obra. – comentou o vizinho.

E fechamos a porta na cara deles.

Depois muda para a cena onde o amigo do John esta dormindo.

– Ai! Mais cinco minutos. – disse ele enquanto escutava o celular tocando.

– Jane Potter – 400 mil dólares. – A Lene narra.

– Tentador, mas eu não saio da cama por menos de meio milhão.

– John Potter – 400 mil dólares. – a Lene narra de novo.

E voltamos novamente para a minha cena.

O Potter estava na cozinha lavando uma fruta para o nosso café da manhã. Eu estava procurando um suco na geladeira, ou do que sobrou dela.

Nós ficamos de sorrisinhos e olhares para o outro por um tempo.

Eu lhe dou um copo quebrado com um pouco de suco que achei e brindamos.

Logo estamos deitados no chão conversando.

– Essa sua esquerda é uma beleza. – ele me diz rindo.

– Você aguenta bem. – eu brinquei.

– Obrigado! – ele disse rindo.

E eu obviamente rio junto.

– Aquelas férias no Alasca. Voltou antes por quê? – perguntei.

– Jonatan Gaspar! – ele explicou.

– Não acredito! Eu queria essa missão – eu disse revoltada.

– Esquece! – ele disse dando de ombros.

– Você ouviu um helicóptero me deixando em casa no nosso último aniversário?

– Não! – respondi pensativa.

– Não? – ele me perguntou na dúvida.

– Granadas de percussão. Eu estava meio surda naquela noite.

Ficamos os olhando por um tempo.

– Eu sou meio daltônico. – ele admite. – Problema na retina.

– Eu não sinto nada nesses três dedos. – eu disse mostrando para ele.

A cena muda de novo, dessa vez mostra a frente da nossa casa e o correio chegando, mas ao invés de uma carta ele traz uma arma.

– Três costelas, feri a cavidade ocular, tímpano perfurado. – explicava o Potter

– John… Teve problemas para dormir depois? – perguntei.

– Não. – ele respondeu dando de ombros.

– É… Nem eu. – eu respondo sorrindo.

E depois disso uma granada é jogava pela janela. Saímos correndo e vemos luzes infravermelhas na casa por todos os lados. E logo tiros começam a ser disparados.

Nos escondemos atrás das pilastras e tentamos inutilmente através de gestos combinar uma fuga, mas nós trabalhamos de jeitos completamente diferentes. Até que ele se cansa e sai me puxando para o fundo da casa. Descemos as pressas para o porão ele pega armas e eu pego alguma coisa para colocarmos no pé.

No final ele esta de camiseta e cueca com uma galocha e eu estou com a camisa dele e uma galocha.

– Por que fiquei com a arma menor? – perguntei revoltada.

– Está brincando? – ele me pergunta na dúvida.

– Não! – eu respondo séria.

Então ele troca as armas.

Logo uma granada é jogada no porão onde estamos. John a chuta e ela vai parar em baixo da caixa de combustível.

Olhamos um para o outro irritados e saímos correndo. Quando saímos de casa tem muitos agentes na rua tentando nos matar e saímos atirando para todos os lados. Até que tudo explode.

Em meio aos destroços da casa eu e ele levantamos com dificuldades, olhamos nossa casa destruída.

– Precisamos de um carro. – eu digo olhando a casa.

– Os vizinhos. – ele diz.

E terminamos a cena.

– Eu adorei! – disse a Dora empolgada.

– Só faltou uns beijos. – comentou o Sirius.

– Já tem beijos de mais de cena anterior. – eu comento.

Não preciso dizer que ensaiamos essa cena por pelo menos umas três ou quarto vezes, não é?

– Estou com fome! – disse o Pedro enquanto íamos para o salão principal.

– Novidade, mas eu também estou. – respondi dando de ombros.

– Até que o ensaio foi legal hoje. – comentou a Dora.

– E ainda bem que acabou. – comentou o Remus.

– Só se for para você – comentei.

– Não podemos mesmo ver o ensaio de vocês? – me perguntou o Sirius com a maior cara de cachorro que caiu da mudança.

– Sem chances. – comentou o Potter.

– E como vamos ter certeza que vocês estão realmente ensaiando? – perguntou o Sirius.

– Não vão. – respondeu o Potter dando de ombros.

– Isso é injusto! – reclamou a Dora.

O jantar correu tranquilamente e cheio de piadinhas por parte dos marotos, nada além do normal.

Voltamos para o salão comunal e aproveitei para escovar os dentes. Senti um frio na barriga quando me encontrei com o Potter para irmos ensaiar na sala dos monitores.

Fomos de mãos dadas conversando por todo o caminho e o Potter teve o cuidado de trancar a porta quando entramos.

Eu me joguei no sofá que tinha ali no canto tentando relaxar. Nós já tínhamos feito isso ontem. Por que eu estava tão nervosa?

– Tente relaxar Lily. – ele me pediu se sentando ao meu lado.

– Eu realmente estou tentando. – eu disse já sentindo minha mão levemente suada.

– Estamos a sós aqui. – ele me garantiu. – E você já viu que isso não vai mudar nossa amizade.

– Não estou nervosa por causa disso. – comentei dando de ombros.

– Então… ? – ele me perguntou.

– Não sei… Só é estranho sabe.

– Vamos entrando no clima aos poucos. – ele disse sorrindo e tirando uma mexa do meu cabelo de meu rosto.

É errado eu agarrá-lo sem estarmos fazendo a cena? Estávamos sentados no sofá quase colados, um de frente para o outro. Não tem tanto espaço assim entre a minha boca e a dele.

– O que está pensando? – ele perguntou me olhando atentamente.

– Estou querendo fazer uma coisa bem feia. – eu disse receosa.

– E posso sabe o que é? – ele me perguntou com um leve sorriso. – Garanto não contar para ninguém.

– Não espero que conte mesmo. – eu disse me aproximando um pouco mais dele.

