Eu monitor chefe?Não! – Cap 19


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O maluco soltou a vassoura e agarrou os meus braços me puxando para perto dele. Quando senti seu corpo junto ao meu o pânico começou a passa, eu me sentia protegida junto a ele.

– Vamos morrer! – eu disse o agarrando ainda mais e vendo que logo estaríamos no chão.
– Você ficará bem! – ele me disse parecendo tranqüilo. – Não me solte! – ele me pediu saindo da vertical e ficando na horizontal me mantendo em cima dele.

Vi seus olhos me fitando preocupado, e segundos depois senti que havíamos batido no gramado o vi expressando uma dor que deveria ser muito pior que a minha, afinal ele tinha amortecido a minha queda. Fiquei o fitando e vi que ele desmaiou.

Cap 19 – Explicações

Assim que ele desmaiou o restante do time nos alcançou e nos levou para a enfermaria. Eu estava além do corpo dolorido com a consciência pesada, afinal era culpa minha o Potter estar naquela cama.

A enfermeira me deu um remédio para dormir.

Fiquei de cama aquele dia inteiro e com certa dificuldade convenci a professora Mcgonagall que precisava ficar com o Potter.

– Fica aqui? Mas vai perder as aulas! – reclamou a professora.
– Eu sei, mas é culpa minha que ele esteja aqui! – eu disse chateada.
– Não é culpa sua. A culpa foi do senhor Malfoy, mas já aplicamos uma detenção nele.
– Mas isso não basta professora. Ele quase nos matou… Se não fosse o Tiago eu… – comecei a reclamar, mas não terminei, queria dizer que eu estaria morta senão fosse por ele, mas as palavras não saíram.
– Está bem senhorita Evans, mas só por hoje. Amanhã terá que voltar para as aulas.
– Obrigada! – agradeci abraçando ela.
– E eu pensando que os dois se odiavam… – ouvi a Mcgonagall reclamar enquanto saia da enfermaria.

No dia em que eu teria que voltar às aulas logo cedo a Marlene e os outros passaram na enfermaria para ver o Tiago, então resolvi ir conversar com a professora para ficar com ele mais um dia.

Eu voltei distraída para a enfermaria, estava nervosa por que não tinha permissão para ficar mais tempo na enfermaria e tinha muitas coisas de monitora para fazer, a Minerva tinha me dado uma lista gigante.

Quando olhei para a cama do Tiago esperando o ver assim como estava quando eu saí levei um grande susto, ele estava sentado na cama conversando com o pessoal. Dei o maior sorriso possível, estava tão feliz dele ter acordado, corri ara a cama dele para poder vê-lo melhor.

O amor é tão lindo!

Pensei que ia perdê-lo!

Dramática essa Mini!

Quando cheguei ao seu lado a Marlene resolveu abrir a boca:

– Nossa olha que horas são… Vamos nos atrasar para a aula! – disse a Lene puxando os marotos.
– Não se preocupe Lily. Pegamos seu material para você. Pode conversar com o Tiago à vontade! – disse o Remo sorrindo gentilmente.
– E juízo vocês dois! – disse o Sirius maliciosamente.

Assim que os três saíram eu pude falar com o Tiago:

Agora é Tiago… Antes era Potter e com um “adjetivo” na frente.

As coisas mudam…

– Como está? – perguntou ele preocupado.
– Bem, graças a você! Muito obrigada! – respondi sorrindo.
– O que é isso no seu braço? – perguntou vendo meus curativos.
– Só arranhões, mas nada comparado a você! – respondi o observando. – Está se sentindo bem?
– Dores pelo corpo todo, mas me recupero. – respondeu tentando ser muito simpático.
– E quando sai desse lugar? – perguntei indo me sentar na cadeira que tinha ao lado da cama dele.
– Ainda não falei com a enfermeira, se puder chamá-la… – ele começou, mas não era uma boa idéia, a Minerva tinha avisado para ela que eu não poderia ficar na enfermaria mais tempo.
– Melhor ela nem saber que estou aqui! – respondi procurando a enfermeira com os olhos.
– Por quê? – perguntou ele com extrema curiosidade.
– O que faz aqui senhorita Evans? Já não te proibi de vir aqui? – perguntou a enfermeira surgindo por de trás de alguns armários.
– É que… – comecei, e logo em seguida coloquei a mão no ventre e fiz uma cara de dor – É que me deu uma cólica… Vim ver se a senhora tinha um remédio. – menti. Não sei como fui capaz de dizer uma coisa dessas na frente dele.

