Parte III 2


Continuação do livro “O diário de uma agente” que contém da Páginas 11 a 16.

Anteriormente:

– Fábio não é para te zoar não, mas isso não te interessa.
– Interessa sim Tati.
– Eu já disse que você não vai. E está decidido. Eu vou daqui a uma hora. – respondi irritada.
– Então o que adiantou você me tirar da sala? –perguntou Fábio nervoso.
– Você não esta pronto para saber de certas coisas. Eu vou falar com o Henrique e já volto.

Parte III

Na SM…
– Henrique o que você disse para o agente Legião?
– Você esta nervosa. -afirmou ele olhando para mim.
– Claro que estou.
– Deu para perceber, você só chama os outros pelo codinome dentro da agência quando está com raiva. – disse Henrique dando um passo para trás.
– Para de falar besteira e me diz o que você disse para o Fábio.
– Eu só disse a verdade.
– Que verdade? – perguntei nervosa.
– Que você não matou o Gabriel, que tudo é invenção sua.
– Você não estava comigo no dia.
– Eu estava olhando você do monitor. Então eu sei tudo que aconteceu. – respondeu Henrique começando a se irritar.
– Você não sabe.
– Sei sim. Até gravei. Você quer que eu mostre para ele?
– Claro que não Henrique. Isso é o que eu menos quero.
– Então não briga comigo por coisas sem importância. Eu não contei nada falei que você é que tinha que contar. – respondeu ele nervoso.
– Ainda bem. Já estava pensando que já era o meu parceiro. – respondi voltando a ficar calma.
– Rouxinol eu acho que vocês vão namorar. –disse Henrique repentinamente.
– Para de falar besteira. O Fábio tem namorada.
– Não é besteira não.
– Então é o quê? –perguntei com ar de ironia.
– É intuição. Tati, tem tantas coisas nessa agência que você não sabe. Tem tantas coisas da vida que você não sabe. – disse Henrique pensativo.
– Você está parecendo que tem 90 anos. Cruz credo! Sai pra lá com esse papo.
– Já que você quer encarar assim. Não tem nada que eu posso fazer.
– Posso te pedir um favor mano? – perguntei docilmente.
– Pode falar irmãzinha se estiver ao meu alcance…
– Não fala nada sobre o Gabriel para o Fá. –pedi quase chorando.
– Pode deixar Tati. De mim ele nunca vai saber nada. Mas me promete que se vocês namorarem você vai contar para ele.
– Tudo bem. A gente nunca vai namorar mesmo. – respondi sem me importar com as palavras.
– Você prometeu. Não vai esquecer senão eu vou cobrar.
– Pode deixar. Você não vai precisar cobrar por que eu e ele nunca vamos ficar juntos.
– Tem certeza disso? – perguntou Henrique
– Tenho sim, Henrique.
– Então vamos ver quem esta certo, se sou eu ou se é você.
– Tudo bem, vamos ver então. –respondi com ar de desafio.
– Está mais calma agora?
– Estou. – respondi distraída.
– Então vai ver seu “Fá” que ele deve estar com saudades.
– Puts, eu disse Fá?
– Disse sim. – respondeu Henrique rindo.
– Foi mal.
– Comigo tudo bem. Mas não fala isso perto do Fábio senão as coisas vão ficar feias para o seu lado. – disse o Henrique
– Tem razão. Vou ficar atenta. Mas agora eu tenho que ir. senão o Fábio pode fazer alguma coisa com aquelas papeladas.
– Tem razão. Ele ainda não sabe mexer direito com as coisas da agência. Mas eu tive uma idéia. – disse ele distraído.
– Qual? –perguntei.
– E se eu copiasse do seu chip tudo que você sabe sobre a agência, e como agir nos casos e passar para o chip dele?
– Não sei, conversamos sobre isso depois com mais calma. –respondi pensativa.
– Mas vai ver o seu gato. – disse Henrique rindo
– Tchau Henrique.
– Tchau Rouxinol, até daqui a pouco.
Quando eu chego à minha sala…
– Fábio! Fábio onde você esta?
– Não sei. Eu estou em um lugar com várias roupas pretas, e óculos escuros. Nossa que sapato legal. – dizia ele com uma voz distante.
– Espera aí que já estou indo.
Dois minutos depois…
– Fábio o que você esta fazendo perdido por aqui?
– Não sei. Eu apertei um botão que tinha numa gaveta do lado do meu computador, aliás, a gaveta só tinha botão. – acrescentou rapidamente.
– Aquela gaveta serve para várias coisas. –respondi entre risos.
– Mas onde nós estamos?
– Você esta no closet. No nosso closet.
– Nosso? – perguntou impressionado.
– É nosso.
– Você esta dizendo que essas roupas pretas são nossas?
– É o uniforme da agência. Como você é meu parceiro você só precisa usar quando for para alguma missão.
– Por quê? Os outros precisam usar em outros lugares? – perguntou desconfiado.
– Precisam, quando eles colocam os pés na agência eles têm que colocar o uniforme.
– Quais mais privilégios você tem que eu não sei?
– Não lembro.
– Mas porque todos esses privilégios?
– Não faço idéia. O chefe diz que eu não preciso ser igual aos outros. Isso ajuda para que eu tenha tantos inimigos. – respondi
– Você têm muitos inimigos e não é pelos seus privilégios não. Principalmente as mulheres. – disse ele sem me encarar dizendo que sou bonita
– O que você esta querendo dizer com isso? – perguntei meio sem graça.
– Nada não, falei besteira.
– Mas…
