Cap 9) Elas querem ir 2


No cap Anterior:

Mas ela nunca me beijou sem eu ter que tomar a iniciativa!

Buaaa… Vou perder a aposta!

Ela se aproximou da minha boca e desviou me dando um beijo demorado no rosto.

– Obrigada! Não sei o que faria sem você por lá! – ela me disse sorrindo enquanto eu sentava na ponta da cama dela.
– Não foi nada de mais! – eu respondi sorrindo também e ainda sentindo aquela sensação maravilhosa de ter os lábios dela no meu rosto.

Cap 9) Elas querem ir

Ficamos alguns minutos em silêncio na enfermaria antes da Lily ser autorizada a sair.

Caminhamos calmamente rumo ao salão comunal, ela doida para participar da festa e eu doido para um banho e comemorar a vitória.

Fomos recebidos com grande empolgação no salão comunal.

”Potter! Evans!” – gritavam brindando com a cerveja amanteigada e a música alta rolando solta.

– Casal perfeito de apanhadores! – disse Frank Longbottom abraçando nós dois e dando os parabéns.

– Obrigado! – respondemos, ela com um singelo sorriso e eu com um enorme…

Eu e a Lily já estávamos sendo considerados um casal!

[i] Grande coisa… Sempre que tem um homem e uma mulher juntos dizemos que é um casal.[/i]

[u] Verdade… Você não precisam ter uma relação para serem chamados de casal.[/u]

Porque será que sempre tem alguém para me desanimar?

[i] Porque amigos são para isso![/i]

Pensei que amigos servissem para te animar.

[u] Na maioria das vezes sim, mas como amigos não devem mentir…[/u]

Não vou nem comentar…

Demorei muito para conseguir chegar ao dormitório e vi que a Lily também havia ido tomar um banho.

Tomei meu banho na maior calma… Me produzi todo e fui para a festa que estava esperando o astro chegar.

[i] Mas eu já estava na festa![/i]

Estava falando de mim…

[i] E desde quando você é o astro da festa?[/i]

Desde sempre?

[u] Querem parar de discutir e narrar sobre a festa? Logo os leitores desistem ler por causa das brigas de vocês…[/u]

O Aluado é muito chato!

[i] Concordo plenamente! Cadê seu lado maroto lobinho?[/i]

[u] Foi embora junto com a minha paciência[/u]

Certo… Vamos voltar à festa.

Quando sai do salão dos monitores todos vieram para cima de mim e minutos depois já estavam todos indo me cumprimentar novamente.

Vi o Sirius se agarrando com uma menina loira no canto do salão. O Remo estava conversando com uma moça de cabelo rosa… Ela parecia bem nova…

[i] Só pode ser a menina que ele estava gostando![/i]

[u] Já disse que não estava gostando dela. Só achei a moça bonita![/u]

Dá na mesma!

A Marlene estava se agarrando ao lado de Sirius com um rapaz loiro, não me lembro o nome…

[i] Marcos![/i]

Como sabe? Pensei que estivesse bêbado naquele dia.

[i] Não estava tão bêbado assim…[/i]

[u] Mentira… Ele se embebedou porque a Marlene estava ficando com outro.[/u]

[i] E desde quando eu me importo com o que a McKinnon faz ou deixa de fazer?[/i]

Desde que ficou apaixonado por ela.

[i] Vocês tem uma mente tão fértil…[/i]

E você não sabe mentir para mim…

Mas esquecendo o pulguento por um tempo…

[i] Pulguento é a vovozinha![/i]

Fui me sentar em um canto para beber alguma coisa, foi quando vi minha linda ruiva saindo do salão também e mais uma vez todos foram para cima dela. Seu sorriso estava iluminando o ambiente…

[i] Como você é meloso![/i]

Ela parou no meio do salão, acho que estava me procurando, pois…

[u] Ela estava procurando a Lene![/u]

Não sei quem ela procurava, mas ela foi se sentar do meu lado.

– Como anda a festa? – me perguntou ao sentar.

– Não sei. Não faz nem dez minutos que cheguei. -respondi passando as mãos pelos meus cabelos.

– Pelo visto nos abandonaram… – ela disse rindo e mostrando os marotos e a Marlene com a cabeça.

– Pelo menos temos um ao outro. – eu respondi feliz.

Ela deu de ombros e ficou olhando o pessoal dançar por algum tempo.

Eu estava na dúvida se ela gostava ou não de dançar e se aceitaria dançar comigo.

[i] Deveria ter arriscado![/i]

Infelizmente não arrisquei, mas ela arriscou:

– Não vai me chamar para dançar? – perguntou ela de repente.

– Eu… – eu comecei surpreso pela atitude dela. Acho que ela tinha bebido de mais aquele dia.

[u] Eu não vi a Lily beber nada naquela festa![/u]

[i] Você estava ocupado de mais com a menina do cabelo rosa.[/i]

– Se não quer dançar tudo bem. Vou arrumar alguém para dançar comigo. – ela disse depois de tomar mais um gole de cerveja amanteigada.

– Espere… Claro que eu quero dançar com você! – eu disse já me colocando de pé e a puxando para a pista.

[i] Depois de um tempo eu fui salvar o pontas[/i]

Me salvar de que?

[i] Foi eu que mandei trocar a musica![/i]

Foi? Obrigado Almofadinhas.

[i] Amigos são para isso…[/i]

[u] Por que você não fala como foi na pista? Os leitores não têm bola de cristal![/u]

Sorte deles! Aquele negócio um serve para nada mesmo.

[i] Sorte mesmo![/i]

Quando fomos para a “pista de dança” estava tocando uma musica bem agitada e ficamos lá dançando por algum tempo, nos tocávamos pouco, mas nada que nos deixasse próximos.

Foi quando uma coisa maravilhosa aconteceu.

[i] Eu sei que sou maravilhoso![/i]

Estava falando da música e não de você Almofadinhas!

Uma música lenta começou a tocar fazendo alguns grifinorianos irem se sentar e alguns casais aparecerem, como o Sirius e a tal loira e a Marlene e o loiro.

A Lily virou e iria voltar a se sentar quando eu a enlacei pela cintura.

– Vamos dance comigo! – eu pedi quase sussurrando no ouvido dela.

– Melhor não… – ela me disse tentando se soltar.

– Não vou fazer nada. Eu prometo! – eu disse docemente.

– É que eu… – ela começou.

– Por favor,… Como agradecimento de hoje no campo… – eu insisti.

– Você venceu! – ela disse passando as mãos pelo meu pescoço docemente.

– Não sou um monstro como você pensava, não é? – perguntei depois de alguns instantes.

– Não! – ela respondeu apoiando a cabeça no meu peito.

– Lily eu sei que já cansou de ouvir isso, mas eu te…

– Não acredito! – disse a Alice do nosso lado.

Olhamos para ela sem entender, mas eu ainda não soltei a cintura da Lily.

– Vocês estão ficando? – ela perguntou sorrindo feliz da vida. – Finalmente. Eu sempre soube que vocês se amavam e… – mas ela não terminou por que a Lily já tinha se soltado de mim e ido beber alguma coisa.

– Você não deveria ter dito isso. E não! Não estamos ficando nem nada do tipo. – eu disse saindo atrás da Lily.

Quando consegui chegar nela já não dava mais para conversar. Ela estava bêbada! Ela já tinha bebido demais antes de ir dançar e depois essa cena ela virou mais umas duas ou três garrafas, rápida não é?

[i] Eu nunca tinha visto a Lily bêbada![/i]

[u] Muito menos eu![/u]

Pelo menos uma coisa é bom… Bêbados não mentem!

[i] No mínimo ele se aproveitou da situação![/i]

Foi sem querer. Depois que percebi o que tinha acontecido.

[u] E o que tinha acontecido?[/u]

– Você está bem Lily? – eu perguntei me sentando ao lado dela. – Não precisa ficar assim só por que ela disse aquilo. Eu já desmenti, sei que você não gostou, mas vamos voltar a dançar…

– Não quero mais dançar. – ela disse com a voz um pouco mole.

– Quantas garrafas você bebeu? – eu perguntei preocupado.

– Só umas sete eu acho. – ela respondeu tentando contar nos dedos das mãos.

– Vamos vou te levar para o seu quarto. Você não está em condições de ficar aqui. – eu disse pegando ela pela cintura.

– Não vou! Vou ficar aqui e curtir a festa! – ela disse tentando me soltar.

– Você está bêbada!

– Não estou…

Está bem… Bêbado mente, mas só para não falar que está bêbado.

– Está sim! E por que você bebeu afinal?

– Não quero falar disso. – ela disse já deixando que eu a levasse dali.

– O que foi? Eu danço tão mal assim? – perguntei rindo.

– Pelo contrário, dança bem demais. Por que você tem que ser tão bonito hein? – ela perguntou meio frustrada sem me olhar.

– Sou bonito? Você nunca disse isso! – eu disse feliz abrindo a porta do salão.