A mim você não engana!

– Cólica? – perguntou a enfermeira desconfiada.
– Cólica. Sabe como é TPM… – comecei vermelha de vergonha.

Nunca mais vou olhar para a cara do Potter novamente.

– Não precisa entrar em detalhes senhorita Evans. – pediu a enfermeira. – Vou pegar um remédio! – disse saindo de perto de nós.
– Onde aprendeu a mentir assim? – perguntou ele assim que a enfermeira se afastou.
– Com você e com o Sirius! – brinquei.
– Porque ela te expulsou daqui? – perguntou curioso.
– Só porque falei que ela não estava cuidando de você direito. Nada de mais. Só disse a verdade! – respondi me lembrando do dia que falei aquilo, mas devo ter ficado vermelha com o comentário.

– Sei… – ele me disse desconfiado.
– Quando sai daí? – perguntei pensativa.
– Não faço idéia. Por quê? Tem muito trabalho de monitor para fazer? – perguntou chateado.
– Tem, mas eu dou um jeito nisso por enquanto. É uma forma de demonstrar o quanto estou grata por salvar a minha vida. – respondi sorrindo. Eu tinha que recompensá-lo, não é?
– Lily eu… – ele começou, mas viu a enfermeira voltando.
– Aí! – fingi estar com dor.
– Tome isso senhorita Evans. Logo ficará melhor. Como já perdeu a aula é melhor ficar aqui. Essa poção lhe deixará meio tonta por alguns minutos. – disse a enfermeira entregando um copo com poção para mim. – Mas pelo amor de Merlin fique quieta!

Assenti dando uma piscada com um dos olhos para ele e tomei a poção. Se eu não tomasse a enfermeira iria desconfiar, sem contar que é para cólica, não fará nenhum mal.

Me senti tonta e quando dei por mim já estava deitada na cama que estava ao lado do Potter.

Quando acordei o Potter já estava acordado:

– Ai! Que dor de cabeça! – eu disse me sentando na cama.
– Até que enfim você acordou. Eu já estava entediado! – ele me disse entediado.
– Que horas são? – perguntei preocupada.
– Seis da tarde! – ele me respondeu verificando meu relógio.
– Ai Merlin! Estou atrasada! – eu disse desesperada se levantando e arrumando as vestes.
– Atrasada para que? – perguntou ele sem entender.
– Para a reunião. Têm reunião dos monitores as seis hoje. Sorte sua que você esta aí nessa cama ou teria que ir. – eu disse já pegando a mochila dela que estava ali do lado.
– Não vai nem ao menos me dar tchau? – perguntou ele mostrando a bolacha para ganhar um beijo.
– Tchau Potter! Melhoras! – eu disse lhe dando um aperto de mão e saindo correndo da enfermaria.

Acho que ele não gostou, mas foi engraçada a cara de decepção dele.

Não tenho o que falar daquela chatice de reunião do monitores…

Me encontrei com o pessoal no salão comunal mais tarde, estávamos todos conversando quando ouvimos a voz do Potter:

– Olha quem está de volta! – escutei a voz do Potter feliz
– Vejo que está melhor! – disse Marlene sorrindo.
– Pontinhas, já que melhorou podemos nos vingar do Malfoy. – disse o Sirius quando o Potter se sentou.
– O que em mente? – perguntou ele curioso.
– Nada por enquanto. Pensei que você tivesse pensado nisso! – respondeu o Sirius um pouco chateado.
– Ainda não, mas vou pensar… – ouvi o Potter respondendo se servindo de arroz.
– Parem com essa história de vingança, isso não vai levar a nada! – eu respondi levemente irritada.
– Você é que pensa… Vai levar o Malfoy para a ala hospitalar por algum tempo. – respondeu o Six.
– Fale para eles tirarem essa idéia da cabeça Remo! – pedi para o Reminho.
– Sinto muito Lily, mas o Malfoy merece uma lição, sem contar que não sou mais monitor. – respondeu ele marotamente.
– É verdade… Potter! Você não pode sair por aí aprontando. Você tem que dar o exemplo para todos. Você agora é monitor chefe! – respondi autoritária.
– Vou dar o exemplo do que não fazer Lily. Você cuida do exemplo bom! – ele me respondeu sorrindo. Dá para acreditar que ele me respondeu isso?

