Parte I 3


Primeira parte do livro, como já disse antes, ele vai ser postado por numero de páginas, segue da página 1 à 5. Espero comentários.

Parte I

Minha vida não é igual a de todos. Sou uma agente da CMCC (Corporação Mundial Contra o Crime), acho que vocês nunca ouviram falar desta agência, pois é secreta, quer dizer, praticamente secreta, pois algumas pessoas da polícia sabem, mas pessoas comuns como você, não deve conhecer.
Para mim esse vai ser um livro, mas quando vocês estiverem lendo eu já consegui realizar tudo que eu Queria.
Minha vida se resume a agência, que nem minha mãe sabe que eu trabalho. Entrei na agência com 7 anos e não pretendo sair tão cedo.
Não me lembro muito bem do meu pai, pois ele morreu quando eu tinha 3 anos.
Eu sou filha única, estudo em escola estadual, pois minha mãe não pode sonhar que eu trabalho, principalmente arriscando a minha vida. Não sei me descrever, mas vou tentar:

  • Tenho pele clara.
  • Cabelos castanhos claros, ou loiros escuros. Você é quem define
  • Olhos pequenos, mas castanhos.
  • Não posso esquecer de citar que meu cabelo é liso natural.
  • Posso dizer que tenho um corpinho bonito.
  • Atualmente peso 52 kg, mas não sei se vou ficar com esse peso por muito tempo.
  • Tenho só 1,65 aproximadamente de altura. “Baixinha não?”
  • Ah sim, infelizmente uso óculos, quer dizer, quando eu estou trabalhando eu não uso, pois comprei lentes quando tinha 15 anos.
  • Meu pé é tamanho 35.
  • Atualmente tenho 30 anos, mas vou começar a contar a história dês de os meus 14 anos.

Tenho quase certeza que não esqueci de nada. Bem o que mais posso citar para que você me conheça? Ah sim, não posso esquecer de dizer que tenho inimigos (as) na escola, quer dizer, em todos os lugares que eu vou alguém não vai com a minha cara.

Sei lutar de tudo, desde coisas simples como capoeira até judô, caratê e vários, (não é querendo me gabar, mas é claro que sou a melhor em todos os esportes). Faço de tudo, tenho boas notas na escola e sei tudo sobre tecnologia, ou melhor, sei muito, e ainda vou aprender mais.

Gente não liga se eu falar o que o Henrique e Fábio pensam durante a história. É que eles estão me ajudando a escrever esse livro.

Não sou muito de namoro, e não tenho tempo para pensar em ficar com ninguém, e também não acho certo. Resumindo eu era solteiríssima, mas agora tenho um marido. Só uma vez eu quase tive um namorado, mas por motivos que direi mais para frente, nosso namoro não deu certo. quer dizer, depois eu tive um namorado, mas vocês verão na história.

Agora vamos para a minha história que eu já cansei de falar de mim. Quero falar das minhas aventuras na agência.

Um dia eu estava na agência treinando (não lembro que tipo de luta), quando o C.A. (Celular da Agência, ele não era comum, ele é do tamanho de um cartão de crédito, é que ele tem um cartão magnético, um fone de ouvido, câmera de vídeo, gravador de voz com tempo indeterminado, e outras coisas) toca:

– Alô!
– Alô! Tati?
– Oi Henrique. (Henrique é um amigo que eu considero irmão).
– Tati vem aqui para a sua sala que o chefe contratou um novo parceiro para você. – ele me disse do outro lado da linha.
– Quem é desta vez? – perguntei curiosa
– Vem para cá. Acho que você vai gostar dele. – ele fez um mistérios no telefone.
– Você sabe que ninguém sem ser o Gabriel durou mais de uma semana sendo meu parceiro. (Gabriel é a pessoa que eu falei que quase foi meu namorado)
– Eu sei. Por isso se você gostar dele, é você quem vai treiná-lo. – disse Henrique parecendo feliz.
– Quer dizer que ele não sabe nada? – fiquei decepcionada.
– Ele sabe, mas como você quer que seus parceiros sejam perfeitos então você é quem vai aperfeiçoar ele.
– Tudo bem eu estou indo para a minha sala. –respondi um pouco decepcionada.

