Parte XXVI


Anteriormente:

– Você está no meu quarto. – respondi.

– Você esta bem não está? – perguntou Fábio preocupado ao ver sangue no meu braço.

– Estou. Foi só um tiro de raspão. Obrigada.

– O que aconteceu?

– Você me salvou como de costume.

Parte XXVI

– Tem certeza que você está bem? – perguntou.

– Tenho certeza absoluta. Mas é para você parar de se preocupar comigo e se preocupar com você. Porque você se jogou na minha frente? – perguntei.

– Eu não poderia deixar você morrer. – disse ele ainda fraco.

– E como você sabia que eu estava sem um colete à prova de balas? –perguntei.

– Conheço o seu corpo. Percebi logo quando você entrou na sala. Pensei que nunca mais iria te ver. – respondeu docilmente para mim.

– Pensou errado. – respondi sorridente.

– Tirei uma vantagem… – disse Fábio.

– Qual?

– Você voltou a ser agente. – respondeu Fábio sorrindo.

– Não voltei não. – respondi me levantando.

– Voltou sim. Você resolveu um caso. Você me salvou.

– Não. Eu fiz o que achei certo.

– O que aconteceu com a Solange e a Bruna? – perguntou Fábio.

– A Solange foi chorar pela morte do Otávio e a Bruna porque estava perto de você o tempo todo e não pode aproveitar. – respondi sorrindo.

– Como assim?

– Se esqueceu que ela te ama? – perguntei rindo.

– Coisas ruins é melhor nem lembrar. Mas e você? – perguntou ele.

– Eu o quê?

– Ainda me ama? Você vai namorar comigo? Vai me dar uma segunda chance? – perguntou segurando a minha mão.

– Amar eu amo. Te dar uma segunda chance quem sabe… Mas namorar você vai ser difícil. Eu estou voltando para o hotel.

– Como assim voltar para o hotel? Você não pode me deixar.

– Sinto muito, mas meu lugar não é aqui. – respondi tirando a minha mão da mão dele.

– Como não? A sua família está aqui. Tudo isso é seu.

– Eu não quero nada disso. Minha família eu posso visitar. Só não sai do país ainda porque sou menor de idade.

– Mas dentro de um ano não será. – disse Fábio tristemente.

– Tenha certeza que venho me despedir.

– Você não tem dinheiro. – disse ele tentando achar um meio de não me deixar sair de perto dele.

– Eu posso arrumar outro emprego.

– Mas você não precisa. – respondeu Fábio.

– Esse dinheiro é dos meus pais e do Henrique.

– Esse dinheiro é da sua família. – respondeu Fábio.

– Você disse tudo. É da minha família. – respondi gentilmente.

– Você está ainda mais orgulhosa.

– Eu estava trabalhando. Não ganhava muito, mas dava para sobreviver.

– Estava? – perguntou Fábio.

– Estava. Te falei no telefone.

– Trabalhando do quê?

– De professora.

– Você não tem cara de professora. – fez-se uma breve pausa. – Mas professora do quê?

– De línguas. Ensinava português, inglês, espanhol, francês, russo, italiano e japonês.

– Mas como você estava fazendo? Estava em alguma escola?

– Estava trabalhando em uma escola particular da região. – respondi.

– Mas você não tem faculdade. E muito menos idade. – disse Fábio tentando arrumar desculpa para eu voltar para o hotel.

– Eu sei. Mas mesmo assim eu fui aprovada.

– Quanto você recebia por mês? –perguntou.

– Depende de quantas aulas eu dava.

– Você recebia por aula?

– Isso mesmo. – respondi.

– E quanto você recebia por aula?

– Depende do que eu estava ensinando. Mas não quero falar nisso agora.

– Você vai a algum lugar? – perguntou Fábio.

– Assim que você estiver totalmente bem eu volto para o hotel.

– E quanto tempo isso vai demorar? – perguntou Fábio tristemente.

– Pelo que estou vendo só cerca de vinte minutos.

– Você não pode ir embora assim.

– Assim como? – perguntei.

– Assim sem ao menos ter dado um final feliz a nossa história de amor. – respondeu Fábio com os olhos brilhando de emoção.

– Se você quer uma história com final feliz vá assistir um filme, uma novela ou ler um livro. Na vida real as histórias não acabam com um final feliz.

Logo quando acabei de dizer isso o Henrique entra no meu quarto.

– Estou atrapalhando? – perguntou na porta.

– Não. – respondi.

– O que você está fazendo? – perguntou para mim.

– Estou arrumando as minhas coisas.

– Vai viajar? – perguntou Henrique.

– Vou.