O Tiago não muda!

– Mas… – comecei a reclamar.
– Mas eu vou dar o troco no Malfoy sim. Ele quase nos matou! – respondeu ele decidido.

Achei melhor parar com a discussão, ele nunca iria mudar de idéia. Nunca consegui fazê-lo mudar antes, não seria naquela hora que conseguiria.

O jantar ocorreu na maior paz depois dessa leve discussão, tirando o Pedro que se engasgou e nos deu o maior susto.

– Não é melhor levá-lo para a enfermaria? – perguntou a Marlene o observando.
– Ele se recupera… – disse o Sirius dando um tapa nas costas do Pedro e fazendo ele voltar ao normal.

Depois de tudo isso fomos todos para o salão comunal, afinal, sexta feira era dia de ir dormir tarde!

Sirius e o Potter ficaram jogando snap explosivo, o Remo e a Marlene ficaram jogando xadrez, o Pedro foi deitar, disse que se não o fizesse não conseguiria ficar sem comer… Eu? Eu estava deitada no sofá com a cabeça no colo do Sirius lendo um livro.

Os dois engraçadinhos do Sirius e do Potter estavam jogando snap explosivo e o Sirius perdeu, então ele iria sujar todo o rosto, só que ao invés disso ele desviou e quem sujou o rosto fui eu!

Eu ia começar a gritar com os dois, mas a cara de pânico deles foi muito engraçada, eu sei que estava ridícula, e ao invés deles rirem da minha cara eles entraram em pânico.

Então não deu para segurar, eu tive um ataque de risos. Minha cara toda cinza e eles em pânico!

Depois que me recuperei do ataque de risos tive que ir limpar meu rosto e o Potter veio atrás de mim no salão dos monitores:

– O que foi? – pergutei assim que sai da lavanderia e o vi lá.
– Não ficou com raiva pelo banho de tinta? – perguntou ele receoso.
– Não! Mas agora você está me devendo uma. Qualquer dia sujo você também. – respondi sorrindo. – Ah, antes que eu esqueça… Amanhã acorde cedo tenho que te passar algumas coisas.
– Mas amanhã é sábado! – ele protestou fazendo bico.
– Exatamente. Amanhã de noite temos reunião com os monitores da Grifinória e preciso te passar todos os detalhes da reunião com os monitores chefes e de como ser um monitor.
– Mas já vou ter que começar pela parte chata? – ele perguntou chateado.
– Mas essa é a parte legal… – respondi com um sorriso maldoso. Ele iria sofrer na minha mão.
– Nem quero ver quando as coisas ficarem chatas e tediantes. – ele disse emburrado.
– Que pena, pois logo vai ter que dar uma detenção, aí vai saber o que é chato e tediante.

Ele fez o sinal da cruz enquanto me acompanhava para o salão comunal novamente. Foi bem cômico devo admitir.

Ficamos todos conversando por mais algum tempo e fomos dormir.

O Potter e eu fomos juntos para o salão dos monitores vi ele tentando espiar para ver meu quarto, mas eu não deixei e o expulsei antes dele conseguir ver alguma coisa.

Fiquei olhando aquela foto que tinha de toda a turma por algum tempo.

Ficou vendo a foto do Tiago

Claro que não… Estava vendo todos…

Vou fingir que acredito!

Depois que coloquei o meu pijama curtinho escutei batidas na porta:

– Lily,tenho um pequeno problema. – escutei a voz do Potter, e logo abri uma frestinha da porta, eu não poderia deixar ele me ver com aquela roupa, mas acho que ele viu pelo menos um pouco da minha camisola verde esmeralda, o decote enorme e as pernas de fora, a cara dele não negava que ele viu.
– Que tipo de problema? Não consegue dormir? Não vou te colocar para dormir, Potter! – respondi irritada por ele me ver daquele jeito.
– Não vai me deixar entrar? Ou pelo menos abrir a porta direito?
– Não! Está ótimo você só vendo um dos meus olhos. Não precisa xeretar no meu quarto. – respondi fechando mais um pouco a fresta que o deixava me ver.
– Vai me ajudar ou não? – perguntou impaciente tentando ver o que estava dentro do quarto.
– Você ainda não me disse qual o problema! – eu disse fechando a porta na cara dele.
– Senão quer ajudar é só falar. – ele disse irritado por eu ter fechado a porta na cara dele.
– Fale Potter! – eu disse saindo enrolada no eu roupão. – Só fui buscar um roupão. – expliquei.
– Desculpe! – ele disse envergonhado. – É que não encontro as minhas roupas!
– Como não? – perguntei confusa.
– Não encontro! – ele repetiu.
– Vamos lá ver… – eu disse indo em direção ao quarto dele e parando em frente à porta.
– Não vai entrar? – ele me perguntou gentilmente.
– Estava esperando um convite! – respondi sorrindo.
– Já disse que pode entrar na hora que quiser. – ele disse gentilmente depois de abrir a porta.
– Sua cara! – eu disse assim que entrei.

Uma cama de casal no centro, com um descanso em frente à cama, várias fotos de quadribol nas paredes brancas.

– Também achei! – ele me disse sorrindo.
– Não se cansa de quadribol não? – eu perguntei rindo e vendo os pôsteres.
– Não! – ele respondeu de imediato.
– Certo… Vamos atrás das roupas sumidas… – eu disse cortando o assunto.
– Já reparou que não tem guarda roupas? – ele me perguntou, e o pior é que era verdade.
– Já. – respondi abrindo o descanso. – Por aqui não tem nada.
– Aí eu já procurei! – ele me disse.
– Você gosta de manter as suas coisas longe de curiosos,Potter? – perguntei me lembrando que os trouxas usam closets.
– Claro que sim! – ele me respondeu rapidamente.
– Então já sei onde estão as suas roupas… – e eu estava certa…
Ele tinha um closet… Tinha que ser… Ele é rico…

Você bem que gostou da idéia do closet.

Claro que sim!

– E onde estão? – ele me perguntou curioso.
– Não sei! – respondi.
– Você sabe ou não? – perguntou sem entender.
– Sim e não! – respondi pensando em como explicar.
– Como assim “sim e não”? – ele me perguntou ainda mais confuso.
– Se lembra quando eu disse que o quarto fica do jeito que o dono quer?
– Claro que sim. E realmente ficou com a minha cara… – ele disse feliz da vida.
– Exatamente! Então, por ficar como você quer no mínimo você deve ter um closet e a porta deve ser oculta.
– Sério? – ele me perguntou duvidando.
– Você gosta de closet? – perguntei pensativa.
– Sempre quis ter um. – ele respondeu entusiasmado.
– Então é isso mesmo. Você tem um closet!
– Que legal! – ele gritou feliz.

Me levantei indo em direção a porta. Meu trabalho já estava terminado.

– Aonde vai? – ele me perguntou quando coloquei a mão na maçaneta.
– Vou dormir. Boa noite! – eu disse pronta para ir dormir.
– Espera aí. Não vai me dizer como faço para entrar no closet?
– Eu não sei como entrar. Você é que tem que saber. – respondi saindo do quarto rindo da cara dele, só quero ver ele descobrir como faz para entrar no closet.
– Como assim que tenho que saber? – perguntou confuso saindo do quarto também.
– O quarto segue as suas vontades, então ele vai esconder o closet onde você quiser. – respondi.
– Mas… – ele começou a protestar. -Até dois minutos atrás eu nem sabia que tinha closet e muito menos onde ele fica.
– Sinto muito. Não posso te ajudar. Boa sorte! – eu respondi indo para o meu quarto e fechando a porta na cara dele de novo.

Finalmente consegui dormir.

