O diário de uma agente 2 – Parte VI


Anteriormente:

– Velha? Você tem só 34 anos.

– Sou velha para engravidar. E não quero ter outro filho. Dois já está bom. – respondi.

– Seria bom ter uma criança correndo pela casa de novo. – comentou Fábio.

– Mas não seria bom acordar de madrugada para dar mamadeira. – reclamei.

– E uma criança falando pela primeira vez. – comentou Fábio.

– Enjôos e aquela barriga enorme… – reclamei.

– Aquela mãozinha, aquele pezinho. As roupinhas… – comentou Fábio.

Parte VI

– As fraudas, os choros, a bagunça… – reclamei.

– Querida… Um bebe nos faria bem.

– Um bebe faria você bem. Eu é que tenho que sentir dor, que sentir enjôos, que acordar de madrugada… Sem chance. Não vamos ter outro filho.

– As crianças iriam adorar.

– Elas que visitem um orfanato ou se contentem um com o outro. Não mandei eles nascerem gêmeos. – reclamei.

– Mas princesa..  Não toma pirula uma semana. Se você engravidar bom, se não eu não insisto mais.

– Não Fá. Não quero outro filho a essa altura da vida. Se eu fosse mais nova poderia pensar, mas agora não. Desiste.

– Você é teimosa de mais. – respondeu Fábio um pouco triste.

Sorri para ele e fui dormir.

Na manhã seguinte os gêmeos acordaram cedo. Cedo de mais para um simples sábado.

Acordei com Guilherme batendo na porta.

– Levantem. Vamos ver as coisas para a nossa festa antes que alguém da agencia ligue. – gritava Guilherme na porta.

Olhei sonolentamente para o relógio que indicava seis horas.

– É cedo! Fui dormir tarde ontem. Não podemos ver isso depois? –perguntei.

– Depois que horas? De madrugada? Levantem logo. – gritou Guilherme.

Fábio levantou mal humorado e foi tomar banho. Eu me troquei e desci para fazer o café que para a minha surpresa estava feito.

– O que deu em vocês hoje? Levantaram cedo… Fizeram o café… Vocês estão bem? – perguntei para os dois que me observavam.

– Estamos ótimos. Só queremos sair logo de casa. – respondeu Yasmim.

– Não fiquem muito perto do seu pai hoje. Ele está de péssimo humor. – disse para eles.

– Escutamos vocês discutindo ontem à noite. – respondeu Guilherme sem emoção.

Tomei café meio sem entender porque Yasmim e Guilherme estavam agindo assim.

Tomei banho e saímos para ver as coisas da tal festa das crianças.

Lá para as nove da manhã paramos um pouco para descansar.

– Onde querem ir agora? – perguntei para eles.

– Que horas são? – perguntou Yasmim.

– Nove e dez. Por quê? – respondi.

– Nada. Vamos dar mais uma volta. – disse Guilherme sem deixar Yasmim me responder.

– Tem alguma coisa estranha neles. E porque ninguém ligou atrás da gente ainda? – perguntou Fábio ao meu ouvido.

– Boa pergunta. O que será que eles estão tramando? Hoje é alguma data especial? – perguntei para ele sem que os gêmeos percebessem.

– Que eu saiba não. – respondeu Fábio.

Mais tarde quase onze da manhã Henrique nos ligou.

– Não vão vir para a agencia hoje? – perguntou Henrique.

– Saímos com as crianças. – respondeu Fábio.

– Que bom!

– Porque não ligou antes? Sempre estamos ai antes das oito e você ainda fica ligando perguntando o porquê da demora… Porque não ligou hoje? – perguntou Fábio desconfiado.

– Deixa eu falar com o tio. – pediu Guilherme não deixando Fábio escutar a resposta do Henrique.

Fábio entregou o C.A. e foi falar comigo enquanto Yasmim ia escutar a conversa de Guilherme e Henrique.

