Sr e Sra Potter – Cap 12 2


Anteriormente:

– Amanhã logo pela manhã orientarei a Marlene e o Sirius a colocarem panfletos no salão comunal para achar alguém para fazer essa cena, mas eu espero que a senhorita mude de ideia.

Ela estava realmente falando sério! Não posso acreditar.

Nos levantamos relutantes para sair da sala, alias, eu é que estava relutante. O Potter parecia absorvido em pensamentos.

– Se mudar de ideia é só me avisar senhorita Evans. – ela me disse quando eu estava saindo da sala.

Assenti com a cabeça, mas até parece que eu vou mudar de ideia!

Cap 12 – Afinal… Eu sou um bom cupido

Minha conversa com a Minerva me deixou incrivelmente irritada. Ela não pode colocar alguém no meu lugar, mas por outro lado eu não quero fazer a cena! Custava ela tirar a porcaria da cena da peça? Que diferencia uma única cena vai fazer para o contesto?

Poderia entrar um narrador e dizer algo como “E os dois finalmente se entenderam.” Simples, rápido e indolor.

Não que beijar o Potter possa ser doloroso ou qualquer coisa parecida, mas acho que minha saúde mental agradece.

Na manhã seguinte quase cai para trás. Literalmente falando.

Desci as escadas saltitante feliz por ter acabado o dia anterior e o interrogatório sobre quem eles pretendem colocar no meu lugar e como eu fui deixar isso acontecer.

Foi quando vi aquilo pregado no mural de avisos! Não… Infelizmente não se tratava de um passeio para o vilarejo próximo final de semana ou um baile.

Audiências para duble da Jane na peça do sexto ano

Devido a problemas pessoais a nossa querida Lily (Jane Potter) não poderá representar uma cena especifica da cena e estamos à procura de alguém para interpretar a mesma no lugar dela.

Quem quiser participar teremos uma pequena audiência hoje no lugar do ensaio que esta sendo cancelado até que encontremos alguém para ficar no lugar da Lily.

Gratos Marlene e Sirius”

Eles estão de brincadeira!

– Gostou? – perguntou o Sirius.

– Não pensei que vocês estavam falando sério. – eu disse inconformada.

– Se quiser pelo menos tentar fazer a cena podemos adiar esses panfletos. – ele disse indicando a mão que estava com mais alguns papeis que julgo serem mais panfletos.

Fiquei na dúvida se parava para pensar em uma solução ou não, e acho que o Sirius viu a minha dúvida.

– Tem até o meio dia ruivinha. Depois disso eu coloco os panfletos.

Sai do salão comunal irritada. Eles ainda têm esperanças que eu mude de ideia?

– Está tudo bem Lily? – me perguntou a Alice assim que se sentou ao meu lado para tomar o café da manhã.

– Você não esta sabendo da última novidade? – perguntei espantada.

Tinha me esquecido que a Alice não estava na nossa reunião ontem depois do fiasco que foi o ensaio.

– A única coisa que eu sei é que a professora Minerva quis conversar com você e com o Tiago depois do ensaio. – ela disse pensativa.

– O problema é sobre aquela cena dos amassos. – comentei.

– Ainda se recusa a fazer a cena? – ela me perguntou parecendo espantada.

– Me recuso e tive a brilhante ideia de ir falar com a professora, afinal, ela não iria deixar que me forçassem a fazer o que não quero.

– Nisso tenho que concordar. Não vejo a Mcgonagall dizendo para ir lá e beijar o Tiago. – ela comentou pensativa.

– Exato! Mas ela não ajudou muita coisa. – respondi desanimada.

– Sério? Ela realmente vai força você a fazer a cena? – ela perguntou espantada.

– Na verdade não. Ela disse que já que eu não quero fazer eu não preciso.

– E isso não era o que você queria? – ela me perguntou confusa.

– Queria que ela tirasse a cena da peça só isso! – reclamei.

– E não foi o que ela fez? Você acabou de dizer que ela disse que você não precisa fazer a cena.

– Ela disse que eu não precisava fazer a cena e não que ninguém precisava fazer a cena. – eu disse irritada.

– Como assim? Esta dizendo que alguém vai fazer a Jane no seu lugar?

– Não na peça inteira… Só nessa cena. – respondi cabisbaixa.

– E você esta assim por que alguém vai dar uns amassos no Tiago na frente da escola inteira quando todo mundo pensa que vocês são namorados? – ela me perguntou parecendo confusa. – Ou você finalmente percebeu que é loucamente apaixonada por ele, mas ainda não quer que ele saiba?

De onde a Alice tira essas coisas?

– Eu realmente não sei de onde você tira todas essas maluquices. – comentei.

– Senão é nenhuma das opções que eu disse, então não sei por que você esta chateada.

– Eu não quero ninguém no meu lugar! – reclamei.

– Não vai ser tão ruim assim já que você não sente nada pelo Tiago. – comentou a Alice dando de ombros e depois dando uma senhora mordida na torrada.

– Eu só não quero ninguém no meu lugar. Eu sou egoísta e ciumenta. Não quero ninguém fingindo ser eu nunca! – reclamei mais uma vez.

– Já falou com o Tiago como você se sente? – ela me perguntou avoada.

– Até aparece! – respondi emburrada.

– E ele aceitou fazer a cena sem você? – ela perguntou quando finalmente entendeu o ponto alto da questão.

– Aceitou! E estou revoltada com ele. Como ele pode me trair assim? – perguntei expressando toda a minha raiva.

– Na verdade ele não te traiu ainda e até onde entendi você deu permissão para que ele beijasse outra.

– Não é esse tipo de traição Alice! Ele poderia ter dito que não faria a cena sem mim. Era tão simples! – reclamei chateada.

– E qual o problema dele fazer a cena com outra? Até onde eu saiba o Tiago não perderia a chance de agarrar alguém do sexo oposto.