– Mas estou dizendo agora. Se você fosse feio facilitaria muito… – ela disse já sentando no sofá.

– Obrigado! – eu respondi na duvida do que falar. – Que tal você abrir a porta do seu quarto? Eu não posso entrar lá!

– Por que não? – ela me perguntou confusa, sério se não fosse o bafo de cerveja e ela estar tão frágil…

– Porque você não deixa! – eu respondi gentilmente.

– Mas eu deixo sim. Vamos? – ela perguntou se levantando com dificuldade e me indicando o quarto com o dedo tremulo.

– Certeza? – eu perguntei receoso. Sério ela iria me matar se estivesse em seu juízo perfeito.

– Sempre tenho certeza do que falo. – ela respondeu com um sorriso maroto. – Vem Iago. – ela me chamou se levantando com dificuldade.

Ela me chamou de Tiago…

[i] Ela te chamou de Iago[/i]

É porque ela estava bêbada!

[i] Mas não é seu nome![/i]

Mas é quase meu nome… Ela quis dizer Tiago… Não estrague minha alegria…

[i] Vamos todos fingir que ela disse Tiago no lugar de Iago.[/i]

[u] Quero só ver quando a Lily souber das besteiras que fez quando estava bêbada.[/u]

É melhor você nem saber… Ela ficou irritada!

– Estou indo Lily! – eu disse seguindo ela para o quarto.

– Bem vindo ao meu quarto. – ela disse sorrindo assim que abriu a porta.

Um quarto muito bonito, amplo, paredes brancas, móveis de mogno, o guarda roupas era embutido com a cama, uma penteadeira se fazia presente do outro lado do quarto.

Enquanto a Lily ia se sentar em uma poltrona que havia aos pés da cama eu fui até a penteadeira para ver o que tinha por lá.

Vi vários perfumes, escova de cabelos, maquiagem (que dificilmente ela usava), várias fotos dela, da família e dela com a Marlene estavam no espelho.

– O que está vendo? – ela me perguntou.

– Suas fotos. – eu respondi sem tirar os olhos das fotos.

– A Marlene diz que a melhor é essa… – ela me disse mostrando uma foto próxima da cama dela.

Levei o maior susto quando me vi na foto. Recordo muito bem daquele dia.

[i] Levou o maior susto? Também… Feio do jeito que você é… Quem não se assustaria?[/i]

Não sou feio!

A Lily se encostou por trás nas minhas costas agarrando o meu pescoço quando eu sentei na cama dela para ver a foto.

[i]flash back

Os marotos, eu estávamos sentados no jardim conversando quando avistamos as meninas sentadas na beira do lago:

– Olha quem está ali… – disse o Sirius com um sorriso maroto.

– Perfeito. Vamos perturbá-las? – eu perguntei rindo malignamente.

– Aproveitem que o Aluado está tirando fotos hoje. – disse o Pedro sorrindo com admiração.

– Prepare a máquina que vamos tirar uma foto bem legal com as meninas. – disse o Sirius já de pé.

– Essa eu quero ver… – disse o Aluado descrente.

– Vamos? – eu perguntei empolgado.

Chegamos por trás das meninas e tampamos seus olhos.

– Adivinha quem é! – pediu o Sirius mudando a voz.

– O lobo mal. – respondeu a Marlene rindo enquanto passava as mãos pelas mãos do Sirius para tentar descobrir quem era.

– Não, mas chegou perto… – eu respondi rindo.

– Então só pode ser o cachorro do Sirius! – ela disse enquanto o Sirius tirava suas mãos.

– Potter,quer me soltar? – perguntou a Lily assim que me ouviu falando com a Marlene.

– Potter? Mas para que tanta formalidade ruivinha?

– Porque não temos intimidade! – ela me respondeu brava.

– O que vieram fazer aqui? – perguntou a Marlene desconfiada.

– Viemos tirar uma linda foto das meninas mais lindas dessa escola! – respondeu o Sirius com um sorriso galanteador.

– E cadê elas? – perguntou a Lily falsamente e olhando para os lados a procura das tais meninas.

– Estão aqui na nossa frente. – respondeu o Aluado apontando as duas.

– Obrigada! – responderam as duas levemente coradas.

– Posso? – perguntou o Aluado mostrando a maquina.

– Claro que não! Eu estou muito feia para tirar foto! – respondeu a Lily emburrada afastando a máquina fotográfica de perto dela.

– Você nunca está feia ruivinha! – eu disse na mesma hora.

– Evans! – gritou ela irritada. – E claro que estou feia. – ela respondeu dando de ombros.

– Vão ou não tirar a foto? – perguntou o Sirius.

– Não! – responderam as duas.

– Almofadinhas, Pontas! Dêem um jeito! – pediu o Aluado rindo.

– Estávamos esperando você pedir! – dissemos rindo marotamente.

– O que vocês pretendem fazer? – perguntaram as duas juntas enquanto iam para trás.

– Nada de mais! – dissemos tentando parecer inocentes.

Foi quando a Marlene sentiu a água tocar no pé dela.

– Sem chance! Não vão me jogar na água só por que não quero tirar uma foto. – ela disse receosa.

– Nunca faríamos isso! – respondeu o Sirius na mesma hora com a maior cara de pau.

– Pare com essa brincadeira ou azaro você Potter! – disse a Lily nervosa.

– Você me ama e nunca me jogaria um feitiço. – eu respondi passando as mãos pelos cabelos.

– Eu te odeio! – ela disse também chegando na água.

– Gente, anda logo porque eu quero tirar a foto! – disse o Aluado impaciente.

– Nunca irão me pegar com vida! – gritou a Marlene rindo antes de sair correndo.

Cada uma foi para um lado e eu e o Sirius passamos a correr atrás das duas.

Nessa brincadeira o Aluado tirou algumas fotos legais, mas a foto que veio a seguir foi bem melhor.

Minutos depois pegamos as duas e levamos para o lago.

– Alguma última palavra antes de ficarem molhadas? – perguntei já com a Lily nos ombros.

– Me põe no chão! – ela pediu batendo nas minhas costas.

– Já vamos colocá-las no chão. No chão do lago! – respondeu o Sirius rindo.

– Eu me rendo! Tiro a foto, mas não me molha… Hein Six… Amor da minha vida… O cara mais lindo da escola não faria uma maldade dessas com uma fã sua… – disse a Marlene dengosa ao ouvido do meu amigo cachorro.

Como ela é cara de pau!

– Não adianta Marlene! – respondeu o Sirius piscando para mim.

No instante seguinte jogamos as meninas no lago, mas antes que pudéssemos sair da frente para que o Remo batesse a foto elas nos puxaram (a Lily me puxou ela camisa e o Sirius foi puxado pela perna) e caímos junto com elas.

Quando todos subiram para a superfície rindo da cena, encharcados, todos descabelados, foi justamente quando o Remo tirou a foto.

Fim do flash back[/i]

– Porque gosta dessa foto? – eu perguntei depois de ficar examinando a foto por algum tempo.

Mas a Lily não respondeu ela já estava dormindo apoiada nos meus ombros.

Deitei ela na cama e a cobri. Com muito cuidado soltei seus cabelos para que a dor de cabeça não piorasse por causa do penteado.

Tirei os sapatos dela e coloquei em um canto no quarto deixando um bilhete no canto ao lado da foto:

[i]Lily,

Obrigado pela dança ontem, e desculpe o descuido e deixar você beber tanto.

Não se preocupe que você não fez nada muito grave.

Essa dor de cabeça é da ressaca. Beba muita água e tente ficar na cama até mais tarde. O barulho do salão comunal pode piorar a dor.

Parabéns pelo jogo!

Do sempre seu

Tiago Potter[/i]

Por incrível que pareça dormi maravilhosamente bem naquela noite. Fiquei me lembrando aquele dia no lago. Nos divertimos muito…

Eu levantei tarde no dia seguinte, mas logo fui me arrumar! Tínhamos passeio para Hogsmead, e essa eu não ia perder.

O que me lembrou que a Lily irá com aquele veado do Victor.

[i] O Veado nessa história é você![/i]

Cervo!

[i]Veado![/i]

C-E-R-V-O!

[i] Veado…[/i]

Cer… Esquece!

Levantei me arrumei e fui para o salão comunal me encontrar com os marotos. Só o Remo e o Sirius estavam por lá.

– Cadê o Pedro? Dormindo ainda? – eu perguntei.

– Foi comer… O café da manhã ainda não terminou. – respondeu o Aluado calmamente.

– O que você tem Sirius? – perguntei vendo ele deitado no sofá com a maior cara de velório.

– Ressaca! – ele respondeu quase com um sussurro

– E como foi com a Lily ontem? – perguntou ao Aluado.

– Dançamos, foi bem legal… Mas ela ficou bêbada e não adiantou muito, mas pelo menos descobri que ela tem uma foto minha no quarto dela.

– Bêbada? – perguntou o Remo surpreso.

