Parte II 6


Continuação do livro “O diário de uma agente” que contém da Páginas 6 a 10.

Anteriormente:

– Pelo visto você sabe mais de mim do que da agência. – brinquei.
– É mais ou menos isso. É que a agência é muito grande. E você tem um jeito fácil de conhecer, pois com você, é só não te irritar. – respondeu ele um pouco vermelho
– Tem razão.
E bateu o sinal para o final do intervalo.

Parte II

– Lá para as 10 horas da noite é para você estar na agência. Eu mando um carro ir te pegar na sua casa.
– Mas o que eu digo para o meu pai?
– Nada. Eu vou mandar um robô, vamos dizer, um clone seu. Quando você estiver na agência, ele irá te substituir em casa ou na escola.
– O pessoal é bem eficiente. – disse Fábio.
– Tem razão. Depois é só você transferir a memória do robô para você. Ou melhor dizendo, para um chip que tem no seu cérebro. Mais para frente eu explico. Fazendo isso você vai saber tudo que aconteceu quando você estiver na agência.
– Adorei isso. Eu não preciso me preocupar com as coisas em casa.
– Mas precisa se preocupar em dobro com a agência, e principalmente com a sua missão. – respondi séria.
– Em falar nisso, quando eu vou ter a minha primeira missão? –perguntou Fábio empolgado.
– Vemos isso hoje à noite. Tchau tenho que ir para a sala.
– Tchau, que horas é para eu ir para a agência?
– Eu vou passar no seu prédio às 22h30min, não se atrase.
– Certo então.
Na sala eu estava fazendo a minha lição quando o meu C.A.toca.
– Tati pode falar?
– Espera aí. – respondi para a pessoa que estava no CA. – Professora! Posso sair da sala um minuto?
– Pode, mas não demora Tatiana.
– Tudo bem. – respondi – Pronto pode falar Henrique.
– Estava na sala? – perguntou Henrique.
– Estava.
– Foi mal, mas chegou a sua missão. E é melhor vocês virem para cá agora.
– Que tipo de missão é?
– Dessa vez é só para prender um bandido.
– Isso é chato.
– Chato ou não, pagaram muito bem. E você vai ter que fazer isso o mais rápido possível.
– Tudo bem. Manda o JJ para me substituir e manda um robô para o Fábio também.
– Tudo bem. Daqui a pouco eles estarão ai. –disse Henrique.
– Quanto tempo vai demorar até o carro chegar?
– Eu já liberei o carro. Daqui a uns dez minutos no máximo ele chega. –respondeu Henrique sem muito ânimo.
– Maninho você não está na SV? (SV é a primeira sala da agência. Ela é toda feita de vidro, na entrada tem um detector de metais, e a única coisa que tem na sala é um balcão. Onde o Henrique trabalha).
– Não. Eu estou na SM. (SM é a segunda sala da agência. Ela é toda de metal, com um balcão que tem entrada para a SV. Essa sala é a que contém mais aparelhos. Exemplo: gravadores, C.As, peças de computador, e muito mais).
– Está fazendo o que aí? – perguntei.
– Tati eu trabalho na área de tecnologia. A SM tem mais tecnologia do que a SV.
– Eu não acho.
– Claro que não. Você tem a única sala subterrânea só para guardar as suas coisas, os aparelhos que você já usou.
– Mentira. Guardar as coisas dos meus parceiros também.
– Você sempre esta com um parceiro diferente. – disse Henrique rindo.
– Eu achei o meu parceiro perfeito. – respondi empolgada.
– Então vai chamar seu parceiro “perfeito” que o carro, já está na frente da sua escola.
– Tudo bem. Nos vemos daqui a pouco. Tchau.
– Tchau maninha.
– Professora eu tenho que falar urgente com o meu primo.
– Aconteceu alguma coisa Tatiana?
– Nada grave professora, mas mandaram-me falar com ele.
– Tudo bem Tatiana, vai falar com o seu primo. – respondeu a professora.
– Obrigada professora. – e dizendo isso, saí da sala.
Na sala do Fábio…
– Professora! Posso falar com o Fábio um minuto?
– Não demora Tatiana.
– Tudo bem.
E Fábio foi falar comigo.
