Eu monitor chefe?Não! – Cap 16 1


Anteriormente:

– Vamos Lily. – respondeu o Reminho.
– Boa noite Lene! –eu disse para a minha amiga
– Eu não ganho nem um “boa noite Tiago?” – me perguntou o traste.
– Má noite Potter! – eu respondi entrando na sala dos monitores.

Eu e o Remo fomos fazer os relatórios.

Longa noite de relatórios por sinal!

Cap 16 – Detenção com os marotos

Quando acordei fiquei fazendo lição no salão dos monitores quando a Lene chegou:

– Não esta pronta? – ele perguntou me vendo de pijama.
– Para que? – perguntei sem entender.
– Não vai acordar os marotos comigo? – me perguntou a maluca.

Não sou maluca!

É sim…

– Claro que não vou Lene!
– Você não sabe o que esta perdendo… Vai se encontramos eles só de cuecas.
– Eu iria ter a visão do inferno e iria morrer com pesadelos. – respondi.
– Exagerada! Eles são lindos! – disse a Lene sonhadora.
– Você diz isso por que gosta do Sirius! – eu disse para a irritar.
– Já disse que não gosto daquele cafageste. – ela brigou.

Dei de ombros, não é legal brigar com a Lene logo cedo…

– Vou indo… – ela me disse quando o Remo apareceu.

Tomei um longo banho e me voltei para fazer lição. Fiquei mais algum tempo lá fazendo a lição e logo a Lene voltou.

– Lily você vai lá ao quarto comigo! – ela me disse e eu comecei a rir.
– Não vou! – respondi sem me mexer.

Sério o mal de ser pequena é que todos são mais fortes… Até a Lene! Só vi o Sirius me carregando para o quarto e quando dei por mim já estava sendo arrastada para dentro do quarto dos marotos.

– Olha quem eu trouxe! – disse a Marlene me arrastando.
– Graças a mim… – disse o Sirius convencido.
– Como conseguiram tirar ela dos livros? – perguntou Remo abobado.
– Vamos dizer que o Sirius é um cabeça de ovo, mas é bem forte. – respondeu a Marlene.
– Não vou ficar aqui com essa louca. Tenho um encontro… – disse o Sirius se olhando no espelho.
– Outro? – perguntou o Potter assustado. Caramba até o Potter se impressiona com o numero de encontros do Sirius.
– Outro sim… Hoje tenho dois encontros… O primeiro é com uma gata da Corvinal e depois do almoço tenho outro encontro, mas com uma sonseriana.
– Vai sair com uma menina da Sonserina? – perguntou o traste surpreso.
– Isso mesmo… – respondeu o Six arrumando os cabelos.
– Duas no mesmo dia? – perguntei também surpresa.
– Tenho que aproveitar a vida… – respondeu meu amigo.
– Pelo menos não são da Grifinória. – respondi dando de ombros.
– E qual seria a diferença? – perguntou o traste novamente, mas agora falando comigo.
– A diferença Potter, é que elas não vão vir chorar no meu ombro e sim no da monitora da casa delas. – respondi me sentando em uma poltrona que tem no quarto.
– E por que elas vão chorar no seu ombro? – perguntou o traste confuso. Será que ele não entende?
– Por que elas pensam que eu tenho que dar detenção para vocês dois quando magoam elas. – respondi arrumando os cabelos.
– Sério? – perguntou ele ainda sem acreditar.
– É sério Tiago… Quando a Marlene dá os foras dela, os rapazes vêm me perturbar… – respondeu o Aluado.
– Eu não dou tantos foras assim como o Sirius. Ele mente de mais para as meninas… – disse a Marlene irritada.
– E você não? – perguntei irônica.
– Eu nunca disse que amava ninguém… – respondeu a morena irritada.
– Engraçado… Eu ouço isso todos os dias… O Sirius fala isso sempre… – eu disse me fazendo de desentendido.
– Mas é diferente Ti. – respondeu minha amiga.
– E qual a diferença? – perguntei.
– A diferença é que quando eu disser que amo é por que eu amo, já o Black… – respondeu ela.
– Todos os homens mentem. Nunca acredite neles… – eu repsondi irritada.
– Pára tudo! Nem todos mentem… – disse o traste – Toda vez que um maroto diz que ama é por que ama. Assim como eu te amo ruiva.
– Já começou com as mentiras logo cedo Potter? – perguntei me irritando ainda mais e saiu do quarto batendo o pé.

Aquele inútil sempre acaba com o meu dia! Não sei por que ainda fiquei lá quando o Sirius me soltou.

Os dias se passaram devagar… Alias devagar é apelido, não tinha visto nos marotos nos corredores o que significa que…

Que você estava com saudades deles…

Claro que eu não estava com saudades deles… Eu fiquei até muito feliz de não olhar para o Potter todos esses dias…

Viu como sente a falta do Tiago? Eu nem toquei no nome dele…

Mas pensou…

Não pensei, mas você sim…

Deixe isso para lá… Todos sabem que eu odeio o Potter e não tenho porque discutir esse assunto com você novamente…

Claro que não… Porque como sempre eu estou certa!

Eu concordo plenamente!

E quem te chamou na conversa Sirius?

Eu me chamei na conversa ruiva!

Cheguei ao ponto de ignorar esses dois…

Para provar que o Potter não presta acabei de me lembrar de uma coisa ridícula…

Naquela mesma semana eu estava passando tranquilamente pelo corredor seguindo rumo a biblioteca para estudar com o Victor, mas me deparei com o Potter e mais um de seus encontros, e detalhe, em plena luz do dia, em um corredor movimentado… Geralmente ele tem seus encontros em lugares mais afastados, mas naquele dia ele revolveu fazer um show para a escola.

Quando virei no corredor dei de cara com o Potter deitado no chão com uma menina, alias ele tem um péssimo gosto, porque aquela perua além de feia é uma encrenqueira.

Estou sentindo um cheirinho de ciúmes!

Você foi com ciúme do Potter, Lene?

Eu estava falando de você!