– Ninguém precisa realmente saber. – ele disse se aproximando um pouco de mim.

– Um segredo nosso? – perguntei olhando bem fundo nos seus olhos.

Eu estou fazendo uma loucura!

– Sempre só nosso. – ele respondeu passando a mão levemente no meu rosto.

Não sei de onde veio aquilo, só sei que eu juntei minha boca na dele. Simples assim!

Estou ficando tarada isso é um fato. Agora além de ir para os mentirosos anônimos vou ter que procurar um grupo de tarados anônimos.

Descobri uma coisa bem curiosa. Eu estava sentindo falta da boca dele o dia inteiro, porque assim que senti sua boca sobre a minha aquela sensação foi embora.

Não tivemos problemas dessa vez para partir logo para um beijo mais profundo. E devo dizer que eu prefiro assim.

Logo minhas mãos voaram para os cabelos dele e as dele para a minha cintura.

Não sei quanto tempo ficamos ali nos beijando e o que estava acontecendo em volta, mas nos separamos com falta de ar depois de algum tempo.

– Estou começando a gostar desses ensaios. – eu disse depois que nos separamos.

– Senti sua falta o dia inteiro. – ele me disse.

– Vai ser estranho se eu disser que também senti? – perguntei envergonhada.

Eu sei que não se deve dizer essas coisas para um cara, mas é o Potter! Meu amigo! Ele vai entender, não é?

– Estranho eu não sei, mas gosto de saber que sente o mesmo que eu.

– Se eu sinto o mesmo que você então porque estamos conversando ao invés de ensaiar? – perguntei ousadamente.

Eu sou maluca! É eu sei… Já podem me internar em um hospício, mas em um hospício perto de Tiago Potter.

Acho que ficamos naquela sala tempo demais, já que nem o Sirius estava nos esperando quando voltamos. Nos despedimos com um leve e rápido beijo e subimos para dormir.

Dormi extremamente bem naquela noite, e acordei de bom humor, o que convenhamos é uma novidade.

– O que aconteceu ontem que você está tão feliz? – me perguntou a Lene desconfiada.

– Feliz? Que nada! Só estou contente porque hoje temos quatro aulas de poções. – eu disse pensando rápido.

– Então só você está feliz com isso. Não sei por que o professor de DCAT concordou em trocar as aulas. Eu definitivamente preferia ter duas de DCAT hoje a quatro de poções. – respondeu a Dora desanimada.

– Só por que você não é boa em poções. – respondi mostrando a língua.

– Acho que você é a única que gosta dessa matéria. – comentou a Alice.

– Ela e o Ranhoso. – comentou a Lene.

– Em falar em Ranhoso… Ficamos sabendo do senhor soco que o Tiago deu nele. – comentou a Alice empolgada.

– Foi demais! – eu disse empolgada.

– Você não ficou com raiva? – perguntou a Lene desconfiada.

– Severo mereceu! Tudo bem que eu queria que ele largasse aqueles idiotas da sonserina e voltasse a ser meu amigo, mas ele está confundindo as coisas. Eu já disse que não quero nada mais que amizade com ele. – respondi dando de ombros.

– Quem te viu quem te vê senhorita Evans! – brincou a Alice.

– Claro que você não quer o Ranhoso. Você quer o Tiago! – disse a Dora empolgada.

– Não viaja Dora. – eu disse impaciente antes de sair do quarto.

Eu não o quero, mas não tenho culpa se sinto falta dele ao meu lado. Sentir falta e estar apaixonada é totalmente diferente.

– Minha ruivinha linda! – disse o Sirius assim que terminei de descer as escadas.

– Fala meu cachorrinho fofo. – eu disse apertando as bochechas dele.

Ele odeia quando eu falo isso!

– Você vai ficar comigo a manhã inteira, não vai? – ele me perguntou com a sua melhor carinha de dó.

– Sinto muito, mas a Lene me mata se eu te roubar dela. – eu respondi dando de ombros.

– A Lene vai entender. Você é minha irmãzinha fofa bem antes dela ser minha namorada. – ele disse ainda com aquele sorriso.

– Se a Lene concordar… – eu me dei por vencida.

Afinal… É bom passar quatro aulas ao lado do Sirius, isso quer dizer que eu vou rir durante quatro aulas.

– É claro que ela vai concordar. – ele disse animado.

– Aposto que ele está com medo de explodir o caldeirão. – comentou o Remus quando me sentei ao seu lado.

– Queria que ele estivesse assim para fazer uma surpresa para a Lene. – comentei dando de ombros.

– Por que o desanimo? – ele me perguntou.

– As meninas estavam me zoando! – dei de ombros.

– Como foi o ensaio ontem? – ele me perguntou ainda fingindo estar concentrado no livro.

– O que o Potter te respondeu quando você perguntou? – perguntei desconfiada.

– Não perguntei. – ele respondeu dando de ombros.

Até parece que eu acredito.

– O que vocês estão conversando? – perguntou a Dora chegando e se sentando no colo do namorado.

– Seu namorado está mentindo para mim. – respondi para ela. – Remus, não se mente para a maior mentirosa de todas. – eu disse.

– E quem seria essa? – perguntou o Sirius rindo.

– Minha pessoa é claro! – respondi sorrindo.

– Coitada… Já está tendo até alucinações. – comentou a Dora.

– Estou frequentando os Mentirosos anônimos.

– Isso não existe Lil. – comentou o Remus rindo.

– Claro que existe, mas infelizmente não temos muitos integrantes. – comentei dando de ombros.

– Sugiro que o Sirius entre no grupo. – comentou a Dora rindo.

– Então… Você não respondeu a minha pergunta. – comentou o Remus.

– Pergunte para o Potter. – respondi rindo antes de me levantar para ir comer.

– Perguntar o que? – escutei a Dora perguntando enquanto eu subia para chamar o Potter para o café, já que ele era o único que não tinha descido.

Bati na porta antes de entrar e ele estava arrumando a mochila.