– O que foi Tati?
– O Henrique falou para a gente ir para a agência. Chegou a nossa missão. – respondi puxando ele para fora da sala.
– Mas Tati…
– Temos que ir logo.
– Mas Tati nós temos aula.
– Espera ai. – dizendo isso eu peguei o C.A.e liguei para a agência. – Manda o JJ para a sala 11 e o outro robô para a sala 14.
Três minutos depois…
– Pronto. O JJ2 vai te substituir na escola e em casa hoje.
– Mas Tati nem deu tempo para eu poder dormir. E eu também vou perder matéria. – protestou Fábio.
– Não vai não. Depois eu explico tudo isso.
– Mas e o sono? – perguntou ele pensativo.
– Também tenho truques. Na agência eu te explico tudo. Qualquer coisa a gente dorme lá.
– Na agência? – perguntou impressionado.
– Lógico. Esqueceu-se que eu tenho um quarto lá?
– Tudo bem. Mas você vai ter que me explicar direito essa história.
– Pode deixar. Eu explico tudo o mais rápido possível.
– Se você estiver com sono me avisa. – respondi.
– Eu estou com sono.
– Eu estou falando de não agüentar mais.
– Tudo bem. Eu ainda não cheguei nesse ponto.
– Ainda bem. senão você não agüentaria o “tranco” comigo.
– Por quê? – perguntou Fábio.
– Tem vezes que eu chego a ficar mais de 80 horas acordada.
– Caramba!
– Vamos para o carro, não podemos perder tempo.
– Tudo bem.
No caminho para agência…
– Agora eu explico. O robô tem um chip que você pode retirar e copiar tudo para outro chip. – respondi como se aquilo fosse à coisa mais simples do mundo.
– Mas isso não vai adiantar nada. – disse Fábio.
– Acho que você não sabe.
– O quê?
– Quando você entra na agência, eles mandam você tomar uma pílula. Certo? – perguntei já sabendo a resposta.
– Certo. E daí?
– E daí que essa pílula é um chip, que serve para várias coisas, uma delas é que você pode transferir as informações do robô, ou do computador para você.
– Nossa! Mas se pode transferir do computador, por que a gente ainda tem que aprender tudo sozinho? –perguntou ele.
– Por que não é justo que você aprenda tudo de uma hora para a outra.
– Que droga! Mas e o lance do sono?
– É com esse chip também. –respondi distraída.
– Como? –perguntou Fábio um pouco pensativo.
– Eles colocam você em uma maquina para você dormir durante uma hora, essa uma hora corresponde a 10 horas dormidas.
– Bem eficiente esse chip.
– Tem razão. Mas vamos logo porque temos que ver qual é a nossa missão.
Na SV o detector de metais começa a apitar.
– De novo Tati. – disse Henrique.
– Foi sem querer Henrique. – respondi tirando a arma.
– Tudo bem.
– Onde está a missão?
– Está na sua sala.
– Valeu! –falei para Henrique. – Vamos Fábio.
– Espera um pouco Fábio, preciso falar com você. Vai indo na frente Tati. – disse Henrique.
– Tudo bem, mas não demora.
– Tudo bem Tati.
Quando sai da SV os dois começaram a conversar:
– O que foi Henrique? –perguntou Fábio.
– Fábio eu preciso te falar algumas coisas. – disse Henrique sério.
– Pode falar.
– Fábio a Tati não vai deixar você ir nessa missão.
– Por que não? – perguntou espantado.
– Por que vai ter tiros.
– Mas ela já me ensinou a manejar uma arma.
– Não é isso. Ela confia em você. – disse Henrique pensativo.
– Então o que é?
– Você já ouviu falar do Gabriel?
– Já. Dizem que ele foi namorado da Tati e do nada ele morreu. –disse Fábio.
– Ele não morreu do nada, um bandido o matou e a Tati se culpa.
– Por quê?
– Isso ela é quem vai ter que te contar. Mas por causa disso, a Tati não vai querer que você chegue perto de um lugar que tenha tiros. – disse Henrique um pouco deprimido.
– Mas… A Tati não pode fazer isso comigo.
– Ela pode. Ela é sua superiora. E outra ninguém vai contra ela aqui na agência.
– Por que não?
