Eu monitor chefe?Não! – Cap 17 1


Anteriormente:

– Não quero ser monitor! Tudo menos isso! – ele gritou já ajoelhado nos pés da vice-diretora.
– O que está feito está feito. Quem sabe assim vocês param de aprontar… – disse minha ex-professora preferida.

Depois saímos todos da sala do diretor, cada um pensando na sua detenção. Eu estava acabada. Como seria a minha vida com o tonto do Potter como monitor? Mais trabalho, o nome dos monitores iria por água a baixo. Minha vida social iria acabar. Minha vida iria acabar… Ou eu me mato ou mato o Potter até o final do ano.

Vou morrer!!

Cap 17 – Ele monitor chefe? Não!

Chegando ao dormitório depois de tudo aquilo na sala do diretor vi que o Remo estava tão arrasado que esta se arrastando para o salão dos monitores. O ajudei a deitar lá no quarto dele e resolvi voltar, teria que falar com o novo monitor chefe de qualquer jeito. Ele iria ter que se comportar.

Fui calmamente em direção dele, fiz questão manter o rosto com uma expressão: “Vou matar você”.

Parei e fiquei observando a cara de bobo dele, alias ele sempre tem cara de bobo.

Agarrei-o pela gravata do uniforme o puxando para perto de mim. Eu estava prestes a matá-lo.

– Potter! – eu disso o puxando pela gravata.
– Diga minha florzinha! – eu disse tentando parecer gentil para fugir de mim.
– Já disse que não sou sua flor. – eu disse quase gritando no ouvido dele.
– Mas um dia será… – ele me respondeu sorrindo
– Potter não se atrase amanhã. E não quero você no dormitório dos monitores antes do prazo que a professora deu, ou seja, duas noites. Faça isso pelo seu amigo. Para que ele aproveite os últimos dias lá e para que eu não tenha que olhar para a sua cara!
– Pode deixar liriozinho. Só vou me mudar quando não tiver mais jeito. Deixo o Remo aproveitar o conforto e sua companhia, mas só deixo por que ele é meu amigo!

Bufei de raiva e revirei os olhos irritada.

– E não chegue atrasado às aulas e muito menos fique aprontando por aí. Assim que esse distintivo aparecer nas suas vestes espero que saiba honrá-lo! – eu disse dando as costas para voltar à sala dos monitores.

Fui me deitar. O dia seguinte iria ser tão longo.

No dia seguinte eu levantei cedo e nem ao menos esperei a Lene. Fui direto para a sala da Minerva. Quem sabe eu não a convenço de desistir dessa idéia do Potter ser monitor.

– Professora! – chamei ao entrar na sala.
– Já esperava pela senhorita, mas não posso ajudá-la. Já conversei com o diretor sobre isso, mas infelizmente não adiantou nada. Também perdi um bom monitor, assim teremos que colocar o Potter na linha. – me disse a professora parecendo tão chateada quanto eu.
– Não há nada que possamos fazer? – perguntei em uma última esperança.
– Podemos tentar conversar com ele. – me disse a professora com um sorriso singelo.
– Então não tem nada para se fazer mesmo. – eu disse sabendo que seria impossível o Potter mudar por um pedido nosso.

Logo a aula começou para o meu desespero o Potter não estava nela o que significa que eu levaria bronca por ele. Eu pedi tanto para que ele não se atrasasse ontem…

– Tenho um comunicado a fazer… O senhor Lupin não será mais o nosso monitor, portanto de agora em diante o senhor Potter será o nosso novo monitor chefe da grifinória. E falando nele, ele faz essa ótima entrada na minha sala de aula, com essas roupas… Onde arrumou essas roupas Potter? – perguntou ela nervosa quando o mala sem alça entrou na sala com uma camisa ridícula.
– Estava sem camisas limpas! – ele respondeu dando de ombros.
– Então esse desengonçado na minha frente é o que chamamos de novo monitor chefe da Grifinória. E ainda por cima, não irá participar do primeiro jogo de quadribol.

O time inteiro olhou para o energúmeno querendo matá-lo. Sabem o que o pessoal diz: “Se olhar matasse ele já estava morto!”, o ditado pareceu ser bem real naquela hora com todos os grifinorianos do sétimo ano querendo me matar.

