Rosas – Cap 2


No cap anterior:

Estávamos indo para a penúltima aula do dia e adivinhem? Exatamente… Aula de adivinhações. Sério! Essa é a pior aula que tem na escola. Só de entrar na sala já dá sono.

Eu simplesmente não aguentei aquele cheiro horrível na sala e a professora falando sobre folhas de chá, alias, eu simplesmente tomei o chá e fiquei esperando a Lene ler as inscrições e acho que acabei dormindo nesse meio tempo, mas quer saber? Não perdi nada!

Pelo menos eu não fui a única que acabei dormindo!

Cap 2 – Admirador Secreto

Não foi tão ruim assim… Sonhar que estava me casando com o Sirius não é tão traumático quanto pode parecer.
Quem eu estou querendo enganar? Casar com o Sirius? Nem que ele fosse o último homem da Terra… Tudo bem eu estou exagerando, com o Sirius eu me casava se ele fosse realmente o último homem da Terra, ele não é tão ruim assim, não tão.
No meu sonho o Sirius não estava no altar me esperando como todos os casamentos normais. Seria normal de mais de fosse assim! Eu é que estava no altar esperando e ele entrou na igreja dançando e mandando beijos para todas as mulheres que estavam lá assistindo. Acho que se não fosse um sonho eu teria fugido com os padrinhos, no caso James e Remus.
Quem em sã consciência se casaria com o Sirius? Tirando a Lene é claro!
É só que… Imagine um casamento entre nós dois, além de ser totalmente bizarro e estranho seria perigoso. Imagine eu e “O mundo da Lily” junto com os planos malucos e infalíveis do Sirius, sabe… Às vezes o Sirius se parece com o Cebolinha, da turma da Mônica. Ele realmente tem vários planos malucos e infalíveis que quase nunca dão certo. Pelo menos não do jeito que ele queria.
– O vôo para o Mundo da Lily está de partida da sala de adivinhações, por favor, embarcar. – escutei o Sirius dizendo.
– Eu não estava no mundo da Lily. – reclamei.
Quantas vezes eu tenho que falar para ele que não existe isso de mundo da Lily?
– Perdi alguma coisa? – perguntou o James com uma cara amassada.
Coitado, sempre que ele dorme na sala acorda com uma marca vermelha enorme da testa. A mãe dele nunca ensinou que quando dormimos na sala tem que verificar se a posição não vai te deixar com marcas horríveis no rosto indicando que você estava dormindo?
– Perdeu a Lily babando em cima da mesa. – comentou a Dora rindo.
– Eu não estava babando! – me defendi.
– Desculpe! Você estava deixando sua saliva sair da sua boca e cair na mesa. – ela respondeu rindo.
– Muito engraçado Dora! – eu disse ainda mais emburrada e envergonhada já que os meninos ouviram e começaram a rir.
– Se quiser o Pontas ficaria feliz em troca saliva com você Lily. – comentou o Sirius piscando para mim e levando um tapa na cabeça dado pelo James.
Obviamente que eu fiquei vermelha. Quem não ficaria depois de um comentário como esse? E, só para constar, o Sirius adora comentários indiscretos como esse.
– Não ligue para ele, Lily. Esta com inveja porque ele não troca saliva com ninguém. – respondeu o James sorrindo e me abraçando.
– Eu? Estamos falando da mesma pessoa? Não sou eu que fiz voto de castidade! – comentou o Sirius maldoso.
– Voto de castidade? – perguntou a Lene.
– Seu querido amigo Pontas fez voto de castidade até que uma garota resolva retribuir seus sentimentos. – comentou o Remus.
– Não é bem assim. – respondeu o James emburrado.
Ótimo! Agora somos dois emburrados! Somos ou não o casal perfeito?
– Sirius está falando besteiras de mais. E eu concordo que o James tem que esperar a pessoa certa. – comentou o Remus.
– Eu gosto de me divertir com as pessoas erradas. – comentou o Sirius.
– E quem não gosta? – perguntou a Dora rindo.
– Aproveite a vida James. Como você pretende encontrar a pessoa certa se não sair por aí procurando? – perguntou a Dora.
– Querem parar de perturbar meu amigo? Ele pode muito bem conquistar quem ele quiser com esse sorriso. Não precisa sair por ai agarrando ninguém. – defendi meu amigo.
James é um gato. Ele não precisa sair por ai agarrando as meninas para elas se derreterem por ele, acho que ele nem tem consciência do charme que tem.
– E você está nesse grupo de meninas Lily? – me perguntou a Lene.
– Por que será que o assunto sempre volta para a Lily aqui? – perguntei revoltada.
Não é complexo, mas por que esse povo sempre cisma com a minha pessoa? Podemos estar falando de qualquer coisa aleatória e a conversa sempre, eu repito, sempre acaba vindo para a minha vida pacata.