– Porque ela é a melhor das agentes. Ela é melhor que 2 mil agentes juntos. – respondeu Henrique fazendo algumas contas mentalmente.
– Isso é exagero.
– Não é não. A Tati te falou de um chip que você tem no corpo?
– Já sim. – disse ele ainda pensando nos tiros.
– Então venha aqui que eu quero que você saiba algumas coisas sobre os ladrões que a Tati conhece.
– Você está falando que eu vou conhecer todos os bandidos que a Tati conhece?
– Vai.
– Que bom. Agora vou saber um pouco mais.
– Venha aqui.
Dois minutos depois…
– Pronto. Pode ir para a sua sala.
– Nossa isso não dói. – disse Fábio surpreso.
– Claro que não. Nós não vamos machucar os nossos agentes.
– Você fala como se fosse o dono da agência. Mesmo que fosse de certa forma, mas você fala como se fosse o dono.
– Você está ficando louco? “Mudando de assunto. Você não pode saber nada ainda. Se descobrir, por favor, não fala nada a Tati.” – pensava ele enquanto olhava distraidamente Fábio.
– Eu estou falando sério. – disse Fábio agora sorridente.
– Vai Fábio. Você tem mais o que fazer.
– Eu estou indo, mas quero terminar essa conversa depois.
– Tchau Fábio.
– Depois agente se vê Henrique.
Quando Fábio entra na sala da de cara com uma mesa, que nunca existiu.
– Tati que mesa é essa? – perguntou ele examinando a mesa.
– Ai! Esqueci de te falar que a sala tem coisas subterrâneas. Quando precisamos delas, é só apertar um botão.
– Nossa eu vou pirar com tanta informação.
– Nossa missão é prender o Charles que fugiu ontem à noite.
– Foi você que o prendeu da outra vez, senão estou enganado. –disse Fábio tentando parecer sábio.
– Certo. O Henrique usou o chip não foi?
– Foi. Como você sabe? – perguntou sem entender.
– Ele esqueceu de desligar a máquina. – respondi rindo.
– Como você sabe disso?
– Porque quando a máquina esta ligada os olhos da pessoa que usou, ou esta usando ficam pretos. E como eu não vou perceber que de verde azulado o seu olho esta preto.
– Nossa, dessa eu não sabia.
– Certo, hoje vamos prender o Charles. quer dizer… Eu prendo e você fica aqui só olhando tudo pelo monitor. – respondi voltando a ficar séria.
– Mas Tati eu quero ir. – pediu Fábio.
– Querer não é poder. – respondi levantando.
– Me diz o que aconteceu com o Gabriel que você não deixa nenhum dos seus parceiros irem prender ninguém quando você sabe que vai acabar em tiroteio?
– Fábio não é para te zoar não, mas isso não te interessa.
– Interessa sim Tati.
– Eu já disse que você não vai. E está decidido. Eu vou daqui a uma hora. – respondi irritada.
– Então o que adiantou você me tirar da sala? –perguntou Fábio nervoso.
– Você não esta pronto para saber de certas coisas. Eu vou falar com o Henrique e já volto.

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Próxima Parte

Qual será o próximo passo da Tati?

Espero Comentários!


sobre Vanessa Sueroz

Autora dos livros Confusões em Paris, Minha última chance, Odiado Admirador Secreto, Presente de Aniversário, Eu te amo mais e Três Botões.


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6 thoughts on “Parte II

  • Adah

    Nessa!
    Tá muito boa a sua história..o qe aconteceu pra vc naum ter publicado?
    Quando puder postar mais,por favor poste!
    estarei aguardando
    Beeijos ;*

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    Vanessa Sueroz Reply:

    Não consegui editoras grandes e as pequenas sempre arrumam um defeito para que você gaste mais dinheiro… cansei de complicações quando a editora começou a implicar com a capa do livro, enfim… agora só publico se for editoras grandes, e é o que estou tentando fazer com o último livro que escrevi. 😀

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