– Uma foto sua no quarto? – perguntou o Sirius quase caindo do sofá pelo susto.

– Exatamente… Ela estava bêbada e tinha uma foto minha no quarto. – eu respondi rindo da cara dos dois.

– Só quero ver quando ela acordar. – disse o Remo pensativo.

– Eu espero não estar presente quando isso acontecer… – eu respondi.

– Ela vai fazer o maior escândalo quando souber que te levou para o quarto dela e que dormiu abraçada com você. – respondeu o Sirius rindo malignamente.

– Por isso eu vou logo para Hogsmead… Assim não me encontro com a Lily por enquanto… – eu respondi satisfeito.

– E eu também. – disse o Sirius.

– Você vai para o passeio? Você não está nem conseguindo levantar desse sofá! – eu respondi rindo da cara do Sirius.

– Nada como beber de novo para curar essa ressaca. Principalmente beber com as três gatas que vou sair. – respondeu o Sirius maliciosamente.

– Você não tem jeito… – disse o Remo contrariado.

– O que posso fazer se elas me amam? – perguntou o convencido de ressaca.

– Mas e você Remo? Quem era aquela menina? – eu perguntei.

– Minha prima. – respondeu o Sirius na mesma hora.

– Acho que você estava mais bêbado do que eu pensava. Eu estava conversando com a menina Tonks na festa, Sirius. – respondeu o Remo zoando o Sirius.

– Para a sua informação Tonks é minha priminha de segundo grau, filha da minha prima Andrômeda que se casou com um trouxa.

– Eu estive flertando com uma Black? – perguntou o Remo fazendo o maior drama.

– Os Black são uma família muito ruim para se unir Remo… – respondeu o Sirius rindo. – Você tem que se juntar a uma família boa como a minha!

– Flertando? – perguntei rindo, mas ele me ignorou.- Como a sua família? – eu perguntei sem entender.

– Oras… Eu sou um Potter. – respondeu o Sirius apontando para si mesmo orgulhoso.

– Adotado! – eu disse rindo.

– O adotado é você, mas minha mãe Sara Potter pediu para não contar… – disse o cara de pau.

– Se eu sou adotado você é o que? – eu perguntei contrariado.

– Eu sou o filho legitimo oras. – respondeu o Sirius convicto.

– Quem não conhece acredita! – brincou o Aluado rindo.

– Você é adotado Sirius! – gritei na cabeça dele.

O Sirius quase caiu do sofá com o grito.

– Minha cabeça está doendo seu veado… Não dá para gritar mais baixo? – ele perguntou com a mão nos ouvidos.

– Gritar baixo? – perguntou o Remo se acabando de rir.

– Não vou parar de gritar enquanto você não retirar o que disse. – eu gritei de volta.

– Dá para parar de gritar Potter? – perguntou a Lily abrindo a porta do salão comunal.

– Olha quem acordou… – disse o Sirius olhando para a Lily.

– Como se sente? – eu perguntei para ela quando ela sentou ao lado do Remo.

– Com muita dor de cabeça. Eu bati a cabeça quando cai da vassoura e não lembro? – ela perguntou confusa para nós.

– Não Lily… Você está com o mesmo problema que o Sirius… – eu comecei rindo baixo da cara de confusa dela.

– Que seria…? – perguntou ela curiosa.

– Ressaca! – respondeu o Remo rindo da cara de pânico da Lily.

– Pelo visto você não lembra de nada… – eu disse a observando.

– Tinha o que lembrar? – perguntou ela já em pânico.

– Então você não lembra de ter dançado pelada na festa? – perguntou o Sirius inocentemente.

– Dançar? Pelada? Ai meu Merlin! – ela gritou nervosa, mas logo colocou a mão na cabeça. – Não posso nem gritar! – reclamou.

– Seria um favor… – disse o Sirius também com a mão na cabeça.

– Se você está de ressaca como sabe que eu fiz tudo isso? – perguntou ela visivelmente tentando não gritar.

– Ele não sabe de nada Lily. Alias, ninguém sabe… Você ficou com o Tiago a noite inteira. – respondeu o Remo.

– Com o Potter? – ela perguntou agora virando para me encarar. – Diga que não fizemos nada que eu possa me arrepender…! – ela me pediu quase suplicante.

– Você não fez nada. Só dançou um pouco e depois te coloquei na cama. – eu respondi rindo.

– Me colocou na cama? – ela perguntou gritando de novo em pânico. – Não grita Lily! – ela disse para si mesma.

– Isso mesmo… Não grita. – resmungou o Sirius.

– Quer se acalmar? – eu perguntei rindo e sacudindo ela.

– Estou calma! – disse ela para si mesma quanto controlava a respiração. – O que você fez no meu quarto? – ela perguntou novamente.

– Nada. Só te coloquei na cama e você dormiu. – eu respondi tentando cortar as partes que ela iria gritar.

– Será que você não vai perguntar sobre a foto logo? – perguntou o Sirius.

– Que foto? – perguntou a Lily.

– A foto que você tem do Pontas no quarto. – respondeu o Remo.

– Pontas…? – perguntou a Lily sem entender.

– Quando você fica de ressaca demora para pensar hein? – brincou o Sirius. – Estamos falando do Tiago.

– Você viu a foto? – perguntou ela surpresa.

– Vi. Até deixei um bilhete para você para quando acordasse. – eu respondi rindo da reação dela.

– Bilhete? Não vi nada. – ela respondeu dando de ombros.

– E…? – perguntou o Remo.

– E o que? – perguntou ela de volta.

– Pensei que odiasse ele… Porque tem uma foto dele no quarto? – perguntou o Remo na mesma hora.

– A foto não é por ele… É por mim e pela Lene. – ela respondeu corando.

– Me… – começou o Sirius, mas eu não o deixei terminar.

[i] E até agora não entendi porque você não deixou que eu falasse que estava na cara que era mentira![/i]

Por que ela iria ficar com raiva!

[i] Mas a Lily tem raiva de tudo. Uma coisa a mais não faria diferença.[/i]

Faria sim… Para os nossos ouvidos.

– Pontas tem uma menina perguntando de você no salão principal. – disse o Pedro chegando.

– Já acabou o café da manhã? – perguntou a Lily.

– Já! – respondeu o Rabicho triste.

– Uma menina? Pensei que tinha aposentado suas galinhagens. – disse o Remo me olhando torto.

– Aposentei. Eu só vou sair com uma menina hoje. – eu disse inocente.

[i] No lugar de inocente leia-se: com a maior cara de pau![/i]

O cara de pau aqui é você!

[u] Os dois![/u]

– Esse é o meu Pontas… De volta à ativa. – brincou o Sirius.

– Eu só vou sair com ela. Não quer dizer que eu vá ficar me agarrando por aí. – respondi.

– Já vou indo. – disse a Lily se levantando.

– Vai para onde com essa ressaca? – perguntou o Remo.

– Me arrumar. Me lembrei que tenho um encontro com o Victor. – ela respondeu dando de ombros.

– E você vai mesmo? – perguntou o Sirius.

– Claro que vou. – ela disse sem muita convicção antes de ir para o salão dos monitores.

– Agora que ela já foi você pode falar a verdade… Vai para se agarrar com a menina? – perguntou o Sirius

– Já disse que não. – respondi nervoso.

– Aposto que a menina não sabe desse detalhe. – comentou o Pedro.

– Vou me trocar. – eu disse saindo e voltando para o salão dos monitores.

Chegando lá me arrumei e quando estava saindo dei de cara com a Lily.

– Pronto para o seu encontro? – ela me perguntou.

– Pronto e você?

– Pronta. – ela respondeu sorrindo.

– Posso te acompanhar até seu par? – eu perguntei gentilmente.

Ela sorriu e encaixou o braço no meu.

Descemos juntos e eu a levei até onde o Victor estava esperando ela:

– Está entregue. Tenha um bom passeio! – eu disse sorrindo gentilmente.

[i] Mas querendo matar o monitor![/i]

Estava mesmo!

[u] Já sabemos…[/u]

– Obrigada! – ela agradeceu sorrindo antes de se virar para o Victor. – Vamos? – perguntou para o menino.

– O que você estava fazendo com… – escutei o menino perguntando, mas não escutei o resto da pergunta.

Fui me encontrar com o meu par: Ana Blind, uma negra muito linda.

– Olá Ana! – eu disse quando me aproximei dela. – Demorei?

– Não. Acabei de chegar. O que você estava fazendo com a Evans? – me perguntou o instante seguinte.

– Só viemos juntos. – eu respondi tentando ser simpático. Pelo visto essa menina vai me dar trabalho.

– Vamos que eu quero comprar algumas coisas para o natal.

– Mas o natal esta longe! – eu disse rindo.

– Dois meses é longe? – perguntou ela rindo mais ainda quando eu dei de ombro.

Certo não vou contar todo o passeio porque não teve muita graça. A menina ficou falando da vida dela, das amigas e reclamando das meninas que não gosta… Aquele papo chato de mulher…

Depois de uma eternidade chegamos na praça central em Hogsmead.