– Eles estão tramando alguma coisa. – disse para Fábio assim que se aproximou de mim.

– Eu sei. Só resta saber o que. – disse Fábio prestando atenção nas crianças.

– Tem certeza que hoje não é nenhum dia especial? A ultima vez que ficaram assim foi em um dos nossos aniversários de casamento. Lembra? Aquele que eles pensaram que tínhamos esquecido.

– É verdade. Mas hoje não é nosso aniversário. Nosso aniversário é daqui a uns dois meses mais ou menos. – respondeu Fábio.

– Sei disso.

– Trouxe seu C.A.? – perguntou Fábio.

– Não. Por quê?

– Eu ia verificar a data pelo computador para ver se não esquecemos nenhuma data importante.

– Usa o seu. – respondi.

– Está com o Guilherme. – respondeu Fábio irritado.

– Usa quando ele devolver Fábio. – respondi entediada.

Depois que Guilherme devolveu o C.A. verificamos o computador da agencia. Nada de especial com relação a nós estava acontecendo de acordo com o computador e com a nossa memória, mas é claro que estávamos enganados.

Fomos para a agencia assim que as crianças acabaram de tomar um sorvete. Estranhamos mais ainda quando eles quiseram ir junto conosco com a desculpa de que queriam conhecer mais a agencia. Como se eles já não conhecessem.

Chegando lá demos de cara com uma pequena festa na nossa sala para nós. E para a nossa surpresa era uma festa para comemorar vinte anos de parceria, minha e do Fábio.

Não descobrimos nada pelo C.A., pois o Henrique lembrou que fomos treinados para desconfiar de tudo e iríamos procurar nos arquivos o que eles estavam tramando.

Os olhos dos gêmeos brilhavam ao ver todas aquelas fotos de quando éramos da idade deles… Tem tanta foto engraçada… Os dois até colocaram os nossos antigos uniformes e tiraram fotos.

Foi um dia muito gostoso, pelo menos até mais ou menos cinco da tarde, que foi quando um agente da África veio nos fazer uma visitinha com informações da Thais.

– Boa tarde! Preciso falar com Rouxinol e Legião. Eles são desta filial se não me engano. – disse o agente para Ricardo.

– São sim. A quem devo comunicar?

– Sou Trilin e essa é minha parceira Gaila.

– Assunto? – perguntou Ricardo.

– A missão deles. Temos informações. – respondeu Gaila.

– Porque não passaram pelo computador ou ligaram?

– Você é novo por aqui? O regulamento diz que não pode passar tais informações por esses meios. Alguém pode interceptar. – respondeu Trilin.

– Conhecem o caminho ou querem que eu acompanhe? – perguntou Ricardo.

– Tem um mapa? – perguntou Trilin.

– Ali. – respondeu ele apontando o local dos mapas.

Trilin era um rapaz de mais ou menos 22 anos, alto, negro, magro, com aparência seria. Enquanto que Gaila era uma linda jovem da mais ou menos 17 anos, um lindo corpo, mulata, com seu 1,64 m, aparência juvenil.

Uns quinze minutos depois eles já estavam na nossa sala.

– Quem são vocês? – perguntei.

– Trilin e Gaila. Podemos conversar com Legião e Rouxinol?

– Somos nós. – respondeu Fábio. – Henrique pode cuidar das crianças? Temos trabalho a fazer.

– Claro cunhado. – respondeu Henrique.

Uns cinco minutos depois todos já estavam fora da nossa sala e estávamos os quatro acomodados.

– O que os trazem aqui? – perguntei.

– Então vocês são os lendários agentes que destruíram a CMFC. Estão atrás a chefe da antiga agencia? – perguntou Gaila seriamente.

– Suspeitamos que está viva. Sabem algo a respeito? – perguntou Fábio ainda mais serio.

– Vimos outra pessoa que pode ser útil na investigação de vocês, mas é difícil de acreditar. – respondeu Trilin olhando várias vezes para sua parceira.

