Eu monitor chefe?Não! – Cap 12 2


Anteriormente:

Ficamos sem entender nada.

– Acho melhor procurarmos o que poderia ser Mini. – disse o Sirius saindo da enfermaria.

– Vou ajudar a procurar. – disse o Remo saindo.

– Vá também Tiago. Eu fico com ela. – me disse a Lene se sentando ao lado da Lily.

Eu saí da enfermaria sem muitas respostas e sem entender muita coisa. Não sabia como ajudar a Lily.

Cap 12 – Tudo culpa minha

Fiquei andando meio sem saber para onde por algum tempo quando ouvi uma vozinha conhecida vinda de uma sala:

– Preciso ver o diretor. – dizia baixinho.

Entrei na sala receoso e lá encontrei uma menina agachada no canto da sala chorando, seus cabelos ruivos me eram familiares.

– Você esta bem? – perguntei me aproximando devagar.– Me deixa sozinha! – ela pediu ainda chorando.
– Você quer ir até o diretor? Eu te levo… – eu me ofereci.
– Não posso ficar perto de você a Lily vai brigar. – disse a menininha.
– Conhece a Lily? – perguntei surpreso.
– Conheço. – ela respondeu finalmente me olhando e aqueles olhos são inconfundíveis ao meu ver. Aqueles esmeraldas conhecidas me fitaram cheias de lágrimas.
– Você é uma irmãzinha da Lily? – eu perguntei estranhando a semelhança alias a única diferença era a idade, a pequena a minha frente não aparentava ter mais de cinco ou seis anos.
– Não sou irmã. Mas sou uma Evans! – a menina me disse nervosa igual à Lily sempre fica.

Eu fiquei olhando confuso para a pequena Evans a minha frente que ainda me fitava com aqueles olhos esmeraldas.

– Qual seu nome? – perguntei me sentando ao lado dela que já não chorava mais.
– Por que tantas perguntas Tiago? – ela me retrucou a pergunta.
– Como sabe o meu nome? – perguntei realmente surpreso.
– Sei tudo sobre você. – ela respondeu sorrindo.
– Não quer que eu te leve até a Lily? – eu perguntei ainda sem entender.
– Eu briguei com a Lily. Não quero mais falar com ela. – disse a pequena emburrada cruzando os braços na altura do peito.
– Você que é a Mini? – perguntei arriscando.
– A Lily me chama assim! – a pequena me respondeu dando de ombros.
– Porque você brigou com a Lily? – eu perguntei curioso.
– Por que ela não aceita o obvio. Isso é discriminação… Só por que eu sou pequena.

Eu não me agüentei e comecei a rir.

– E você ainda ri da minha cara! – disse a Mini emburrada.
– Quantos aninhos você tem?
– Não sei… Devo ter a sua idade… – ela respondeu pensativa.
– Tiago Potter! – ouvi a voz do Sirius me chamando.
– O Sirius não dá um tempo para nós…

Ri mais um pouco com o que a pequenina me disse e atendi o espelho de duas faces para falar com o Sirius:

– O que foi Sirius? – perguntei ainda rindo.
– A Lily na cama com febre alta desmaiada e você rindo? – perguntou ele nervoso.
– É que você não viu a Mini ainda. Ela é uma gracinha! – eu disse sorrindo.
– O que é Mini afinal? – a Lene perguntou colocando o rosto no espelho.
– Mini, dê um olá para a Lene e para o Sirius. – eu disse virando o espelho para a pequena ruiva.
– Olá gente. – disse a pequena sorrindo para o espelho.

Logo vi a cara dos dois ficarem muito engraçadas, a boca aberta dava até para entrar moscas, os olhos quase saltando para fora do rosto.

A Mini começou a rir junto comigo feito uma doida. Tínhamos que rir da cara dos dois, não é?

– Fechem a boca… – eu pedi ainda rindo.
– Onde vocês estão? Nós vamos até aí! – disse a Lene na mesma hora.

A Mini me fez que não com a cabeça e com a mão.

– Nós já vamos até a enfermaria. Nos esperem lá. – eu respondi desligando.
– Obrigada! – ela respondeu sorrindo e me abraçando. – Você é muito legal! Não sei por que a Lily não namora com você logo, eu iria gostar da idéia!
– Por que ela não gosta de mim. – eu respondi e vi a Mini fazendo uma careta.
– Ela não sabe o que esta perdendo… – respondeu a pequena sentando no meu colo de lado e me abraçando.
– Esta com sono? – eu perguntei para ela quando a mesma se aconchegou no meu ombro.
– Só um pouquinho… – a pequena respondeu já com a voz embriagada de sono.
– Estou vendo… – eu respondi rindo e lhe acariciando os cabelos.

Logo a pequena ruiva adormeceu no meu colo. Foi a chance perfeita para que eu a levasse para a enfermaria.

Quando cheguei lá todos já estavam a nossa espera. A ruivinha estava enrolada na minha capa parecia mais uma boneca.

