O diário de uma agente 2 – Parte IX


Anteriormente:

– Se os virem por ai nos avise. – disse Fábio entregando um cartão. – Fala com o Henrique que ele nos da o recado.

– Certo. – disse o mais velho.

– Então… Aminha proposta ainda esta de pé. Pensa no assunto. Caso queira ser agente liga nesse numero. Disse entregando o numero do meu C.A. – E aqui esta o numero da pessoa que quero que conheça, e o e-mail também. – disse entregando um cartão da Yasmim e do Guilherme. – Qual seu nome jovem?

– Lucas Milzer.

Parte IX

Alguns tempo depois na suíte:

– Já vou falar com ela Henrique. – cochichava Fábio ao telefone.

Quando ele veio dormir fui logo perguntando:

– Falar o que Fá?

– É melhor você sentar Tati. – disse Fábio me ajudando a sentar na cama.

– O que foi? Os gêmeos estão bem? O que aconteceu.

– As crianças estão ótimas. Princesa, eu pedi para o Henrique fazer um exame de sangue com você e…

– Fá, eu não fiz exame nenhum. – já respondi pensando que iria deixá-lo mais calmo.

– Ele pegou sangue sem você saber. Aquele sangue que você deixou cair na sala de treinamento… Antes que se contaminasse ele pegou para fazer o exame e deu positivo. ( esse sangue que ele se refere é que eu estava treinando com o nível máximo da máquina da agencia e me machuquei).

– Deu positivo o que? Estou doente? Por isso que ando dormindo tanto e estou tão vaidosa?  – perguntei.

– Não meu amor. Muito melhor que isso. Você esta grávida.

Ri tanto naquela hora.  Eu achava impossível eu estar grávida.

– Fá! Quantas vezes eu tenho que te fala que tomo pirolas? – perguntei ainda rindo.

– Faz dois meses que joguei fora as pirulas e coloquei vitaminas no lugar. – disse ele sem me olhar.

– Você fez o que? – gritei. – Fala que você esta brincando. – pedi.

– Estou falando sério. Queria ter outro filho. E você não concordava. Aqui esta o exame dizendo que você esta grávida. – disse ele me entregando o papel.

Quando li que eu realmente estava grávida desmaiei.

Acordei no hospital e escutei um pouco da conversa do Fábio com o médico.

– Essa deve ser uma gravidez de risco. Nunca vi nada parecido. Ela não tem sintomas de grávida. Tem sintomas totalmente diferentes, tirando a fome e o sono.

– Isso é normal. A outra gravidez dela foi assim também. – disse Fábio.

– É melhor o médico dela cuidar dela. Um médico que já conheça o caso. – disse o médico para Fábio na anti-sala.

– Posso falar com ela agora? – perguntou Fábio.

– Ela vai ficar sem falar por cerca de meia hora. Mas esta tudo bem. É só a medicação. E é melhor ela parar de…

Foi quando eu vi alguém na minha frente, alguém muito familiar.

– Olá meu docinho. – disse Otávio.

– Para com isso Otávio. Temos que ser rápidos ou o Fábio vai voltar.  – disse a Thais entrando na sala.

O remédio era tão forte que eu não tinha forcas para me levantar, e nem para falar direito. Só saiu da minha boca ruídos muito baixos.

– Minha querida Rouxinol esta sedada. – riu Thais. – O que você tem querida? O que você esta fazendo no hospital? – perguntou Thaís ainda com um sorriso maligno no rosto.

Quando dei por mim Otávio estava me carregando no colo para fora da sala, foi quando consegui gritar, e Fábio saiu correndo para me ver, e quando viu que eu estava fora da cama foi direto para o corredor com a arma na mão.

Quando Fábio me viu no colo do Otávio gritando por ele, saiu correndo na nossa direção, mas a Thais começou a atirar.

– Abaixa a arma Thaís. Deixa a Rouxinol. Vocês estão presos.

– Para com isso Fábio Queiroz. E não atire. A bala pode pegar na sua esposa. – disse Thaís ainda atirando e correndo para fora do hospital.