– Acha mesmo?

Será que ele esta pensando em se agarrar com várias meninas por isso aceitou fazer a cena?

– De que vocês tanto conversam? – perguntou a Lene quando chegou junto com o resto do pessoal.

– Lily esta chateada por causa da cena. – respondeu a Alice. – Ou será pro causa do Tiago? – ele perguntou parecendo confusa. – Bom… Não entendi muito bem, mas ela esta chateada por alguma coisa bem confusa.

– E quando a Lily não é confusa? – perguntou o Sirius chegando.

– Não é bem assim. Eu não estou confusa. A Alice que não entende nada. – respondi com um bico gigante e cruzando os braços no peito.

– Já decidiu se vai mesmo desistir do Pontas? – me perguntou o Sirius.

– Desistir do Potter? Ele que desistiu de mim! – reclamei.

– A coisa esta pior do que pensei. – comentou a Lene.

– Esta com raiva por que ele aceitou fazer a cena sem você? – me perguntou o Sirius cético.

– Claro que estou! – eu disse revoltada.

– Então esta admitindo que não quer vê-lo agarrado com outra por ai? – ele perguntou com um sorriso presunçoso.

– Estou dizendo que eu não quero ninguém fingindo ser eu!

– Na verdade eles vão fingir ser a Jane no seu lugar, o que é totalmente diferente do que fingir ser você! – comentou a Lene.

– Vocês não estão ajudando. – comentou a Alice me olhando de canto de olho.

– Qual é a discussão? – perguntou o Remus se aproximando com a Dora.

– A Lily diz que o Tiago a traiu, mas até onde eu entendi ela deu permissão para ele beijar outra. – comentou a Alice.

– Temos uma confissão aqui? – perguntou a Dora empolgada.

– A Alice entendeu errado. Não estava me referindo ao Potter beijar ninguém, ele beija quem ele quiser, eu estava me referindo a… – mas não me deixaram terminar de falar.

– Posso mesmo beijar quem eu quiser? – perguntou o Potter parecendo realmente empolgado antes de empurrar a Alice e se sentar ao meu lado.

– Obvio que pode! Porque todo mundo fica me perguntando isso hoje? – reclamei revoltada.

Foi quando vi que o Potter estava realmente perto!

– O que pensa que esta fazendo? – perguntei irritada quando comecei a sentir sua respiração muito perto da minha.

– Você disse que eu poderia beijar quem eu quisesse. – ele respondeu dando de ombros e me dando um beijo estalado na bochecha. – Foi o que eu fiz!

– Eu não estava falando de mim! – reclamei.

– Vendo os dois namorar me fez ficar com saudades do Frank. Depois eu volto. – disse a Alice se levantando dramaticamente.

– Aonde ela vai? – perguntou o Pedro chegando e se sentando ao lado do Sirius.

– Dar uns beijos por ai! – respondeu o Sirius dando de ombros.

– E ninguém vai contar para o Frank? – ele perguntou alarmado.

– Ela está indo beijar o Frank! – respondeu a Dora rindo.

– Já mudou de ideia Lily? – perguntou a Lene quando estávamos indo para a primeira aula.

– Você sabe que não vou mudar de ideia. – respondi dando de ombros.

– Lily! Preciso de ajuda na aula! – disse o Sirius me puxando quando entrei na sala e fui me sentar com a Lene.

– Senão fosse a Lily aqui você já teria sido reprovado! – comentei antes de me arrastar para a mesa do fundo. – Sinto muito Potter vou ter que me sentar no seu lugar. – eu disse expulsando o Potter da mesa.

– Nem queria me sentar no fundo mesmo! – ele disse depois de fazer uma careta por ver a Lene na primeira fileira na frente do professor.

– Boa sorte veado. – disse o Sirius segurando o riso enquanto o Potter se arrastava para a carteira da frente.

– Não enche saco de pulgas. – ele respondeu emburrado.

Devo citar que foi uma longa aula?

Tudo bem que o Sirius é engraçado e tudo mais e faz piadas a aula inteira, mas ninguém merece ter aula de poções com o Sirius.

Depois de várias piadas sobre o cabelo e o nariz do Snape, e depois de mais algumas sobre o Potter ser gay eu simplesmente desisti de prestar atenção na lousa e resolvi prestar atenção no caldeirão do Sirius que logo deveria explodir.

– Você tem um talento nato para explodir as coisas. – reclamei depois da aula.

– Dessa vez eu não explodi nada! – ele se defendeu com a sua melhor cara de santo e com aquele bico gigante nos lábios.

– Não explodiu porque eu joguei a raiz antes disso. – respondi revoltada.

Eu merecia pelo menos um “Obrigada ruiva”, mas quem disse que eu ganhei?

– É por isso que eu me sento com você nessa aula. Não é legal explodir nada em cima de mim, quem sabe em cima do Ranhoso…

– O que vocês tanto discutem? – perguntou a Lene se aproximando com o Potter.

– Em como o Sirius acha que você esta maravilhosa hoje. – respondi.

– Eca Lily! Pensei que o único gay aqui fosse o Pontas, mas vejo que isso é contagioso. – reclamou o Sirius com uma careta.

Achei melhor não responder a palavra muito feia que aprendi com a Petúnia e revirei os olhos.

– Que aula agora? – perguntou o Potter novamente sendo o pacificador entre o Sirius e eu.

– A minha preferida DCAT. – respondeu a Lene com empolgação.

– Depois de duas aulas desastrosas de poções, nada melhor do que uma aulinha de DCAT para me animar. – comentou o Sirius sorrindo.

Nessa aula não me sentei com o Sirius, ele resolveu se sentar com o Potter e ambos ficaram a aula inteira conversando. Queria poder escutar o que eles tento falam!