– Não vai descer? – perguntei me apoiando no batente da porta.

– Só um minuto. – ele respondeu sorrindo enquanto jogava mais algumas coisas na mochila. – Agora sim… Bom dia ruivinha. – ele disse me puxando pela cintura e me dando um beijo estalado no rosto.

– Vamos comer? – perguntei animada.

Nada como começar o dia com os braços dele na minha cintura.

Ok! Eu não pensei isso… Alguém inseriu esse pensamento na minha cabeça.

– Estou morto de fome! – ele disse animado.

– O casal vinte está atrasado. – disse o Sirius assim que nos sentamos ao seu lado na mesa.

– Eles estavam se agarrando por aí. – comentou a Lene maldosa.

– Na verdade estávamos tentando nos livrar de vocês apaixonados melosos. – brinquei enquanto a Lene mostrava a língua.

– Estou sabendo que você vai roubar meu namorado a manha inteira ruiva. – disse a Lene depois de algum tempo.

– Desculpe Lene, mas alguém aqui tem que espantar as piriguetes de cima do seu namorado. – brinquei.

– Vai ficar com o Sirius na aula de poções? – me perguntou o Potter enquanto íamos para a sala.

– Vou. Ele me pediu. – respondi dando de ombros.

– Boa sorte para o caldeirão não explodir na sua cara. – ele brincou.

– Obrigada, vou mesmo precisar. – respondi sorrindo.

A aula de poções foi… Bom… Eu realmente não sei explicar direito. Foi boa… Fizemos direitinho o que o professor pediu, o caldeirão do Sirius não explodiu em cima de mim, passei a aula inteira rindo do Sirius, mas sabe aquela sensação que eu estava antes? Sabe aquela sensação de quando você esta sentindo falta de alguém? Estava sentindo falta do Potter. Já podem me matar! Eu sei que é ridículo, mas é normal amigos sentirem saudades assim?

Foi pensando na aula de poções que logo senti alguém prendendo meu pulso e me puxando para um lugar bem escuro.

Como eu sou sequestrada no meio de um corredor cheio com meus amigos andando na frente e ninguém vê?

– Me solta ou juro que você não sairá daqui ileso! – eu disse já pegando a minha varinha e ficando alerta.

Nunca se sabe… Vai que a turminha do Malfoy resolve vir me encher?

Foi quando ouvi uma risada bem conhecida: Potter!

– Seu maluco! Nunca mais me assuste assim! – eu disse revoltada antes de guardar a varinha.

– Desculpe, mas não resisti. Iria mesmo me azarar?

– Eu não sabia que era você! – respondi emburrada.

– Quem pensou que te puxaria para uma sala vazia, escura e trancada? – ele perguntou e pude sentir que ele estava bem próximo já que logo suas mãos chegaram a minha cintura.

– Pensei que pudesse ser Malfoy e companhia. – respondi sem importância.

– Senti sua falta. – ele me disse por fim.

– Eu também senti a sua. – eu disse antes de sentir sua boca na minha.

Me separei o mais rápido que consegui dele, ou seja, alguns minutos depois.

Eu não sou de ferro ok? O beijo dele é viciante… Tudo bem eu confesso, ele inteiro é viciante.

– Não podemos! – eu disse assim que consegui me afastar um pouco.

– Você não quer? – ele me perguntou receoso.

Queria poder enxergar seu rosto.

– Alguém pode nos ver. – eu respondi.

Não iria falar que queria… Mas acho que já deu para entender.

– Se eu disser que ninguém vai conseguir nos ver você me deixa matar as saudades? – ele perguntou.

– E como vai garantir que ninguém vai nos ver? – perguntei receosa.

– Sou um maroto Lil. – ele disse sorridente.

Eu sei que ele sorriu… Dá para ver os dentes dele brilhando.

Depois dessa declaração ele me puxou para mais um beijo, acho que vamos nos atrasar para o almoço.

Chegamos para o almoço e todos já estavam na sobremesa.

– Posso saber onde vocês estavam? – perguntou o Sirius desconfiado.

– Precisei pegar o livro. – ele disse mostrando o livro da próxima aula. – Fiz a Lily me fazer companhia.

– E ela como boa amiga aceitou. – concluiu a Lene.

– Não vejo nada de mais em ir buscar um livro. – comentou a Alice dando de ombros.

Salva pela Alice!

– Eles têm a mente poluída Alice. Ignore! – comentei dando de ombros.

Não pude comer com a minha calma habitual já que infelizmente o almoço logo terminou e fiquei sem pudim.

– Você me deve um pudim. – eu disse revoltada para o Potter quando íamos para a aula.

– Te dou um pudim todos os dias se pudermos repetir a dose. – ele respondeu sorrindo maroto.

– O que vocês estão conversando aos cochichos ai? – perguntou a Dora curiosa.

– O Potter me fez perder a sobremesa. – comentei.

– E devo comentar que aquele pudim estava muito bom. – disse o Pedro sorridente.

– Assim você está dificultando as coisas. – reclamou o Potter com o amigo.

– Só disse a verdade. – comentou o Pedro.

– Acho que você realmente está me devendo um pudim! – eu disse agora realmente com vontade de fugir para a cozinha e pedir um pouco de pudim para os elfos.

– Não tenho culpa se você não anda rápido. – comentou o Potter.

Como assim não ando rápido? Só por que ele queria ir correndo para o salão comer e eu o puxei para mais um beijo? Ele que tinha começado!

– Eu realmente não vou discutir isso! – eu disse emburrada.

– O casal vinte quer parar de discutir e ir para a aula? Não vou aguentar aquela professora dizendo que previu nosso atraso. – comentou a Lene.

– Sirius pensei que você iria deixar a Lene de bom humor. – reclamei com ele.

– É que não tivemos tempo para dar uns beijinhos hoje. – ele comentou dando de ombros. – Mas nada que eu não resolva. – ele completou correndo para alcançar a Lene estressada. – Lene minha florzinha!

