Rosas – Cap 4 1


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Espera ai… Será que o Amos não é o cara das rosas e está tentando me contar? Meu Deus! O Amos pode estar apaixonado por mim ao ponto de me mandar todas aquelas rosas! Eu não posso rejeitar ele assim!

– Claro. Podemos ir tomar alguma coisa. Vou com as meninas de manhã e te encontro mais tarde. – sugeri.

– Perfeito! As quatro está bom para você? – ele me perguntou mordendo o lábio inferior.

– Te encontro no “Três vassouras” as quatro então. – respondi sorrindo.

– Até lá Lily. – ele me disse sorrindo e me dando um beijo no rosto antes de começar a se afastar.

Isso realmente aconteceu?

Cap 4 – Será?

Voltei para junto do pessoal bem rápido. Ainda não acredito que o Amos realmente me chamou para sair amanhã. Talvez, mas só talvez possa ser ele esse maníaco das rosas.

– O que o bonitão queria? – perguntou a Dora curiosa.

– Ele quer tomar um suco amanhã comigo. – respondi dando de ombros.

 

Melhor fingir que isso não é uma coisa inédita e estranha.

 

– Seria um encontro? – perguntou a Lene animada.

– Ninguém falou nada de encontro. – respondi dando de ombros.

– Mas você não gosta dele. – comentou o Sirius indignado.

– Claro que gosto. Ele é bem simpático. – respondi.

– Mas você não vai ficar com ele, não é? – me perguntou o Sirius novamente.

– Não pretendo Sirius. E pare de ser intrometido. – respondi mostrando a língua.

– Não se deve beijar quem você não gosta. – ele comentou sabiamente.

– Não me venha com essa… Você beija qualquer uma que passe na sua frente.

– Qualquer uma que ele ache bonita. – comentou o James rindo.

– Concluindo, ele nos acha feias. – comentou a Lene.

 

Senti um pouco de ressentimento na voz dela ou foi impressão minha?

 

– Vocês são um caso a parte, mas eu posso beijar quem eu quiser, você é uma menina de família Lily. – ele me respondeu.

– Você também é! – reclamei.

– Só se for da família do Pontas. – brincou o Remus rindo.

– Minha família não liga para essas coisas. – ele respondeu sorrindo convencido.

– Vou contar para a mãe do James! – comentou a Dora.

– Se minha mãe ouvir uma coisa dessas o Sirius vai ficar de castigo o resto da vida. – comentou o James rindo.

– E você junto. Conto todos os seus podres para ganhar uma anistia. – comentou a Sirius maldoso.

 

Coitado do James. Não tinha nada haver com a conversa e acabou pegando prisão perpétua ao lado do maluco do Sirius.

 

– Que horas você vai se encontrar com o Amos? – perguntou a Dora voltando ao assunto.

– As quatro no bar “Três Vassouras”. – respondi animada.

 

Será o Amos meu admirador? Até que não seria de todo mal, tirando o mau gosto dele para essas rosas aparecerem.

 

Não que eu queira que seja ele, como o Sirius comentou eu não gosto do Amos desse jeito, mas pelo menos ele é bonito, não é? Tem que ter uma vantagem em ter um maníaco te enviando rosas!

 

– Pelo menos vai ficar conosco até o horário? – perguntou o James.

– Claro que vou! – respondi animada.

 

Ir ao vilarejo com os marotos é a coisa mais divertida que eu já fiz nesses últimos tempos. Além das piadas sem sentido e das palhaçadas deles, ainda tem as meninas correndo igual doidas atrás deles, as traquinagens nas lojas, os doces de graça…

 

Gosto principalmente dos doces de graça! James adora pagar doces para nós, tudo bem que ele simplesmente tem dinheiro para isso e não vai fazer falta para ele, mas isso não muda o fato que ele é super fofo por fazer isso.

 

– Então, vamos trocar de roupas que hoje eu quero andar pelo vilarejo inteiro! – comentou a Dora animada.

– Eu prefiro ficar tomando uma cerveja amanteigada no bar perto da lareira. – comentou a Lene pensativa.

– Que coisa mais chata. Isso nós fazemos todos os dias. Eu quero mesmo é comprar algumas bombas para soltar em cima de algum sonserino. – comentou o Sirius animado.

– Eu gosto de andar pela rua… O vilarejo fica tão bonito nessa época do ano… – comentei sonhadora.

 

Toda aquela neve no chão, as pessoas todas com casacos  lindos, a paisagem fica tão linda, a neve toda branquinha e fofa!

 

– Pelo visto cada um quer fazer uma coisa diferente! – comentou o Remus pensativo.

– Não tem problema, ainda é cedo! – respondi descontraída.

 

Subimos para o nosso quarto para nos trocar empolgadas. Eu sempre estou empolgada quando temos visita ao vilarejo!

 

– Essa roupa está legal? – perguntou a Dora depois de um tempo se olhando no espelho.

– Você está linda! – respondeu a Lene enquanto trocava de brincos.

– Por que vocês estão se arrumando tanto? Só vamos aqui do lado com nossos amigos. – comentei.

– Na verdade você tem um encontro. – comentou a Dora risonha.

– Não é bem um encontro! – respondi sentindo meu rosto ficar quente.

 

Alguma coisa me diz que estou vermelha.

 

– Se não é um encontro você chamaria do que? – perguntou a Lene.

– Como vocês são mentes poluídas. Nós somos amigos e podemos sair para tomar um suco. EU sempre faço isso com o Sirius, por exemplo. – respondi dando de ombros.

 

Por que todos eles insistem em dizer que é um encontro quando não é?

 

– Sirius não quer enfiar a língua dentro da sua boca. – comentou a Lene.

– Não que tenhamos conhecimento disso. – brincou a Dora fazendo a Lene ficar emburrada na mesma hora.

– Eu poderia facilmente colocar minha língua na boca do Sirius. – respondi o mais séria possível.

 

Adoro perturbar a Lene!