Ignorem, a Lene esta tendo um dia difícil, ou seja, nada de encontros…

Seria melhor você mentir menos para seus leitores…

Esqueçam ela… Então, o Potter ela lá com a vaca em cima dele, os dois estava quase se beijando e o Sirius estava do lado com cara de quem estava segurando o riso.

– Não! – escutei o Potter dizendo quando passei por eles.
– Por que não? Ainda por causa dessa metida da Evans? – perguntou a vaca soltando o pescoço do Potter. Eu parei na mesma hora de andar, afinal aquela vaca estava falando de mim!
– Ela não é metida. – respondeu o Potter fingindo estar nervoso, afinal ele tem que manter as aparências quando eu estou por perto.
– Não fale de mim com qualquer uma Potter. – eu disse furiosa me virando para os dois.
– É sempre você que fica no meu caminho Evans. Primeiro com a história de ser monitora, depois o Victor e agora o Tiago. – gritou a vaca gorda. Dá para acreditar que ela disse aquilo para mim? Eu não tenho nada com o Victor e muito menos com o idiota do Potter.
– Dá para me deixar em paz? Se você tem tanta inveja assim por que não enfia a cabeça de baixo da terra e fica lá imaginando que sou eu? Sai do meu pé. E faça o que quiser com aquele Victor e com o arrogante e mentiroso do Potter. – eu respondi nervosa antes de sair andando e xingando todo mundo.

Serio… Ninguém merece aquela coisinha… Ela é do tipo de pessoas que não conseguem nada na vida por desleixo e jogam a culpa em gente que não tem nada a haver com tudo isso, nesse caso sobrou à culpa para mim.

Fui para a biblioteca, mas não fui me sentar com o Victor, alias depois daquela confusão no corredor preferi não chegar perto dele.

Era capaz deu querer arrebentar a cara dele por causa da vaca gorda.

O dia passou rápido depois que comecei a estudar.

Na manhã seguinte acordei e assim que tomei meu banho já fui fazer uns relatórios de monitoria que eu ainda não havia feito.

Logo depois a Lene resolveu aparecer:

– Bom dia Lil.- ela me disse toda sorridente.
– Bom dia. – respondi meio sem animo.
– Vamos descer? – ela perguntou se sentando ao meu lado.
– Não tem nenhum encontro hoje? – eu perguntei desconfiada.
– Infelizmente ainda não… Mas logo arrumo um. – ela me respondeu convencida.
– Nem vou falar nada… – eu disse revirando os olhos em sinal de desaprovação.
– Vamos descer então? – ela perguntou ficando de pé.
– Não… Pode ir sozinha. – eu disse me virando para continuar os deveres.
– O que aconteceu? Você esta estranha.
– Estou normal. – respondi com o máximo de convecção possível.
– O que o Tiago aprontou dessa vez? – a Lene foi direto ao ponto.
– Não fez nada do que não costuma fazer…
– Explique-se… – pediu minha amiga voltando a se sentar.
– Lene, por favor, não houve nada de mais. Eu não ligo para o que o Potter faz ou deixa de fazer…
– Mentirosa! Você liga e muito e nós duas sabemos disso. – respondeu a Lene começando a ficar nervosa.
– Não me importo, mas para que pare de falar… Ele estava aos beijos com aquele vaca gorda no corredor ontem.
– Que vaca gorda? Aquele menina que fica dando em cima do Victor e fala que você o tirou dela? – perguntou a Lene pensativa.
– Essa mesma! – respondi;
– Impossível. O Tiago tem bom gosto. Aquela menina é muito feia, sem contar que ele aposentou as galinhagens.
– E lá vem você tentar me convencer que ele esta mudado! – eu disse cansada.
– Mas ele esta mudado! Você é a única que não percebe! – me disse ela se irritando.
– Pare com isso. Você esta perdendo seu tempo comigo… Vá atrás do Sirius, sei que você esta doida para descer e tomar café com ele. – eu respondi.
– Não vou atrás do Sirius… Eu tenho um encontro hoje.
– Todo os dias você tem inúmeros encontros… – eu respondi deixando ela irritada.
– Não é verdade! – reclamou.
– Prove então… Passe uma semana sem encontros.
– Vou provar que pos viver sem encontros. – disse a Lene decidida… Realmente aquilo iria ser divertido.
– Boa sorte.. Você vai precisar. – eu respondi rindo.
– Você esta uma chata hoje! – resmungou a Lene antes de sair do salão comunal batendo os pés.

Sério a Lene me tira do sério com essa história de que eu sou apaixonada pelo Potter e não sei.

Como eu seria apaixonada pelo cara mais idiota da escola e não saber? A Lene é maluca isso sim!

Você é que é maluca e logo todos vã concordar comigo!

A Lene às vezes consegue ser mais chata que o Potter!

E mais uma vez você esta falando do Tiago. Você fica pensando nele o tempo todo…

Ignorando esse surto da Lene e voltando a minha história…

Algum tempo depois que a Lene saiu o Remo chegou quase sem fôlego, pelo que percebi o coitado saiu correndo pelo castelo inteiro para chegar logo no salão comunal.

– Você esta bem Remo? – perguntei vendo ele se jogar no sofá.
– Eu tinha me esquecido que tínhamos combinado de fazer os relatórios juntos. – ele disse exausto.
– Não tem problema! Já estava terminando. – respondi com um sorriso doce. Sabem, o Remo é o único maroto que presta, se eu pudesse me casaria com ele, ele é inteligente, bonito, esperto, duela bem, é romântico…

Tudo que você gostaria em um homem que não fosse Tiago Potter!

Finalmente você acertou alguma coisa!

– Já que esta acabando posso pelo menos te ajudar no final? – perguntou o Remo todo fofo.
– Claro que pode Reminho. Senta aí! – eu disse mostrando a cadeira ao lado da minha.

Ficamos mais alguns minutos e logo terminamos os relatórios.

