Parte XXVII


Anteriormente:

– Nós já prendemos o seu chefe.

– Prenderam a pessoa errada. – respondeu a menina confiante.

– Prendemos o Roger. – respondeu Fábio.

– Eu já disse que prenderam a pessoa errada.

– Não acredito em você. – respondi.

– Então morra sem acreditar.

– Quem é? – perguntou Fábio.

Parte XXVII

– Eu posso ser pressa, mas sem um último beijo do Fábio eu não falo nada.

– Você vai morrer só por ter dito isso. – respondi com raiva.

– Me mata e você só vai saber quem é a pessoa verdadeira quando morrer.

– E por que você tem tanta certeza que o Roger é inocente?

– Porque ele infelizmente te ama, e sabia quem era o verdadeiro chefe, mas depois que o Fábio o prendeu ele morreu na cadeia.

– Eu não vou te dar esse gostinho. Você sabe que eu posso te matar agora mesmo. –respondi fitando a garota.

– Então mata. Cometa o seu primeiro crime com 18 anos. – respondeu Solange.

– Como você sabe que já fiz 18 anos?

– Porque o meu chefe está muito próximo de você. – respondeu ela sorrindo.

– E quem é o seu chefe? – perguntou Fábio.

– Digo com gosto se o Fábio me der um último beijo.

– Eu não vou o deixar fazer isso. – respondi.

– E se ele quiser?

– Você quer Fábio? – disse meio desconfiada.

– Claro que não. Por mim ela morria em vez de ir pressa. Não pode gastar lugar na prisão. A prisão já está lotada.

– Se é assim por que você não me mata? – perguntou Solange para Fábio.

– Não quero sujar as minhas mãos com você. – disse Fábio.

– E você Tatiana? – perguntou Solange.

– Vai sujar a minha roupa de sangue. – respondi.

– Então deixa que eu faça isso. – disse Solange.

Até hoje eu não consigo acreditar que a Solange se matou. Mas não tenho nada contra.

Quando Fábio e eu estávamos indo embora começamos a conversar:

– Será que ela estava dizendo a verdade? – perguntou Fábio.

– Não sei. Mas não estou nem um pouco a fim de descobrir.

– E quanto ao Otávio? Será que era verdade?

– Acho que não. Com o tanto de tiro que dei nele… É impossível ele ter sobrevivido. – respondi.

– Se ela estiver certa você ainda corre risco de vida. – disse Fábio.

– Eu tenho quase certeza que ela estava mentindo.

– Eu posso estar enganado, mas sei quando a Solange mente, e não parecia mentira.

– O que você quer dizer com isso? – perguntei.

– Que eu acho que ela estava certa. que prendemos a pessoa errada. Parecia mesmo que o Roger estava a fim de você.

– Como assim parecia que ele estava apaixonado por mim? – perguntei.

– Pelo jeito que ele te olhava. – respondeu Fábio.

– E de que jeito ele me olhava? – perguntei sem entender.

– Com ternura, com carinho.

– Você precisa urgente de um médico. – brinquei.

– Eu estou falando sério.

– E eu também. – respondi determinada ao fazer-lo acreditar.

Algum tempo depois quando essa história já estava esquecida:

– Que belo dia! –disse Fábio.

– Também acho. Pronto para tentar ganhar de mim, Fá?

– Prontíssimo. Mas você é quem deve estar pronta para tentar ganhar de mim.

– Por quê? – perguntei.

– Por que não é só porque hoje você faz 19 aninhos que eu vou deixar você ganhar de mim.

– Como eu estou ficando mais velha, eu também tenho que estar ficando mais forte. – respondi sorrindo.

– Mas não precisa ser exatamente no seu aniversário.

– É que vai ser divertido ganhar de você. Faz um tempinho que isso não acontece.

– Por quê? – perguntou Fábio.

– Porque você agora está com a mesma idade que eu.

– É, mas daqui a dois meses eu vou estar com 20 anos.