Quando Thaís parou de atirar e Fábio saiu correndo na nossa direção.

Quando dei por mim estávamos em uma casinha, e eu estava amarrada com grossas correntes.

– Precisamos sair logo daqui Otávio. –dizia Thaís andando de um lado para o outro.

– Eu sei. Não vai demorar muito para o Fábio nos encontrar. Ele vai vasculhar cada canto da Rússia.

– E todos os outros paises. – respondi.

– Que bom que acordou Tatiana. – disse Otávio.

– É você mesmo Otávio? Eu matei você. Não pode ser o Otávio.

– Você matou… – começou a dizer.

– Para de falar com ela. Temos que ir para o único lugar que o Fábio nunca nos acharia. – disser Thaís.

– E onde seria? – perguntou Otávio.

– A própria CMCC.  Sabemos como entrar lá e sabemos onde ficar. Temos que sair daqui agora. – disse Thaís providenciando um transporte ao telefone.

– E ela Thaís? Como vamos fazer para levá-la?

– Não estou te reconhecendo querido. Nem parece meu marido. Faz ela apaga. – disse Thais antes de discar algum numero no telefone.

Otávio me deu tantos tranqüilizantes que só acordei no Brasil. E ainda amarrada.

Otávio me deu tantos tranqüilizantes que eu só acordei no Brasil, então não faço idéia até hoje de como eles conseguiram me transportar de Moscou para o Brasil sem que ninguém percebesse.

– Onde estamos? – perguntei acordando.

– Já acordou? – perguntou Thaís irritada e colocando a blusa.

– Estamos chegando meu docinho. – disse Otávio me mandando beijinhos.

– Vai ter uma recaída Otávio? Para de informar a Tatiana. Ela pode ter algum comunicador no corpo. – disse Thaís.

– Pode deixar que quando chegarmos eu verifico isso. – disse Otávio me olhando de canto.

– Você não precisa verificar nada Otávio. Quando chegarmos lá eu vou fazer um campo magnético em volta dela anulando tudo que possa trazer o Fábio até nós antes da hora.  –sussurrou Thaís para que o motorista do táxi não escutasse.

– Você planejou mesmo isso por muito tempo em Thaís… – respondi para ela.

– Estou vendo que o efeito de sedativo já passou. – disse Thaís.

– Já sim. E vou me soltar aqui. – respondi.

– Não vai minha querida. Nem mesmo você consegue se soltar desta corrente.

– E não precisa procurar o elo fraco da corrente. Pois eu já achei e tirei do seu alcance. – respondeu Thaís.

Ao entardecer chegamos na CMCC, e de uma maneira incrível entramos com a maior facilidade. Parecia que estávamos entrando em um lugar qualquer, e não em uma agencia com policiais altamente treinados.

Thaís e Otávio tamparam minha boca e  Thaís se vestiu com alguns uniformes sujos da agencia, parecia que tinham pegado os uniformes na lavanderia… Estavam até cheirando mal.

Colocaram um pouco de sedativo em mim, ao ponto deu não conseguir fazer nada além de olhar o que estava acontecendo. Passamos por alguns agentes novatos, que estavam conferindo “as prisões”, e Thaís falou que eu era uma agente ferida e que iria me levar no médico, foi quando Otávio chegou do outro lado falando ser o médico.

Levaram-me para o subsolo. E fiquei pendurada em uma corda amarada no teto por mais de uma hora. Eu realmente estava muito enjoada, mas não cheguei a vomitar.

Estávamos em uma sala no subsolo onde eu há algum tempo guardava meus dispositivos velhos, mas que agora não servia mais para nada.

Thaís fez o que havia dito: Criou um campo magnético em uma pequena salinha onde antes tinham algumas armas. Ela colocou um colchão em uma espécie de muretinha de tijolinho para mim e Otávio pregou alguns ganchos de ferro na parede.

O quartinho tinha cerca de cinco metros quadrados; piso branco, que com o pó estava praticamente preto; azulejos brancos, que também estavam com um à grossa camada de pó.