– Que tal sairmos para encontrar com o pessoal? – perguntou ele timidamente.
– Que tal ficarmos e lermos um pouco? – perguntei pegando o livro que estava começando a ler.
– Isso aí é uma enciclopédia? – arriscou ele olhando espantado para o meu livro.
– Não. É um livro de contos trouxas. Minha mãe me mandou há poucos dias. Já ouviu falar em contos de fadas? – perguntei sorrindo.
– Na verdade não. Mas por que não me conta sobre eles enquanto procuramos o resto do pessoal? – ele me perguntou insistindo no assunto.
– Que resto do pessoal? O Sirius esta em outro encontro, o Pedro deve estar comendo por aí, a Lene deve estar se roendo de raiva porque não pode sair com ninguém, e o Potter… Ele nem conta.
– A Marlene deve estar com o Tiago. E por que o Tiago não conta?
– Porque só contamos as pessoas descentes… – respondi na mesma hora.
– O que o Tiago te fez de tão mal? Já te falei que ele te ama de verdade Lil… – começou o Remo com aquele velho papo de que o energúmeno do Potter me ama.
– Remo não adianta, não vou mudar de idéia. E o arrogante do Potter não presta. E já te provei isso muitas vezes… Aposto que ele deve estar se agarrando com alguém por aí!
– Aposta aceita! – me disse o Remo na mesma hora.
– Como? – perguntei sem entender.
– Aposto que o Tiago esta atrás de você nesse exato momento. – me disse o Remo confiante.
– Essa eu quero ver… Vou ganhar sem dúvidas… – eu disse já me colocando de pé.
– Vamos então? – me perguntou o Remo estendendo o braço.
– Vamos! – respondi aceitando seu braço e o acompanhando para fora do salão.

Andamos um pouco pelo castelo, mas nem sinal do chato do Potter e da Lene, foi quando vimos alguém correndo no jardim, e como somos monitores era nossa obrigação pedir para que eles não corressem.

Saímos felizes de castelo rumo aos jardins e quand dei por mim vi que era um casal que estava correndo e naquele momento estava o menino deitado no chão e a menina em cima dele os dois rindo. Um casal de namorados, nada de mais.

– Vamos deixar eles quietos Remo. Só estão aproveitando para namorarem. – eu disse admirando o casal rindo.
– É melhor. – disse o Remo suando frio.
– O que foi? – perguntou desconfiada.
– Nada Lil, vamos deixar eles quietos. – ele me respondeu já me puxando pelo braço para longe.
– O que você viu que eu não vi? – perguntei mais desconfiada ainda voltando para onde o casal estava ainda rindo.

Foi aí que as comecei a ficar nervosa. Adivinhem quem eram os dois que riam sem parar? Minha melhor amiga Marlene com o galinha do Potter! Minha melhor amiga estava tendo um encontro com o Potter…

E não tinha como aceitar aqui… Ela estava confraternizando com o inimigo. Ela sabe que eu o detesto. Imaginem quando tivesse alguma festa… Eu teria que andar com o retardado do Potter e a Lene não me daria mais atenção.

Para de frescura e admita que você estava com ciúmes!

Ciúmes do Potter?

Você é que esta dizendo, ou iria falar que era ciúmes de mim, mas já´que você disse que era o Tiago… Fico até triste…

Cínica! E eu não tenho ciúme do Potter

– Não deve ser o que parece Lil. – me disse o Remo apreensivo.
– Não ligo deles estarem no maior amasso, mas a Lene não poderia ter ficado com o retardado do Potter. Não com ele! – reclamei nervosa.

Depois daquela cena ouvi a Lene resmungar:

– Opa! – para o namorado dela enquanto eu saia revoltada do local.

Sai dali o mais rápido que pude e logo a Lene já estava atrás de mim.

– Quer parar de andar e me escutar um pouco? – ela me perguntou correndo no corredor.
– Volta para o seu novo namorado! – gritei nervosa.
– Você entendeu errado! – gritou a minha ex – amiga.

Não quis parar para escutar, mas infelizmente ela me alcançou no salão dos monitores.

– Quer fazer o favor de me escutar? – ela me perguntou me puxando pelo braço, e não é que ela é bem fortinha?
– Você não me deve explicações. – respondi agressivamente.
– Claro que devo. Você é minha melhor amiga e entendeu errado. Eu não estava me agarrando com o Tiago. – ela me respondeu tentando parecer calma.
– Estava fazendo o que então? Estavam o ajudando a fazer flexões? – perguntei irônica.
– Fle o que? – me perguntou a Marlene confusa.
– Esquece! – respondi irritada. – Dá para me soltar?
– Não enquanto você não me escutar!
– Fala logo que eu tenho mais o que fazer! – respondi grosseira.
– Eu estava fazendo cócegas no Tiago. Estávamos brincando, nada de mais. Ele te ama! – ela me disse calma.
– Cócegas? Conta outra! – Eu disse nervosa. – Não tenho nada a ver com isso, vocês são solteiros, façam o que quiserem. Agora me solta! – eu disse nervosa puxando o braço a fazendo ela me soltar. Acho que estava mais vermelhado que normalmente.
– Lily… É sério… Eu não tenho nada com… – mas bati a porta na cara dela e não escutei o resto.

Fiquei com muita raiva da Lene.

O que o ciúme não faz…

Eu não estava com ciúme Sirius!

Imagina se estivesse!

Você esta parecendo a Lene.

E você é mais teimosa que uma mula!

Não vou responder…

Ficou sem palavras ruiva?

Não enche!

Dá para os dois pararem de brigar? Os leitores querem a história e não a briga de vocês…

Fiquei no quarto lendo meus contos de fadas o resto do dia inteiro, e durante a noite eu tive que sair para fazer a ronda, afinal era noite de lua cheia e o Remo estava indo para a sua tortura mensal. Coitado!

Fiz a chatice da ronda sozinha. Pelo menos não vi nada que me rendesse detenção assistida, o que era estrenho por que a coisa mais conmum é me encontrar com os sonsserianos em note de lua cheia, afinal, os marotos não estão aqui para manda-los para a cama mais cedo.

Como o castelo estava em paz e meu sono não vinha eu resolvi descer. Para que o Filch não me pegasse achei melhor ficar lá no lago, aproveitando queos marotos já deveriam estar na casa do gritos a uma hora daquela, e não me enganei quanto a isso, mas as coisas não estavam tão calmas quanto pareciam.