– Depois nós que ficamos nos agarrando por ai! – comentou a Dora rindo.

– Vocês é que são tímidos e não nós. – comentei ainda rindo do Sirius.

– Aposto que a professora vai prever a morte de alguém hoje. – disse o Potter quando chegamos perto da sala.

– Não sendo a minha… – respondi dando de ombros.

– Espero que hoje a aula seja sobre alguma coisa que dê para dormir. – comentou o Potter quando entramos.

– Sono? – perguntei quando sentamos naquelas cadeiras horríveis.

– Não… O cheiro do insenso que me dá sono. – ele respondeu dando de ombros.

– Hoje vamos revisar algumas aulas sobre diferentes tipos de leituras. – disse a professora alegre.

– Por que ainda fazemos essa aula? – perguntei para o Potter que ainda mantinha uma cara de sono.

– Pior que eu não sei. – ele respondeu dando de ombros.

– Será que se sairmos de fininho ela vai notar? – propus.

– Agora que já entramos não temos como sair. – ele disse emburrado.

– Vai ser uma longa aula! – eu disse antes de tomar o chá para o Potter “ler” meu futuro.

Eu sei que muita gente acredita nisso de prever o futuro e tudo mais, mas eu tenho cara de quem acredita nisso?

Se isso realmente existir eu vou me casar com alguém que eu odeio e vou morrer jovem tentando proteger alguém que amo, foi pelo menos o que a professora previu para mim no terceiro ano.

Eu nunca me casaria com alguém que eu odeio! Mulher maluca!

– Lily! Lil… Vamos! A aula terminou! – escutei o Potter me chamando.

– Já? – perguntei sonolenta.

Não me julguem se dormi na aula!

– Pensei que eu que iria dormir na aula e não você! – ele disse enquanto pegava a minha mochila.

– Você estava bem concentrado naquelas folhas de chá. – respondi me lembrando de que ele ficou vários minutos olhando para aquelas folhas ridículas.

– Pensei ter visto alguma coisa. – ele disse dando de ombros.

– Mas as folhas eram sobre o meu futuro e não o seu! – reclamei.

– E se o seu futuro tiver haver com o meu? – ele perguntou sorrindo e passando as mãos no cabelo.

– Claro que seu futuro está junto com o meu. Vamos ser amigos para sempre. – eu disse o abraçando.

– Gostei da idéia. – ele respondeu rindo e me dando um rápido beijo nos lábios.

– Alguém pode nos ver! – reclamei.

– Ninguém viu! – ele deu de ombros.

– Anda casal! – chamou o Remus que estava mais para frente.

Alias, nós é que estávamos mais para trás.

– Eu realmente não sei como você não dormiu na aula. – eu disse antes de arrastá-lo até o resto do pessoal.

– Por que estamos nessa aula? – escutei a Lene perguntando emburrada.

– Por que eu adoro ver as previsões malucas dessa professora. – respondeu o Sirius rindo loucamente.

– Não acho que ela seja tão louca assim, e tem aquela menina que vive dizendo que tem visões. – comentou a Dora.

– Aquela menina é outra maluca. – comentei.

– Alguma coisa ela tem que acertar. – comentou o Remus dando de ombros.

– Vamos por Merlin mudar de assunto? Eu realmente já cansei dessa conversa sobre adivinhações. – reclamou o Pedro.

– Assino embaixo! – eu disse animada.

– Primeira vez que vejo a ruiva concordando com o Rabicho. – escutei o Sirius comentando com a Lene.

O dia passou rápido depois daquilo e o dia seguinte mais rápido ainda. Alias, devo confessar que a semana inteira passou que eu nem vi.

– Nosso último final de semana de sossego antes das primeiras provas. – comentou a Lene entediada.

– Nem me fale. Logo vamos ter que apresentar aquela peça. – reclamei.

– Veja o lado bom, os ensaios estão chegando ao fim. – comentou a Dora animada.

Olhei para o Potter que estava deitado no meu colo.

– Eu gostei dos ensaios. – ele comentou sorrindo.

– Em falar em ensaios. Quando que vamos ver finalmente a cena principal e mais esperada da peça? – perguntou a Lene.

– Quando for realmente necessário. – respondi dando de ombros.

– Aposto que eles estão ensaiando todos os dias. – comentou a Alice sorrindo.

– Aposto que eles nem começaram a ensaiar. – comentou o Remus.

– E o que eles ficariam fazendo então naquelas horas que eles ficam trancados naquela sala? – perguntou o Frank desconfiado.

– Sexo selvagem! – respondeu o Sirius animado.

– Quem faria isso é você e não nós. – respondeu o Potter dando um tapa na nuca do Sirius.

E ele bem que mereceu.

– Poderíamos ir assistir o ensaio hoje. – comentou a Dora empolgada.

– Nem pensar. – respondi na mesma hora.

Até parece que vou deixar alguém ver nosso “ensaio”, até por que, acho que só fizemos realmente a cena inteira uma única vez, nos demais ficamos bem… Ensaiando só o final da cena.

– Por que essa relutância toda? – perguntou o Sirius desconfiado.

– Por que somos tímidos. – respondi na mesma hora.

– Fale por você. Nunca vi o Tiago vermelho ou com vergonha de alguma coisa. – comentou a Lene.

– Eu sou a timidez em pessoa. – respondeu o Potter se fazendo de ofendido.

Tudo bem que ele não é tão tímido assim, mas não é como senão fosse, já que muitas vezes já o vi vermelho depois de algum comentário. Como ontem que falei que ele estava incrivelmente sexy com aquela camisa aberta, ele fez graça, mas era impossível não ver suas bochechas vermelhas.

– E eu sou loira. – brincou a Dora rindo.

– Vamos mesmo ficar o dia inteiro aqui olhando para o lago? – perguntou o Pedro.