Quando eu cheguei à minha sala:

– Rouxinol, eu quero apresentar o seu novo parceiro. (Rouxinol é meu apelido, ou codinome na agência).
– Oi Tati.
– Oi… Fábio. – respondi toda sem jeito.
– Agora pode chamá-lo de Legião. –disse Henrique
– Quanto tempo faz que você sabe da agência Fábio?
– Maninha ninguém sabe dele na agência. Fui eu que o treinei, pois o chefe quer alguém perfeito para ser seu parceiro. – disse Henrique.
– E você está pronto para ser meio parceiro, Legião? –perguntei com uma voz bem séria.
– Não totalmente, mas estou pronto para começar a estar pronto. Ou perfeito, como você quiser que eu seja. –disse ele meio acuado.
– É isso que eu queria ouvir. Então vamos ver do que você é capaz. Venha comigo até a sala de treinamentos, para ver se você está mesmo pronto para pelo menos treinar comigo. – respondi um pouco séria.

“Foi mal eu ter falado isso, mas você tem que achar que eu sou chata, só para ter certeza que você não vai desistir no meio do treinamento”. – pensei quando estava indo para a sala de treinamento de novo.

Chegando à sala de treinamento…

– Pronto vá ali ao vestiário e ponha o uniforme da agência.
– No vestiário? – perguntou ele com uma voz de desanimo.
– Já percebi que você também odeia vestiários. Certo?
– Acertou. –respondeu ele.
– Relaxa a gente tem uma sala só de uniformes para mim e para você. Se você for o meu novo parceiro.
– Você está falando que tem preferências na agência? – perguntou ele impressionado.
– Não gosto de dizer que são preferências. Gosto de dizer que são, pequenas coisas a mais. Você só está falando isso, porque ainda não viu o meu quarto. –respondi sem pensar.
– Eu fiquei sabendo que só você e o Henrique que têm quartos na agência.
– É, mas não espalha não, pois esse povo já tem inveja de mim, imagina sabendo o tanto de coisas que eles não sabem.
– O que mais tem? – perguntou Fábio muito interessado.
– Você descobre. – respondi.
– Dá um exemplo.
– Acho que o carro. –respondi
– O que tem seu carro de especial?
– O meu carro por fora é igual o dos outros, uma limusine preta, com vidros filmados, mas por dentro, é totalmente diferente.
– Tem o quê? – perguntou ele novamente.
– Têm três notebooks, uma televisão, um frigobar, um vídeo, um DVD, e outras coisas.
– Você está dizendo que aquela Patrícinha da escola, é realmente uma Patricinha?
– Eu não gosto que Mauricinhos me chamem de Patricinha.
– Eu não sou Mauricinho. – respondeu Fábio irritado.
– Está bem. -respondi
– Vamos parar de discutir nós dois temos que nos dar bem. – respondeu Fábio.
– Eu acho que a sua namorada não vai gostar muito dessa idéia.
– Tatiana deixa a Solange fora disso. Tati, eu e você nos conhecemos há dois anos, quase que podemos dizer que tivemos alguma coisa, somos amigos, mas quando a gente tiver brigando, não põe a Solange no meio.
– Você sabe o que eu penso dela. – respondi com ar de indiferença.
– Sei muito bem. Você diz que ela é uma galinha, falsa, interesseira, criança, e muito mais. Tati! Vamos mudar de assunto? Ou melhor, não é melhor você me testar logo antes que de a hora de ir para a escola?
– Tudo bem eu também não quero discutir com você. Como você disse somos amigos. – respondi me posicionando para treinar.

Nós dois começamos a treinar de tudo, fizemos até teste de raciocínio, a única coisa que eu não o aprovei foi no teste de tiros. Fábio não sabia nem pegar numa arma, muito menos atirar em um alvo em movimento.

