Rosas – Cap 3 2


No cap Anterior:

Claro que eu enfeiticei o James na primeira oportunidade depois que descobri a verdade. Quem sabe se ele fosse feio esse povo pararia de me seguir, alias, se ele fosse feio eles não teriam nem começado a me perseguir para começo de conversa, por isso a culpa disso tudo é do James.
– Sai daí debaixo Lil. Ela não vai mesmo te atacar. – comentou o Remus.
Coloquei a cabeça para fora e vi a coruja na cama me esperando sem a menor paciência.
Mas quando eu vi aquilo eu gritei! Ninguém pode me condenar, não é? Não é todos os dias que uma pessoa como eu recebe duas cartas anônimas. Principalmente quando as cartas não são bem cartas e sim rosas.
E lá estava na perna da coruja uma linda rosa vermelha.
Estou sendo perseguida pelo maníaco das rosas. Posso gritar agora?

Cap 3 – Vamos Sair?

Isso só pode ser brincadeira! E uma brincadeira de muito mau gosto.

Outra flor? Quem me mandaria flores? Eu não sou feia ou coisa parecida, mas sei que a escola inteira tem medo de se aproximar de mim. A Lene diz que é por causa das minhas cordas vocais potentes, mas acho que é por causa dos marotos.

Tirei a rosa da coruja e a mesma saiu em disparada janela a fora.

– Tem identificação dessa vez? – perguntou o Remus curioso.

– Só a rosa! – eu disse desanimada.

– Ele é tão romântico… Mandou uma rosa para que você sonhe com ele. – comentou a Dora entre suspiros.

– Dora querida, por que você acha isso? – perguntou a Lene.

– Não é obvio? Já passa da hora de dormir. Por que ele iria mandar uma flor a essa hora? Para acordar a ruiva? – ela respondeu como se fosse a coisa mais obvia do mundo.

– Às vezes o cara não tem relógio. – comentou o James dando de ombros.

– Se é que é um cara. – comentou o Sirius pensativo.

– Como assim “se é um cara”? – perguntei inconformada.

O que esse “cabeça de vento” está sugerindo? Que seja uma mulher ou um fantasma?

– Pode ser uma mulher. Vai saber… – comentou ele dando de ombros.

– Eca! – eu disse jogando a flor longe.

– Ignore o Sirius Lily. Provavelmente é um homem. Um homem muito covarde, mas um homem. – me respondeu o James depois que fechou a janela e veio se sentar comigo.

– E como você pode ter certeza, ô gênio? Não tem identificação. – comentou o Sirius.

– Simples, se fosse uma mulher teria uma carta melosa junto, e obviamente a flor não teria espinhos. – ele comentou mostrando a rosa.

– Pior que é verdade. Eu nunca mandaria uma flor com espinhos para alguém. – comentou a Dora.

– Mas mandaria para uma mulher? – perguntou o Sirius malicioso.

– Claro que não! A não ser que fosse um presente a uma amiga, minha mãe ou coisa parecida. – ela respondeu pensativa.

De onde será que o Sirius tira essas coisas?

– O cara deve estar mesmo apaixonado. – comentou a Lene.

– Duas flores no mesmo dia é estranho. Será que ele percebeu que você não gostou? – perguntou o Remus.

– Ou ele queira se identificar agora. – comentou o James procurando alguma coisa na tal flor.

– Eu simplesmente vou ignorar esse ser! – respondi dando de ombros.

– Por que o interesse no admirador da Lily, James? – perguntou o Sirius malicioso.

– Para bater nele. Para que mais seria? – perguntou o James dando de ombros.

– Coitado James! Ele pode até ser um tapado por me mandar rosas, mas às vezes ele pode ser alguém legal. – respondi.

– Você realmente pensa assim? – ele me perguntou levantando a sobrancelha.

O que tem demais se eu achar que o admirador pode até ser alguém legal?

– Não tem como saber! – respondi dando de ombros.

– Por que não fazemos algum jogo? – perguntou a Dora cortando o clima pesado.