– Porque perturbar você é o nosso passatempo preferido. – comentou o Sirius sorrindo.
E vou ter que concordar com ele, afinal não tem outra explicação.
– Alguém conseguiu ver alguma coisa naquele chá? – perguntou a Lene pensativa.
– E quem conseguiu alguma vez ver alguma coisa naquela porcaria? – perguntei.
– Uma vez eu pensei ter visto alguma coisa. – comentou o Remus.
– E…? – perguntou o James curioso.
– Eu pensei ter visto, mas não vi. – respondeu o Remus dando de ombros.
– Eu realmente não sei por que ainda fazemos essa matéria. Não podíamos simplesmente desistir dela? – perguntou o Sirius desanimado.
– Poderíamos, mas a Lene adora essa aula. – respondi.
– Não gosto da aula, gosto das maluquices da professora. Ela me faz rir! – se defendeu a Lene quando todos olharam acusadores para ela.
– Qual a próxima aula? – perguntou a Dora distraída.
– Um tempo de DCAT e estaremos livres por hoje. – comentou a James sorridente.
– Pelo menos a aula é boa. – comentou o Remus se animando um pouco.
A aula não foi tão boa quanto imaginamos. Ficamos só lendo sobre coisas chatas, não teve muita animação ou demonstrações de magia. Acho que o professor estava com preguiça de dar aula hoje e eu com preguiça de estar na aula.
O que? Só por que as pessoas acham que eu sou estudiosa, nerd e todos os outros adjetivos nada simpáticos não quer dizer que eu goste de todas as aulas ou todas as matérias, e principalmente não significa que às vezes eu não preferia estar em outro lugar.
– Pelo menos amanhã é sexta-feira. – disse a Dora animada.
– Eu amo sexta feira! – comentou o James contente.
– E quem não ama? – perguntou a Lene.
– Poderíamos fazer uma festa! – comentou o Sirius empolgado.
– Festa? Festa para comemorar o que? – perguntei não entendendo por que teríamos uma festa.
– Comemorar que é sexta feira. Tem dia melhor que sexta feira? – ele perguntou animado.
– Sábado! – respondi dando de ombros.
– Ignorem a Anã de jardim. – ele comentou, e tenho a ligeira impressão que era comigo, já que ele apontou para mim quando disse “Anã de jardim”. – Vamos ou não fazer uma festa?
– Eu como monitor infelizmente não posso ficar sabendo desse tipo de informação ou vou ser obrigado a te dedurar. – comentou o James com uma cara bem maligna.
Adoro quando o James é malvado com o Sirius, me faz tão bem… Pelo menos não sou a única nesse grupo de malucos que é zoada.
– Então não está convidado para a minha festa. – respondeu o Sirius dando de ombros. – Mas vou levar a Red como acompanhante! – ele disse me puxando para um abraço.
– Até parece que eu vou com você. – respondi ainda irritada pelo “Anã de jardim”.
– E você vai com quem então? O Pontas não vai. – comentou o Sirius.
– Vou com o Remus! – respondi dando de ombros.
– Sem chances, eu que vou com o Reminho. – disse a Dora decidida.
– Por que vocês estão discutindo isso se não vai haver festa? – perguntou o James.
Sinceramente é legal discutir com a Dora, principalmente quando se trata de perturbá-la sobre o Remus.
– Não precisa ficar com ciúmes Jay. Eu posso ir com você. – eu respondi o abraçando.
– Eu adoraria, mas só se fosse uma festa particular, já que não vamos dar uma festa. – ele reclamou.
– E posso saber por que você está tão contrário à idéia da festa? – perguntou a Lene para o James.
Todo mundo diz que é difícil entender a cabeça de uma mulher, mas vou dizer que tudo isso é mentira. Difícil mesmo é entender esses homens malucos. O James, por exemplo, é quase impossível adivinhar o que ele está pensando. O Sirius então nem se fala, já que ele só tem ideias malucas.
– Vamos comer alguma coisa? Toda essa discussão está me deixando com fome. – comentou a Dora.
– Mas ainda faltam dez minutos para a hora do almoço. – comentou o Remus pensativo.
– Mas até chegarmos lá já vai ter dado à hora. – ela respondeu dando de ombros.
Agora que ela comentou realmente eu estou morrendo de fome. Acho que discutir com os amigos dá fome.
Será que se formos pedir para os elfos colocarem o jantar antes da hora eles aceitam? Sei que o diretor não se incomodaria, já que ele é sempre o primeiro a chegar para o jantar. Acho que ele é mais esfomeado que o Sirius é por cerveja.
– Você ainda não disse por que não dar uma festa! – comentou o Sirius para o James assim que nos sentamos para comer.