Logo vi um bilhete voando na minha mesa:

Lilian,

Estamos querendo mandar um bilhete para brigar com o Tiago. Podemos colocar seu nome junto?

Marlene.

E é claro que eu disse que sim, não é?

Vi o Potter e o Sirius se olhando pensativos, mas a Marlene estava com cara de quem iria matar o Sirius se ele abrisse a boca.

Não vou dizer que o resto do dia foi normal, por que não foi. Assim que a aula acabou a professora disse como de costume:

– Todos estão dispensados. Entreguem-me os trabalhos na sexta-feira não se esqueçam.

Sai da sala morrendo de raiva, alias, não sai da sala, por que a Minerva me chamou:

– Senhorita Evans espere um momento. Preciso falar com a senhorita e com o senhor Potter.
– Que engraçado professora. Eu também queria falar com a senhora. – disse o mala em um tom jovial.
– Pode falar senhor Potter! – ela me disse olhando para ele.
– Gostaria de reservar o campo de quabribol para amanhã de tarde depois das aulas.
– Já sabe quem vai ficar no seu lugar no próximo jogo? – perguntei curiosa para ele.
– Ainda não. O treino vai ser para isso mesmo. Já avise a Marlene. – eu disse sorrindo.
– Irei marcar. Passe aqui mais tarde e pegue a autorização. Mas meu assunto com os senhores é algo mais importante que quadribol. – ela disse séria.
– A culpa não foi minha. Eu disse para ele não se atrasar. Não tem como eu tomar conta dele o tempo todo professora. – reclamei, mas não adiantou muito coisa.
– Mas… – começou o Potter.
– A senhorita sabe muito bem que os monitores têm que trabalhar em conjunto. Se um se atrasa a culpa é dos dois. Tudo que acontece com um de vocês é responsabilidade dos dois, com algumas exceções é claro.
– Mas ele não está dormindo no dormitório dos monitores ainda. – reclamei mais uma vez.
– A senhorita sabe as regras senhorita Evans. O que vale para um vale para todos. Ele é responsabilidade sua de agora em diante. E você é responsabilidade dele. – me disse a professora nervosa. Juro que eu ançaria um feitiço nela se tivesse coragem para tanto, tamanha era a minha raiva.
– O que foi que eu fiz para ter um castigo assim? Não tem como controlar o Potter. Ele é impossível! Já tento fazer ele entrar na linha fazem 6 anos. Como quer que de um dia para o outro eu consiga? – perguntei quase gritando com a professora, que ficou furiosa.
– Senhorita Evans. Não vou admitir que fale assim comigo. Recomponha-se. – disse a minha ex-professora preferida ainda irritada.
– Ela não fez por mal. Eu prometi para ela que não ia me atrasar. A culpa é toda minha. Brigue comigo e não com ela. – disse o Potter dando a cara a tapa. Fiquei com dó dele, mas era verdade eu pedi para ele não se atrasar e ele não me escutou..
– Lembre-se do que lhe falei ontem senhorita Evans. – ela disse para mim ignorando o Potter. – E senhor Potter, espero que arrume um bom apanhador para o próximo jogo, e espero que a Grifinória ganhe.
– Vai ganhar professora! Vai ganhar! – ele disse confiante.
– Espero senhor Potter! – ela respondeu ainda severa. – Podem se retirar ou vão chegar atrasados para a próxima aula.

Ainda não acredito que eu levei a maior bronca por causa do imprestável do Potter. Ele só atrasa a minha vida!

Estava pensando na minha odiosa bronca quando me encontrei com o Potter novamente:

– Potter! Arrume logo uma camisa descente e se troque.
– Lily meu liriozinho, todas as minhas camisas estão sujas.
– Me encontre no salão comunal na hora do almoço que eu dou um jeito nisso. – eu disse antes de sair e ir para a próxima aula.

Eu fui para a próxima aula deixando um Potter bobo para trás.

Vi que todos do time iam a mesa do capitão para falar sobre o jogo, mas eu não iria dar esse gostinho para ele. Depois eu sabia o que estava se passando pela Marlene.