– Tati eu vou beber água. –respondeu Fábio para mim. – “Tati se você soubesse o que eu preciso te dizer. Mas tenho namorada não posso falar coisas como essas.” – pensava ele quando saía do closet por onde eu tinha saído.
– Fabio espera. Tem água aqui. – gritei, mas parece que ele não me escutou ou fingiu que não escutou.
Fábio foi para a SM falar com o Henrique.
– Algum problema Fábio? – perguntou Henrique quando viu Fábio.
– Não. Só tenho uma pergunta.
– Pode fazer.
– Como que se termina com alguém? – perguntou o Fábio.
– Fala que terminou e da o motivo.
– Mas e se esse motivo prejudicar alguém? – perguntou ele tristemente.
– A culpa não vai ser sua. – respondeu o Henrique.
– Vai sim. Porque fui eu quem terminou com ela.
– Você terminou com ela porque ela já não era a mesma de antes. E isso fez você gostar de outra menina.
– Como você sabe que eu estou afim de outra pessoa? – perguntou Fábio.
– Já percebi o seu olhar para uma pessoa. Mas você vai mesmo terminar com a Solange? – perguntou o Henrique curioso.
– Vou, não posso continuar assim.
– E vai terminar quando? – perguntou Henrique muito interessado.
– Hoje mesmo. A Tati vai sozinha prender o bandido, e eu assisto tudo pelo C.A. mais tarde. Antes dela voltar, eu estarei aqui.
– Tem certeza?
– Mais do que absoluta. – respondeu Fábio confiante.
– Então eu enrolo a Tati. Pode ir.
– Mas e se a Solange estiver com o JJ2?
– Deixa eu ver… Ela está conversando com ele. Mas deixa o JJ2 te vê que ele inventa uma desculpa e sai para você entrar.
– E como eu faço para saber o que eles estavam conversando? – perguntou o Fábio.
– Quando você estiver com o JJ2 você me liga que eu te ajudo.
– Tudo bem, enrola a Tati para mim.
– Claro, eu ponho o JJ2 no seu lugar.
– Valeu. Tchau Henrique. – disse Fábio saindo.
– Tchau Legião.
Então Fábio foi se encontrar com a Solange. Mais tarde…
– Henrique onde esta o Fábio? – perguntei.
– Ele já esta chegando. Olha ele aí. – disse Henrique apontando para o JJ2.
– Fábio me espera na nossa sala que eu já vou.
– Tudo bem Tati.
– Henrique eu quero falar com o JJ. –pedi.
– Mas Tati ele está conversando com a sua mãe.
– O manda inventar alguma coisa que eu quero falar com ele.
– Espera só um minuto. –pediu Henrique.
Cinco minutos depois…
– Pronto pode falar com ele. – dizendo isso ele me entregou o comunicador.
– JJ?
– Sim senhorita Rouxinol. – respondeu o robô.
– Se o Roger me ligar é para você transferir a ligação para o meu celular.
– Qual? Para o normal ou para o da agência? – perguntou o robô.
– Qualquer um.
– O Roger trabalha na agência senhorita Rouxinol?
– Trabalha. – respondi.
– O que ele quer falar com a senhorita? – perguntou o robô curioso.
– Não posso dizer.
– O que a senhorita quer falar com ele?
– Coisas JJ, somente coisas. – respondi sem paciência.
– A senhorita quer a minha ajuda para mais alguma coisa?
– Não, somente quero que passe a ligação.
– Senhorita, o JJ2 está do seu lado?
– Não. Esse é o Fábio.
– Não é não. Esse é o JJ2.
– Então rastreie o Fábio. – pedi.
– Agora mesmo senhorita. – disse o robô apertando alguns botões no relógio dele.
Dois minutos depois…
– O senhor Legião está com a namorada. – respondeu JJ inocentemente.
– Como assim? – perguntei furiosa.
– É isso mesmo senhorita. Ele está com a senhorita Solange.
– É impossível.
– Mas quem está com a senhorita é o JJ2, pode ver a marca nas costas.
Então eu fiz o “Fábio” tirar a camisa. E realmente era o JJ2.
– Tudo bem senhorita? –perguntou ele vendo a minha cara de raiva.
– Tudo ótimo. –respondi irritada.
– Então a senhorita Rouxinol quer mais alguma coisa? – perguntou o JJ
– Não. Mas não esquece de passar a ligação.
– Sim senhorita.
E desliguei o telefone.
– Henrique me mostra o Fábio. – exigi.
– Não posso maninha. – respondeu ele desligando o computador que estava na minha frente.
– Como não. Ele tinha que me acompanhar nessa missão.
– Para falar a verdade, Tati, ele só iria olhar e ainda daqui da agência.
– É, mas… – fiquei sem resposta.
– Você não tem desculpas Tati.
– Mas eu quero ver ele. – protestei.
– Não posso Tati. E outra, você esta atrasada. –disse Henrique arrumando desculpas.
– Tem razão. Mas grave tudo. Depois eu quero ver o que ele estava fazendo.
– Tudo bem Tati. –respondeu Henrique. – “Sinto muito, mas não posso, senão você vai saber de coisas que você não pode saber. Como por exemplo: que o Fábio esta terminando com a Solange por causa de você.” – pensava Henrique enquanto eu me retirava.
Em menos de 10 minutos eu já estava pronta para sair.
Fingi ser uma “amiga” de Charles no telefone e ele aceitou se encontrar comigo na praça no centro da cidade. Claro que marquei quando a praça estava deserta, só para não levantar suspeita.
Às 23h00 horas na praça do centro…
– Você esta mudada Carla. – falou Charles.
– Você nem imagina o quanto Charles. –respondi.
– Você também escapou da prisão?
– Claro. Não sou burra de ficar lá dentro.