Me aproximei do salgueiro quando escutei gritos, e pelo visto cheguei na hora certa:

– Foi por quê? O que foi Ranhoso… Não precisa tremer tanto… O pior ainda está por vir. Diga adeus a essa sua lembrança. – escutei o Potter dissendo já com a varinha pronta para o feitiço, mas resolvi interferir.
– Sabia que você estava aprontando alguma Potter! – eu disse cheguando perto deles com a maior cara de brava. O dia estava bom de mais para terminar bem.
– Lily meu amor… Pode voltar outra hora? Estou meio ocupado aqui. – ele me disse um pouco preocupado
– Lily,vamos embora! – disse a Marlene me puxando pelo braço. Não me perguntem como a Lene foi parar lá. Pelo visto ela também estava dando uma voltinha noturna e ouviu a discusão.
– Dessa vez ele não me escapa. – respondi para a Marlene – Snape e Potter o que fazem com a varinha na mão as dez da noite aqui no salgueiro? Pretendiam começar um duelo? – perguntei pra gritando de raiva por estragarem meu dia perfeito
– Um lobisomem! Estão escondendo aquele maldito lobisomem! – gritou o Snape. Isso não é novidade para mim, então continuei do mesmo jeito.
– Os dois para a cama agora. – eu mandei tentando amenizar as coisas. Afinal como o Snape havia descobrido sobre o Remo?
– Mas ruivinha… – começou o Potter a reclamar.
– Mas nada Potter! Para a cama. E saibam que Dumbledore vai saber desse passeio noturno de vocês. – eu disse vendo o Ranhoso se afastar irritado.
– Vou ver o diretor agora mesmo! Um Lobisomem! – gritava ele enquanto ia para castelo.
– Obli.. – o Potter comecou o feitiço na ultima tentativa de apagar a memória do Ranhoso, mas felizmente eu sou boa em duelos e bloquiei o feitiço.
– Potter leve o Pettigrew e o Black com você. Eu sei que eles estão por perto e que estão nessa confusão também. E se eu desconfiar que você apagou a memória do Snape você vai se entender comigo. – eu disse autoritária antes de voltar para o castelo.
– Desculpe Ti. Eu tentei fazer ela ficar no castelo, mas você a conhece… – começou a Marlene a se explicar, mas na verdade eu nem tinha visto a Lene, ela estava em mais um encontro. Acho que ela disse aquilo para que o Potter não ficasse com raiva dele, pois ela deveria saber do plano maluco daquelas três.

Só gostaria de ter certeza de quem foi esse plano maluco. Onde já se viu mostrar para o Snape o Remo transformado? Esses marotos são malucos! No minimo tudo isso foi idéia do Potter

Na verdade a idéia era do Sirius, mas todos concordaram.

Até o Remo?

Até o Remo!

Mentira!

Fiquei de olho no Potter até que ele desistiu de voltar para a casa dos gritos e voltou para o dormitório ao meu lado. Pelo menos ele não abriu a boca para reclamar ou tentar se explicar.

Fui dormir tarde e como fiquei preocupada com o Remo acabei acordando bem cedo.

Achei melhor não ficar na cama e ir para o salão. Logo teria noticias do Remo através dos marotos.

– Você sabe a senha do… – escutei o Potter falando, mas não terminou a frase.
– Sabia que tinha escutado a voz de vocês… – eu disse quando desci.
– Bom dia minha ruivinha. – me disse o mala sem alça.
– Mau dia Potter! – eu disse já irritada por ter que olhar para a cara dele logo cedo.
– Mas já começou o dia de mau humor… – ele me disse balançando a cabeça negativamente.
– O que faz acordada? Não são nem seis da manhã e as aulas começam as oito hoje… – disse o Sirius curioso.
– Ela acordou cedo para me ver. – disse o Potter com aquele sorriso enorme dele.
– Claro que não Potter. Eu estava esperando vocês acordarem,Sirius. – respondi gentilmente para o Sirius. Fiz isso para que o Potter veja que não gosto dele, mas parece que ele nunca entende o recado.

Ele não entende por que é mentira!

– Do que se trata? – perguntou o Sirius olhando rapidamente para o relógio.
– Não precisam ir aprontar nada com o Snape. Dumbledore já falou com ele. O segredo do nosso amigo esta a salvo. Mas vocês são uns irresponsáveis! Como foram fazer isso com o coitado do Remo? – eu perguntei nervosa.
– Você sabe do Remo? – me perguntou o Potter não ligando para o sermão que eu dei neles.
– Claro que sei. Sei dês do quinto ano. – respondi normalmente. – Pensei que vocês não soubessem. – Realmente eu pensei que eles não sabiam do Remo, quer dizer, há pouco eu tinha descoberto sobre eles serem animagos.
– Claro que sabemos. Sabemos dês do segundo ano. – respondeu o Sirius. – Mas como tem certeza que o Seboso não vai contar nada para ninguém?
– Confio em Dumbledore. – respondi dando de ombros. – E não se preocupem que você, o Potter e o Pettigrew vão receber detenção igual o Snape. – completei sorrindo.
– Perdi alguma coisa? – perguntou o Pedro chegando e vendo a cara deles de espanto.
– Vocês três tem que ir à sala do diretor á noite. Ele disse que quer falar com vocês. Dêem sorte se não forem expulsos. – eu disse pensando na possibilidade de expulsão. Não seria nada legal… No último ano eles serem expulsos… Apesar que eles mereceram.
– Por que nós três se… – começou o Rabicho, mas o Potter tampou a boca dele enquanto o Sirius dava um chute disfarçadamente nas canelas do Pedro.
– A professora Mcgonagall quer falar com vocês antes das aulas. Se fosse vocês eu não me atrasaria. – eu os informei antes de sair pelo retrato.

Sério eles são malucos… A Mcgonacall vai matar eles.

Fiquei no salão principal e logo a Lene chegou.

Tomamos café rapidamente e fomos para a aula, afinal, a primeira aula seria da Mcgonacall e queríamos ver como os marotos iriam se sair.