– O que é isso que estava carregando? – perguntou o Remo.
– Essa é a Mini. – eu respondi colocando a pequena na cama ao lado da Lily.
– A Lily tem uma irmãzinha mais nova? – a enfermeira perguntou sem entender.
– Ela disse que não é irmã da Lily. – eu respondi e arrumei a ruivinha na cama que abraçou a Lily e voltou a dormir.
– Ela é o que então? – perguntou o Sirius observando as duas.
– Ela disse que se chama: Mini Evans. – eu respondi cansado.
– Mini Evans? Estranho… O que ela é da Lily? – perguntou o Remo pensativo.
– Não sei… Mas ela sabe tudo sobre a Lily e sobre nós… – eu repondi também intrigado com os fatos.
– Vejo que foi inevitável a separação… – disse a voz tão conhecida do diretor entrando na enfermaria acompanhado pela professora Mcgonacall.
– Não deixa as duas juntas senhor Potter. – pediu a professora Minerva.

Eu logo peguei a pequena ruiva nos braços e a levei para outra cama, mas ela acordou.

– Sabe quem é ela professor? – perguntou a Lene para o diretor.
– Essa jovenzinha nos braços do senhor Potter é um pedaço da senhorita Evans. Para ser mais exato a Mini como ela se denomina é a consciência, ou o coração da senhorita Evans.
– Mas como a Lily consegue tirar a consciência dela? – perguntou o Sirius confuso.
– Ela só tirou o pedaço que a incomoda, mas isso foi graças à força do pensamento dela. A senhorita Evans deve ter tomado alguma poção para se livrar do que não queria se lembrar, apagar alguma coisa da memória, e aconteceu isso. – explicou Dumbledor mostrando à pequena já sentada observando tudo no meu colo.
– Não sou a parte problemática… A Lily que é… Ela não aceita o obvio. Todo mundo sabe, mas ela não vê! – respondeu a ruivinha aborrecida.
– Por que você e a Lily brigaram? – eu perguntei.
– Desculpe, mas isso só ela pode responder. – me respondeu à ruivinha.
– Vamos acordar a Lily e perguntar para ela. Assim acabamos de vez com essa história maluca. – disse a Lene se levantando e indo até a cama da Lily.
– Não será possível acordá-la. – disse a enfermeira cabisbaixa.

Eu dei um pulo da cama e a pequena só não caiu porque agarrou o meu pescoço.

– Como assim não vamos acordá-la? – eu perguntei assustado segurando a ruivinha pelas pernas.
– Ela esta no que os trouxas chamam de coma. Ela esta viva, porém não responde a nada. – respondeu a enfermeira.
– Lily! – eu gritei desesperado me aproximando da cama.
– Calma Tiago nós vamos dar um jeito. – disse o Sirius me puxando enquanto a Lene tirava a outra ruiva das minhas costas.
– Ela não pode fazer isso comigo… – eu disse já com os olhos cheios de lágrimas.
– Não se preocupe. Nós não sabemos como acordar a jovem Evans, mas temos aqui alguém que sabe. – disse o diretor tentando me acalmar.
– Quem? – eu já perguntei desesperado.
– A pequena ruiva de olhos verdes no colo da sua amiga. – respondeu a professora Minerva.

Me virei automaticamente para ver a ruivinha que me observava com os olhos tristes.

– Mini… – chamei me aproximando dela. – Eu preciso acordar a Lily… Ajude-me! – eu pedi.
– Acordar ela para que? – perguntou a pequena me olhando profundamente.
– Você sabe que eu preciso dela, não sabe? – eu perguntei pegando naquelas pequenas mãos.
– Desculpe Ti, mas ela não te merece… Esquece ela! – ela me pediu limpando uma lágrima que cismou em cair dos meus olhos.
– É melhor lhe dar uma poção calmante senhor Potter. – disse a enfermeira me afastando da pequena.
– Não quero uma poção… Eu quero a Lily de volta! – eu disse já desesperado.

Logo eu já estava tomando uma poção e me senti um pouco mais voltei para perto do pessoal eles estavam brincando de stop com apequena ruiva.

– Cansei desse jogo… Você só ganha! – reclamou o Sirius.
– É por que eu sou a parte inteligente da Lily. – respondeu à pequena. – Tiago! – ela disse feliz correndo para me abraçar.
– Ela gostou de você. – disse o Remo rindo.
– Mini eu preciso acordar a Lily. Ela não pode ficar dormindo para sempre. – eu disse para a pequena que fechou a cara.
– Ela vai brigar comigo! – disse a ruivinha quase chorando.
– Eu não deixo. – eu respondi a abraçando.
– Faria isso? Defenderia-me da Lily? – perguntou a Mini feliz.
– Com toda a certeza. – eu respondi sem nem ao menos cogitar outra hipótese.
– É só pedir para ela voltar. – respondeu à pequena me abraçando.
– Só isso? – eu perguntei desconfiado.
– Só. – ela respondeu dando de ombros.

Fui contar para todos:

– É só pedir para ela voltar que a Lily acorda.
– Tem que ser alguém que ela ame muito. – completou a Mini.
– Fácil… Convocamos os pais dela aqui. – disse o Sirius na mesma hora.
– Vou chamar o diretor. – disse o Remo já de pé.
– Eu… – eu comecei.
– Você vai ficar brincando comigo. – disse a Mini me puxando para uma cama afastada da Lily.
– Cuide das duas Evans, Tiago! – disse a Lene rindo.
– Vou ficar maluco! – eu respondi brincando.