– Eu quero jogar Strip Poker. – disse o Sirius animado.

– Ele nunca se cansa de sugerir isso? – perguntei entediada.

– Até que vocês aceitem e eu ganhe, eu nunca vou me cansar. – ele respondeu sorrindo. – E você só não aceita porque tem medo de perder Red.

– Imagine se ele fosse convencido. – comentou a Lene rindo.

– Podemos ver quem fica bêbado mais rápido. – sugeriu o James.

– Não vale. O Sirius já fica na desvantagem. – comentei.

– Posso saber por quê? – ele perguntou curioso.

– Você já nasceu bêbado, é impossível você ganhar. – respondi com a minha voz maligna.

Já disse o quanto eu adoro perturbar o Sirius? Mas só faço isso para descontar os apelidos malvados dele. Alguém tem que me defender.

– Nem vou falar nada, Darth Vader. – reclamou ele.

– Não enche, saco de pulgas. – respondi.

Obviamente não entendo por que o James vive chamando o Sirius de “saco de pulgas”, mas sei que ele detesta o apelido. Também quem iria gostar?

– Podemos simplesmente colocar a conversa em dia. – sugeriu o James

Achei melhor nem tocar no assunto da rosa já que todo mundo já tinha se esquecido.

– Papo em dia? Fazemos isso sempre! – reclamou a Dora. – Quero uma ação por aqui. Que tal “Faça me rir ou morra”?

– Esse jogo não tem graça. – comentou a Lene fazendo bico.

– Não tem para você que sempre perde. – comentou o Remus rindo.

– Não é sempre que eu perco. Da última vez foi a Lily que perdeu.

– Eu dificilmente perco. – eu disse sorrindo.

– Claro, sempre jogamos em dupla e você sempre fica com o Sirius ou com o James. – reclamou a Dora.

– Acho que ela disse que você é sem graça Reminho. – provoquei.

– Eu não sou sem graça. A Lene que é. – ele respondeu dando de ombros.

Acho que a cerveja já está fazendo efeito no meu amigo.

– Eu não sou sem graça. Sou só mais comportada que vocês. – ela respondeu sorrindo.

Até parece que ela é a mais comportada! Eu é que sou!

Obviamente começamos a dar risada. Sem brincadeiras! Quem a Lene pensa que engana com essa cara de falsa inocência?

– Eu não vi a menor graça. – ela reclamou depois de um tempo.

– Por que não aproveitamos o tempo para zoar com a Lene? – perguntou o Sirius com uma ótima cara de inocente.

Não foi uma cara tão boa assim, já que não convenceu a Lene que empurrou o coitado para fora da cama.

Vi claramente quando o coitado do Sirius caiu de bunda no chão, não que eu não tenha dado risada, obviamente eu dei muita risada, mas deu dó do coitado, ele só estava tentando descontrair, não é?

– Viu como eu sou engraçada? – perguntou a Lene depois que conseguimos parar de rir e o Sirius parar de xingar.

– O Sirius foi engraçado já que foi ele que caiu. – comentou a Dora.

– Eu sou o máximo! – comentou o Sirius com um sorriso enorme. – Até caindo eu sou o melhor!

– Se não fosse por eu ter o empurrado da cama ele não teria sido engraçado, então o crédito ainda é meu! – ela reclamou.

– Então vocês podem dividir os créditos! – sugeri.

– Tudo bem… Eu divido meus créditos com a Lene. Só para que ela não fique muito chateada. – comentou o Sirius sorrindo igual bobo para a minha amiga que estava com um bico enorme.

– Podemos jogar stop. – sugeri.

Tudo bem que mão vai ter graça jogar estope com os meninos, eles só falam coisas que nem ao menos conhecemos.

– Não vai ter graça. – reclamou a Dora.

Acho que ela pensou a mesma coisa que eu.

– Podemos jogar “Qual é a musica” – sugeriu o Remus.