– Aonde quer ir primeiro? – eu perguntei gentil.

– Vamos a loja de presentes. – ela disse animada.

Depois de horas lá na loja finalmente fomos para o três vassouras.

– Quer o que para beber? – eu perguntei me levantando.

– Uma cerveja amanteigada. – ela respondeu e eu já fui buscar.

– E como vai o passeio? – me perguntou o Remo quando me encontrei com ele no balcão.

– Ela é muito chata. E o seu passeio?

– O Pedro não para de comer… O Sirius sumiu, foi para os encontros dele. A Lily está com o Victor e a Marlene também sumiu, ela disse que tinha alguns encontros também.

– Aqueles dois são iguais! – eu respondi rindo.

– Feitos um para o outro. – brincou o Remo.

– Igual eu e a… – comecei, mas a Ana me agarrou se pendurando nas minhas costas.

– Como eu e você Ti! – ela disse beijando meu pescoço.

– Acho que estou atrapalhando o encontro de vocês. – disse o Remo rindo da minha cara de cansado.

Sério aquela menina é um grude!

Depois de um tempo de eu dando vários foras nela ela finalmente sossegou e logo em seguida a Lily apareceu.

– Viu a Lene? – ela perguntou dando um cutucão.

– Oi Lily. O que houve? – eu perguntei notando a falta do Victor.

– Evans! – ela disse calmamente.

– O que você quer Evans? – perguntou a Ana.

– Quer ser gentil? Você está falando com a minha amiga. – eu disse para a Ana.

– Conhecida Potter! – corrigiu a Lily.

– Não foi isso que disseram… – disse o Victor chegando por trás da Lily.

– Já não mandei você sair do meu pé? – perguntou a Lily nervosa.

– Então foi para isso que você me largou? Para vir dividir o Potter com mais uma piranha? – perguntou o Victor nervoso.

– Estava chamando quem de piranha? – eu perguntei na mesma hora me levantando.

– O assunto não chegou em você Potter! – disse o Victor se virando para a Lily novamente.

– Agora o assunto é meu sim. – eu disse nervoso.

– Ele não é fofo! Está me defendendo! – disse a Ana.

– De quem você estava falando? – perguntei novamente ignorando a louca da Ana.

– Potter… – começou a Lily.

– Agora não Lily. Brigue depois… – eu disse já encarando o Victor.

– Vou brigar mesmo! – ela disse fechando a cara.

– Não se intrometa Evans… Não esta vendo que o meu namorado está me defendendo?

– Cadê seu namorado? – perguntou a Lily rindo.

– O Ti! – ela respondeu.

– Eu/Ele? – perguntamos eu e o Victor.

– O Potter não namora! – disse a Lily na mesma hora.

– A briga não era aqui? – perguntou o Victor nervoso.

– Eu e o Potter estamos… – começou a Ana novamente.

– Estamos conversando. – eu disse na mesma hora. – Mas quem você estava chamando de piranha? – eu perguntei para aquele monitor chefe irritante.

– As duas por que? – perguntou ele nervoso também.

– Agora você vai ver. – eu disse já dando um soco na cara dele.

– Potter! – gritou a Lily.

– Arrebenta ele Tiago! – gritou a Ana feliz.

– Isso não vai ficar assim… – disse o Victor pegando a varinha.

– Se eu fosse você não iria entrar em um duelo com ele. – disse o Pedro chegando com o Remo.

– Vai precisar de amigos para brigar por você Potter? – perguntou aquele loiro aguado.

– Não! Expelliarmos! Limpar! – eu disse e logo o Victor já estava derrotado. – Nunca mais ouse falar mal da minha ruiva!

– Ruiva? – perguntou a Ana irritada. – Você estava defendendo ela?

– Claro que sim. – eu respondi e não instante seguinte à mão da Ana estava marcada no meu rosto.

– Quem mandou aprontar. – comentou o Remo rindo da minha cara.

– Potter! – disse uma Lily estressada.

– Sim meu lírio? – eu perguntei inocentemente.

[i] Ou tentando parecer inocente…[/i]

– Evans! – gritou ela. – Droga minha cabeça… – ela disse levando a mão na cabeça novamente. – Só não te dou detenção porque não posso, mas a McGonagall será notificada sobre essa sua briga. – ela disse determinada saindo de perto de mim.

– Lil… Não faz isso… Vão me expulsar do time… Lil! – eu fui falando enquanto a seguia.

– Esses dois não tem jeito, mas eu vou ser o padrinho do casamento. – escutei o Sirius dizendo quando estava saindo do três vassouras.

Nem parei para perguntar dos encontros dele… A Lily é mais importante…

– Lil… Vamos conversar… – eu a chamei no meio do salão comunal que foi quando finalmente consegui alcançar ela.

– Não temos o que conversar Potter!

– Claro que temos… Lily… Eu só estava te defendendo…

– Vá defender outra pessoa. Eu sei me defender sozinha. – ela reclamou.

– Mas eu gosto de defender você, de estar… – comecei, mas um sonseriano me interrompeu.

– Porque não vão brigar no dormitório? Ninguém precisa ficar presenciando brigas de namorados no meio do salão principal em pleno domingo de tarde.

– Não se intromete! – eu disse irritado, mas quando me virei a Lily já estava longe.

Fui atrás da minha foguinho, mas com a confusão que aquele sonseriano criou demorei mais do que o previsto.

– Lily… Minha florzinha… Fala comigo…! – eu pedia chamando ela da porta do quarto.

– Me deixe em paz,Potter! – ela disse com raiva.

– O que foi que eu te fiz além de te defender?

– Victor me disse que estávamos nos beijando na festa de ontem! – ela disse mais uma vez irritada.

– Eu não fiz nada. Como vai acreditar nele se ele nem ao menos estava na festa? – eu perguntei.

– Mas há boatos!

– Existem tantos boatos no castelo que nem vale a pena se importar com isso… – falei o que não deveria.

– Mas é a minha vida! – gritou ela nervosa. – Para você não faz diferença,não é? Todos já pensam que eu estou na sua listinha ridícula. – ela gritou nervosa.

[i] Mau jeito Pontas…[/i]

– Não foi isso que eu quis dizer Lily… E não tem lista nenhuma… Você é especial para mim… Eu te amo!

– Você não ama ninguém… – ela gritou com raiva.

– Tenho como provar que não me aproveitei da situação ontem. – eu disse na mesma hora.

– Tem? – ela me perguntou abrindo a porta.

– Tenho! – respondi pensativo.

– Então prove! – ela mandou.

– Precisaria de uma penseira. – eu disse me lembrando que poderia mostrar a lembrança para ela.

– Só isso? – ela me perguntou parecendo pensar na possibilidade.

– Só. – eu respondi tentando me lembrar do feitiço para tirar a memória.

– Vou arrumar uma. – ela disse saindo rumo ao salão comunal.

O domingo estava acabando e eu nem ao menos tinha começado a lição que era para ser entregue na segunda feira, então o que acham de fui fazer logo depois que a Lily saiu?

[u] Deveria ser a lição…[/u]

Claro que não… Eu fui pegar a lição do meu grande amigo Aluado para copiar.

[u] Cara de pau! Ainda admite.[/u]

Pelo menos eu sou sincero!

Fiquei algum tempo copiando a lição… O que dá o maior trabalho…

[i] Imagine o trabalho que não deve ser ter que fazer o trabalho…[/i]

Deve ser a coisa mais chata do mundo… Pior até que copiar o trabalho do Remo.

[u] A coisa mais chata do mundo é ter que me matar para fazer o trabalho e meus amigos além de copiarem ainda reclamarem…[/u]

Sabemos que você não vive sem nós.

[i] Ele nos ama…[/i]

[u] Vou ignorar esse ataque gay dos dois…[/u]

E eu vou ignorar que você me chamou de gay.

Depois de ter copiado o trabalho fiquei jogando xadrez bruxo com o Sirius enquanto o Remo lia e o Pedro reclamava de fome.

Quando estávamos saindo para jantar a Lily voltou com a penseira.

– Está aqui! – ela disse indicando a penseira nas mãos.

– Vou colocar lá no salão. Quando voltarmos do jantar eu te mostro. – eu disse indo até ela para pegar o objeto.

– Não precisa. Eu ponho lá. – ela disse mandona como sempre.

– Faço questão… – eu disse pegando das mãos dela. – Vão descendo que me encontro com vocês no salão principal. – eu disse para os marotos antes de entrar no salão dos monitores.

Depois de alguns minutos eu desci para o salão e fui jantar com a turma. Por incrível que pareça a Lene e a Lily estavam com os marotos, detalhe, em uma conversa super animada que parou na hora que cheguei.

[i] É que estávamos falando mal de você.[/i]

Não duvido!

[u] É brincadeira Pontas! [/u]

– Do que estavam falando? – perguntei quando me sentei.

– Só conversando… Nada com muita importância Potter! – respondeu a Lily.

