Eu monitor chefe?Não! – Cap 10 3


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– Sério? – ela me perguntou com um sorriso enorme.

– Sério ruiva. – eu assenti.

– Obrigada! – disse ela se jogando em cima de mim e nos fazendo cair da cadeira.

– Se toda vez que eu faço alguma coisa que você gosta acabamos em uma situação comprometedora… Eu quero te agradar o dia inteiro. – eu sussurrei ao ouvi dela enquanto estávamos no chão com ela em cima de mim.

Cap 10 – Festa do Pijama

Daquele dia em diante Lily não tocou mais no assunto: lua cheia. Pelo menos não comigo.

Finalmente depois de algumas aulas tediantes eu pude sentar para conversar com o Remo:

– Que cara é essa Pontas? – perguntou ele sentando ao meu lado na escada em um corredor quase vazio.

– Estava pensando…

Já estou sentindo o cheiro de fumaça daqui…

Engraçadinho…

– Estava pensando… Por que você deixou a Lily e a Marlene irem na lua cheia se você mesmo vive nos dizendo que até para nós que somos animagos é uma coisa muito perigosa?

– Infelizmente não vou poder te dizer… – ele me respondeu com uma cara de pesar.

– Por que não? Os marotos não têm segredos entre si.

– Na verdade temos… Você escondeu por anos que ama a Lily, assim como o Sirius esconde que ama a Marlene, assim como o Pedro deve esconder alguma coisa bem macabra, e assim como eu não conto meus segredos com a Lily. – ele me respondeu pensativo.

– Mas… – comecei a protestar.

– Se eu fosse você deixaria a Lily ir! – ele me disse com um sorriso tímido.

Pelo amor de Merlin! Alguém me entende?

É muito perigoso… O Remo não tem consciência de nada… E se ele ataca a minha ruiva? E se ele morde a Lily? Ou pior ainda… E se ele mata a Lil… Não quero nem pensar!!!

Será que ninguém entende?

Você poderia deixar ela ir e bancar o herói caso acontecesse alguma coisa!

Vou fingir que não ouvi isso…

Mas estou falando sério…

– Não vou deixar a minha florzinha correr esse perigo todo. E fim da discussão.

– Você é que sabe Pontas… Mas seria muito melhor deixar elas irem… Você sabe que elas vão dar um jeito de ir com ou sem a sua permissão.

– Só não entendo como a ruiva te convenceu a deixar ela ir… – eu disse pensativo.

– Nem um futuro distante você descobre. – me disse o Remo dando leves tapinhas nas minhas costas e saindo para outro lugar

– Eu odeio quando você faz isso! – eu gritei emburrado enquanto ele saia em direção ao salão comunal.

Fiquei ali sozinho pensando no que fazer quando minha querida amiga Marlene se sentou do meu lado.

– O que você esta fazendo aqui sozinho Tiago? – me perguntou à morena.

– Estou pensando na vida… – respondi vagamente.

– Na vida ou na Lily? – perguntou ela com um leve sorriso.

– A Lily é a minha vida… Então… Estou pensando nas duas.

– Está poético hoje! – brincou a Lene rindo.

– Sabe Lene… Estou muito confuso… – eu disse meio sem saber o por que.

– Confuso? Ti, você é confuso de natureza… – brincou ela. – Mas não se preocupe com nada disso. A Lily tem seus motivos para querer ir com vocês. Ela anda muito estranha. Acho que ela esta muito deprimida ultimamente. Não reparou?

– Para falar a verdade não. Sempre que estamos juntos ela ou está brigando comigo ou rindo da minha cara…

– É o jeito dela de te falar que ela não está bem. – me respondeu a Lene.

– A Lily parece muito bem! – eu disse na mesma hora.

– Então se pergunte onde estão os livros que ela sempre lê! – disse a Marlene decidida.

– A Lily não anda lendo? – perguntei espantado.

– Não!

– Então ela está mal mesmo… A coisa que ela mais ama na vida é ler…

– Tirando um certo moreno…

– Se for para dizer que a Lily arrumou outro namorado… – comecei chateado.

– Você está bem? Estou falando que a Lily pensa mais em você do que os livros dela.

– Duvido… Só se ela fica o dia inteiro me xingando mentalmente. – eu respondi rindo.

– Poderia até ser, mas mesmo assim ela estaria pensando em você o dia inteiro. E isso já é uma coisa boa!

– Você é doida Lene! – eu disse rindo.

– Eu? Não sei por que você e a Lily vivem repetindo isso… – respondeu ela rindo.

– Deve ser porque é verdade.

– Mudando de assunto… Que tal irmos jogar poker?

– Poker? Pensei que as mulheres não gostassem disso. – eu respondi rindo.

– Eu adoro. Vamos?

– Só nos dois? – perguntei.

– Claro que não. Os marotos e a Lily também. – ela disse me puxando para levantar.

– Já que você insiste! – eu respondi rindo e me levantando.

Fomos rindo para o salão comunal e chegando lá vimos que os marotos estavam rindo com a Lily.

– Chegamos para alegrar a todos! – disse a Lene rindo e se jogando em cima do Remo.

– O que vocês duas beberam hoje? – perguntou o Sirius rindo.

– A mesma coisa que vocês quatro bebem sempre… – respondeu a Lene rindo e se levantando.

– Certo… Quem são vocês e o que fizeram com as minhas amigas? – perguntou o Remo rindo.

– Somos aliens! – exclamou a Lene rindo como doida.

– O que são aliens? – perguntou o Pedro.

– Esquece… – respondi para ele.

– É sério… Estamos ótimas… Só resolvemos passar mais tempo com os nossos melhores amigos. – respondeu a Lily.

– Certo… Agora eu tenho certeza que você não é a Lily! – eu disse na mesma hora

– Pare com isso Potter…

– Agora sim é a Lily. – brinquei enquanto todos, exceto a Lily, riam.

– Vamos fazer o que de bom agora? – perguntou o Remo depois de alguns minutos.

– Jogar poker. – respondeu a Lene feliz da vida.

– Strip poker? Gostei da idéia. – disse o Sirius com um sorriso malicioso.

– Strip? Ninguém aqui disse nada de strip. – disse a Lene começando uma pequena briga entre eles.

– E que graça tem jogar poker sem tirar a roupa? – perguntou o Sirius marotamente.

– A graça é o jogo Black!

– Por que não param de discutir e se beijam logo? – perguntou a Lily de repente parando a briga dos dois.

– Não estou afim! – responderam juntos antes de virarem a cara um para o outro com raiva.

– Tenho uma ótima idéia… Que tal jogarmos verdade ou desafio? – perguntei.

– Sem chance… Vocês sempre dão um jeito deu me ferrar!

– Se ferrar? Pensei que tinha gostado da última vez que jogamos com os marotos… Você e o Tiago pareciam bem próximos… – disse a Lene rindo.

– Por culpa exclusiva do Sirius e não por que eu gostei. – respondeu a Lily vermelha.

– Não era o que parecia. – disse a morena novamente deixando a Lily ainda mais vermelha.

– Que tal mudar de assunto? – eu sugeri antes que a Lily brigasse comigo.

– Vão decidindo o que fazer ai que eu vou tomar um banho… – disse a Lily se levantando.

– E eu vou junto. – eu disse feliz da vida.

– Vai junto Potter? Você vai ficar bem aí no seu lugar quietinho! – ela me disse revirando os olhos irritada.

– Por que não posso ir com você? – perguntei parecendo inocente.

– Essa sua cara de inocente não engana ninguém. – disse o Sirius rindo.

– Melhor que a sua Almofadinhas! – eu reclamei.

– Não vai porque eu não quero. O dia que você tomar banho comigo pode apostar que não será eu!

– Que maldade ruivinha… Quando nos casarmos você vai tomar banho comigo sempre que possível. – eu respondi sorrindo.

– Não vou me casar com você Potter! – ela gritou quase me deixando surdo.

– Logo você muda de idéia! – eu respondi abraçando ela pela cintura.

– Dá para me soltar? – ela me perguntou nervosa.

– Alguém tem pipoca? A briga já esta começando. – brincou o Sirius falando de mim e da ruiva.

– Não posso te soltar. Você me enfeitiçou. – eu respondi para a Lily.

– Vou te enfeitiçar se não me soltar. – ela afirmou nervosa.

– Me dá um beijo que te solto. – eu disse galanteador.

– Nem pensar! Isso seria nojento de mais! – ela me disse cruzando os braços nervosa.

– Nojento? Pensei que gostasse dos meus beijos roubados. – eu disse fingindo estar chateado.

– Você beija muito mal. – ela disse na mesma hora.

– Pegou pesado! – brincou a Lene. – Isso é a maior calunia.

– Obrigado Lene. – eu agradeci para a morena. – Não sei se reparou, mas o meu maior objetivo enquanto te beijo é não deixar você se afastar de mim. – eu disse no ouvido da Lily.

– Mas não precisa disso Potter! – ela me disse com um sorriso maroto.

– Não? – perguntei surpreso.

– Não… – respondeu ela se virando e ficando de frente para mim.

– Preparem as máquinas fotográficas que teremos uma cena inédita aqui! – brincou o Sirius rindo no sofá.

Ignorei o Sirius e fui me aproximando da Lily para beijá-la.

Meu coração estava batendo acelerado.

Será que eu finalmente iria beijar aquela ruiva?

Mas é claro que não! A Lily não seria tão fácil assim.

Infelizmente o Sirius acertou…

Assim que me aproximei a Lily virou o rosto e me deu um soco no estomago e eu lhe dei um beijo no rosto.

– Já paguei a prenda. Agora me solte que tenho que tomar banho. – ela disse rindo.

– Mas… – eu comecei já a soltando e colocando a mão no estomago.

– Não foi dessa vez Pontas… – disse o Remo se segurando para não rir da minha cara.

– Essa doeu! – eu reclamei vendo ela se afastar.

– Pare de drama! – me disse o Sirius rindo.

Ficamos todos rindo ali por mais algum tempo, todos não, eu estava bravo com tudo que aconteceu… Pensei que finalmente iria beijar a ruiva, mas ela vem e me dá um soco no estomago. Ela é muito forte para o meu gosto…

Ou você que é muito fraco!

Não me perturbe Almofadinhas…

Depois que todos se cansaram de rir da minha cara a Lene resolveu me perturbar mais um pouquinho:

– Não foi dessa vez em Tiaguinho… – disse a morena.

– Não foi, mas logo será…

– Realmente é verdade o que dizem… – disse o Remo pensativo.

– Dizem sobre o que? – perguntou o Pedro fazendo a pergunta que eu iria fazer.

– Que a esperança é a última que morre… – respondeu o Remo zoando com a minha cara.

– Não teve graça! – eu disse emburrado quando todos riam novamente.

– O que não teve graça? – perguntou aquela voz que tanto amo.

Que melação!

– Estamos zoando o Tiago! – respondeu o Remo na maior cara de pau.

– Quero zoar ele também! – disse a Lily sorrindo.

– Nem pensar… O soco que você me deu ainda está doendo! – reclamei.

– Você reclama de mais Potter! – ela me respondeu tentando ficar séria

– Olha quem fala… A varinha falando do bruxo… – respondi rindo.

– Que tal parar com toda essa discussão e irmos fazer a ronda? – ela me perguntou cansada.

– Até que não é má idéia! – eu disse feliz da vida.

– Claro que é má idéia… Estávamos pensando em ir comprar mais cerveja amanteigada no três vassouras… O nosso estoque acabou. – me disse o Sirius mesma hora.

– Vão para Hogsmead agora? Vocês são malucos? – perguntou a Marlene parecendo levemente preocupada.

– Não tem perigo. Só vamos comprar algumas cervejas… – respondeu o Remo para o meu espanto.

– Então eu vou com vocês… Nunca fui para Hogsmead de noite! – disse a Marlene toda feliz.

– Pode ir. Pontas eu quero a sua capa para… – começou o Sirius sorrindo.

– Minha capa? – perguntei cruzando os braços.

– Sua capa da invisibilidade… O que custa? Não vai me emprestar? Você tem permissão para andar tarde por aí… – se explicou o Sirius.

– É claro que vamos pegar a capa… A capa já pertence aos marotos. – disse o Remo.

– Já estão até se apossando das minhas coisas… – eu resmunguei.

– Não é se apossar… É pegar emprestado e não devolver… Ou melhor, devolver quando quiser! – respondeu o Sirius com um sorriso maroto.

– Só por causa disso eu não empresto capa nenhuma. – eu disse decidido.

– Não tem problema… – disse o Remo dando de ombros. – Onde você deixou o mapa Sirius? – perguntou ele para o cachorro.

– O último que usou foi o Tiago! – ele disse se virando para mim.

– Nos entregue o mapa Pontas! – pediu o Remo.

– Só se me esperarem para sair. – eu impus.

– Impossível. Você vai chegar muito tarde. – disse a Lene.

– Entregue logo Pontas… – reclamou o Sirius entediado.

– Está aqui!- disse a Lily metendo a mão no bolso de dentro das minhas vestes e tirando o mapa. – Agora parem com essa conversa chata de: “dê o mapa” – reclamou a Lily entregando o mapa do maroto para o Remo.