– Podemos ir terminar os trabalhos se você preferir. – comentou o Remus dando de ombros.

– Viu o que dá se apaixonar por um nerd. – comentou a Dora revoltada.

– Nem me fale. – comentou o Potter rindo. – Minha esposa é a nerd mor da grifinória. – brincou ele.

– Não achei graça! – respondi emburrada me afastando levemente dele.

– Pelo menos agora ela responde quando ele a chama de esposa. – escutei a Lene comentando.

– Já não era sem tempo. – comentou o Sirius animado.

O sol estava gostoso e todos nós já estávamos sem assunto, eu particularmente já estava ficando entediada.

– Ei ruiva, vamos tomar um banho no lago? – perguntou o Sirius depois de um tempo.

– Sirius isso não é pergunta que se faça para a Lily. – comentou a Lene.

– Por que não chama a sua namorada e deixa a Lily aqui? – perguntou o Potter emburrado.

– Deita no colo da Lene. – respondeu o Sirius dando de ombros. – Vamos? – ele me perguntou mais uma vez.

E eu estava bem tentada a aceitar.

– Não sei Sirius. – eu disse na dúvida.

– Eu sei que você quer. – ele disse já me puxando.

– Ei! Não leve meu travesseiro embora. – reclamou o Potter se sentando.

– Estou sequestrando a ruiva. – ele disse me pegando no colo. – Vamos nos divertir ruivinha!

Já disse que eu adoro o Sirius?

O dia passou rapidamente assim como vários outros dias seguintes.

As coisas continuavam a mesma coisa, já estava até virando monótono. As aulas estavam cansativas, porém algumas estavam bem interessantes, mas os professores não davam uma única folguinha, só trabalhos e mais trabalhos.

Algumas vezes eu perdia horas só observando meus amigos e vendo o quanto todos estavam felizes. As brigas do Sirius e da Lene que antes aconteciam todos os dias agora eram só uma ou duas vezes na semana e sempre pelo mesmo motivo, ciúmes.

Mas agora acho que eles estão aprendendo a controlar os nervos, pelo menos é o que o Sirius me disse:

– Eu não tenho ciúme, só cuido do que é meu!

Mas acho que isso daí é a primeira coisa que um ciumento diz.

Eu também adoro observar a Dora e o Remus, definitivamente eles são o casal mais fofo que eu já vi. Estão sempre de mãos dadas e abraços singelos, para dizer a verdade eles são incrivelmente discretos, é bem difícil vê-los aos beijos, e sempre que ficamos quietos de repente é possível escutar um “Eu te amo” em um sussurro vindo dos dois.

Já a Alice e o Frank finalmente tomaram rumo e na última semana ficaram noivos. Eu sei! Eles são muito novos para ficarem noivos, mas fiquei feliz com a notícia, afinal, já são cinco anos de namoro, o Frank já estava enrolando demais a minha amiga.

E detalhe, eu vou ser a dama de honra. Claro que o casamento só vai acontecer quando eles terminarem a escola, mas ainda sim já sou oficialmente a dama de honra da Alice.

Às vezes paro para pensar em como eles vão se casar se nem tem uma casa ainda, mas de acordo com o Frank ele trabalha todos os verões e já juntou um dinheiro para dar entrada, sem contar que, de acordo com ele, assim que terminarem a escola já vão ter um emprego e poder se sustentar. Espero que ele esteja certo.

Eu não costumo observar tanto o Pedro, apesar de estarmos um pouco mais amigos, mas sabe como é… Ele é bem quieto, muitas vezes revezamos ele eu e o Potter nas aulas, já que os casais não querem mais se sentar conosco, mas ainda é estranho.

O Pedro simplesmente fica lá sentado quieto, ele quase nunca presta atenção na aula, mas também não perde tempo puxando assunto, alias, na maioria das vezes ele dorme. Não sei de onde ele tira tanto sono.

Perceberam que eu deixei o Potter por ultimo? Não sei como explicar, mas a nossa amizade está tão… Boa? Tão perfeita e gostosa, está até melhor que a minha amizade com as meninas e com o Sirius. Eu não sei explicar, com ele por perto eu não sinto tanta falta das conversas com as meninas e das brincadeiras do Sirius, eu me sinto bem, como se ele preenchesse toda a falta que meus amigos me fazem.

Claro que eu às vezes fico meio depressiva, afinal, agora fico menos tempo com os meus amigos, geralmente eles estão namorando. Não que eles tenham me deixado de lado, eles estão sempre juntos, andamos todos juntos como sempre foi, mas é totalmente diferente agora que estão todos namorando, exceto eu é claro.

Os dias estavam bem chatos, alias, acho que o auge do meu dia eram os ensaios. Eu sei que ninguém nunca pensou me ouvir dizer isso, mas estou adorando ter que ensaiar.

Acho que parece que as coisas estão como antes sabe… Quando todos nós ainda éramos só amigos e não existia essa tensão toda quando eu abraço o Sirius, por exemplo.

Acho que estou carente!

Tudo bem, carência não é. Eu passo o tempo todo com o Potter, e temos uma relação bem estranha. Muitas vezes um de nós puxamos o outro para uma sala vazia para “ensaiarmos” entre as aulas, e me sinto muito bem quando estou ao seu lado, com ele as coisas fluem e é impossível ficar entediada.

Então se as coisas estão perfeitas para todo mundo por que eu estou aqui me lamentando enquanto as meninas estão lá no salão fazendo trabalho? Simples, porque eu já fiz todos os meus trabalhos com o Potter ontem e hoje é aquele dia incrivelmente chato do mês onde antes nós faríamos uma festa no dormitório e hoje ficamos todas preocupadas, principalmente a Dora, afinal, hoje é lua cheia.

Não me entenda mal, eu acho a lua cheia incrivelmente bonita, e era minha lua preferida antes de me tornar amiga do Remus o suficiente para descobrir seu segredo, agora a única coisa que sinto na lua cheia é pânico.