– Potter? Ainda com essa formalidade? – perguntei rindo.

– Ela nunca vai mudar isso… É capaz de continuar com isso no casamento de vocês. – respondeu a Marlene rindo antes da Lily dar um chute nas canelas dela.

– Isso doeu! – reclamou a Lene fazendo uma careta.

– Mas era para doer mesmo. – retrucou a Lily com cara de má.

– E para que a beldade irá usar aquela penseira? – perguntou o Sirius para o meu lírio.

– O Potter vai me mostrar uma lembrança. – ela respondeu dando de ombros.

– Da sua declaração para ela? Aquela coisa melosa? – perguntou o Sirius rindo.

– Vou mostrar as besteiras que ela fez na festa. – eu respondi rindo.

– E você conseguiu mudar sua lembrança? – perguntou a Lene quanto todos me olharam impressionados – Porque não vi a Lily fazer nenhuma besteira a não ser falar que te acha o maior gato.

– O que modéstia parte é verdade. – eu disse convencido.

– Eu falei isso? – perguntou a Lily se engasgando com o suco.

– Calma Lily. Você só disse o que pensa… – disse a Lene dando leves tapas nas costas da minha ruivinha.

– Verdade? O Potter bonito? Estão me zoando, não é?- perguntou ela debochadamente.

– Assim você até me desanima Lil… – eu disse fingindo chateação.

– Só disse a verdade Potter! – ela respondeu dando de ombros.

– A verdade é que vocês vão casar e eu vou ser o padrinho do filho de vocês. – disse o Sirius feliz da vida.

– Pode deixar! – eu respondi.

– Mas nem pensar… – ela disse ficando vermelha, só não sei se era de raiva ou de vergonha.

– Não quer que eu seja o padrinho ruivinha? Assim você me deixa magoado! – disse o Sirius fazendo cara de cachorro de caiu da mudança.

– Desculpa Sirius, mas o dia que eu aceitar sair com o Potter pode mandar me internar no St. Mungus, pois eu estarei maluca, então não teremos filhos.

– Aposto o que quiser que vão se casar. – disse o Sirius contente.

– E eu cubro qualquer aposta. – eu disse contente.

– Eu também entro nessa… – disse o Remo.

– E eu junto… – disse a Marlene rindo.

– Até tu Brutos? – perguntou a Lily emburrada.

– Quem é Brutos? – perguntou o Pedro.

– É um modo de falar Pedro! – explicou a Lily rindo.

– Ah… – disse ele pensativo enquanto todos da mesa se matavam de rir.

– Do que vocês estão rindo? – ele perguntou ainda confuso.

– Nada Rabicho. Volte a comer que você ganha mais. – eu respondi rindo.

– Não é que você tem razão? – perguntou ele antes de enfiar um pedaço de bolo na boca.

– Eu sempre tenho razão. – eu disse passando as mãos pelos cabelos.

– Não é mais convencido por falta de espaço. – disse a Lily revirando os olhos.

– Um convencido que você ama. – disse a Lene para ela.

– EU NÃO AMO O POTTER! – ela disse irritada.

– Está preocupada de mais para o que os outros vão pensar… – comentou o Sirius rindo baixo.

Eu achei melhor nem abrir minha boca.

– Não vai dizer nada Pontas? – perguntou o Remo de repente.

– Já reparou que semana que vem é lua cheia? – eu perguntei mudando totalmente de assunto.

– E tem como esquecer? – perguntou o Remo infeliz.

– Vamos nos divertir muito! – afirmou o Sirius com seu sorriso de “eu tenho trinta e dois dentes”.

– Vocês vão! – respondeu a Lily e o Remo juntos.

– Eu quero ir com vocês! – disse a Lene na mesma hora.

– Você não pode! – disse o Sirius de imediato.

– E posso saber por que não? – ela perguntou com o olhar fixo no Sirius.

– É perigoso de mais. – respondeu o cachorro preocupado.

– Mas vocês vão… – insistiu a morena.

– Você não vai! – respondeu o Sirius convicto.

– Quer dar uma ajuda aqui Lily? – perguntou a Lene para a ruiva que continuava calada.

– Sem chance… Não posso ir de qualquer jeito. Vou ter que cobrir a ronda do Potter e as minhas. – ela respondeu normalmente.

– Pede para o Victor te substituir. Dá um beijo nele que aposto que ele faria esse favor com prazer. – respondeu a Lene com um sorriso brincalhão na boca.

– Nem pensar! – respondemos eu e a Lily juntos enquanto os outros riam da nossa cara.

– Já entendemos. – respondeu o Remo entre um riso e outro.

– Pensando melhor… Por que não pedir para o Victor? – perguntou a Lily com um sorriso maroto.

– Diz que você esta brincando! – eu pedi.

– É claro que ela está brincando… – disse a Lene espantada. – Não está? – ela voltou a perguntar vendo que a Lily não disse nada.

– Vão me deixar ir junto com vocês na lua cheia? – perguntou a Lily.

– Não! – respondemos eu e o Remo.

– Sirius…? – perguntou à ruiva.

– Não vou arrumar briga com o Pontas por causa disso. – disse o Sirius tirando o corpo fora da briga.

– Por que eu não posso ir? – perguntou a Lily emburrada.

– Por que é muito perigoso. – respondemos Remo e eu juntos novamente.

– Eu não sou um bebê. Eu sei me defender sozinha. – ela retrucou.

– Não de um monstro como eu! – disse o Remo antes que pudesse falar alguma coisa.

– Você não é um monstro… -começaram as meninas juntas.

– Você só tem probleminha peludo. – completou o Sirius.

– Probleminha peludo? De onde você tira essas coisas? – perguntou a Marlene rindo.

– As duas não vão. Não adianta insistir. E nada do que fizerem vai me fazer mudar de idéia. – disse o Remo para as duas que fecharam a cara emburradas.

– Nada? – perguntou a Lene com uma carinha sedutora.

– Nada Marlene. E eu não sou fácil como esses dois. – disse indicando a mim e ao Sirius.

– Eu não sou fácil. – dissemos juntos.

-… Eu é que facilito. – eu completei.

– Sei… – disseram Remo, Lílian e Marlene.

– Vamos Six… Vai ser divertido! – disse a Lene para o Sirius.

– Não adianta fazer essa carinha de anjinho que comigo não funciona. – ele disse determinado.

– Six… Meu docinho… Vamos… Vai ser tão divertido… Eu e você… Juntos… A noite inteira… – disse a Lene abrindo mais um botão do uniforme mostrando o decote.

– Vou me encontrar com a Tonks. Não deixem essas duas irem de jeito nenhum! – disse o Remo determinado antes de sair da mesa.

– Six… – chamou a Lene.

– Podemos conversar! – ele disse com um sorriso malicioso no rosto.

– Isso não vai dar certo! – ouvi a Lily dizendo baixo.

– Não mesmo… – eu concordei.

– Vamos subir? Você ainda tem que me mostrar àquela lembrança. – ela disse sorrindo ainda observando o Sirius e a Marlene se provocarem.

– Vamos indo… Esses dois vão demorar aí. – eu disse me levantando.

Fomos com calma para o salão dos monitores e eu mostrei a lembrança da Lily bêbada.

– Ainda bem que foi só você que viu! – ela disse envergonhada.

– Está satisfeita? Você não fez nada do que se envergonhar. – eu disse rindo da timidez dela.

– Claro que fiz… Como eu pude dizer uma coisa dessas para você? – ela perguntou inconformada.

– Não sei do que você está falando. – eu disse confuso.

– Eu afirmei com todas as letras que achava você bonito. -ela respondeu ficando mais vermelha do que de costume.

– E o que tem de mais nisso? – eu perguntei tentando arrancar a verdade dela.

– Que é mentira… -ela respondeu encarando a lareira.

– Bêbado não mente Lily. Sem conta que não precisa ficar assim só porque você me acha bonito. Eu sou bonito mesmo. – eu respondi passando as mãos pelos cabelos.

– Sua mãe te fez lindo e modesto! – ela acrescentou revirando os olhos.

– Obrigado! – agradeci rindo.

– E então… Mudando de assunto… Vai me deixar ir à lua cheia ou não?

– Vai devolver meu pomo de ouro ou não? – perguntei rebatendo a pergunta dela.

– Se me deixar ir…

– Você deu sua palavra que iria devolver o pomo se ganhasse a partida… Pensa que eu esqueci? – perguntei rindo.

– Não, mas pensei que poderia deixar ele comigo como lembrança de ter ficado de apanhadora.

– Eu pego o pomo que você ganhou no jogo se preciso, mas esse que está com você é meu! – eu disse determinado.

– Mas eu quero o seu pomo. – ela me respondeu cruzando os braços emburrada.

– Mas como você disse: o pomo é meu!

– Mas você pode me dar de presente. – ela me disse fazendo a maior cara de inocente.

– Sem chances ruiva. Faço tudo por você menos te dar meu pomo.