– Obrigado ruivinha! – respondeu o lobinho.

– A Lily está bem espertinha… Já aproveitou para passar a mão no peitoral do Tiago… – brincou a Lene maliciosa.

– Eu o que? – perguntou a Lily espantada. – Eu só peguei o mapa.

– E como sabia onde estava o mapa? – perguntou o Sirius com a mesma malicia na voz.

– Sabendo… – disse a ruiva distante.

– Deixem que eles se acertam… Vamos ou não? – perguntou o Remo animado.

– Vai deixar eles irem sem reclamar? – perguntei para a Lily enquanto os marotos e a Lene saiam pelo retrato da mulher gorda.

– Melhor deixá-los ir… – disse a Lily dando de ombros.

Realmente ela anda muito estranha… Deprimida e sem brigar por causa das escapadas noturnas dos marotos… Muito estranho!

Ao invés de ficar estranhando tudo, por que você não vai ficar com a ruiva?

Mas foi o que eu fiz.

Assim que todos saíram do salão a Lily botou todos os grifinorianos na cama:

– As luzes irão se apagar a qualquer momento. Todos para o dormitório! – pediu ela séria.

– Só mais um pouco Evans! – pediu uma terceiro anista.

– Nem um segundo a mais! – ela disse séria.

– Tiago… Convença essa fera… Não estamos com sono… – falou uma menina do quinto ano.

– Para a cama todos ou serei obrigado a avisar a McGonagall que estão desobedecendo ordens diretas dela. – eu disse para ajudar a Lily que ficou me olhando com cara de espanto.

Todos começaram a subir, alguns reclamando alto outros sem nem ao menos fazer barulho. Assim que todos subiram as luzes se apagaram com um toque da varinha da Lily.

– Pensei que as luzes se apagavam sozinhas! – eu disse observando o vulto dela no escuro.

– Não. São os monitores que tem que desligar. – ela respondeu sorrindo. – Vamos? – perguntou de repente pegando no meu braço.

– Claro! – eu disse rumando para onde eu achava que iria dar na saída.

– Obrigada pela força agora a pouco. – ela agradeceu me assustando.

– Não foi nada. – respondi antes de bater a cara na parede.

– Logo se vê que você não costuma andar no escuro. – ela brincou antes de acender a varinha.

– Fazer o que… – respondi dando de ombros enquanto ela ria.

– Lily… Como convenceu o Remo de deixar vocês irem na lua cheia conosco? Ele nunca iria deixar! – eu disse depois de alguns instantes em silêncio.

– Você disse que não iria tocar no assunto. – ela me disse na mesma hora com a voz um pouco triste.

– Se você me contasse talvez me faça mudar de idéia também. – eu insisti.

– Não é nada de mais Tiago. Que tal deixarmos isso para lá? Confio no seu julgamento. – ela me disse feliz.

– Espere um pouco ou ouvi bem? Você me chamou de Tiago e disse que confia em mim na mesma frase? Acho que estou tendo alucinações. – eu disse brincalhão.

– Pare com isso! – pediu ela rindo e me dando um leve tapa no braço.

– Desculpe ruivinha… – respondi galanteador.

– Sabe… Você não é tão chato quanto eu pensei que fosse…

– Não? – perguntei abismado…

Agora sim ela estava começando a me assustar com aquela conversa maluca… Será que finalmente ela iria se declarar?

Não viaja!

– Claro que não. Sinceramente pensei que com você sendo monitor minha vida iria virar um inferno, mas na verdade ficou bem divertida.

– Sério? – perguntou chocado.

– Sério. – respondeu ela rindo da minha cara.

– Eu sei que sou irresistível e sexy. – eu disse sorrindo e passando as mãos pelos cabelos.

– Você definitivamente é maluco! – ela me disse rindo como nunca.

– Vou considerar um elogio. – eu respondi feliz.

– Oras… Temos dois grifinorianos fora da cama à uma hora dessas… – disse aquela voz odiosa as nossas costas.

– Estamos em ronda se não percebeu. Queira voltar para o seu dormitório. A sonserina perderá dez pontos por ter um aluno fora da cama neste horário. – disse a Lily sem nem ao menos se virar.

– Pare com isso Lil… Nós dois sabemos que isso não vai adiantar comigo… Que tal você vir aqui e fazermos um trato?

– Que tal você ir logo para o seu dormitório antes que eu fique com raiva Snape? – perguntei começando a me irritar.

– A conversa não chegou ao chiqueiro Potter. – me respondeu o Ranhoso.

– Se não chegou ao chiqueiro não entendo como você esta participando da conversa. – eu disse já me virando para encará-lo.

– Não se incomode Potter… – disse a Lily segurando firmemente meu braço.

Acho que ela não queria um duelo naquele momento.

A Lily nunca quer ter um duelo quando ela pode evitar…

– Não estou incomodado Lily. – respondi com a maior naturalidade.

– Quem te deu intimidade para chamá-la de Lily? – perguntou o Ranhoso com cara de dor de barriga.

– A mesma pessoa que mandou você ir para cama. – respondi tentando manter calma.

– Você… – começou o Snape.

– Mas uma palavra e vai ficar de detenção a semana inteira. – disse a Lily visivelmente irritada.

– Se for com você… – disse o Seboso gentilmente.

(Apesar do gentil dele parecer nojento)

– Será com o Tiago de preferência. – ela respondeu na mesma hora.

– Faria com o maior prazer. – eu complementei vendo a careta do Ranhoso. – De preferência algo bem trabalhoso. – complementei sorrindo.

– Não perturbe Potter! – disse o Ranhoso nervoso.

– Então volte para a sua cama Snape. – disse a Lily entediada.

– Estamos precisando conversar Lil… – começou o pedaço de sebo.

– Não precisamos… Agora me faça um favor… Vá dormir e me deixe em paz! – ela disse revirando os olhos irritada.

– Amanhã eu te procuro. – ele disse antes de se virar e ir sentido a torre da sonserina.

– Faça o que quiser… – ela disse entediada para o ranhoso. – Onde estávamos? – me perguntou sorrindo depois de alguns instantes.

– Eu iria te beijar… – eu disse com uma piscadela marota.

– Palhaço! – ela resmungou rindo. – Vamos terminar logo essa ronda. – ela disse voltando a andar.

– Vamos… – respondi voltando a andar de braços dados com a Lily.

Alguém já reparou que a Lily está estranha ultimamente? Chamando-me de Tiago… Saindo comigo… Deixando os marotos saírem de madrugada para comprar cerveja… O que será que ela tem?

Falta de beijo!

Quem dera fosse isso…

Caminhamos pelos corredores por mais algum tempo até que levamos o maior susto. Eis o que aconteceu:

– O que vai fazer no natal? Vai para casa? – me perguntou a Lily.

– Para falar a verdade ainda não sei. E você?

– Eu… – ela começou, mas logo estávamos jogados no chão, eu por cima e a Lily por baixo.

– Como você fez isso? – ela me perguntou enquanto eu tentava não apoiar meu peso nela.

– Eu não fiz nada. Alias, nem sei ao certo o que houve para cairmos e muito menos nessa posição. – eu disse com um sorriso constrangedor.

– Para falar a verdade nem eu mesma sei também. – ela respondeu antes de começar a rir.

– Lírio eu… – eu comecei com o rosto grudado no dela.

– Lírio? Faz tempo que você não me chamava assim. – ela disse sorrindo.

Eu sorri antes de tentar um diálogo novamente.

– Lírio… Por que você não acredita que… – mas ela me interrompeu de novo.

– Que tal agente conversar de pé? Sabe você é magro, mas é pesadinho. – brincou ela.

– É que… – eu comecei não querendo levantar.

– Não vai me dizer que prenderam a gente aqui? – perguntou ela parecendo confusa.

– E quem faria isso? – perguntei também confuso.

– Os marotos e a Lene. Foram eles que nos empurraram não foi? – perguntou ela com as mãos nos meu peito.

– Acredita que eu nem tinha pensado nisso… – eu respondi rindo. – Sabe… Aproveitando que estamos aqui… – comecei me aproximando ainda mais do rosto dela para beijá-la.

– Aí! Aí! Aí! – ela começou a gritar e a fazer a maior cara de dor.

Logo os marotos e a Lene surgiram de baixo da capa de invisibilidade e eu me levantei para ver o que estava acontecendo.

– O que foi? – perguntei me agachando ao lado dela.

– Nada… Era só para estragar o clima! – ela respondeu rindo.

– Estragar o clima? O que você fez com ela Tiago? – me perguntou a Lene divertida e confusa.

– Nada que eu queria. – respondi tentando parecer casual.

– Eu tenho o maior trabalho para deixar vocês naquela posição comprometedora e nem ao menos um beijo vocês dão? Isso não é justo! – reclamou o Sirius emburrado. – Você está muito lerdo meu amigo! – disse ele já me dando tapinhas me zoando nas minhas costas.

– Lerdo? – perguntei inconformado.

– Ele não é lerdo gente… Só um pouco mais devagar que os outros. – disse a Lily levemente vermelha.

– Eu escutei bem? A Lily acabou de passar uma cantada no Pontas! – disse o Remo rindo.

– Não foi bem assim… Eu só estava brincando. – ela disse toda vermelha.

– Você anda estranha! – disse o Pedro de repente.

Não resisti e dei um tapa na cabeça dele por ele ter falado aquilo para a Lily.

– Estranha como? – ela perguntou confusa.

– Ele só estava brincando Lily. – eu tentei consertar as coisas já que ninguém disse nada.

– Estou estranha Sirius? – ela perguntou me ignorando.

– Só um pouquinho de nada Lil. – ele respondeu antes de levar um tapa meu também. – Só disse o que ninguém teve coragem. – ele se explicou para mim.

– Não está estranha não Lily. – disse o Remo em meu auxilio.

– Não está estranha só está diferente. – disse a Lene.

– Não acho que estou estranha… Mas vocês não são os únicos que estão falando isso. Vou investigar isso depois.

– Você vai se investigar? – perguntou o Sirius rindo.

– Mais ou menos. – ela respondeu feliz da vida. – E cadê a cerveja?

– Parem tudo! Lílian Evans perguntando por cerveja? Alguém traga um psiquiatra! – brincou o Sirius fingindo estar preocupado antes de entregar uma garrafa para a Lily.

– Você não vai beber… – eu disse tirando a garrafa dela antes dela dar o primeiro gole.

– E posso saber por quê? – ela me perguntou levando as mãos na cintura irritada.

– Não quero que você fique bêbada de novo. – respondi quase em um sussurro.

– Não pense que eu não ouvi… – disse o Sirius para mim.

– E não pense que não vamos te zoar por isso mais tarde. – completou o Remo.

– Que fofo! – a Lily me zoou. – Não vou beber… Pai! – ela disse rindo.

– É Tiago… Tão novo e já é pai… – disse a Lene fingindo pesar.

– E ainda por cima da mulher que você mais ama… – disse o Sirius fingindo estar chateado.

– Pensei que a mulher que ele mais amasse fosse a tia Sara! – disse o Pedro confuso.

– Cala a boca Rabicho! – disseram Sirius e Marlene juntos.

Todos nós começamos a rir e o Pedro ficou sem entender nada. Aliás, o Pedro sempre fica sem entender nada.

Logo já estávamos todos indo dormir.

– Estive pensando… Que tal uma festa do pijama no sábado? – perguntou o Sirius com um sorriso enorme.

– E onde seria isso? – perguntou o Remo com um leve sorriso.

– No dormitório do Pontas e da ruiva… Onde mais seria? Lá é o único lugar que cabem todos sem aperto.

– Por mim fazíamos a festa amanhã mesmo. – disse a Lene.

– Sábado está ótimo. – disse o Remo sorrindo marotamente.

– Pedro? – perguntou o Sirius.

– Vai ter comida? – perguntou o rato.

– Vai, mas você não vai poder comer… Está em detenção ainda…

– Então não vou. – disse o Pedro.

– Vai sim. – disseram o Sirius e a Lene na mesma hora.

– Vocês dois são idênticos! – disse a Lily rindo.

– Eu sou de mais! – disse o Sirius com um sorriso gigante.

– O que disse? – perguntou a Lene fingindo não entender.

– Disse que eu sou de mais! – repetiu o Sirius.

– Ainda não ouvi… É Sirius quem manda ficar mentindo. – disse a Lene fingindo que não entendi o que o Sirius dizia por causa da detenção que ele não conseguia mentir para as mulheres.

– Engraçadinha… Eu não estava mentindo. – ele disse com um sorriso falso.

– Não para os seus ouvidos… Porque para os meus isso foi à maior mentira que já ouvi. – respondeu a Lene enquanto a Lily ria.

– Melhor irmos dormir! – disse a Lily de repente.

– Você não disse se topa fazer a festa. – disse o Remo.

– E nem o Tiago. – ela rebateu.

– Pois por mim faríamos agora mesmo. – eu disse sem demora.

– Lily…? – perguntou a Lene.

– Certo… Se é para o bem geral do grupo… Eu aceito! – ela respondeu.

– Poderíamos fazer uma votação dessas para o namoro dela e do Pontas.. Quem sabe ela responda a mesma coisa… – começou o Sirius.