– Mas faltam três meses como você mesmo disse.

– Você só fala besteira. – disse Fábio me dando um beijo no rosto.

Naquele dia eu comecei a assumir a agência junto com o Henrique. O dia foi normal “na medida do possível”. quer dizer foi normal até a hora de dormir.

Fábio ficou trancado das seis às nove da noite na sala do meu pai (que agora é do Henrique) junto com o próprio Henrique, minha mãe e meu pai, e Fábio estava conversando com eles, e eu tive que ficar agüentando a chata da namorada do Henrique. A Thais (para quem não se lembra à namorada do Henrique) ficou me infernizando querendo saber o que eles tanto conversavam. Mas é claro que mesmo se na época eu soubesse do que se tratava eu não teria falado nada. quer dizer acho que tinha falado de tanto ela me infernizar. Ela ficava falando:

– Será que eles estão falando de mim? – perguntou Thais.

– Não sei. – respondi friamente.

– Eles podem estar discutindo a minha situação com o Henrique. – respondeu Thais com um ar triunfante na voz.

– Duvido. – respondi ainda mais fria na voz.

– Já está na hora de nós nos casarmos.

– Você quer o meu irmão ou o dinheiro dele? – perguntei com ar de amizade.

– Como você pode pensar tão mal de mim Tatiana? – perguntou Thais falsamente.

– Quem sabe é porque eu não vou com a sua cara. – respondi virando o rosto para a parede me recusando a olhá-la.

– Eu nunca fiz nada para você me odiar tanto. – respondeu Thais se fazendo de vitima.

Olhando assim, desse jeito, até esse momento todos iriam falar que eu estava sendo grosseira com a menina, e ela realmente era a vítima, mas não foi assim que as coisas ficaram…

– Fábio uma vez me disse que não precisamos de motivos para não gostar de alguém. Porque com certeza essa pessoa fez ou vai fazer algo que você não vai gostar. E de você eu espero tudo principalmente o golpe de baú. – respondi já muito irritada.

– Você quer mesmo que eu faça algo para você me odiar? – perguntou ela já alterada. Deixando a voz de falsa para nervosa.

– É só você se casar com o meu irmão e terá a maior inimiga que você possa imaginar. – respondi olhando ela se alterar.

– Então vou dizer que sim.

– Quê? Sim para quê?

– Tenho certeza que o Henrique vai me pedir para casar com ele. Está na cara. – respondeu ela alegremente.

– Então porque o Fábio está na reunião também e eu não?

– Porque você não serve para nada e o Fábio é mais inteligente que você. – respondeu ela já se levantando e indo na minha direção.

– Como você se atreve? – perguntei também me levantando.

– Fica quieta Tatiana, eu sou mais velha que você. – disse ela levando o dedo à boca para que eu ficasse quieta.

– E eu com isso? Não me importo que eu tenha 19 anos e você 24. Agora que eu me toquei que você é mais velha que o Henrique.

– E o que isso tem a ver? – perguntou ela sem entender.

– Que eu posso te bater. – respondi.

– Eu também sou uma agente. – respondeu ela.

– Mas não era para ser. Você só entrou aqui porque meu irmão pediu pelo amor de Deus para o meu pai deixar. Até promessa ele fez.

– Cala a boca fedelha. Quando eu me casar com o seu irmão tenha certeza que você vai ser obrigada a se casar com o meu irmãozinho. – respondeu ela.

– Que irmãozinho? – perguntei assustada.

– Meu irmãozinho de 15 anos.

– Ele é muito novo para mim. E você não pode me obrigar a nada. Se você não percebeu, eu tenho namorado. – respondi.

– Os seus pais logo-logo morrem e o Henrique vai ser responsável por você, resumindo eu vou mandar em você.

– Eu sou maior de idade. – respondi triunfante.

– Mas para o seu irmão você sempre vai ser a doce Tati, uma garotinha de 9 aninhos que não sabe se defender. E de doce você não tem nada.