Logo só restávamos as duas Evans, eu e a enfermeira no local.

A enfermeira estava examinando a pequena ruiva com a varinha enquanto eu a distraia com histórias trouxas que a Lily adora.

Logo vi meus futuros sogros entrando na enfermaria e corri para esconder à ruivinha.

– Vamos brincar de esconde-esconde! – eu disse para ela. – Você se esconde primeiro. – eu sugeri quando a ruivinha saiu correndo para se esconder.

Logo sai para cumprimentar meus sogros.

Futuros sogros!

– Bom dia senhor e senhora Evans. – eu disse gentilmente apertando a mão do pai da Lily e beijando a mão a mãe dela.
– Você deve ser o famoso Potter! A Lily passa as férias inteiras falando de você! – disse a senhora Evans.
– Ela fala de mim? – eu perguntei surpreso.
– Fala de mais. – disse a senhora Evans sorrindo.
– Diz que não te suporta. – completou o pai da Lily me deixando chateado.

Sai chateado do lugar e fui para o meu quarto. Eu realmente pensei que ela estava gostando de mim. A pequena ruivinha deu a entender isso, mas eu me enganei.

Fiquei algum tempo lá deitado quando vi a pequena entrando no meu quarto:

– Desistiu de me procurar?

Sinceramente eu havia até me esquecido de procurá-la. Ela se parece com a Lily, mas não é a MINHA ruiva, ela age como uma menina de dez aninhos, que é o que ela aparenta ter.

– Desculpe Mini, mas você é muito boa nesse jogo. – eu disse rindo quando ele abriu o maior sorriso.
– Como diz meu amigo… Eu sei que sou de mais! – ela disse imitando o Sirius.
– Vem aqui… – eu pedi e a pequena veio correndo deitar comigo.

Ficamos algum tempo assim e eu acabei dormindo, acordei com a Lene no meu quarto, escutei algumas vozes distante e fingi estar dormindo:

– Ele dormiu! – escutei a vozinha da pequena ruivinha séria.
– Mas temos que acordá-lo. Você sabia que chamamos os pais da Lily, e tedos que ela gosta, até mesmo nós já fomos pedir para ela acordar e ela nem se mexeu…?
– Eu disse que tinha que ser alguém importante para ela. – disse a pequena dando de ombros.
– Você sabe quem teria que ser essa pessoa, não sabe? – perguntou a Lene agachando ao lado da minha cama.
– Sei… – ela respondeu dando a entender que não iria falar.
– Não vai me contar quem é? – perguntou a Lene.
– Não posso! Se a pessoa não acreditar que é importante para a Lily ela não irá acordar. – respondeu à pequena.
– Só falta uma única pessoa falar com a Lily… – a Lene comentou.
– Não vou deixá-lo ir. – disse a pequena nervosa.
– Sabia que se a Lily não acordar você também pode morrer? – perguntou a Lene para a pequena.
– Mas eu não quero que o Ti vá falar com ela! – disse a pequena emburrada fazendo manha.
– Sabia que vocês são uma só? Ele ama as duas do mesmo jeito… – disse a Lene carinhosamente.
– Não ama… Ele prefere ela… – disse a pequena quase chorando.
– Não é verdade! Se fosse verdade ele estaria lá com ela ao invés de ficar aqui com você!
– Mas… A Lily não sabe se o ama… Eu sei! – a pequena disse chateada.
– Por isso você tem que ficar com a Lily. Para ajudá-la a ver o que esta mais obvio… Vocês duas amam o Tiago e estão brigando desse jeito por causa disso. – escutei a Lene dizendo

Acho que eu estava ficando maluco. Não é possível que a Lily me ame e aconteceu tudo isso por que ela não aceita isso…

Até que enfim você percebeu que ela te ama.

Demorou Tiago!

“Elas me amam!” – gritei mentalmente explodindo de felicidade.

– Vamos Mini… Você precisa voltar a ser uma só… Eu ajudo o Tiago a convencer a Lily… – disse a Lene novamente.
– Convencer a Lily que o Tiago não quer brincar com ela? Difícil! Ela fica repetindo isso toda hora.
– Eu sei… Mas você sabe muito bem que ela quis ir à lua cheia para a casa dos gritos para ver qual a preocupação que o Tiago tem com ela.

Agora estava mais do que explicado por que a Lily quis tanto ir a lua cheia… Era para ficar comigo… Eu ainda não estou acreditando nos meus ouvidos…

Até que essa mania de fingir que estou dormindo não é tão má… Eu estava me lamentando por que a Lily não me ama, e no final ela esta passando por tudo isso por que me ama…

Esperem aí! Ela ficou doente por minha causa? Eu faço mal a Lily!

Não tive muito tempo para pensar em mais nada porque a conversa das duas já havia terminado e elas já estavam me chamando para acordar:

– Tiago! – chamou a Lene.
– Ti! – chamou à pequena Evans.
– Tiago… – chamou a Lene me sacudindo levemente.