– Sobre o que acha que eles estão conversando? – perguntei para a Lene depois de um bom tempo observando os meninos.

– Eles quem? – ela perguntou antes de seguir o meu olhar. – Não sei!

– Eles estão tão sérios! – comentei ainda olhando os dois.

– Tiago está sério, Sirius esta sorrindo como sempre. – comentou a Lene dando de ombros.

– E você e o Sirius Lene? Quando vou ver algum progresso? – perguntei depois de desistir de descobrir o que os meninos conversavam.

– Quando você ver o tal Voldmort abraçando trouxas. – ela respondeu dando de ombros.

– Cai na real Lene! Não acha que esta na hora de seguir o exemplo da Dora e fazer alguma coisa? – perguntei.

– Lily minha amiga, eu realmente não quero falar sobre isso, muito menos nessa aula.

– O que tem demais nessa aula? – perguntei.

– Eu gosto da aula Lily! – ela respondeu revirando os olhos.

– Eu também! Não vi nenhum motivo até agora para não falarmos do Sirius.

– Eu realmente quero assistir a aula Lily. – reclamou a Lene me ignorando.

– E eu realmente quero falar sobre você e o Sirius. – eu retruquei.

– Não temos nada para falar sobre nós dois. Não está acontecendo nada e nem vai acontecer. Isso é um fato Lil. Aceite! – ela disse irritada antes de se virar para frente.

Não preciso dizer que fiquei o resto da aula tendo que prestar atenção, não é?

Sai emburrada da sala de aula por causa das maluquices da Lene. Poxa! Ela nem quer mais conversar nas aulas!

– O que foi Lil? – perguntou a Dora.

– Briguei com a Lene. – respondi deprimida.

– O posso saber por quê? – ela me perguntou.

– Sirius! – respondi dando de ombros.

– O que ele fez? – perguntou o Remus.

– Nada na verdade. Eu estava tentando convencê-la a seguir o exemplo de vocês e pelo visto ela não gostou.

– Vocês duas são terríveis! Você fica o tempo todo tentando fazer o Sirius e a Lene se entenderem e ela fica o tempo todo tentando fazer você e o Tiago se entenderem. – comentou a Dora pensativa.

– Nem me fale. Aqueles dois vivem falando sobre isso. O Tiago insiste que o Sirius ama a Lene e deveria tomar uma atitude, o Sirius vive dizendo que o Tiago… – ele parou e olhou para mim. – Enfim… Ele vive perturbando o Tiago também. – comentou o Remus sem graça.

– Preciso dar um jeito para o Sirius e a Lene enxergarem que se ama. – eu comentei pensativa.

– Eu tenho uma ideia. – comentou o Remus sorrindo quando finalmente chegamos à próxima aula.

– Sou toda ouvidos Reminho. – eu disse empolgada.

Finalmente alguém teve uma ideia!

– Dora vou ter que roubar o seu namorado. – eu disse já puxando o Remus para uma carteira longe do Sirius e do Potter. – Pode falar! – eu disse empolgada.

– Tiago me contou sobre o plano de vocês para tentar juntar a Lene e o Sirius. – ele comentou distraidamente.

– Nosso plano parecia que iria dar certo. – reclamei chateada.

– E acho que pode dar certo, mas vocês estão pegando leve de mais com os dois. – ele respondeu pensativo.

– O que quer dizer com isso senhor Aluado? – perguntei extremamente curiosa.

– Simples, até onde eu saiba você tem até a hora do almoço para dizer que topa fazer a cena com o Pontas certo? – ele me perguntou ainda pensativo.

– Certo, mas ainda não vi aonde você quer chegar. – eu respondi sem entender.

– Diga para a Lene e o Sirius fazerem a cena que depois você faz. – eu disse depois de alguns minutos quieto me olhando.

– Mas eu não vou fazer a cena. – eu disse relutante.

– Eles precisam realmente saber desse detalhe? – perguntou o Remus com um belo sorriso maroto.

– Eles nunca acreditariam em mim Remus. – eu admiti.

O que é a mais pura verdade!

– Você poderia fingir estar com ciúmes do Tiago com outras garotas.

– E por que eu iria ter ciúme? – perguntei sem entender.

– Não sei se percebeu, mas a única esperança do Sirius e da Lene é que você veja o Tiago beijando várias meninas e fique com ciúmes, fazendo você aceitar fazer a cena.

– Eu nunca fui ciumenta. Muito menos com um amigo. – eu respondi revoltada.

Como eles podem pensar isso de mim?

Até parece que eu vou pirar o suficiente para aceitar fazer essa cena. Eu nem gosto realmente do Potter do jeito que esse povo pensa…

– Eles não precisam saber disso. – comentou o Remus dando de ombros.

– Acha realmente que pode dar certo? – perguntei pensando na possibilidade.

– Não custa tentar. Você só precisa ser convincente. – ele respondeu dando de ombros.

– Convincente claro! Ninguém nunca acredita em nenhuma mentira minha. – reclamei.

– Lily só exclua o filtro que existe no seu cérebro. – ele me disse calmo.

– Do que você esta falando? – perguntei sem entender nada.

Mas que merda de filtro é esse?

– Oras Lily. Ninguém fala tudo que lhe vem à cabeça. – ele disse sem rodeios.

– Claro que não. Imagine a catástrofe que iria ser. – eu disse alarmada.

– O que poderia acontecer de tão ruim? – ele me perguntou cético.

– Imagino só quando você encontrar alguém o corredor e a pessoa lhe perguntar: “Tudo bem?” ai você ao invés de responder um categórico “Tudo bem!” você iria responder o que realmente quer: “Claro que não esta tudo bem, só de olhar para a sua cara já me deixa de mal humor.”. Ou imagine você saindo da aula de História da magia e o professor de perguntando: “Gostou da aula senhor Lupin?” ai você responde: “Credo cara você deveria arrumar outra coisa para fazer da vida. Dar aulas não é sua praia.”