– Mas desta vez você volta? – perguntou com esperança.

– Só se for para uma visita bem rápida. – respondi.

– Mas você nem acabou os estudos. – respondeu Henrique.

– Eu estava estudando por lá. E como tenho um conhecimento avançado eu já terminei os meus estudos.

– Quanto tempo faz que você terminou os estudos? – perguntou Fábio entrando na conversa.

– Faz uns cinco meses. – respondi ainda arrumando as malas.

– E porque você não disse? – perguntou Henrique.

– Esqueci.

– Você não esqueceu de uma coisa tão importante.

– Tem razão. Não estava a fim de contar. Bom, agora tenho que ir.

– Só uma coisa: Para que tanto disquete? – perguntou Henrique.

– Os que tinham etiquetas têm algumas idéias que um dia tive para melhorar a vida dos agentes. E outros com a etiqueta colorida têm alguns trabalhos, e os que não tem etiquetas e são cinza tem fotos, e os pretos sem etiquetas é a estrutura de alguns programas que eu criei.

– Como quais? – perguntou Henrique sem entender.

– Essa cápsula que dei para o Fábio.

– Você está dizendo que inventou aquela cápsula? – perguntou Fábio.

– Isso mesmo. Tchau, até algum dia. – disse me virando para partir.

O Henrique fez um gesto para o Fábio e saiu correndo em direção a porta, a trancou por fora, então Fábio se levantou e foi até mim.

– Eu não vou deixar você ir.

– Porque não? – perguntei.

– Porque eu não passei por tudo isso para ver você me abandonar mais uma vez.

– E eu não passei por tudo isso para não cumprir com o meu destino. – respondi.

– O seu destino sou eu. – disse Fábio emocionado.

– Não. O meu destino é ser alguém que eu não sou.

– Você está errada! – disse Fábio segurando meu braço.

– Porque diz isso?

– Porque o seu destino é com a sua família, com a agência que você trabalhou por tantos anos, e principalmente comigo.

– No meu destino há poucas ligações com tudo isso que você falou.

– Não há? Você me ama e eu te amo. Por que não podemos ficar juntos? – perguntou Fábio.

– Porque somos totalmente diferentes.

– Todos dizem que os opostos se atraem.

– Dizem e é verdade. Mas ninguém disse que os opostos vivem bem juntos. – disse fazendo ele me soltar.

– Podemos criar um novo ditado popular. – apelou Fábio.

– Me de um bom motivo para ficar. – pedi.

– Você só quer um? – disse como se tivesse vários motivos.

– Só. Mas tem que ser um motivo que eu não tenha como falar que não.

– A única coisa que eu posso te oferecer é isso… – dizendo isso ele me beijou. – Então, agora você pode falar…

– O amor é uma das melhores coisas que temos na vida, mas… – comecei e ele me interrompeu.

– Eu sei que não é a única, mas é o que eu posso te oferecer. – respondeu amorosamente.

– Se é só isso que eu ganho ficando contigo… Tenha certeza que eu fico, mas se eu ganhar algo mais como mais mortes, mais brigas, mais desgraças, tenha certeza que vou embora na mesma hora.

– Isso quer dizer que você vai ficar? – perguntou ele alegremente.

– Não. Quer dizer que eu vou voltar.

– Como assim? – perguntou confuso.

– Mesmo se eu fosse ficar eu iria ter que ir ao hotel resolver alguns assuntos, então eu vou resolver esses assuntos, mas só volto quando eu completar 19 anos. Ou tiver uma vida certa… Casa, dinheiro, essas coisas.

– Mas ainda faltam dois anos e meio ou mais.

– Coisas da vida.

– Eu não vou deixar você sair daqui. – disse entrando na frente da porta.

– Você não está bem para tentar fazer nenhum tipo de gracinha.

– Quer apostar que estou? – perguntou Fábio.

– Quero.

– Quero uma pequena luta, sem armas, sem nada, só o corpo, se eu ganhar você fica se eu perder você pode ir.

– Você está fraco demais para isso. – respondi tentando passar.

– Não estou não.

– Então tudo bem. Mas aqui? – perguntei.

– Porque não?

– Se você quer assim… Por mim tudo bem.

O Fábio ganhou de mim com a maior facilidade.

– Você fica. – disse ele triunfante.

– Como você fez isso? – perguntei me levantando.

– Eu simplesmente atrasei o seu relógio.

– Como assim?

– Você pensou que faltavam cerca de quinze minutos para eu estar com todas as minhas forças de volta, mas na verdade eu já recuperei as minhas forças faz mais de meia hora.

– Isso não vale. Você me enganou.