– Digam. – pedi.

– Vimos Otávio Weting. – respondeu Trilin.

– Ele está morto a mais de quinze anos. –respondi. – Eu mesma o matei.

– Sei que é difícil de acreditar, mas temos certeza que é ele. – disse Gaila.

– Rouxinol está certa. Ele está morto, impossível uma pessoa sobreviver depois de tantos tiros. – respondeu Fábio.

– Temos uma foto. Veram por vocês mesmos. – disse Trilin.

A foto era realmente de um rapaz muito parecido com o Otávio, mas o rapaz da foto era bem mais velho, tinha barba, cabelo cumprido, estava mais moreno, muito acabado parecia ter uns quarenta e poucos anos.

– Tirem à barba e o cabelo que veram que é a mesma pessoa morta há tanto tempo. – disse Trilin vendo a nossa expressão incrédula.

– Mas é impossível. – respondi.

– É por isso que viemos. Vocês conhecem o criminoso em questão. Não sabem se ele tem algum parente vivo ou algo parecido?

– Teremos que abrir um inquérito para averiguar. Não querem a missão para vocês? – perguntou Fábio.

– Não. Estamos com uma missão. – respondeu Trilin.

– E pelo visto vocês também. Quem vão mandar para a missão? Tem que ser alguém que conheça muito bem o caso. – disse Gaila.

– Temos poucas opções. Ou nós mesmos, ou Henrique, ou meu filhos. – respondeu Fábio pensativo.

– Não mandem crianças. Otávio Weting é perigoso. Mesmo que seja um engano. – respondeu Trilin.

– Tem razão. – respondi.

– É melhor vocês ficarem com as duas missões. Vocês conhecem o Otávio como ninguém. – respondeu Gaila.

– Pelas regras não podemos. Fábio é emocionalmente envolvido com o caso. Ele tem ciúmes do Otávio.

– Não podem entregar essa investigação para qualquer um. – disse Gaila.

– Daremos um jeito. Por enquanto fiquem aqui na agencia. – respondi.

– Não podemos. Temos uma missão para terminar. Voltaremos hoje mesmo para a África. – respondeu Trilin.

– A agencia está aqui para quando precisarem. –respondi.

– Vocês podem fazer essas duas missões (a do Otávio Weting e da Thais Araújo) se tornarem apenas uma. Afinal os dois estão ligados em muitos crimes. – disse Gaila enquanto se levantava.

– Boa idéia. Vou ver isso agora mesmo. – disse Fábio voltando para o computador.

Trilin e Gaila foram embora logo em seguida.

Fábio ficou arrumando a papelada para juntar as missões. Coisa que não foi muito difícil, afinal Gaila estava certa. Otávio Weting tem muito haver com Thais Araújo.

Organizamos tudo e a noite já estávamos com a missão dos dois na mão.

Esqueci totalmente do meu médico naquela noite. Só lembrei quando a moça me ligou para perguntar por que não liguei para cancelar a hora no médico.

Mas falei com o médico da agencia e ele me disse assim:

– É impossível você estar grávida se está se precavendo de tal forma como me disse. Fique tranqüila, mas se isso não for o bastante para você, marque uma hora que eu te examino e peço exames se você preferir.

Não fui mais atrás do médico. Afinal eu odeio médico. E se ele falou para não me preocupar realmente não preciso me preocupar.

Depois de mais ou menos três dias conseguimos o papel necessário para investigar na clinica onde Sara Morais foi internada.

Nesse dia acordamos cedo e colocamos o uniforme, levamos as crianças para a escola e fomos direto para a clinica.

– Bom dia, somos policiais viemos saber quem costuma visitar Senhora Sara Morais. –disse Fábio para a recepcionista.

– Posso ver o mandato de vocês? – perguntou a moça.

Mostramos.

– Venham comigo. Os arquivos ficam guardados em uma sala. Vocês já estiveram aqui antes se não estou enganada?