Mais tarde no intervalo da escola…

– Tati eu precisava falar com você. Em particular. –disse ele chegando ao grupinho das minhas amigas.
– Fábio. – Chamou uma amiga da Solange. – Fábio, eu acho que a Solange pode saber disso. – ameaçou a menina.
– Cala boca Bruna, se você falar alguma coisa para a Solange, eu apronto para o seu lado. Vingo-me de você. –respondeu Fábio nervoso.
– Claro. Vamos para lá. Aqui tem muita gente. – disse para ele.

Dois minutos depois…

– Tati me desculpa por eu ter falado tudo àquilo para você hoje de manhã. É que eu fiquei meio nervoso.
– Nervoso comigo? – perguntei espantada.
– Não exatamente. – respondeu ele sem graça.
– Pode explicar?
– É que quando me disseram que eu iria trabalhar com a melhor agente da CMCC, eu fiquei assustado.
– Eu não sou a melhor.
– Você é a que luta melhor, a que fala mais idiomas, a que prendeu mais bandidos, a que passou por mais perigos e sempre saiu inteira, a que sempre pega os piores casos, e sempre resolve…
– Acho que entendi. Você está com medo de não ser bom o bastante? –perguntei meio espantada.
– Acho que é por ai. – disso ele muito constrangido.
– Relaxa. Eu não sou tão louca de deixar você fazer alguma coisa sem estar preparado. Mas o seu defeito é não saber mexer com armas.
– É que foi a primeira vez que eu peguei em uma arma.
– Eu estou sabendo. Mas é fácil, com o tempo você aprende. E Fábio, foi mal o lance com a Solange, é que eu não consigo ir com a cara dela.
– Tudo bem. Cada um tem seus motivos. – respondeu Fábio impaciente.
– É, mas eu não tenho motivo. – menti um pouquinho.
– Mas um dia você vai ter.
– Quê? Por que você está dizendo isso? – perguntei sem entender nada.
– Porque comigo já aconteceu isso. Eu não tinha motivos para não gostar de uma pessoa, mas eu não gostava dela de jeito nenhum, mas depois de um tempo essa pessoa fez uns negócios que eu odiei, e ainda bem que eu não gostava dela.
– Acho que eu entendi. – respondi pensativa.
– Mas vamos parar de falar em coisas chatas. Conta-me uma coisa. É verdade que o tal do Gabriel era seu namorado? –perguntou ele parecendo extremamente curioso e interessado.
– Quem te falou isso?
– A agência toda comenta. Escutei pelos corredores.
– Ele não era meu namorado, a gente não tinha nada. E eu não quero falar sobre esse assunto. – respondi um pouco triste.
– Tudo bem. Tati faz quantos anos que você trabalha na agência?
– Des de os meus 7 aninhos.
– Você tem 14, não é?
– É sim. E você tem 15. Certo? – perguntei.
– Certo.
– Por que você chama o Henrique de irmão?
– Por que ele foi o meu primeiro parceiro, e ele é quem cuida de mim des de os meus 7 anos. – respondi carinhosamente.
– Certo, agora é que eu estou entendendo o que estava acontecendo lá na agência.
– Pelo visto você ainda não sabe nada da agência.
– Mais ou menos. Sei de algumas manias suas na agência.
– Como qual? –perguntei.
– Que você sempre esquece de tirar as armas quando vai passar pelo detector de metais, na SM. (Sala de Metal).
– Quem é que te contou isso?
– Se esqueceu que foi o Henrique que me treinou?
– Tinha que ser ele. – respondi sorrindo.
– Ele disse que eu tenho que saber as suas manias para você não ficar pegando no meu pé por causa disso.
– Pelo visto você sabe mais de mim do que da agência. – brinquei.
– É mais ou menos isso. É que a agência é muito grande. E você tem um jeito fácil de conhecer, pois com você, é só não te irritar. – respondeu ele um pouco vermelho
– Tem razão.

E bateu o sinal para o final do intervalo.

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sobre Vanessa Sueroz

Autora dos livros Confusões em Paris, Minha última chance, Odiado Admirador Secreto, Presente de Aniversário, Eu te amo mais e Três Botões.


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