Parte VI


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Anteriormente:

– Não é não. Mais perto só eu beijando a sua boca. – disse Fábio se aproximando ainda mais.

– Fábio eu acho que você comeu alguma coisa que não te fez bem. – disse para ele.

– Eu estou ótimo. Eu só estou falando que se nós fôssemos namorados dava para estarmos mais próximos. – disse ele tentando concertar o que tinha falado.

– Algum dia você consegue me convencer que é mesmo louco. – respondi rindo.

Parte VI

– Acho que você vê que estou falando a verdade, mas não quer acreditar que eu gosto de você. – disse ele olhando profundamente nos meus olhos.

– Sei… Você gosta de mim. O que você colocou no chip dele Henrique?

– Nada. Por que Tati? – perguntou como se nada tivesse acontecido.

– Acho que alguma coisa está alterando a cabeça dele. – respondi sorrindo.

– Tati quando eu te agarrar aí eu acho que você acredita. – disse Fábio.

– Você não é tão louco. – respondi rindo.

– Ainda não, mas estou pensando seriamente em te agarrar só para provar o gosto da sua boca. – disse ele se aproximando cada vez mais de mim.

– Você deve está bêbado. – “Como eu queria que você estivesse falando a verdade.”.

– Deveria, mas não estou. – disse Fábio tentando me animar.

– Então admiti que bebeu?

– Eu não disse que bebi. Eu disse que devia, pois estou ceio de coragem para te falar tudo que sinto por você. – disse ele sem pensar.

– E o que você sente? – perguntei sem querer saber a resposta com medo de me decepcionar.

– Sinto que te quero como minha namorada. Sinto que eu e você podemos ser felizes juntos.

– Acho que você está delirando. Deve estar com febre.

– Só se eu vi você e confundi com uma deusa, pois você é melhor, mais bonita, mais tudo que uma deusa. – respondeu ele intensamente.

– Da para os dois pararem de namorar? Eu estou querendo que os dois vão para a escola agora. Vocês não podem ficar perdendo tanta aula assim. Mesmo que entrem na terceira aula, mas vão para a escola. – disse Henrique tentando esconder os risos.

– É verdade Fábio. Para de falar besteira e vamos para a escola. Não podemos perder aula. – respondi.

– Tudo bem. Mas eu não estava falando besteira. Ou você quer que eu grite na escola que eu te amo?

– Você é definitivamente louco. – respondi.

– Se você não acreditar que estou falando a verdade eu vou gritar para toda a escola ouvir. E como eu sei que você odeia que os outros comentem da sua vida…

– Você pode ser louco, mas não chega a esse ponto.

– Você está duvidando de mim? – perguntou ele surpreso.

– Não exatamente. – respondi sem saber ao certo o que falar.

– Explica isso direito Tati.

– Nada não. Mas vou fingir que acredito em tudo que você me diz.

– E eu vou fingir que estou mentindo. – disse Fábio.

– Ei, ei! Já falei para os dois pararem de namorar, mas agora tenho que falar para os dois pararem de brigar? –perguntou Henrique confuso.

– Não reclama, cunhado. – respondeu Fábio.

– Quem disse que ele é seu cunhado? – perguntei fingindo estar irritada.

– Eu estou dizendo. Se você é minha namorada…

– O Henrique é meu irmão, mas você não é meu namorado.

– senão sou um dia eu vou ser.

– E a Solange?- perguntei com ironia.

– Sei lá. Mas o que eu tenho a ver com ela? –perguntou Fábio mudando de assunto.

– Ela é sua namorada, só para você saber.

Quando eu falei isso o Fábio ficou com tanta raiva que segurou os meus braços e encostou – me na parede, mas quando ia me beijar…

– Ei! Eu estou aqui, se os dois não repararão. – disse Henrique.

– Foi mal Tati. E desculpa aí Henrique. – respondi Fábio envergonhado.

– Tudo bem. Mas não esquece o que eu te disse Fábio. – disse Henrique.

– Pode deixar Henrique. Só estava a fazendo melhorar aquela carinha. – respondeu Fábio baixo só para o Henrique escutar.

– Fábio não faça isso de novo. O que você estava tentando fazer? – “Não escuta o que eu digo. Beija-me, me beija…”.

– Desculpa Tati. Eu não consegui me controlar. Nunca mais faço isso. –disse ele envergonhado.

“Faz sim. Eu quero que você faça. Mas eu não posso te falar isso. Tenta me beijar de novo. Eu não faço nada para impedir.”

– Tati! Você deixa eu te acompanhar até a escola?

– Claro Fábio. De qualquer jeito você iria comigo mesmo. – respondi tentando não parecer desanimada.

– Se você quiser, eu vou de táxi.

– Não precisa.

– Não se preocupe que eu não vou tentar te beijar no carro. –disse Fábio ainda um pouco distante de mim.