– Isso mesmo. – respondi.

Chegando ao local:

– Fiquem a vontade. Não posso deixar a recepção vazia. Qualquer duvida me procurem. – disse a recepcionista.

Procuramos os registros de mais recentes primeiro. E lá estava a nossa foto e dados (falsos) dizendo que Solange (eu) veio visitar Sara junto com o Fábio.

Chegamos à conclusão que seria um pouco difícil enganar a clinica, pois tinham fotos de todos que entravam e saiam, então mesmo com nome falso poderíamos identificar Thais e qualquer outro ligado a Sara.

Naquela sala só encontramos registros de até um ano, mas não tinha nada do que queríamos.

Era tudo organizado. Todo dia tinha uma folha, mesmo que esteja em branco (como várias da pasta da Solange) que só acabavam tendo a data e uma pequena frase: “Não houve visitas hoje”.

O problema disso era que não achamos nada, e que teríamos que investigar toda a estada de Sara na clinica para saber quem foi visitá-la.

O problema maior foi achar esses arquivos. Porque até cinco anos atrás poderíamos achar no subsolo.

Realmente achamos algo muito interessante. A foto da alguma criança de mais ou menos 10 anos, mas a foto não estava nítida o bastante para ver o rosto. Isso ocorreu também porque a criança está de toca cobrindo o rosto.

Concluímos que uma criança de aproximadamente 10 anos foi visitar Sara a cerca de quatro anos. Concluímos que era uma menina porque a única coisa que dava para ver realmente na foto era um cabelo cumprido. (Que no tempo em que vivemos é proibido para homens). Então sem duvidas era uma menina.

Precisávamos de mais informações e para isso fomos à recepção perguntar onde encontramos todos os registros de Sara que era cerca de mais de 15 anos.

– Onde encontramos todos os demais registros? – perguntei.

– Realmente não sei informar. Pode ser que a coordenadoria guarde, mas tenho quase certeza que os papéis são todos reciclados depois de cinco anos. Os senhores podem perguntar lá na direção da clinica. – respondeu a recepcionista.

A direção falou que poderia procurar onde está a cópia dos arquivos em disquetes ou CDs, mas é que poderia demorar um tempinho, pois tinham muitos CDs e disquetes para verificar.

Dois dias depois já estávamos na festa dos gêmeos que foi em casa mesmo.

A festa fio assim:

– Você o chamou? – perguntou Guilherme para Yasmim.

– Não. Sabia que você não iria gostar. – respondeu Yasmim confusa ao ver o amigo.

– Vou tirá-lo daqui. – disse Guilherme indo decidido para a direção do garoto.

– Não. Não arrume confusão por nada. Vou falar com ele, mas acho antiético expulsa-lo daqui. – disse Yasmim acalmando o irmão.

– Tudo bem Yasmim.

Estéfanny foi falar com Vinicius que estava a sua procura.

– Estava te procurando Yasmim querida. – disse Vinicius galantemente para ela.

– Pensei que você não viria. – disse ela disfarçando.

– Acho que o meu convite se extraviou no correio! –disse ele pensativo. – Mas não importa. – concluiu. – Tenho um presente para você. – disse Vinicius entregando uma caixinha para Yasmim.

Estéfanny sorriu gentilmente ao dizer:

– Não precisava.

– Abra. Quero ver se você gosta. – pediu Vinicius.

Estéfanny viu uma linda gargantilha de ouro branco naquela caixinha. Ficou sem reação, mas logo se recuperou e disse:

– Obrigada! Só não peço para ajudar a me colocar, pois já estou de gargantilha.

– Não seja por isso. Tiro a sua e coloco a que eu ti dei. – respondeu Vinicius já se preparando para retirar a gargantilha de Yasmim.

– Coloco amanhã cedo. Minha mãe ficaria magoada se eu tirasse essa gargantilha. – disse Yasmim sorridente.