Acordei, tomei meu banho e fui me encontrar com os marotos no salão comunal:

– Bom dia! – eu disse preguiçosa.
– Bom dia. Vamos comer? – perguntou o Pedro na mesma hora.
– Bom dia amiga. – disse a Lene feliz.
– Bom dia Lily. E o Tiago? Está tomando banho? – perguntou o Sirius entediado.
– Pensei que ele já estivesse aqui. – eu disse confusa.
– Vamos ter que esperar o Pontas acordar ainda? Eu estou com fome! – reclamou o Pedro.
– Vá comer Pedro. Logo estaremos lá. – a Lene disse entediada também.
– Sua vez de acordá-lo Lily. – disse o Remo sorrindo.
– Como assim minha vez? – perguntei desconfiada.
– Você é monitora chefe… E se ele não acordar quem vai levar bronca é você! – me respondeu o Sirius marotamente.
– Mas hoje é sábado… – reclamei.
– Mas tem reunião dos monitores e sei que não explicou nada para ele ainda. – disse o Remo.
– Vocês venceram… Vou acordar ele. – eu disse contrariada.

Desisti de discutir com eles e fui acordar o dorminhoco, mas fiquei batendo na porta por muito tempo antes dele acordar:

– Potter! – gritei mais uma vez .
– Bom dia. – ele me disse sonolento quando abriu a porta.
– Até que enfim! Estou te chamando já faz meia hora. – reclamei.
– O que foi? – perguntou o traste passando as mãos pelos cabelos. Que mania irritante!
– Não vai arrumar o cabelo desse jeito.Já tentou um pente? – perguntei para zoar com ele.
– Já e não adiantou. – ele respondeu normalmente. – Mas afinal, que horas são?
– Dez da manhã! – respondi irritada.
– E porque me acordou? – ele me perguntou.
– Por que eu tenho que te explicar várias coisas e pedi para que você acordasse cedo…
– Mas dez da manhã em pleno sábado é cedo! – ele reclamou emburrado.
– Só para você ,Potter! E o que está fazendo com o uniforme? – perguntei finalmente reparando nele.
– Eu fiquei até as três da manhã tentando achar o tal do closet e não achei. Tive que dormir assim e não tenho outra roupa. – ele explicou frustrado. Até eu fiquei com dó dele!
– Desculpe! Mas precisamos acertar as coisas. Hoje tem ronda e preciso decidir com você o horário. – eu disse morrendo de dó do coitado.
– Vou ver se arrumo uma roupa do Sirius e já volto. – ela me disse ainda frustrado saindo do salão.
– Quero só ver… – eu duvidei.
Assim que ele saiu, fui verificar os últimos relatórios que a professora Minerva havia me passado, e logo o doido voltou com roupas do Sirius:
– Ocupada ruiva? – escutei ele me perguntando enquanto eu estava escrevendo no meu diário.
– Que susto Potter! – eu disse assustada, estava tão concentrada… Juntei todos os pergaminhos para que ele não visse.
– Que susto Potter? – ele me perguntou ironicamente – Estava pensando em mim?
– Em como você estava demorando e que eu tenho mais o que fazer do que ficar aqui te esperando. – respondi irritada. Mas que pergunta idiota… Claro que eu não estava pensando nele.

E por que em linha tem uns dez Potter?

Eu estava reclamando dele…

Reclamando ou não você fica pensando nele o tempo todo!

– E o que estava escrevendo? – perguntou curioso.
– Nada de mais. Mas sente que temos muito o que resolver antes do almoço. – resolvi desconversar, não seria bom ele descobrir que eu tenho um diário.
– Antes do almoço? Vai demorar tanto assim? – ele disse desanimado.
– Espero realmente que não! – respondi também chateada e indo pegar alguns papéis que estava em uma pasta na estante.
– Que papéis são esses? – ele me perguntou se sentando ao meu lado, bem próximo de min para falar a verdade.
– Esses papéis eu recebi da Mcgonagall um pouco antes do seu acidente. – menti, já pegando os pápeis que tinha para ele.
– Do que se trata? – ô pessoa curiosa.
– Várias coisas. A que vamos resolver primeiro são os horários…
– Horários de que? – ele me perguntou.
– Horários da ronda. Vou te explicar como funciona e depois você escolhe qual vai ser melhor para você.
– Fico com o que for melhor para você Lily! – ele gosta de fingir que me ama.

Não é fingimento!

– Para mim não muda em nada o horário, mas para você sim.

Ele fez a maior cara engraçada de que não entendeu nada.