Cheguei na sala e eles já estavam lá conversando com a professora:

– Além do susto? E quem segura um lobisomem adulto? Vocês não têm consciência de nada. Vocês não sabem o quanto Dumbledore teve que fazer para acalmar o Snape e ainda o convencer de não contar a ninguém. É a vida do amigo de vocês, do amigo de vocês, melhor dizendo… Tudo estava em jogo. Acham mesmo que a sociedade aceita lobisomens facilmente? – escutei a professora quase gritando.
– Mas professora o… – começou o Pedro. O Remo chegou e ficou ao nosso lado escutando a conversa.
– Mas professora nada. Vocês só não serão expulsos por que não aconteceu nada de grave e estão terminando os estudos, mas serão punidos severamente. – realmente a Mcgonacall estava nervosa.

– Professora eu tenho que falar com a senhora! – disse o Remo abrindo a porta rapidamente. Não acredito que ele vai entrar na sala.

Tentamos segurar o Remo, mas foi inútil. Ele é bem mais forte e eu e a Lene juntas não conseguimos o segurar.

– Senhorita Evans peça para os alunos esperarem para entrar, por favor! – me disse a professora assim que eu fui arrastada para dentro da sala pelo Remo.

A cena foi bem cômica. Remo tentando entrar na sala e eu segurando ele pelo braço, enquanto a Marlene o segurava pelas vestes, a Marlene caiu de cara no chão quando o Remo conseguiu se soltar dela enquanto que eu fui arrastada pela sala. Só o soltei quando a professora falou comigo.

Esse tombo doeu!

– Senhorita Mckinon se recomponha! – pediu a professora ainda brava vendo Marlene se levantar devagar do chão.

Nós saímos da sala apressadas, afinal ninguém encara a professora Mcgonacall quando ela esta brava, piorou quando esta brigando com os marotos.

– Pode falar senhor Lupin. Quer que os expulsemos pelo que fizeram ao senhor? – escutei a professora perguntando para o Remo, mas não pude escutar muito mais.

Ficamos na maior agonia do lado de fora até que escutei a professora me chamando:

– Senhorita Evans! – chamou ela. E assim que eu abri a porta da sala ela continuou – Mande todos entrarem, e gostaria de pedir que fique na minha sala um pouco depois da aula, pois quero falar com a senhorita.
– Sim senhora! – respondi antes de mandar os outros alunos entrarem.

Os marotos passaram a aula inteira quietos só olhando de canto de olho para o Remo, que pelo visto quis ajudar os amigos e levar a culpa da brincadeira também.

Depois quando chegamos no salão comunal os marotos estavam discutindo, então a Lene resolveu interferir:

– Parem de discutir! – disse Marlene chegando e pulando nas costas do Remo e este quase caiu com o peso, não que minha amiga seja pesada, mas é que ela estava correndo quando pulou nas costas dele. – Meu amigo fez uma coisa muito fofa hoje. Apesar de ser burrice levar a culpa assim, mas foi muito fofo.
– Obrigado Lene! – disse ele segurando as pernas dela para que ela não caísse. – Não foi burrice. Eu estava mesmo envolvido.
– Ainda não acredito que você estava participando desse plano maluco! – eu disse sem acreditar.

Eu não disse que ele estava envolvido?

– Estava sim Lily. Não adianta colocar a culpa só nos meninos e muito menos só no Tiago.
– Mas a culpa é do Potter do plano não ter dado certo. –respondi.
– Na verdade a culpa foi sua! – me disse o Remo. Não acredito que ele colocou a culpa toda em mim!
– Por que minha, senhor Remo monitor chefe maroto Lupin? – perguntei desconfiada, mas levei na brincadeira o que ele disse, afinal não poderia ser verdade.
– Por que você atrapalhou o Tiago na hora que ele ia apagar a memória do Seboso. – me respondeu o Remo
– Não acredito nos meus ouvidos! Remo J. Lupin esta brigando por que eu não deixei o Potter apagar a mente de alguém. – eu disse fingindo um desmaio esperando que a Lene me pegasse.
– Não desmaia que eu não posso te pegar! – disse a Marlene rindo ainda nas costas do Reminho.
– Para isso serve o Sirius! – respondi rindo.
– Sério Lily. O dia que eu te pegar no colo pode acreditar que ou você está morta ou está quase morrendo, por que depois disso vão me matar. – me disse o cachorro do Sirius marotamente.
– E quem iria te matar? – perguntei inocentemente.
– Ainda pergunta? – perguntou o Pedro rindo da minha cara. – É claro que o Pontas!
– O que é Pontas? – perguntei sem entender.
– Não é o que ruiva, e sim quem. Eu sou o Pontas. – me respondeu o chato.
– Nem me lembrava da sua existência Potter! – eu disse para irrita-lo.

Logo me virei para a Lene:

– Desce daí Lene. Você não é uma pluma e o Remo ainda esta se recuperando, sem contar que ele não é burro de carga. – eu disse para a minha amiga que ainda estava nas costas do Remo.
– Esta com ciúme do Remo também? Pensei que seu ciúme era exclusivo para o Tiago. – disse a cara de pau da Lene.
– Não vou me dar ao trabalho de responder. – respondi emburrada.
– Então é verdade! – disse o Sirius sorrindo. – Eu não disse que ela te amava Tiago? – perguntou ele abraçando o mala sem alça pelos ombros.
– Você nunca disse isso! – o Potter disse revoltado para pó Six. – E dá para tirar a pata de cima de mim? Depois o veado sou eu!
– Eu não amo o Potter. Tenho muitos sentimentos por ele, mas nenhum deles é amor. – respondi irritada.
– Posso saber quais são eles então? Paixão? Desejo? – perguntou a Marlene parecendo uma criança falando que papai Noel existe.
– Não viaja Lene. Eu estava me referindo aos únicos sentimentos que sinto pelo Potter e vou vir a sentir… Sendo eles: nojo, ódio, raiva, desprezo… E muito mais. – respondi.
– Você mente muito mal! – disse o Sirius rindo.
– Concordo plenamente. – disse a Marlene antes dos dois baterem as mãos em uma comemorativa sorrindo felizes da vida.
– Até que enfim vocês concordaram com alguma coisa. – disse o Remo revirando os olhos.
– Que droga! Cadê a comida? – perguntou o Pedro fazendo a alegria dos dois terminar.
– A comida está na cozinha. Se não reparou a hora do almoço terminou agora. – respondeu o impertinente rindo.