– Tudo bem. – disse Vinicius. – Bom acho que já vou. Passo aqui amanhã. Pode ser?

– Amanhã é sábado. – afirmou Yasmim pensativa. – Acho que vou sair com a minha mãe. Vamos lá conferir com ela?

– Claro. Aproveito para cumprimentá-la.

Estéfanny e Vinicius se aproximaram de mim e de Fábio elegantemente de braços dados e se curvando para cumprimentar todos.

– Mão nós vamos sair amanhã? – perguntou Yasmim.

– Amanhã? Tenho trabalho amanhã filha. – respondi sem pensar.

– Certeza? – perguntou Yasmim.

– Por que as perguntas filhas? – perguntei.

– Vinicius iria vir me visitar. – respondeu Yasmim.

– Você vai para a agencia amanhã filha. – disse Fábio entrando na conversa.

– Que horas? – perguntou Vinicius.

Eu e Fábio nos olhamos e olhamos depois para Henrique.

– Cedo. E voltam tarde. – respondeu Henrique.

Estéfanny saiu e se despediu de Vinicius.

A festa correu tranqüila. Depois disso Vinicius foi embora, pois Guilherme estava quase expulsando ele.

Entregamos os presentes. Os dois ganharam os distintivos na agencia e ficaram de escolher o codinome deles.

Por algum tempo os dois seriam parceiros, mas que isso duraria pouco. Afinal os dois têm que conhecer e conviver com outras pessoas.

Guilherme se apaixonou por uma menina na festa que ele nem mesmo conhece, não sabe o nome, nem de onde veio, e que ninguém conhece.

Patrícia (filha do Henrique) também teve uma grande surpresa ao saber que iria estudar na mesma escola que os gêmeos daquele dia em diante.

No mesmo dia antes de dormir Fábio começou novamente a falar sobre a velha história dele:

– Nossos filhos já estão tão velhos, não querida? – perguntou.

– Não muito. Só 13 anos.

– Me lembro a felicidade que foi quando você disse que estava grávida. – disse Fábio pensativo.

– Eu lembro de quando você tinha que sair de madrugada para compra alguma coisa. Você ficava com muita raiva e não dormia direito. – respondi colocando o pijama.

– Detalhes. Lembro de quando eles nasceram… Que festa! Saiu até na televisão. Foi na época que a CMCC ficou conhecida. – dizia Fábio ainda mais pensativo.

– Lembro dos dois chorando de noite. De ficarmos sem dormir de noite a de dia, pois tínhamos que trabalhar. – respondi.

– Você só lembra as partes ruins de ser mãe. – disse Fábio desiludido.

– Lembro das coisas boas. Mas você parece que esquece o trabalho que é ter uma criança.

– Fazer é bem fácil. É a parte que eu mais gosto também. – disse Fábio sorrindo. – Mas seria tão bom ter uma criança correndo na casa novamente.

– Estou velha para mais filho Fá. Quando essa criança estiver na adolescência eu já vou ser velhinha. Não vou ter pique para acompanhe-lo. E nem você.

– Pensa bem princesa. Um bebe em casa enche a casa de vida. – insistiu Fábio.

– Não quero outro filho. Dois já está mais que bom.

– Mas eles são gêmeos. Não teve graça. Eles são iguais, sem graça. Só uma tentativa princesa. Se eu não conseguir te engravidar em não insisto mais. – pediu Fábio.

– Não. Acho que você está insistindo tanto que meu corpo está começando a acreditar que eu estou grávida.

– Como assim? – perguntou Fábio assustado.

– Minha menstruação está atrasada.

– Estranho. Isso nunca aconteceu antes. – disse Fábio pensativo.

– Estranho mesmo, mas a médica disse que não tem como eu estar grávida.

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sobre Vanessa Sueroz

Autora dos livros Confusões em Paris, Minha última chance, Odiado Admirador Secreto, Presente de Aniversário, Eu te amo mais e Três Botões.

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