Fui obrigado a fingir que acordei. Olhei parecendo sonolento para as duas que me olhavam sorrindo:

– Só falta você falar com a Lily. – disse a Lene sorrindo.
– Sobre o que? – eu perguntei fingindo não saber de nada.
– A mulher da sua vida esta de cama e achamos que você é o único que pode acordá-la.
– Não vai dar certo… – eu disse chateado.
– Tem que dar certo… – disse a Lene apreensiva.
– Mas não vai dar! – eu disse já me irritando com a situação.
– Tiago Potter… Você tem que ir falar com ela. – disse a Mini irritada.
– Falou igualzinho a Lily agora. – comentou a Lene rindo.
– Somos uma só! – respondeu a Mini envergonhada. – Você vai falar com ela querendo ou não… – me disse a Mini autoritária.

Do jeito que ela falou eu fiquei com saudades da minha Lily, mas não poderia ter esse tipo de sentimentos, não mais! Teria que esquecer a Lily de uma vez por todas… Como amar alguém e prejudicá-lo?

Se amar é sempre querer o melhor para a pessoa amada, já esta mais do que obvio que me arrependi amargamente de algum dia querer tela em meus braços… Prefiro vê-la com outro do que deitada naquela cama inconsciente por minha inteira culpa.

Quase que adivinhando o que se passava por minha mente a pequena a minha frente veio até mim com uma expressão que ainda não consigo decifrá-la, seus olhos antes brilhando de emoção agora estava calmos e serenos, aquele ar de irritação já havia partido e no lugar se via nitidamente aquela segurança que dificilmente era encontrada na Lily com tanta alvidez.

Cheguei a recear meu encontro com ela, pois aquela Lily era algo novo para mim, passe tantos anos a observar meu objeto de desejo que um simples ato que eu não programasse vindo dela já me assustava.

A pequena se aproximou com um leve sorriso no rosto, agachou ao meu lado na cama e cochichou suavemente em meu ouvido.

– A Lily precisa de você, não a abandone agora… Sei como deve estar se sentindo, não se esqueça que não sou humana e tenho mais sensibilidade quando a pequenas coisas. Sei que vocês se completam e que a Lily te ama, assim como você a ama também.

Sorri para ela entendendo perfeitamente o que ela queria dizer, mas ainda não estava certo se era mesmo o certo ir falar com a Lily.

Finalmente eu tinha o que eu mais cultivei nesses últimos anos, eu tinha o amor da ruiva, mas de repente aquilo já não importava tanto assim, não que eu não a amasse e não a quisesse em meus braços, mas pelo fato deu trazer somente coisas ruins para ela. Era inaceitável vê-la doente por minha causa, aquilo pesada como uma pedra me esmagando.

Mas me levantei e fui em direção a porta. Vi a Lene expressar um sorriso enorme no rosto quando eu sai do meu quarto.

Aquela sensação de estar prejudicando a Lily estava afastada, mais ainda estava dentro de mim.

Quando cheguei à enfermaria vi que todos queriam me deixar sozinho com a Lily, pois logo saíram. Até mesmo a enfermeira não permaneceu no ambiente.

Aproximei-me da cama com cautela, não sabia o que esperar dali por diante.

Olhei para os lados com receio a procura de mais alguém e ali estava a pequena Evans, cujos cabelos estavam ainda mais vermelho do que de costume, aquele sorriso doce em seus lábios me davam uma certa confiança que eu ainda não possuía para olhar diretamente para a Lily.

Tomei o maior susto quando parei para observar a ruiva deitada na cama a minha frente.

Sua pele antes clara e levemente rosada, agora estava tão pálida que parecia não ter mais vida sangue que deveria correr em suas veias, parecia ter sido sugado. Seus cabelos não refletiam mais os raios do sol como os da Mini. Pousei minha mão sobre a dela e logo senti aquele frio gelado me penetrar rapidamente, além de pálida ela esta fria como a neve.

Olhei para a pequena sentada na poltrona próxima de mim ela ainda mantinha aquele leve sorriso no rosto, voltei a olhar para a minha doce Lily desfalecida na cama e uma grande dor no peito me atingiu, nada mais naquele momento me importava além dela.

Minhas crenças de que estava lhe fazendo mal não importavam diante do que eu estava vendo aquele momento. Meu coração parecia estar congelado junto com as pequenas mãos de minha amada.

Agachei-me ao lado de cama dela e não resisti, abracei aquele corpo desfalecido e todo o calor do meu corpo pareceu passar para ela de uma forma que ninguém saberia explicar. Senti grossas lágrimas descendo de meu rosto descontrolavelmente as palavras saíram sem eu perceber:

– Se puder me ouvir, Lily… Não conseguiria viver sabendo que você esta nesta cama, não saberia viver sem poder olhar para o seu sorriso doce todas as manhãs, sem poder escutar a sua voz, mesmo que gritando comigo todos os dias, ver essas esmeraldas mesmo que me fitando com desdém já é o suficiente para me manter vivo. Viver sem ter você ao meu lado não é vida, é simplesmente manter o corpo reagindo, mas sem ter um coração no peito. Volte para mim, necessito te ver mesmo que de longe, só assim meu coração terá motivo para continuar batendo em meu peito.

Assustei-me quando senti o calor do meu corpo voltando, soltei a Lily imediatamente pelo susto.

