O diário de uma agente 2 – Parte I


O diário de uma Agente 2 – O Surgimento de uma nova vida

Aqui estou eu novamente para contar a minha aventura afinal a vida de uma pessoa não acaba com casamento e filhos.

Muita coisa mudou no mundo depois que eu e Fábio assumimos a agencia.

A CMCC (Corporação Mundial Contra o Crime) adotou muitas técnicas para melhorar a vida de todos, e com tantas melhorias até mesmo a CIA saiu do mercado… A CMCC ficou tão potente e tão rápida que a CIA foi destruída, claro que no bom sentido. Os agentes da CIA foram recrutados para a CMCC, que agora não é nada parecido com o que era na minha adolescência. A SM (Sala de Metal) foi destruída para a ampliação da SV (Sala de vidro) que agora tinha quase 300m2 o balcão onde o Henrique trabalhava se tornou uma linda mesa de vidro com várias armas a mostra, para os agentes escolherem, como se fosse à vitrine de uma loja. Henrique foi substituído por dois novos agentes: Evandro e Ricardo (irmão do Fábio). O detector de metais que tinha na sala foi fixado na porta, e um identificador de retinas foi colocado na entrada, para melhorar a segurança dos agentes. Em uma das paredes da SV foi colocado um projetor, ligado em mais de 2000 câmeras espalhadas pela agencia e suas imagens eram produzidas em pequenos “quadrados” (visores separados), de mais ou menos 200cm2 cada um. No centro desse projetor tinha um único quadrado maior com cerca de 5m2 para a identificação da pessoa quando estava na entrada. Os chips foram abandonados, pois as pessoas se tornavam muito preguiçosas com tanta mordomia e também porque descobrimos que o chip mexia no corpo de cada ser humano com o passar do tempo, deixando-os completamente diferentes do que deveriam ser não precisavam descansar, nem nada, pareciam máquinas.

A cápsula que eu criei para ajudar no processo de cicatrização (que dei para o Fábio quando destruímos a CMFC – Corporação Mundial a Favor do Crime) foi implantada no sistema da agencia, garantindo a integridade física dos agentes. Agora a cápsula tinha nome RACH (Restauração Acelerada do Corpo Humano). Claro que para isso foram adotadas novas medidas, um exemplo claro, é que agora as missões vem com uma certa informação: Risco baixo, risco médio, risco alto. Que era classificado pelo computador central da agencia. A regra para a colocação de tal informação era simples:

v  Risco baixo: casos pequenos, como seqüestros, desaparecimentos, investigações, coisas que não colocavam a vida dos agentes em perigo. Isso dizia que a RACH não era para ser usada nesse caso.

v  Risco Médio: casos que tinham pouco risco, prender pequenos bandidos, ou traficantes, coisas do tipo, que poderiam ou não haver risco de ferimento grave. Isso dizia que o agente poderia optar por usar a RACH, se quisesse.

v Risco Alto: missões de alto escalão, como prender quadrilhas, infiltrações, como quando entramos na CMFC. Nesses casos a RACH era obrigatória.

Claro que a formula da RACH foi modifica dando um maior tempo de duração no corpo humano.

A CMCC ficou conhecida no mundo inteiro e deixou de ser uma agencia secreta para se tornar a maior agencia contra o crime, mas para isso muitas mudanças foram feitas na vida de todos os cidadãos, criando regras, e facilitando a vida, e é claro dando maior segurança para todos. Até mesmo o meio ambiente agradeceu, pois até a poluição acabou diminuindo no mundo.

Um novo documento se tornou obrigatório para todos, assim como o RG (Registro Geral) o IA (Identificador de Agentes) foi criado. O documento servia para o uso da agencia facilitando a descoberta de novos talentos para a agencia e talentos para o mundo do crime. Esse documento era quase que um cartão com uma tarja magnética. Somente pessoas envolvidas diretamente com a direção da CMCC conseguiam ativa-los, as pessoas só sabiam que servia para recrutar novos agentes e ajuda na captura de bandidos. Isso fez com que mais de mil pessoas perdessem o emprego atrás de uma escrivaninha, essas pessoas (agentes) não precisavam mais investigar. Por exemplo: as informações que eram enviadas para os agentes (que antes era fornecida por essas pessoas) começaram a vir por meio deste cartão, e os agentes foram “promovidos” para algo menos cansativo e estressante. Agora eles tinham que investigar se o cartão estava certo. Se não havia uma falha no sistema. Recuperando seus empregos.