– Ignorem o cachorro sem coleira. – eu disse interrompendo o Sirius.

– Cachorro sem coleira? Quem te disse que eu não tenho coleira? – perguntou o Sirius fazendo a maior cara de inocente.

– Você tem coleira Six? – perguntou a Lene rindo.

– Claro que tenho. Só que a coleira não tem dono ainda. – ele respondeu com um sorriso enorme.

– Ignorem isso também. – disse o Remo rindo.

– A conversa esta boa, mas vamos dormir… – chamou a Lily.

– Mas já ruiva? – perguntou o Sirius com um bico.

– Já. Todos para a cama. E você também Tiago! – ela disse me puxando pela camisa.

– Mas por quê? Está cedo… – eu disse.

– Cedo mesmo… Uma hora da manhã… – ela disse conferindo o relógio de pulso.

– Todos para a cama! – eu disse imitando a Lily

– Eles já estão até combinando… – disse o Sirius emburrado se levantando para ir para o dormitório.

– Boa noite para vocês e durmam em camas separadas. – brincou o Remo subindo as escadas.

– Não se preocupe com isso Reminho. – disse a Lily com voz de bebê.

– Por quê? Seria tão bom desobedecer ao Aluado… – eu disse inocentemente.

– Vou fingir que não escutei isso… – a Lily me disse.

– Por que Lily? Não seria divertido? Eu iria te esquentar, você teria proteção… – eu comecei dizendo enquanto seguia ela para o dormitório dos monitores.

– Proteção contra o que? Monstros em baixo da cama? Vai dormir Potter! – ela me disse rindo.

– Lily… – chamei quando ela chegou na porta do quarto.

– O que foi agora Tiago? – perguntou ela se virando para me encarar cansada.

– Por que aceitou fazer a festa? – perguntei.

Não resisti, eu estava curioso para saber o motivo.

– Boa pergunta… Não sei! – ela disse parecendo bem sincera e pensativa.

Logo a Lily balançou a cabeça parecendo espantar algum pensamento.

– Boa noite Potter! – ela me disse entrando no quarto.

– Boa noite Lírio. – respondi também.

Logo em seguida fomos dormir.

O dia seguinte chegou rapidamente, acordei e fui acordar os marotos no dormitório deles.

O que foi a pior coisa que você fez naquele dia!

Melhor você quer dizer…

Fui para quarto dos desocupados dos marotos e como de costume, acordei o Remo com um balde de água fria, e com o humor lupino que o Remo já estava foi ainda mais divertido.

– Seu filho da p*** – gritou o Remo assim que joguei a água gelada nele.

– Bom dia para você também. – eu disse sorrindo enquanto ia para a cama do Pedro com um bolinho na mão.

Logo o Rabicho pulou da cama e foi em direção ao bolinho que eu na mesma hora coloquei na boca e comi… Ele estava muito bom!

O Pedrinho ficou irritado e saiu me xingando rumo ao malão dele para pegar o uniforme.

Com o Sirius é sempre mais legal…

Ele quis dizer pior… Ele abusa da minha inocência!

Que inocência?

A minha…

Nessa ninguém cai Sirius!

Fui até a cama do Sirius coloquei um ursinho de pelúcia cor de rosa da Lily nos braços dele.

– Isso ficou bem gay! – disse o Remo assim que saiu do banheiro e viu a cena.

– Eis a intenção! – eu respondi marotamente.

Depois do ursinho devidamente abraçado eu arrumei o cabelo do Sirius (que já é enorme), a Marlene tinha me ensinado um feitiço para deixar o cabelo liso… Então foi o que eu fiz com o Sirius… Ele ficou com cabelo parecendo de japonês, lisoooo.

Por que não pular essa parte da história?

Por que é uma das partes mais legais!

Não sei por que ainda pergunto!

Por que você gosta de levar foras…

Eu? Desde quando?

Desde que você começou essa detenção… Fica mentindo para as meninas e apanhando por aí!

Que calunia!

Calunia Almofadinhas? Quem é o maroto mais mentiroso? Sirius Almofadinhas Black!

Depois do cabelo do Sirius ficar igual à vaca lambeu e fui para a terceira parte do plano: a maquiagem.

E para que aja perfeição eu tive que apelar.

– Lene! – chamei.

– Já peguei tudo Ti! – disse ela entrando rindo no quarto.

– Vão mesmo fazer isso com ele? – perguntou o Remo curioso.

– Não tenha duvidas. – respondemos juntos.

Todos pensando que o Remo iria dar um sermão de meia hora…

– Vou buscar a maquina fotográfica. – ele disse se colocando de pé.

– Não precisa. A Lily já foi buscar. – eu respondi marotamente.

A Lene arrumou o Sirius muito bem. Uma maquiagem clara, sombra rosa, um tal de blache, lápis no olho, até um troço para deixar os cílios maiores ela passou. Como era o nome? Lembrei: Rimel!

– Ficou perfeita a maquiagem Lene. – disse o Remo observando o Almofadinhas dormir. – Perfeito para uma mulher. – completou rindo.

– Cheguei! Já posso tirar a foto? – perguntou a Lily entrando no quarto sem cerimônia.

– Ainda não! – eu respondi marotamente.

– Já fizemos tudo que tínhamos combinado… – disse a Marlene.

– Mas tive outra idéia… – eu disse sorrindo.

– Esse sorriso… Ele vai aprontar! – disse a Lily para o Remo.

– Como sabe do meu sorriso? – perguntei para perturbá-la.

– Ela repara muito em você! – respondeu a Lene antes de começar a rir da cara da Lily.

– Sabendo Potter! Agora apronte logo com o Sirius que eu quero ir comer… – disse a Lily revirando os olhos.

– Só mais uma coisinha Lily! – eu disse pegando a varinha de dentro das vestes.

– Não vai molhá-lo… – pediu a Lene.

– Não… – eu respondi antes de lançar meu querido feitiço.

Meu pai é um gênio… Só ele para me passar feitiços bons como esses.

– O que vocês fez? – perguntou o Remo confuso.

– Nada demais a não ser que ele não vai conseguir largar o ursinho e muito menos tirar a maquiagem nas próximas vinte e quatro horas. – respondi rindo como maluco.

– Coitado do meu ursinho… O Sirius vai infectá-lo com perfume barato de mulher… – reclamou a Lily fazendo a maior cara de choro fingido.

– Quem terá as honras de acordá-lo? – perguntou a Lene empolgada.

– A honra é toda sua. – respondi sorrindo vendo a Lily fazendo sinal para que eu deixasse a Lene acordar o Sirius.

Pelo bem da minha reputação: pulem a história para a festa do pijama!

Nem pensar!

No momento seguinte a Lene lançou um tarangarela no Sirius que acordou irritado e rindo sem parar.

– Vocês… Me… Pagam… Desfaçam… O… Feitiço! – dizia o Sirius rindo de se acabar.

– O que foi? Ficou com raiva Six? – perguntou o Lene rindo.

– Claro que ele não está com raiva… Ele esta rindo! – disse o Remo sufocando risos.

– Já foi o suficiente galera. – disse a Lily sem graça (que ela não escute) desfazendo o feitiço do Sirius.

– Obrigado Lily, mas que palhaçada é essa? – ele perguntou assim que se olhou no espelho. – Sai! – gritou ele sacudindo a mão tentando se livrar do ursinho.

– Não adianta que o Ted não vai te soltar hoje… Aliás, você é que não vai soltar ele! – disse a Lily rindo sem parar.

– Lily… Eu vou matar você ruiva! – gritou o Sirius vermelho de raiva e correndo em círculos atrás da Lily no quarto.

Depois de alguns minutos correndo no quarto o Sirius foi para o banheiro, mas instantes depois ele gritou de novo:

– Quem fez isso com o meu cabelo? Tirem isso agora! – gritou ele abrindo a porta furioso e com os cabelos e o rosto molhado.

– O cabelo não fui eu! – a Lene se apressou quando o Sirius foi na direção dela.

– Mas a maquiagem foi não é? – perguntou ele parando na frente dela enfurecido.

– A maquiagem sim, mas veja como ela está linda… – disse a Lene mostrando um pequeno espelho para o Sirius.

– Marlene eu te perdôo se você tirar essa porcaria da minha cara e dizer quem fez isso com o meu cabelo.

– Não adianta Six… Sei que você não vai me perdoar tão fácil… E não vou tirar a maquiagem… Deu o maior trabalho para fazer.

– Quando eu te pegar vou pintar você de palhaça! – gritou ele furioso indo atrás dela, e a perseguição começou novamente.

– Dá para pararem de correr? Vão desmanchar o cabelo do Sirius! – disse o Remo abafando um riso.

– Foi você seu lobo trapaceiro! – disse o Sirius se virando para o Remo na mesma hora.

– Eu? Eu o que?

– Meu cabelo! Meus lindos cachos irresistíveis! – disse Sirius fazendo o maior drama!

– Ficou bem melhor liso! – disse o Remo rindo.

– Veja o lado bom Almofadinhas… Se você matar o Pontas vai estar se vingando por que o plano foi dele! – disse o Pedro finalmente levantando da cama e acabando com a graça de ver o Sirius zangado.

– Tinha que ser o chifrudo para fazer uma coisa dessas… – disse o Sirius se virando para mim.

– Cervo! – eu disse rindo.

– Aproveite seus últimos minutos vivos… – ele disse vindo na minha direção.

– Você nunca me pegará em vida e sabe disso. – eu disse dando um passo para trás.

– Mas eu tenho um refém! – disse o Sirius com um sorriso diabólico.

– Refém? Conta outra! – eu disse nem ligando.

– Diga tchau para a sua ruiva Pontinhas! – disse o Sirius com a varinha apontada para a Lily.

– Você não… – eu comecei.

– Faria sim! – ele completou.

– Você venceu. Abaixe a arma e vamos entrar em um acordo! – eu disse me dando por vencido.

– Quero falar com o veado sozinho! – disse o Sirius no instante seguinte.

– Tchau! – disseram todos antes de sair.

– Foi bom te conhecer! – disse a Lene fazendo drama antes de sair.

– Fui! – disse a Lily saindo depois que todos os outros já tinham saído.

– Você fica mocinha… Como vou fazer uma chantagem no seu namorado se você não estiver aqui? – disse o Sirius irritado com as varinhas apontadas para a Lily – a minha varinha e a dele. – E mão para cima. Qualquer movimento em falso e você pode se machucar. – ele disse diabolicamente.

Vi a Lily olhar para mim sem entender.

Ela nunca tinha visto o Sirius nervoso… Sabe é bem engraçado, ele fica perigoso e chato ao mesmo tempo.

Nunca mexa com um Black irritado…

Exatamente… Não mexa comigo… Eu sou do mal!

… Do mal? Eu estava falando para não mexer com você se não você poderia sair chorando!

Não teve graça!

Voltando a MINHA história:

Estávamos nós três no quarto. O Sirius extremamente irritado e com cara de uma menininha indefesa. A Lily com as mãos para cima assustada, e eu o meio do fogo com um Sirius irritado querendo vingança e uma Lily que iria com toda certeza me matar assim que aquela situação terminasse.

Graças a Merlin eu errei nas previsões. A conversa com o Sirius foi mais ou menos assim:

– Só por segurança… Não quero nenhuma ruiva tentando me passar à perna! – disse o Sirius amarrando a Lily com cordas que ele conjurou.

– Dá para me soltar Sirius? A brincadeira já acabou! – disse a Lily já nervosa.

– A brincadeira de vocês acabou, mas a minha está começando e vou me vingar de cada um… E vou começar pelo meu casal preferido…

– Não somos um casal. – disse a Lily emburrada.

– Pois agora são! – gritou o Sirius nervoso.

– Se você parar de gritar talvez possamos chegar em um acordo! – eu disse calmamente.

– Que tipo de acordo? Eu tenho sua varinha e sua garota… Você vai me dar o que em troca? – perguntou o Sirius rindo debochadamente.

Ele precisava ficar me zoando naquela hora tão critica? Até a Lily abafou risos!

– Posso desfazer o feitiço e você se livra dos apetrechos que colocamos em você. – eu disse pensando rápido.

Pelo visto o pensamento do líder dos marotos é lerdo…

– Vou ficar com eles o dia inteiro se preciso, mas vocês vão se arrepender desse dia… – disse o Almofadinhas marotamente.

– Fala logo o que você quer que quanto menos demorar mais chances eu tenho de morrer sem dor. A Lily vai me matar! – eu disse entediado.

– Como acertou seu destino? – perguntou a Lily rindo com um sorriso cínico no rosto.

– Eu faço o melhor possível para prever seus atos querida. – eu respondi sorrindo gentil.

– Evans! – ela disse nervosa.

– Ela não se cansa de lutar contra seus sentimentos por mim… – expliquei para o Sirius enquanto ele revirava os olhos entediado.

Claro que estava entediado… Você sempre diz a mesma coisa!

Mas voltando ao plano diabólico de vingança do Sirius:

– Dá para pararem de discutir aí? O cara do mal aqui sou eu! – disse o Sirius pedindo atenção.