Eu adorei a ideia! Gostei mesmo, sempre gosto de jogar isso, principalmente quando é contra os meninos, já que eles são bruxos e não conhecem músicas trouxas, e como eu conheço ambas fica muito mais fácil de ganhar.

– Eu gostei da ideia! – comentou o James sorrindo para mim.

– Eu adorei a ideia. – comentou a Dora empolgada.

– Pois eu é que não gostei. – comentou o Sirius emburrado.

– E por que não? – perguntei irritada.

Ele nunca gosta dos jogos legais, só de jogos incrivelmente chatos e entediantes.

– Por que o time de vocês tem você que sabe músicas trouxas e o Remus também conhece várias, então eu me dei mal já que a Lene e eu somos dois tapados quando se trata de músicas trouxas.

– Eu não sou tapada! – reclamou a Lene. – Você pode até ser meio lerdo, mas eu sou uma pessoa muito normal.

– Que seja. Vocês conhecem muitas músicas bruxas que eu não conheço. – tentei melhorar as coisas.

Eu não disse uma mentira! Eles realmente conhecem muitas músicas bruxas que eu não conheço, mas o James é fanático por músicas, então o repertório dele é bem grande, então eu não saio na desvantagem em momento nenhum.

– Pode até ser… Mas ainda acho que estou na desvantagem. – comentou o Sirius pensativo.

– Pare de ser chato e vamos logo jogar. Já estou ficando entediada. – comentou a Dora.

– Que seja, mas se eu perder é tudo culpa da Lene. – comentou o Sirius sorrindo maldoso.

– Se nós perdermos a culpa vai ser sua. – reclamou a Lene.

– Eles nem perderam e já estão discutindo para ver de quem é a culpa. Isso que é ter certeza que vão mesmo perder. – brincou o Remus.

– Nós vamos ganhar! – disse o Sirius decidido.

– Essa eu quero ver… Porque quem vai ganhar é o James e eu. – eu disse sorrindo vitoriosa.

Não sei por que eles ainda têm esperanças de ganhar. Eu sempre ganho esse jogo. Tudo bem que é bem mais fácil ganhar quando estou jogando com o James, mas ainda sim eu é que ganho. Pobre almas perdidas e esperançosas… Acho que nunca aprenderam que manter esperanças de coisas impossíveis só vai fazer mal a eles mesmos.

– Nós começamos! – disse a Dora empolgada. – Eu sei uma boa. – ela disse empolgada.

– Que seja… Mas nós somos os próximos. – disse a Lene decidida.

– Eu não quero ser a ultima. Muito errado isso! – choraminguei.

Não é legal ser o último em qualquer jogo. Você sempre sai na desvantagem, até mesmo em um jogo de tabuleiro você sai perdendo.

– Eu quero uma música com a palavra… – começou a Dora com todo muito suspense. – “Casa”!

Casa… Pensa Lily… Uma música que tenha a palavra casa… Ei! Já sei!

– Era uma casa muito engraçada. Não tinha teto, não tinha nada. – cantei animada.

E um ponto para a Lily e zero para os perdedores. Eu já disse que adoro esse jogo.

– Essa música não vale. Não existe! – reclamou o Sirius.

– Não é por que você não teve infância que a música não existe. – reclamei.

– É uma música de crianças, Sirius. – comentou o Remus.

– Se o Remus conhece então acho que valeu. – comentou a Dora desanimada. – Poxa! Pensei que ninguém iria saber essa.

– Agora é a minha vez e ninguém vai saber nenhuma música com essa palavra. – comentou a Lene vitoriosa. – Quero uma música com a palavra “Cerimônia”.

Cerimônia? Mas de onde ela tirou uma música com essa palavra?

– James? – perguntei.

– Sinto muito Lily. Não me vem nada à cabeça. – ele respondeu com um biquinho muito fofo.

– Eu não sei! – comentou a Dora emburrada depois de alguns minutos.

– Ganhamos um ponto! – cantarolou a Lene.

– A Red não sabe? – perguntou o Sirius.