– Não acho que uma festa amanha vai ser legal. Temos muitos trabalhos para entregar essa semana e isso poderia nos distrair. – respondeu o James fazendo todos nós o olharmos sem entender.
– Quem é você e o que fez com o James? – perguntou a Lene na mesma hora.
– Não sei ao certo se isso é culpa do Remus ou da Lily. – comentou a Dora pensativa. – Pode ser culpa dos dois.
– Tenho tanto orgulho de você! – comentei o abraçando e sorrindo igual uma boba.
– O que eu não faço por essa ruiva? – perguntou o James rindo.
– Você não pode estar falando sério. Quer mesmo dispensar uma festa para fazer trabalho? – perguntou o Sirius desesperado.
– Você já fez o trabalho por acaso? – perguntou o James.
– Claro que não, mas o que isso tem haver? Eu posso copiar o Remus ou da Lily depois. E você pode fazer o mesmo.
– Não vou emprestar mais um trabalho para você Sirius. Já emprestei o de DCAT semana passada. – respondi.
– Eu tenho o Remus quando isso acontece. – comentou o Sirius me mostrando a língua.
– Não tem não. Te emprestei o trabalho de Poções ontem, não vou te emprestar outro. – respondeu o Remus com um sorriso perverso.
– Acho que o Sirius se deu mal. – cantarolou a Dora rindo.
– Estou vendo que já era a minha festa! – ele comentou mal humorado.
– Podemos simplesmente nos reunir depois. – sugeriu a Lene.
– Mas nós fazemos isso todas as noites. – reclamou o Sirius.
– Na verdade nem todas as noites. Tem noite que o James e eu temos assuntos de monitores. – comentei.
– Assuntos de monitores. Odeio quando vocês falam assim. – comentou a Dora com uma careta.
– Eles não podem ficar nos contando sobre as reuniões da monitoria. Seria errado! – comentou o Remus.
– Só porque teríamos informações preciosas em nossas mãos? Quem vê pensa que iríamos usar isso para fazer alguma coisa maligna. – comentou o Sirius.
– Então para que você quer essa informação? – perguntou o James desconfiado.
– Porque somos amigos e gosto de ficar sabendo tudo que acontece com vocês, alias, se acontecer alguma coisa eu posso ajudar.
– O Remus poderia ajudar. Você só iria fazer um plano maluco que nunca daria certo. – respondeu o James maldoso.
Novamente eu volto a repetir: adoro quando o James é maldoso com o Sirius.
– Meus planos sempre dão certo de uma forma ou de outra. – comentou o Sirius convencido.
Estava pensando em um dia qualquer fazer um concurso para ver quem realmente tem um ego maior. Seria o Sirius ou o James? Muitas vezes eles me colocam na dúvida. Como eu poderia medir uma coisa dessas? Talvez com elogios ao longo do dia? Ou sei lá… Cartas anônimas? Entrevista com todos da escola?
Seria uma informação bem útil, já que a Lene sempre que quer alguma coisa apela para o ego dos dois e consegue. Eu poderia usar essa informação para um bem maior.
– Lily! – reclamou o Sirius.
– O que foi? – perguntei emburrada.
Nem posso mais planejar um concurso em paz!
– Uma coruja! – ele reclamou apontando para uma coruja que estava bem próxima de mim.
– O que tem a coruja Sirius? – perguntei entediada.
– É para você! – ele disse impaciente.
– James ele está nos confundindo. – comentei com o James que estava do meu lado.
A coruja nunca que poderia ser para mim, afinal eu nunca recebo cartas por coruja a não ser nas férias quando estou em casa. Meus pais não mandam corujas!
James é que recebe cartas das fãs todos os dias!
– Ruiva a carta é para você. – ele disse por fim me dando um sorriso de lado.
Adoro esse sorriso dele.
– Não é para mim. Eu nunca recebo cartas. – respondi dando de ombros e voltando a comer, alias, fiquei tanto tempo conversando que a minha comida já estava até fria.
– Ô Deus! Eu vou mandar uma carta para você Lil. – comentou a Dora fazendo todos rirem.
– Não estou reclamando. Só estou expondo um fato. – respondi dando de ombros.
– Não vai abrir a carta? – perguntou a Lene um pouco depois.
– Acho que a coruja não vai embora enquanto você não pegar a bendita carta. – comentou o James.
– Se eu abrir a correspondência, um de vocês não venha reclamar. – eu disse me dando por vencida e soltando a carta da coruja.
A mesma saiu voando logo em seguida e nem quis pegar alguma coisa gostosa para comer. Tudo bem que eu não tinha bolacha ou coisas assim, mas quem sabe ela não gostasse de doce de abobora!
Peguei a carta que na verdade nem era mesmo uma carta, no envelope só tinha uma única coisa e garanto que não era um papel.
– Uma rosa? – perguntei estranhando o conteúdo da carta.