– Não. Eu disse que estava bem, e pronto. E não esqueça, eu ganhei. Você resolve os seus assuntos e volta.

– E quem te garante que eu vou cumprir? – perguntei.

– Confio em você sei que você tem palavra.

– Não sei o que te dizer. – respondi sem olhar em seus olhos.

– Não diz nada. quer dizer… Me diz que sim. – disse fazendo com que eu olhasse em seus olhos.

– Sim o quê?

– Que você vai ser minha de novo. – pediu ele me olhando nos olhos.

– Não posso te dizer isso, pois não sei a resposta.

Fiz como eu tinha prometido, resolvi tudo e voltei. Agora eu já tinha 18 anos, e não sabia o que fazer da vida. Quando eu cheguei à minha casa vi uma carta em cima da minha cama no envelope só dizia: Para Tatiana. E no verso tinha: Espero te ver em breve ass. Otávio.

Claro que ele deve ter mandado a carta antes de morrer. Então como vi que não apresentava perigo nenhum, fui logo abrindo para ver o que dizia:

“Te amo, te amo muito, venha me ver estou com saudades, repare que sei até o perfume que usa. Cheirei a carta. Não é o seu perfume? Gostou? Essa era a minha surpresa para você.”

Quando eu senti o cheiro do perfume eu logo desmaiei. Fábio e Henrique que sabiam que eu tinha voltado ligaram várias vezes para casa, mas ninguém atendeu ao telefone, então resolveram ir lá. Quando eles me encontraram e leram à carta me levaram direto para a agência e chamaram um médico. Alguns minutos depois:

– Então o que ela tem? – perguntou Henrique preocupado.

– Ela é drogada? – perguntou o médico para os dois.

– Não. Mas porque está perguntando? – perguntou Fábio.

– Ela estava cheirando cola.

– Como assim? – perguntou Henrique assustado.

– O organismo dela está identificando que ela estava cheirando cola e tem um pouco de cocaína…  Ela teve uma overdose. – respondeu o médico.

– Foi o Otávio. Mas ela vai ficar bem? – perguntou Fábio.

– Vai. Parece que ela tomou alguma coisa para anular o efeito da droga há pouco tempo. Em algum tempo ela acorda.

– Muito obrigado doutor. – respondeu Henrique.

O médico foi embora. Depois de uns vinte minutos eu acordei.

– Fábio? O que você está fazendo no meu quarto? – perguntei.

– Você está na agência Tati. – respondeu ele.

– Como eu vim parar aqui?

– Eu te trouxe. Você estava desmaiada no quarto. O que aconteceu? – perguntou curioso.

– Eu estava lendo uma carta que tinha na minha cama, depois quando senti uma tontura tomei um remédio para anular as drogas e não lembro de mais nada.

– Você cheirou a carta? – perguntou Fábio.

– Claro. Dizia que estava com o perfume que eu uso.

– Só tinha cola e cocaína.

– A carta estava com a data de alguns dias antes do Otávio morrer.

– Se lembra que ele falou que riria te deixar uma surpresa? – perguntou lembrando de uma conversa que o Charles e a Carla tiveram com o Otávio.

– Lembro.

– Acho que está era a surpresa. – respondeu Fábio.

– Ainda bem que ele não vai mais poder fazer nada destas brincadeirinhas.

– Tem razão.

Alguns dias depois:

– Alô! – disse Fábio dormindo no C.A.

– Alô oi Fá.

– Tati? São seis da manhã. – respondeu Fábio praticamente dormindo.

– É que eu quero que você vá à agência comigo.

– Você vai voltar a ser agente? – me perguntou acordando rapidamente.

– Não seu bobo! Eu quero ter uma conversa com o meu pai e com a minha mãe.

– E eles estão na agência a está hora? – perguntou Fábio.

– Estão sim. Então você vai comigo?

– Vou me trocar.

– Ótimo daqui cinco minutos eu estou ai.

– O que você quer falar com eles que não dá para esperar até à tarde? – perguntou Fábio curioso.

– Tenho uma pergunta para fazer, que acho que você também vai gostar de saber a resposta.

– Que pergunta? – perguntou Fábio desconfiado.

– Você vai ver. Eu já falei com o Henrique.

Quando nós chegamos na agência:

– Vamos maninho? – perguntei para o Henrique.

– Vamos. Os dois estão nos esperando.

Na sala do meu pai…

– Então qual era a pergunta que os dois curiosos quêriam fazer? – perguntou minha mãe.

– Queremos saber como surgiu a agência. – disse Henrique.

– Dá onde que vocês tiraram essa pergunta? – perguntou Fábio, meio espantado.