 

– Sirius não é de se jogar fora, mas ainda prefiro o Remus. – comentou a Dora sonhadora.

– Claro que ele não é de se jogar fora… Alias, eu nunca jogaria o Sirius fora. – comentou a Lene melosa.

 

Ter amigas apaixonadas é complicado. Em situações como essas a gente fica revirando os olhos e tentando imaginar como ela pode ser tão melosa assim.

 

– Acho que estamos atrasadas de novo! – comentou a Dora olhando para a janela.

 

Foi quando finalmente percebi uma coruja preta entrando no quarto, a coruja do Sirius sem sombra de duvidas.

 

Alguém já percebeu que sempre que estamos “falando mal” de alguém essa pessoa aparece? Tudo bem que nesse caso o Sirius não apareceu na nossa frente perguntando o que estávamos falando dele, mas mandou sua coruja no lugar.

 

– Definitivamente estamos atrasadas! – comentou a Lene quando a coruja bicou ela.

– Eu não quero ser assassinada pela coruja do Sirius, então espero as moças lá no salão. – eu disse saindo o mais rápido possível do quarto.

 

Dizem que os animais são parecidos com os donos e alguns passam a ter algumas características iguais, então como o Sirius é um maluco, sua coruja é só um pouco pior. Então, é melhor nem arriscar ficar no quarto com uma coruja enfurecida seguindo ordens do Sirius.

 

– Você está atrasada, Red! – foi a primeira coisa que escutei quando apareci no salão.

– Percebi. Sua coruja assassina apareceu por lá. – comentei dando de ombros.

– E as outras? – perguntou o Sirius.

– Estão lutando bravamente contra a sua coruja maluca. – respondi dando de ombros.

– E você não ficou para lutar? – perguntou o Remus.

– Prefiro correr e ficar inteira do que ficar lá e ser derrotada por uma coruja.

– Que coisa mais medrosa de se dizer Lily. – comentou o James segurando o riso.

– Fazer o que! Elas ficaram distraindo a coruja enquanto eu buscava ajuda. Foi por um bem maior! – respondi me defendendo.

 

Até parece que eu iria ficar lá para a coruja chata arruinar meu cabelo, e olha que eu demorei longos dez minutos arrumando.

 

– Vamos ter que esperar muito ainda? – me perguntou o Remus quando me sentei no sofá.

– Não muito. A Lene estava decidindo que brinco colocar. A Dora estava fazendo a maquiagem.

– Brinco? E que diferença isso vai fazer? – perguntou o James.

– Toda a diferença se você não reparar nele. – respondeu o Sirius fazendo o Remus rir.

 

Não achei a menor graça! É claro que vamos ficar furiosas se eles não repararem… Ficamos horas nos arrumando e eles, eles o Sirius quero dizer, nem ao menos acha que faz diferença. Homens!

 

– Chegamos! – disse a Lene finalmente aparecendo na escada junto com a Dora.

– Maravilhosas! – comentou o Sirius sorridente.

– Eu ganho um “Você está atrasada Red!” e elas ganham um “Maravilhosas”? Isso definitivamente não é justo. – reclamei.

– Você está perfeita Lil. – me disse o James sorrindo simpático.

 

Viram porque eu amo o James?

 

– Obrigada, Jay. – respondi levemente vermelha.

 

Obviamente mesmo depois de um elogio forçado eu fico vermelha, acho que é culpa do meu cabelo ruivo.

 

– Podemos ir? – perguntou o Sirius estendendo o braço para a Lene.

 

O Sirius aprendeu a ser cavalheiro! Onde eu coloquei meu guarda chuva?

 

– Vamos comprar doces! – comemorou a Dora animada agarrando o braço do Remus e o puxando para fora da sala.

– Adorei os brincos! – escutamos o Sirius comentando enquanto ele e a Lene se afastavam.

 

Claro que o James e eu começamos a rir como dois malucos. Acho que ficaríamos malucos com dois Sirius.

 

– Seu amigo é maluco. – comentei enquanto o James e eu íamos atrás do pessoal.

– Acho que ele entendeu a mensagem dos brincos. – comentou o James indicando a Lene agarrando o braço do Sirius enquanto o mesmo sorria ainda mais.

– Homens! Só reparam nas coisas quando querem alguma coisa em troca.

– Não necessariamente, mas só contamos que reparamos quando é necessário. – respondeu o James sabiamente.

– Abusados! – reclamei rindo.

– Adorei seu batom novo, Lily. – ele disse no mesmo instante com a carinha mais fofa que já vi.

– Valeu a tentativa Dom Juan, mas não vai adiantar agora. – comentei segurando o riso quando o sorriso dele murchou.

– Aonde vamos primeiro? – perguntou o Remus que estava andando um pouco mais a frente do grupo com a Dora.

– Doces! – gritou a Dora animada.

– Acho que já decidimos aonde vamos! – comentei rindo.

 

Caminhamos com a maior calma até a loja de doces. Não sei o que os outros estavam fazendo enquanto nós andávamos, mas eu estava admirada com as paisagens na neve.

 

Para quem nunca viu a neve ela é maravilhosa! Lembro-me como se fosse hoje quando minha mãe contou sobre como cada floco de neve é único, obviamente depois disso eu quis de todos os jeitos guardar flocos de neve para compará-los depois, mas infelizmente nem com magia essa minha ideia deu certo.

 

Petúnia, minha irmã para quem não sabe, me disse que eu chamo muito atenção em dias de neve, e acho que isso é verdade, por causa do cabelo vermelho, mas essa é uma das poucas vezes que simplesmente não me importo se estão me olhando ou não!

 

– Esqueci que você adora neve! – comentou o James sorrindo fascinado.

 

Tudo bem, ele não estava fascinado no mesmo sentido que eu, eu estava fascinada com a neve como todas as vezes que eu olho para ela, mas James estava… Bom… Não faço ideia de por que ele estava me olhando daquele jeito, mas tenho certeza que não é por causa da neve.

