Parte VIII 2


Chegamos finalmente na missão prncipal do livro 🙂

Anteriormente:

– Eu estou me arrumando enquanto falo com você. Já estou descendo a escada do prédio para esperar ela.

– Está ficando esperto. – respondeu Henrique com ar de zombaria.

– Pára de zoar Henrique.

– Foi mal cunhadinho. – respondeu Henrique ainda zoando.

– Espera um pouco que a Tati acabou de chegar.

Parte VIII

– Então eu vejo vocês daqui a pouco. Tchau.

– Tchau. – disse Fábio desligando.

Quando nós chegamos à agência:

– Qual a missão desta vez? Não envolve o idiota do Otávio. Se envolver eu não vou aceitar. – respondi decidida.

– Relaxa. Não tem nada a ver com o Otávio. É um caso de seqüestro.

– Que tipo de seqüestro é desta vez? –perguntei.

– É do tipo normal.

– O que é o seu normal? – perguntei.

– Normal Tati. Tem pistas, tem um seqüestrador, tem um local, tem uma família desesperada… – disse Henrique zoando.

– Já sei de tudo isso, não precisa zoar da minha cara.

– Eu só estou brincando. – respondeu Henrique repreendido.

– Eu sei. Mas vamos para o que interessa. Dá logo as pistas. Eu quero voltar para o meu sonho.

– Já está tudo no computador. Mas… Creio que os dois não vão gostar do caso. – disse Henrique desconfiado.

– Por que não Henrique? – perguntou Fábio.

– Você não vai gostar por que você está brigado com essa pessoa, e a Tati porque odeia essa pessoa. –disse Henrique tentando evitar falar mais sobre o caso.

– Então é melhor eu não relar o meu dedo nele quando tiver que salvá-lo. Mas quem foi seqüestrado desta vez?

– A… Foi a… – enrolou Henrique.

– Conta logo Henrique. – disse Fábio impaciente.

– Foi a Solange. Pronto falei. –disse ele olhando para nós.

– Você está de brincadeira? – perguntei abismada.

– Não estou não Tati. – respondeu ele se afastando de mim.

– Eu não vou salvar ela nem que a vaca voe. – respondi nervosa.

– E nem eu. Eu não quero chegar perto dessa menina outra vez. – disse Fábio irritado.

– Vamos os dois. Parem de brigar. Foi à primeira missão que eu achei. Ou vocês queriam cuidar do Otávio?

– Prefiro a Solange. – respondi.

– Concordo com o que a minha princesinha concordar. – respondeu Fábio me abraçando.

– Sua princesinha Fábio? – perguntei surpresa me virando para falar com ele.

– É a minha princesa. – respondeu ele olhando nos meus olhos.

– Você está paquerando mesmo a minha irmãzinha. Olha que para namorar ela precisa da autorização da mãe dela, a do pai dela, a do chefe, a minha, a do… – zoou Henrique.

– Para de falar besteira maninho. Acho que só a sua e a da minha mãe já dá. Mas ele nunca pensou nisso. – respondi para ver qual seria a sua reação.

– Você já esqueceu que eu te pedi em namoro Tati? – perguntou ele magoado e me soltando.

– Vou esquecer até pelo menos você pegar essas autorizações.

– Você está sendo muito cruel comigo Tati. – respondeu ele.

– Mas a vida é assim Fábio. – respondi normalmente.

– A vida não é assim. Você é assim. – afirmou ele.

– Faz parte. – respondi.

– Não se preocupe Tati, eu consigo as autorizações rapidinho. Quer ver só? Henrique você me deixa namorar a Tati?

– Vou pensar no seu caso… Estou brincando. Claro que pode, mas se ela chorar por você… Você está morto, se ela ficar triste por sua culpa, eu te encho de porrada. Fui bem claro? – disse ele seriamente.

– Foi. Pronto agora só falta falar com a sua mãe Tati.

– Você é mais louco do que pensei. –respondi rindo.

– Vindo de você, eu vou considerar elogio.

– Vocês estão esquecendo a missão? – perguntou Henrique cortando o clima de romance.

– Foi mal. Mas tem certeza que só tem essa missão? – perguntei para ele.

– Absoluta. Mas vão querer a missão ou não? – perguntou Henrique.

– Eu topo, mas se essa menina levantar o dedo para mim ela está mortinha, e se levantar a voz comigo eu levanto uma arma para ela. Certo? – perguntei

– Eu apoio a Tati em tudo que ela disse. – respondeu Fábio.

– Então eu tenho que dar um jeito na raiva dos dois. Pois da Tati eu não duvido nada… – respondeu Henrique.

– Ótimo então qual é o código? – perguntei.

– Eu não coloquei nenhum código nessa missão. É só abrir o arquivo no computador. – respondeu Henrique.

Quando nós abrimos o arquivo estava escrito:

Nome: Solange Morais

RG: 44586187-1

Data de nascimento: 06/04/1981

Escola: Escola Militar do Centro Sul.