– Vamos ao que interessa: Ao todo somos 3 duplas de monitores em cada casa, ou seja, uma dupla para o quinto ano, uma sexto ano, e uma – nós – do sétimo ano. Somando todos os monitores são seis por casa e vinte e quatro ao todo. Até aqui entendeu?
– Claro. Você só fez umas contas… Não sou tão burro Lily! – ele respondeu ofendido.
– Certo. Desculpa! Temos que fazer no mínimo 4 rondas por dia, então durante sete dias temos 28 rondas no mínimo por semana, mas geralmente temos mais que isso para fazer.
– Prossiga. – me pediu quando eu dei uma pausa para respirar.
– Somente os monitores chefes podem fazer ronda individualmente.
– Então temos que fazer muitas rondas por dia… – ele me respondeu deprimido.
– É nesse ponto que eu queria chegar Potter. Os monitores chefes fazem a ronda preferencialmente de noite e durante as aulas, ou seja, nossos tempos vagos.
– E a minha folga? – perguntou abismado.
– Vai ficar sem algumas, Potter. De acordo com isso eu tenho dois horários para nós, ambos não mudam em nada os horários dos outros monitores, então você pode escolher com qual quer ficar.
– Está me deixando escolher? –perguntou sem entender espantado.
– Sim, mas só porque gosto muito do Remo!
– O que o Remo tem haver com tudo isso? – perguntou entendendo menos ainda.
– Simples. Um dos horários, que era o antigo do Remo, você fica livre nas noites de lua cheia, já no horário novo, você tem que fazer a ronda, então não vai poder acompanhar o Remo. – eu respondi mostrando os dois pergaminhos que marcavam os nossos horários.
– Se eu ficar livre nas luas cheias você vai ter que fazer todas as rondas? – ele me perguntou me analisando.
– Quase isso. Se eu precisar eu falo com o Victor. Ele fica no meu lugar.
– Também… Ele está afim de você! – ele me disse parecendo nervoso.
– Pelo menos os sentimentos dele são sinceros. – respondi irritada. Ele não tem que se envolver na minha vida. Problema é meu se o Victor gosta de mim…

Problema seu mesmo, porque ele é um chato!

– Mas… – ele ia reclamar, mas o Remo e o Sirius surgiram no salão.
– Pontas… – chamou o Sirius assim que entrou.
– Oi Almofadinhas! – ele disse sem se mexer.
– Está usando as minhas roupas? – pelo visto o Potter não havia informado o Sirius que iria pegar algumas roupas emprestadas dele.
– Perdi as minhas. Depois te explico melhor. – ele respondeu dando de ombros.
– Imagino… Foi alguma menina? – perguntou ele deboxadamente.
– Claro que não. Você sabe que estou… – ele começou, mas o Six o interrompeu.
– … Encalhado! – o Sirius completou me fazendo rir.
Realmente o Potter deve estar encalhado… Faz alguns dias que não o vejo em um encontro, tirando aquela vaca gorda.

Ele não estava com a vaca gorda, e nem com ninguém… O Tiago esta sozinho há muito tempo… Ele quer você!
Viram como a Lene viaja?

Não vou discutir,Lily!

Pois deveria!

Ela não entende Six!

Logo ela entende!

– Atrapalhamos Lily? – perguntou o Remo cortando a briga que iria começar entre o Potter e o Sirius
– Não Remo. Melhor você estar aqui mesmo. Ajuda-me a explicar tudo para o Potter!
– Para o Tiago, Lily! – corrigiu o Remo.
– Certo… Ajude-me a explicar tudo para o Tiago! – resolvi não contrariar. – Já decidiu qual dos horários vai querer Potter?
– Que horários? A Mcgonagall não deu um horário para ele não? – perguntou o Reminho não entendo.
– Tem o seu antigo e o novo que a Mcgonagall mandou. – respondi para o lobinho solitário.
– Vou ficar com o do Remo, mas não precisa pedir favor nenhum para o mala do Victor. Se precisar eu fico aqui algumas vezes. – respondeu o Potter decidido.
– Conversamos sobre isso quando precisar, Potter! – respondi anotando algumas coisas importantes no horário
– Temos alguns minutos, Lily? – perguntou o Sirius.
– Poucos. – respondi pegando meu livro para ler. Eles iriam demorar…
– O que…? – o Potter começou a reclamar novamente.
– Ela disse que podemos ir conversar que depois ela te explica o que falta, mas pediu para que não demorássemos. – respondeu o Remo.
– E como sabe tudo isso? Não ouvi vocês falando nada disso. – disse o tonto. Homens não entendem meias palavras.
– Está ficando surdo? Não ouviu que eu perguntei se tinha alguns minutos? – o Remo perguntou já abrindo a porta do quarto do Potter.

