Parte XV


Anteriormente:

Quantos agentes foram convocados: exatamente 2. Só a Rouxinol e o Legião. Mais para frente vão poder chamar mais 998 agentes, caso precise.

Dica: Evitar um ataque.

Suspeitamos quê: O traidor da nossa agência seja o chefe da CMFC.

Quanto tempo para terminar a missão: indeterminado, mas não queremos que passe de 5 anos.

Suspeitos de participação: Nenhum até agora.

Parte XV

Segundo passo: Investigar os locais dos crimes.

Eu e Fábio fomos primeiro até os três bancos roubados.

No primeiro banco:

– Queremos falar com o chefe de segurança. – disse para um atendente.

– E quem são vocês? – perguntou ele.

– Somos da polícia. – disse mostrando os distintivos.

– O que vocês querem saber? – perguntou o oficial.

– Só devemos falar com o chefe da segurança. Onde ele está? – perguntei.

– No fim do corredor, terceira porta a direita.

– Obrigada. – disse indo na direção indicada.

Chegando lá:

– Quem são vocês? – perguntou o chefe de segurança.

– Somos agentes que estão cuidando da CMFC.

– Colocaram dois adolescentes para destruir uma agência? Vocês estão de brincadeira. – disse ele sorrindo.

– Você vai nos dar as informações ou vai rir mais um pouco? – perguntei bem arrogante.

– Quero ver o mandato de vocês. – disse o senhor nos olhando debochadamente.

E é claro que mostramos.

– Certo. Perguntem o que quiserem.

– Só queremos saber a quantia que foi roubada, e queremos as fitas da segurança. – disse Fábio.

– Vou mandar trazerem as fitas. E foi roubado um pouco mais de 50 milhões de reais. Mais alguma coisa?

– Não. Se precisarmos voltaremos. – concluiu Fábio.

Quando saímos deixamos as fitas no carro e fomos para o segundo banco.

Chegando ao segundo banco:

– Queremos falar com o chefe da segurança. – disse para um atendente.

– E quem são vocês? – perguntou o moço da portaria.

– Já cansei dessa pergunta. Somos da polícia. – disse novamente mostrando os distintivos.

– No fim do corredor vire a esquerda depois vire a primeira à direita a sétima porta a direita.

– Obrigado. – respondeu Fábio.

– Diga a sua amiginha para ser mais educada. – disse o rapaz a Fábio sorridente.

– Fica na sua. Eu sei cuidar da minha namorada. – respondeu ele e saiu andando na mesma direção que eu.

Chegando na sala do chefe de segurança:

– Quem são vocês? –perguntou o chefe de segurança.

– Se me perguntarem mais uma vez eu… – comecei a reclamar.

– Calma Rouxinol. Somos os agentes eu estão cuidando do caso da CMFC. – respondeu ele educadamente.

– Bem que o Antonio (chefe da segurança do 1° banco) me avisou que eram dois adolescentes.

– Isso não vem ao caso. Queremos saber quanto foi roubado do banco e queremos também as fitas da segurança. – disse Fábio calmamente.

– Já vou trazer as fitas.

– E qual a quantia? – perguntei.

– Cerca de 50 milhões de reais.

– Igual ao outro banco. – deduziu Fábio.

– Exatamente garoto.

– Qual é o seu nome mesmo? – perguntei.

– Meu nome é Marcos. Mas porque a pergunta? Vão me colocar na lista de suspeitos? – perguntou dando risada.

– Claro que sim. – respondi.

O sorriso sumiu de seu rosto.

– Mas o banco… Bem sou eu que dirijo o banco. – disse o senhor confuso.

– Exatamente por isso. – respondi.

– Aqui estão as fitas. Quero de volta dentro de um dia.

– Vou ver se da tempo de trazer. – respondi.

– Respeito comigo garotinha.

– Respeito você comigo. Até mais. – respondi saindo da sala.

Quando estávamos a caminho do terceiro banco:

– Você anda estressada. – respondeu Fábio.

– Impressão sua. –respondi.

– Porque você disse que iria colocar ele na lista de suspeitos sendo que nem temos uma? – perguntou Fábio.

– Para ele me entregar à fita certa. Ele queria trocar as fitas.

– Você repara em tudo mesmo. – disse Fábio orgulhoso.

– Já estou acostumada. Algum dia você vai estar assim.

Chegando ao terceiro banco:

– Queremos falar com o chefe de segurança. – disse para um segurança.

– Vocês podem ir. É à direita, vai ser a única sala que vocês encontraram.

– Nós somos… Você não perguntou quem somos? – perguntei surpresa.