Logo a hora do almoço chegou e infelizmente eu tinha que ajudar o Potter com a roupa, senão eu logo teria outra bronca para a minha mais nova coleção. O Potter mal começou a andar comigo e já me fez levar bronca… O que será depois? Detenção?

Seria bem divertido ver você em detenção!

A Lene é maluca. Eu já disse isso?

– Lene vamos ao salão comunal comigo? – perguntei me virando para a Lene.
– Para que? Estamos na hora do almoço. – ela me disse.
– Vou ensinar o Potter a lavar roupa. Vai ser bem divertido. – eu respondi rindo.

A Lene riu comigo e partimos na mesma hora para o salão comunal.

Quando chegamos lá o Potter já se encontrava por lá. Fui na direção dele sorrindo. Estava anciosa para ver ele levando roupa. Aquilo seria a maior comédia.

Você esta louca para vê-lo todo molhado e com a camisa colada naquele corpo sexy

Eu sei que a Lene viaja nas idéias, mas ela é legal.

Boba!

– Olá Potter! Quanto tempo. – eu disse irônica e risonha.
– Para mim foi uma eternidade ruiva. Cada minuto sem você para mim se torna um século. – ele disse tentando me seduzir. Ele sempre faz isso!

O Tiago estava quase babando em cima de você…

– Pare com isso Tiago. Não estrague o bom humor da Lily tão cedo. – disse minha amiga Marlene e logo em seguida o mala fechou a cara. – A que devo a honra desse encontro. Aliás, pensei que seria um encontro a dois!
– O dia que eu marcar um encontro a dois com você pode me internar no St. Mungus por que estarei louca. – eu respondi decidida. – Mas marquei o encontro para dar um jeito nessas suas roupas. Se você andar por aí com essa aparência deplorável vou acabar levando bronca junto com você, sem contar que você irá sujar ainda mais a reputação dos monitores.
– Lily querida. Se você quer melhorar a reputação dos monitores é só aceitar sair comigo. – disse aquele imprestável me irritando.
– Já disse que o dia que eu aceitar pode me internar no St. Mungus Potter! – eu disse quase gritando com ele.
– Mas então minha amada. Irá lavar a minha roupa para que eu possa ficar mais apresentável? – ele disse galante e passando as mãos pelos cabelos.
– Eu lavar a sua roupa? Você tem certeza que não tinha whisky no seu suco hoje de manhã? – eu perguntei rindo freneticamente e irritada com o comentário.
– Mas eu pensei que você iria fazer esse grande favor para mim minha ruiva. – ele me disse passando as mãos pelo cabelo novamente, mas agora com mais intensidade.
– E Pelo amor de Merlin. Pare que passar a mão no cabelo! – eu disse revirando os olhos. Ele ficar passando as mãos nos cabelos me irrita profundamente.

E o que não te irrita profundamente Lil?

– Tiago, é bonitinho esse seu jeito de passar as mãos nos cabelos, mas já esta irritando. – concordou a morena.
– Ok. Já parei! – ele tirou as mãos do cabelo na mesma hora.
– Vai ou não querer a minha ajuda Potter? – perguntei já irritada.
– Claro que sim. – ele me respondeu quase que automaticamente.
– Ótimo. Venha comigo que vou te apresentar um novo amigo… – eu disse misteriosa entre risos trocados com a Marlene.

O levei para a lavanderia que ficava no salão dos monitores.

– Para que me trouxe aqui ruiva? – ele me perguntou sorrindo.

– Para te apresentar um amigo. – respondi risonha.
– Não é aquele cara de novo? – ele me perguntou, mas realmente não fazia idéia do que ele estava falando.
– Que cara Potter? – perguntei desconfiada.
– Esqueça isso Lily. – a Marlene me disse olhando irritada para o Potter.
– Não vou esquecer. – não iria tirar aquilo da cabeça. De quem ele estava falando afinal?. – Que cara Potter? – perguntei já começando a ficar vermelha.

Você sempre que fica nervosa fica vermelha.

– Não é ninguém Lily. Falei por falar. – ele disse tentando sorrir.
– Vou deixar passar essa por que senão vou acabar perdendo à hora do almoço. – eu disse pensativa, afinal, eu não tinha comido nada ainda.

Vi a Marlene soltar ar pela boca dizendo “Ufa”.