– Ok! – ele disse me interrompendo. – Já me convenceu disso.

Sorri satisfeita!

– Não estou falando para você dizer tudo sobre tudo Lily. Só sobre o Tiago ou quando estiver com ele.

– Ainda não vi utilidade. – eu disse sem entender como ele acha que isso vai funcionar.

– Só faça o que eu pedi. No almoço se sente ao lado do Tiago e tudo que perguntarem sobre vocês dois responda a primeira coisa que lhe vem à cabeça. – me pediu o Remus.

– Vai ser bem difícil eu dizer qualquer coisa sem pensar Remus. Eu dificilmente faço isso. – eu disse dando de ombros.

– Só tente! E quando a Lene ou o Sirius te perguntarem se você voltou atrás com a coisa da cena. Diga que faz a cena se eles fizerem também. Depois disso não filtre nada que sair da sua boca até o final do almoço e teremos sucesso.

– Você não pode estar realmente falando sério. – eu disse incrédula.

Eu realmente não sei de onde ele tira essas coisas!

Mesmo se eu disser tudo que penso não vai adiantar nada. Não irá fazer aqueles dois mudar de ideia. Não tem como isso dar certo.

– Só faça. Eu dou um jeito de dar certo. – ele disse enigmático.

Agora o Remus me assustou!

Não conversamos mais naquela aula, pelo menos não sobre algum assunto que não fosse a própria aula, mas não preciso dizer que realmente prestei atenção em todas as palavras do professor.

– Finalmente almoço! – disse a Dora empolgada se jogando no namorado.

– Não sei por que a empolgação. Temos longas aulas de Adivinhação e Astronomia depois do almoço. Duas aulas inúteis. – comentou o Sirius desanimado.

– Pelo menos hoje vamos ter pudim de sobremesa. – comentou o Pedro nos arrastando rapidamente para o salão principal.

– Não é tão ruim assim. A Aula de DCAT estava bem agradável. – comentou o Potter dando de ombros.

– Aula de DCAT nunca é ruim. – comentou o Remus sorrindo.

– Você ainda vai dar aula para os nossos filhos Remi. – disse a Dora empolgada.

Fui obrigada a rir com a empolgação da Dora e a cara de pânico do Remus.

– Acho que você assustou o Lobinho. – brincou o Sirius com aquela risada canina.

– Acho que o Remus não esta pronto para ser pai Dora. – brincou o Potter também rindo.

Foi entre brincadeiras que chegamos ao salão comunal e antes que me desse conta já estávamos comendo e rindo.

– O que acham que as outras casas estão fazendo para o trabalho de estudo dos trouxas? – perguntou o Pedro olhando um grupinho da corvinal aos cochichos.

– Aposto que é algum clássico. – comentei dando de ombros.

– E aposto que o nosso é o melhor. – disse a Lene muito empolgada.

– Claro que o nosso é o melhor. Comigo e com a ruiva no palco quem poderia ganhar? – perguntou o Potter me abraçando pelos ombros.

Claro que somos os melhores, somos lindos juntos!

Senti alguma coisa me incomodando e vi que o Remus olhava persistente e feroz para mim.

Ele realmente espera que eu diga isso em voz alta?

– Lily? – ele me chamou reprovador.

Como ele pode saber que eu estava pensando em cumprir só parcialmente o nosso acordo?

– Somos lindos juntos! É claro que somos perfeitos! – eu disse sorrindo encabulada.

Como foi que isso saiu da minha boca? Tudo culpa do Lupin e daquele olhar do mal dele.

Sai do meu transe quando escutei uma colher caindo no chão e foi quando percebi boca ligeiramente abertas.

– O que foi? – perguntei vendo todos me olhado. – Só disse o que me veio à cabeça. – respondi dando de ombros.

O Remus sorriu satisfeito enquanto todos voltavam as suas atividades normais.

– Viu só! Até a teimosa da Lil admite. – comentou o Potter rindo.

– Em falar em peça achamos uma roupa perfeita para aquela cena do tango. Você vai amar o vestido Lily. – comentou a Dora empolgada.

– Por que só ela tem roupas novas? – reclamou o Potter.

– Por que você já tem um terno. – respondeu a Dora dando de ombros.

– Não me importaria de ganhar outro. – comentou ele dando de ombros.

Por que o Remus fica me olhando tão acusador? Dessa vez eu juro que não pensei em nada para falar.

Ok! Pensei sim… O Potter não precisa de outro terno! Aquele já fica perfeito de mais nele. Mas acorda! Se eu disser isso todo mundo vai achar que eu sou apaixonada por ele ou coisa parecida, o que não é verdade.

– O Sirius também fica incrivelmente sexy de terno, a Lene que não me escute.

Ai Meus Deus! Eu disse isso mesmo em voz alta? É eu disse. O sorriso do Remus não nega o fato.

– Então eu sou incrivelmente sexy ruivinha? – perguntou o Sirius extremamente galanteador.

– Eu escutei um também nessa frase? – perguntou a Dora enquanto me olhava maliciosa.

Eu a vi piscando para o Remus! Traidora!

– Culpa sua seu lobo de meia tigela. – reclamei baixinho com o Remus.

Pude ver de canto do olho o Potter olhando de mim para o Remus tentando entender alguma coisa, por que é obvio que ele me ouviu xingando aquele lobo chato.

– Podemos dar uma volta mais tarde. Te pego as nove ruivinha? – me perguntou o Sirius.

– Você não via dar um soco na cara dele? – o Pedro perguntou para o Tiago.

– Sirius eu não posso falar que você não é bonito, a ala feminina da escola me prenderia pela mentira, mas gosto da minha vida, então não vou sair com você.