– Fale logo o que você quer para soltar a Lily… – eu disse no instante seguinte.

– Eu a quero… – disse o Sirius com a maior cara de safado.

– Encoste um dedo nela e mato você! – eu disse nervoso.

– E o chato vira um herói de um instante para o outro. – brincou a Lily.

– Vamos parar de conversa e ir direto ao ponto? Sabe, eu tenho que tramar muitas vinganças em um único dia e vocês vão me ajudar… – disse o Sirius apressado e com um sorriso gigante no rosto.

– Fala logo Sirius… Eu já estou com fome…

– Mulheres só pensam em roupas e comida! – reclamou o Sirius. – Mas já que você está com fome eu tenho uma coisinha aqui para você beber… Eu estava guardando para uma ocasião especial, mas agora tive uma idéia bem melhor.

– Ela não vai beber poção nenhuma… Sua vingança é comigo e não com ela. – eu disse entrando em defesa da Lily.

– Que fofinho ele tentando me defender… – disse a Lily com um sorriso fraco.

– Ai, já vai começar… Ela vai beber sim… Ela que colocou esse urso ridículo comigo. – disse o Sirius entediado mostrando o urso que não saia da mão dele.

– Ele não é ridículo… O Ted é fofinho! – disse a ruivinha sorrindo para o ursinho. – Ele não é fofo Tiago?

E ainda sobra para mim… E eu vou discordar? Ela já estava com raiva o suficiente.

Mas admitiu que é veado na hora que concordou com a Lily.

Claro que não!

Claro que sim!

Até tu Brutos?

– É uma graça Lily. – eu concordei tentando parecer convincente.

Foi muito convincente. Até eu acreditei que você estava dizendo a verdade, e foi o que me fez ter outra idéia

– Isso foi à coisa mais gay que já vi! – disse o Sirius fazendo uma careta. – Vamos lá ruiva… Abra a boca… – disse o Sirius se aproximando da Lily com um frasquinho na mão vaga.

– Nem morta! – ela disse virando a cara.

– Eu tomo no lugar dela. – eu disse no instante que o Sirius começou a fazer cócegas na Lily e ela abriu a boca para rir.

– Não é que as coisas estão ficando interessantes? – disse o Sirius largando a Lily.

– Então, vai deixá-la em paz? – eu perguntei ignorando o comentário dele.

– Te dou a opção de escolha Pontas… – disse o Sirius pegando mais um frasquinho. – Você pode escolher qual dessas poções ela vai tomar. – ele disse sorrindo e mostrando os dois frasquinhos. – O legal é que você não é muito bom em poções e não sabe que poções eu tenho aqui.

– Mas a Lily sabe… – eu disse.

– Mas a Lily não vai dizer nada. – disse o Sirius antes de lançar um feitiço silenciador na ruivinha.

Olhei para a Lily meio que pedindo ajuda, mas ela fez a maior cara de triste para mim, acho que disse que não pode ajudar.

– Você tem menos de um minuto para escolher, ou quem escolhe sou eu.

– E se eu me recusar a tomar?

– Não se esqueça que tenho suas melhores armas: sua ruiva e sua varinha. Qual é mais importante para você? Eu posso quebrar a varinha ou machucar a ruiva.

– Você não seria capaz de nada disso… – eu disse sem certeza

– Não se esqueça que o sangue dos Black corre nas minhas veias. – respondeu o Sirius com a voz enigmática.

– Não vou deixar você fazer nada… – eu disse na mesma hora.

– Quero só ver… – ele disse rindo debochadamente.

Na hora que eu dei um passo a frente à Lily fez eu não com a cabeça.

– Certo… Vou escolher a poção… – e disse indo mais perto dos frascos.

Olhei para a Lily pedindo ajuda com as poções, mas o Sirius se colocou na frente tirando meu campo de visão com a Lily.

– Você não faz idéia de que poções têm aí. – disse o Sirius rindo.

– Que tal um acordo? – eu propus.

– Qual? – o Sirius se mostrou interessado.

– Te ajudamos a se vingar dos outros se revelar o que tem nas poções. – eu propus quem sabe desse certo.

– Que tal vocês me ajudarem e eu revelar uma das poções? – propôs o Sirius.

Proposta ruim para nós, mas melhor do que não saber nada.

Olhei para a Lily para ver se ela concordava. Ela fez que sim com a cabeça.

– Acordo fechado! – eu disse confirmando o trato.

– Certo. Boa escolha. – disse Sirius feliz da vida. – Escolha um frasco que digo o que tem nele.

Fiquei olhando para a Lily enquanto ia pegar frasco, ela meio que fez que não quando eu fui pegar um deles, então peguei o outro e ela sorriu.

– Boa escolha! Claro que a ruiva ajudou, mas foi uma boa escolha. – disse o Sirius sorrindo. – Essa poção vai deixar a pessoa sem conseguir falar durante vinte e quatro horas. – disse o Sirius indicando o frasco na minha mão. – Quem tomará esse?

– Eu… – comecei, mas a Lily fez que não com a cabeça. – A Lily toma. – eu disse sem escolha.

– Que pena. Seria muito bom ver você sem conseguir falar o dia inteiro. – disse o Sirius pegando a poção da minha mão para dar para a Lily.

– Não vou poder nem escutar a voz dela antes da poção? – eu disse chateado.

– Claro que não. E aí está a graça! – respondeu o Sirius antes de dar a poção para a Lily. Como se sente ruiva? – e soltou as cordas.

Ela fez um OK com a mão para nós.

– Só falta você tomar a sua poção Pontinhas… – disse o Sirius sorrindo – E a Lily me doar um fio de cabelo dela…

– Fio de cabelo? – perguntei confuso enquanto a Lily se afastava do Sirius com receio.

– Não adianta fugir ruivinha… Só quero um fiozinho… Nem vai doer! – disse o Sirius me ignorando e indo atrás da Lily que se escondeu atrás de mim.

– Ei! Para que quer um fio de cabelo dela? – perguntei quando a Lily me segurou pela camisa se escondendo em minhas costas.

– Para colocar na poção… – respondeu o Sirius na maior cara de pau.

– Não é uma polissuco, não é? – perguntei preocupado.

– Seu namorado é burro! – disse o Sirius balançando a cabeça negativamente para a Lily.

Ela mexeu os lábios querendo falar alguma coisa bem séria, mas não entendi muito bem, pois o Sirius nos distraiu pegando um fio de cabelo da Lily e ela colocou a mão na cabeça fazendo uma careta de dor.

– Deve ter doido! – eu disse vendo a cara da Lily.

Ela disse que sim com a cabeça.

– Aqui está a poção… Beba! – Disse o Sirius me entregando à poção.

– Olha lá o que você vai fazer… – eu disse pensativo olhando para a poção.

A Lily pegou a poção e enfiou na minha boca revirando os olhos.

– Até a Lily já cansou de você reclamando da poção.

– Agora que eu já tomei essa coisa posso saber o que é? – perguntei emburrado.

– Uma veritaserum um pouco diferente. – respondeu o Sirius com um sorriso gigante nos lábios.

– Diferente como? – perguntei preocupado.

– Você tomou uma poção da verdade que só não funciona quando for para falar alguma coisa da Lily. – respondeu o Sirius sorrindo.

– Não entendi! – eu disse confuso.

A Lily ergueu as mãos para o alto com uma cara de tédio.

– Acho que ela está me zoando! – eu afirmei olhando a cena.

– Ela está te zoando… – respondeu o Sirius rindo.

A Lily concordou na hora.

– Tudo que você quiser falar para a Lily e com a Lily a poção não vai funcionar… – explicou o Sirius.

– E posso saber o porquê disso agora? – perguntei ainda sem entender.

Mas como é lerdo!

Não sou lerdo!

Ele é um veado lerdo!

Engraçadinho

– Para você não ter a chance de se declarar pela milésima vez e a Lily se estressar… Vai ser bem mais divertido você não mentindo para ninguém só para a Lily. – disse o Sirius rindo como louco.

– Não achei graça! – eu disse emburrado.

– Mas eu achei! – disse o Sirius ainda rindo.

– E lá vamos nós três enfrentarmos o longo dia! – eu disse abrindo aporta para um homem vestido de mulher (Sirius), uma muda (Lily), e um azarado que só fala a verdade (eu).

Fomos para a mesa do café da manha e nos encontramos com o resto da turma que ria sem parar, no mínimo estavam rindo da cara do Sirius.

– Estamos vendo que o Tiago salvou a Lily. – disse o Remo se segurando para não rir.

A Lily fez um gesto com a mão dizendo “mais ou menos”

– Como assim mais ou menos? – perguntou a Lene quase engasgando com o suco.

– Ela está sem voz. – eu respondi me sentando.

– Lily Evans não dará um grito com ninguém hoje? – perguntou o Remo zombeiro – Vai chover!

A Lily mostrou a língua para o Remo, e acreditem foi uma cena muito engraçada e nem eu e nem o Sirius nos agüentamos e começamos a rir.

Apesar de que o salão estava rindo da cara do Sirius, a Lily nem se importou, só conjurou uma seta cor da rosa de estrelinhas na cabeça do Sirius. Foi uma cena quase de desenho animado, aquela seta ridícula e rosa na cabeça dele fazendo o salão inteiro cair na gargalhada.

Só quero ver como vai ser na próxima aula… Transfigurações… A Minerva vai xingar todo mundo… A Lily sem falar, o Sirius de mulher, e se ela me perguntar alguma coisa e eu dizer a verdade… Xiii… Não vai dar certo…

Irá ser a aula mais engraçada a história de Hogwarts!

Exagerado!!!

Ele quis dizer a pior aula de Hogwarts!

Logo após a sessão risos no café da manhã fomos direto para a aula da Minerva:

– Bom dia, abram o livro na pagina 59 e Evans pode começar lendo. – disse a professora assim que se transformou de gata para mulher.

– Professora a minha querida ruivinha acordou sem voz, acho que ela está até com alguma inflamação na garganta! – eu disse de imediato.

– Pensei que ele só falaria a verdade hoje! – ouvi a Marlene cochichar com o Sirius.

– E pode mentir se for com relação à Lily. – explicou o Sirius.

– Que mancada! – disse a Lene triste.

– Eu tinha que me vingar. E não pense que você vai escapar.

– Já que a senhorita Marlene está tão a fim de falar, pode ler no lugar da senhorita Evans, e na minha aula não aceito esse tipo de brincadeiras senhor Black. O senhor está suspenso da minha aula e cumprirá detenção hoje à noite.

– Eu mato vocês! – o Sirius disse se levantando emburrado da sala, mas foi inevitável começar a rir, sorte que eu não fui o primeiro.

– Do que esta rindo senhor Pettigrew? Quer cumprir detenção com seu colega? – perguntou a Minerva nervosa para o Pedro que parou de rir na mesma hora.

A aula fui muito cansativa… A Lily ficou fazendo exercícios comigo, mas como ela não podia falar e não estamos tão bons em feitiços não verbais eu quase que fiz o trabalho sozinho.

É para você aprender a não me deixar sem voz mais!

Reclamou a Lily em um pedaço de papel quando estávamos saindo da aula e eu estava reclamando pela décima vez que estava cansado.

Bom vou parar de narrar o dia por aí… Sabem foi bem cansativo ficar dizendo a verdade toda hora, e a Lily sempre que queria falar alguma coisa enfiava um caderno na nossa cara com alguma coisa escrita, até a Lene se estressou:

– Dá para parar com essa droga de caderno? Na próxima eu jogo fora! – gritou ela assim que chegamos ao salão comunal, fazendo os poucos presentes nos observarem.

– Calma Lene! – pedi vendo a Lily ficando vermelha.

Se eu pudesse falar eu… arg!

– Vamos deitar Lily, assim esse tormento termina logo. – eu sugeri.

– Não vão se deitar antes do Tiago se declarar formalmente a Lily. Você está com uma veritaserum temos que aproveitar. –disse o Remo.

– Já pensei nisso. Não vai adiantar. Ela não vai acreditar. A poção não funciona com ela. – eu expliquei chateado enquanto a Lily dava de ombros.

– Só irá funcionar com a Lily se a própria fizer a pergunta. – disse o Remo pensativo.

– Escreva aí Lily. Pergunte para o Tiago se ele te ama e finalmente você vai escutar e acreditar que é verdade. – disse a Marlene empolgada.

A Lily revirou os olhos entediada e se jogou deitando no sofá na minha frente.

– Já vi que isso foi um não! – disse a Lene emburrada.

– Não adiantaria. Ela teria que falar com a própria boca… Temos que dar um jeito dessa poção da Lily não funcionar. Ninguém sabe como tirar o efeito? – perguntou o Remo ainda pensativo.

– Eu nem ao menos sabia que dava para fazer isso com uma veritaserum. – eu admiti sem querer.

– E mais uma confissão comprometedora de Tiago Potter! – brincou a Lene.

– Odeio essa droga de poção! – reclamei.

– Também… Quem não odiaria a poção depois de admitir para a sua ex que nunca a amou de verdade e que só estava com ela por que estava entediado. Aliás, aquele tapa deve ter doido muito. – disse a Lene se segurando para não rir e se lembrando da cena que tinha acontecido mais cedo.