– Tudo? – perguntou ela empolgada.

– Tudo! – respondi na mesma hora. – Agora devolva meu pomo! – pedi.

– Não! – ela disse rindo e correndo com uma das mãos no bolso.

– Quando eu te pegar… – eu disse rindo.

– Isso nunca vai acontecer. – ela disse abrindo a porta do salão dos monitores e saindo.

– Volta aqui Lily. – chamei rindo enquanto ia atrás dela.

Demos uma volta no salão comunal ainda correndo, quando eu finalmente a peguei:

– Eu disse que iria te pegar! – eu disse sorrindo.

– Mas o pomo ainda é meu! – ela disse vitoriosa.

– Não por muito tempo.

Comecei a fazer cócegas nela e ela caiu no chão de tanto rir, me levando junto.

– E agora? – perguntei rindo e prendendo os braços dela entre as minhas mãos.

– Boa pergunta. – respondeu ela tentando se soltar.

Foi quando eu percebi a proximidade dos nossos rostos, da nossa pele, da nossa boca… E que boca maravil…

[i] Já estou ficando enjoado com tanta melação![/i]

Me aproximei devagar do rosto dela, enquanto ela me olhava profundamente. Queria saber o que passou na cabeça dela naquele momento… Ela estava com um olhar que eu nunca tinha visto.

[u] Olhar apaixonado![/u]

Quem dera!

Quando eu ia beijá-la, me aproveitei da situação e peguei o pomo que estava no bolso dela.

– Peguei! – eu disse me levantando de cima dela com um sorriso enorme.

– Isso não é justo você é mais forte. – ela disse emburrada.

– Ninguém mandou ser baixinha… – eu zoei.

– Você vai ver quem é baixinha! – ela disse pulando nas minhas costas.

Estávamos rindo da situação… Imagem, Lílian Evans montada nas costas de Tiago Potter e ambos rindo de se acabar. Imaginaram? Pois agora sabem do que eu estava falando.

Mas foi quando vimos e coisa mais estranha da nossa vida e ficamos ali, os dois parados com a maior cara de bobos olhando aquela cena!

[i] Você já tem cara de bobo![/i]

Enquanto você me achar feio e com cara de bobo eu agradeço… Já pensou um homem me achando bonito? Eu iria estranhar.

[i] Engraçadinho![/i]

Ficamos ali parados por algum tempo, quase que a Lily caiu quando nos distraímos para olhar a cena.

Coloquei a PEQUENA ruiva no chão e ficamos mais algum tempo lá de boca aberta olhando para aquilo!

[i] Veja lá como fala…[/i]

[u] Só eu perdi a cena?[/u]

Pelo visto só!

[i] Dá para pular essa parte?[/i]

Nem pensar… Todos vão amar saber…

E lá estávamos parados observando a Marlene e o Sirius se agarrando, vimos às mãos passeando pelo corpo dos dois, a boca passeando pelo pescoço, orelhas, e o maior amasso estava lá na nossa frente entre os caras mais galinhas do colégio, que fingiam que não se gostavam, mas que na verdade se amavam, mas a parte estranha não eram os agarros e sim que eles não se beijavam, ficavam ali se agarrando sem um misero beijo. Alguém acredita nisso?

[i] O que tem de mais em dar uns amassos sem rolar uns beijos?[/i]

[u] Tem tudo de mais. Principalmente por que os dois são “calientes” vamos dizer assim.[/u]

[i] Calientes? Onde você arrumou essa palavra?[/i]

[u] É espanhola![/u]

[i] Ah![/i]

Ficamos ali parados até que eu resolvi estragar o clima:

– Ham! – eu fiz um som com a garganta interrompendo o quase casal.

– Que? – perguntou a Marlene limpando o batom.

– Podemos saber o que estava acontecendo? – eu perguntei com a maior cara de pau.

– Finalmente admitiram a amor que tem um pelo outro? – perguntou a Lily com a maior cara de sapeca.

– Estávamos tendo uma conversa produtiva. – respondeu o Sirius depois de tirar todo o batom da Marlene do pescoço dele.

– Conversa? – perguntamos Lily e eu antes de cair na gargalhada.

– Posso saber do que estão rindo? – perguntou a Marlene com as mãos na cintura irritada.

– Vocês não têm desculpa melhor não? – eu perguntei ainda rindo.

– Não é desculpa. – respondeu o Sirius sério.

– Sei… – respondeu a Lily parando de rir. – E decidiram se vamos poder ir com vocês na lua cheia? – continuou ela.

– Não vão! – eu respondi na mesma hora.

– Deixe elas irem Pontas… – pediu o Sirius com cara de cachorro pidão.

– Você não está bem! Elas não podem ir. Lembra-se que é perigoso? – eu perguntei nervoso.

– Eu estarei lá para protegê-las. – respondeu o cachorro convencido.

– Só vão se forem animagas. – eu disse ignorando o Almofadinhas.

– Não somos… – disse a ruivinha chateada – Mas podemos ser! – completou empolgada.

– E vão conseguir isso em uma semana? – eu perguntei me segurando para não rir.

– Vamos. – responderam juntas.

– Duvido! – respondeu o Sirius na mesma hora.

– Então vamos ver… – disseram as duas enigmáticas.

– Já venho para irmos treinar Lene. – disse a Lily voltando para o salão comunal e pisando no meu pé.

Foi impressão minha ou ela me pediu para segui-la disfarçadamente?

[i] Ela pediu para segui-la? Quando que eu não vi?[/i]

[u] Pelo visto foi disfarçadamente mesmo![/u]

Ou o Sirius que é lerdo!

[i] Não sou lerdo![/i]

[u] É sim![/u]

Deixei a Marlene e o Sirius discutindo se ela iria ou não se transformar em animaga enquanto eu fui para o salão dos monitores.

– Me chamou? – perguntei quando entrei e vi a Lily sentada no sofá.

– Primeiro quero um trato com você! – ela disse decidida.

– Que trato? – perguntei me sentando.

– Se eu ganhar a aposta que fizemos, você nos deixa ir com vocês na lua cheia.

– Porque você quer tanto ir? – perguntei cansado.

– Quero me sentir útil e ajudar um amigo. – ela me respondeu parecendo sincera.

– Você sabe que será muito perigoso. O Remo não irá reconhecer vocês duas e isso pode gerar problemas! – eu disse pensativo.

– Não me importo. Quero mesmo que uma única vez ir com vocês. Se você ver que está perigoso de mais me manda embora. Juro que eu vou… – ela me disse bem sincera.

– Lily… – eu comecei.

– Eu preciso ir! Eu quero ir! – ela me disse já de pé na minha frente.

– Não tem como convencer o Remo disso… E ele me mata se… – eu comecei.

– Eu o convenço. – ela me disse na mesma hora.

– Mas tem também o Sirius… – eu comecei.

– A Marlene já deu um jeito nele. – ela disse cortando a minha fala.

– E que jeito… – eu confirmei rindo.

– Deixa? – ela perguntou com uma carinha maravilhosa de cachorrinho sem dono.

– Vamos ver… – eu respondi incerto.

– Êeeee. – ela comemorou me abraçando.

Se fosse para ela me abraçar daquele jeito tinha dito sim na mesma hora.

– Desculpe me empolguei. – ela me disse se afastando corada.

– Pode se empolgar quando quiser. – eu disse na mesma hora fazendo ela ficar ainda mais corada se isso é possível.

– Voltamos… – disse a Lene abrindo a porta do salão dos monitores.

– Ainda bem. Precisamos conversar Marlene McKinnon. – a ruiva disse autoritária.

– O que eu fiz dessa vez? Quando você fala assim…

– Você sabe o que fez. – respondeu a Lily nervosa. – Vamos para o quarto. – disse para a Lene – E eu vou ganhar a aposta Potter. – ela me disse antes de entrar no quarto arrastando a Lene junto.

– Que aposta? – perguntou o Sirius assim que as duas fecharam a porta.

– Coisa minha e dela… – eu respondi

– Já está até com segredinhos com a Lily? Que progresso. – brincou o Sirius rindo.

– E você seu cachorro… Como deixa a Lene ir à lua cheia?

– Não deu para resisti Pontas… Você sabe… –ele disse.

– Que você está apaixonado pela Marlene? – eu perguntei, realmente achei que ele diria sim e eu ganharia a aposta com a Lily.

– Não! Sirius Black nunca se apaixona.

– E o que foi aquilo no salão comunal? – eu perguntei começando a me irritar.

– Estávamos nos conhecendo melhor. – ele respondeu.

– E porque não tinha beijo?

– Mas é claro que tinha beijo Pontinhas… Beijos no pescoço, orelha, mordidas… – começou ele.

– Beijo na boca Sirius… – eu o interrompi.

– Sabe que eu não sei… Com a Lene é diferente. Você sabe como é.

– Admita que a ama e te deixo em paz. – eu disse autoritário.

– Não vou admitir algo que é mentira. – ele me respondeu. Mas como é cara de pau.