– É que eles são os donos, eles têm que saber como a agência foi criada.

– Essa é uma pergunta fácil de responder filhos. – disse meu pai.

– Então podem falar. – respondi.

– Eu e a sua mãe éramos considerados gênios no colégio e acabamos nos apaixonando. Logo tivemos a idéia de juntar nossas forças e fazer algo para ajudar as pessoas, então começamos um projeto. Eu entendia muito de tecnologia e sua mãe tinha muita agilidade (força), claro que ela entendia de tecnologia e eu tinha agilidade também, mas era menos…

– Tipo eu e a Tati? – perguntou Henrique.

– Isso mesmo. Então começamos a ajudar o pessoal do bairro e com isso estávamos cada vez melhores e estávamos conseguindo juntar um dinheiro, para poder fazer algo maior. Com o passar dos anos tivemos que contratar pessoas para nos ajudar e precisamos de um lugar para ficar, então alugamos esse lugar e construímos a agência, e cada vez ela foi ficando maior e hoje é o que é. – respondeu meu pai.

– Vocês eram tipo gênios? – perguntei.

– Éramos iguais a vocês, claro que vocês são mais inteligentes que nós na época, mas é que vocês receberam um dom de dois gênios, por isso são tão inteligentes e ágeis.

– Eu não me acho tão inteligente. – disse meio que chateada.

– É que você não foi criada para tal coisa. Quando eu e seu pai percebemos que você era igual seu irmão e tivemos medo que vocês não gostassem disso então fizemos de conta que nós não sabíamos de nada. Por exemplo: vocês dois, já sabiam ler e escrever com apenas dois anos de idade. O Henrique com cinco anos inventou uma arma com um tiro que rastreia qualquer pessoa. Você com cinco anos já ganhava da máquina (que usamos para treinamento), no nível vinte. Coisa que muitos agentes com anos de experiência não conseguem fazer. Não queríamos que vocês sofressem rejeição por parte do pessoal da idade de vocês, então fingimos não saber de nada.

– Resumindo: nós somos gênios? – perguntou Henrique rindo.

– Para o mundo normal sim. Mas para o mundo dos agentes vocês só têm um QI meio alto. – respondeu minha mãe.

– Como assim o mundo normal?

– Pessoas que não são agentes, pessoas comuns. É que só viram agentes quem tem um QI alto para a sociedade em que vivemos.

– Qual tem que ser o QI de um agente? – perguntou Henrique.

– No mínimo de uns 90.

– Para uma pessoa normal? – perguntou Fábio.

– Se você tiver um QI acima de 65, você é considerado super inteligente.

– E de quanto é o meu QI? – perguntou Henrique.

– O seu é de mais ou menos 116, e o da Tati como ela é mais nova é cerca de 109, o do Fábio fica por volta de 112, 113.

– E o de vocês? – perguntou Henrique.

– O meu é 120 e o do seu pai é 121.

– Vocês estão dizendo que somos considerados gênios para pessoas como os meus professores? – perguntou Fábio.

– Isso mesmo. Por isso que a Tati pode dar aula. Ela com dez anos já tinha o mesmo QI da professora. – respondeu meu pai.

– Então a agência surgiu porque vocês eram super dotados? – perguntei impressionada.

– Exatamente. – respondeu minha mãe.

– E porque a regra n° um é que nenhum pai, parente ou amigo saiba da agência? –perguntou Henrique.

– Porque quando falamos para os seus avós o que pretendíamos, eles não deixaram, e percebemos que nenhum dos pais dos nossos amigos os deixariam participar daquilo conosco. Então se as pessoas soubessem ninguém poderia trabalhar na agência. A sua família não deixaria.

Mais tarde no mesmo dia…

– Tati você vai voltar a ser agente? – perguntou-me Fábio.

– Por quê? Qual é a missão? – perguntei sem olhá-lo.

– Prender a Solange.

– Se é para isso, eu nunca deixei de ser agente. Mas o que ela fez? – perguntei curiosa.

– Matou a Bruna.

– Matou a própria amiga?

– Matou. – disse Fábio sem emoção.

– Mas por quê?

– Tem que ler na papelada do caso. – respondeu Fábio.

– E onde está a papelada? – perguntei

– No seu computador.

– Já estou indo ver.

Quando puxei a página tinha escrito:

Nome: Solange Morais

Idade: 18 anos.

RG: 44586187-1

Data de nascimento: 06/04/1981

Escola: Escola militar do centro sul. (ela não terminou o colegial, pois repetiu o segundo ano do Ensino Médio).

Nome da mãe: Sara Rodrigues Morais.

Nome do pai: Renato Ferreira da Silva Morais.

