Por onde começo? 3


Escrever para ser publicado é diferente de escrever para si próprio, mas hoje em dia temos meios de saber se o nosso texto esta bom ou não, escrevendo uma fanfic, por exemplo, e postando.

Quando escrevemos para nós mesmos, como um diário ou reflexões, estamos usando a escrita para pensar. É um ótimo método para esclarecer questões, visto que no papel mesmo as situações mais complicadas vão se organizando. Não é atoa que tantos terapeutas sugerem a seus clientes escreverem um diário. É muito bom para a cabeça produzir textos sobre o que é importante para nós, mas isso é somente para nós. Não saia por aí publicando seu diário!

Quando escrevemos para ser publicados, estamos escrevendo para outras pessoas. O foco passa a ser a necessidade dos leitores e não mais as nossas como escritores.

Quando escrevemos para nós, está certíssimo que tudo esta certo, bem colocado e que tudo é de extrema importância. Quando escrevemos para os outros, precisamos cortar tudo que não seja interessantíssimo para o nosso publico alvo e contribua para o andamento da história, o que provavelmente deixara sua história de 20 paginas com apenas 1 página.

É um difícil exercício escrever para ser publicado, porque em geral a gente gosta do que escreve, acha tudo importante e pensa que todo mundo vai gostar também, e o mais difícil é aceitar que infelizmente nem todos gostam das mesmas coisas que nós e temos que agradar os leitores e não a nós. Se os dois

O problema maior é que as pessoas quando vão ler alguma coisa escolhem os livros de acordo com o que estão passando, as dificuldades que estão vivendo, os sonhos que têm. As vezes estamos vivendo um grande romance, mas o leitor naquele momento prefere um drama. Coisas assim podem acontecer.

Por outro lado, não podemos ter medo. Escrever para os outros é um ato de coragem, de se expor, quando escrever não transmitimos só palavras, mas pensamentos, ideais, formas de ver a vida… Quanto mais honestidade a gente coloca no texto, quanto mais ridículo e perdido a gente se apresenta, tanto mais fácil os leitores gostarem da gente, afinal o importante é o leitor achar algo que pertença a sua vida e seus sonhos nos seus textos.

Quando escrevemos, temos também muita ansiedade a respeito do resultado. Queremos ficar famosos, ser elogiados, de repente até ganhar um dinheirão. É bom saber que a maioria dos escritores não fica nem rica nem famosa, e que nenhum escritor conhecido fez sucesso com o primeiro livro. Nenhum mesmo!

Portanto, vá com calma. Faça o que pode, não pense nos resultados, e vá escrevendo um pouco sempre. Querer escrever o primeiro livro e imaginar que ele vai ser o próximo Harry Potter é pedir para ficar decepcionado. É bem melhor publicar um artigo numa revista, um poema numa coletânea e não ter expectativas loucas.

Mas como podemos saber o que dá para ser publicado?

Existem alguns requisitos mínimos para produzir um texto publicável, isto é, que venha a interessar um editor. Se cumprirmos todos, isso não é garantia de que nosso texto será aceito por um editor, mas já é meio caminho andado!

• Prestar atenção ao que está acontecendo em volta.
A escrita que mais interessa é aquela que fala das preocupações, angústias e felicidades das outras pessoas – e não só as suas – hoje. Os editores desejam obras conectadas com o público, que falem do que importa.

• Falar do que conhece.
Tente sempre escrever sobre o que conhece, coisas que viveu ou que teve alguém muito próximo que passou por aquilo, não adianta você querer escrever um livro contando uma viajem para a Disney se você nunca foi para lá, provavelmente o livro ficará sem detalhes,  mas nada que uma boa pesquisa não possa ajudar. Apenas ajudar! Pesquisas não fazem milagres.

• Ler muito.
Eu sei que parece bem cliche, mas a melhor coisa para saber escrever é saber ler ainda mais. Para escrever bem, você precisa ler todo tipo de literatura, inclusive novos autores brasileiros, romances esquisitos de autores de quem você nunca ouviu falar, arriscar poetas novos. Se você não souber o que os outros estão pensando e publicando, será difícil escrever algo criativo e diferente.

• Não tenha medo de apagar tudo e começar de novo
Você mesmo tem de selecionar o que é bom e o que é mediano entre os seus textos ,não adianta achar que tudo merece virar livro porque ninguém escreve só maravilhas. Até Fernando Pessoa deixou um monte de coisa na gaveta…

• Confiança.
Quando você escreve, acredita que tem algo a dizer. Continue acreditando sempre nisso e busque a melhor maneira de ser autêntico. Editores querem escritos verdadeiros, não materiais artificiais montados para agradar. Faça com o coração que é sempre mais verdadeiro.

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sobre Vanessa Sueroz

Autora dos livros Confusões em Paris, Minha última chance, Odiado Admirador Secreto, Presente de Aniversário, Eu te amo mais e Três Botões.


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3 thoughts on “Por onde começo?

  • Lucas Felix

    Ótima dica para as pessoas que escrevem bastante e não sabem como começar e apresentar um texto para uma pessoa avaliar, é exatamente o que você diz. Não tenha medo de exibir seu texto para alguém, e complementando o que você diz, não tenha medo de receber críticas, analise-as, se for uma crítica construtiva, talvez valha a pena escutar, as que forem críticas só pra contrariarem, que não exista nenhum fundamento, ignore-as.

    Mais uma vez parabéns!

    🙂

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