– Acho bom. – “Mas o carro bem que podia jogar um para cima do outro, só por acaso. Tatiana você não presta. Você só pensa besteira.”.

– Tchau cunhadinho. –disse Fábio.

– Tchau maninho. – eu falei.

– Tchau Tati. E vê se os dois se comportam.

Na entrada da escola Fábio vai falar com os amigos quando Bruna chega perto dele e…

– Fábio eu preciso falar com você.

– Pode falar.

– Eu quero falar em particular. – disse Bruna.

– Você sendo amiga da Solange deve ter vindo aqui me falar besteira. Se for recado da Solange pode falar na frente de qualquer um.

– Eu quero saber quem é Tatiana. – disse a menina autoritária

– Isso não te interessa. Mais alguma coisa? – perguntou Fábio agressivamente.

– Sim.

– O que foi? Fala logo garota. – disse Fábio impaciente.

– A Solange pediu para falar que vocês ainda estão namorando.

– Só se ela estiver namorando um outro Fábio. Pois eu já estou em outra. E ela sabe muito bem disso. –respondeu ele decidido.

– Ela falou que se você não falar quem é Tatiana ela vai descobrir sozinha e vai acabar com a vida dessa pessoa.

– Ela não pode. Sei cuidar muito bem das pessoas que amo.

– Você não bate nem em uma formiga, muito menos em um bandido. – disse Bruna pelo canto da boca.

– Você disse bandido? – perguntou ele atencioso.

– Não. Eu disse que você não bate em nenhum amigo dela.

– Eu acho que estou ficando louco. Juro que você disse bandido.

– Já cansei desse papo. O recado está dado. Faça bom proveito.

Quando Bruna se afastou Fábio e seus amigos começaram a conversar novamente:

– Eu podia jurar que ela disse bandido. – disse Fábio pensativo.

– Eu também entendi bandido, Fábio. – respondeu seu amigo.

– Eu tenho certeza que ela disse bandido. Eu ainda não estou louco Fábio. – disse outro amigo do menino.

– Eu também galera.

– Fábio me diz uma coisa… – disse o primeiro amigo.

– O que César?

– Faz quanto tempo que você terminou com a Solange?

– Uma semana. Mas por quê? – quis saber Fábio.

– Você terminou com ela por causa da Tatiana? – perguntou César.

– Foi. Mas porque tantas perguntas?

– Por nada não. É que você e a Tatiana nunca estão juntos. Não parece nem que vocês se conhecem.

– Nós estamos juntos todo dia… quer dizer nós sempre nos vemos aqui na escola. – disse Fábio.

– Eu poderia jurar que você iria dizer outra coisa. –disse César.

– Vocês estão mesmo ficando loucos. O que vocês fizeram ontem? – perguntou para mudar de assunto.

– Como assim o que nós fizemos? Você estava conosco.

– Espera um minuto que eu lembrei que tenho que falar um negócio com a Tati.

Dois minutos depois…

– Tati! – chamou Fábio.

– O que foi Fábio?

– Eu preciso falar com você sobre o JJ2.

– Vamos ali comigo para podermos conversar. Já volto meninas. –disse tentando sorrir.

Quando nós nos afastamos:

– Eu já disse que não é para falar nada que tem respeito à agência na frente de ninguém. –respondi irritada.

– Relaxa elas não escutaram. – respondeu ele.

– Fala Fábio. Eu tenho que ir para a sala. – respondi.

– Tati eu esqueci de transferir as informações do JJ2 para mim.

– Você é louco!

– O que eu faço?

– Você está preocupado por causa dos seus amigos? – perguntei.

– Também.

– Mais o quê?

– Eu tenho prova da matéria de ontem. Foi os meninos que me falaram.

– Qual aula?

– A quarta.

– Fica calmo que eu vou dar um jeito.

– E você? Eu vi que você também não pegou as informações do JJ.

– É que aquele robô sumiu. Mas eu me viro. Não tenho prova.

– Mas e as suas conversas com as suas amigas?

– Eu sempre cuidei disso. Direto eu esquecia de pegar as informações. Então elas estão acostumadas quando eu esqueço de coisas.

– Mas como você vai me ajudar? – perguntou confuso.

– Vou localizar o JJ2 pelo radar, e vou fazer ele vir aqui na escola com outro disfarce.

– Mas vão deixá – lo entrar?

– Vão. Ele vai ser um professor. Eu copio tudo no meu C.A. e te levo antes que comece a terceira aula.

– Mas vai te atrapalhar, deixa que eu copio direto.

– Não dá, você ainda não sabe mexer no programa de copia. – respondi.

– Então me ensina agora.

– Não dá tempo. Deixa que eu copio, mas te explico à noite.

– Tem certeza que não vai dar trabalho? – perguntou Fábio.