 

– Eu amo a neve! – eu disse empolgada.

– Seu cabelo fica ainda mais vermelho Red! – comentou o Sirius rindo.

– Não me importo! – respondi.

– Só faltou a roupa verde e ela seria uma árvore de natal. – comentou a Lene maldosa.

 

Por que eu fui arrumar duas amigas apaixonadas e maldosas? Eu não me importaria que elas fossem maldosas se não fosse sempre comigo!

 

– Se eu fosse uma árvore de natal você seria uma bolinha de enfeite! – respondi maldosa também.

 

Chamei a Lene de gorda! Aguenta essa Lene!

 

– Mas sem a bolinha a árvore não tem graça. – comentou o Sirius defendendo a Lene.

– Não se intrometa, Saco de Pulgas! – eu disse mostrando a língua.

– Almofadinhas, deixe a Lily em paz! – pediu o James.

 

Alguém já entendeu o porquê desse apelido “tosco”? Eu sinceramente nunca entendi. E a explicação deles de “O Sirius é metido” não foi o bastante para a minha mente fértil! Eles poderiam ter inventado uma desculpa melhor.

 

– Doces! – a Dora disse para cortar o clima e deu uma bala para cada um.

– Troca comigo? – pedi para o James.

– Mas eu gostei da minha bala. – ele reclamou.

– Mas eu também gostei da sua. – eu disse com um bico gigantesco.

 

Quem sabe fazendo minha melhor carinha de cachorro que caiu da mudança ele não se comova e me dê a bala.

 

– Sem chances, ruiva! – ele me respondeu rindo.

 

Foi impressão minha ou vi um sorriso malicioso no rosto dele por alguns segundos? Deve ter sito impressão!

 

Continuamos andando a passos de tartaruga para a loja de doces, quando eu o vi! Eu não via um daqueles há tanto tempo que simplesmente não resisti eu tinha que ir até lá!

 

Obviamente eu não iria sozinha, puxei o James junto comigo e sai correndo em disparada.

 

– Onde vocês estão indo? – escutei Remus perguntando.

– Não sei! – respondeu o James dando de ombros enquanto eu ainda o puxava. – Encontramos vocês lá na loja.

 

Chega de papo furado e o puxei ainda mais rápido em direção àquela maravilha!

 

– Onde estamos indo, Lily? – me perguntou o James.

– Pare de falar e ande mais rápido James. – eu pedi ofegante.

 

Acho que não estou acostumada a correr assim.

 

– Não é maravilhoso? – perguntei olhando maravilhada.

– O que? – perguntou o James olhando para o lado.

 

Até parece que ele não viu!

 

– O boneco de neve James. – eu disse revirando os olhos.

– Ah!

 

Quem responde “Ah” depois de ver um boneco de neve? Tudo bem que o pessoal ainda estava montando o boneco, na verdade só tinha a parte de baixo pronta.

 

Eu não via alguém montando um boneco de neve há sei lá quantos anos… Sei que a última vez que montei um foi quando eu tinha uns dez anos.

 

– Vamos ajudar? – pedi para o James fazendo bico.

– Você quer mesmo montar um boneco de neve? – ele me perguntou desconfiado.

– Se não quiser, não precisa. – respondi magoada.

 

Geralmente quando a pessoas perguntam se você realmente quer fazer alguma coisa é porque ela não está nem um pouco afim.

 

– Vamos lá! – ele me disse sorrindo.

 

Eu adoro o James!

 

Saí correndo e me juntei ao pessoal que parecia ser do terceiro ano. Comecei a juntar neve para fazer a parte de cima do boneco.

 

Eu tenho consciência que eu parecia uma maluca descabelada correndo de um lado para o outro tentando fazer uma bola de neve grande. A parte legal – além de fazer o boneco é claro – foi o James indo atrás de mim e rindo.

 

Tudo bem que o James ajudou a fazer o boneco e juntar a neve, mas o mérito é todo meu. A ideia foi minha, então o mérito é meu!

 

Depois que terminamos de enfeitar o boneco, na qual apelidei gentilmente de Bob, tiramos uma foto juntos, James, eu e o Bob.

 

– Você é maluca! – foi o que o James me disse depois que agradeci o pessoal por me deixar ajudar.

– Vai dizer que não foi divertido? – perguntei desconfiada.

– Foi divertido! – ele admitiu.

 

Sorri satisfeita e fomos para a loja de doces.

 

Quando chegamos não foi novidade, muito menos surpresa ver a loja lotada de gente, mal conseguíamos andar lá dentro.

 

– Nunca vamos achar os outros. – comentei desanimada.

– Você com esse tamanho todo eu acho difícil. – brincou o James e eu fui obrigada a mostrar a língua para ele. – Vamos? – ele me perguntou rindo.

– Já achou eles? – perguntei espantada. Eu mal conseguia enxergar as prateleiras com tanta gente na minha frente.

– Você está falando com uma pessoa alta, Lil. – ele respondeu convencido.

– Falou o gigante! – brinquei enquanto ele me arrastava no meio das pessoas.

 

Depois de passarmos pelo que me pareceu a escola inteira dentro da loja, nós encontramos o Remus e o Sirius encostados em uma estante.

 

– Demoraram! – comentou o Remus.

– Estávamos montando um boneco de neve. – respondi mostrando a foto.

– Aposto que a ideia foi da Red. – comentou o Sirius rindo.

– E de quem mais seria? – perguntou o James acompanhando o Sirius na risada.

 

Eu não vi graça. James também poderia ter sugerido o Bob, além disso, ele poderia ter me arrastado para lá e não o contrário.

 

– E cadê as meninas? – perguntei procurando minhas amigas que não estavam em lugar nenhum à vista.

– Adivinha! – pediu o Sirius rindo.

 

Não entendi a piada de imediato, só quando vi o Reminho apontando para uma bagunça algumas estantes depois.

 

– Que bagunça é aquela? – perguntei.

– Lançamento de doce novo hoje. – respondeu o Sirius dando de ombros.