[i] Eu? Que isso…[/i]

– Por que não a beijou? – insisti.

– Por que quer tanto saber? – ele me perguntou.

– Eu não fico te perguntando o que você sente pela ruiva o tempo todo.

– Porque não precisa. Eu digo quantas vezes você quiser ouvir que a amo, mas você nem ao menos admite uma única vez… – eu disse nervoso.

– E o veado ficou nervoso. Que tal voltarmos à primeira briga? – ele me perguntou entediado.

– Que seria? – eu perguntei desistindo do Sirius momentaneamente.

– Como vamos convencer o Remo de deixar as duas irem… – ele me disse pensativo

– Irem onde? – perguntei confuso.

– Além de veado agora é burro. Irem conosco na lua cheia. – ele disse cansado.

– O que a Lene te deu? – perguntei rindo.

– Estou falando sério! Temos que convencer o Remo…

– Só te ajudo se admitir que ama a Lene. – eu disse voltando ao assunto que me interessava.

– Eu o convenço sozinho. – disse o Sirius decidido indo em direção a porta.

– Algum dia você vai ter que admitir. – eu disse para ele enquanto ele saia.

– Nunca! – ele disse antes de bater a porta.

Aquilo foi uma declaração de certa forma.

[i] Claro que não foi![/i]

[u] Foi sim Almofadinhas… Você disse que não iria confessar, mas tinha acabado de confessar sem perceber.[/u]

[i] Não confessei nada… Vocês que vêem coisas onde não tem![/i]

Ele é cara de pau de mais!

[u] Se fosse só cara de pau estava bom…[/u]

Verdade… Demorou para ele admitir, não é?

[i] Apesar que você Pontinhas… Tivemos trabalho para fazer você falar da ruiva…[i]

[u] É verdade eu já tinha me esquecido que colocamos veritaserum na comida dele de noite.[/u]

E o que me faz lembrar que ainda não matei vocês por isso…

[i] Por que você não volta para a história?[/i]

Isso mesmo que vou fazer… Depois eu acabo com vocês…

Fiquei ali deitado no sofá por algum tempo até que a Lene saiu bufando de raiva do quarto da Lily.

– O que foi? – eu perguntei vendo ela sair pisando forte.

– Como você agüenta essa maluca? Quando ela quer ser chata e consegue! – reclamou a Lene.

– Eu sei. – respondi rindo.

– Mas pelo menos nos vamos na lua cheia. – ela disse abrindo um tímido sorriso.

– Não vão. O único que concordou com isso foi o Sirius. Vocês têm mais três marotos pela frente. E o pior deles será o Remo. – eu disse pensativo.

– A Lily dá um jeito no Remo. – respondeu a Lene de ombros. – O Pedro é muito fácil…

– Que jeito a Lily daria no Remo, posso saber? – perguntei tentando não mostrar a irritação, somente a curiosidade, mas pelo visto não deu certo.

– Ciúmes? – perguntou a Lene antes de rir.

– Não é ciúme. – eu respondi emburrado.

– Relaxa… Lily ama você e não o Remo. Ela o convence com palavras… – disse a Lene rindo.

– Duvido que ela consiga. – eu disse dando de ombros.

– Você que é o mais difícil… – ela disse pensativa.

– O Sirius foi o mais fácil, não é? Você já estava doida para se agarrar com ele mesmo.

– Eu? Agarrar o Black? Claro que não. Está parecendo a Lily! – ela disse irritada antes de sair bufando do salão enquanto eu ria da cena.

Minutos depois e Lily apareceu.

– A Lene já foi? – ela perguntou colocando a cabeça para fora do quarto.

– Já. Faz alguns minutos.

– Perfeito. Ganhei a aposta. Você me deve um chocolate. A Lene acabou de confessar que ama o Sirius.

– Prove então!

– Infelizmente agora não dá. Devolvi a penseira para a professora. Amanhã pego de volta e te mostro. – ela me respondeu.

– Você está tentando ganhar tempo. – eu disse para irritá-la.

– Se quiser ficar comigo o tempo todo até eu te mostra para ver que eu não vou alterar a lembrança… – ela me disse.

Acho que isso foi um convite.

[i] Você acha? Mas é claro que foi um convite.[/i]

[u] E você aceitou afinal?[/u]

– É melhor não Lily… Confio plenamente em você. Sem contar que como sou monitor – o que é lamentável – devo acrescentar, eu tenho que fazer ronda e já estou atrasado. – eu disse dando um sorriso para ela e saindo do salão.

[i] Mas como é burro![/i]

[u] Você foi muito inteligente…[/u]

Obrigado!

[i] Inteligente? Ele dispensou à ruiva.[/i]

[u] E mostrou que confia nela. As mulheres gostam de confiança.[/u]

Depois disso fui para a minha ronda e assim que voltei fui dormir. O dia seguinte iria ser tediante com as meninas me perturbando para que deixasse elas irem também.

Dois marotos já tinham cedido. Esperava realmente que o Remo não cedesse.

Acordei com a Lily batendo na porta.

– Já vou. – gritei sonolento.

Esfreguei meus olhos ainda com sono e abri a porta do quarto com grande dificuldade.

– Você vai se atrasar. – ela disse depois de ficar olhando para a minha cara espantada por alguns minutos.

– O que foi? Meu cabelo está tão bagunçado assim? – perguntei passando as mãos no cabelo.

– Seu cabelo está normal. Agora se apresse que eu não quero levar bronca por você acordar tarde. – ela me disse virando a cara e saindo pela porta do salão comunal.

Fui na mesma hora me olhar no espelho. Eu não estava tão mal assim, meu cabelo realmente estava normal, ou seja, bagunçado, minha calça de moletom estava descente. Por que será que ela ficou daquele jeito?

[i] Sua camiseta estava suja?[/i]

Eu estava sem camiseta!

[i] Então está explicado…[/i]

Será que ela ficou impressionada com o meu belo corpo?

[u] Belo eu não sei, mas deve ter ficado impressionada sim.[/u]

Agora até fiquei feliz…

Não deu tempo para tomar café da manhã e fui direto para a aula de DCAT.

Ficamos treinando alguns feitiços que poderiam cair na prova, mas nada muito complicado. O engraçado era que a Lily não desgrudava do Remo, e este parecia muito feliz conversado com ela.

Eu sinceramente pensei que o Remo iria ficar uma fera quando a Lily começasse a perturbá-lo para deixar elas irem na lua cheia, mas pelo visto as coisas não foram assim.

Fiquei naquela curiosidade a manhã inteira, mas finalmente chegou a hora do almoço e dei um jeito de me sentar bem ao lado do Remo:

– O que você tanto conversava com a minha ruivinha hoje? – eu perguntei assim que sentei.

– Ela só estava tentando me convencer de deixar elas irem conosco nessa semana.

– E é claro que você disse que não. – eu afirmei com convicção.

– Na verdade Pontas… – ele começou enrolado.

– Só falta um… – disse a Marlene se sentando na minha frente.

– Falta um para que? – perguntou o Sirius confuso.

– Para que possamos conhecer um certo lobo de perto. – respondeu a Lene sorrindo.

– Você não… – eu comecei nervoso para o Remo.

– Não tive como evitar. – ele respondeu com a cabeça baixa.

– Temos alguns dias para te convencer… – disse a Lene sorrindo marota para mim.

– Não vão me convencer de nada. – eu disse revirando os olhos.

– Vamos ver Tiago! – disse a Lily se sentando do meu lado.

– Tiago? – perguntou o Pedro cuspindo comida em cima de nós.

– Dá para mastigar primeiro e depois falar? – perguntou o Remo irritado.

– Desculpe. – disse o Rabicho jogando mais comida em nós.

– Me chamou de Tiago? – eu perguntei sem acreditar, mas com toda a desconfiança possível.

– Não posso? – perguntou ela com carinha de Sirius.

[i] Carinha de Sirius? Posso saber do que se trata?[/i]

[u] Essa até o Pedro sabe… Carinha de cachorro sem dono![/u]

Exatamente!

[i] Só não dou uma boa resposta por que é a mais pura verdade.[/i]

– Claro que pode, mas é uma atitude suspeita diante das circunstancias. – eu respondi a observando atentamente.

Ela fez a maior cara de espanto na hora, mas logo se recompôs.

– Que circunstancias?

– Você está tentando a todo custo me persuadir para que deixe vocês irem na lua cheia. – eu disse sem rodeios.

– Não precisamos de sua permissão. – disse a Lene dando de ombros.

– Mas precisamos da proteção dele. – disse a Lily pelo canto da boca.

– Até parece que ele não vai nos ajudar se acontecer alguma coisa. – respondeu a Lene pensativa.

– Já conversamos sobre isso. – resmungou a Lily pelo canto da boca novamente enquanto o Sirius segurava a risada.

– Dá para pararem de falar de mim como se eu não estivesse aqui? – eu perguntei encerrando a briga das duas.