– Vê se você se olha no espelho garota, você não pode nada, Thais. – respondi incrédula.

– Vamos ver quem ganha essa. – respondeu a garota.

– O que está acontecendo aqui? – perguntou Henrique chegando na sala onde estávamos.

– Essa garota está me desrespeitando – respondeu a Thais docemente.

– Vai catar coquinho Thais. É você que está querendo dar o golpe no meu irmão.

– Isso é verdade Thais? – perguntou Henrique sem entender.

– Claro que não amor. A sua irmã só está um pouco chateada porque nós vamos nos casar. – respondeu Thais abraçando o Henrique.

– Quem disse que nós vamos nos casar? – perguntou ele se afastando dela.

– Você não está querendo me pedir em casamento? – perguntou ela sem entender.

– Nunca quis isso. Da onde você tirou essa idéia? – perguntou Henrique mais confuso que a Thais.

– Sua garotinha mimada, você vai se ver comigo. – disse a Thais indo para cima de mim.

– Vem para cima se é mulher, vem… – a chamei para brigar.

– Sua pirralha insolente.

– E você é alguém que não tem capacidade de conseguir as coisas de um jeito justo sua vigarista. Já disse vem para cima se é mulher. Ou você está com medo de apanhar? Do meu irmão você não vai chegar perto. – provoquei.

– Eu só não bato em você porque eu cuido de você quando eu me casar. – respondeu ela.

– Meus parabéns pelo casamento. Com quem é? – perguntei cinicamente.

– Eu os escutei conversando sobre o casamento, e de quem mais poderia ser além do meu? –perguntou Thais confiante.

– Quem sabe meu irmão tenha criado coragem e se case com alguém digno dele. A Sandra, por exemplo.

– Você é uma… – começou ela.

– Se você abrir a boca para falar besteira da minha irmã você vai se entender comigo. – disse Henrique a interrompendo.

– Henrique, meu amor, a sua irmã deve estar ficando louca, eu nunca iria ofender uma garotinha tão bonitinha quanto ela.

– Você se esqueceu que eu estava aqui quando você estava xingando ela? – perguntou Henrique muito nervoso.

– Eu xingando ela? Que acusação grave. Eu nunca faria isso. – começou a mentir Thais.

– Mãe, pai e Fábio continuem a conversa vocês sabem o que eu penso. Vou resolver uma coisa. Thais você vem comigo. – e saiu puxando a Thais para a porta.

– Mas meu amor eu não fiz nada. – respondeu ela inocentemente.

– Tati é melhor você vir comigo também ou ir para o seu quarto. Deixe-os conversando. – disse Henrique quando chegou à porta.

– O que vocês tanto conversam? – perguntei.

– Nada não Tati. – respondeu Fábio.

– Como assim nada não Fá?

– Depois você vai saber. Quando for a hora certa eu te conto. – respondeu ele misteriosamente.

– Não gosto que me escondam nada.

– Não se preocupe. –respondeu Fábio.

Henrique foi para o quarto dele com a Thais, eu estava escutando a discussão deles do meu quarto com a porta fechada. O Henrique estava furioso.

Quando era oito e meia o Henrique veio no meu quarto:

– Tati eu posso dormir aqui com você?

– Claro maninho. Aconteceu alguma coisa? – perguntei.

– A Thais não pode ir para casa hoje. Ela vai amanhã de manhã.

– Vocês terminaram? – perguntei.

– Terminamos.

– Me desculpa, não foi essa a minha intenção. – menti um pouco.

– Eu já deveria ter feito isso há muito tempo. – respondeu ele meio triste.

– Você não gosta mais dela?

– Não posso dizer que não gosto, mas a nossa relação não estava legal.

– Entendo. O que você vai fazer agora?

– Vou atrás da Sandra, a pessoa que eu sempre amei.

– E porque não foi antes?

– Porque eu estava pensando que seria melhor ficar com a Thais mesmo sem amor. – respondeu Henrique.