– E vocês não estão lá se matando para conseguir? – perguntei inconformada.

– Não preciso disso. Tenho meu charme. – ele comentou mostrando a sacola na mão dele.

 

Foi só nesse momento que reparei que os dois estavam carregando uma sacola lotada de doces.

 

– E vocês não vão dividir com as meninas? – perguntei sem acreditar.

– Vamos, mas é divertido vê-las se matando para conseguir uma bala. – comentou o Remus rindo.

 

E eu pensando que o Remus era o bonzinho dos três.

 

– Vai dizer que não é divertido? – perguntou o Sirius rindo.

 

Não vou negar que é muito divertido, mas não posso admitir isso já que eles estão falando das minhas amigas, então optei por ficar quieta e dar de ombros.

 

– Sirius, meu amigo fofo… Você vai me dar balas? – perguntei fazendo bico.

– Sem chances Lil. Já vou ter que dividir com a Lene.

– Reminho lindo… – comecei ignorando o Sirius.

– Desculpe Lil. Eu não tinha tanto dinheiro assim e comprei pouco… E a Dora come muito doce. – ele comentou.

 

Não acredito que ninguém vai me dar doces.

 

– Mas eu pago! – ofereci.

– Se eu fosse você eu corria que logo os doces acabam. – comentou o Sirius mostrando algumas pessoas desistindo.

– James, use seu charme irresistível e consiga doces para nós? Te dou o dinheiro adiantado. – insisti.

– Não sei não, Lil. Não sei quem os meninos tiveram que seduzir para conseguir doces. – ele comentou na dúvida.

– Mas lá James! Claro que foi a dona da loja ou a vendedora. Deve ter estoque do doce. È só você ir lá e pedir com jeitinho. – pedi novamente.

– Não sei se vai dar certo!

 

James Potter estava definitivamente fazendo doce! Ele com esse ego enorme está realmente dizendo que acha que não consegue uns doces? Até parece!

 

– James, você é bonitão. Acha mesmo que não consegue seduzir uma vendedora inocente?

– Eu sou mesmo bonitão! – ele disse passando as mãos pelos cabelos.

 

Esse é o James que eu conheço!

 

– Então vai lá bonitão e consiga alguns doces para nós. – eu pedi já o empurrando para perto da vendedora e colocando o dinheiro na mão dele.

 

Ele me deu um sorriso torto e saiu andando e mexendo nos cabelos. Alguém pode ser mais obcecado que ele pelos cabelos?

 

– Ele vai pegar os doces? – me perguntou o Sirius.

– Claro que vai! – respondi sorrindo.

 

Eu adoro quando o James faz essas coisas e eu não preciso pegar fila. Ele sempre faz isso no “Três Vassouras” para pegar umas bebidas.

 

– Melhor tirarmos as meninas de lá. A coisa está ficando muito violenta. – comentou o Remus quando viu uma menina baixinha puxando o cabelo de loira.

– A Lily vai fazer esse sacrifício, não é Red? – me perguntou o Sirius.

– Sem chances. Eu sou baixinha e pequena. Até eu chegar lá já me mataram. – comentei me defendendo.

 

Claro que é horrível ser baixinha e pequena, mas tem que ter uma vantagem, não é? Como não se meter em uma briga enorme com pessoas que você nem conhece só para tirar suas amigas maníacas por doces de lá.

 

– Mas elas são suas amigas! – reclamou o Sirius.

– São suas amigas também. Seja homem e vai lá buscar as duas.

 

Agora eu botei medo. Desafiar a masculinidade de um homem, principalmente um homem como o Sirius, é ganhar a disputa.

 

Tudo bem… Não briguem comigo… Sei que peguei pesado, mas eu não iria entrar naquela bagunça. O Sirius pelo menos é alto e forte.

 

– O Remus vai comigo. Não quero ser assediado. – comentou o convencido do Sirius.

 

Como alguém fosse se importar em tentar assediá-lo com tantos doces por perto.

 

– Se eu for morto por aquelas pessoas eu venho puxar seu pé, Red. – comentou o Sirius fazendo drama.

 

Isso mostra a coragem de um homem. Com medo de enfrentar maníacos por doces.

 

– Vamos logo, Sirius. – comentou o Remus revirando os olhos.

– Deixem os doces aqui ou vão ser roubados. – pedi sorrindo gentil.

 

Imagina se ficamos todos sem doces? Não posso correr esse risco!

 

– Se você comer uma balinha que seja eu vou saber. – me ameaçou o maluco do Sirius.

– Era melhor esperar o Pontas voltar para alguém ficar cuidando dos doces. – comentou o Remus.

– Eu fico cuidando deles. – eu disse mais uma vez.

 

Que parte do “Deixem os doces para não serem roubados” eles não entenderam?

 

– E quem cuida de você? – perguntou o Remus rindo.

– Ei! Eu sei cuidar de mim mesma! Não preciso do James por perto!

– Se alguém ver os doces na sua mão você corre. – disse o Sirius me entregando o saquinho de doces.

– Corre e chama ajuda. – completou o Remus quando me entregou o dele.

 

Até parece!

 

Enquanto os meninos empurravam “delicadamente” algumas pessoas para tentarem chegar onde a Dora e a Lene estavam, eu fiquei ali com os dois saquinhos de doces. Fiquei com vontade de comer doces! Por que será?

 

Não resisti abri um dos saquinhos, o que eu julguei ser o do Remus, já que ele é menos bravo, e peguei uma bola. Uma não vai fazer falta.

 

Bom… Uma bala não iria mesmo fazer falta. O Remus nem iria saber que eu peguei, a menos é claro que ele comprou um número certo de balas e depois vá ficar contanto para ver se não faltou nenhuma, mas duvido que ele faria isso. O ponto é que algum infeliz me viu pegando a bala do saquinho e veio falar comigo.

 

– Como você conseguiu? Me dá uma! – Pediu o menino que parecia ser no máximo do quarto ano.