– Ela não tinha nada que perguntar uma coisa dessas… – eu reclamei.

Você é um mentiroso! Foi bem feito o tapa!

– Vejo que alguém aqui está com ciúmes… – comentou a Lene fingindo estar distraída e falando consigo mesma.

– E eu vejo que alguém mais vai apanhar se continuar falando a verdade. – disse o Remo para a Lene.

– Só porque o Tiago levou um belo tapa hoje cedo por falar a verdade? – brincou a Lene.

– O tapa doeu sabiam? – eu perguntei emburrado.

– Mas era para doer… Você disse para a sua ex que estava com ela por que estava entediado e precisava se distrair com alguma coisa… Queria que a menina fizesse o que? Te beijasse? – perguntou a Lene.

– Não seria má idéia… Aliás, quem mandou ela perguntar uma coisa idiota dessas sabendo que eu estava com uma veritaserum? – perguntei tentando me justificar, mas não deu certo.

-Ela perguntou justamente porque você não poderia mentir. – respondeu o Remo.

– O tapa foi maravilhoso, ficou até marcado os dedinhos da pequena loirinha… – disse a Lene simulando um tapa.

– Põe pequena loira nisso. Não sei como você conseguiu ficar com uma menina do segundo ano, e detalhe, ela estava no primeiro quando vocês estavam juntos. – reclamou o Remo.

– Por isso mesmo… A coitada não conhecia a fama do Tiago. – rebateu a Lene me difamando.

– Ela que me deu mole! Eu não precisei ir atrás dela… – eu reclamei em minha defesa.

– Como se todos já não soubessem que o Tiago fica com outras para esquecer a ruiva. – reclamou o Rabicho.

– Cala a boca Rabicho! – eu reclamei.

– Ouviu só Lily? Isso foi uma confissão formal do maroto mais desligado… Se o Pedro percebeu que o Tiago te ama, por que você não pode? – perguntou a Lene nada discreta.

Vocês são uns bobões!

– Não somos! – respondemos ao ler o recadinho da Lily.

A ruiva mostrou a língua, deu um tchau com a mão e saiu rumo ao salão dos monitores.

– Vou imitá-la… Amanhã teremos a festa do pijama e vamos dormir beeeem tarde! – eu comentei com um enorme sorriso.

– Bem lembrado! – disse o Remo já se levantando para ir dormir.

– Vou ficar mais um pouco. – disse a Lene vendo que nós dois olhávamos para ela. – Tenho coisas a resolver. – concluiu vendo que estávamos desconfiados.

– De boa noite ao Sirius por mim. – eu disse, mas juro que não era a minha intenção.

Na manhã seguinte eu acordei em cima da hora e para a minha alegria eu já conseguia mentir. Assim que sai do quarto dei de cara com a Lily escrevendo um bilhete.

– Não recuperou a voz ainda? – perguntei confuso.

– Graças a Merlin minha bela voz está de volta. Estava escrevendo isso para você! – ela disse jogando o bilhete fora.

– Era uma carta de amor? Eu nunca recebi uma feita por você… – eu brinquei.

– E nunca vai receber… – ela disse irritada, mas logo voltou ao normal. – Era para avisar que teremos reunião de monitores chefes hoje de noite.

– Mas e a festa? – perguntei chateado.

– Começara sem nós. Só chegaremos um pouco mais tarde. – ela respondeu já pegando a mochila.

– Já sabe onde irá ser a reunião?

– Sala de poções… – ela respondeu entediada – Pelo que o Victor falou, foi à vez dos sonserinos escolherem o lugar.

– Você ainda fala com aquele idiota? – eu deixei escapar irritado.

– Ele é um idiota que serve para alguma coisa! – ela respondeu antes de sair levemente vermelha da sala. Será que foi algum tipo de indireta?

Sempre é!

Nem sempre…

Fui tomar meu café tentando não pensar no que a Lily me disse. Sério, fiquei sem entender.

O que não é novidade… Você deveria ser loiro… Tão burrinho!

Não me compare ao Malfoy… Aquele loiro aguado… Sou moreno com muito orgulho!

Eu sou loiro e não sou burro… Olha o preconceito!

Como o Remo é modesto…

Obrigado!

Ignorando mais uma das brigas marotas e voltando a minha história:

Depois do café fomos direto para a aula de DCAT, a melhor aula do castelo, ou seria se eu não tivesse feito grupo com o Sirius incluído nele!

Que injustiça… Eu é que ajudei o grupo!

Você só atrapalhou.

Como bom amigo não vou deixar você mentir para tantos leitores… Eu sou o melhor da turma e não precisa ser modesto quanto a isso…

Ignorando mais um ataque da pessoa mais modesta e verdadeira da Terra e voltando a minha narrativa:

Porque será que você sempre ignora as minhas verdades?

Será que é porque não são verdade?

Mas é claro que são…

Não vou discutir!

O grupo de DCAT era de quatro pessoas e não sei ao certo, mas o Sirius deu um jeito de ficarmos apenas a Lily, ele e eu, afinal tínhamos número impar na sala e um grupo seria mesmo de três pessoas.

Eu sei que sou demais!

Ignorando o Sirius novamente…

Começamos o trabalho normalmente, nossa tarefa era camuflar alguns objetos e um ao outro, não era tão difícil se o Sirius não tivesse parado o trabalho na metade para falar do seu plano de vingança.

– Já sei como vou me vingar do Remo e da Lene, e vocês dois vão ajudar.

– Não quero me envolver com isso. – respondeu a Lily mudando o cabelo do Sirius.

– Vamos lá ruiva… Você está me devendo uma…

– Não estou. Já tomei aquela poção. Você não faz idéia de como é ficar sem voz um dia inteiro. – ela reclamou aborrecida.

– Pare de reclamar… Quando vocês escutarem a minha idéia… – disse o Sirius misterioso.

– Então fale logo porque você está atrapalhando o trabalho, Almofadinhas. Melhor, fale depois.

– Sem chance… Preciso que os dois me ajudem durante o almoço. – respondeu o Sirius na mesma hora.

– Não dá Sirius. Eu tenho que passar algumas coisas para o Potter. – disse a Lily após alguns segundos.

– Pensei que você tivesse uma desculpa melhor, desde quando Lily Evans preferiria ficar ao lado do Pontas ao me ajudar? – perguntou o Sirius convencido.

– Desde do momento que ficamos íntimos. – eu respondi abraçando a Lily pelos ombros, e ela nem me bateu.

– Não era para contar agora Tiago! Já disse que era para ficar só entre nós até que eu me acostumasse com a idéia. – respondeu ela parecendo nervosa e me abraçando pela cintura, e que abraço quente e gostoso!

– Mas pensei que Sirius pudesse saber Lily… – eu disse parecendo chateado.

– Mas o Sirius vai acabar contando para os outros marotos, e logo todos vão estar sabendo. – reclamou a Lily.

Foi nessa hora que percebi a cara de espanto enorme do Sirius, os olhos arregalados e a boca aberta faziam contraste com o cabelo arrumado.

– Ele não vai contar… Confio nele… Que tal um encontro mais tarde, só nós dois? – eu perguntei. Afinal, não custava arriscar, quem sabe ela nem perceba e aceite.

– Não tente me enrolar… – ela disse no momento seguinte me soltando. – Não vou sair com você Potter! – ela completou fazendo o Sirius mudar de espantado para confuso.

– Vocês não vão me enganar falando que estão juntos… – disse o Sirius se recompondo.

– Já enganamos Sirius, mas diga logo o que você quer e vamos terminar esse trabalho – respondeu a Lily abraçando o Sirius pelo ombro.

– Senhorita Evans decida com qual dos dois você quer namorar, mas vão namorar fora da minha sala. – disse o professor.

A turma explodiu em risos e a Lily de vergonha. Ela foi passando de rosa para vermelha e roxa em instantes. Logo eu tive que lhe buscar água.

Depois desse incidente Sirius e eu tivemos que terminar o trabalho sozinhos, pois a Lily já não estava mais em condições e foi tomar uma água com açúcar (acho que foi isso que ela disse que iria fazer), para melhorar.

Lily e eu passamos o intervalo longe da turma, pois estávamos por incrível que pareça tentando ajudar o Sirius com a vingança dele… Mas até que foi divertido, para não estragar a surpresa, vou contar só um pedaço, a pessoa que esta envolvida que vocês vão saber mais tarde eu vou chamar de bombom. Ok?

– Olha ali Tiago. Vamos… – me disse a Lily me puxando pelo braço.

– Com foi mesmo que o Sirius nos convenceu disso? – perguntei antes de ir atrás do bombom.

Fizemos o bombom parar para conversar:

– Já tem uma resposta? – perguntou a Lily. (É que havíamos mandado uma coruja falando o que queríamos para encurtar a conversa e ninguém escutar).

– Não sei ainda. – respondeu bombom.

– Você vai gostar. – eu disse com uma voz bem sexy, mas logo tirei a pose e fingi estar entretido com algumas pedras quicando no lago porque a Lily me olhou de um jeito…

– Vai ser divertido. Vai ter comida de graça, marotos pagando micos, essas coisas… – disse a Lily sorrindo sedutoramente.

Sedutoramente?

Para min era!

Agora que já deixei todos os leitores curiosos eu posso pular um pedaço daquele dia e ir direto para a parte que interessa, quando a reunião dos monitores estava no final:

– Ainda acho melhor fazermos do jeito que… – estava falando o Ranhoso quando eu o interrompi.

– Vamos parar com essa discussão chata Ranhoso. Todos aqui temos mais o que fazer. Somos seis contra dois nessa decisão. Já estamos acertados. – eu respondi já cansado.

– E quem te nomeou líder Potter? – perguntou o Seboso irritadinho.

– Eu o nomeei. Alguma coisa contra Snape? – perguntou a Lily se colocando em minha defesa.

– Não acredito que vai ficar do lado do Potter… – começou o Ranhoso a reclamar com a Lily.

– Até eu já cansei. Já está decidido. A maioria venceu. Vamos mudar logo o cabeçalho do relatório dos professores. Isso não é uma coisa que deveria ter demorado tanto a decidir. – reclamou o Victor.

– Reunião encerrada por hoje monitores. Já tivemos brigas demais por uma única noite. – disse o professor de poções vendo eu e o Victor nos estranharmos e a Lily com o Snape.

Logo em seguida todos nos levantamos, exceto a Lily que já estava de pé, que lindo ela me defendendo.

Que gay você falando uma coisa dessas em publico!

Não perturbe!

– Vamos logo Tiago. Temos mais o que fazer. – disse a Lily me puxando pelo braço, mas quando estávamos saindo da sala o Victor puxou ela pelo braço.

– Você sabe que eu fiz aquilo por você… – ele disse

– Aquilo o que Victor? – perguntou a Lily.

– Aquilo de defender o Potter. – respondeu o Victor meio chateado.

– Me desculpe Victor, mas tenho uns assuntos para tratar com o Potter ainda hoje e estou caindo de sono. Conversamos outro dia. – respondeu a Lily bocejando.

– Amanhã pode ser? – ele perguntou insistindo no assunto.

– Claro. Logo cedo no café da manhã. – ela respondeu com um sorriso fraco e logo nos afastamos.

– Se está com tanto sono assim eu posso… – comecei.

– Não estou com sono Potter, só disse aquilo para que ele saísse do meu pé. – respondeu a Lily ainda de mãos dadas comigo. Acho que ela nem havia percebido esse detalhe ainda.

– Temos que passar na cozinha ou os marotos iriam fazer isso? – eu perguntei para distraí-la.

– Até onde eu me lembro o Sirius iria dar um “jeitinho” na comida. – respondeu a Lily rindo distraída. – Vamos pegar o bombom? – ela perguntou após parar de rir.

– Vamos. Já até estamos atrasados.

Fomos conversando sobre a reunião e sobre a festa do pijama até chegarmos ao salão comunal e nos encontrarmos com o bombom lendo um livro.

– Pensei que vocês tinham desistido! – disse o bombom fechando o livro ao nos ver.

– Acha que iramos desistir depois de todo o trabalho que tivemos para te convencer? Nem pensar. – eu disse rindo.

– Vocês finalmente fizeram as pazes e estão juntos? – perguntou bombom apontando para as nossas mãos que ainda estavam seladas.

A Lily ficou vermelha e logo soltou a mão.

– Vamos entrar então? Temos que trocar de roupa ainda… – ela disse indo na frente.

– Galera,trouxemos uma convidada especial. Turma, essa é Ninfadora Tonks… A priminha do Sirius. – eu apresentei quando entramos no salão dos monitores e vimos à turma toda lá.

Certo os nossos sofás haviam sumido e as poltronas também. No chão haviam muitos colchões grudados uns nos outros e em um canto havia a nossa mesinha de centro com muita coisa gostosa de comer.

Eu fui direto para o meu quarto tomar um banho e colocar meu pijama, e vi que a Lily fez a mesma coisa.

Minutos depois eu já estava indo para a festa com minha calça de moletom e o peito nu, acho que a Lily vai gostar.

Convencido!

Nem um pouco!