– Isso que eu admiro em você Carla. Depois desses 5 anos você ainda continua linda. Mas eu me lembro de você morena. – respondeu Charles suspeitando de mim.

– A cadeia muda a todos, Charles. – respondi a ele.
– É você tem razão, mas por que nós não vamos para outro lugar Carla?
– Para onde? – perguntei inocentemente.
– Conheço um lugar que nenhuma polícia entra.
– Por que a polícia não entra? – perguntei meio assustada.
– Porque tem identificador de retina.
– Certo. Mas se queremos ficar sozinhos para que vamos a um lugar ceio de amigos? – disse tentando mudar o rumo da conversa, e do lugar também.
– Você quer ficar sozinha comigo? – perguntou ele empolgado.
– Claro que sim. – “Não posso ser descoberta seu anta”.
– Lá tem quartos. Se é que você me entende.
– Não quero ir lá.
– Você vai. –dizendo isso Charles agarrou o meu braço e saiu me puxando.
Quando eu fui entrar aconteceu o que eu temia, fui descoberta.
– Você não é a Carla.
– Eu sou a Rainha da Inglaterra. Você não esta me reconhecendo? – perguntei irônica.
– Você é a agente Rouxinol. Foi você que me prendeu.
– Nossa! Está ficando esperto.
– Você! Como se atreve a vir atrás de mim de novo? – perguntou ele muito nervoso.
– Cruz Credo! Eu atrás de você? Não me faça rir. Só vim para te prender por mais no mínimo uns 10 anos.
– Você esta sozinha. Cadê o seu parceiro?
– Não te interessa. – respondi irritada.
– O Otávio me contou que você o matou.
– Ora seu… Como você se atreve? – perguntei quase batendo nele.
– É pela sua cara você o matou mesmo. – disse Charles me provocando.
Aí eu não agüentei, meti um soco na cara dele.
– Sua prostituta, sua vaca… – ele começou a me xingar
Com tudo isso que ele me falou fiquei mais nervosa. Chutei a barriga dele, e depois dei uma cotovelada no nariz dele. Ele caiu no chão e ficou se retorcendo com o nariz sangrando.
Os bandidos que estavam por perto saíram atrás de mim, quando algemei o Charles.
Ainda bem que sou forte. Porque tive que pegar o Charles que estava desmaiado e sair correndo. Não podia com mais de vinte bandidos. E todos estavam armados.

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sobre Vanessa Sueroz

Autora dos livros Confusões em Paris, Minha última chance, Odiado Admirador Secreto, Presente de Aniversário, Eu te amo mais e Três Botões.


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