– São dos meus amigos. Não posso te dar. Desculpe! – pedi.

 

Não posso sair por ai distribuindo balas, não é? O Sirius e o Remus iriam me comer viva se eu fizesse isso tanto por que eu não quero dar minhas balas!

 

Sei que isso é meio egoísta, mas não me importo! Já vamos dividir os doces entre seis pessoas, não dá para sair oferecendo por ai!

 

– Nossa que mancada, ruiva. Só uma! – ele pediu de novo.

– Desculpe mesmo, mas não são minhas. – insisti.

 

Eu não estava mentindo! As balas não são minhas… O James foi buscar minhas balas.

 

– Que egoísta. Eu só quero uma! – reclamou o chato.

 

Esse menino já está me irritando!

 

– Já disse que não posso. – respondi começando a me irritar.

– Você vai ver só ruiva. – ele me disse todo rancoroso.

 

Essas crianças de hoje em dia…

 

– Ei gente… Oi! A ruiva aqui está distribuindo amostra grátis da bala. – gritou o menino chamando atenção de algumas pessoas.

 

Claro que ninguém vai acreditar nisso. Eu tenho cara de quem fica distribuindo doces de graça por ai?

 

– Eu quero! – escutei uma menina dizendo e se aproximando.

– Amostra grátis? – perguntou a outra com um sorriso enorme.

– Eu quero uma de menta. – pediu a outra.

 

Quando percebi, eles já estavam me cercando. Acho que o Sirius e o Remus estavam certos… E obviamente eu saí correndo.

 

– James! – gritei correndo atrás do meu amigo. – James socorro!

 

Pensei que isso iria servir para o pessoal me deixar em paz, mas algumas pessoas desinformadas que não sabem o tamanho do James ainda estava atrás de mim.

 

Claro… Corram atrás da pequena ruiva, é bem mais fácil roubar da anã do que pegar descentemente na prateleira.

 

– James! – gritei de novo avistando meu salvador no fundo da loja. – Jay!

 

Depois de gritar muito e bater em várias pessoas o James me viu e veio na minha direção.

 

– Até que enfim! Não me ouviu não? – perguntei quando o alcancei.

– Ouvi, mas não te vi. – ele comentou dando de ombros e sorrindo.

– Vou ignorar esse comentário se você me salvar. – comentei.

– Salvar do que? – ele me perguntou parecendo confuso.

– Daquilo! – eu disse apontando para algumas pessoas que estavam desviando e empurrando outros estudantes para chegar até onde nós estávamos.

– Agora a minha bala. – disse o primeiro menino que veio falar comigo.

– Posso saber o que está acontecendo? – perguntou o James se colocando na minha frente.

 

Meu herói!

 

– Eles querem roubar os doces do Sirius e do Remus. – respondi.

– Ela estava distribuindo balas de graça. – comentou uma menina.

– Não estava não. Foi o infeliz e mentiroso aqui que disse isso. – eu me revoltei apontando para o menino chato.

– Ok! Acabou a graça. A Lily não está dando doces para ninguém. Podem ir conseguir doces lá no balcão. – comentou o James com toda a sua pose de mal.

 

Não foi que todo mundo começou a voltar para as prateleiras… Incrível!

 

– Não posso te deixar sozinha nem cinco minutos? – ele me perguntou rindo.

– Foi tudo praga do Sirius e do Remus. – comentei me defendendo.

 

A culpa disso tudo não foi minha!

 

– Eu não duvido. – ele respondeu rindo.

– Conseguiu os doces? – perguntei desviando o assunto.

– Eu sou irresistível! – ele disse sorrindo e passando uma mão no cabelo. – Vamos achar os outros. – ele me disse pegando na minha mão e me puxando para o outro lado da loja.

 

Não demorou muito para acharmos o resto do pessoal e conseguirmos sair da loja.

 

– Não acredito que vocês nos deixaram lá sendo que já tinham conseguido doces. – reclamou a Lene pela milésima vez enquanto íamos para a loja de logros.

– Vai dizer que não foi divertido? – perguntou o Sirius novamente.

 

Acho que ele engoliu um gravador. Ele já me perguntou isso hoje.

 

– Não foi nada divertido! – reclamou a Dora.

– Parem de reclamar… Eu achei divertido. – comentou o Sirius rindo.

 

Vou ignorar o Sirius!

 

Não demorou nada para chegarmos na loja de logros, mas o caminho não foi agradável já que as meninas não mudaram de assunto, só ficaram reclamando de deixarmos elas lá tentando conseguir doces.

 

Na loja de logros eu e as meninas fomos xeretar enquanto os meninos reabasteciam o estoque deles de travessuras.

 

Eu sinceramente nunca imaginei que tinham tantos jeitos de pregar uma peça em alguém.

 

Não foi surpresa quando uma rosa apareceu na porta da loja quando eu estava saindo, uma rosa vermelha no chão cheio de neve chamou bastante atenção.

 

Depois da loja de logros, por algum motivo estranho e bizarro que eu desconheço, os meninos quiseram ir olhar a casa dos gritos. Aquela casa feia e estranha! Não vi a menor graça em ficar olhando para a casa, foi quando eu estava no auge do tédio que me lembrei do Reminho olhando a Dora dormir hoje cedo.

 

– Dora! Amiga eu preciso te contar uma coisa! – eu gritei na mesma hora fazendo a coitada pular da pedra que estava sentada.

– Não precisa me assustar assim! – ela comentou voltando ao lugar, ou seja, ao lado do Remus.

– Deixe os meninos aí, vem aqui para conversarmos. – pedi.

– Estão de segredinhos, então? – perguntou o Sirius.

 

Não respondi, simplesmente sai puxando a Dora para o outro lado para que os meninos não escutassem a conversa, e obviamente a Lene nos seguiu.

 

– Eu quero saber o que é. – ela se justificou quando a Dora olhou para ela sem entender.

– Pode ficar… Só os meninos que não podem escutar. – eu comentei dando de ombros.