– Só eu não entendi a piada? – ele perguntou quando todo mundo ria e a Lene fechava a cara.

– Sem contar que seria bem desagradável ter um encontro com o meu irmãozinho lindo. – eu disse sorrindo inocentemente.

– Então Lily quando vamos poder ensaiar a cena da dança com vocês dois vestidos? – perguntou a Lene cortando o assunto.

– Nunca, seria o dia perfeito! – respondi alegre.

O que esta acontecendo comigo? Acho que fui drogada e não fiquei sabendo.

– Você esta bem? – me perguntou o Potter.

– Ficaria melhor com muito chocolate. – respondi sorrindo.

– Falo sério Lil. Sei da sua dificuldade com saltos. – comentou a Lene.

– Pergunte para o Potter, ele que vai ter os pés triturados pelo meu salto. – respondi dando de ombros e enfiando mais um monte de pudim na boca.

– Foi engraçado quando o Pontas ficou reclamando com o Sirius sobre os pés dele doendo. – comentou o Pedro rindo.

Ok! Eu tive que rir também. Eu sabia que eu tinha machucado ele, mas ele insistia em falar que não aconteceu nada.

– Acho que você está confuso Rabicho. – disse o Potter ameaçadoramente.

– Não estou não. Eu me lembro perfeitamente quando… – mas o Remus não o deixou terminar.

– Então Lily, como se sentiu dançando naquele dia? – ele perguntou.

– Que pergunta besta. Me senti maravilhosa. Eu adoro dançar! – eu disse extremamente feliz.

– Principalmente com o Tiago, não é? – perguntou a Dora segurando o riso.

– Claro que sim. Ele dança bem!

– Eu disse que dançava bem! – disse o Potter passando as mãos pelos cabelos sorrindo encabulado quando todo mundo olhou para ele.

Vi que o Sirius e a Lene olhavam tudo muito desconfiados.

– Tirando o fato de parecer uma criança de cinco anos dançando com o pai… Foi extremamente agradável. – continuei. – Deveríamos fazer isso mais vezes! – sugeri sorrindo para o Potter.

– Eu trouxe a máquina. Por que não tiramos uma foto? – perguntou o Remus depois que eu comi mais um pouco.

– Perfeito! – disse o Sirius empolgado. – E me puxou pelo pescoço.

– Diga “X”. – disse o Remus sorrindo quando nós quatro sorriamos para a máquina.

– Olha a Lily tirando uma casquinha do Sirius. – comentou o Pedro rindo.

– Aposto que ela gostou mais do braço do Tiago na cintura dela do que do abraço apertado do Sirius. – comentou a Dora.

Achei melhor não abrir minha boca.

– Não é Lil? – ela completou.

– É totalmente diferente. – eu disse dando de ombros.

– Diferente como? – perguntou a Lene sem entender.

– O abraço do Sirius é confortável e aconchegante Lene, mas você sabe melhor que eu, não é?

– Aconchegante? – perguntou a Lene irritada.

– É tipo quando abraçamos o Reminho. Confortável e aconchegante. Um abraço de alguém da família é sempre bom.

Vi o Remus sorri satisfeito.

– Acho que a Lene não se sente do mesmo jeito com o Sirius Lily. – brincou o Potter rindo.

– Acho que a Lily não terminou de responder minha pergunta. – comentou a Dora quando finalmente levantamos da mesa para ir escovar os dentes.

– Que pergunta? Ela já admitiu que não tem uma queda pelo Sirius. – comentou o Pedro.

– Mas não disse o que sentiu quando o Tiago a abraçou. – disse o Remus sorrindo diabolicamente.

– Olha só… Estamos atrasados! – eu disse alarmada.

O que quer que fosse que tinha acontecido comigo na hora do almoço já estava indo embora.

– Acho que a Lily quer que você a abrace de novo Pontas. – brincou o Sirius.

– Não seria má ideia. – respondi automaticamente.

Alguém me mate!

– Assim está bom Lily? – brincou o Potter me puxando pela cintura e rindo logo depois que pegou minha bolsa e jogou nos ombros.

– Do outro jeito é bem mais gostoso, mas assim está ótimo! – respondi dando de ombros.

Alguém pode bater com força na minha cabeça para ela voltar ao normal?

– Estão falando de mim? – perguntou o Sirius se aproximando.

– Não! – respondeu o Potter rindo.

– Eu ouvi a palavra gostoso. – disse o Sirius.

– Eu estava falando do Potter Six.

– Isso sim foi uma revelação! – escutei o Sirius dizendo para a Lene.

– Lily por que não aproveita a empolgação e beija o Tiago logo? – me perguntou a Lene fazendo todos nós pararmos de andar.

Assim que abri a boca para dizer qualquer coisa que eu nem sei o que seria o Potter colocou a mão na minha boca.

– Acho melhor você não responder. – ele disse parecendo relutante.

Não preciso dizer que subi correndo para o meu quarto para medir minha temperatura não é? Acho que eu estava tendo alguma virose maluca. Só pode.

– O que você deu para ela? – escutei o Potter perguntando enquanto eu descia as escadas.

– Não importa, mas já esta passando o efeito. – ele deu de ombros.

– Você me drogou! – eu disse revoltada.

– Lily mudou de ideia e vai fazer a cena?

– Claro que não! – eu disse revoltada.

Mas logo em seguida senti alguém me chutando e vi que foi a Dora.

– Quero dizer, não sem um incentivo. – eu disse relutante.

– Se quiser fazer isso a sós com o Pontas antes eu entendo. Deve ser ruim dar o primeiro beijo descente de vocês na frente da grifinoria inteira. – comentou o Sirius.

– Não estou falando disso Sirius. Estou falando de alguém fazer a cena para que eu veja que não é tão ruim assim.

– Esta sugerindo que o Pontas beije outras garota? – me perguntou o Pedro. – Agora até eu quero saber o que vocês deram para ela.