Tivemos o ensaio normalmente hoje depois das aulas, mas o Potter não pode ir ao nosso ensaio particular e muito menos me acompanhar na ronda, ele simplesmente me deu tchau e foi atrás dos amigos.

Acho que estou sentindo falta dele.

– O dia já amanheceu e você está atrasada. – escutei a Lene me dizendo.

– Bom dia para você também. – eu respondi de mal humor.

Vamos dizer que não tive uma noite muito agradável.

– Se você não correr vai perder o café da manhã. – ela disse antes de sair correndo porta a fora.

Provavelmente ela foi ver como o Sirius estava.

Depois de um grande esforço me arrastei para a aula, já que já tinha perdido o café da manhã, o lugar ao lado do Potter estava vazio e ele estava com a cabeça deitada em cima da mochila.

– Bom dia! – eu disse animada para ele.

Mas ele nem ao menos respondeu, só resmungou alguma coisa enquanto dormia. Pelo visto vai ser um longo dia.

A aula foi tão chata que eu já estava quase dormindo quando o professor dispensou.

– Vamos! – eu disse quando finalmente acordei o Potter.

– Perdi alguma coisa? –ele me perguntou depois de um grande bocejo.

– Nada útil. – respondi dando de ombros. – Como foi à noite?

– Bem divertida. O Sirius ganhou uma aposta e conseguiu jogar o Remus no lago. – ele respondeu sorrindo. – Mas agora devo uma caixa de chocolates para ele.

– Parece divertido! – eu disse imaginando a cena.

Imaginem um cachorro empurrando um lobisomem no lago enquanto um cervo ficava se matando de rir.

O dia se passou assim, com os meninos dormindo pelos cantos e eu incrivelmente mal humorada. Estava com saudades do Potter, em todos os aspectos possíveis. Ele passou o dia inteiro sem conversar direito comigo, não pudermos ensaiar por ai, já que ele estava cansado de mais, nós simplesmente sentávamos juntos e nas poucas vezes que ele acordava no meio da aula fazia uma piada qualquer e voltava a dormir.

Acho que estou viciada no Potter!

Na última aula do dia os meninos já estavam na mais perfeita forma.

– Que cara é essa ruiva? – me perguntou o Potter enquanto íamos para o dormitório pegar os roteiros para o ensaio.

– Vocês vão com o Remus de novo? – perguntei desanimada.

Eu sei que isso é egoísmo, mas eu queria ficar só um pouquinho com ele. É pedir de mais? Foi ele que me viciou e agora tem que manter meu vicio.

– Claro que vamos. Por quê?

– Nada! – respondi emburrada.

– Você está estranha. – ele disse pensativo.

– Não estou! – eu disse revoltada.

– E de mal humor. O que houve? – ele perguntou me fazendo parar de andar.

– Você é o que houve! – eu respondi irritada.

– O que eu fiz dessa vez? – ele perguntou espantado e parecendo inocente.

– Não se faça de inocente Potter. Isso é tudo culpa sua. – eu disse irritada.

Ele me vicia e depois simplesmente se recusa a me fazer companhia.

– O que exatamente estou sendo acusado?

– Você me vicia e depois fica dormindo o dia inteiro e me deixa sozinha. Não fala comigo, não brinca, não faz piadas, nem ao menos olha para mim. – reclamei.

– Eles estão discutindo a relação? – escutei o Sirius perguntando animado.

– Vamos deixá-los sozinhos. – ela respondeu o puxando.

– Espera um pouco. Eu fiquei o dia inteiro com você! – ele me respondeu.

– Você ficou o dia inteiro dormindo pelos cantos. – reclamei.

– Mas ainda sim estava com você!

– Você nem me deu bom dia. – reclamei.

– Eu estava dormindo quando você chegou. – ele respondeu irritado.

– Claro que estava dormindo, assim como em todas as aulas, no almoço, na troca de aulas…

– Qual é o problema afinal? Eu fiquei a noite inteira com o Remus. Pensei que você iria entender.

– Eu entendo. Só não entendo que você me ignore o dia inteiro.

– Eu não te ignorei! – ele disse revoltado. – Todas as vezes que eu estava acordado hoje eu estava ao seu lado.

– Estava do meu lado só seu corpo, não sua mente.

– Não gosta do meu corpo? – ele perguntou rindo.

– Não é hora para piadas!

– Lily me escute: eu tenho que ficar com o meu amigo e pensei realmente que você pudesse entender isso. Não tenho como estar à noite inteira acordado e ainda ficar o dia inteiro acordado ao seu lado. Eu fiz de tudo para ficar com você hoje, mas é complicado.

– Você nem me deu bom dia! – reclamei de novo, mas dessa vez gritando irritada.

– Qual o seu problema com o “Bom dia”? Ontem eu te dei bom dia umas dez vezes.

– Eu estou viciada em você Potter. Não consigo ficar feliz se não escuto a sua voz, não consigo dormir sem um beijo de boa noite, não consigo relaxar sem um abraço, não consigo ficar de bom humor sem o seu bom dia! – eu disse irritada antes de sair andando de volta para o meu quarto.

Acho que ele demorou alguns minutos para processar tudo que eu disse já que eu estava no quarto dele chamando o pessoal para descer quando ele apareceu correndo:

– Podem me dar licença? Preciso conversar com há Lily um minuto. – ele disse parado na porta ofegante.

– Sem problemas Pontas. – respondeu o Remus empurrando todo mundo para fora.

Assim que todo mundo saiu o Potter entrou e fechou a porta.

– Me desculpe. Não foi minha intenção. – ele disse parando na minha frente com um olhar fofo.

Só por que o olhar dele é fofo não quer dizer que vou perdoar a negligência dele comigo hoje.

– Bom dia minha ruiva! – ele me disse sorrindo antes de me puxar pela cintura e colar nossos lábios. – Senti sua falta, eu também estou viciado em você. E quando quiser um beijo é só pedir. – ele dizia entre um beijo e outro.