– Então diz logo que eu estou ficando curiosa. – comentou a Dora.

– Hoje eu acordei bem cedinho e vi uma coisa que você vai gostar. – eu disse apontando para a Dora.

– O que? – me perguntaram as duas curiosas.

 

Eu adoro deixar as pessoas curiosas! Deve ser porque eu sou uma pessoa curiosa!

 

– Pare de enrolar e conte logo, Lil. – pediu a Lene.

– Eu acordei hoje, e o Remus estava olhando a Dora dormir. – eu disse toda empolgada.

– Só isso? Olhando ela dormir? – perguntou a Lene sem importância.

 

A Lene é tão insensível.

 

– Ele estava muito fofo olhando a Dora dormir. – me justifiquei.

– Será que eu fico muito feia dormindo? Ai meu Deus! Agora que ele não vai mesmo querer alguma coisa comigo. – comentou a Dora em pânico.

 

Ela realmente está em pânico por causa disso? Que parte do “Ele estava muito fofo” ela não entendeu?

 

– Ele estava vendo você dormir! Isso quer dizer alguma coisa. – eu comentei.

– Quer dizer que ele viu seu cabelo bagunçado quando acordou. – brincou a Lene rindo.

– Você não esta ajudando, Lene! – reclamei.

– Estou brincando! Estou com inveja! – ela reclamou fazendo bico.

– Fazer o que… Sirius não é do tipo romântico. – comentei dando de ombros.

– Acha mesmo que ele gosta de mim? – perguntou a Dora esperançosa.

– E você ainda tem dúvidas? – perguntei revirando os olhos.

– Ei meninas. Estamos com fome. Vamos comer? – perguntou o Sirius se aproximando.

 

Só espero que o xereta não tenha escutado a conversa. Alias, deveria sim, principalmente a parte que a Lene diz estar com inveja, quem sabe ele percebe o que está na cara dele.

 

Fomos em um restaurante ali perto para não precisarmos voltar para a escola. O problema é que por causa do mal tempo, muita gente teve a mesma ideia.

 

Se o restaurante estava lotado imagina como vai estar o “Três Vassouras”. Acho que vou tomar suco de pé hoje!

 

O almoço foi tranqüilo e logo estávamos indo para o “Três Vassouras”, os meninos e a Lene para tomar uma cerveja eu e a Dora para tomarmos suco.

 

O que? Eu posso tomar um suco com meus amigos e depois outro com o Amos. Não vejo problema nisso.

 

– Acho que você pode cancelar com o Amos. – comentou o Sirius.

– E posso saber por quê? – perguntei desconfiada.

– Você só ia tomar suco, certo? Então, para que vai sair com ele se o Pontas te dá todo o suco que você quiser? – perguntou o Sirius.

 

Olhei dele para o James, mas achei melhor não responder a coisa feia que pensei.

 

– Provavelmente, o Amos me chamou para dizer que está me mandando as rosas. Não posso furar assim. – respondi dando de ombros.

 

Vi o sorriso dos dois sumir, mas eles pelo menos não responderam.

 

– Não acho que o Amos esteja mandando as rosas. – comentou o Remus pensativo.

– Então, quem seria? – perguntei desconfiada.

 

Para ele dizer isso alguma coisa ele deve saber.

 

– Quando eu descobrir eu te conto. – ele respondeu dando de ombros.

 

Odeio quando o Remus esconde as coisas de mim. Aposto que ele sabe de alguma coisa.

 

– Em falar em Amos, olha quem está ali. – comentou a Lene indicando a porta do bar.

 

Não precisei olhar para saber que o Amos estava ali com os amigos. Ele estava uma hora adiantado, então provavelmente veio curtir com os amigos antes de conversarmos.

 

– Ele está adiantado! – reclamou o James.

– Ele só está curtindo com os amigos assim como nós. – respondi dando de ombros.

 

Eles estão implicando muito com o coitado ultimamente. Não me lembro deles implicando tanto assim antes.

 

– Acho que ele veio conseguir uma mesa para vocês. – comentou a Dora quando viu o Amos conversando com a garçonete.

 

Ficamos um tempo sem falar sobre o Amos e os amigos deles e parece que os meninos relaxaram um pouco, mas se eles pensam que não vi os olhares que eles estão lançando para algum ponto atrás de mim – que deve ser onde o Amos está – eles estão enganados.

 

– Os amigos dele estão indo embora. – foi o comentário que a Lene fez algum tempo depois.

– Mas ainda falta meia hora. – comentou o James olhando o relógio na mesma hora.

– Acho que ele está querendo começar o encontro antes. – comentou a Dora com a voz cheia de segundas intenções.

– Não é um encontro! – respondi mais uma vez.

 

Acho que vou ter que ficar repetindo isso até que eles se convençam do contrário.

 

– Acho que você vai ter que repetir isso até que você entenda que está errada Lil. – comentou a Lene risonha.

 

Eu pensei em voz alta?

 

– E não… Você não disse nada em voz alta. É que está meio obvio pela sua cara de tédio. – ela disse rindo e não demorou para todos a acompanharem. Acho que minha cara de espanto por ela ter acertado não ajudou.

 

– Acho que vou lá com ele. Não posso deixá-lo sozinho me esperando. – comentei olhando o Amos olhando atento para o próprio copo.

 

Acho que ele está ensaiando o discurso de como ele me ama e tudo mais.

 

Em falar nisso, acho que me esqueci de ensaiar o meu discurso sobre como eu não o amo, mas adoraria que continuássemos amigos.

 

– Está maluca? Senta aí, Red! – me disse o Sirius alarmado.

– O que foi agora? – perguntei impaciente.

– Você não pode chegar adiantada em um encontro. – ele respondeu de imediato.

– E posso saber por quê? – perguntei desconfiada.

– Diz por que, Pontas. – pediu o Sirius indicando o James.