– Não sabemos! – respondeu o James desanimado.

Não acredito que vou perder um ponto para a música chata da Lene. Aposto que é uma música bem cafona.

– Desistimos! – disse o Remus por fim. – Qual é a música?

– Lene pode fazer as honras. – pediu o Sirius animado.

– Que música? – perguntou a Lene.

– Lene, não se esqueça que você tem que conhecer uma música com a palavra, senão não vale. – lembrou o James.

– Eu conheço, só não me lembro da música. – ela reclamou emburrada.

– Então, não valeu, Lene! – eu disse animada.

Nós não perdemos um ponto, a Lene que inventou isso do nada. Estava querendo ganhar na trapaça!

– Claro que vale! Deve existir uma música com essa palavra. – ela reclamou.

– Se ninguém conhece, e nem você mesma, não vale. – comentou a Dora também animada.

– E como você tentou nos enganar com uma música falsa nós ganhamos um ponto. – comentou o James animado.

– Isso não está nas regras. – reclamou o Sirius.

– Então, mostre o livro das regras. – pediu a Dora animada.

Não sei de onde o James tirou essa regra, mas eu gostei. Dois a zero para a mim. Tudo bem, a Dora e o Remus estão com um ponto, mas eu ainda estou ganhando e o Sirius perdendo.

– Minha vez então. – reclamou o Sirius.

– Já passou a vez de vocês e a Lene desperdiçou. Agora é a nossa vez. – comentou o James animado.

Pela empolgação dele aposto que ele tem alguma música boa na cabeça.

Não sei quanto tempo ficamos ali jogando e dando risadas, mas quando percebi só eu estava acordada, ou pelo menos meio acordada.

O Sirius estava quase caindo da cama, enquanto a Lene e a Dora travavam uma conversa muito esquisita com palavras estranhas. Odeio quando essas duas sonham e ficam falando parecendo duas múmias ou sei lá o que. Parece até uma conversa em uma língua alienígena e, claro, com as duas dormindo. O Remus estava comportado dormindo tranquilamente agarrado com o travesseiro.

Anotação mental: Lembrar-me de zoar o Remus por dormir abraçado com um travesseiro.

O James ainda estava com uma garrafa de cerveja na mão, mas ela estava vazia e em cima do pobre infeliz. Já disse que meus amigos são uns pinguços?

Quer saber? Acho que já deve estar bem tarde, já que o Sirius e o James já dormiram, então é melhor eu fazer o mesmo.

Tirei a garrafa nojenta da mão do James e deitei na barriga dele, tirando o fato da barriga dele estar fazendo um barulho engraçado, até que estava confortável.

Acordei na manhã seguinte com o sol batendo no meu rosto. Acho que os meninos se esqueceram de fechar a cortinas. Tenho que me lembrar de reclamar com eles depois e perturbar bastante por ter me acordado antes das dez no sábado.

Olhei para o lado e o James estava na pontinha da cama de costas para mim, provavelmente ainda dormindo.

O Sirius estava com todo o cobertor da Lene e dormia de boca aberta. Ele deve babar bastante.

A Lene estava bem comportada, quietinha no cantinho dela, dormindo e roncando para variar. Mulheres não deveriam em hipótese alguma roncar. É tão feio! Ainda bem que eu não ronco, e se roncasse não iria deixar ninguém descobrir.

A Dora estava dormindo agarrada no Remus. Ela não perde a chance! O Remus, para o meu espanto, estava acordado olhando a Dora dormir. Não acredito que alguém acorde cedo em um sábado para ver outra pessoa dormir. O que o Remus tem na cabeça?

Eu juro que tentei dormir depois disso, mas infelizmente não deu muito certo já que o sol já tinha tirado temporariamente todo o meu sono, mas tenho certeza que de tarde vou estar caindo pelos cantos.

Achei melhor não ficar enrolando e levantei logo. Nada melhor do que um bom banho quentinho logo cedo. Obviamente logo depois disso eu iria acordar todo mundo. Não vou ficar acordada sozinha, não é?