– A melhor coisa mesmo, é seguir o coração.

– E é isso que Fábio está fazendo. Ou tentando. – respondeu Henrique.

– Quê? –perguntei confusa.

– Nada não. Depois ele te conta.

– Mas o que vocês estavam conversando tanto? – perguntei.

– Depois o Fábio te conta. – respondeu Henrique misteriosamente.

– Isso não está me cheirando bem.

– Mas para mim está. Fica calma acho que você vai gostar.

– Do que você está falando? – perguntei novamente.

– Tenha paciência. – pediu Henrique.

– Você sabe que eu te amo não é maninho?

– Claro que sei. Mas porque você está dizendo isso? – perguntou curioso.

– Estou com o coração apertado. Acho que vai acontecer alguma coisa. – respondi.

– Se for coisa boa…

– O meu pressentimento é ruim. – respondi.

– Ele deve estar com defeito, pois é uma coisa ótima coisa o que está acontecendo naquela sala.

Alguns minutos depois o Fábio vai para o meu quarto.

– Decidiram Fábio? – perguntou Henrique.

– Claro. – respondeu Fábio.

– Decidiram o quê?

– Que sim. – respondeu ele sorrindo.

– Então boa sorte. Depois eu volto Tati. – disse Henrique saindo.

– Aonde você vai Henrique? – perguntou Fábio.

– Vou falar com a minha mãe e com meu pai.

– Então tudo bem. – disse Fábio observando Henrique sair.

Depois que o Henrique saiu já eram quase dez da noite.

– Tati eu quero falar um assunto sério com você. – disse ele ainda mais sério que o seu tom de voz.

– É melhor deixar para amanhã se o assunto é sério.

– Por quê?

– Porque eu estou com sono. – respondi.

– Não se preocupe com isso. Tati eu estava querendo fazer uma coisa, mas acho que sou muito novo então fui falar com os seus pais para ver o que eles acham, mas eles disseram que sou novo, mas que deveria fazer isso porque estamos há muito tempo juntos. – disse Fábio enrolando.

– Eu não estou entendendo nada. – respondi.

– Não precisa me responder nada agora. Pode pensar eu não vou ficar chateado, eu vou entender.

– Fala logo Fábio eu já estou curiosa.

– Tatiana Purpuse você… – mas eu o interrompi.

– Porque você falou meu nome inteiro? – perguntei.

– Me deixa terminar? – perguntou ele impaciente.

– Claro. – respondi.

– Tati você quer se casar comigo?

– Eu estou ficando louca ou você me pediu em casamento? – perguntei por que não estava acreditando nos meus ouvidos.

– Foi exatamente o que eu disse.

– Meu Deus eu nunca imaginei que você poderia me pedir em casamento.

– Eu sei que somos jovens, mas nos amamos desde quando tínhamos 14 anos. –disse ele pensativo.

– Eu não tenho palavras. – respondi emocionada de mais para dizer alguma coisa.

– Pode pensar à vontade. Sei que é uma decisão difícil.

– Mas eu posso responder agora. – respondi alegremente.

– Pode? – e ouvimos a porta abrir.

– Claro. A minha resposta é…

E caí no chão com duas balas no peito. Quando Fábio olhou viu a Thais com uma arma na mão dizendo:

– Eu disse que iria me vingar de você por tudo que você me fez, inclusive acabar com o meu império, a minha CMFC.

Nisso o Henrique e meus pais já tinham chegado.

– O que está acontecendo? – perguntou minha mãe.

– A Thais deu dois tiros na Tati, precisamos leva-lá para o hospital. – disse Fábio chorando desesperadamente.

Meus pais e o Fábio me levaram para o hospital e o Henrique prendeu a Thais e foi em seguida. No hospital meia hora depois…

– Quem são os parentes de Tatiana Purpuse? – perguntou o médico.

– Somos nós. – responderam todos se aproximando do médico.

– Sinto informar, mas a senhorita Tatiana está em coma profundo.