– Porque ele pode pensar que você está ansiosa para o encontro e que está com segundas intenções. E não é isso que você quer passar. – ele comentou sorrindo.

 

Achei que isso está mais com cara de desculpa do que deles estarem falando sério, mas até que faz sentido o que o James comentou.

 

– Não sei não… – eu disse na dúvida.

– Pense bem Red… Se você chegar adiantada significa: “Estou tão maluca por você que não agüentei esperar até a hora combinada.”

– Então, é isso que o Amos está dizendo chegando meia hora antes? – perguntou a Dora na dúvida.

– Ele está desesperado que você não vá e veio para cá para ter certeza. Acho que ele sabe sobre seu caso comigo. – comentou o Sirius passando a mão pelo cabelo.

– Nós não temos um caso, Sirius. – respondi revirando os olhos.

– Continue mentindo assim para eles. Vai ser melhor se eles não souberem. – ele respondeu fingindo cochichar, mas tenho certeza que todos escutaram.

 

Só revirei os olhos. O Sirius é maluco e isso todo mundo sabe.

 

– Mas dá dó dele lá sozinho. – comentou a Lene.

– A Lily não pode ir assim galera. Sejamos realistas. Ela não está querendo se agarrar com ele, então não pode aparecer antes, talvez atrasada. – respondeu o James.

 

Bufei de raiva, mas ele estava certo. Fazia todo sentido o que eles estavam dizendo. Não quero que ele pense que estou apaixonada por ele.

 

Fiquei batendo papo com o pessoal enquanto não dava a hora, ainda bem que eu estava de costas para onde o Amos estava sentado. Ajudou muito em não ir lá falar com o coitado para não o deixar sozinho.

 

– Acho melhor você ir agora Lil. – comentou a Dora.

– Encontro vocês na hora de ir embora. – eu disse já me levantando.

– Você já vai? Espera mais um pouco para ele ver que você não está afim dele.  – comentou o James.

– James, não é porque eu não estou querendo nada com ele que vou ser mal educada e chegar atrasada sendo que ele está a três mesas daqui. – respondi sorrindo.

– Mas Lil… – começou o Sirius.

– Eu estarei bem, turma. Qualquer coisa vocês irão escutar o Amos gritando ajuda. – respondi sorrindo e rindo antes de ir em direção a mesa dele. – Seus amigos te abandonaram antes da hora? – perguntei para ele antes de me sentar.

– A desculpa deles foi que todos tinham trabalho para fazer. Eu não acreditei. – ele brincou.

– Trabalho em um sábado? Acho que eles precisam ter umas aulinhas com os meninos para aprender a dar umas desculpas convincentes. – eu comentei descontraída.

– Vai querer pedir o que? – ele me perguntou quando a garçonete se aproximou.

– Um suco de laranja está ótimo. – respondi sorrindo.

– Uma cerveja e um suco de laranja. – ele pediu. – Meus amigos só inventaram uma desculpa para não ficar muito obvio, mas geralmente eles são bem cara-de-pau.

– Cara de pau como? – perguntei.

– Provavelmente, se eles não estivessem com receio de alguém da sua mesa escutar, teriam dito algo como “Vamos deixar você sozinho para ver se começa esse encontro logo e nos deixa em paz.” – ele respondeu rindo da própria piada.

 

Eu sorri, mas sorri mais por educação do que outra coisa. Ele disse a palavra encontro?

 

– Ansiosa para as férias? – me perguntou para puxar assunto.

– Até que não. Minha irmã vai se casar nas férias, não estou nem um pouco ansiosa para ir para casa. – respondi dando de ombros. – E você? Último ano deve ser muito bom!

– Bom e triste. Só de pensar que metade dessas pessoas você não vai mais ver é desanimador. – ele me respondeu dando de ombros.

– Mas seus amigos continuarão sendo seus. – respondi sorrindo.

– Sim, mas alguns vão continuar na escola.

– Mas isso não quer dizer que não vai mais vê-los, só que vai ter tempo para ter saudades.

 

Que poeta eu fui agora!

 

– Alguns eu não quero sentir saudades. – ele respondeu sorrindo.

– E posso saber quem, por exemplo? – perguntei rindo.

 

Sentir saudades é chato, mas é bom…

 

– Você, por exemplo. – ele respondeu sorrindo e pegando na minha mão que estava em cima da mesa.

 

Retirei minha mão delicadamente indicando o balcão.

 

– Vou buscar as bebidas. – respondi já me colocando de pé para fugir dali.

 

Ele acha mesmo que estamos em um encontro? E o que foi aquilo agora pouco?

 

Infelizmente, ir até o balcão e voltar não demorou mais de cinco minutos.

 

– O que foi? – perguntei quando voltei e ele estava com uma cara irritada.

– Nada! – me respondeu sorrindo.

 

Não entendi! Será que ele percebeu que eu não queria pegar na mão dele? Fui tão obvia assim?

 

Depois de pelo menos meia hora conversando, o Amos ainda não comentou nada sobre rosas, admirador secreto ou qualquer coisa que identifique que ele é o admirador.

 

– O que você tanto olha? – perguntei vendo que ele sempre estava olhando de cara feia para alguma coisa atrás de mim.

– Não é nada. Então… Conte-me mais sobre sua família. – ele me pediu gentil.

 

Depois um tempo eu fui obrigada a olhar para trás e ver o que esse menino tanto olhava e sinceramente não vi absolutamente nada que possa estar incomodando o Amos, tirando, é claro, o fato de todos os nossos amigos estarem olhando para nós. Claro que as meninas disfarçaram quando eu olhei, mas os meninos são caras de pau e continuaram olhando.

 

– Eles só estão cuidando do que não lhes interessa. – comentei me referindo aos meus amigos.

– Amigos… Sempre querendo saber de tudo. – comentou o Amos parecendo um pouco nervoso.

– Eu realmente não acho que você esteja bem. – comentei olhando uma ruga de preocupação na testa dele.

 

Coitado! Tão novo e já com rugas! Acho que vou recomendar o creme da Lene para ele. Quem sabe ajuda.