Os marotos entraram no quarto, ficaram um pouco por lá e logo escutei eles saindo:

– Pelo menos ele fala a verdade. – disse o Remo dando de ombros.
– Quem fala a verdade? – perguntei escutando o que o Reminho disse.
– O Sirius. Ele disse que iria se agarrar por aí… – respondeu o Potter.
– Já ouvi isso hoje… – eu disse me lembrando que a Lene havia dito a mesma coisa mais cedo.
– Quem disse isso? – perguntou o Remo.
– A Marlene é claro. Respondi rindo como se fosse a coisa mais obvia do mundo.
– Achamos o closet do nosso amigo chifrudo. – disse o Remo se sentando no sofá.
– Cervo! – respondeu o Potter irritado.
– Dá no mesmo… – ele respondeu enquanto eu ria.
– Está parecendo o Sirius. – ele reclamou.
– Estou voltando a ser o velho maroto de sempre. – respondeu o Remo sorrindo.
– Isso era o que eu temia! – eu disse emburrada. Não queria que o Remo se tornasse um deles… – Mas vamos ao que interessa. Vai ficar mesmo com o horário que era do Remo, Potter? – perguntei para o Potter mudando de assunto.
– Vou. – respondeu se sentando.
– Então fique ciente que hoje de noite você já vai fazer a sua ronda. – eu disse olhando para o horário para ver quando seria a ronda, e fiz uma cópia para ele – Esse fica com você.
– Não é melhor você acompanhá-lo hoje,Lily? – perguntou o Remo.

Não acredito que o Remo disse isso. Ele está contra mim afinal?

– Por quê? – perguntei para ver que desculpa ele iria dar.
– Ele nunca fez uma ronda antes. Não sabe como fazer, nem onde passar. – respondeu o Remo e o Potter fez a maior cara de coitado.
– Está bem, somente hoje Potter! – respondi vendo que não teria outro jeito.

Resumindo, você queria ficar ao lado dele!

Claro que não!

Vamos ficar perto do Ti na ronda! Um sonho realizado… Só nós dois, juntinhos, no escuro… Quem sabe não acontece algo entre nós…

Fica quieta Mini! Não vai acontecer nada entre nós!

Você é muito chata!

Concordo!

– De acordo com o horário deveríamos fazer a ronda juntos duas vezes no mês, mas como um deles cai na lua cheia eu cuido da ronda, mas você me substitui em outra ronda.
– Sem problema. – ele me respondeu.
– Agora tem que explicar sobre como tirar pontos e sobre as detenções Lily! – disse o Aluado.
– Vou poder tirar pontos dos sonserianos sempre que quiser? – perguntou ele animado.
– Claro que não. – respondemos os dois juntos.
– Você tem uma tabela de quantos pontos pode tirar.
– Como assim? – perguntou sem entender nada.
– Exemplo: se algum aluno xingar o outro você só pode tirar cinco pontos por xingamento.
– Só isso? – perguntou abismado.
– Só! – respondi decidida lhe entregando mais um papel.
– E isso é para? – perguntou vendo o papel que lhe entreguei.
– É a lista de quantos pontos você pode tirar e etc. Sugiro que decore. Não vai ser nada legal os alunos ficarem sabendo que você tem uma lista para isso. Eles têm que pensar que você pode tirar quantos pontos quiser.
– Vou tentar decorar. – ele disse olhando para a lista com os olhos arregalados.
– Perfeito. Quanto às detenções, você precisa saber sempre o dia que estará disponível, quem poderá dar a detenção e depois irá ter que fazer relatório.
– E como faço para saber de tudo isso? – perguntou preocupado.
– Geralmente isso é comentado nas reuniões, ou você analisa o horário. Sempre que tem ronda com dois monitores um deles pode dar a detenção. É só conversar com eles, ou você mesmo dar a detenção. – expliquei
– Os relatórios eu te ajudo no começo, mas geralmente você tem que anotar o que o aluno fez na detenção, qual foi seu comportamento, porque pegou detenção, essas coisas, não tem nada muito difícil de fazer. – explicou o Remo.
– Hoje de noite esteja aqui. Teremos reunião com os outros monitores da grifinória. – eu disse pensando naquela chatice em pleno sábado
– Vocês terão que fazer relatórios das reuniões também e passar para a professora diretora da casa, no caso, a Mcgonagall. – disse o Remo.
– E uma vez por mês tem reunião com os monitores chefes! – eu disse pensando em quando seria a próxima.
– Agora relaxe! – brincou o Remo.
– Só mais uma coisa… O Malfoy é monitor chefe da sonserina. Nada de gracinhas para cima dele ou arrumará muita encrenca. Se contenha, Potter! – eu disse já imaginando os gritos da professora Minerva.
– O Malfoy? Monitor chefe? Você está de brincadeira, não é? – ele perguntou irritado.
– Não estou brincando. Ele é monitor chefe. Não sei como você ainda não sabia disso. – respondi. Mas como ele não sabia? O Malfoy nunca tentou dar uma detenção nele?