Depois do meu maravilhoso banho voltei para o quarto dos meninos e não acreditei quando vi o Remus na mesma posição olhando a Dora dormir.

Que graça tem ver alguém dormir? Piorou por tanto tempo. Tudo bem que não demorei tanto assim, uma meia hora ou um pouco mais… É… Eu não demoro tanto assim no banho! Claro que quando vou lavar o cabelo a coisa é bem mais demorada, mas nada comparado a Lene que demora pelo menos uma hora no banho em dias normais, sem lavar cabelo e fazer nada útil. Alias, algum dia tenho que perguntar o que ela tanto faz debaixo do chuveiro. Tirando os dias de frio não vejo grande vantagem em ficar lá olhando a água cair.

Depois de acordar todo mundo, fiquei assistindo a briga dos meninos para ver quem iria tomar banho primeiro. Pelo que entendi o Remus além de perder horas olhando a Dora dormir já tinha tomado banho também. Que horas esse menino acordou?

– Já podemos tomar café. Eu já estou pronto. – disse o Sirius se olhando no espelho pela milésima vez.

– Temos que esperar a Dora. Ela ainda não voltou. – comentou o Remus.

– Claro que ela não voltou. Ela foi tomar banho depois da Lene. – respondi entediada.

Como esse povo demora a se trocar!

– Eu estou com fome. – reclamou o Sirius novamente. – A Dora pode nos encontrar lá.

– Você não iria gostar que ninguém te esperasse- comentou o James.

– Não seja por isso. O Aluado fica esperando ela. Não vejo problema nenhum nisso. – respondeu o Sirius.

– Nós vamos esperar Sirius. Vai tomando água para encher a barriga. – comentei dando de ombros.

Depois de mais ou menos quinze minutos a Dora apareceu maravilhosamente bem arrumada. Acho que ela estava bem animada depois de dormir pertinho do Reminho.

– Olha só! Caprichou! – comentou a Lene maliciosa.

– Eu sou bonita de natureza. – respondeu a Dora passando a mão no cabelo convencida.

– Já podemos tomar café. – comentou o James cortando nossa conversa furada.

– E a ressaca James? – perguntei enquanto saiamos do salão.

– Eu de ressaca? Está me confundindo com o Remus, Lily? – ele me perguntou rindo.

– Claro que não Jay, mas você está com uma carinha de dar dó. – brinquei.

Ele estava com uma carinha triste e com os olhinhos com grandes bolas roxas em baixo. Odeio ver o James abatido.

– Relaxa, ruiva. Estou bem, só não dormi direito. Você se mexe demais de noite. – ele comentou me abraçando e bagunçando meu cabelo.

– Claro que não! Eu sou um anjinho dormindo! – eu disse fazendo minha melhor cara de santa.

– E como você sabe disso se você estava dormindo, Red? – perguntou o xereta do Sirius.

– Por que ninguém nunca reclamou. – respondi mostrando a língua.

– E você dorme com muitas pessoas? – me perguntou o James com uma sobrancelha levantada.

– As meninas muitas vezes vão dormir lá em casa nas férias e eu também vou para a casa delas. – comentei dando de ombros. – E eu acabei de me lembrar Sirius, já dormi com você e você nunca reclamou.

– Porque sou educado. – ele respondeu com um belo sorriso cínico.

– Você é bem mal educado isso sim. – respondi mostrando a língua de novo.

– Por quê? Foi o Pontas que disse que você parece um jumento dando cria enquanto dorme.

– De onde você tira essas coisas? – perguntou o James rindo.

– Jumento dando cria? Eu não pareço isso não! – reclamei.

Algum dia ainda vou descobrir como funciona a cabeça maluca do Sirius.

Nos sentamos normalmente para tomar café, aproveitamos que o salão não estava muito cheio, mas não é porque não estava cheio que não conseguimos chamar atenção de todo mundo.