– O que deram para mim te deram também. – eu disse revirando os olhos.

Afinal como eu não percebi antes? O Pedro também estava falando tudo sem pensar.

– O que esta sugerindo Lily? – perguntou o Potter confuso.

– Que o Sirius e a Lene façam a cena. – respondi sem rodeios.

– Seja lá o que você deu para ela, acho que ela precisar ir para a enfermaria. – comentou a Lene.

– Foi só verassidium gente. Ela esta ótima! – respondeu a Dora dando de ombros. – O que? Eu gostei do plano dele. – ela completou quanto todos nós olhamos espantados para ela.

– Vocês me deram o que? – perguntei alarmada depois que entrei na sala e a Lene e o Sirius se afastaram o suficiente.

– Foram só duas gotinhas no pudim, há essa hora já passou o efeito. – comentou o Remus dando de ombros.

– E para que você fez isso? – perguntei alarmada.

– Você mesma disse que não saberia mentir para o casal ali. – ele disse indicando a Lene e o Sirius que conversavam com a Dora.

– E por que ela teria que mentir? – perguntou o Potter.

– Ela teria que fingir estar interessada em fazer a cena se eles fizessem, o que convenhamos ninguém iria acreditar. – respondeu o Remus.

– E acha que eles vão acreditar depois daquele monte de besteiras que eu falei? Eu nem falei nada útil! – reclamei.

– Não que você tenha percebido. – comentou o Potter extremamente baixo.

Acho que ele estava falando sozinho.

– Você basicamente admitiu para o Sirius que a Lene tem uma queda por ele. – comentou o Remus.

– Eu já tinha dito isso para o Sirius, mas ele nunca me escutou.

– Agora garanto que ele vai acreditar. – comentou o Remus piscando antes de sair do nosso lado e ir até a Dora.

– O Sirius que deveria ter comido aquele pudim. – comentou o Potter antes de me puxar suavemente para a carteira mais próxima.

– Ainda não entendi como isso vai ajudar! Eles não vão fazer a cena. – comentei com o Potter.

– Acha mesmo que não disse nada de mais? – me perguntou o Potter parecendo não acreditar naquilo.

– Era verassidium, não é? Não disse nada além da verdade.

– Ou do que você pensa ser verdade. E é esse o ponto! – comentou o Potter antes de nos virarmos para assistir a aula.

O que ele quis dizer com isso?

Ficamos a aula inteira calados. Eu obviamente estava pensando no que o Potter me disse e tentando achar um significado, e o Potter… Não sei no que ele tanto pensava, mas não era em adivinhações.

– Aceitamos! – disse a Lene parando na minha frente relutante quando saímos da sala.

– Aceitam o que? – perguntei sem entender.

– Vamos fazer a peça se isso te ajudar. – ela disse parecendo não acreditar nas próprias palavras.

– Esta realmente falando sério? – perguntei incrédula.

Ela não podia estar falando sério.

– Claro que estou falando sério. – ela me disse sorrindo. – E espero que você faça valer à pena. – ela disse irritada para o Tiago antes de sair dali.

– O que ela quis dizer com isso? – perguntei, mas ele deu de ombros.

E pela primeira vez no dia eu prestei atenção na aula. E adivinhem? A Aula foi bem legal!

Ok! Eu só devo ter prestado atenção na aula por que acabei sentando com o Pedro que ainda estava revoltado de mais sabendo que comeu pudim com verassidium no almoço.

– Eles fizeram de propósito sabe… Eles sabem que eu amo pudim. – ele disse.

– Acho que eles colocaram no pudim por que sabem que eu amo pudim. – eu disse.

Paramos a discussão por ai.

Não acreditei quando finalmente entramos na sala de transfiguração para o ensaio daquele dia.

– Acho que eles precisam de privacidade ou não vamos ter nenhum progresso por aqui. – comentou o Remus cabisbaixo.

– Lene, não acha melhor tirar todo mundo daqui? – perguntei ara ela.

– Por quê? – ela me perguntou parecendo nervosa, mas não acho que o estres dela seja comigo já que ela observava o Sirius conversando com o Potter.

– Não vamos dar nosso primeiro beijo nos marotos com tanta platéia, não é? – eu lhe disse sorrindo.

Até parece que alguém além dela vai beijar alguém aqui.

– Galera nós vamos ter um ensaio privado hoje por motivos bem óbvios. O nosso casal aqui esta com vergonha de ficarem se agarrando na frente de todo mundo. Garanto que é só hoje. – ela disse enquanto todos resmungavam alguma coisa.

Vi a Lene mexendo toda hora em uma caneta que trazia nas mãos.

– Ela esta bem nervosa. – comentei com o Potter.

Afinal com quem mais eu iria falar se a Lene só deixou nós quatro na sala? Até a Dora, Alice, Remus e Pedro ela expulsou.

– Sirius pode parecer que não, mas esta em uma situação parecida. – ele respondeu dando de ombros.

– Acha que esse plano do Remus vai dar realmente certo? – perguntei apreensiva.

– Talvez, mas acho difícil dar certo assim tão fácil. Acho que o beijo não vai ser suficiente. – ele me respondeu pensativo.

– Vamos acabar logo com isso. – disse o Sirius com uma voz bem estranha.

Fui para o lugar que a Lene e o Sirius costumavam se sentar, mas o Potter me impediu.

– Você não vai querer ficar aqui olhando isso depois de algum tempo. – ele me disse me afastando da cadeira.

– Mas… – eu comecei a argumentar.

– Só vamos ficar tempo suficiente para fazer dar certo. – ele disse sorrindo de lado.

– Acha mesmo que eu vou perder o beijo do século? – perguntei não acreditando.

– Quer apostar o que? Você vai querer sair! – ele me disse sorrindo.