Sentei-me ao lado do Sirius para conversar com ele enquanto a Lene arrumava o som e o Remo estava conversando com a Tonks. Será que sai alguma coisa daqueles dois enrolados? O Remo é muito parado!

Não sou parado. Você que é adiantado!

– Pelo visto o Remo está irritadíssimo comigo! – disse o Sirius feliz da vida observando o Remo olhar de canto de olho para nós.

– Pensei que era essa a sua intenção. Fazer ele ficar sem graça com a Tonks. – eu disse confuso.

– E era. Estou tão feliz… Ele esta perdido. Ele gosta dela, mas por causa desse complexo de inferioridade dele ele não consegue tomar uma atitude. Isso é muito divertido. – disse o Sirius sorrindo abertamente.

– Não quero nem ver o que me espera! – disse a Lene se aproximando de nós após observar o casal.

– Não se preocupe Lenezinha. Você é a minha preferida… Nunca faria nada de mais com você! – respondeu o Sirius cinicamente.

– Espero mesmo. – respondeu ela séria. – Vamos dançar? – perguntou ela de repente para mim.

O Sirius fechou a cara e não disse nada.

– Seria um prazer Lene. – eu respondi me levantando.

– Você me paga por isso. – o Sirius disse pelo canto da boca para que a Marlene não escutasse.

– Não adianta mentir para o Tiago Six. – disse a Lene, pelo que entendi ela não entendeu o que o Sirius disse, pois era uma mentira, mas escutou.

Dancei alguns poucos minutos com a Lene, por que logo a minha deusa saiu do quarto, ou melhor, colocou a cabeça para fora.

– Lene! Preciso de ajuda! – ela disse chorona.

– E para que seria? – perguntou a Lene ainda dançando comigo.

– Vem aqui! – chamou a Lily.

– Fala Lily! – pediu a Lene.

– Preciso de um pijama seu emprestado. – disse a ruiva manhosa.

– E onde foi parar aquela sua camisola linda? – perguntou a Lene sorrindo discretamente para mim.

– Não vou usá-la. Preciso de alguma coisa mais longa… Você me deveria me entender. – completou a Lily vendo que a Lene usava uma linda camisola rosa até os joelhos, e com um lindo decote.

Lindo, mas o decote não é para você!

E temos um cachorro com ciúmes na sala!

Não é ciúme!

Vamos fingir que acreditamos Almofadinhas!

Voltando a maravilhosa cena da Lily:

– Venha logo e pare de frescura. Os meninos não mordem.

– Só se você quiser. – acrescentou o Sirius o outro lado.

– Tira os olhos seu cachorro pulguento. – eu disse na hora que a Lily saiu do quarto revelando aquele lindo traje que eu já havia visto poucas vezes.

– Tirem os olhos os dois! – disse a Lene tampando as minhas vistas rindo.

– Certo. Parem com a graça. É o único pijama que tenho e minha “querida” amiga não quis me emprestar outro. – reclamou a Lily.

– Mas a camisola é linda Lílian. – disse a Tonks sorrindo.

– Concordo. – Eu disse de imediato.

– Este é justamente o problema Tonks. – reclamou a Lily olhando para mim a invés da Tonks.

– Pare de reclamar da sua roupa. Olha a da Tonks. – disse a Lene rindo.

– O que tem de mais na minha roupa? – perguntou a Tonks surpresa.

– Além de fazer o Aluado babar nela? – perguntou o Sirius maldosamente.

A menina ficou rubra e vi a Lily e a Lene segurarem o riso.

– Ele não está babando Almofadinhas… Não exagere. Ele está disfarçando muito bem a vontade da agarrar a moça. – eu acrescentei fazendo agora o casal queimar a face de tão vermelhos que ficaram.

– Parem com isso. A coitada ficou sem graça. – reclamou a Lily tentando ficar séria. – Não ligue Tonks. Eles são assim mesmo.

– Daí para pior. – reclamou a Lene.

– Você não viu nada. – disse o Sirius misterioso piscando o olhou direito para a pobre priminha.

– O que estamos fazendo quietos? – perguntou o Pedro.

– Está tentando resistir à comida Pedrinho? – brinquei sabendo que era verdade.

– Melhor fazer alguma coisa para se distrair do que virar um balão. – disse ele dando de ombros.

– Já que quer se distrair você vai dançar comigo. – disse a Lily no mesmo instante.

Dessa história eu não gostei. Dançar com o Pedro? Ela preferiu o Pedro a mim.

– Qualquer uma preferiria outro a não ser você! – brincou o Remo do outro lado do salão rindo da minha cara de bobo.

– Vamos ver Aluado. – eu disse levemente irritado, mas já tendo uma idéia. – Vamos dançar Tonks? – perguntei e sem esperar resposta já puxei a garota para a nossa pista de dança improvisada.

– Tuché! – disse o Sirius que agora era o único sentado, já que o Remo havia se levantado para dançar com a Marlene. – Fiquei sem par. Tínhamos que ter chamado mais meninas.

– Já basta ter que agüentar essa doida da Lene. Ninguém merece mais uma. – reclamou a Lily cinicamente.

– Mas seria tão bom ter mais meninas no grupo. Não é muito legal só ter homens aqui.

– E eu sou o que? Um homem barbado? – perguntou a Lene parando repentinamente de dançar e conseguindo derrubar o Remo. – Desculpa Reminho! – disse ela embaraçada o ajudando a ficar de pé novamente.

– Você é a menina mais gata que conheço Lene, então não conta.

– Posso saber por que não conta? – perguntou a Lene ficando nervosa.

– Que tal pararmos de dançar e irmos comer? – sugeriu a Lily tentando parar a briga inutilmente.

– Que tal jogo da verdade? – perguntei vendo se o Sirius desistia da briga.

– Por que Black? – insistiu a Lene.

– Por que você não é uma garota beijável! – mentiu ele.

– Diga a verdade ou não teremos um dialogo aqui. Esqueceu-se que eu não posso escutar as suas mentiras? – perguntou ela já irritada cruzando os braços na altura no peito.

– Por que você não aceita dançar comigo! – disse o Sirius cortando a briga.

Boa decisão. Aquela briga não iria dar boa coisa.

Brigas nunca dão boa coisa..

Às vezes até que dão!

– Não dancei com você porque você não pediu! – disse a Lene ficando calma.

– Aceita dançar comigo Marlene? – perguntou o Sirius fazendo uma reverência.

– Com prazer. – respondeu a moça feliz da vida.

– Vou parar um pouco Pedro. Dança com o Potter. – disse a Lily vendo o Remo e a Tonks dançando.

Muito engraçado o Remo dançando com alguém. Ele tenta se afastar o máximo da Tonks e ela tenta inutilmente chegar mais perto.

– Sinto muito Rabicho. Tenho outros planos do que dançar com você, mas já que você quer se distrair, você pode ir buscar mais cerveja. – eu disse querendo ficar a sós com a Lily.

– Já vou! – disse o Pedro normalmente antes de sair do salão dos monitores sentido quarto dos marotos.

Aproximei-me da Lily e me sentei ao lado dela perto da mesa de doces.

– Pensei que a festa já iria acabar. – comentou a Lily assim que me sentei.

– Sorte que o Sirius retomou a consciência no momento certo, e com uma boa desculpa. – eu disse aliviado.

– Acha que o Remo vai tomar uma atitude com a Tonks hoje? – perguntou a Lily olhando profundamente nos meus olhos. Ela parecia querer ver alguma coisa que nem eu mesmo enxergava.

– Dificilmente. Ele é tímido de mais para isso.

– E quanto a Lene e ao Sirius?

– Pior ainda. Dois teimosos, mas podemos ajudar. – eu sugeri.

– E como pretende fazer isso?

– As pessoas ficam mais vulneráveis quando estão com sono. – eu respondi sorrindo.

– Já entendi o recado. Pode deixar. Te ajudo! Quem sabe os dois dormindo “juntos” não dêem algum resultado! – disse a Lily sorrindo para mim também.

– Pelo que entendi, o Sirius separou um cantinho só para o Remo e a Tonks… Ele disse que é parte da vingança dele. Muita maldade ficar torturando o Remo deste jeito.

– Às vezes acho que o Sirius só tenta ajudar, mas o jeito dele ajudar não é muito confiável. – comentou a Lily.

– Pode até ser. – eu disse observado o Sirius e a Lene dançando.

– Só esta caixa está bom Pontas? – perguntou o Pedro entrando novamente no salão.

– Está ótimo. – eu disse tentando parecer feliz por ele ter voltado com as cervejas, mas tinha ficado irritado por ter interrompido a minha conversa com a Lily.

A Lily sorriu para o Pedro que foi colocar a caixa de cerveja no canto.

– Vamos dançar Lil? – perguntei esperançoso.

– Vamos, mas… – ela disse pegando a varinha e mudando a música de lenta para agitada. – Assim é bem melhor. – ela disse vendo os casais na pista de separarem e começarem a dançar novamente só que mais afastados.

– Você é bem esperta! Viu que não iria resistir a mim. – eu disse zoando.

– Como foi que adivinhou? – ela me respondeu rindo e me puxando para dançar.

A Lily ultimamente está tomando muito o controle à situação. Você está perdendo a moral Pontas!

Se eu responder iria ser uma coisa não muito educada, então prefiro ficar quieto.

Ficamos dançando mais algum tempo foi quando eu vi um sorriso surgindo nos lábios do Sirius e a música parou de tocar.

– Por que parou a música Six? – perguntou a Lily estranhando a atitude do nosso amigo.

– Tive uma ótima idéia Lily! – respondeu o Sirius misteriosamente.

– Então faça logo… – eu reclamei levemente irritado por não estar mais dançando com a Lily.

– Vamos jogar alguma coisa! – sugeriu o Sirius.

– Mas o que Almofadinhas? Não me venha com jogo da verdade que eu não jogo! – disse o Remo estranhamente.

– Pare de frescura Remo. O que tem de mais em um joguinho da verdade? – perguntou o Sirius inocentemente.

– O que tem de mais? Jogo da verdade com marotos? Isso é fácil de responder… Vocês além de usarem castigos maldosos, vocês usam veritaserum. – reclamou a Lily na mesma hora entrando em defesa do amigo Aluado.

– Não é bem assim Lilyzinha… – respondeu o Sirius com cara de cachorro sem dono.

– Não adianta fazer essa cara. Comigo ela não dá certo. – respondeu à ruiva rindo.

– Vamos galera… Vai ser divertido! – insistiu o Sirius.

– Sem poção da verdade? – propôs a Lene.

– Mas essa seria a parte legal! – reclamou o Sirius.

– Não vou deixar você se vingar de mim com um jogo desses Six. – disse a Lene já entendendo a jogada do cachorro.

O Sirius fechou a cara e não disse nada.

– Vamos ou não jogar o jogo da verdade? – perguntei quando o silencio se fez presente.

– Eu não jogo… – respondeu a Lily emburrada.

– E posso saber o por quê? – perguntou o Sirius com a cara fechada.

– Porque eu tenho certeza que vocês vão usar isso para perguntar alguma coisa indecente para ajudar o amigo de vocês a me colocar na lista idiota dele. – respondeu a Lily.

– Que lista idiota? – eu perguntei sem entender.

– Como se você não soubesse que ela está falando das suas saídas noturnas… – revidou o Remo.

– Mas fazem dois anos que eu parei com isso… – eu disse chateado.

– Mas ela ainda não se deu por vencida. – disse a Lene rindo.

– Gente! Não estávamos decidindo de iríamos jogar jogo da verdade? – perguntou o Sirius interrompendo a discussão.

– Todos já aceitaram. – disse a Tonks feliz da vida.

– Eu não jogo. Mas podem jogar… Eu fico assistindo. – disse a Lily sorrindo e se sentando no chão, acho que ela estava esperando que nós sentássemos e começássemos a jogar.

– Não vamos jogar sem você Lilyzinha. – disse o Sirius com aquela cara de cachorro dele.

Cara de cachorro, mas que nenhuma mulher resiste!

– Então vamos inventar outra coisa para fazer? Que tal um filme? – perguntou a Lily empolgada.

– Acho que você não entendeu Lil… Você vai jogar ou não jogamos… – disse o Sirius.

– Entendi muito bem… Então ninguém vai jogar Six meu querido. – disse a Lily toda cínica, mas mesmo cínica ela ainda continua linda.

E já começou a melação!

– Vai ser divertido Lil. – insistiu o Remo.

– Sem chance… Vocês sempre usam esses jogos em beneficio próprio. Pensam que não sei que você vai usar isso para ajudar o Potter e para deixar o Remo constrangido? – perguntou a ruivinha deixando o Sirius sem reação por alguns instantes.

– Que idéia mais absurda que você tem sobre nós… – disse ele se fingindo de inocente.

– Marotos são sempre marotos. – disseram a Lene e a Lily juntas em um coro.

– Que idéia mais absurda. Nós somos tão inocentes… – dissemos juntos com a maior cara de inocentes que conseguimos fazer.

E como se todos fossemos retardados começamos a rir feito doidos, todos exceto o Pedro.

– Não entendi a piada. – ele disse confuso.

Após algum tempo rindo a Marlene resolveu voltar ao assunto do jogo:

– É melhor não jogarmos isso hoje. Deixe para outro dia. – disse ela ainda entre poucos risos.