– Quem colocaria uma rosa em um envelope? – perguntou o James.
– De onde veio isso? – perguntei segurando aquela rosa vermelha.
– De uma roseira! – comentou a Dora.
– Disso eu sei, só quero saber quem colocou isso aqui! – eu disse um pouco irritada. – Aposto que isso é para você. – eu disse tentando dar a flor para o James. – Ou para você. – disse dando para o Sirius que também recusou.
– Homens não recebem rosas. – reclamou o Sirius.
– Ou até mesmo para você. – eu disse dando a rosa para o Remus.
– Não tem como. Eu estou do outro lado da mesa, ela teria ficado mais perto de mim. – respondeu o Remus dando de ombros.
– É para você Lily. – comentou a Lene.
– Quem me mandaria uma rosa? – perguntei sem entender.
Foi eu dizer isso e todos olharam para o meu lado, consequentemente para o James.
– Eu não mandaria uma rosa. Mandaria um lírio talvez, melhor ainda, eu entregaria pessoalmente como já fiz algumas vezes. Por que alguém manda uma rosa dentro de um envelope? – ele comentou distraído.
– Às vezes a pessoa não queria ser identificada. – comentou a Lene.
– Pode ter alguma coisa na rosa que não sabemos. Não toque nela Lil. – disse a Dora alarmada.
– Eu já toquei! – responde revirando os olhos. – Alias, quem é que colocaria um feitiço em uma rosa? Teria que ser muito doente para fazer isso.
– Não sei não. Por que alguém mandaria uma rosa para a Lily sem identificação e por envelope ainda? – perguntou o Remus pensativo.
– Porque não queria ser identificado. Não vejo porque tanto alvoroço por isso. – comentou a Lene dando de ombros e voltando a comer a sobremesa.
– Mas por que me mandariam uma rosa? E por que anônima? – perguntei sem entender nada.
– Obviamente é um homem que gosta de você. – comentou o Sirius sem importância.
– Ainda não justifica ser anônimo. Sou tão chata assim? – perguntei para o James.
– Só para diamantes… Flores você nunca recusou, mesmo quando não me suportava. – ele respondeu dando de ombros.
– Viu! Eu sou uma pessoa legal. Por que não iriam querer se identificar? – perguntei olhando a rosa tentando ter alguma pista.
– Você pode não ser chata, mas o Pontas é. – comentou o Sirius.
Eu não acho o James chato, principalmente agora que ele parou com aquela história de me chamar para sair todas as vezes que me via.
– Eu sou a simpatia em pessoa. – comentou o James passando as mãos pelos cabelos.
Já comentei que o James tem essa mania? Sempre que ele está tentando se exibir ou fica acanhado ele simplesmente passa as mãos pelos cabelos.
Até que não é uma mania tão feia, mas garanto que por mais que ele passe as mãos pelos cabelos, os fios nunca ficaram no lugar certo. Nunca vi um cabelo mais bagunçado que do meu amigo James. Não que isso seja feio ou ruim, só é diferente e garanto que fica perfeito nele.
Já viram alguém por ai com o cabelo incrivelmente bagunçado, mas que pareça sexy? Às vezes acho que é por causa dos óculos. Afinal os dois são contraditórios.
Quem vê o James de óculos pensa que ele é um rapaz certinho, inteligente, estudioso, educado… Não que ele não seja tudo isso, tirando a parte do estudioso, mas esse cabelo… Simplesmente diz que ele é descolado, moderno, sexy, bem humorado e tudo mais.
Viu como ele fica perfeito com esse cabelo bagunçado?
– Pensando na flor? – me perguntou a Dora.
– Na verdade não, mas deixa para lá. – comentei dando de ombros.
Eu não iria contar que estava pensando no cabelo do James, primeiro que eles, como são todos muito maliciosos, já iriam pensar coisas erradas e também não é nada legal ficar pensando no cabelo de outra pessoa.
– Enfim… A pessoa provavelmente não se identificou por que não quer apanhar. – comentou o Sirius.
Do que essa criatura esta falando agora?
– Quem vai apanhar e por quê? – perguntei.
– Em que mundo você estava? – perguntou o Remus rindo.
– No mundo da Lily eu aposto. – comentou o Sirius sorrindo feliz.
– Eu estava pensando em outras coisas. – respondi ignorando o Sirius.
– Por que o admirador iria apanhar? – perguntou a Dora.
– Porque teríamos que bater nele. – respondeu o Sirius ainda sem se importar em dar explicações.
– E posso saber por que vocês iriam bater no coitado? – perguntou a Lene.
– Porque ninguém pode mandar flores para a nossa garota. – ele respondeu sorrindo.
– Sua garota? – perguntei com as mãos na cintura.
– Não minha garota. Garota do Pontas, mas temos que nos defender, ou seja, o cara iria apanhar até desistir de cortejar a Lily.