Ele tentou, mas o Tiago sempre estava em detenção com você!

É que a Lily é possessiva… Gosta do Tiago só para ela!

Palhaços…

– Eu não deixei que eles soubessem. – respondeu o Remo cabisbaixo.
– Não acredito! A melhor coisa em ser monitor chefe era zoar o Malfoy e o Ranhoso… Agora só me resta o Ranhoso.
– Zoe o Snape que o Malfoy vai encrencar com o Sirius e com o Remo. – respondi levemente irritada. O pior é que era verdade… Tantas vezes vi o Remo se encrencar com o Malfoy por causa dos meninos.
– E monitores chefes podem dar detenção em outros monitores? – ele me perguntou com um sorriso maroto.
– Monitores chefes podem dar detenção para qualquer monitor, a não ser que seja outro monitor chefe.
– Droga! – ele reclamou baixo.
– Exatamente… Você não vai poder armar nada para você dar uma detenção para o Malfoy. Somente os professores e o Filch podem dar detenção para monitores chefes.
– O Hagrid pode? – ele perguntou já tentando elaborar um novo plano.
– Pode sim, mas o Hagrid não faria nada para prejudicar ninguém. – dessa vez foi o Remo que respondeu.
– Afinal, o que é ser monitor chefe? – ele perguntou frustrado.
– Ser monitor chefe é poder ajudar os que precisam e dar um bom exemplo para os mais novos. – respondemos os dois juntos.
– Por isso que eu nunca quis ser monitor chefe! A pior coisa na vida de um bruxo na minha idade e com a minha beleza é ser monitor chefe. – ele disse revoltado antes de sair do salão.
– Ele se acostuma! – o Remo me disse enquanto ele saia.
– Será que ele se acostuma mesmo Reminho? – perguntei preocupada.

E depois diz que não o queria por perto!

– Espero que sim Lil… Ele precisa se acostumar ou a vida dele se tornará um inferno!
– E você? Como se sente deixando de ser um monitor? Já vi que o Potter acha que os monitores são a pior espécie do mundo. – eu disse chateada.
– Ele acha que ele sendo monitor é a pior coisa… Você ser monitora é legal para ele. – me disse o Remo.
– E você? O que esta achando de tudo isso? – perguntei mudando de assunto.
– Eu sobrevivo Lily. Vou tentar aproveitar mais a vida, e você deveria fazer o mesmo. – ele me disse pensativo.
– O que quer dizer com isso? – perguntei sem entender.
– Leia seu próprio diário que irá entender! – ele me respondeu pegando o meu diário de cima da mesa e me entregando.
– Você leu o meu diário? – perguntei nervosa.
– Cla… Claro que não Lil… –ele gaguejou.

Não acredito que o Lupin fez isso comigo… Nem a Lene se atreveu…

– Volta aqui! – gritei quando ele saiu correndo para fugir de mim.
– Nunca me pegará com vida Lily. – ele disse correndo em círculos no salão.

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sobre Vanessa Sueroz

Autora dos livros Confusões em Paris, Minha última chance, Odiado Admirador Secreto, Presente de Aniversário, Eu te amo mais e Três Botões.

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