Com o passar de tantos anos o mundo acabou por descobrir e admitir que a nossa tão querida tecnologia trouxesse mais benefícios para os bandidos do que para a população, por que não dizer que trazia até mesmo riscos de saúde? Afinal não precisava fazer nada, com um simples apertar de botão todo se fazia, e para que se preocupar se existem robôs para fazer o trabalho pesado? Com isso as pessoas foram se tornando muito preguiçosas e acabaram por ter problemas de saúde por não fazer exercícios. Foi ai que a CMCC interagiu com o mundo para destruir tanta tecnologia sem prejudicar ninguém, pois temos também que admitir que essa malvada tecnologia nos traz benefícios também, como a cura para algumas doenças e etc.

Então fomos capazes de arrumar as coisas para que fiquem no meio termo, nem tão boas e nem tão ruins. Destruímos os robôs. Só restarão cerca de dez em cada estado que ajudam em cada filial da nossa agencia. Trazendo empregos para milhões de pessoas. Destruímos também armas, e laiser, que eram usados pelos bandidos, restaram poucas no mundo, trazendo mais segurança para a população. Deixamos todos os aparelhos usados pelos cientistas, mas que tinham registros e eram controlados por agentes treinados. Destruímos a preguiça dos seres humanos trazendo o trabalho, e as alegrias de volta para a vida de todos.

As prisões não eram mais como antes, cheias grades, mortes e acabadas, agora eram tecnologicamente produzidas. Os bandidos eram submetidos a um tipo novo de coma, onde depois de sua punição a pessoa era trazida de volta à vida.

Carros voadores! Foi o que a humanidade pediu, e acho que vai continuar pedindo. Para que estragar ainda mais o mundo, com mais poluição? Acabamos com os carros, de certa forma. Paramos a produção. Carros só eram permitidos para policiais, médicos, bombeiros. Claro que um cidadão precisa desta comodidade, e o mundo iria querer nos matar se acabacemos com isso, só estipulamos uma nova lei… Carros só seriam permitidos para percorrer grandes distancias. Para que usar o carro para ir à padaria? Com isso abaixamos o nível de poluição do mundo.

Será que mudar o mundo não teria suas conseqüências? Tiveram, ou melhor, temos grandes conseqüências, mas depois de uma grande votação do mundo inteiro, desde crianças a pessoas de idade, todos os habitantes que tinham capacidade de votar escolheram que essas mudanças trariam mais benefícios do que conseqüências para todos.

Os agentes agora tinham férias, dias de folga, ser agente era uma profissão comum nos dias de hoje, comum, porém para poucos. Crie uma regra que dizia que agentes ativos como eu e o Fábio éramos na adolescência só poderia haver mil para cada filial. E para cada tipo de agente, como o cargo do Henrique, por exemplo, foi estipulado um número de vagas que agora não me lembro bem ao certo. Afinal o mundo inteiro não poderia fazer parte disso. Sempre que um agente morria, ou se aposentava imediatamente o IA era ativado a procura de um substituto. Assim pessoas cujo sonho era ser agente treinavam para isso. Freqüentavam até escolas para aprender noções básicas de artes marciais, facilitando a entrada na agencia. E melhorando até mesmo a coordenação motora de todos, tanto pessoas boas quanto os bandidos.

E é ai que a minha história volta!

Já se passaram 12 anos desde que meus filhos nasceram… Hoje é meu aniversário de 33 anos. Patrícia, a filha do Henrique, tinha 10 anos e meus lindos filhos 12 anos, já estavam sendo treinados para se tornarem agentes.

Fábio não deixou a vida de agente, ele continuou, mas em outro ramo, ele virou tutor que novos agentes, treinando-os para irem para qualquer filial. Ele era o único nesse meio. Eu já tinha tanta coisa para fazer que tive que arrumar uma pequena ajuda que tinha nome: Pâmela Suzuki minha nova assistente e “baba” dos gêmeos. Uma agente recruta, quase sem experiência, mas que entendia meus filhos como ninguém. Era jovem tinha uns 22 anos, uma moça muito bonita, cabelos longos e encaracolados e negros com mexas vermelhas, morena, uma linda moça, bonita até de mais para o meu gosto.

E agora moro a uma quadra da agencia.