– Cortejar? – perguntou a Lene rindo.
– Garota do Pontas? – perguntei irritada.
Desde quando eu sou a garota de alguém? E quando passei a ser a garota do James?
Eu não me importaria realmente que ficassem inventando que sou a garota do James se ele não fosse tão galinha. Já pensou eu estar andando na rua e as pessoas rindo de mim porque meu suposto namorado está me traindo? Não obrigada! Prefiro ser a só a Lily.
– Claro que você é a garota do Pontas. – disse o Sirius.
– Assim como a Lene é a sua garota? – alfinetei.
Adoro fazer isso, principalmente pelo fato que o Sirius nunca admitiu em sã consciência que ele gosta da Lene, em compensação ele já disse isso várias vezes quando estava bêbado. Que pena que a Lene não leva isso em consideração.
– Eu não sou a garota do Sirius. – brigou a Lene. – Não sou a garota de ninguém.
– Exatamente. Sem contar que eu não tenho dona. – comentou o Sirius sorrindo convencido.
– Só porque ela não conseguiu colocar uma coleira em você. – comentou o James rindo.
– Não por falta de tentativas de ambas as partes quando estavam bêbadas. – comentou o Remus fazendo nós rirmos ainda mais, exceto, é claro, o Sirius e a Lene.
– Não estávamos falando da rosa misteriosa da Lily? – perguntou a Lene mudando de assunto.
Resolvi deixar o assunto Lene x Sirius para outra hora, já que tínhamos realmente que descobrir quem me mandou aquela rosa e por que.
– Eu sugiro que joguemos a flor no lixo. – comentei.
Não pensem que eu não gosto de flores, mas sinceramente se a pessoa que me mandou não quis se identificar não é certo eu ficar com a flor. Vai que a pessoa pensa que estou retribuindo seja lá o que for que ela quis dizer com a rosa.
– Não pode jogar a flor fora. Ela não te fez nada Lily. – comentou a Dora horrorizada.
– Não vou ficar com a flor. – eu disse decidida.
– Isso mesmo Lily. Joga fora essa porcaria. Vai que está enfeitiçada. – comentou o James concordando comigo.
– Não está enfeitiçada, se não você já teria apresentado alguma reação. – comentou a Dora pensativa.
– No envelope não tem nenhuma dica? Nome, apelido, marca… Qualquer coisa? – perguntou o Remus.
– Não vi direito, mas acho que não. – respondi desanimada entregando o envelope para o Reminho.
– Podemos colocar um cartaz pela escola assim como nos filmes e pedir para a pessoa se identificar. – comentou a Dora animada.
– Não vamos fazer isso. Muitas pessoas que nem sabem o que está acontecendo iriam aparecer. – comentou o James dando de ombros.
– Podemos simplesmente ignorar. – respondi sem importância.
Deve ter sido um engano. Ninguém me mandaria rosas. Vamos ser honestos… Todo mundo pensa que sou apaixonada pelo James ou qualquer coisa do tipo, alguns até acham que temos um caso escondido. Quem seria louco de desafiar o James e me mandar uma rosa vermelha em um envelope. Sem contar que isso é totalmente cafona.
– Não vamos ignorar! – disse a Lene decidida.
– Não tem nada no envelope. – comentou o Remus derrotado.
– Esqueçam essa porcaria de flor. Vou escovar os dentes. Alguém vai comigo? – perguntei cortando o assunto.
Sinceramente foi uma piada muito sem graça essa flor. Aposto que a pessoa que mandou estava me observando e rindo por eu não saber quem mandou.
– Vamos todos. – respondeu o Sirius vendo que todos já haviam terminado de comer.
– O que vai fazer com a flor, Lil? – perguntou a Lene.
– Vou colocar na água, não vou deixar à coitada morrer. – respondi dando de ombros.
A flor não tem nada haver com tudo isso não é? Mas obviamente não vou colocar no meu quarto ou coisa parecida. Acho que vão gostar dela no salão comunal.
– Não sei por que você ficou irritada com uma declaração tão linda! – comentou a Lene.
– Lily tem um admirador secreto! – cantarolou a Dora.
– Aposto que é mais uma tentativa do James te conquistar. – comentou a Lene.
– Pode até ser, mas ele errou feio dessa vez. – comentei olhando torto para a rosa.
– Só por que você não gosta de rosas? Que mulher não gosta de rosas? – perguntou a Lene inconformada.
– Mulheres gostam de todas as flores. – respondeu o Sirius dando de ombros.
– Eu já disse que não tenho nada haver com isso. – comentou o James dando de ombros. – Não vou negar que a ideia é legal, mas não faz meu estilo.
– Aposto que não vamos mais ter rosas nos perturbando, deve ter sido só essa. – comentei esperançosa.