– Mas por quê? – perguntou o Sirius com cara de cachorro sem dono.

– Por que você vai usar esse jogo para se vingar de mim… Não sei como vai fazer isso, só sei que vai dar um jeito! – respondeu a Lene.

O Sirius fechou a cara emburrado e não disse nada.

– Pelo visto você acertou. – disse a Tonks rindo da cara do Sirius.

– Então para acabar com esse clima eu tive uma idéia. – eu disse feliz da vida.

– E qual seria? – perguntou o Pedro distraído.

– Que tal um karaokê? – eu perguntei adorando a minha idéia.

– Perfeito. – disseram as meninas pulando de alegria.

– Eu só dou idéias boas. – eu disse convencido.

Não me conformo que ele admite o quanto é convencido.

Tenho que dizer a verdade… Não preciso ficar igual a você que quando mente as mulheres não podem nem ao menos entender a mentira.

Castigo irritante esse da Minerva!

– Mas você tem o Karaokê? – perguntou a Tonks confusa.

– Não, mas vamos improvisar. – eu disse feliz da vida. – Lily me arruma uma escova e cabelo.

– Está falando sério? – perguntou a Lily rindo e me olhando estranhamente.

– Muito sério! – eu disse a encarando também sorrindo.

– Vou buscar! – ela disse rindo e saindo em direção ao quarto dela.

Instantes depois a Lily voltou com uma escova de cabelo e um cachecol rosa e outro azul, com aqueles óculos sem lentes, aqueles óculos de plástico que usam em danceterias de trouxas.

– Achei outras coisas legais para zoarmos um pouco. – ela explicou vendo que todos olhavam confusos. – Eu já fui em algumas festas legais com a minha família. – continuou a explicação vendo que todos ainda estavam confusos.

– Nunca pensei que a certinha da Evans gostasse de festas assim. – comentou o Sirius.

– Você não conhece a peça… – brincou a Lene rindo.

Eu peguei a escova da Lily e comecei a cantar para ela todo animado:

Complicada e perfeitinha, você me apareceu. Era tudo que eu queria, estrela da sorte. Quando à noite ela surgia, meu bem, você cresceu… Meu namoro é na folhinha, mulher de fases.– A Lily começou a rir e tirou a escova da minha mão cantando o que eu interpretei como uma resposta para a minha música.

Safado, cachorro, sem-vergonha, eu dou duro o dia inteiro e você, colchão e fronha. – cantou ela rindo e depois todos nós caímos na risada.

– Eu tenho uma que você vai gostar Lily. – eu disse pegando a outra escova que ela tinha na mão, para que cantássemos um dueto. – Garota, o que eu faço pra ganhar teu coração? Me diz, o que eu não faço, vou até lamber sabão.

– Sai fora, garoto, nem pensar, você eu passo. Namorar contigo é coisa que eu não faço. Pra você mudar minha cabeça, Ah! Vai ter que rebolar, rebolar, rebolar – cantou a Lily rebolando enquanto todos os outros riam da nossa performance.

Garota, corta essa, rebolar não fica bem. Se eu lhe der um beijo vai me chamar de meu bem…– eu disse fazendo cara de manha e tentando beijar ela.

Carnha, eu to fora, é melhor se segurar você não faz o meu tipo, não insista que não dá. Pra você me dar um beijo Ah! Você vai ter que rebolar, rebolar, rebolar– ela me empurrou e cantou rebolando novamente ao meu lado.

Te dou a minha vida, faço tudo, piso fundo. Enfrento o seu pai, dou bolacha no Ranhoso. Esse jogo duro não vai te levar a nada. Entre eu e o Victor, sou mais eu nessa parada. – eu cantei encenando cada parte da música bati no Sirius em uma parte da música, ficou bem legal.

Ah, ah! Vai ter que rebolar. Ah, ah! Vai ter que rebolar.- cantamos juntos enquanto todos dançavam conosco, tirando o Pedro que só ria da nossa cara, até o Remo dançou.

Garoto atrevido, estou achando que é meu tipo. É tão cara-de-pau, é bobalhão, mas é bonito. – a Lily cantou, e eu queria tanto que fosse verdade…

Eu to apaixonado e topo o que der e vier. Contigo, com dois tigos e quantos tigos que quiser. Pra alguém nos separar, é ruim Hein! Ah vai ter que rebolar, rebolar, rebolar. – eu cantei rindo e rebolando.

– Uhau! – gritou a Lene rindo da minha performance.

Aí, também gamei, você é um cara decidido. Já sabe o que quer, fez tudo pra ficar comigo. Não sei o que vi nesse gênio de besteira. Eu pirei de vez nesse maluco, deu bobeira.– ela cantou me abraçando e rindo.

Ah, ah! Vai ter que rebolar. Ah, ah! Vai ter que rebolar.  – dançamos e cantamos juntos.

– E! – gritaram todos rindo. – Mais um! – riram imitando um show.

– Obrigado a todos. Agradeço a presença no nosso show. – eu agradeci.

– Convencido! – disse a Lily rindo.

– Agora é a nossa vez! – disse o Sirius puxando a Lene para cima do sofá que estava em um canto da sala.

A Lene e o Sirius cochicharam alguma coisa e sorriram um para o outro.

– Essa música é para vocês: Veado e ruiva. – disse o Sirius.

– Cervo! – eu gritei fazendo todos rirem.

Perguntaram para mim se ele ainda gosta dela. Respondi que ele tem ódio, mas ele morre de amor por ela. Hoje os dois estão juntinhos. – o Sirius apontou para nós dois –  Amanhã nem sem vêem. Separando e voltando. Eles seguem andando entre tapas e beijos – cantou o Sirius mudando a música para nos zoar.

Ele é dela, e ela é dele. E eles sempre querem mais. Se ela manda ele ir embora ele sai lá fora ela chama pra trás.- cantou a Lene rindo.

Entre tapas e beijos, é ódio é desejo, é sonho é ternura. O casal que se ama até mesmo na cama provoca loucuras – cantaram juntos abraçados rindo enquanto a Lily ficava vermelha com a parte que fala da cama.

E assim ele vai vivendo, sofrendo e querendo, esse amor doentio, mas se ele falta para ela, seu mundo sem ela também é vazio – cantou o Sirius divertido.

Depois os dois cantaram o refrão novamente.

A música acabou com todos rindo da paródia do Sirius.

– Sua vez. – disse o Sirius entregando o “microfone” para o Remo.

– Não vou cantar… Eu canto muito mal! – reclamou o Remo.

– Vai lá Remo! – gritaram as meninas rindo.

– Vou tentar… – ele disse constrangido. – Meu caminho é cada manhã, não procure saber onde estou. Meu destino não é de ninguém e eu não deixo os meus passos no chão.

Se você não entende não vê, se não me vê não me entende. Não procure saber onde estou se o meu jeito te surpreende. Se o meu corpo virasse sol, se a minha mente virasse sol, mas só chove, chove. Chove, chove! Se um dia eu pudesse ver meu passado inteiro. E fizesse parar de chover nos primeiros erros. Meu corpo viraria sol, minha mente viraria sol, mas só chove, chove

Chove, chove– cantou meu amigo Aluado.

– Depois diz que não canta bem! – reclamou a Tonks.

– Já que está falando, você vai ser a próxima. – disse o Remo entregando a escova para a Tonks.

– Eu canto, mas vou precisar das meninas! – ela respondeu fazendo as meninas irem até ela para combinar a música.

– Atenção que essa música é dedicada para nós, mulheres! – disse a Tonks rindo.

Let´s go girls! I’m going out tonight. I’m feelin’ alright

Gonna let it all hang out. Wanna make some noise, really raise my voice. Yeah, I wanna scream and shout – cantou a Tonks animada. (Vamos lá garotas! Vou sair à noite,estou me sentindo ótima. Vou deixar tudo de lado! Quero fazer barulho, aumentar de verdade minha voz. Yeah, quero gritar e berrar!)

No inhibitions make no conditions, get a little outta line. I ain’t gonna act politically correct. I only wanna have a good time. The best thing about being a woman is the prerogative to have a little fun and… – cantaram a Lily e a Lene juntas. (Sem inibições,sem condições. Sair um pouco da linha. Não vou agir politicamente correto. Só quero me divertir um pouco, pois a melhor coisa de ser mulher é ter pretexto de ter um pouco de diversão e… )

Oh, oh, oh, go totally crazy – forget I’m a lady Men’s shirts – short skirts Oh, oh, oh, really go wild – yeah, doin’ it in style Oh, oh, oh, get in the action – feel the attraction

Color my hair – do what I dare Oh, oh, oh, I wanna be free – yeah, to feel the way I feel

Man! I feel like a woman! – cantaram as três juntas. (Oh, oh, oh, ficar totalmente maluca,esquecer que sou uma Madame camisas masculinas,mini-saias

Oh, oh, oh, virar totalmente selvagem,yeah, fazer com estilo

Oh, oh, oh, entrar na ação, sentir a atração Colorir meu cabelo, fazer o eu quiser. Oh, oh, oh, quero ser livre, yeah, para sentir o que eu sinto. Cara! Me sinto como uma mulher! )

The girls need a break – tonight we’re gonna take The chance to get out on the town

We don’t need romance – we only wanna dance We’re gonna let our hair hang down – a Tonks finalizou a música estilozamente. (As garotas precisam de um tempo hoje vamos agarrar a chance de sair pela cidade. Não precisamos de romance, só queremos dançar. Vamos deixar nossos cabelos escorregar.)

Depois concluíram com mais uma vez o refrão.

– Se empolgaram! – disse o Sirius rindo vendo a Lene rodando o cachecol no alto.

– Só faltou o Pedro. – disse a Tonks descendo do sofá ainda rindo.

– Não vou cantar. Contento-me vendo vocês pagarem mico! – disse o Rabicho.

– Todos cantaram… Só faltou você! – eu disse para ele, mas não adiantou. Ele não cantou nenhuma música.

– Já são três da manhã. O que podemos fazer com o resto da madrugada? – perguntou o Sirius.

– Podemos assistir um filme e ir dormir! – sugeriu o Remo.

– Dormir? Mas não são nem cinco da manhã! – reclamou o Sirius.

– Falei para dormir depois do filme. – repetiu o Remo.

– Filme? Mas não tem TV aqui no castelo. – disse a Tonks desanimada.

– Claro que tem! – disseram os marotos juntos.

– Então o que estão fazendo aqui que não foram buscar a TV? – perguntou a Lily com a mão na cintura.

– Já voltamos! – disse o Sirius.

– Levem a capa! – disse a Lene.

– Eu não ando sem ela. – eu respondi pegando a capa lá no meu quarto.

– Pegaram o mapa? – perguntou a Lily novamente.

– Vou pegar. – disse o Remo rumando para o dormitório masculino.

Minutos depois nos encontramos no quadro da mulher gorda e fomos buscar e TV lá na sala dos professores.

– Qual fantasma está fazendo a ronda hoje de madrugada? – perguntou o Pedro.

– Não tenho idéia, mas logo vamos descobrir. – respondi para o meu amigo rato.

Nos encontramos com o Nick em um corredor, mas ele prometeu não dizer nada. Ele é muito legal. Não vai nos entregar para o diretor!

Pegamos a TV e logo já estávamos de volta ao salão dos monitores e encontramos as meninas paradas.

– O que estão fazendo? – perguntou o Remo quando entrou.

Mas elas fingiram que não tinham escutado.

– Estamos falando com vocês! – disse o Sirius revoltado.

– Acho que elas estão fazendo algum jogo trouxa que não conhecemos. – eu disse colocando a TV em um canto e analisando as meninas.

– Então se eu fizer cócegas elas não vão se importar. – disse o Sirius começando a fazer cócegas na Lene que logo começou a rir. – Agora você pode me contar que brincadeira é essa?

– Você fez eu perder o jogo! – reclamou ela emburrada.

– Mas que jogo é esse? – eu perguntei.

– É estátua. Não pode se mexer nem falar. Quem ficar mais tempo parado ganha! – respondeu a Lene ainda de cara fechada com o Sirius. – Eu estava indo tão bem… Tinha que ser esse palhaço do Sirius para me atrapalhar. – ela reclamou mais uma vez.

– Então quer dizer que elas não podem rir? – perguntei com uma idéia maravilhosa.

– Não! – respondeu a Lene.

– Acho que já sei o que fazer. – eu disse olhando discretamente para o Sirius que começou a rir e entendeu a minha idéia.

Nós dois entramos no meu quarto e logo saímos vestidos com uma roupa bem colada e sexy, colocamos uma música e começamos a fazer um strip.

Vi a Lily revirando os olhos, mas não se moveu, em compensação na hora que tiramos o cinto a Tonks começou a rir.

– Ganhei! – gritou a Lily feliz da vida.

– Não vale. Eles nos atrapalharam. – reclamou a Lene e a Tonks.

– Não quero saber. Podem ir pagando a prenda! – disse a Lily ainda sorrindo.

– Mas Lily… – reclamou a Lene.

– Foi uma aposta. Eu mandei não me desafiarem nesse jogo! – disse a Lily.