Residência: Rua Gabriel Fontoura, n° 567.

Irmãos (as): Gabriela Morais.

Idade da irmã: 15 anos.

Cidade: São Paulo

Lugares que freqüenta: Estava freqüentando muito a casa da amiga Bruna Cavalcante, e a antiga agência CMFC.

CMFC: destruída há um ano.

Residência da amiga: Rua Rangel Lima, n° 789 apta. 42 B

Trabalho da mãe: Advogada

Trabalho do pai: Engenheiro

Crime cometido: (Homicídio Culposo) Solange Morais matou Bruna Cavalcante.

Local do crime: No salão principal da ex agência CMFC

Arma usada: Silenciadora.

Testemunhas: Não se sabe. Não está constatado nenhuma até esse exato momento.

Motivo do crime: Ciúmes. A criminosa e a condenada juram amar o agente Fábio queiroz, mas Solange Morais também alega amar o criminoso Otávio Weking, que foi executado a cerca de um ano.

Cúmplices: Nenhum.

Missão: Prender Solange Morais.

Agentes convocados para a missão: Rouxinol e Legião.

Tempo estimado para a missão: dois dias no máximo.

– Fábio eu posso e devo prender a Solange. Isso não é bom? – perguntei entusiasmada.

– É ótimo princesa. – respondeu ele muito feliz.

– Você não me chama de princesa faz mais de três meses.

– É que eu pensei bem, e péla milésima vez quero te pedir para que você volte a namorar comigo. Então o que você me diz?

– Digo quê… Que… Que… Que sim!

– Você disse sim? – perguntou surpreso.

– Disse.

– Quanto tempo eu esperei para ouvir isso. Obrigado Deus.

– Vamos parar com isso e vamos prender a Solange… –respondi empolgada.

– Antes eu quero um beijo. Estou com tanta saudade…

Minutos depois já estávamos saindo da agência. Fomos primeiro na casa da Solange, mas ela não estava, fomos à escola, mas ela também não estava e fazia tempo que não ia lá, então fomos à CMFC. Encontramos a Solange na sala secreta que era do Otávio:

– O que vocês estão fazendo aqui? – perguntou ela.

– Viemos te prender. – respondi com muito orgulho. – Eu sempre quis dizer isso para a Solange. – respondi para o Fábio.

– Eu não fiz nada. – respondeu a menina.

– Onde está o corpo da Bruna?

– Do lado do caixão. que se você não sabe é do seu querido Gabriel. – respondeu ela com um sorriso no rosto.

– Eu já sabia disso. Então? Você está pronta para pegar no mínimo 5 anos de prisão? E desta vez a sua mãe não vai conseguir te tirar de lá. – disse para ele ainda mais sorridente.

– Você não vai conseguir me prender. –respondeu Solange confiante.

– E porque você acha isso? – perguntei sem entender.

– Porque você está abalada em ver o caixão do Gabriel.

– Engano seu. Eu já tinha visto. – respondi rindo.

– Como assim? – perguntou Solange.

– Antes da minha amiga, era eu que estava fantasiada de Carla.

– Como você teve coragem de me enganar? – perguntou revoltada.

– Foi à coisa mais fácil que eu já fiz. Então você vai se render ou vai querer que eu bata em você antes?

– Quero que você vá para o inferno. – gritou Solange.

– Você vai morrer primeiro. Tenha certeza que você não dura nada na cadeia.

– Ora sua…

– Fica quieta. Tudo que você falar e mais um pouco vai ser usado contra você no tribunal. – disse para ela.

– Você é uma…

– Cala a boca Solange. – disse Fábio entrando na nossa briguinha particular.

– Até você Fábio?

– Você deveria ter morrido com o Otávio. Seria melhor para você. – disse Fábio.

– Não acredito que estou ouvindo isso de você. Mas o Otávio não morreu.

– Está ficando louca. Claro que o Otávio morreu. Se você não ficar quieta vai escutar muito mais.

– Os dois vão se arrepender.

– Por quê? – perguntei.

– Me prendam e eu não falo nada sobre o chefe da agência.

– Nós já prendemos o seu chefe.

– Prenderam a pessoa errada. – respondeu a menina confiante.

– Prendemos o Roger. – respondeu Fábio.

– Eu já disse que prenderam a pessoa errada.

– Não acredito em você. – respondi.

– Então morra sem acreditar.

– Quem é? – perguntou Fábio.

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sobre Vanessa Sueroz

Autora dos livros Confusões em Paris, Minha última chance, Odiado Admirador Secreto, Presente de Aniversário, Eu te amo mais e Três Botões.

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