Estávamos dando uma festa que para dizer a verdade metade dos agentes do mundo estavam presentes. O mundo estava comemorando o aniversário de uma das donas da fabulosa CMCC e não de mim Tatiana Purpuse, mãe e esposa dedicada.

– Tudo bem princesa? – perguntou Fábio me observando da porta.

– Tudo. – respondi um pouco triste.

– É melhor você descer. As pessoas a esperam. – disse ele entrando no quarto. – Você não parece muito bem. No que está pensando?

– As maiorias dessas pessoas não me conhecem de verdade. Só conhecem a Rouxinol e não a Tatiana.

– Sei como se sente princesa, mas pense que essas pessoas te admiram.

– Eu sei Fá. – respondi ainda chateada. – E as crianças? Onde estão? – perguntei me animando um pouco.

– Com a Patrícia na cozinha. – respondeu Fábio rindo.

– Eles odeiam essas festas. – disse Henrique entrando. – E você também, não é maninha?

– É. – respondi.

– Não fica triste princesa… Vamos tentar nos divertir um pouco. – respondeu Fábio me fazendo levantar da poltrona.

– Isso mesmo Tati, tente se divertir um pouco. Vai ser legal dançar e rir um pouco para variar. – respondeu Henrique rindo.

– Diz isso porque ainda não convenceu sua esposa de trabalhar na CMCC. – respondi me olhando no espelho. – Fá, querido, acha que estou velha? – perguntei sem tirar os olhos do espelho.

– Você velha? – perguntou surpreso. – Princesas não envelhecem. – respondeu ele me beijando.

– Eu estou falando sério. –respondi. – Mas tudo bem. Vamos para a festa. Afinal o mundo todo esperou muito tempo por isso.

Enquanto isso na festa…

– Gui quero te apresentar um amigo… – disse Yasmim se aproximando do irmão. – Guilherme eu quero que conheça meu amigo Vinicius Costa.

– Prazer. – respondeu o menino estendendo a mão para Guilherme.

– Prazer. – respondeu Guilherme nervoso.

– O que foi Gui? – perguntou Yasmim sem entender a atitude do irmão.

– Nada Yasmim. Viu a Pâmela? – perguntou olhando para os lados a procura da baba.

– A última vez que a vi estava com a vó Carla.

– Valeu. E estou de olho em você garoto. – respondeu ele saindo.

– Seu irmão está bem Yasmim? – perguntou Vinicius.

– Não sei. Ele está estranho. Nunca agiu assim. – respondeu Yasmim olhando o irmão se afastar.

Do outro lado do salão sentado em uma linda poltrona se encontravam Sandra, Carla e Pâmela. Quando Cristofer se aproximou e perguntou:

– Boa noite senhoras, poderiam me informar onde encontro o senhor Evandro?

– Não o vejo há uma meia hora. – respondeu Carla.

– Desculpe, mas estou de olho na senhora Tatiana. –disse Pâmela.

– De novo aquela imprestável. – disse Carla nervosa. – Você foi contratada para vigiar as crianças e não a mãe deles.

– Preciso protegê-la. Minha missão é proteger a família Purpuse Queiroz. – respondeu a moça sem dar importância para Carla.

– O Evandro está com o Ricardo conversando com o maestro. – respondeu Sandra. – Sabe onde está minha filha?

– Obrigado e não a vi.

E Cristofer foi falar com os dois.

E na cozinha:

– Vó, porque essas festas são tão chatas? – perguntou Patrícia.

– É porque não se tem nada para fazer querida. – respondeu Patrícia Purpuse (minha mãe).

– Sabe o que o Gui tem? A Yasmim me disse que ele está estranho. – perguntou a menina.

– Pelo que percebi, ele está com ciúmes da irmã.

A menina começou a rir.

– Mas a Yasmim disse que é um amigo… O Vinicius não é seu namorado. – disse a pequena menina.

– Guilherme conhece mais a irmã do que nós. Se sua prima gosta desse menino, seu primo com certeza sabe, e pelo visto não gostou nada, nada.

– Ele deve estar assim porque a amiginha dele não veio. Ela saiu com o namorado. –disse Patrícia.

Enquanto isso no salão principal…

– Atenção! A aniversariante se apresenta! – disse JJ ao pé da escada.

A música agitada parou de tocar e deu vez para uma linda música instrumental, enquanto eu descia a escadaria de braço dado para Fábio e Henrique.