– Não se preocupe logo ela acorda! – disse a Mini com aquele mesmo sorriso simbólico no rosto.

Não sabei por que, mas aquela pequena ruiva me passou tanta confiança que meu estado de animo começou a voltar ao normal.

Pequenas lágrimas ainda escorriam em meu rosto quando reparei que o sol entrava pela janela semi-aberta e vi o motivo da minha alegria abrir lentamente os olhos estranhando o ambiente.

Quando nossos olhos se encontraram pude ver, como se estivesse em câmera lenta, um lindo sorriso sendo estampado naquela pele que lentamente recuperava a cor rosada.

A abracei novamente com todas as forças que eu tinha em meu corpo. A abracei como se nunca mais pudesse fazer isso novamente.

– Tiago, mais devagar… – ouvi um fio de voz me pedindo e logo soltei a Lily.
– Desculpe… – eu pedi assim que a soltei e fiquei contemplando aqueles olhos que para mim brilhavam mais do que nunca.
– Já fiz a minha parte! – disse a pequena se colocando de pé para sair da enfermaria.
– Mini? Volte aqui! – pediu a Lily tentando se sentar na cama, mas ainda estava fraca de mais para isso.
– Melhor eu deixar vocês dois conversando… – a Mini respondeu fugindo da Lily.
– Temos que resolver uns assuntos… – a Lily disse nervosa.
– Ele já sabe do que se trata… Eu falei que ele era mais esperto do que você julgava ser… – a Mini respondeu, tenho certeza que se referia a mim.
– Obrigado! – eu agradeci, e logo a Lily ficou vermelha igual aos seus cabelos.
– Ah, Lil… Graças a você ele desistiu de nós… – disse a Mini emburrada saindo da enfermaria.

Logo que ela abriu a porta o Sirius caiu de cara no chão, então estava mais do que na cara que ele estava escutando atrás da porta junto com o resto do pessoal.

– Como assim ele desistiu? – perguntou o Remo com a cara fechada.
– Melhor deixá-los conversarem… – disse a Lene puxando todos para fora de novo e mantendo a Mini lá dentro.
– Eu quero sair… – disse a Mini emburrada batendo na porta.
– Você fica… Você tem que conversar com eles também.. Quem sabe assim você e a Lily se entendem…
– Mas ela não quer me ouvir… – reclamou a pequena ruiva.
– Ela vai ouvir… – eu disse fazendo a pequena me olhar.

Logo estamos os três frente a frente, a Lily sentada na cama, a Mini sentada nos pés da Lily e eu olhando as duas sentado na cadeira ao lado da cama.

– O que ela disse é verdade? – perguntou a Lily com um olhar triste.
– Nem sim nem não. Lil, eu… – eu comecei, mas não sabia como terminar.
– Você não deveria ter escutado aquela conversa… Não era para você saber! – reclamou a pequena ruiva fazendo um bico como uma criança.
– Que conversa? – perguntou a Lily que ao mesmo tempo estava brava e curiosa.
– Ele escutou quando a Lene afirmou que nós duas brigamos por que você não aceita seu amor por ele, o que eu já falei que é uma idiotice. Quantas vezes vou ter que repetir que o amor dele é verdadeiro? – perguntou a Mini revoltada
– Fique quieta! – pediu a Lily nervosa.
– Ficar quieta por quê? Ele já sabe de tudo Lílian… Sem contar que já esta na hora de alguém me escutar… Não é por que eu sou pequena que vão fingir que não existo!
– E porque eu deveria acreditar? Você só conta mentiras… – a Lily disse irritada.
– Só conto mentiras? Quando eu te disse uma mentira? Quando eu falei que o Victor não prestava eu estava mentindo? Quando eu disse que o Remo tinha algum segredo que você tinha que saber, eu menti? Quando eu te falei que a Marlene ama o Sirius e você tinha que ajudar ela a falar com ele, eu menti? Quando eu te falei para estudar mais animagia, eu estava mentindo também?
– Não mentiu, mas quando se refere ao Tiago você fica obcecada. – a Lily respondeu nervosa.

Aquela discussão das duas já estava me deixando irritado.

– Obcecada? Eu te falo a mesma coisa por anos e você não parou nem ao menos para verificar se eu estava dizendo a verdade.
– Lógico que parei para reparar… – replicou a Lily já gritando de tão nervosa.
– Reparou? Então percebeu que ele não fica com ninguém a mais de dois anos… Verificou quando eu disse que ele se preocupava com você? Verificou quando eu disse que ele deve beijar super bem? – indagou a Mini nervosa.
– Verifiquei sim que ele não fica com ninguém… A Lene não para de repetir.
– Mas foi preciso a sua melhor amiga lhe falar várias vezes para você começar a reparar.
– Não é verdade… Eu fui atrás para saber se era verdade o que a Lene disse.
– Não interressa Lílian… E você procurou saber se ele se preocupa com você como eu te disse?
– E você acha que eu insisti tanto em ir à lua cheia por quê? Eu estava com medo do que poderia acontecer, você sabe disso, mas não, eu fui me arriscar para saber se você estava me dizendo à verdade.
– E constatou o que? Eu nunca menti para você! – revidou a pequena ruiva já gritando exaltada.
– Você não diz a verdade sempre… – reclamou a Lily.
– E quando eu menti? Quando eu disse que ele beija bem? – perguntou a Mini revoltada.
– Não entra no caso… – desconversou a Lily.
– O que foi? Esta com vergonha de admitir na frente dele que ama quando ele te rouba um beijo no corredor e só bate nele para ele não perceber o quanto você gostou?