– Esse é seu novo amigo Potter – eu disse mostrando o tanque para ele.
– Uma vasilha de concreto tamanho família? – perguntou ele confuso. – Obrigado Lily, mas não sabia que existiam bichos assim.
– Isso não é um bicho Potter, e muito menos uma vasilha gigante de concreto como você disse. – ri muito com a descrição dele de tanque..
– Olha aqui senhorita Evans! – ele me disse irritado enquanto eu não acreditava que ele estava falando assim comigo. – Eu nunca vi isso aí na vida e ninguém, nem mesmo você ri de Tiago Potter!
– Estou rindo. Vai fazer o quer? Te azarar? – ela perguntou me desafiando.
– Não será preciso. Vou deixar passar essa, mas da próxima você não escapa. – ele me repsondeu confiante.
– Ok! Vamos ignorar esse incidente. Esse aqui – disse eu disse apontando para o Tanque. – Se chama tanque de lavar roupas. Já entendeu para que eu estou te apresentando ele ou vai querer manual de instruções? – perguntei sarcástica.
– Primeiro essas coisas de trouxas não funcionam comigo Lil. Segundo…
– Primeiro: para você é Evans e não Lil. Segundo: Ou lava as roupas do modo trouxa ou do modo bruxo, mas lave!
– Minha ruiva, eu sou homem e homens não lavam roupas. – ele respondeu com aquele sorriso enjoado.
– Evans! – gritei irritada, e depois voltei a falar – E de agora em diante ou você vira mulher ou homens começam a lavar roupas.
– Homens começam a lavar roupas! – ele me disse de imediato.
– Ainda bem… Seria um desperdício perder… – começou a Marlene, mas eu a belisquei e a morena se calou.
– Vou te ensinar como lavar roupas Potter. – eu disse seria bem divertido – Pegue a roupa suja lá no seu dormitório. Rápido! – eu disse para ele quando ele se colocou a sair.
– Isso vai ser bem legal! – a Lene me disse sorrindo marotamente.

Ele voltou em pouco tempo com várias camisas sujas.

– Pegue uma camisa Potter. Vai ver como lavar a roupa é bem fácil… – eu disse me divertindo com a situação.

Depois de quase vinte minutos rindo da cara do Potter ele finalmente conseguiu lavar a primeira roupa.

– Minha nossa! Ainda falta muita coisa para lavar. – ele me disse desanimado.
– Certo. Depois te ensino um jeito mais fácil. Agora vista essa camisa que só faltam vinte minutos para o fim do almoço. – eu disse ainda rindo dele estar todo molhado.
– Não vai nem ao menos ajudá-lo a se secar Lily? – perguntou a Marlene risonha.

Ele estava molhado e sexy… Muito lindo e você estava babando nele que eu vi!

Eu acho que fiquei vermelha com essa indireta da Lene.

Eu apontei a varinha para o Potter e sequei a camisa que ele tinha já limpa ao seu lado.

– Eu disse se você não iria ajudá-lo com a toalha e não com a varinha! – respondeu a Marlene rindo ainda mais e eu ficando cada vez mais vermelha.

Admita que o corpo dele é perfeito!

Não vou admitir o que é mentira.

Você nem ao menos piscava Lily. Todos têm o direito de saber que você adorava o corpo do Tiago. Alias, você ainda adora.

Você só fala besteiras.

Se eu só falasse besteiras você não teria ficado vermelha como ficou naquele dia.

Confesso: ele é bonito!

Finalmente!

Mas não é tão bonito assim… Só é bonito.

E lá vem ela tentar mentir novamente, só que ela se esquece que estou aqui para que ninguém acredite nas suas mentiras.

– Fica quieta ou transformo você em um sapo Marlene! – eu disse já parecendo um pimentão. – E Potter vista logo a camisa. E pelo amor de Merlin, não ouse aparecer com a camisa do Pedro novamente. – eu disse revirando os olhos.

Ele ainda me zoou. Bateu continência como se estivesse se tratando de um soldado falando com seu superior. E para pior as coisas a Marlene ficou rindo com ele.