Depois fomos para aproxima aula, sinceramente eu só não dormi por que sou mais forte que o sono, por que a aula estava muito chata!

Logo voltamos para o salão principal e lá estavam os marotos novamente batendo papo. Eu estava lá sentada conversando com a Lene quando o Victor chegou para falar comigo:

– Posso me sentar ao seu lado? – me perguntou ele.
– Estou indo falar com os nossos amigos. – me disse a Lene mostrando os marotos com a cabeça.
– Certo. – eu disse para a Lene e logo o Victor entendeu que era com ele e se sentou.
– Lily…
– Lílian… – eu disse para ele. Não quero que ele fique me chamando de Lily. Só meus amigos têm esse direito.

Cuidado que esse Victor não presta!

Fica quieta Mini!

Para quem não sabe essa mala sem alça que acabou de atrapalhar a minha narração é ninguém menos que Mini Evans: A Mala sem alça!

Lil, eu sou você então você esta se chamando de mala sem alça.

– Por que o Black pode te chamar de Lily e eu não? – me perguntou o Victor.
– Por que ele já tem intimidade para isso. – respondi tentando parecer simpática.
– Então logo vou ter essa intimidade. – ele disse convencido.

Será que eu sou tão azarada que nem ao menos um cara que não seja convencido eu consigo?

Ignorei o que o Victor disse.

– Então que tal sairmos qualquer dia desses? – ele me perguntou pegando na minha mão.
– Com licença. – eu disse indo falar com os marotos quando uma menina saiu gritando com o Sirius.
– Você… Ba… – começou o Sirius a tentar adivinhar o nome da menina. Já vi ele fazendo isso tantas vezes…
– Bianca! – disse ela ficando vermelha de raiva. – Acabei de saber que você saiu com a Fabiana hoje. Seu cachorro! Você me disse ontem que eu era a única. Não negue -gritou ela fazendo o salão inteiro desviar a atenção para o casal. Até mesmo a Marlene parou de se agarrar com o menino para prestar atenção. Também… Ela ama o Sirius

Mentira!

– E não vou negar. Eu disse isso mesmo! – respondeu o Six na maior cara de pau.
– E ainda é cara de pau de afirmar! – disse ela dando um tapa bem dado na cara dele. Nossa, ficou até as marquinhas dos dedos dela.
– Eu não mereci isso! – ele disse massageando o rosto.
– Mente para mim e ainda diz que não merecia o tapa. Não sei como pude acreditar em você! – gritou ela jogando purê de batatas na cabeça dele.
– Isso ele mereceu. – o Remo disse para o traste do Potter
– Eu disse que você era única e não menti. Você era a única daquele dia… – ele disse tentando ser simpático, mas e claro que ela não iria aceitar isso e logo deu outro tapa, agora fez até estralo.
– Modos senhorita. Não vou permitir que agrida um aluno. – eu disse tentando conter a confusão.
– E quem você pensa que é? – perguntou a tal da Bianca para mim.

Fiz a minha cara de “Se você quer briga é briga que você vai ter”

– Sou a monitora chefe e você está em detenção. Amanhã no tempo livre depois do almoço. Encontre-me na biblioteca. E resolva seus problemas pessoais sem agressão ou azaração. – eu disse me irritando.

A menina saiu de perto soltando fogo. Acho que ela nunca mais vai olhar para o Sirius.

Depois disso eu fui direto para a sala do diretor como a professora Minerva havia me pedido:

– Licença. – pedi entrando na sala.
– Que bom que veio senhorita Evans. – me disse o diretor sorrindo. – Sente-se – e logo me mostrou uma cadeira em frente a mesa dele. – Gostaria de uma sugestão sua, por isso pedi que viesse até aqui.
– Sugestão minha diretor? – perguntei sem entender.
– Sim senhorita. Sei que você que costuma aplicar as detenções aos seus amigos marotos, porém a professora Minerva não tem mais idéia do que fazer com eles e tenho certeza que você deve ter alguma idéia maravilhosa.
– Mas eu aplicar detenção nos marotos? – perguntei feliz da vida.
– Ninguém precisa saber que foi a senhorita que escolheu. – ela deu um sorrisinho. – Tem alguma idéia do que posso fazer para punir o senhor Black? – ele me perguntou indo direto ao ponto.

Eu ainda não estava acreditando nos meus ouvidos. Eu estava escolhendo a detenção para os marotos.

– Para o Sirius? Claro que tenho. A Marlene sempre reclama que o Sirius mente de mais… – sugeri.
– Sua idéia é boa. Quem sabe ele depois disso pare de mentir tanto. Apenas mentirinhas casuais. – me respondeu o diretor sorrindo. – Sabe alguma coisa dos rapazes?
– Se sei? Eles não param de me perturbar. Principalmente o Potter. O passatempo dele é me perturbar. Pelo menos o Remo salva o grupo. – reclamei.
– Com licença Dumbledor. Já mandei os meninos virem para cá. – disse a professora entrando.
– Que bom. Estou ansioso para conversar com eles.
– O senhor Snape já esta esperando lá embaixo. – disse a professora.
– Mande-o subir Minerva. – ele pediu e logo a professora saiu da sala. – Então senhorita Evans… Tem alguma idéia para a detenção do senhor Petigreew? – ele me perguntou sorrindo.
– Para falar a verdade tenho sim… O Pedro adora ficar comendo o tempo todo… – eu sugeri e logo o diretor abriu um sorriso que me animou.
– Já sei aonde a senhorita quer chegar, e até que não é má idéia. Acho que o professor Slught pode cuidar disso para nós. – ele disse sorrindo.

Logo a porta se abriu e por ela passou um Severo furioso, e a professora Minerva atrás.

O diretor se levantou e mandou sua fênix entregar um pequeno pedaço de papel para alguém.

– Os outros devem estar chegando. – disse a professora apreensiva.
– Obrigado Minerva. – agradeceu o professor. – Senhor Snape… Acho que já estamos conversados sobre aquele assunto.
– Claro. – respondeu o Severo entre os dentes.

