26
jan
2012
Por que o livro é mais caro no Brasil?
Categoria : Outros
Vi essa reportagem e concordei 100%. Acho que me dei mal duas vezes: por ser uma leitora nata e por ser escritora!
Não é novidade para ninguém. Nos Estados Unidos e na Europa, um livro sai bem mais barato que no Brasil. Vamos só lembrar um dos muitos exemplos. Na França, um dos volumes com as aventuras de Asterix (vendidos em livrarias, não em bancas) sai pelo equivalente a R$ 8,95. Aqui, custa R$ 17,00. A capa, o tamanho, o número de páginas, os quadrinhos, tudo é idêntico. Só o que muda é o idioma que vem dentro dos balões. Claro: os custos da tradução não explicam o aumento.por Marco Chiaretti
O problema é a tiragem. Enquanto outros países trabalham com tiragens médias de mais de 10 000 exemplares por edição, no Brasil esse número fica na casa dos 2 000. O mercado é pequeno, vende-se pouco, e elevar essa média é produzir encalhes. Daí que, com edições reduzidas, o custo por unidade sobe. O raciocínio é bem simples. Fora o papel, que varia segundo a quantidade de exemplares, toda edição tem um custo fixo, do qual não dá para fugir. Composição das páginas, máquinas, revisões, ilustrações, tudo isso independe da tiragem. E quando se divide o custo fixo pelo número de exemplares, tem-se o custo unitário.
Como o mercado brasileiro se organizou com base nas pequenas tiragens, o preço final de um volume é sempre alto. Mesmo os best-sellers, que vendem dezenas de milhares de cópias, custam caro, já que os editores fixam o preço com base em padrões (um certo “x” por página) estabelecidos a partir das baixas tiragens. A vantagem, dos editores, é que best-sellers dão mais lucro. E quase sempre compensam o prejuízo dos títulos que acabam encalhando nas prateleiras.
O leitor brasileiro é prejudicado pelas tiragens pequenas. Como o mercado de livros no Brasil é bem reduzido, as edições são minguadas. Na média, não passam dos 2 000 exemplares. A equação é cruel: tiragens mínimas projetam o custo unitário lá para as alturas. O leitor, quando pode, é quem acaba pagando a conta. Veja, em porcentagens, para quem vai cada parcela do preço de capa que você paga na livraria:
Papel: Menos de 5%
Às vezes é transformado no vilão da história. O custo subiu — depois do Real, o preço da tonelada de papel branco passou de cerca de 600 para 1 100 reais —, mas não significa nem 5% do preço de um livro.
Editor: Cerca de 25%
O editor fica com algo em torno de 25% do preço de capa. Esse valor paga os custos de funcionamento da editora, a tradução, revisão, paginação e o lucro.
Autor: De 7% a 12%
Recebe em média 10% do preço de capa de um livro, mas essa porcentagem varia. O valor inclui todos os custos de seu trabalho. Na maioria dos casos, o autor não recebe adiantamentos.
Gráfica: Cercade 8%
O custo de impressão de um livro comum, sem ilustrações impressas em papel especial, é da ordem de 8% do preço de capa, sem incluir o preço do papel.
Distribuidor: Cerca de 15%
A maior parte do preço de capa do livro fica na distribuição e venda. O distribuidor atacadista fica com 15%.
Livraria: 40%
A livraria fica com 40% do preço de capa do livro, em média.
(SUPER número 4, ano 5)
Depois dessa acho que vou parar de escrever e abrir uma livraria! Vocês concordam com a reportagem?

















Para mim ainda não está bem explicado. Se com os livros de tiragens pequenas funciona assim, nada obriga a que se dê o mesmo com os best-sellers. Isto é, nada obriga, a não ser a meta de ganhar ‘x’ por página, independemente da tiragem… Mas esse modelo de negócio vai acabar logo logo, quando a Amazon chegar, e editores e livreiros chorarão a ‘concorrência predatória’ de quem vende barato.
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É um absurdo isso. O Brasil quer melhorar a educação e tudo mais sem incentivar a leitura de livros porque eles acham que só porque não são didáticos, não servem para nada.
Esse preço só nos obriga a aprender outras línguas para, caso viaje, compre livros lá que sai bem mais em conta.
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Adorei o post, muito interessante. Mas triste :/
Bjs
Nati
http://www.meninadelivro.com.br/
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No Brasil já tem poucos amantes dos livros, quem sabe se abaixassem um pouco o preço, conseguíssemos mais leitores.
“Depois dessa acho que vou parar de escrever e abrir uma livraria! ”
Concordo!!
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Tenho certeza que se abaixassem o preço dos livros aqui, venderia muito mais.
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Oi tudo bom? Então, é a minha primeira visita aqui no seu e poxa, estou adorando! Estou seguindo e voltarei mais vezes!
Também tenho um blog, passa por lá? Te deixo o link dele:
http://25conto.blogspot.com/
Abraços!
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Que vergonha… Em certa parte da para entender, mas se as livrarias ajudassem… Por isso que muitos aprendem o inglês e compram livros por sites estrangeiros… O custo sai mais barato e o livro em si é bem mais bonito… Bela postagem… E uma coisa que precisamos é o desenvolvimento da leitura no brasil… As pessoas estão sedentárias por leitura… Não querem saber de ler, somente de ficar no computador… E o nosso futuro? Precisamos da leitura. Ela nos faz saber falar e escrever certo…
Beijos Vanessa…
Lucas B.
http://escondidosnolivro.blogspot.com/
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