– Sua mãe está linda, Guilherme. – disse Pâmela ao ouvido do garoto.

– Ela é linda. – respondeu o garoto.

Comecei a dançar uma valsa com Fábio, Henrique com Sandra e Guilherme com Yasmim, mas logo os pares foram trocados…

Estéfanny deixou o irmão o foi dançar com Vinicius, Henrique foi dançar com sua pequena filha, Fábio foi dançar com sua mãe, e Guilherme veio dançar comigo, enquanto que o salão inteiro arrumava seus pares e iam para a pista de dança.

– O que foi querido? – perguntei.

– Nada mãe.

– Está chateado com sua irmã?

– Não mãe. Só acho que esse Vinicius não serve para ela.

– Não se preocupe com isso Guilherme. – respondi rindo.

– Você não entende mãe! Ele quer tirar Yasmim de perto de mim! – respondeu Guilherme nervoso.

– Sua irmã nunca te deixaria por um garoto, amanhã vá falar com seu pai. Ele saberá te explicar melhor. Eu falo com sua irmã.

– Obrigado mãe.

Eu fui atrás do tal Vinicius, que estava dançando com Yasmim.

– Yasmim, posso dançar com seu amigo? – perguntei quando cheguei perto.

– Claro que sim mãe. – respondeu Yasmim saindo da pista.

– Ola! – disse para o rapaz. – Parabéns senhora Queiroz.

– Obrigada. Então você é amiginho da escola da Yasmim?

– Sou.

– É da sala dela?

– Não. Sou mais velho.

– Sério? Quantos anos você tem?

– Quatorze. Oitava série.

– Como você conheceu minha filha? Imagino que o Guilherme não a deixa sozinha nunca.

– Está enganada senhora. Guilherme não pode entrar na aula de dança.

– E você também não. – respondi.

– Mais ou menos. Tive que dar um recado para a professora.

– Então já conhecia Yasmim de outro lugar. Não poderia falar com ela na aula.

– Conhecia, mas Guilherme nunca me deixava chegar perto dela.

– Algum motivo ele tem. – respondi.

Mas a música acabou antes que o garoto respondesse.

– Com sua licença, mas preciso me despedir da Yasmim. – respondeu o garoto saindo.

No dia seguinte era domingo e as crianças não tinham aula, mas tínhamos que trabalhar.

E para não perder o costume Fábio e eu acordamos com o C.A. tocando:

– Alô! – disse Fábio.

– Bom dia Legião. Desculpe te acordar, mas temos problemas aqui na agencia. – disse Ricardo ao telefone.

– Estou indo.

– Chame a Tati também. – disse Ricardo.

– Certo. E o Henrique? – perguntou Fábio levantando.

– Está na Alemanha.

– Para que? – perguntou Fábio surpreso.

– Parece que estão tentando recrutar bandidos para alguma coisa. Ele foi ver se descobre algo.

– Certo. Manda a Pâmela para cá. Hoje os gêmeos não têm aula. – disse Fábio desligando. – Princesa, temos que ir para a agencia. – disse Fábio me acordando.

– Que horas são? – perguntei sonolenta.

– Quase seis. – respondeu.

– Fá, volta para a cama, somos dormir era mais de quatro da manhã. Dormimos praticamente uma hora. – respondi sem nem mesmo abrir os olhos.

– Eu sei querida, mas temos trabalho. E somos os únicos que ainda tem chips. Pudemos dormir depois com a ajuda da máquina.

– Não quero mais usar a máquina. Você sabe disso. – respondi.

– Sei. Depois da sua gravidez… Mas levante-se.

– Estou indo. Vai fazer o café que eu vou daqui a pouco. – respondi sentando na cama.

– Certo.

E a campainha tocou.

– Tati atende para mim. Estou um pouco ocupado aqui. – disse Fábio pelo comunicador que tinha na parede.

– Claro.

Apertei um botão do lado da minha cama e um visor apareceu com a imagem da câmera de segurança. E uma voz saiu da lateral do visor:

– Qual câmera deseja visualizar? – perguntou uma voz robótica.

– Entrada principal.

E apareceu Pâmela no visor.

Próxima Parte


sobre Vanessa Sueroz

Autora dos livros Confusões em Paris, Minha última chance, Odiado Admirador Secreto, Presente de Aniversário, Eu te amo mais e Três Botões.

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