Arrumaram à fiação de modo de pegasse o quarto inteiro, criando um curto momentâneo na agencia que ficou funcionando com geradores por cerca de dois minutos, que não foram o bastante para acharem o foco  do apagão.

Então foi quando me soltaram. Tentei fugir, mas não tive força o suficiente para andar mais que 5 metros, antes que Otávio me pegasse novamente no colo.

Otávio me levou para a pequena salinha enquanto Thaís ficou arrumando meu closet para ela e o Otávio dormirem.

Essa sala era muito grande, era como se fosse a minha atual sala, só que maior. Tem banheiro, closet, mesa, cama e tinha uma mini cozinha, com frízer e microondas.  Lugar perfeito para ficar por algum tempo isolado.

Otávio amarrou minha corrente nas estacas de ferro que ele havia pregado.  Deixando-me livre para andar um pouco pelo pequeno armário, mas não livre o suficiente para chegar até a porta.

– Esta livre para andar um pouco minha querida. – disse Otávio quando acabou de me soltar e tirar minha mordaça.

– Eu vou matar você. Coisa que já deveria ter feito antes. –disse indo para cima dele e agarrando sua garganta.

– Calma minha querida. – disse ele me soltando. – Você ainda esta muito fraca. Mal consegue se agüentar de pé. E me desculpe por ter te pendurado, mas não tem como discordar da Thaís. Ela esta planejando isso há muito tempo. Deixe-á sonhar um pouco.

– O que você quer dizer com isso? – perguntei desconfiada.

– Logo saberá meu anjo. Agora me diga: porque você estava no hospital? Nunca te vi no hospital antes.

– Logo saberá meu anjinho. – respondi ironicamente.

– Viu como a distância nos aproxima… Estamos nos entendendo… – disse Otávio sorridente.

– Como você sobreviveu? Eu não entendo.

– Foi uma sorte o que aconteceu. – disse Otávio pensativo.

– Sorte? Como assim? –perguntei.

– Naquele dia, a Thaís havia me chamado para conversar. Ela parecia muito preocupada, então tive que ir vê-la, afinal você iria demorar um pouco para chegar…

– Você e a Thaís já eram casados? – perguntei surpresa.

– Esta enferrujada meu anjo? Sempre acerta nas suas deduções… – perguntou Otávio sentando se na minha frente a uma distância que eu não poderia tocá-lo.

– O que a Thaís queria com você? – perguntei já impaciente.

– Não importa. Logo vai saber. Voltando a minha grande história…  Quando voltei para a agencia me barraram na porta, demorei cerca de dez minutos para conseguir entrar… Foi quando ouvi sua voz e uma música horrível, do salão principal.

– Mas tinha alguém igual você no salão comigo… Você não tem irmão!  – disse ainda sem entender.

– Acertou quase tudo meu anjinho. Realmente tinha alguém igual a mim no salão principal, mas é claro que não era eu. Eu não escuto música ruim, como aquela.

Otávio parou para pensar um pouco e continuou:

– Meu irmão estava lá com você, mas quando vi que você iria acabar com ele, e como eu tinha que cuidar da Thaís. Então não pude entrar na briga, mas fiquei te observando. Você estava muito linda!

– Seu irmão? Cuidar da Thaís?

– Estranho você não ter percebido meu anjo. Sou muito diferente daquele chato do Osvaldo.

– Osvaldo Weting. Seu irmão gêmeo. Impressionante. E naquele dia você soube que a Thaís estava grávida… Linda história Otávio.

– Como soube da gravidez da Thaís? – perguntou Otávio surpreso.

– Sou uma agente.

– Havia me esquecido. – disse ele sorrindo.

– Mas as datas não se encaixam. A criança teria uns vinte anos agora.

– Tem razão meu anjo. – disse Otávio. – Thaís perdeu o filho de tanto nervoso que passou com você e por isso atirou em você.  Depois ela foi ter outro filho.

– Os dois filhos eram seus?

Foi quando a Thaís voltou:

– Pronto agora podemos conversar Tatiana Purpuse Queiroz. – disse Thaís ao entrar.

– Não tenho nada para falar com você. Tire-me daqui.  – gritei para ela.