– Isso só pode ser mentira. – disse Henrique segurando o choro.

– Sinto muito pela família.

– E quanto tempo ela pode ficar assim? – perguntou Fábio.

– Um minuto, uma hora, um dia, um mês, um ano, o tempo é indeterminado. – respondeu o médico sem emoção.

– Podemos vê-la? – perguntou minha mãe.

– Claro. Seria aconselhável que um de vocês esteja sempre aqui por perto.

– Claro. – respondeu meu pai.

Bem durante o tempo que eu estava em coma, não aconteceu nada de interessante com ninguém a não ser comigo. Não sei dizer se foi sonho, ou se aquilo aconteceu de verdade, mas vou contar tudo.

Assim que a bala me atingiu eu quis gritar, mas não tinha forças, quis chorar, mas não tinha lágrimas, quis dizer sim, mas o som não saía da minha boca. Tive a sensação de estar entrando em outra dimensão, outro lugar, outro tempo, sentia o sangue ferver e como se o meu corpo estivesse prestes e perder todas as forças e a partir daquele instante não vi nem ouvi mais nada, De repente vi algo brilhando, senti meu corpo inteiro radiante de energia, corri em direção a algum lugar que não saberia explicar.

Em poucos instantes me vi diante de um jardim, do lado que eu estava tinham flores, era tudo verde, mas tinha um lado obscuro, árvores espedaçadas, destruídas, não parecia nada com o lugar onde eu me encontrava. Lá longe avistei alguém com uma roupa toda branca. A pessoa vinha na minha direção, mas na hora não há reconheci. Quando a pessoa se aproximou mais, pude ver um rosto familiar, com uma expressão totalmente agradável. Logo reconheci, tentei falar com a pessoa, mas não tive voz. Quando ela se aproximou falou comigo:

– Como está se sentindo? – perguntou.

Eu fiz gestos para a pessoa poder saber que eu não conseguia falar.

– Isso é normal. Logo-logo você se acostuma com a atmosfera daqui. Pelo que eu saiba você não morreu.

Fiz que não com a cabeça.

– A sua vida vai ser belíssima, se você optar por tê-la.

Aos poucos está conseguindo falar de novo.

– Eu posso escolher? – perguntei sem entender.

– Pode. Mas pelo que sinto você está com medo de voltar.

Fiz que sim com a cabeça.

– Venha vamos conversar.

Eu o segui.

– As coisas estão complicadas para você certo?

De novo fiz que sim com a cabeça.

– Você conhece de cor a sua vida até os seus 14 anos, mas depois começou a complicar tudo.

– Não tenho como explicar como foram às coisas até agora. – respondi.

– Então eu explico. Você se apaixonou pelo Fábio e logo em seguida descobriu que ele estava na mesma agência que você, e seria o seu novo parceiro.

– Eu não quis me apaixonar por ele. – quis me explicar.

– Eu sei Tati. Mas logo em seguida você prendeu Charles se fingindo de Carla, e com isso começou a namorar Fábio.

– E a sua história foi revelada.

– Só porque todos souberam como eu morri, não significa que eu tenha me arrependido de ter me matado por você, mesmo sem necessidade.

– Mas Biel, aquilo não foi justo. – respondi chateada.

– A vida é assim. Logo em seguida a Solange foi seqüestrada e o Otávio reapareceu na sua vida.

– Não queria que aquilo tivesse acontecido.

– Nós já prendemos o seu chefe.

– Prenderam a pessoa errada. – respondeu a menina confiante.

– Prendemos o Roger. – respondeu Fábio.

– Eu já disse que prenderam a pessoa errada.

– Não acredito em você. – respondi.

– Então morra sem acreditar.

– Quem é? – perguntou Fábio.

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sobre Vanessa Sueroz

Autora dos livros Confusões em Paris, Minha última chance, Odiado Admirador Secreto, Presente de Aniversário, Eu te amo mais e Três Botões.

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