Ele tirou a camisa assim que parou de fazer graça, e o corpo dele…

Perfeito! Ele é perfeito para nós.. Lindo, inteligente, simpático, engraçado…

E lá vem essa vozinha na minha cabeça novamente…

Para não ficar olhando o Potter sem roupa eu me virei de costas.

Para não ficar babando nele você quer dizer.

Eu não estava babando.

Claro que não. Você virou de costas…

Engraçadinha! Eu só não queria ver um homem sem roupa.

Você mente muito mal Lily.

– O que foi Lily? – ele me perguntou assim que eu me virei.
– É verdade Lily o que foi? Nunca viu um cara bonito sem camisa? – perguntou a Marlene rindo.
– Se vista Potter! – eu disse ainda sem o olhar – E você Marlene… Me paga por esse comentário! – completei irritada enquanto nossa amiga ria.
– Disponha amiga! – respondeu a Marlene rindo.
– Lily… Você não quer que eu coloque a camisa molhada, não é? – ele me perguntou mostrando a camisa pingando do lado, porem eu nem olhei, pois ainda estava de costas para não o ver sem camisa.
– Faça um feitiço e a seque Potter! – eu disse já sem paciência.
– Desculpe minha flor, mas estou sem varinha. Perdi uma aposta com e Sirius ontem e ele ficou com a minha varinha hoje.
– Marlene ajude ele! – pedi ainda de costas para ele.
– Desculpe amiga, ele é responsabilidade sua agora. Ou seca a camisa dele você ou ele vai andar por aí sem camisa. – disse Marlene contendo o riso.
– Adorei a idéia de andar sem camisa. Aposto que arrumo mais encontros do que o normal… – disse o veado pensativo ainda olhando a camisa o tangue.
– Se ele sair por aí sem camisa os dois levam detenção. – disse a Marlene ainda tentando me convencer a ajudar.
– Melhor ainda. Assim fico mais perto do Victor – eu disse pensativa para pirraçar o Potter.
– Exatamente. Eu, você e aquele moleque. – ele me disse me fazendo desistir da idéia.

Fiquei imaginando a cena enquanto me virava para olhar para o Potter. Imaginem eu o Victor e o Potter trancados em uma sala cumprindo detenção… Não iria dar certo.

– Certo Potter. Você venceu! – me dei por vencida pegando a varinha.
– Sabia que você entenderia o meu lado da história. – ele reposndeu sorrindo enquanto eu olhava para ele.

Para o corpo perfeito dele!

Que seja!

Sequei a camisa dele o mais rápido possível e me virei novamente.

– Pode olhar o quanto quiser. Quando quiser que eu tire mais algumas peças é só pedir! – ele me disse maliciosamente e acho que eu fiquei ainda mais vermelha, se possível.
– Potter! – eu gritei extremamente constrangida – Vamos Marlene, o almoço já esta acabando. – eu disse se virando para sair da sala dos monitores
– Vamos! E juízo Tiaguinho! – ela disse para ele dando uma piscadela marota.

Assim que saímos do salão comunal eu tive que perguntar:

– Posso saber o que significa “juízo Tiaguinho”? – perguntei tentando não mostrar que estava nervosa.
– Ciúmes pelo apelido: “Tiaguinho”? – me perguntou a cara de pau da Lene.
– Eu com ciúmes do Poter? – perguntei revoltada sem acreditar nos meus ouvidos.
– Não fuja do obvio Lily. Você esta se apaixonando pelo chato do Potter – ela me disse rindo.

Resolvi não responder senão a discussão nunca iria terminar.

Não respondeu por que não tinha resposta!

Almoçamos rapidamente, afinal o horário de almoço já estava acabando.

Vimos uma menina se dirigindo a mesa dos marotos e logo a Lene fechou a cara por que vimos o Sirius abrir aquele sorriso conquistador que conhecemos tão bem.

Mas logo caímos no riso. A Menina deu um belo tapa no Sirius.

Resolvemos ir até lá para zoar com o Sirius, alias, não resolvemos, a Lene que revolveu.