 

– Está tudo bem, Lil. – e novamente sua mão foi para a minha.

 

Quando é que ele vai falar das Rosas? Já estou ficando impaciente.

 

Tudo bem… Podem me chamar de lerda! Descobri que sou mais lerda do que eu pensei ser possível. Depois de mais uma hora conversando com o Amos descobri o que tanto o incomodava: meus amigos.

 

EU sei, era bem obvio, mas só entendi quando reparei mesmo quando fui retocar meu batom.

 

Outra besteira que fiz. Só me lembrei que não se retoca batom na frente de um homem quando já o tinha feito.

 

Mas enfim… Eu estava me olhando no espelho quando vi o Sirius fazendo um gesto muito feio e agressivo para o Amos. Sabe quando você bate uma mão na outra como se estivesse dando um soco? Uma ameaça ao pobre Amos. Posso matar o Sirius agora?

 

Só não matei o Sirius porque vi o James fazer coisas parecidas do lado, e para completar o Remus estava atrás com a maior cara de bravo. Acho que vou matar um por um com uma pinça para doer mais.

 

Não tive opção. Levantei e fui falar com os chatos dos meus amigos:

 

– Posso saber por que esse cara de dor de barriga? – perguntei para eles fazendo a minha melhor cara de má.

 

Devo adiantar que minha cara de má nunca intimidou o Sirius, mas eu continuo tentando.

 

– Só estamos discutindo quem é mais bonito, e eles estão com raiva porque perderam a disputa. Também… Impossível ganhar de mim! – respondeu o Sirius sorrindo confiante.

 

Como uma pessoa pode arrumar uma desculpa em tão pouco tempo?

 

– Agora pode falar a verdade. O que estão aprontando? – perguntei.

– Aprontando? Nós? Até parece que não nos conhece, Red. – comentou o Sirius tentando parecer magoado, mas ele não me engana mais.

– Vocês ameaçaram o Amos ou alguma coisa parecida? – perguntei na dúvida.

 

Eu não duvido.

 

– Como pode pensar uma coisa dessas de nós? – perguntou o Sirius indignado.

 

Mas sinceramente não estava olhando para o Sirius quando fiz a pergunta, estava observando o Remus e o James. O primeiro abaixou a cabeça e o segundo agarrou ainda mais a cara.

 

Sirius mentiroso! Seus amigos o denunciaram.

 

– O que vocês disseram para ele? – perguntei cruzando os braços no peito.

– Eu juro que não disse nada. – respondeu o Sirius novamente.

– E vocês não vão dizer nada? – perguntei para os outros dois.

– Alguém tinha que te defender! – foi o que o Remus me respondeu, o James para a minha surpresa só virou a cara.

 

Achei melhor não discutir mais, não iria adiantar mesmo. Voltei revoltada para a mesa que estava sentada com o Amos.

 

– Não vai me dizer o que eles te falaram? – perguntei.

– Deixa para lá Lily. Vamos dar uma volta? – ele me perguntou ignorando os meninos.

 

Eu mereço! Desse jeito nunca vou saber quem está mandando as rosas.

 

Ficamos conversando sentados na praça por mais algum tempo, eu particularmente já estava querendo ir para a minha cama. Definitivamente, estava muito frio para ficar na neve.

 

– Eu estava pensando muito em você ultimamente, Lily. – escutei o Amos dizendo.

 

Acho que agora era a hora certa para inventar uma desculpa e sair correndo, mas infelizmente olhei para o lado e adivinhe o que eu vi: uma rosa vermelha.

 

Já está ficando repetitivo, mas fazer o que!

 

Não teria outra explicação para a rosa se o Amos não tivesse colocado ali.

 

Acho que já sei quem está mandando as rosas. O problema é como dizer para ele que não gosto dele desse jeito.

 

Ok! É só pensar um pouco. EU já fiz isso tantas vezes com o James, dar um fora eu quero dizer. É uma coisa simples, é só virar com uma cara decidida e dizer: “Sinto muito Amos, mas não gosto de você desse jeito”. Por que eu estou com receio de dizer isso?

 

Eu não gostei das rosas… Não pode ser isso! E eu não gosto do Amos, disso eu tenho mais que certeza, ele simplesmente não faz o meu tipo, mas ele é meu amigo, não quero que fique chateado.

 

Não sei o que o Amos pensou ou deixou de pensar, mas no momento que olhei nos olhos dele pronta para dizer a verdade, com a rosa na mão, ele simplesmente se aproximou bem rápido e grudou seus lábios nos meus.

 

O Amos acabou de me beijar e eu fiquei ali parada, não quero corresponder, ele pode interpretar errado. Ok! É só empurrá-lo delicadamente.

 

Depois de finalmente me afastar do Amos e procurar as palavras certas para dizer, mesmo achando que não vão ter palavras certas, vi que meus amigos estavam saindo do bar e estavam todos com a boca aberta olhando para mim. Parece que todos viram a cena constrangedora, mas cadê o James?

 

Como tanta coisa pode acontecer em segundos? E tudo por causa de uma maldita rosa vermelha!

Betado By Larissa

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sobre Vanessa Sueroz

Autora dos livros Confusões em Paris, Minha última chance, Odiado Admirador Secreto, Presente de Aniversário, Eu te amo mais e Três Botões.


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One thought on “Rosas – Cap 4

  • Aninha Black Potter

    OH MY GODNESS!!!

    Como assim o Amos beijou a Lily?! E ainda mais que todo mundo viu! Todo mundo! O.O

    E onde será que está o James? Tadinho do Jay! Será que ele viu? ;/

    E o Amos, não tá aprontando com a Lil não, né? (Eu mato ele se estiver! Bem, eu e os marotos matamos ele… *cara-de-assassina*)

    Que será que os meninos falaram com o Amos? o.O’

    Dúvidas, dúvidas e mais dúvidas! Esperando ansiosamente pelo próximo capítulo!

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