– Não. –respondeu o polícial.

– Porque não? – perguntou Fábio.

– Quando vocês entraram já me veio a autentificação de vocês.

– Então o sistema de vocês pelo visto é bom. – respondeu Fábio.

– É um dos melhores da região, mas mesmo assim fomos roubados. – disse o senhor tristemente.

– Entendo. Até mais. – respondeu Fábio.

– Como posso localizar vocês se eu precisar?

– Precisar? – perguntei sem entender.

– É tenho coisas a dizer, mas não devo revelar aqui.

– Ligue para nós. Mas qual é o seu nome mesmo? – e dei um papel com o número do meu e do C.A. do Fábio.

– Muito obrigado, meu nome é Cristofer. – respondeu o jovem rapaz.

– De nada. Agora temos que ir. Temos muito trabalho.  – respondi saindo.

Na sala do chefe de segurança:

– Passa logo as fitas e a quantia que foi roubada do banco. – disse para o senhor atrás da mesa.

– Me desculpe senhorita. Te tramaram mal? – perguntou o senhor gentilmente.

– Não. Só estou cheia de trabalho.

– Uma agente tão eficiente quanto à senhorita, tão esperta,… Deve estar mesmo muito ocupada. – disse gentilmente o senhor.

– O que você quer dizer com isso? Sabe de alguma coisa? –perguntou Fábio com um pouco de ciúmes.

– Não senhor Legião.

– Acho bom. Mas já que sabe que estamos ocupados porque não vai logo com isso? – perguntou Fábio.

– Já estou indo senhor Legião.

Ele nos entregou as fitas.

– E qual foi à quantia roubada? –perguntou Fábio.

– Foi cerca de 20 milhões de reais. – respondeu o senhor.

– Então faltando cerca de 30 milhões de reais. – disse vagamente.

– Não estão não senhorita. – disse ele calmamente.

– Mas nos outros bancos foram roubados 50 milhões.

– Estou ciente disso. – respondeu o senhor.

– E porque aqui só foram roubados 20 milhões? –perguntou Fábio.

– Porque a segurança é melhor.

– Se a segurança é melhor… Porque vocês não prenderam os bandidos? – perguntei.

– Porque eles são muito rápidos.

– Não é desculpa. Atirassem neles. – respondi.

– Me desculpe senhorita, não dei autorização para os meus homens. – disse o senhor ainda muito calmo.

– Então dê. Tenho mais o que fazer senhor Carlos. – respondi com raiva.

– Boa sorte na investigação.

– Eu tenho eficiência e não sorte. – respondi saindo.

Depois fomos para o laboratório.

– Queremos falar com o dono da fórmula roubada. – disse para uma moça na recepção.

– Vocês são? – perguntou ele se virando para falar conosco.

– Somos da polícia. – disse mostrando mais uma vez os distintivos.

– Vou chamar. – ela me respondeu.

Dois minutos depois o cientista já estava lá:

– Sou Rodrigo

– Senhor Rodrigo o que exatamente foi roubado? – perguntou Fábio.

– A minha mais nova fórmula.

– Para que essa fórmula servia? – perguntei.

– Eu estava tentando desenvolver algo que paralisasse coisas.

– Que tipo de coisas? – perguntou Fábio interessado.

– Objetos, ou até mesmo pessoas.

– Como faz para aquela fórmula funcionar? –perguntei.

– Diamantes e metais. – respondeu o cientista pensativo.

– Como exatamente? – perguntou Fábio.

– Não sei direito. Não deu tempo de testar a fórmula.

– Então como o senhor sabe que funciona com diamantes e metais?

– Porque ela reagiu quando chegou perto de um metal, e quando minha esposa deixou cair um anel de diamantes dentro da solução.

– O senhor tem idéia de como essas pessoas souberam da fórmula? – perguntou Fábio.

– Como assim rapaz?

– Como eles descobriram que essa fórmula existe? – perguntei.

– Não sei. Eu não comentei nada com ninguém. Só o chefe de segurança do banco que sabia.

– O chefe da segurança? –perguntei surpresa.

– Isso mesmo menina. – confirmou-me o senhor.

– Existe algum outro jeito da fórmula funcionar? – perguntou Fábio.

– Deve haver, mas eu ainda não descobri.

– Muito obrigada pela sua atenção. – disse gentilmente para ele.

– De nada.

Estávamos na pista certa. Então estava explicado o roubo à joalheria e a feira beneficente. Depois fomos para a loja de brinquedos.

– Gostaria de falar com o dono da loja ou alguém responsável sobre o roubo. – disse para um dos caixas.