Essa parte da conversa estava até que interressante para mim.

– Eu… – começou a Lily já vermelha como um pimentão.
– Vamos Lílian… Admita! – pediu a Mini já quase que com uma ordem.
– Não tenho que obedecer você! – gritou a Lily nervosa.

Agora eu me irritei… Aquela briga das duas estava indo longe de mais.

– Meninas.. – eu comecei, mas elas não deixaram que eu terminasse.
– Não é obedecer, é seguir o bom senso. – reclamou a Mini.
– Ruivas… – tentei mais uma vez, mas novamente não deixaram.
– Bom senso? Você não tem bom senso Mini. E o que eu sinto pelo Tiago só interressa a nós duas…
– Lílian Evans… Ele tem o direito de saber… Não vai me dizer que aquela foto dele no seu quarto é para espantar moscas… Você fica olhando para a foto durante horas…
– Garotas… – tentei mais uma vez, mas elas cismavam em fingir que eu não estava ali.
– Não são horas… São minutos… – respondeu a Lily me impressionando com tal resposta.
– Evans! – gritei parando a briga das duas. – Finalmente! Por que vocês não pararam de brigar? Ou pelo menos de falar de mim como se eu não estivesse aqui? – perguntei já estressado.
– Desculpe! – pediram as duas.
– Diz para ela que você desistiu de nós… – pediu a Mini com os olhos marejados.
– Viu como você mente de mais? Não é possível que isso tenha acontecido bem agora… – indagou a Lily também com os olhos marejados.
– Não é bem assim… Eu só vi que o melhor para vocês é me ter longe… – eu respondi calmamente, mas não adiantou muito, por que as duas já estavam chorando, a Mini estava chorando alto e a Lily silenciosamente. – Perfeito! Fiz as duas chorarem! – reclamei para mim mesmo.

Abracei as duas ruivas a minha frente que ficaram chorando no meu ombro.

Aquela situação já estava ficando estranha!

– Me desculpem… – eu pedi já sem saber o que dizer. – É que por causa da briga de vocês eu me senti culpado e…
– Que briga? Não estamos brigando… – disseram as duas juntas cínicas.
– Não estão? – eu perguntei rindo e sem acreditar.
– Estamos só discutindo qual o melhor jeito de… – começou a Lily.
– De você tirar essa idéia maluca de nos esquecer da cabeça. – completou a Mini.
– Só vou tirar essa idéia maluca da cabeça quando e se vocês voltarem a ser uma só. – eu respondi me levantando.

Logo escutei uns gritos de saudação na porta. Provável que alguém estivesse escutando atrás da porta e gostaram do que eu disse.

Eu me levantei e sai da enfermaria fazendo o Sirius cair de cara no chão novamente quando eu abri a porta.

– As deixem sozinhas… – eu pedi para todos fechando a porta as minhas costas.

Todos ficaram me olhando com curiosidade então resolvi dizer:

– Ela ficará bem… Não se preocupem. – eu disse me sentando no chão ao lado da porta.
– Você descobriu que ela te ama, entrou em crise se deveria ou não ficar com ela, provável que tenha resolvido o problema da Lily e fica assim? – me perguntou a Lene inconformada.
– Sabe de uma coisa? Vou tomar um belo banho, dormir um pouco por que daqui algumas horas já será natal, e quando a Lily melhorar eu quero estar bem bonito e cheiroso para ela. – eu disse me levantando e rumando sentido a torre da grifinória.

Pelo que fiquei sabendo nesse meio tempo que eu tomei banho e fui dormir a Mini sumiu e a Lily ficou ardente em febre novamente, acho que isso era sinal de que as coisas iriam voltar a ser como antes, ou não.

Assim que acordei fui até a cozinha e comi em belo banquete do que sobrou do almoço, afinal com toda essa confusão eu não jantei, não tomei café da manhã e nem almocei, fui comer alguma coisa já eram quase três da tarde.

Encontrei-me com a Lene quando eu estava saindo da cozinha:

– Esse era seu jeito lindo para a Lily? Eu gostei! O Sirius deveria ficar assim… – a Lene me disse sorrindo.

Eu estava com aquela mesma roupa da festa do pijama, ou seja, só de calça de moletom.

Ouviu Sirius? Sua namorada me acha gostoso!

Não tem problema… Veados não são problemas para mim…

– Obrigado Lene! – respondi sorrindo. – Vou me arrumar depois. Sabe da Lily?
– Até ha pouco ela estava na enfermaria, ainda com um pouco de febre.
– Mas e a Mini? – perguntei preocupado.
– Até onde o diretor me explicou as duas voltaram a ser uma só como todos nós somos…
– E qual será o veredito? – perguntei me referindo a ela gostar de mim ou não.
– Ainda tem dúvidas? – perguntou a Lene me confundindo ainda mais.
– Tenho dúvidas… – eu disse incerto.
– Espere até a ceia… – me respondeu a Lene com um sorriso maroto.
– Vai ter baile? – eu perguntei empolgado.
– Mais ou menos. A professora Minerva disse que iremos ter uma festa, mas como são poucas pessoas… – respondeu a Lene feliz.
– Já entendi! – eu respondi fazendo sinal de positivo. – Te vejo mais tarde então.
– Não se esqueça… A festa começa as sete. – gritou a Lene enquanto eu andava pelo corredor para voltar para a torre da grifinoria.
– Estarei lá! – eu gritei em resposta.