– Eu duvido. – comentou a Dora pensativa.
– Pois eu acho que o seu admirador não vai desistir tão fácil. – comentou a Lene pensativa também.
– Talvez ele tente outra flor, já que essa não te agradou. – comentou o Sirius.
– Ou mande uma pista dessa vez. Talvez ele tenha pensado que estava bem óbvio sua identidade. – comentou o Remus. – Ou então não quer mesmo ser identificado.
– Eu achei super romântico esse admirador. – comentou a Dora sonhadora.
– Eu gostaria de ter um admirador assim. – comentou a Lene com um suspiro.
– Mulheres são tão previsíveis! – comentou o Sirius entediado.
– Por que diz isso? – perguntei.
– Vocês sempre falam que querem romantismo e tudo mais, mas quando alguém faz isso ficam irritadas. Vocês são todas malucas! – ele respondeu.
– Não é bem assim. Só fiquei irritada por não ter identificação. – reclamei.
– Eu acho ainda mais emocionante se ele desse dicas para que você descobrisse aos poucos. – comentou a Dora.
– Ou se enganasse aos poucos. – respondeu o James irritado. – Esse cara, seja lá quem for, é um covarde. Por que não vem pessoalmente falar com você? Tem medo do que?
– A Lily pode ser perigosa quando quer. – comentou o Remus rindo e fazendo todo mundo rir de mim.
Posso confessar que não entendi a indireta? Eu sou um poço de simpatia e inocência.
– Eu perigosa? Estamos falando da mesma pessoa? – perguntei com a melhor cara de inocente que consegui.
– Quando você está irritada pode ser bem perigosa! – comentou o Sirius pensativo.
– Vamos deixar esse assunto para outra hora. Eu quero é aproveitar o começo do meu final de semana bem merecido. – comentei sorrindo.
– Bem merecido mesmo. Para que tanta lição para fazer essa semana? Já não via a hora de terminar. – comentou a Lene.
– Acho que essa semana os professores estavam revoltados com alguma coisa e resolveram descontar em nós. – comentou a Dora.
– Quem sabe o salário atrasou? Isso deixa qualquer um irritado. – comentou o Remus rindo.
– Ou pode ter acabado as bolachas na sala dos professores. – comentou o Sirius.
– Acho que não temos uma sala de professores. – respondeu o James na dúvida.
– Deve ter sim, ou então aonde eles iriam se encontrar para falar mal de nós? – perguntou o Sirius convicto.
Até parece que os professores não têm mais nada para fazer além de ficar falando mal dos seus alunos, principalmente dos marotos.
– Você pensa cada coisa… Não sei de onde vem tanta imaginação. – comentou a Lene rindo.
– Faço o que posso! – ele respondeu dando de ombros convencido.
O Sirius é sempre convencido e isso é um fato. Não sei como alguém pode ter tanta confiança em si mesmo que nunca, nunca mesmo acha que está errado, ou feio, ou qualquer outra coisa negativa de si mesmo.
– Ou melhor… Ele faz o que quer. – comentou o James comigo.
– O que os dois estão cochichando aí? – perguntou a Dora.
– Estamos falando como acho fofo você e o Reminho juntinhos. – comentei vendo que os dois estavam andando lado a lado, mas infelizmente nenhum deles teve coragem de pegar na mão do outro.
Odeio a Dora e o Remus! Eles são um casal tão lindo, que se amam, mas simplesmente são covardes ao extremo e simplesmente não vão lá e dão um beijo bem dado na outra pessoa. Acho que o Remus é inteligente o suficiente para entender que a Dora é louca por ele, então por que ele simplesmente não vai lá e faz alguma coisa? Eu sei que ele também gosta dela!
– Queria que tivesse jogo amanhã. – comentou o Sirius me tirando dos meus devaneios.
– Jogo? Odeio dia de jogo! – comentei emburrada.
– Pois eu adoro. Todas aquelas pessoas em cima de uma vassoura se matando para fazer um ponto. – comentou a Lene.
– Você gosta do jogo porque tem um monte de homem em cima de uma vassoura se matando. – comentou a Dora rindo.
– Eu adoro dia de jogo. – foi o que a Lene respondeu para a provocação da Dora.
Ou seja, ela concordou! Eu realmente não vejo graça em um monte de gente em cima de um pedaço de pau voando por ai.
– Seria legal ter jogo amanhã para se distrair um pouco. – comentou o James.
– Se distrair de que? Amanhã é sábado! – eu disse tentando lembrá-los que quadribol não é tudo.
– E hoje é sexta feira e ninguém me deixou dar uma festa. O que tem demais que amanhã é sábado? – perguntou o Sirius.
– E lá vem ele com a história da festa de novo. – comentou o Remus revirando os olhos.