– Não. Só fiz um comentário Almofadinhas. – escutei o Remo dizendo.
– Dá para alguém explicar o que aconteceu? – escutei o Potter perguntando.
– Eu conto! – disse Marlene rindo enquanto nos aproximávamos dos marotos.
– Pois conte. Fiquei sem entender nada. – disseram o Sirius e o chato do Potter juntos.
– Se lembram das detenções? – perguntou a Marlene.
– E como eu iria esquecer aquela barbaridade que a megera me fez? – perguntou ele inconformado.
– Sem drama Sirius… – eu pedi revirando os olhos.
– A conversa de vocês não fluiu muito bem. Não se lembra que você não consegue mais mentir para as mulheres? – perguntou Marlene.
– Mas era uma mentirinha inocente. – resmungou Sirius.
– Tão inocente que você levou um belo tapa na cara. – respondeu Marlene rindo sem parar.
– Falando assim até parece que você gostou de me ver apanhar…
– E como eu não gostaria? Se lembra quando eu levei um fora ano passado e você ficou rindo da minha cara? E tudo que vai, um dia volta. – respondeu minha amiga morena tentando ficar séria, mas o sorriso não saia de seu rosto.
– Tudo culpa sua Marlene. – resmungou o Sirius.
– Minha? – perguntou ela inconformada.
– Querem parar com isso! – pedi em meio à discussão que se instalou.
– Não paro não! Se você pode discutir com o Tiago o dia inteiro por que eu não posso dizer umas verdades para esse cachorro/cadela na minha frente? – responderam os dois irritados para me que fiquei vermelha de raiva.
– Se alguém falar um “A” para a ruivinha vai se ver comigo! – disse o mala sem alça entrando na confusão.

– Não ouse se intrometer na minha vida Potter. Eu brigo com quem eu quiser! – eu disse nervosa.

Ele é muito cara de pau! Fica se intrometendo na minha vida desse jeito!

Não me lembro direito tudo sobre a discussão. Só me lembro que o Remo nos interrompeu e tudo voltou a sua rotineira paz.

– Dá para os quatro ficarem quietos? Um só fala do outro, mas são iguais. Vamos não percebem que se amam? Parem com isso e se beijem logo! – gritou o Remo.

Na verdade as poucas pessoas que ainda estavam no salão olharam direto para nós. Afinal, não é sempre que se vê Remo Lupin gritando. E no instante seguinte a paz reinou no salão até que o Potter resolveu quebrar o clima.

– Eu amei a idéia do beijo! – ele disse me puxando pela cintura.
– Pois eu odiei! – respondi tentando o empurrar, mas obviamente sem forças suficientes.
– E vocês? – perguntou o Remo para o Sirius e a Marlene que se olhavam se expressão e sem dizer uma única palavra.
– Odiei a idéia! – disseram os dois juntos dando as costas.

Se eu não conhecesse a Lene diria que ela pensou na idéia de beijar o Sirius, mas como conheço…

Fomos para a próxima aula logo depois disso, e logo em seguida ficamos livres, e rumamos para o salão comunal.

Eu fiquei estudando transfiguração, vi o traste brincando com ele pomo ridículo que ele tanto ama, o Sirius foi jogar xadrez com o Remo e o Pedro foi comer.

Mas alguém reparou em um detalhe? O Pedro não pode comer fora do horário de refeições, ou seja, ele não poderia estar comendo naquele momento. E a primeira a se lembrar disso foi a Marlene:

– Nossa! Vocês não me disseram que o Pedro não poderia comer fora dos horários? – minha amiga perguntou sentando ao lado do traste do Potter.
– É verdade! – disse o mala repentinamente fazendo o Remo se desconcentrar e jogar a peça errada. – Xeque mate! – disse o Potter para o Remo – Sua detenção não era só poder comer na hora certa Rabicho? – perguntou ele para o Pedro.

Ele só fez que sim com a cabeça.

– Isso é estranho! – disse o Sirius pensativo olhando o Pedro comer.
– Lily! – me chamou o Remo.

Olhei para o Remo por cima do livro e ele fez sinal para que eu me aproximasse da turma.

– O que foi Remo? – perguntei me sentando no braço da poltrona dele.
– O que a Mcgonagall disse que aconteceria se o Pedro tentasse comer fora dos horários? – perguntou o lourinho.
– Não disse nada. Só disse que ele iria se arrepender se o fizesse. – respondi dando de ombros e logo em seguida joguei meus cabelos para trás.