– Pare com isso Rouxinol. Só vou te soltar quando eu tiver o que eu quero.

– E o que seria? – perguntei cinicamente.

– Seu marido. Meu divorcio com o Otávio sai amanhã e nós temos um trato.

– Mas o que vão fazer com a criança? – perguntei.

– Criança? – perguntou Thaís dando gargalhadas. – A criança tem 15 anos e não pretendo ficar com ele. Odeio adolescentes.

– Você odeia todos Thaís. – disse Otávio.

– Menos meu futuro marido. – disse ela sonhadora.

– Pensei que queria o dinheiro dele. – disse Otávio.

– Também. – respondeu Thaís.

– E como você acha que vai conseguir casar com o Fábio? – perguntei.

– Ele vai pensar que você e seus filhos chatos vão estar mortos, então vou conquistá-lo.

– Não chegue perto dos meus filhos. – respondi para ela extremamente irritada.

– Que lindo! Vai fingir que se importa com os filhos agora. – disse Thaís.

– Para com isso Thaís. A Tati é uma ótima mãe. – disse Otávio.

– Vai deixar de ser uma ótima mãe quando eu acabar com aqueles pivetes. Alias Rouxinol vai deixar de ser mãe. – disse Thaís muito feliz.

– Eu acabo com você se encostar um dedo nos meus filhos. – respondi.

– Não vou encontrar neles. Não vou nem chegar perto deles. – disse Thaís.

– Nem me olha assim. – disse Otávio quando me viu extremamente nervosa. – Eu não vou fazer nada contra seus filho. Eu até gosto da menina. Daria uma ótima filha para nós.

– Se não é nenhum de vocês que vai acabar com eles… Então quem seria? O papa? – perguntei.

– Não meu anjo. Não precisamos ir tão longe. Quem vai acabar com seus filhos vai ser você. – disse Otávio.

Comecei a rir.

– Eu nunca faria mal aos meus filhos. – respondi.

– Sinto te informar… Bom, não sinto te informar pra falar a verdade. Tatiana temos uma coisinha para te mostrar. – disse Thaís saindo.

Thaís voltou com um fio que eu não via há muito tempo.

– Lembra-se disso? – perguntou ela.

– O fio de transmissão de dados. – respondi para mim mesma.

– Exatamente. – disse ela se aproximando. – Eu não posso trazer o computador aqui por causa do campo magnético que eu fiz, mas posso trazer o fio.

– O que você pretende com isso? – perguntei.

– Que você mesma faça seus filhos irem para uma missão suicida.

– Isso não é possível. – respondi.

– É sim meu anjo. O chip que você ainda tem no cérebro envia comandos diretamente para a agente sem nenhuma interrupção. E é só programa pelo computador uma missão e seu chip ira se encarregar de fazer com que seus filhos sejam mandados para essa missão. – respondeu Otávio.

– Faz anos que esse fio não é usado… Ele pode estar contaminado com alguma coisa. Você não pode colocar isso em mim. – respondi.

– Realmente não vou fazer isso. O Otávio ficou me enchendo. Ele é que vai fazer. Divirtam-se enquanto eu programo tudo no computador.  – disse Thaís saindo novamente.

Otávio encurtou minha corrente ao ponto deu não conseguir me mexer.

Então se aproximou de mim com aquele fio, que para quem não se lembra é um tipo da agulha que ele pretendia colocar na minha veia.

– Me diga por que você estava no hospital, meu anjo. Quem sabe eu possa fazer com que esse fio não machuque e não inflame depois. – disse Otávio desinfetando a agulha.

– Você não faria isso. Posso morrer se isso inflamar depois.

– Você esta tão doente assim meu amor? – perguntou ele sentando do meu lado.

– Não faça isso Otávio. Sei que você não quer me machucar. Não faça isso. Não faça o que a Thaís quer. Meus filhos não te fizeram nada. – respondi.

– Não fizeram mesmo minha querida. – disse ele passando álcool no meu braço para colocar a agulha. – Mas eles podem fazer.

– Pode ligar o fino Otávio. – gritou Thaís da outra sala.