– Certeza absoluta. Não se preocupe, vou fazer isso agora mesmo. – respondi.

– Tudo bem, obrigado, Agora vou para a sala. Estou atrasado!

– Tchau, nos vemos daqui a pouco.

– E o meu beijo? – não se preocupem era só um beijo no rosto.

– Está cada dia mais abusado. – mas dei um beijo no rosto dele.

– É você que está cada dia mais bonita.

Fiquei um pouco vermelha, mas fui para a sala.

Quando era 03h26min o JJ2 me chama na sala. É claro que a professora me deixa sair, por que ela pensava que era um professor que estava me chamando. Quando saio da sala:

– Ainda bem que você não demorou.

– O senhor Henrique me mandou vir rápido senhorita Rouxinol.

– Na escola eu sou Tatiana. – respondi para o JJ2.

– Me desculpe senhorita.

– Agora fique quieto que eu preciso copiar os seus dados.

– Sim senhorita.

– Me diga: Onde o JJ foi? – perguntei.

– Não sei. Ele não me disse nada. Ele só me disse que iria te encontrar em outro lugar.

– Certo. Mas onde você estava? O Fábio não te viu.

– Me desculpe senhorita, mas o meu irmão ligou e disse que o senhor Fábio estava me esperando em outro lugar.

– Sei… – respondi ironicamente.

– Mas é verdade. Se a senhorita quiser ver é só olhar nos meus dados.

– Depois eu vejo isso. Eu tenho que ir à sala do Fábio. Transforma-se em mim e entra na sala no meu lugar.

– Mas como a senhorita vai voltar para a sala?

– Nessa aula não vai dar tempo. Já são 03h40min a aula acaba 04h00min, até eu conseguir falar com o Fábio e copiar tudo isso, vai demorar. A gente se encontra na troca de aula no lugar de sempre, quer dizer… Você sabe onde eu me encontro com o JJ na troca de aula?

– Sei. Ele me deu muitas informações sobre a senhorita.

– Para quê? – perguntei.

– Não sei. Disse que um dia eu poderia precisar.

– Então me encontra no lugar de sempre? – perguntei

– Tudo bem senhorita.

Dizendo isso JJ2 se transformou rapidamente em mim. Foi quando ele entrou na sala no meu lugar. E eu fui correndo falar com o Fábio. Chegando lá:

– Professora posso falar com o Fábio? –perguntei.

– Você é a prima dele? Como está a sua tia? – perguntou a professora.

– Quê? – perguntou sem entender – Ah ta. –respondeu depois de um curto tempo. – Ela está bem, mas ainda está um pouco doente e a minha mãe pediu para eu dar um recado para o Fábio.

– Tudo bem. Pode falar com ele. – disse a professora.

Quando Fábio saiu:

– Você já fez isso alguma vez? – perguntou meio receoso.

– Isso o quê?

– Bem o “lance” de que somos primos.

– Já sim. Várias vezes. – respondi.

– E a transferência de dados? –perguntou ainda mais receoso.

– Só na máquina com o Henrique. quer dizer, e uma vez em mim.

– E está calma desse jeito?

– Eu estou acostumada com isso. Já digo que manualmente dói um pouco.

– Tudo bem. Sou forte. – disse ele confiante.

– Vê senão faz barulho.

– Pode deixar.

– Me dá o braço direito.

– Para quê? –perguntou se afastando um pouco.

– Para eu copiar as informações.

– Você vai copiar as informações do C.A. para o meu braço?

– Não eu vou copiar para o seu chip. Me da o braço.

Fábio me deu o braço, quando eu peguei um fio ele começou a falar de novo.

– Mas o que você vai fazer o que com esse fio?

– Colocar no seu braço. – respondi impaciente.

– Você está doida?

– Fábio você é homem ou rato?

– Acho que diante desse fio eu sou um rato.

– Relaxa não vai doer muito. – respondi me preparando para colocar o fio.

– Muito? Tati, o Henrique só coloca uns fios grudados no meu peito, mas você vai colocar um fio na minha veia. Eu não vou deixar. –respondeu ele tirando o braço da minha mão.

– Eu estou aqui Fábio, você acha que eu vou fazer alguma coisa terrível com você?

– Não sei. Mas e se eu gritar? Se doer eu grito. –zoou ele.

– Eu não vou deixar você gritar.

– Como não?

– Não sei. Mas até lá eu penso. Vou fazer você calar a boca num instante. Acho que do mesmo jeito que eu calava a boca do Gabriel. –respondi sem perceber.

– Você está me assuntando mais. – disse Fábio zoando.

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sobre Vanessa Sueroz

Autora dos livros Confusões em Paris, Minha última chance, Odiado Admirador Secreto, Presente de Aniversário, Eu te amo mais e Três Botões.

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