– Pedir como se você estava dormindo? – perguntei já me esquecendo da briga toda.

– Me acordasse. – ele disse sorrindo maroto antes de me beijar novamente.

Ok! Eu também estou viciada nos lábios dele, mas ninguém precisa saber disso.

Bom… Acho que o ensaio dessa vez foi bem mais longe do que pretendíamos, pois só dei por mim quando estávamos deitados na cama dele ofegantes.

Eu podia sentir suas mãos na minha barriga, seus lábios nos meus, sua língua dançando com a minha. Seu beijo era… Perfeito! Eu não conseguia pensar em mais nada quando estava com ele, e passava o dia inteiro querendo estar com ele.

Afastei-me um pouco da sua boca e olhei travessa para ele que tinha os lábios vermelhos, e não foi nenhum pouco difícil colar meus lábios no seu pescoço.

– Eu disse que eles estavam tendo um caso! – eu escutei a voz do Sirius segundos antes de afastar minha boca do pescoço do Potter.

– Acho que temos visitas. – comentou o Potter segundos antes de sair de cima de mim.

– Então é isso que vocês ficam fazendo quando não estamos por perto, hein? – perguntou a Dora.

– Não é nada disso que vocês estão pensando. – eu disse automaticamente.

– Quer fechar logo essa camisa? – perguntou a Lene revirando os olhos.

Olhei para o Potter na mesma hora e vi que ele nem ao menos estava com a camisa. Fui eu que fiz isso?

– Não é mesmo o que vocês estão pensando. – eu disse alarmada.

– Então explique! – disse a Alice sentando na cama do Remus.

– Eu… Nós… O Potter sabe explicar bem melhor. – eu disse desesperada.

– Nós só estávamos… Bem… Ensaiando! – ele respondeu ainda abotoando a camisa.

– Viu! Estávamos ensaiando.

– Eu não me lembro dessa cena terminar em uma cama. – comentou o pervertido do Sirius.

– Substituímos a mesa pela cama. – eu tentei explicar.

– Querem admitir logo que estão namorando escondidos, pelo amor de Dumbledore? – pediu a Dora impaciente.

– Isso já é meio obvio. Só estou curioso para saber há quanto tempo estão escondendo de nós. – disse o Sirius revoltado.

– Não estamos namorando! – eu disse revoltada.

Sabia que ninguém iria entender.

– Você disse que ninguém iria saber. – eu cochichei para o Potter revoltada.

– A porta estava trancada. Não tive culpa. – ele me respondeu dando de ombros.

– Há quanto tempo vocês estão… Como é mesmo? Há sim… Ensaiando? – perguntou a Lene.

– Um pouco mais de um mês. – escutei o Potter responder.

– Eles estão juntos há um mês? – perguntou a Dora alarmada.

– Não estamos juntos como vocês mentes poluídas devem estar pensando. Nós só estamos ensaiando. – eu respondi rapidamente.

– Deixa eu te contar uma novidade Lily, se vocês falam como namorados, andam como namorados, e agem como namorados, vocês são namorados. – respondeu a Alice.

– Não fazemos nada disso! – me defendi. – Você não vai dizer nada Potter?

– Acho que não vamos ter ensaio hoje. – ele comentou parecendo meio receoso.

– Vocês andam de mãos dadas, ficam juntos o tempo todo, se abraçam o tempo todo… – começou o Remus.

– E pelo visto se beijam o tempo todo. – completou o Sirius.

– Pelo amor de Dumbledore. Dá para vocês entenderem que isso aqui não é um namoro? – perguntei revoltada.

– Explique o que é então. – pediu a Alice.

– Simples, andamos como namorados para enganar o castelo inteiro, já que a trube do Malfoy só me deixa em paz quando o Potter esta por perto. Ficar abraçado não é crime! E só nos beijamos por causa da peça.

– E qual foi o motivo da briga hoje? – perguntou o Remus.

– Não vem ao caso. – respondi categoricamente.

– Tiago? – perguntou o Remus.

– Eu realmente não acho que essa seja a melhor forma dela entender… – ele comentou angustiado.

– Ruivinha eu preciso te contar algo muito importante e preciso que preste bastante atenção. – começou o Sirius. – E, por favor, não surte! Você e seu querido Potter estão tendo um caso, um namoro não oficial. – ele me disse na maior calma.

Eu obviamente comecei a rir. Eu disse que ninguém entenderia.

– Acorda Lily! Como você não consegue enxergar que o Pontas é louco por você e você por ele? – me perguntou o Sirius me sacudindo igual um sino.

– Não sou louca por ele. Só estou viciada nele. – respondi dando de ombros. – E não me venha com essa história de novo Sirius. O Potter me garantiu que aquela quedinha que ele tinha por mim no terceiro ano já passou.

O Potter me garantiu!

– Você chama aquilo de quedinha? Eu chamo de um tropeço gigante! – ele respondeu rindo.

Eu não vi graça nenhuma!

– Quer calar a boca? – perguntou o Potter vermelho.

– Alguém tinha que contar. – se defendeu o Sirius.

– Lily minha amiga vou ter que fazer com você o que você fez comigo? – perguntou o Sirius de repente.

Eles só podem estar brincando comigo! O Potter não sente nada além de amizade! Ele me disse isso!

Ele não pode ter mentido! Se ele mentiu isso me torna a pior pessoa do mundo. Caramba! Eu passei o ultimo ano falando das minhas paqueras, e problemas, e mostrando todos os meus defeitos para ele.

– Querem sair daqui, por favor? – escutei a voz do Potter enquanto eu… Bem… Eu surtava.

– Ela está surtando! – escutei a Dora dizendo.

– Claro que ela iria surtar! – escutei o Remus reclamando. – O Sirius tem a delicadeza de um elefante.

Ok! Vamos parar e analisar:

Namorados andam juntos, bom eu ando junto com o Potter o tempo todo, mas do mesmo jeito que ando com o Sirius e com o Remus.