– Sua ultima chance para o fio não inflamar… – começou ele.

– O que você quer? – perguntei quase chorando de desespero.

– Que se case comigo.

– Nunca. Nunca casaria com alguém que quer matar meus filhos e me matar junto. E eu amo o meu marido. – respondi para ele.

– Então me desculpe. Foi você que pediu. Talvez em uns três dias para de sangrar.

E ao disser isso Otávio colocou a “agulha” na minha veia e eu meio que apaguei, só não desmaie por causa da dor.

Algo estranho aconteceu comigo naquela hora. Foi como se eu deseja-se que Yasmim e Guilherme fossem para uma missão muito boa. Eles iriam me procurar no deserto. Lutei contra aquele desejo, mas era muito forte, e quando dei por mim estava deitada na cama, olhei para o chão que estava sujo de sangue, tentei levantar meu braço direito, mas a dor era muito grande.

– Pelo visto o Otávio estourou alguma veia sua Tatiana. E só para você saber, a agulha não era esterilizada. Você pode estar com algum vírus, mas logo vamos saber.  – disse Thaís saindo.

Escutei os dois conversando na outra sala:

– Sabe que vírus que foi colocou nela? – perguntou Otávio.

– Foi só malária. –disse Thaís.

– Ela pode morrer! – gritou Otávio. – Nosso combinado não era esse.

– Calminho ai! Aqui esta o antídoto. Faça-a beber amanhã. Mas seja esperto e ganhe alguma coisa em troca com isso.

– Thaís nós precisamos alimentá-la. – disse Otávio.

– Eu não estou nem ai se ela come ou não. Problema é dela e seu. Se quiser dar comida para ela dê. Agora tenho mais o que fazer. Tenho que manda um e-mail.

– E para quem seria? – perguntou Otávio.

– Para o meu noivo é claro.  – respondeu Thaís indo para o computador.

Depois de algumas horas Otávio voltou ao meu quarto para falar comigo:

– Você esta bem meu anjo? Esta pálida. Nossa você vomitou. Tem certeza que não quer a minha ajuda?– perguntou ele.

Eu agarrei a mão dele, mas não tive forças para mais nada.

– Quer ajuda, não é? Posso te ajudar. Só que você precisa fazer duas coisas para mim. Dou-te comida, e depois o remédio, afinal você não pode tomar remédio de estomago vazio, mas só te dou com uma condição.

– Fala! – pedi.

– Um beijo pela comida e o motivo pelo qual você estava no médico, pelo antídoto.

– Eu preciso comer. – respondi.

– Vai me dar meu beijo?

Fiquei algum tempo muda e pensando no bebê e no Fábio, e como seria errado beijar aquele homem asqueroso, mas eu tinha um filho na minha barriga, e alimentada eu poderia ter forças para escapar.

– Então? – perguntou ele impaciente.

– Só um beijo. – respondi.

– Ótimo, mas se tentar me enganar e não me beijar, ou fazer alguma coisa desagradável como guspir em mim, etc. Não come mais. Entendidos? – perguntou ele decidido.

– Tudo bem. – disse eu tentando sentar.

– Então come. Depois eu volto. Mas então vai me contar por que estava no médico? Você esta começando a me assustar. Sua aparência esta horrível. Você pode piorar.

– Não posso contar.

– Depois conversamos. Pense um pouco. Sua vida ou seu segredo.

Comi algumas frutas, arroz, feijão, carne, e uma vitamina. Alguns poucos segundos me passou pela cabeça que o Otávio estivesse realmente preocupado comigo, com a minha possível doença.

Quando Otávio voltou já era de manhã

– Então meu anjo? Vai me contar o seu segredo? – perguntou ele todo esperançoso me observando.

– A Thaís esta ai? – perguntei.

– Não. Esperei ela sair para podermos nos amar em paz. Ou já esqueceu o nosso beijo?

– Não esqueci. – respondi sem olhá-lo.

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sobre Vanessa Sueroz

Autora dos livros Confusões em Paris, Minha última chance, Odiado Admirador Secreto, Presente de Aniversário, Eu te amo mais e Três Botões.

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