Fiquei vendo o Pedro comer como um porco, aliás,acho que porcos comem mais bonitinho que ele.

O Pedro ficou comendo por mais uns 5 minutos até perceber que todos nós olhávamos para ele.

– O que foi? – ele perguntou ainda com a boca cheia de comida e fazendo um pouco de restos de comida voarem da boca dele para cima da Marlene.
– Que nojo Pedro! – gritou ela revoltada se levantando.
– Respeite a moça Rabicho! – gritou o Sirius irritado.
– Sirius Black defendendo a Lene? Isso vai entrar para a história! – eu disse feliz da vida.

Sirius ficou um pouco vermelho, mas não disse mais nada.

– O que foi? – perguntou o Pedro agora sem atingir ninguém com a comida.
– Por que esta comendo? Não se lembra que sua detenção é não comer entre as refeições? – perguntou o Potter parecendo preocupado.
– Lembro. Mas já que eu consigo comer e não me acontece nada… Vou comer! – ele respondeu dando de ombros e se virando para a comida de novo.
– Ele é louco. Façam-no parar ou vai estar encrencado com a professora se ela descobrir. – eu disse preocupada.
– Você está preocupada com ele? – perguntou o Potter sem acreditar.
– Se ela estava preocupada com você hoje cedo… Por que não pode se preocupar com o Pedro? – perguntou a Marlene sorridente.
– Eu não estava preocupada com ele! – gritei nervosa fazendo a Marlene rir e o Potter parecer assustado, mas sei que ele estava fingindo.
– Mas parecia… – respondeu a morena risonha.

Você sempre se preocupou com ele.

Claro que não!

Acabou de provar o contrário

– Acho que a professora já sabe que o Pedro está comendo. – disse o Remo preocupado sem tirar os olhos do Pedro.

Depois que o Remo falou isso eu parei para olhar o Pedro comendo e ele estava inchando. Literalmente inchando feito um balão, parecia que ele ia explodir a qualquer momento.

– Não é melhor alguém fazer alguma coisa? – perguntou a Marlene preocupada.
– É o trabalho da Lily e do Remo! – respondeu o Sirius meio sem reação olhando o Pedro inchando cada vez mais rápido.
– Vem Potter. Precisamos levá-lo para a enfermaria logo! – eu disse no instante seguinte me lembrando que o mala que era o monitor agora.

Ele se levantou e me ajudou a levar o Pedro, coisa que não foi difícil já que o Pedro já estava inchado e já começava a flutuar pelo salão.

O Potter e eu chegamos a tempo do Pedro não explodir, mas ele ficou mais de duas horas na sala da professora depois que voltou ao normal, e para aprender a não desobedecer, ele vai pegar mais um mês de detenção, ou seja, mais um mês sem comer!

E tudo parecia voltar ao normal, exceto por mim o pelo Potter que voltamos para o salão comunal conversando, coisa que é rara, geralmente estamos brigando e não conversando pacificamente!

Ficamos conversando sobre a escola e sobre a detenção dos marotos.

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sobre Vanessa Sueroz

Autora dos livros Confusões em Paris, Minha última chance, Odiado Admirador Secreto, Presente de Aniversário, Eu te amo mais e Três Botões.


Obrigada pela visita. Por favor, deixe um comentário com a sua opinião, isso é muto importante para nós.

One thought on “Eu monitor chefe?Não! – Cap 17

  • Wateru

    OMG, dez meses pra atualizar? :omg:
    QUe bom que voltou a postar, fico feliz =)
    Vai continuar firme agora, né? :ddd:

    Certo, vamos aos comentários :B :

    Ah, já acabou o capítulo 🙁
    Agora posso comentar no geral antes de aparecer outro >.<

    Olha, não sei como seria, mas eu sugiro que vc insira mais diálogos novos e suprima os que já foram ditos, a não ser que sejam importantes para a nova narrativa. Porque senão a história vai ficar meio que… igual :err:

    Vc entendeu minha colocação, né? :ddd:

    Como já havia dito antes, gostei muito da história, e espero que os capítulos me surpreendam :naughty:

    E que vc continue :please:

    Parabéns pela história :aplauso: e pela dedicação a um projeto tão extenso :aplauso:

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