Logo os marotos chegaram à sala e foi aí que a confusão começou:

– O que a Lily faz aqui? – escutei o Sirius perguntando para o chato do Potter.
– Sentem-se!- disse o diretor com aquela cara de sempre e aqueles óculos de meia lua que nunca mudam.

Eles se sentaram e logo passaram o olho pela sala.

– Já sabem por que estão aqui e não vou dar mais um sermão. Sei que vocês já devem estar se sentindo mal o suficiente.
– Não se preocupe com isso Dumbledore. Eu já conversei com eles hoje de manhã. – respondeu a Minerva
– Enfim, mandei vocês virem aqui por eu tenho detenções a aplicar. – disse o diretor sorrindo.
– O que a Evans faz aqui? – perguntou o Pedro.
– A chamei para me ajudar com algumas coisas. Graças a ela tive a brilhante idéia da sua detenção e do senhor Black. E ela vai me ajudar com a detenção do senhor Potter também.
– Vou? – perguntei sem entender, afinla não havíamos conversado sobre a detenção do mala sem alça.
– Vai? – ele perguntou feliz da vida.
– Vai! – respondeu o diretor sorrindo.
– Me ferrei! – eu disse bem baixinho. Acho que Dumbledore ouviu, mas fingiu o contrário.
– Vamos começar com o mais novo então… Senhor Pettigrew…
– Sim senhor. – disse ele na mesma hora.
– Fiquei sabendo que o senhor passa o tempo todo comendo, inclusive durante as aulas, o que é proibido. Então a senhorita Evans me deu uma idéia brilhante.
– Dei? – perguntei fingindo estar confusa.
– Deu. No exato momento que me contou a respeito dos marotos me deu idéias brilhantes para as detenções.
– Você contou o que para ele? – perguntou o Sirius espantado.
– O pouco que sei de vocês… – respondi envergonhada.
– O que tive mais informações e reclamações foi do senhor Potter. Mas voltando… senhor Pettigrew, o senhor de agora em diante só fará três refeições por dia. Nada de lanches noturnos, lanches nas aulas e no dormitório.
– Mas… – começou o Pedro quase chorando já.
– Acho que não irá precisar disso. – disse a Mcgonagall fazendo um feitiço e tirando as rosquinhas das vestes do Pedrinho.
– Como o senhor pretende fazer isso? Tentamos fazer isso há sete anos! – disse o traste rindo.
– Poção! – respondeu a professora – O senhor Pettigrew ira tomar um poção toda manhã que o impedirá de comer fora do horário. Venha comigo!
– Vai tomar uma poção? E acha que ele vai tomar a poção todos os dias? – perguntei inconformada.
– Sim senhorita Evans. – respondeu o Dumbledore. – Se ele não tomar nós saberemos, não se preocupe com isso. E vocês que são amigos dele, lembrem-no, será bem mais fácil ele tomar a poção.
– E se ele mesmo assim comer fora do horário? – perguntou o Sirius.
– Irá ter uma surpresa,senhores! – respondeu o diretor com um sorriso singelo.

O Pedro voltou com uma malinha na mão. Deduzi na hora que fosse as poções.

– Coma o quanto quiser hoje senhor Pettigrew. Sua detenção começa no exato momento que acordar. Terá apenas meia hora para tomar a poção. Se esse prazo passar terá problemas. – disse a Mcgonagall com um sorriso no rosto.

Sinceramente acho que ela adorou dar aquela detenção para o Pedro. Não teria mais lanches durante as aulas.

– Vamos deixar o melhor para o final. – disse Dumbledore sorrindo. – Senhor Black, por favor, venha à frente. – o Sirius foi para a cadeira em frente à mesa do diretor. – Senhor Black, hoje cedo conversando com a senhorita Evans tive uma idéia, mas estava em segundo plano, mas com aquele show particular que tivemos na hora do jantar acabei por adotar meu plano como uma detenção para o senhor.
– Se refere à Bárbara? – perguntou o Sirius confuso.
– É Bianca, Sirius! – o chato do Potter disse para ele dando um tapa na cabeça dele.
– Me refiro a exatamente isso. Aos seus encontros bem sucedidos e aos escândalos das moças logo depois. – disse Dumbledore sem tirar o sorriso do rosto. – Fiquei sabendo que o senhor é ótimo com as mulheres.
– Modéstia a parte, sou mesmo! – respondeu o Sirius com um sorriso enorme. – Nem mesmo o Tiago chega aos meus pés.
– Menos Sirius! – pediu o convencido do Potter revirando os olhos enquanto Dumbledore ria.
– E a minha detenção vai ser arrumar uma mulher para o senhor? – perguntou o desaforado do Sirius.
– Que desaforo! Você não esta falando com um colega e sim com o diretor! – disse a Mcgonagall irritada.
– Desculpe! – disse o Sirius fingindo estar envergonhado.
– Está desculpado. – disse Dumbledore. – Sua detenção será um pouco diferente. Nunca na história de Hogwarts vimos algo do tipo.
– Eu sou exclusivo! – disse o convencido do Sirius pensando que seria alguma coisa boa.
– Sua detenção será não conseguir mentir para mulher nenhuma durante algum tempo.
– O que? – perguntou ele inconformado. – Sério? Está brincando comigo?
– Estou falando muito sério senhor Black. O senhor tomará uma poção uma vez por semana e não conseguirá mentir para as mulheres.
– Mas você não pode fazer isso comigo! – disse ele quase implorando.

Aproveitei a deixa para ver como os marotos estavam se saindo. O Pedro estava comendo tanto que achei que ele iria explodir. Já o Remo parecia preocupado, rezando para ser mais exata. Se isso era o mais leve… Não me aguentei e comecei a rir lá do canto da sala. Vi o chato do Potter me observando, mas revolvi não falar nada.

– Levante-se senhor Black. – disse Dumbledore.

A cena mais bizarra aconteceu logo o Sirius estava de joelhos no chão implorando para não ter que ficar com aquela detenção.