Nome do Pai: Renato Ferreira da Silva Morais.

Nome da Mãe: Sara Rodrigues Morais.

Irmãos (as): Gabriela Morais.

Idade da irmã: 11 anos.

Residência: Rua Gabriel Fontoura, n° 567.

Cidade: São Paulo.

Últimos lugares visitados: Casa da amiga Bruna Cavalcante, Igreja Santo Expedido.

Residência da amiga: Rua Rangel Lima, n° 789   apta. 42 B

Profissão da mãe: Advogada

Profissão do Pai: Engenheiro

Ex-namorados: …Carlos Mobili, Lucas Costa, Marcos Pereira, Cláudio Mendez, Fábio Queiroz.

Inimigos: Tatiana Purpuse, Kelly Bárbara Santos, Carlos Frei (mas nada que leve a um seqüestro).

Suspeitos: Não têm suspeitos.

Local do seqüestro: Igreja Santo Expedito

Horário do seqüestro: Entre nove e dez e meia da manhã

Tempo esperado para a missão: no máximo dois meses.

E do lado tinha uma foto da Solange, mas eu não vou colocar uma foto dela aqui senão vai estragar o meu livro. Quer dizer acho que vou colocar um desenho de como ela era na capa, claro que é para você achar ela feia, ou melhor, deixa sem a foto se não, ninguém vai comprar meu livro!

Então:

– Eles colocaram você na investigação Fábio. – comentei rindo da cara dele.

– Reparei Tati, mas isso não deveria estar ali. É muita informação. E você também está na investigação. – respondeu Fábio com muita raiva.

– Eles só colocam na intenção de que a gente poderia falar com eles para descobrir pistas.

– E como eu vou ter pistas? Faz tempo que eu não vejo a Solange.

– Então você está com saudades dela Fábio? – perguntei com ciúmes, mas tentando não passar isso para ele.

– Que bom que você perguntou. – respondeu ele animado.

– Não entendi. – respondi.

– É que você está com ciúmes e estando com ciúmes eu sei que você gosta de mim. – respondeu ele.

– Você pensa muito e faz pouco. – respondi pensando: “Por que em vez de você ficar falando não me beija?”

– Está querendo dizer que eu tenho que fazer alguma coisa? – perguntou ele pensando a mesma coisa que eu, mas sem saber que era justamente o que eu queria.

– Claro. Mas você sabe do que eu estou falando? – perguntei para deixá-lo confuso.

– Ainda não. Mas tenho certeza que eu vou descobrir.

– Então não demora. Temos uma missão para resolver. – respondi.

– Não se preocupe não vou demorar. Mas você tem alguma idéia do que podemos fazer para arrumar alguns suspeitos? – perguntou mudando de assunto.

– Vamos ter que ir domingo à missa. –respondi.

– Mas o que vamos fazer antes disso acontecer?

– Acho que vamos ter que ir à casa da Bruna.

– Mas mesmo se ela souber de alguma coisa ela nunca vai dizer. – afirmou Fábio.

– Ela não vai dizer para mim, mas para você ela vai dizer.

– O que você está querendo dizer com isso Tati?

– Você nunca reparou que ela gosta de você? – perguntei espantada.

– Agora é você que está pirando. – respondeu o menino rindo.

– Eu estou falando sério Fábio.

– Eu sei, por isso que eu estou falando que você está pirando. – respondeu ele sério.

– Fá, me escuta. Ela gosta de você, mas não pode dizer por causa da Solange.

– Eu acredito em tudo que você me disser, mas me chama de Fá, de novo! – pediu ele docilmente.

– Epa! Eu falei Fá?

– Falou sim. – respondeu ele animado.

– Henrique eu falei isso? – perguntei me virando para falar com o Henrique.

– O Henrique saiu da sala faz tempo.

– Eu nem vi. – respondi me virando novamente para o computador, evitando os olhos do Fábio.

– Me chama de Fá de novo princesa.

– Por quê? – perguntei

– Porque você fala de um jeito tão doce, pareceu até que somos namorados.

– Eu não vou mais te chamar de Fá. Nunca mais.

– Tudo bem, princesa.

– Eu adoro o jeito de como você fala. Princesa é tão lindo saindo da sua boca. – respondi olhando-o nos olhos.

– Eu sei. Mas só te chamo de princesa quando você me chamar de Fá de novo.

– Sabia que isso não é justo? – perguntei para ele.

– Eu sei.

– Você me irrita! Mas Fá… – comecei a falar, mas ele me interrompeu.

– Você me chamou de Fá de novo. Mais uma vez e nós estaremos namorando.

– Como é que é? – perguntei sem entender.

– Se você me chamar de Fá de novo quer dizer que você aceitou namorar comigo. – disse ele entusiasmado. e virando novamente para o computador, evitando os olhos do F ente o que eu queria.

– Mas… – comecei.

– Já estamos combinados. Você não pode mais voltar atrás.