– Uma barra de chocolates está bom para você? – perguntei sorrindo.

Nunca ganhei um chocolate tão facilmente.

– Fechado. – ele respondeu sorrindo.

– Vamos fazer a cena inteira para entrarmos no clima. – anunciou o Sirius.

Segui o conselho do Potter e fiquei de pé enquanto eles pegavam as armas e o Potter ia lá falar alguma coisa com o Sirius.

– Hora do show. – comentou o Tiago quando o Sirius e a Lene ficaram na posição de ataque, ela nas escadas com a arma na não e ele esperando para começar.

É bem estranho vê-los fazendo o nosso papel, mas não foi tão estranho quanto achei que seria, ou como me senti com alguém me substituindo. Deve ser por que eu sei que aquela cena não é para valer.

Observei quando o Sirius fingiu entrar na casa pela janela e a Lene quebrar a casa inteira com a arma.

Quando os dois estavam trocando tiros senti a mão do Potter na minha barriga e logo ele estava me abraçando por trás como estávamos ontem no quarto dele. Seu queijo estava pousado levemente no meu ombro esquerdo e sua respiração me fazia relaxar.

Não abrimos a boca para protestar quando a Lene e o Sirius começaram a pancadaria depois daquela parte que o John explode a cozinha dos dois e a Jane cai no chão.

– Como eles fizeram aquela cena sem nem ter ensaiado? – cochichei com o Potter.

– Acho que estão descontando sua frustração. Não deve ser muito agradável ter seu primeiro beijo com a pessoa que você gosta sem saber se ela esta fazendo isso por obrigação ou por que gosta de você.

Não é que ele tem razão.

Prendi a respiração quando eles chegaram à cena principal. Ambos estavam suados, ofegantes e com a arma apontada para o outro.

Acho que se passaram vários minutos antes do Sirius abrir a boca:

– Eu não posso. – disse o Sirius abaixando a arma.

– Não! – disse a Lene revoltada. – Anda! Vamos lá!

– Você quer? – ele pergunta ainda com a arma abaixada. – Atira!

E essa seria a hora para o beijo.

– Acho que eles vão amarelar. – comentei entre sussurros com o Potter.

– Não vão! – disse o Potter confiante.

Ficamos aguardando por algum tempo, o que para mim foi uma eternidade até que o Sirius deu um passo à frente e tirou a arma da Lene do caminho.

Vi a Lene vacilar um pouco antes de dar um passo à frente também.

As coisas não aconteceram tão rápido como no filme, para mim foi meio que em câmera lenta, mesmo estando próximos eles ainda ficavam se olhando, eu já estava surtando quando o Sirius criou coragem e beijou a Lene.

Meu Deus que beijo era aquele? Aquilo era uma língua? Eca!

Tudo bem! Eu estava muito feliz por eles e acho que ficar pulando igual louca no lugar não ajudou muito, afinal o Potter não se agüentou e começou a rir, mas acho que o nosso casal nem percebeu.

Logo a Lene já estava com as pernas na cintura do Sirius e o mesmo a colocou em cima da mesa da professora.

Aposto que a Minerva não vai gostar de saber disso.

– Eles estão se empolgando! – eu disse alarmada.

– Na verdade eles estão dentro da cena ainda. – comentou o Potter.

Eu estava fazendo um esforço tremendo para olhar aquela agarração toda, mas me sentia horrível vendo os dois dando um amasso daqueles e eu lá olhando.

– Ok! Vamos sair daqui. – eu disse derrotada.

– Sabia! – se vangloriou o Potter antes de me puxar para a porta.

Saímos na ponta dos pés para não atrapalhar o casal e fomos quase correndo para o salão comunal.

– Me deve um chocolate. – comentou o Potter dando abriu o retrato para que eu entrasse.

– E então? – perguntou a Dora ansiosa assim que nos jogamos em um sofá.

– Foi nojento! – eu disse com uma careta.

Vi as meninas abrirem a boca enquanto o Potter ria.

– Nojento por que não era você que estava dando uns amassos. – comentou o Pedro.

– Ok! Eles estavam bem empolgados. – comentou o Potter rindo.

– Então deu certo! – disse o Remus animado.

– Acho que só vamos saber depois que os dois aparecerem. – comentei dando de ombros.

– Não acho que vai ser fácil assim. – comentou a Alice.

– Provavelmente não. Aposto que a Lene vai estar bem confusa. – admiti.

– E acha que o Sirius não vai estar? – me perguntou o Potter.

Acho que ficamos uns dez minutos esperando até o casal aparecer, alias, a Lene aparecer e sumir pelas escadas enquanto o Sirius se jogava no sofá entre mim e o Potter.

– Como foi? – perguntou o Remus.

– Quente! – respondeu o Sirius se abanando.

– Melhor eu ir ver a Lene. – respondi já ficando de pé.

Subi com as meninas para o quarto onde a Lene estava deitada na cama de barriga para baixo.

– Você esta bem? – perguntei assim que entramos.

– Eu não sei! – ela respondeu chateada.

– Isso não ajuda muito. Não sei se pulo de felicidade ou se te ajudo a superar. – comentou a Alice.

– Gostou do beijo? – perguntou a Dora cuidadosa.

– Adorei! – ela respondeu com a voz abafada pelo travesseiro.

– Esta mais apaixonada? – perguntei.

– Estou! – ela gemeu.

– Acha que ele gostou? – perguntou a Alice.

– Acho que sim! – ela respondeu chateada

– Então qual o problema? – perguntou a Dora tirando as palavras da minha boca.

– Ele ter gostado não quer dizer muita coisa. – ela disse chateada.

– Como não? Ele é apaixonado por você! – eu disse revoltada.

– Eu não tenho tenta certeza! – ela disse mais depressiva.

– Depois daquilo tudo que eu vi acha que ele não gosta de você? – perguntei alarmada.