Acho que vou começar a cobrar toda hora que alguém revira os olhos. Só eu posso fazer isso. Que parte do “Isso é um gesto da Lily” que eles não entenderam?
– Mas agora temos um motivo para comemorar! – comentou o Sirius sorrindo.
– E posso saber qual motivo? – perguntou a Lene desconfiada.
E quem não ficaria desconfiada com alguma coisa vinda do Sirius com aquele sorriso?
– A Lily tem um admirador secreto! – ele cantarolou imitando a Lene e a Dora minutos antes e obviamente fazendo todo mundo rir.
– Grande coisa, a Lily tem um admirador nada secreto já faz anos e ninguém saiu por ai dando festa. – comentou o Remus.
– Que admirador? – perguntou o James com uma voz que não parecia dele.
– O coelhinho da páscoa. – respondi rindo.
– Ele é tão ingênuo. – comentou o Sirius apertando as bochechas do James.
– Eu diria ciumento, mas já que você prefere ingênuo… – comentou a Lene dando de ombros.
– E novamente estão falando de mim! – comentou o James cansado.
– Não reclame. Seus amigos te amam o suficiente para falar mal de você na sua frente. – comentou o Sirius sorrindo.
– Se me amassem o suficiente, eles não falariam mal de mim. – ele reclamou.
– Por te amar que vemos seus defeitos e te ajudamos a concertar. – comentou a Lene.
– Um defeito dele que ninguém consegue concertar é o ego. – comentou a Dora risonha.
– O sarcasmo também é complicado. – comentou o Remus. – Apesar de que o Sirius é mais sarcástico.
– Ele costuma mentir bastante. – comentei pensativa.
– Ele é bastante ciumento também, e não é só com a Lily. – comentou a Lene.
Ele mente não é? Vivia dizendo que me amava e tudo mais, e é a mais pura mentira.
– Como é que acabamos falando dos meus defeitos? – perguntou o James entediado.
– Eles sempre conseguem entrar em assuntos indesejáveis. – comentei.
– Não estávamos falando sobre a flor que você ganhou? – me perguntou o James.
– Na verdade estávamos falando de como vocês monitores são um “pé no saco” e não me deixam fazer a minha festa. – reclamou o Sirius.
– Não somos um “pé no saco”. Só acho que uma festa agora não iria ser muito legal. – comentei dando de ombros.
– E se for uma festa só com nós seis? – ele perguntou parecendo pensar na possibilidade.
– Já não fazemos isso todos os dias? – perguntou a Lene confusa.
– Isso o que? Festa? Claro que não! – comentou o Sirius.
– Ficar sentados na frente da lareira nos divertindo. – respondeu a Dora.
– Mas nunca temos cerveja. – reclamou o Sirius.
– Eu tenho um amigo alcoólatra. – reclamou o James fazendo drama.
– Não temos cerveja porque eu não bebo. – comentei.
– Você é uma sem graça chata. – reclamou o Sirius.
– A Lily está certa Sirius. Não é porque você é um pinguço que ela tem que conviver com bêbados. – comentou o Remus.
– Como se você nunca ficasse bêbado também. – reclamou o Sirius.
– É engraçado quando vocês ficam bêbados. – comentou a Lene rindo.
– Principalmente quando você fica bêbada junto com eles. – comentou a Dora.
– Isso só aconteceu três vezes. – se defendeu a Leme.
– Eu só tenho amigos bêbados! Se minha mãe descobre, ela me mata. – comentei desesperada.
Será que é tão ruim assim ter amigos bêbados? Tirando o fato que sou eu que tenho que escutar as merdas que eles falam e o bafo de pinga depois?
– Por que não mudamos de assunto? – perguntou o James pensativo.
Às vezes eu queria ser capaz de ler os pensamentos para saber o que se passa naquela cabecinha de cabelos arrepiados.
– Fiquem ai que eu vou arrumar umas cervejas para nos divertimos. – comentou o Sirius assim que entramos no salão comunal.
– Poderíamos ir para o quarto dos meninos ao invés de expulsar todo mundo da lareira. – comentou a Lene vendo que tinha um grupinho enorme de grifinorianos sentados no nosso lugar.
– Eu gostei da ideia. – comentou a Dora olhando sugestivamente para o Remus.
Primeiro de tudo: O Remus é tão lerdo a ponto de não perceber os olhares da Dora? E o que fizeram com a minha amiga? A Dora não costuma ser tão direta assim.
-Vamos para o nosso quarto então. – comentou o James rindo.
Acho que ele também viu o olhar da Dora. Acho que a noite vai ser bem divertida.
Não pudemos correr para o quarto deles, já que o James e o Sirius saíram correndo e o Remus ficou para trás tentando nos atrasar.
Aposto que eles foram tentar tirar as cuecas jogadas no chão. O que? Eles são homens… E homens são bagunceiros, tirando o Reminho é claro.