– Mas…

– Agora vê se me chama de Fá.

– Mas…

– Tati já conversamos você não pode mais voltar atrás.

– Mas… – comecei.

– Você não quer dizer nada? Você não está falando nada. – disse ele quase sem fôlego.

– Mas…

– Tati você está bem? – perguntou ele ainda empolgado, mas com a voz um pouco preocupada.

– Mas…

– Tati fala comigo.

– Fábio! Cala a boca e deixa-me falar! – gritei.

– Desculpe-me. – disse ele com uma voz triste.

– Fábio, eu posso namorar você.

– Eu entendi bem? Você disse sim? – perguntou ele com um lindo sorriso no rosto.

– Fábio, eu disse, mas tem um, porém.

– Pode falar. – disse ele muito empolgado.

– Minha mãe tem que autorizar. E…

– Eu vou falar com ela hoje mesmo.

– Fábio me deixa terminar? – perguntei.

– Pode falar princesa.

– Fábio se nós namorarmos você não pode mais ser o meu parceiro.

– Como assim Tati? Você não pode fazer isso comigo. – disse ele decepcionado.

– É que eu não posso colocar a sua vida em risco. Agora é você que escolhe. Se quiser namorar comigo você não pode ser mais o meu parceiro. – respondi tristemente.

– Você só pode estar brincando com a minha cara.

– Eu estou falando sério.

– Não está não. Já sei. Você quer que eu acredite para depois rir da minha cara. – disse ele esperançoso.

– Fá, eu estou falando sério. – respondi um pouco triste.

– Mas princesa… Eu quero você e quero ficar perto de você.

– Mas eu deixo você fazer os dois.

– O perto que eu digo é trabalhando com você. – disse ele.

– Isso eu não deixo. – respondi.

– Você tem medo de quê, Tati?

– Eu tenho medo de que você faça à mesma coisa que o Gabriel fez. – respondi chateada

– O Gabriel não sabia que você costumava, quer dizer, costuma usar colete a prova de balas. Eu não vou me atirar na frente de uma bala para salvar você. – disse ele sério.

– Ah. – respondi mais triste ainda.

– Quer dizer, pulo, se você não estiver com o colete, mas se estiver eu não faço nada.

– Ainda bem. Mas o Gabriel foi treinado e não fez nada do que precisava fazer. E você não foi treinado. – respondi um pouco melhor.

– É bom, porque aí eu faço o que tem que fazer. – brincou ele.

– Você está pirando. Vamos fazer assim: Vamos ver o que o Henrique acha disso. – respondi.

– Mas o Henrique vai ficar do seu lado.

– O que ele decidir está decidido. – respondi.

– E se ele decidir a meu favor? – quis saber Fábio.

– Vou ter uma grande alegria e um grande medo. E eu já disse. Está decidido.

– Certo.

– Mas eu só vou falar com ele depois do aniversário dele. Não quero encher a cabeça dele com bobagens. – respondi.

– Está bem, faltam poucos dias para o aniversário dele.

No dia do aniversário do Henrique nós fizemos a festa que tínhamos programado, eu dei as lentes para ele de presente, e Fábio deu um conjunto de espionagem completo de presente para o Henrique.

Dancei uma valsa com o Henrique, e falei com ele sobre eu e o Fábio, ele disse que iria pensar no caso, pois Fábio já tinha a permissão de todos que nós conhecíamos para namorar comigo, e eu gostava dele. Depois dancei uma valsa com o Fábio, que para falar a verdade me chamou para sair no meu aniversário que seria no dia seguinte.

A festa foi ótima. Foi muito divertida, adorei, mas o Henrique parecia preocupado com alguma coisa, que na hora não tive coragem para perguntar.

Minha mãe não queria fazer festa para mim. E eu também não estava afim.

No dia seguinte: (meu aniversário)

– Henrique? – eu estava no C.A.

– Tati. Eu é que deveria te ligar. – disse ele surpreso em ouvir a minha voz.

– Nada a ver. – respondi rindo.

– Parabéns, muitos anos de vida. quero que os seus 15 anos sejam dez.

Parte Anterior

Próximo Parte


sobre Vanessa Sueroz

Autora dos livros Confusões em Paris, Minha última chance, Odiado Admirador Secreto, Presente de Aniversário, Eu te amo mais e Três Botões.


Obrigada pela visita. Por favor, deixe um comentário com a sua opinião, isso é muto importante para nós.

2 thoughts on “Parte VIII

  • cynthia

    acabei de atualizar a leitura, e minha nossa, esta ótima to doida pra continuar lendo. eu realmente gosto do que vc escreve.
    meus parabens…
    bjssss
    meu niver é segunda(19/10) então posta bastante com presente ok?
    bjssss
    boa sorte em tudo.

    [Responder]

    Vanessa Sueroz Reply:

    Obrigada Cynthia, fiquei mto feliz em saber que voltou a freqüentar o blog 🙂

    sinta-se em casa rsrsrs

    [Responder]