– Nem vem Lily. O Tiago faz muito mais do que te agarrar por ai e você ainda pensa que a “quedinha” que ele tinha por você não existe mais. – ela reclamou.

– Você disse para ele que gosta dele? – perguntou a Dora.

– Disse! – a Lene gritou quase chorando.

– E ele? – perguntou a Alice empolgada.

– Saiu correndo! – ela respondeu já chorando.

Ok! Eu estou estática! Como assim saiu correndo? Ele correu em círculos dando vivas ou correu porta a fora? Ele nem chegou aqui primeiro.

– Calma Lene. Acho que o Sirius entrou em pânico. Não é sempre que a garota que ele ama diz alguma coisa assim para ele. – comentei enquanto a Alice alisava o cabelo dela.

– Se ele sentisse alguma coisa por mim como você diz ele teria dito. Foi à ocasião perfeita! – ela reclamou.

O que eu não pude negar… Estava esperando um “Eu te amo” entre os beijos.

Desci correndo as escadas enquanto as meninas tentavam acalmar a Lene.

Os meninos estavam conversando no mesmo lugar que estávamos antes e marchei irritada até lá.

– Seu porco medroso! – eu disse revoltada apontando o dedo para o Sirius. – Como você pode fazer isso?

– Olha Lily eu…

– Olha Lily nada. Seu inútil! Era a sua chance! – gritei nervosa.

– Calma Lil. – pediu o Potter.

– Calma nada. Esse inútil fez a maior burrada da vida dele. – eu disse irritada para o Potter. – Você sabia que a sua garota esta lá em cima se acabando de chorar pensando que você não dá a mínima para ela?

– Eu entrei em pânico! – ele me disse alarmado.

– Ela esta acabada! Você teve a chance perfeita de ir lá e disse as palavras mágicas, mas ficou quieto e pior ainda saiu correndo. Covarde! – gritei nervosa.

– Que palavras mágicas? – perguntou o Pedro confuso.

– Eu te amo! – respondeu o Remus. – A Lily estava esperando alguma coisa romântica.

– Claro que eu esperava alguma coisa romântica. Não é obvio? A Lene merecia isso Sirius. Ela é louca por você e você agora tem mais do que certeza disso. E eu pensei que você gostasse dela de verdade, mas não sei se você é mentiroso ou um porco medroso.

– Pegue leve Lil. – pediu o Potter.

– Como eu vou pegar leve se até o Severo sabe dizer coisas bonitas e o Sirius não? – perguntei para o Potter. – Qual o seu problema afinal Sirius?

– Eu só não sei o que fazer. Tenho medo de magoá-la.

– Então eu tenho uma novidade para você gênio. – eu disse irritada. – Ela já esta magoada!

Resolvi ir tomar um copo de água na cozinha, eu realmente não estava no meu juízo perfeito! Ok! O Sirius errou muito, mas bom… Não deveria ter gritado tanto.

– Já esta mais calma? – me perguntou o Potter parado no batente da porta da cozinha.

– Eu realmente o chamei de porco covarde? – perguntei.

– E comparou ele com o Snape. – completou o Potter.

– Você não esta ajudando. – comentei chateada comigo mesma.

– Você ainda me deve uma barra de chocolate. – ele me disse sorrindo antes de se jogar na cadeira da frente.

Tirei relutante uma minha barra de chocolate do bolso e dei para ele.

– Acho que você esta precisando mais do que eu. – ele comentou olhando para o chocolate.

– O Sirius não vai me perdoar. E coitada da Lene… – eu disse chateada. – Eu sou um fracasso!

– Nunca diga isso ruiva! – disse o Potter na mesma hora. – Alias, tenho noticias.

– O que? O Sirius resolveu que detesta a Lene? – perguntei alarmada.

– Parece que tudo que você disse afetou o Sirius. – ele comentou calmo.

Eu sabia! Eu sou uma péssima amiga!

– Minutos depois que você saiu correndo de lá ele invadiu o dormitório feminino montado em uma vassoura e muita coragem.

– O que? – perguntei sem acreditar.

– Saímos do quarto para deixar o casal se entender. Afinal, o nosso cupido ruivo já tinha feito tudo que precisava ser feito. – ele me respondeu piscando um olho.

– Esta falando sério? – perguntei desesperada.

Eu tinha mesmo feito os dois se acertarem? O Sirius não esta chateada com tudo aquilo que eu disse?

– Você é o melhor cupido da grifinoria! – ele me disse sorrido.

Eu só não me joguei em cima dele de felicidade por que tínhamos uma mesa entre nós, mas devo admiti que vontade não faltou.

– Foi tudo planejado. – brinquei.

– Não tenho dúvidas. – ele respondeu rindo.

– Que tal não irmos para a próxima aula? – perguntei.

– Nem poderíamos ir. A Aula já começou há vinte minutos. – ele respondeu piscando para mim. – Quer dar uma volta?

– Só nós dois? – perguntei apreensiva.

– Você, eu e nosso chocolate. – ele me respondeu rindo e estendendo a mão.

– Nosso chocolate? – perguntei sorrindo e pegando na mão dele.

– Todo nosso! – ele respondeu rindo enquanto saímos da cozinha.

– E aonde vamos?

– Se quiser ficar de vela podemos ir para a torre da grifinoria. Eu prefiro o corujal.

– Ótima ideia.

Isso por que não tínhamos nem terminados as aulas do dia!

Cap Anterior
Próximo Cap


sobre Vanessa Sueroz

Autora dos livros Confusões em Paris, Minha última chance, Odiado Admirador Secreto, Presente de Aniversário, Eu te amo mais e Três Botões.


Obrigada pela visita. Por favor, deixe um comentário com a sua opinião, isso é muto importante para nós.

2 thoughts on “Sr e Sra Potter – Cap 12