Realmente eu não estava entendendo nada daquela história.

Mas como é burro…Elas apostaram alguma coisa no jogo. Quem perdesse teria que fazer alguma coisa, e pelo visto as meninas não gostaram nada disso!

Ah!

Leitores queridos, não liguem para o ataque de burrice do Pontas, ele ainda está aprendendo comigo a ser inteligente.

Palhaço!

– O que vocês estão esperando? – perguntou a Lily apresando as meninas.

– Pode mandar eles trocarem de roupa pelo menos? – perguntou a Lene vendo nós dois com aquela roupa de Go-go-Boy.

– Eu sei que sou irresistível, por isso vou trocar de roupa, não quero nenhuma de vocês tendo um ataque do coração por me ver tão lindo assim. – disse o Sirius convencido.

– Lindo e modesto! – disse a Lene rindo.

– Mas nos esperam para pagar a prenda? – perguntei curioso.

– Não se preocupem. Elas vão esperar. – respondeu a Lily com a cara mais maldosa que já vi.

– Você me assusta assim ruiva! – brincou o Remo.

Voltamos em instantes com o nosso pijama.

– Agora podem pagar a prenda! – disse a Lily rindo.

– Nunca mais aposto nada com você! – reclamou a Lene.

– Eu nunca perdi uma aposta! – disse a Lily toda feliz.

A Lene foi em direção ao Sirius e a Tonks na direção do Remo, pararam em frente aos dois, e olharam para a Lily suplicantes:

– Não quer repensar? – perguntou a Tonks.

– Não. Se fosse ao contrário vocês não iriam perdoar. – a respondeu com os braços cruzados. – Estou esperando! – ela apressou as duas novamente.

Foi uma cena bem bizarra! As duas começaram a dançar sensualmente se enroscando nos dois. Vocês precisavam ver a cara do Sirius e do Remo.

Primeiro veio à surpresa, os olhos deixaram a boca abrir com a surpresa, e eu junto, enquanto a Lily ria muito.

Logo em seguida partimos para a cara de quem, está gostando. O Sirius fez a maior cara e safado e agarrou a cintura da Lene começando a dançar junto com ela. Já o Remo ficou vermelho e tentou não olhar a Tonks nos olhos, mas pelo visto foi impossível.

Eu ainda mantinha a boca aberta com surpresa e a Lily ria sem parar quando a coisa mais incrível do mundo aconteceu: o Remo agarrou a Tonks e a beijou. Detalhe: beijou a menina na frente de todos!

A Lene e o Sirius pararam de dançar na mesma hora e a Lily que abriu a boca surpresa dessa vez.

– Demorou! – gritamos o Sirius e eu.

Os dois se separaram envergonhados logo em seguida.

– Vamos ver o filme? – perguntou o Remo na maior cara de pau.

– Deixe-me entender… Você agarra a minha priminha e depois com a maior cara de pau fingi que nada aconteceu? – perguntou o Sirius fingindo estar zangado.

– Priminha é a minha mãe… – brincou a Tonks para mudar o rumo da conversa acreditando que o Sirius estava com raiva.

– Relaxa que ele não está com raiva não. Ele gostou da atitude de vocês… – eu expliquei. Acho que a Tonks já estava ficando sem graça com a brincadeira do Sirius.

– É só brincadeira Tonks… – disse o Sirius abraçando a menina. – Mas não se preocupe, se precisar de alguém para contar isso para a sua mãe eu não me importo… Faz tanto tempo que não falo com a Andrômeda… – disse o Sirius pensativo.

– Que tal trocar o assunto e irmos ver o filme logo? – sugeriu a Lily.

– Ótima idéia. Alguém tem algum filme legal aí? – eu perguntei.

– Eu tenho alguns que minha mãe me mandou pelo correio. – disse a Lily novamente.

– Mas por que sua mãe te mandaria filmes se não podemos ver televisão aqui? – perguntou o Sirius.

– É que a mãe dela pensa que aqui é igual aos colégios internos dos trouxas. – respondeu a Lene.

– Colégio o que? – perguntou o Sirius confuso.

– Deixa para lá… – disse o Remo. – Vamos ver o filme.

A Lily foi ao quarto e trouxe um porta CD lotado de filmes e logo o chão já estava lotado de filme e todos escolhendo alguns filmes.

Demoramos quase meia hora para entrarmos em um acordo de qual filme iríamos assistir: “Para sempre Cinderela”, só para que todos saibam, não foi eu que escolhi esse filme, mas como a Lily queria assistir…

Digo o mesmo. Só aceitei esse filme por que a Lene insistiu muito e eu não iria contrariá-la.

Assino em baixo… Já que a Tonks quis… Não vamos contrariar

Depois foi à briga para resolvermos onde iríamos ficar para assistir o filme.

Colocamos a televisão de frente para os colchões para que não precisássemos mudar muita coisa de lugar.

A briga para escolher o lugar para deitar foi mais ou menos assim:

– Eu vou ficar na ponta! – disse a Lily já deitando na ponta.

– Muito bem… A Lily vai ficar com o Pontas… – repetiu o Sirius mudando um pouco a frase dela.

– Isso… – disse ela sem perceber. – Não! – ela gritou de repente, acho que percebeu o que disse.

– Agora já foi ruiva. – disse o Remo deitando ao lado da Tonks.

– Pensei que iria ficar meninas de um lado e meninos do outro. – disse a Lene confusa.

– Não vou dormir com um monte de homens do lado! – dissemos todos os marotos juntos.

– Alguém vai acabar não gostando disso… Ou vão ter que dividir a mulher, ou alguém dorme sozinho, ou dois homens juntos. – comentou a Tonks rindo e deitando do lado do Remo no colchão e casal.

– Acho que o estou sobrando. – brincou a Lily.

– Vamos deitar juntas Lil… – sugeriu a Lene.

– Eu não vou dormir com eles. – dissemos Sirius, Pedro e eu no mesmo instante.

– Já sei a minha vingança com você Lenezinha… – começou o Sirius, mas a Lene o interrompeu.

– Eu não topo! – ela disse interrompendo ele.

– Mas eu nem disse nada ainda… – começou o Sirius.

– Galera podem ficar… Eu vou para o meu quarto dormir… Não quero assistir esse filme! – disse o Pedro saindo.

– Fica aí Pedro! – eu falei para ele.

– Vou dormir. Boa noite! – ele disse e saiu do salão dos monitores.

Bom, não gostei do Pedro sair na metade da festa, mas isso ajudou muito a minha situação com a Lily.

– Então já está decidido… – disse o Remo já comendo pipoca com a Tonks.

– Vamos Lene. – disse a Lily rindo.

– Vamos meninas. – dissemos o Sirius e eu puxando cada uma para um lado.

Deitamos assim: Remo e Tonks no colchão de casal do lado esquerdo da sala, o Sirius e a Lene no colchão do meio e eu e a Lily no colchão maior (que era para o Pedro também), na ponta direita.

– Não encosta Potter! – a Lily me disse assim que deitou.

– E você considere sua vingança realizada. – disse a Lene para o Sirius.

– E nada de ficarem se agarrando aí! – eu disse para o Remo.

– Isso nem passou pela minha cabeça. – disse o Remo com um sorriso maroto no rosto.

– Pensou sim. – eu cochichei para a Lily e ela abriu um sorriso.

– Eu coloco o filme. E se alguém dormir antes de acabar já vou avisando que vou zoar. Eu trouxe batom preto, vermelho, pasta de dentes e muito mais! – avisou a Lily enquanto colocava o filme.

O filme começou, certo o filme não era tão chato assim, só era chato… Sabe aqueles filmes de mulher? Que o cara tem que ir trás dela e ficar cortejando… É assim o filme, mas foi legal, as meninas ficam tão sensíveis com essas coisas…

Amei o filme!

Claro você ficou beijando a Tonks o filme inteiro.

Quando chegou mais ou menos na metade do filme o Remo acabou dormindo, e o que nós fizemos? Fomos zoar ele é claro. Até parece que ele dormir no filme iria passar despercebido.

Eu e a Lily fomos lá e passamos batom nele, passamos pasta de dentes nos braços. E é claro até com a Tonks fizemos isso.

– Não é fofo os dois dormindo? – a Lily perguntou observando os dois dormindo abraçados.

– Só quero ver quando o Remo perceber o que fez… Ele não vai gostar nada disso.

– Mas ele irá ter que arcar com as conseqüências Tiago. Ele a beijou! – a Lily me respondeu quando partimos para voltar para o nosso lugar.

– Mas ela quis também! – eu disse assim que deitamos.

– Mas aí é que está o problema. Uma garota pode pirar se ela beijar um cara e depois se arrepender. – a Lily me disse séria.

– O cara tem que beijar muito mal… – brinquei.

– Não falo disso… Mas pensa só… Se a moça gosta do cara, mas não quer ter nada com ele e por ventura rola um clima e os dois se beijam, ela vai gostar e odiar ao mesmo tempo e… – a Lily me explicava.

– Dá para vocês falarem mais baixo? – pediu o Sirius.

– E posso saber por quê? – perguntei.

– A Lene dormiu. – ele respondeu.

– Então vamos pintar ela também. – a Lily disse já sentando na cama.

– Não vão não. Agora que eu… – ele começou, mas não terminou.

– A Lily sabe que você ama a Lene. – eu disse para ele.

– Eu não amo… Sirius Black não ama! – disse o Sirius emburrado.

– Ignore ele Tiago. Vamos assistir o filme que já está no final. – disse a Lily se arrumando na cama.

Quando o filme terminou o Sirius também já tinha dormido.

Eu levantei e fui retirar o filme, quando voltei a Lily já estava toda enrolada na coberta.

– Está com frio? – perguntei para ela quando voltei.

– Vamos dizer que a lareira não está esquentando muito. – ela me disse com um leve sorriso.

– Você quer que eu procure outro cobertor? – eu me ofereci.

– Não tem… Já pegamos todos que tínhamos no guarda roupas… – ela me respondeu se encolhendo mais.

– Vem aqui… – eu pedi deitando ao lado dela.

A Lily me olhou estranhamente e logo em seguida me abraçou deitando no meu peito. Seu corpo estava gelado, mas o estranho era que eu mesmo sem camisa não estava com frio, aliás, depois que ela me abraçou fiquei morrendo de calor e a Lily tremia de frio.

– Lil… Você está bem? – eu perguntei depois de alguns minutos abraçado com ela.

– Muito bem… – ela respondeu se agarrando mais a mim. – Como você consegue ficar quente até sem camisa?

– Não está frio. Olhe o pessoal. – eu disse mostrando que ninguém estava usando as cobertas.

A Lily olhou espantada.

– Licença! – eu pedi e logo levei a mão ao rosto dela, e justamente o que eu suspeitava. A Lily estava com febre, e febre bem alta.

– Que cara é essa? – ela me perguntou parecendo confusa.

– Fiz uma cara tão ruim assim? – brinquei.

– Mais ou menos. – ela me respondeu sorrindo fraco.

– Você está com muita febre Lil… É melhor eu te levar a enfermaria.

– Não vou! – ela disse na mesma hora se agarrando tanto em mim que eu não conseguia levantar.

– Mas você pode piorar! – eu disse preocupado.

– Se gosta tanto de mim como diz gostar você vai ficar aqui e cuidar de mim. – ela me disse dengosa.

– Mas… – eu comecei.

– Já está provado que sou só mais uma para você! – ela disse interrompendo a minha fala.

– Está com medo de médico? Ou que eu descubra o que você tem? – perguntei desconfiado.

– Nenhum dos dois! – ela disse emburrada, mas estava na cara que isso é mentira.

– Certo ruivinha… Já que você não quer… Não vou te forçar a nada. Eu cuido de você a noite inteira se preciso, mas amanhã eu vou querer saber direitinho o que você tem.

– Sem problema… – ela me respondeu já indo dormir.

E pela primeira vez em minha vida eu dormi abraçado à mulher da minha vida.

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sobre Vanessa Sueroz

Autora dos livros Confusões em Paris, Minha última chance, Odiado Admirador Secreto, Presente de Aniversário, Eu te amo mais e Três Botões.


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3 thoughts on “Eu monitor chefe?Não! – Cap 10

  • Wateru

    Tem horas que o Potter faz de propósito, tentando convencer a si mesmo que a Lily não pensa nele >.<

    Cara, o que será que ela falou pro Remo? Tô ficando curioso O.O

    E esse jeito dos dois se tratarem… :flirt:

    Falta de beijo! :hebe:
    :euri: mto :lmao:

    Eu juro que não entendi como funciona a poção que o Tiago tomou… Achei meio esquisita a explicação :think:

    Quote:

    – Eu vou ficar na ponta! – disse a Lily já deitando na ponta.

    – Muito bem… A Lily vai ficar com o Pontas… – repetiu o Sirius mudando um pouco a frase dela.

    – Isso… – disse ela sem perceber. – Não! – ela gritou de repente, acho que percebeu o que disse.

    Eu vi essa piada chegando a quilômetros! :hebe:

    Ela o abraçou… Sem camisa… Lily :safada:

    Mais um cap que eu adorei :palmas:

    Já estou indo pro próximo o/

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