O pouco que restava do dia passou se arrastando, minha ansiedade para ver minha querida ruiva estava fazendo as horas passarem como anos. Fiquei deitado na cama olhando para o teto e pensando como seria esse natal… Não tinha certeza de nada a não ser que minha vida poderia mudar a qualquer momento. Para melhor ou para pior? Não saberia lhe responder naquele momento.

Meus pensamentos iam e vinham, da Lily para a guerra contra Voldmort, de Voldmort para Hogwarts, do castelo para a Lily novamente.

Quando percebi as horas novamente já eram seis e meia. Sai correndo para um banho, e fiquei parecendo uma mulher, pois demorei quase quinze minutos para escolher uma roupa.

Você parece uma mulher de qualquer jeito… Não precisa demorar para escolher roupa para se parecer com uma…

Infelizmente desta vez o Almofadinhas esta certo Pontas!

Vou fingir que vocês não me interromperam.

Finalmente achei a roupa apropriada para a ocasião. Uma calça jeans preta, meu tênis preto e uma blusa de gola vermelha.

Estava tão nervoso que preferi não ir sozinho para o salão. Fui até o quarto e eu e o Remo descemos juntos. Quando chegamos os professores já estavam por lá. A Lene e o Sirius estavam dançando uma música lenta que tocava graciosamente no salão.

O Remo me abandonou e foi conversar com a nossa querida Tonks que também estava passando o natal por lá, por pura coincidência, ou era o que tínhamos que pensar.

Fiquei perdido em pensamentos quando novamente não avistei a Lily no salão. Resolvi me sentar sozinho em um canto para pensar na vida.

Vi o Remo e a Tonks indo dançar e logo em seguida o Sirius e a Lene vieram falar comigo:

– Por que essa cara de enterro? É natal… Vamos festejar! – disse o cachorro pulguento.

Não sou pulguento!

– Não esta vendo que ele não quer ficar feliz Six? – perguntou a Lene abraçando o namorado.
– Não quer ficar feliz? Isso tudo é abstinência de uma certa ruiva. – resmungou o Sirius beijando a Lene.
– Que coisa mais romântica… Por que vocês não se beijam em outro lugar? – eu perguntei já me aborrecendo.
– Melhore essa cara. A Lily virá. – me disse a Lene sorrindo quando parou de beijar o Sirius.
– Virá? O que adianta ela vir se ela decidiu que não sirvo para ela? – perguntei revoltado.
– E lá vem ele com mais uma crise de “não sou bom o bastante para a Lily”. – reclamou o Sirius. – Bobagem… Pare com isso Pontas… Vai dar tudo certo!
– Vai dar tudo certo? Acho melhor eu ir para a minha cama novamente. Não sei o que estou fazendo aqui! – eu disse já me levantando.
– Não vou deixar você sair daqui! – disse a Lene me empurrando para que eu me sentasse novamente.
– Marlene eu estou perdendo tempo… – eu disse chateado pensando que a Lily havia me esquecido.
– Perdendo tempo? Irá perder o amor da sua vida se sair daqui. – disse a Lene revoltada.
– Já perdi o amor da minha vida! – respondi já sem esperanças.

O relógio marcava oito horas quando perdi as esperanças de vê-la naquele lugar. A sensação era muito estranha. Parecia que faltava alguma coisa dentro de mim, mas não sabia o que era.

Essa sensação logo foi embora quando vi aquela ruiva parada na grande porta do salão principal olhando em minha direção.

Fiquei paralisado por aquela ruiva… Estava mais bela do que de costume. Uma calça preta fazia contraste com a blusa verde esmeralda que combinava perfeitamente com aqueles olhos que tanto amo.

– Vai lá! – disse a Lene me colocando de pé.
– Se você não for falar com ela eu mesmo vou! – me ameaçou o Sirius.

Fui ao encontro da Lily e ela vinha ao meu encontro. O mundo pareceu parar quando ficamos frente a frente.

Pela primeira vez na minha vida eu não sabia o que dizer. Só conseguia lhe olhar nos olhos.

– Não vai dizer nada? – ela me perguntou sorrindo envergonhada.
– Esta melhor? – perguntei ainda deslumbrado com tamanha beleza.

Ele já começou a ficar romântico!

– Muito melhor. Graças a você! – ela me respondeu sorrindo.
– Graças a mim que você ficou doente… – eu comentei chateado.
– Não fale bobagens… Eu é que não sabia exatamente o que pensar. – ela respondeu sem me olhar.
– Você esta muito linda! – comentei sem ter o que dizer.
– Obrigada! – ela respondeu timidamente. – Você também esta muito bonito! – completou ficando mais vermelha que a minha blusa.
– Não quer dançar? – perguntei não tendo certeza se tocava no assunto namoro naquele momento.
– Adoraria! – ela me respondeu e logo olhou para a Marlene que sorriu piscando o olho direito.