Dessa vez não foi culpa do Sirius e também não foi culpa do James, ou melhor, eu acho que não foi culpa deles. Foi culpa daquelas malditas rosas e meu admirador mais que chato.

Eu estava lá toda contente implicando com o Sirius e brincando com o James totalmente distraída e de repente, não mais que de repente, “puff” uma rosa vermelha aparece dentro do meu copo de suco, bem na hora que eu estava levando o copo a boca.

Obviamente, não precisa ser um gênio para saber o que aconteceu, eu uma pessoa muito distraída não vi a maldita flor e simplesmente continuei a tomar o suco, ou ,melhor, a levar o copo a boca, mas bom… Não é surpresa quando eu digo que acabei comendo pétalas nada gostosas no lugar do meu querido e gostoso suco.

– Quem foi o idiota que… – comecei a reclamar quando parei de tossir.

– Alguém socorre a anã! – pediu o Sirius dando leves tapas nas minhas costas.

– Já cansei dessas flores ridículas. – reclamei com uma careta.

– Você que estava distraída e não viu! Foi tão lindo ele colocar uma rosa do seu suco. – comentou a Dora sonhadora.

– E desde quando uma rosa dentro do suco é lindo? – perguntou a Lene.

– Acho que ela ainda está dormindo. – comentou o Sirius comigo e com o James.

– Ela só está apaixonada. – comentei dando de ombros.

– Dora, me desculpe, mas vou ter que concordar com a Lene. Colocar uma rosa no suco não é muito legal. – comentou o Remus.

– Vocês não sabem apreciar o verdadeiro romance. O menino está apaixonado e quer que quando a Lily tocasse a rosa com os lábios fosse como tocar os lábios dele selando um beijo entre os dois. – ela comentou e logo em seguida deu um longo suspiro.

– Eu não achei nada romântico. – comentou o James.

– Eu achei nojento. – comentou o Sirius.

– Totalmente insano. Não sei quem é mais maluco nessa história toda, a Lily que não gosta de ter um admirador, a Dora com essa imaginação fértil ou o tal admirador.

– Onde será que ele quer chegar com tudo isso? – perguntou o Remos mais para ele mesmo do que para nós.

– No coração da Lily. Onde mais? – perguntou a Dora revirando os olhos.

Acho que o Sirius batizou o suco da Dora. Não é possível que ela esteja falando tanta bobagem sem estar bêbada.

– Então, alguém tem que avisar esse menino que ele está bem longe do coração dela. – comentou o Sirius com o Remus.

– E avisar a Dora também. – comentou a Lene que escutou a conversa.

Alias, quem não escutou a conversa?

– Não falem de mim como se eu não estivesse aqui. – brigou a Dora.

Eu só não entendo como o Remus pode não ver todas as indiretas que a Dora dá. Não é obvio que ela está apaixonada por ele?

Ela que fica falando de romance a cada minuto e falando o quanto gosta de coisas românticas. Acho que foi mais uma indireta para o meu amigo do que outra coisa.

– Com licença. – escutei uma voz aveludada – Posso falar com você um minuto, Lily?

Só quando escutei meu nome que me virei para trás e lá estava o bonitão do último ano e goleiro do nosso time de quadribol.

Amos Diggory estava com uma calça jeans escura e uma camisa polo azul. Maravilhoso!

– Claro, Amos. – eu disse o seguindo para longe do pessoal.

O que ele queria comigo? Não vou dizer que nunca conversamos, obvio que conversamos nos corredores e até mesmo no campo de quadribol quando estou esperando o pessoal, mas ele nunca tinha me tirado do café da amanhã para falar comigo, então deve ser alguma coisa importante.

Será que ele está com problemas? Mas no que eu poderia o ajudar?

Estudos que não seria. Ele está um ano na minha frente, não tem como eu ajuda-lo com algum trabalho ou coisa parecida.

Será que ele está gostando da Lene ou da Dora? Coitado! Eu o acho muito simpático e bonito, mas infelizmente não vou poder ajuda-lo a conquistar as minhas amigas quando sei que o coração das duas já tem dono.