– Espere só um momento senhorita.

Nem dois minutos depois:

– Pois não? O que os dois desejam?

– Somos da polícia. – disse mostrando os distintivos. – Queremos saber o que exatamente foi roubado.

– Me desculpe senhorita, mas na verdade roubaram todos os brinquedos.

– Mas então o que são estes brinquedos aqui? –perguntou Fábio apontando as prateleiras.

– Senhor, esses brinquedos são os que estavam no estoque.

– Então roubaram à loja toda? – perguntei.

– Exatamente.

– Podemos dar uma olhada por aqui? – perguntei olhando a loja.

– Fiquem a vontade.

– Obrigado. – concluiu Fábio.

Olhamos a loja toda, mas não encontramos nada que possa ser considerada uma pista.

Logo que saímos da loja fomos direto para a reserva da Polícia Militar. Chegando lá:

– Queremos falar com o comandante. – disse para um sargento.

– Quem são vocês? – perguntou o recruta ignorante.

– Somos da polícia. – disse Fábio mostrando os distintivos.

– Que novidade. Eu também sou. – zombou o recruta.

– Sério? Não Brinca! Jura? Para de besteira e chama o seu comandante. – respondi irritada.

– Sinto muito mocinha. Aqui é só para adultos.

– Olha aqui “cara” eu estou sem paciência. Da para chamar o seu comandante ou eu tenho que arrebentar a sua cara? – perguntei extremamente nervosa.

– Tenta a sorte pirralha. – disse o recruta chamando a atenção de seus companheiros.

Fiquei tão nervosa que ao consegui me segurar. O deixei com um olho roxo. E quando o comandante percebeu que ele estava apanhando foi falar conosco:

– Nossa você daria uma boa polícia garotinha. – disse o senhor.

– Fique você sabendo que eu já sou polícial. – respondi irritada.

– Você que é o comandante daqui? – perguntou Fábio.

– Sou sim rapazinho.

– Pelo que você viu, somos da polícia, e estamos na caso do roubo. Da para o senhor responder algumas coisas?

– Pode perguntar. – disse o senhor sem emoção.

– O que exatamente vocês guardam aqui? –perguntou ele.

– Barras de ouro.

– Ouro? – perguntei.

– Sim. Porque o espanto? – perguntou o polícial.

– Nada não. – respondi.

– Quantas pessoas eles usaram para roubar? – perguntei.

– Acho que cerca de cinco. – respondeu o oficial.

– Cinco pessoas para roubar mais de 100 policiais? – perguntei impressionada.

– Impressionante não?

– Qual a roupa que eles estavam? – perguntou Fábio.

– Toda preta, e com mascaras, como de costume.

– Tem certeza que eram bandidos comuns? – perguntei.

– Tenho. – respondeu ele sem sombra de dúvidas.

– Então como eles bateram em todos esses policiais? –perguntou ele.

– Essa pergunta eu não sei responder.

– Você concorda que para eles bateram em todos esses polícias eles não podem ser ladrões comuns? – perguntou Fábio.

– Pensando desse jeito você tem razão garoto.

– Vocês têm fitas de segurança? –perguntei.

– Temos.

– Queremos todas. – respondi.

– Mas e a nossa investigação? – perguntou ele indignado.

– Vocês não precisam investigar. Esse trabalho é nosso.

– Sinto muito, mas não vou dar as fitas. – respondeu o oficial

– Senão for por bem vai ser por mal. –disse para ele.

– Vocês são só dois adolescentes.

– Sabemos disso. – respondi.

– Vocês não ganham de mim, nem se eu estiver com os braços amarados nas costas.

– Vamos ver? – perguntei.

– Quero até apostar. – respondeu ele.

– O quê? –perguntou Fábio.

– Se eu ganhar de um de vocês, vão ter que parar essa investigação.

– Fechado. – dissemos nós dois.

– Mas se nós ganharmos você passa as fitas. – disse para ele.

– Tudo bem. Isso não vai acontecer mesmo. Então qual dos dois vai me encarar?

– Deixa que eu vá Ro. Não quero que você suje as suas mãos.

– Tudo bem Legião. – respondi animada.

O comandante não durou nem um minuto.

– E agora passa as fitas. – disse Fábio se recompondo e arrumando a camisa.

– Vocês não são pessoas normais. – disse o oficial com um pouco de espanto na voz.

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sobre Vanessa Sueroz

Autora dos livros Confusões em Paris, Minha última chance, Odiado Admirador Secreto, Presente de Aniversário, Eu te amo mais e Três Botões.

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