Ficamos dançando por algum tempo, mas a Lily não parecia tão feliz assim.

Quando o relógio marcou dez para a meia noite o diretor chamou todos perto da banda para escutar as músicas natalinas.

O salão estava dividido em alguns casais. O Remo e a Tonks estavam sentados de mãos dadas conversando. A Lene e o Sirius estavam abraçados sorrindo um cara o outro. E a Lily estávamos apenas um ao lado do outro escutando a música.

Logo começamos a contar os segundos para o natal. O Sirius agarrou a Lene e lhe deu um daqueles beijos demorados. O Remo abraçou a Tonks feliz, mas não vi nenhuma aproximação romântica. Já eu fiquei com receio de abraçar a Lily. Ainda não tínhamos falado sobre o tão esperado assunto.

Eu tinha muitas dúvidas na minha cabeça que me impediam de tomar qualquer atitude, mas não foi necessário.

Quando todos começaram a se cumprimentar por causa do natal a Lily se afastou de mim rapidamente para cumprimentar a todos.

Naquela hora tive certeza que o amor que ela sentia foi embora junto com a pequena Mini.

Afastei-me um pouco do pessoal e fiquei olhando a janela e a neve que caia do lado de fora do castelo, as luzes da pequena Hogmead ao longe estavam lindas, mas meu coração despedaçado.

Neste péssimo estado de animo eu senti pequenas mãos delicadas tocarem minha barriga me abraçando.

Virei-me para ver quem é e fiquei a centímetros da Lily que me olhava com um sorriso tímido nos lábios.

– Não vai me cumprimentar? – ele me perguntou.
– Feliz Natal ruivinha! – eu disse a abraçando.

Como era bom senti-la em meus braços pela última vez. Aquele perfume que por tantos anos me embriagava já estava começando a me enlouquecer novamente quando resolvi me afastar dela para não cometer nenhuma besteira.

– O que houve? – ela perguntou quando tirei meus braços da sua cintura e me afastei mais um pouco dela.
– Ruivinha hoje percebi o quanto você me fará falta, mas já que escolheu assim não vou mais insistir no assunto. – eu disse já melancólico me virando para sair do salão.

Sem a Lily ao meu lado o natal para mim havia acabado.

Senti os dedos delicados da Lily rodeando o meu pulso para me segurar.

– Você não vai desistir assim, vai? – ela me perguntou parecendo desapontada.
– Estou fazendo o que você sempre quis. Depois do que houve com você me convenci que mesmo sem querer eu não lhe faço bem, pelo contrário eu te fiz ficar doente, te fiz chorar naquela enfermaria, eu não suporto a idéia de te fazer mal, por isso prefiro me afastar de você!
– Só preciso que me fale olhando nos meus olhos que não me ama mais! – ela me pediu.
– Não posso dizer isso, pois ainda te amo, mas não se preocupe… Com o tempo isso passa, ou espero que passe. – eu respondi tristemente me virando para ir embora.

A coisa mais incrível aconteceu naquele momento. Senti a Lily me puxando pelo braço e no instante seguinte senti seus lábios finos tocarem os meus pedido passagem.

Aquele beijo que demorou apenas alguns segundos foi o melhor beijo da minha vida. Apesar da surpresa por ela ter me beijado correspondi ao beijo como se minha vida dependesse daquilo.

Olha a Lily que comandando a relação dos dois!

Aquele gosto que só senti com os curtos e turbulentos beijos roubados era ainda melhor do que naquele época.

As mãos da minha ruivinha que antes me empurravam para longe agora me traziam para perto, aquela boca que sempre me rejeitou agora procurava a minha docemente.

Nos separamos por escutar aplausos.

– A Lily que teve que te beijar… Que vergonha para os marotos! – brincou o Sirius.
– Olha quem fala! – eu retruquei.
– É isso aí garota! – disse a Lene rindo e cumprimentando a Lily.
– Eu não sou o único a perder a aposta! – comemorou o Sirius feliz da vida.
– Podemos saber o que é essa aposta? – perguntaram as meninas com as mãos na cintura curiosas.
– Logo vão saber… – respondemos enigmáticos.

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sobre Vanessa Sueroz

Autora dos livros Confusões em Paris, Minha última chance, Odiado Admirador Secreto, Presente de Aniversário, Eu te amo mais e Três Botões.


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2 thoughts on “Eu monitor chefe?Não! – Cap 12

  • Wateru

    Tiago, para de pensar besteira! A Lily te ama, seu coisa! :pedala:

    Quote:

    Logo escutei uns gritos de saudação na porta. Provável que alguém estivesse escutando atrás da porta e gostaram do que eu disse.

    :hebe: :euri:
    Imaginei a cena direitinho :aah:

    Ah, preciso de mais :horror:

    Nossa, ainda bem. Só no capítulo doze ela foi beijar ele. Já tava demorando demais :lmao:

    Vanessa, você não abandonou essa fic, né? :ddd:
    Porque eu quero chegar ao final dela *.*

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