– Lily? – me chamou o Amos.

– Desculpe! – pedi quando vi que estávamos parados no corredor enquanto eu pensava no que ele queria comigo.

– No que tanto pensava? – ele me perguntou sorrindo.

– No que você estaria querendo falar comigo de tão importante para me tirar do café da manhã. – eu comentei pensativa. – Não que eu não tenha gostado de maneira nenhuma, mas é estranho. – me apressei em dizer quando percebi que ele poderia interpretar errado.

– É que com esse frio não sei se você vai ficar fora da torre então achei melhor ir falar logo com você antes que não conseguisse te encontrar. – ele comentou apreensivo.

Será que aconteceu alguma coisa grave?

– O que houve Amos? – perguntei preocupada.

– Nada grave. – ele comentou rindo.

Acho que dei muito na cara que estava preocupada. Também, quem não estaria quando um amigo seu, ou melhor, um colega seu, vem, te tira no meio do café da manhã e fala que ficou com medo de não conseguir te achar mais tarde. Suspeito!

– Você não está saindo com o Potter, não é? – ele me perguntou depois de algum tempo.

– Imagina! Acho que o dia que isso acontecer a escola inteira vai ficar sabendo. – brinquei.

Eu saindo com o James? Não sei realmente de onde o pessoal tira essas loucuras! James desistiu e eu nunca gostei dele desse jeito.

Não é só porque eu gosto de abraça-lo com bastante frequência e adoro ficar ao seu lado que temos algum envolvimento romântico. Somos só melhores amigos.

– James e eu somos muito bons amigos. Só isso. – completei rindo levemente.

Para que ele quer saber isso? Ele nunca realmente me perguntou isso. Tudo bem que todo mundo vive fazendo essa pergunta, mas pensei que Amos era uma exceção.

– Menos mal! Te chamei mesmo para perguntar se você não quer ir comigo amanhã em Hogsmead. Vou entender se já tiver marcado com alguém, mas ficaria feliz mesmo que você pudesse ficar pouco tempo comigo lá.

Para tudo e volta a fita! Ele está me chamando para sair?

– Eu tinha marcado de ir com as meninas. – comentei ainda tentando processar tudo aquilo.

Como assim ele estava me chamando para sair? Amos nunca deu a entender que queria alguma coisa comigo, muito menos alguma coisa como um encontro. Ou será que ele deu e eu muito tapada não entendi a indireta?

Será que estou ficando igual o Remus para indiretas?

– Não podemos nem dar uma volta enquanto as meninas vão comprar doces? Tomar uma cerveja no “Três Vassouras”? – ele perguntou apreensivo. – Desculpe, você não toma cerveja, mas não recusaria um suco, não é?

Ok! Estou na dúvida! Dispensar o bonitão e passar um dia divertido com o pessoal ou aceitar e ver o que vai dar?

Por que eu estou na dúvida? Eu nem gosto dele. Não é só porque ele é bonito que vou sair por ai agarrando o cara. Tudo bem que ele não disse nada sobre ficar se agarrando. É só um suco inocente, não é?

Espera ai… Será que o Amos não é o cara das rosas e está tentando me contar? Meu Deus! O Amos pode estar apaixonado por mim ao ponto de me mandar todas aquelas rosas! Eu não posso rejeitar ele assim!

– Claro. Podemos ir tomar alguma coisa. Vou com as meninas de manhã e te encontro mais tarde. – sugeri.

– Perfeito! As quatro está bom para você? – ele me perguntou mordendo o lábio inferior.

– Te encontro no “Três vassouras” as quatro então. – respondi sorrindo.

– Até lá Lily. – ele me disse sorrindo e me dando um beijo no rosto antes de começar a se afastar.

Isso realmente aconteceu?

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sobre Vanessa Sueroz

Autora dos livros Confusões em Paris, Minha última chance, Odiado Admirador Secreto, Presente de Aniversário, Eu te amo mais e Três Botões.


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