Namorados se abraçam o tempo todo, eu abraço o Potter o tempo todo, mas fazia isso com o Sirius até a Lene colocar uma coleira nele.

Namorados sentem saudades um do outro, ok, essa eu tenho que confessar, eu sinto uma falta horrível do Potter!

Namorados se beijam sempre que possível e essa é a parte delicada, sabe… Estávamos só ensaiando.

– Lil, precisamos conversar. – escutei o Potter me chamando.

– Nós só estávamos ensaiando certo? – perguntei.

Ele pensou por alguns segundos.

– Quantas vezes já ensaiamos essa cena? – ele me perguntou calmamente.

– Não sei… Pelo menos umas trinta vezes.

– Chutando baixo. – ele comentou.

– Chutando muito baixo. – eu concordei.

Contei trinta vezes por que se já faz mais de um mês e ensaiamos no mínimo uma vez por dia, alias, ultimamente ensaiamos a cada troca de aula.

– E quantas vezes fizemos a cena inteira? – ele me perguntou novamente.

– Sei lá… Uma? – perguntei dando de ombros. – O que isso tem haver com…

– Pensa comigo Lil. Se já ensaiamos mais de trinta vezes e se fizemos a cena inteira só uma vez, concorda que não estávamos ensaiando? – ele me perguntou calmo se sentando na minha frente.

– Aonde você quer chegar? – perguntei não querendo parar e pensar no que ele falou.

– Minha ruiva, nós estamos tendo um caso. – ele me disse calmo demais.

Ele não pode estar falando sério! Não pode!

– Não podemos não. A única coisa que você sente por mim é amizade.

– Uma das coisas que sinto por você é amizade. – ele me respondeu.

Ok! Respira… Estamos tendo um caso. Qual o problema disso?

Meu Deus! Estamos tendo um caso!

– Respira! – ele me pediu.

– Estamos tendo realmente um caso? – perguntei já temendo a resposta.

– Creio que sim. – ele me respondeu dando de ombros.

– Eu sou a pior pessoa do mundo! – eu disse alarmada.

– Por que você acha isso?

– Não vê? Eu estou enganando a mim e a você nessa história. – eu disse desesperada.

– Eu não fui enganado. Sabia onde estava indo desde o começo.

– Você não sabia! – afirmei derrotada. – Foi tudo culpa minha. Fui eu que te puxei para aquele beijo. Como eu posso ser tão burra de não ter percebido que estávamos… Namorando não oficialmente.

– Poderia ser oficialmente. – ele comentou dando de ombros.

– Você só pode estar brincando. Eu que sou a vaca manipuladora aqui. Alias, além dos mentirosos anônimos e dos tarados anônimos agora tenho que achar um grupo de manipuladores anônimos.

– Primeiro de tudo Lil. Você não é nenhuma mentirosa, alias,ninguém nunca acredita nas suas mentiras. Você é uma péssima mentirosa. – ele me disse rindo.

– Ok! Mas ainda sim eu tento mentir.

– Tarada? Eu realmente não sei do que você esta falando.

– Como não? Eu fico te agarrando por ai sem explicação aparente, eu só sinto vontade de te agarrar e vou lá e agarro.

– O que eu particularmente gosto bastante.

– Eu sou uma tarada oficial! – eu disse desesperada.

– Isso não é ser tarada Lil, isso é… Sentir minha falta. Não ligo quando você me puxa em algum corredor para me beijar, eu gosto disso.

– Você gostando ou não, não muda o fato que eu sou uma tarada. Eu arranquei sua blusa hoje.

– Eu só não arranquei a sua porque senão você teria me tirado a possibilidade de ter filhos. – ele brincou.

Ele disse isso mesmo? E por que eu estou gostando de ouvir isso? Ouvidos traidores!

– Sem contar que manipuladora você não é mesmo. Nem tinha se dado conta do que estava acontecendo!

– É por que eu estava distraída de mais pensando em… Enfim… Eu estava distraída de mais.

Eu não acredito nas coisas que estão passando na minha cabeça agora.

– Lily eu preciso te contar uma coisa. – disse o Potter muito vermelho.

O que ele está aprontando?

– O Sirius está certo. – ele me disse por fim.

– No que exatamente o Sirius está certo?

– Eu menti para você. Minha quedinha por você nunca passou! Na verdade um tropeço seria pouco para descrever o que eu sinto.

Acho que estou interpretando as coisas erradas. Ele esta mesmo dizendo o que eu acho que esta dizendo?

– Lily Evans… Eu estou e sempre fui apaixonado por você!

Betado by Larissa K.

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sobre Vanessa Sueroz

Autora dos livros Confusões em Paris, Minha última chance, Odiado Admirador Secreto, Presente de Aniversário, Eu te amo mais e Três Botões.


Obrigada pela visita. Por favor, deixe um comentário com a sua opinião, isso é muto importante para nós.

4 thoughts on “Sr e Sra Potter – Cap 14

  • Ana Black Potter

    COMO ASSIM PAROU NA MELHOR PARTE?!?!?!? O.O
    Não pode! Poor favoor poste maaaaaaaais!!!
    Eu ADORO essa fic, é a melhor que eu já li…
    Queira Deus que um Tiago Potter também apareça na minha vida e me diga isso!
    “Eu estou e sempre fui apaixonado por você!”

    Coisa mais fofa! Também quero um Tiaguito <3<3<3<3

    [Responder]

  • Mi Pontas Potter

    “- Eu menti para você. Minha quedinha por você nunca passou! Na verdade um tropeço seria pouco para descrever o que eu sinto.

    Acho que estou interpretando as coisas erradas. Ele esta mesmo dizendo o que eu acho que esta dizendo?

    – Lily Evans… Eu estou e sempre fui apaixonado por você!”

    aah, morri.
    Mentira to aqui.

    maaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaais!

    [Responder]