– Será bom para o senhor parar de mentir tanto. – disse o diretor com um sorriso singelo.
– Venha comigo. Vou te dar a poção para que tome amanhã cedo e toda semana na sexta feira irá a minha sala tomar a poção. – disse a Mcgonagall indo para um canto da sala com um Sirius cabisbaixo do lado.
– Agora à parte legal da noite! – disse o Dumbledore feliz. – Vamos ao senhor Lupin. Como sei que a coisa que mais preza no castelo é a sua condição de monitor…
– Não faz isso com ele diretor. Ele é um ótimo monitor. – eu disse preocupada já imaginando o que viria a seguir. Olhei para o Remo e o vi pálido.
– Me desculpe senhorita Evans, mas tenho outros planos. O senhor Lupin está suspenso das atividades de monitor pelo resto do ano. Sendo assim, amanhã cedo terá que voltar para o seu antigo dormitório.
– Mas… – começamos a reclamar o Remo e eu.

Sirius voltou ainda sem olhar para ninguém, mas ele demonstrou compaixão com o Remo:

– Ele não merece isso diretor. Nós quase o obrigamos a participar de tudo.
– A coisa que ele mais gosta no castelo é ser monitor. Não tire isso dele. – pediu o Potter mostrando que tem um coração afinal. Pensei que era impossível ele ter um em algum lugar

Coitado de mim…

Só reclama…

Mas nessa você pegou pesado Lily… O Ti tem coração sim…

– É por ser a coisa que ele mais gosta que ele vai perder! – respondeu a Mcgonagall. – Irei perder um ótimo monitor! – disse chateada.

Ela não era a única chateada naquele lugar. Eu iria perder um ótimo companheiro.

O Remo se levantou cambaleando e eu o ajudei a se sentar na cadeira. Fiquei morrendo de dó dele.

– O próximo é o senhor Potter! – o diretor disse com aquele sorriso que dá até medo.

Ele se levantou daquela cadeira e foi o mais devagar possível para a cadeira próxima ao diretor.

Eu estava chateada com o que aconteceu com o Remo, mas feliz da vida com o que poderia vir a acontecer com o energúmeno do Poter.

– O senhor Potter… Ou melhor… Senhor encrenca! Tenho reclamações suas todos os dias. Já até cansei de convocar seus pais para virem conversar comigo.
– Fala logo professor… – disse o mal educado.
– Como repararam vamos precisar de um novo monitor chefe na grifinória.
– Não! – eu disse já entrando em pânico.

Não é possível que ao invés de castigar o apanhador de segunda ele vai me castigar…

– Exatamente senhorita Evans. A senhorita terá um novo companheiro. O senhor Potter será o novo monitor chefe!
– Não! – gritamos os dois juntos.
– A detenção é dele e não minha! – protestei apavorada.
– Tenho que concordar. É maldade de mais. Ser monitor é a pior coisa que poderia acontecer a um maroto! – disse o novo monitor quase gritando.
– Se acalme senhor Potter, por que não é só isso! – disse a Mcgonagall.
– Eu monitor chefe? Não! Eu prefiro morrer! – ele disse ainda com mais pânico que eu.
– Fique feliz. Ser monitor é uma dádiva! – respondeu o Remo.
– Dádiva? Monitores são a pior raça… Tirando a minha ruivinha e o Remo. Ser monitor é uma cruz para carregar… É uma maldição! Não! – ele gritou novamente enquanto corria pela sala do diretor.

O burro correu tanto que tropeçou no degrau da escada e cai de cara no chão. Pelo menos eu pude sorrir um pouco com o tonto de cara no chão.

Mas eu coisa o Potter tem razão… Ele monitor chefe? É a pior coisa que poderia nos acontecer… Quero me jogar da torre de astronomia. Não vou suportar o mala me perseguindo até no dormitório.

– Sente-se senhor Potter. Temos mais castigos para o senhor. Como ser monitor é um privilégio e não um castigo… – começou Mcgonagall.

O Potter fez a maior cara de desgosto que já vi e voltou a se sentar.

-…O senhor infelizmente não poderá participar do primeiro jogo de quadribol dessa temporada!
– O que? – perguntamos, eu, Sirius e o apanhador.
– Mas ele é o apanhador. Sem apanhador vamos perder! – disse o Sirius revoltado.
– Eu sei, mas o senhor Potter aprontou muito. – respondeu Mcgonagall chateada.

Além de me castigar com o Potter monitor ainda tira o apanhador e capitão do time. O que eu fiz para merecer isso? Acho que joguei pedra na cruz…

– Isso é injustiça! Ele que apronta e eu que levo castigo? Recuso-me a ser monitora ao lado do Potter.
– Eu não… Espera aí… A ruivinha vai ter que ficar do meu lado muito tempo… – ele disse finalmente percebendo o que estava acontecendo.

– Não quero ser monitor! Tudo menos isso! – ele gritou já ajoelhado nos pés da vice-diretora.
– O que está feito está feito. Quem sabe assim vocês param de aprontar… – disse minha ex-professora preferida.

Depois saímos todos da sala do diretor, cada um pensando na sua detenção. Eu estava acabada. Como seria a minha vida com o tonto do Potter como monitor? Mais trabalho, o nome dos monitores iria por água a baixo. Minha vida social iria acabar. Minha vida iria acabar… Ou eu me mato ou mato o Potter até o final do ano.

Vou morrer!!

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sobre Vanessa Sueroz

Autora dos livros Confusões em Paris, Minha última chance, Odiado Admirador Secreto, Presente de Aniversário, Eu te amo mais e Três Botões.


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One thought on “Eu monitor chefe?Não! – Cap 16

  • Wateru

    OMG, agora que percebi uma coisa:
    – A Lily e o Potter pensam as mesmas coisas! Os dois quiseram se jogar da torre de Astronomia, os dois quiseram justificar o fato da Lene ter quase derrubado o Remo… Desde essa época eles já se amam! :flirt:
    Eles tem até essa sincronia toda… :aah:

    Só vou te pedir para vc atentar para a distinção das interferências, vanessa =D
    Não tá dando pra diferenciar quando é o Tiago ou a Mini que fala. Mas é só isso :ok2:

    E ando reparando que tem uns errinhos de português :think: Nada que atrapalhe, mas se quiser pode usar a correção automática do Word :ddd:

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