Quando finalmente conseguimos passar pelo Remus não me espantei quando entrei no quarto e o Tiago estava jogando alguma coisa para debaixo da cama enquanto o Sirius estava jogando roupas dentro do armário.
– Como se não soubéssemos que eles são bagunceiros. – comentou a Lene comigo.
– Pelo menos eles disfarçam. – comentei dando de ombros.
– Tem cerveja. – comentou o Sirius animado.
– Então o que vamos fazer hoje? – perguntou a Dora já se apossando da cama do Remus.
– Minha cama é todo sua, Lene. – comentou o Sirius indicando a cama dele com um sorriso safado.
– E onde você vai ficar então? Na cama do James? – ela perguntou com um sorriso maroto.
Preciso comentar que só tenho amigos malucos?
– Ele não vai ficar com a cama do James, eu é que vou. – eu disse já me enfiando em baixo das cobertas.
– Eu posso ficar com você ruivinha. Prometo que não vai se arrepender. – ele comentou com aquela voz melosa e arrastada que ele usa só quando está tentando convencer alguma menina do quanto ele é charmoso.
– Sinto muito Sirius, mas eu não poderia fazer isso com a Lene. – eu respondi com meu melhor sorriso de inocente enquanto via a Lene ficando vermelha.
Fiquei observando o Sirius tentando convencer a Lene de dar um espaço na cama para ele. Só percebi que o James estava do meu lado quando senti uma mão gelada tocando a minha.
– Eu demorei longos minutos para conseguir me aquecer e você vem com essa mão gelada para cima de mim? Sai para lá James. – reclamei.
– Não reclama! Te trouxe um suco de abóbora. – ele comentou com aquele sorriso enquanto me esticava o suco.
– Por isso que eu adoro você! – eu disse sorrindo para ele e pegando meu suco.
Ele não é fofo?
– Por que não fazemos um jogo em duplas? – perguntou o Sirius.
E percebi que ele já estava sentado na cama dele ao lado da Lene.
– Que jogo? – perguntei interessada.
– Não sei. Só dei a ideia. – ele disse dando de ombros.
– Podemos… – começou o Remus, mas fui interrompido por uma coruja bicando a janela.
– Uma coruja a essa hora? – perguntou o James estranhando antes de me entregar a garrafa de cerveja dele e se levantar.
– É uma coruja da escola. – comentou a Lene pensativa.
– E quem mandaria uma coruja para mim a essa hora? – perguntou o Sirius pensativo. – Talvez uma fã!
– Se eu fosse você não chegaria perto dessa carta. – comentou o Remus para o James que estava abrindo a janela.
Mas para a nossa total surpresa a coruja não foi em direção ao Sirius, ela veio em minha direção. Eu obviamente me escondi debaixo das cobertas do James.
O que? Acharam que eu iria deixar uma coruja desconhecida invadir o quarto e me atacar?
– Ela não vai te atacar ruiva. – comentou o Sirius segurando a risada.
Não vi onde ele acha tanta graça. Eu já fui atacada por muitas corujas, alias, muitas ainda é um número bem pequeno para o tanto de coruja que vem para cima de mim constantemente. Tudo bem, elas vinham para cima de mim, agora elas simplesmente saíram do meu pé.
Obviamente, alguém deve se perguntar por que eu seria atacada por uma coruja. No começo, a Lene me fez acreditar que era por causa da cor dos meus cabelos, mas mesmo depois de colocar uma peruca por alguns dias as corujas ainda estavam me atacando. Obviamente, não demorei muito para perceber que a culpa era do Jay.
Até onde entendi algumas pessoas desse castelo, para ser mais exata algumas meninas insanas, pensaram por algum motivo idiota que o Jay e eu estávamos tendo um caso.
Claro que eu enfeiticei o James na primeira oportunidade depois que descobri a verdade. Quem sabe se ele fosse feio esse povo pararia de me seguir, alias, se ele fosse feio eles não teriam nem começado a me perseguir para começo de conversa, por isso a culpa disso tudo é do James.
– Sai daí debaixo Lil. Ela não vai mesmo te atacar. – comentou o Remus.
Coloquei a cabeça para fora e vi a coruja na cama me esperando sem a menor paciência.
Mas quando eu vi aquilo eu gritei! Ninguém pode me condenar, não é? Não é todos os dias que uma pessoa como eu recebe duas cartas anônimas. Principalmente quando as cartas não são bem cartas e sim rosas.
E lá estava na perna da coruja uma linda rosa vermelha.
Estou sendo perseguida pelo maníaco das rosas. Posso gritar agora?

Betado by Larissa

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sobre Vanessa Sueroz

Autora dos livros Confusões em Paris, Minha última chance, Odiado Admirador Secreto, Presente de Aniversário, Eu te amo mais e Três Botões.

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