– Então… – começou a Lily sem graça. – Já comprou meu chocolate?

– Já. Mas quando vai me mostrar? – eu perguntei e no mesmo instante vi os marotos prestando atenção na conversa curiosos.

– Vai mesmo me dar o chocolate se eu te mostrar?

– Vai valer à pena? – eu perguntei pensativo.

– Claro que vai. Tenho certeza que você vai amar. – me respondeu a Lily.

– Perfeito. No dormitório depois do jantar? – perguntei com um sorriso enorme.

– Até lá eu deixo tudo pronto e fico a sua espera. – ela me respondeu sorrindo.

A conversa acabou por aí, mas logo que levantamos para ir para a aula os marotos, exceto Pedro que continuou comendo, grudaram em mim como chicletes.

– Aonde vão? – perguntou a Lene na hora que viu os meninos me arrastando para o outro lado.

– Assuntos de homem Lenizinha. – respondeu o Sirius piscando um olho para a menina e depois virando para me puxar de novo.

– Querem me largar? Eu já sei andar! – reclamei.

– Vamos para os jardins. – disse o Remo puxando meu outro braço.

– Posso saber o porquê disso? – perguntei.

Nenhum dos dois respondeu. Só continuaram me puxando. Não demoramos muito para chegar nos jardins, e como estava em horário de aula estava deserto.

– O que foi? – eu perguntei assim que eles me soltaram.

– Se você está fazendo chantagem com a minha amiga… – começou o Sirius apontando o dedo no meu rosto revoltado.

– A Lily nunca faria nada disso sem um bom motivo… – começou o Remo nervoso.

– Do que vocês estão falando? – perguntei realmente sem entender.

– Não se faça de bobo! – gritou o Sirius irritado.

– Já percebemos o que você está tentando fazer com a Lily… E tudo por um bendito chocolate! – reclamou o Remo nervoso.

– Pensei que te conhecia. Nunca pensei que você faria uma coisa dessas com uma menina. Principalmente com uma menina que você diz amar. – reclamou o Sirius me levantando do chão pelo colarinho.

– Se não me soltar agora eu vou acabar com você! – eu disse me referindo ao Sirius me levantar. – E se não me contarem do que se trata eu não vou poder dizer a verdade.

– Não se faça de burro. Vimos tudo agora na mesa. – gritou o Remo nervoso.

– O que foi que eu fiz? – perguntei já me irritando.

– O que houve? – perguntou a Lene correndo na nossa direção com o Pedro e a Lily junto.

– Melhor vocês não entrarem na briga meninas. Isso pode ficar perigoso. – disse o Sirius me levantando de novo e me ameaçando bater.

– Se não me colocar no chão e me explicar o que houve eu vou arrebentar a sua cara sem hesitar. – eu disse entediado.

– Você não presta Potter! – disse o Remo furioso.

– Vou falar pela ultima vez… Soltem-me! – eu disse nervoso.

– Mas o que o Tiago fez? – perguntou a Lene nos observando.

– Não entre na briga Lene. Cuidamos disso. – respondeu o Remo.

Eu só dei um soco no olho do Sirius, e este me soltou reclamando do olho.

– Seu veado! Olha o que me fez! – gritou o Sirius furioso.

– Vai apanhar mais se não me disserem o porquê de tudo isso. – eu disse irritado.

– Você nem ao menos saber por que estão querendo te bater? – perguntou a Lily intrigada.

– Coitado do Six… – disse a Lene indo ajudar o cachorrinho dela.

– Ninguém quis me explicar Lily. – eu disse para a minha ruivinha. – E não tente me bater que eu acabo com você Remo. – eu disse quando o Remo se aproximou para me bater.

– Dá para explicarem o que houve? – perguntou a Lily nervosa.

– Não antes deu acabar com esse veado. – disse o Sirius furioso vindo na minha direção.

E uma coisa estranha aconteceu. A Lily entrou na frente para separar a briga.

– Você não vai bater nele antes de dizer o motivo. – disse a Lily impedindo o Sirius de chegar até mim.

– Como se o Tiago fosse apanhar… – resmungou o Pedro do lado.

– Eu vou dizer o que houve! Houve que o Tiago estava te levando na lábia. – reclamou o Sirius.

– Realmente ainda estou sem entender! – dissemos Lily e eu juntos.

– Um chocolate? Não acredito que vai conseguir levar a Lily para cama com um chocolate. Do que você ameaçou ela hein? Lily é uma menina honesta e não se meteria nisso sem amar muito a pessoa… – reclamaram os dois marotos nervosos.

– Eu ia fazer o que? – perguntei espantado.

– Ele o que? – perguntou o Lily confusa.

– Você iria tirar a honra da Lily. No mínimo foi alguma ameaça. Mas não vai fazer isso com a nossa amiga. – disse o Sirius nervoso.

– Não vai enganar a Lily assim. Ela tem amigos para a defender. Pensei que você não mentia quando dizia que a amava. – disse o Remo já indo para cima de mim.

– Deixa eu ver se entendi: vocês acham que eu ameacei a Lily para levá-la para a cama. E para que ela ficasse quieta eu dei um chocolate? – perguntei sem entender direito a história.

– Isso mesmo! – disseram os dois nervosos.

Lily, Marlene e eu começamos a rir compulsivamente.

– Do que estão rindo? – perguntou o Sirius confuso.

– Não é nada disso. – disse a Lily entre um ataque de riso e outro.

– A Lily só ganhou uma aposta comigo, e apostamos um chocolate. – eu expliquei.

– E o que ela tem que te mostrar depois do jantar? – perguntou o Sirius.

– A prova que ela ganhou a aposta mesmo. – respondi.

– Só isso? – perguntou o Remo.

– Só. – respondemos juntos.

– Que mico! – disseram os dois parecendo uns pimentões.

– Obrigada por tudo meninos, mas eu nunca faria nada disso. – disse a Lily.

– E muito menos eu. – eu disse na mesma hora.

– A gente nunca sabe! – disseram os dois dando de ombros novamente.

Aquela foi uma ótima tarde e noite, afinal, ficamos zoando o Remo e o Sirius o dia inteiro.

Depois do jantar me encontrei com a Lily no salão dos monitores para ver a lembrança.

– Pronto? – perguntou ela sorrindo.

– Pronto. – eu respondi me colocando de pé ao lado dela.

– Só me prometa uma coisa…

– O que você quiser.

– Não vai dizer nada para a Lene nem para o Sirius.

– Não vou! Damos um jeito de fazer os dois verem. – eu respondi.

– Quando eu mandar você voltar você volta! – ela pediu.

– Já sei que tem coisa que você não quer que eu veja, mas tudo bem. Faço como você quiser. – eu respondi sorrindo.

– Perfeito. – disse ela sorrindo para mim e pegando na minha mão.

No instante seguinte pulamos na penseira e a lembrança começou a passar.

[i] Lembrança da Lily

Fomos parar no quarto dela, a mesma decoração de quando eu entrei lá na ultima vez se fazia presente. A Lily estava de uniforme sentada na poltrona ao lado da cama escovando os cabelos enquanto a Marlene estava sentada na cama da Lily vendo um álbum de fotos.

– Agora você já pode falar. – disse a Lily sem tirar os olhos do espelho.

– Falar o que? – perguntou a Lene cínica.

– O que foi aquilo com o Sirius?

– Nada de mais. Por que? Ficou com inveja? Pensa que eu não vi você… – a Lene estava falando, mas a Lily real começou a falar não me deixando escutar o que a Lene da lembrança disse.

– Não ligue para nada que a Lene disser. Ela estava me perturbando aquele dia. – disse a ruivinha verdadeira.

– Não estava tão grudada nele. – a ruiva da lembrança protestou nervosa.

– E aquele quase beijo no salão comunal? Eu e o Sirius vimos tudo.

– Pensei que estivesse ocupada demais para prestar atenção no que eu e o Tiago estávamos fazendo. – disse a Lily da lembrança.

– Ignora essa parte também. – disse a Lily real.

– Não se preocupe Lil. – eu disse me segurando para não rir da vergonha da Lily.

-… Não vou admitir nada disso, a não ser que você admita para você mesma que está gostando do Tiago.

– Não vou nem falar nada Lene. Você vê coisas onde não tem – respondeu a ruiva da lembrança com o olhar perdido.

– E você também. Eu não gosto do Sirius!

– Só o acha lindo! – disse a ruiva.

– Maravilhoso! – comentou a Lene sonhadora.

– Inteligente…

– Até demais para o meu gosto. – respondeu a Lene distraída.

– Gostoso…

– Você também acha? – perguntou a Lene sorrindo. – Tira os olhos. Você já tem o Tiago. – disse no instante seguinte fechando a cara.

– Sente ciúme… – disse a Lily.

– Claro que sim. Já viu o tanto de meninas que ele fica por dia?

– E o ama…

– E tem como não amá-lo? – perguntou a Lene sonhadora. – Eu não amo o sirius. – disse a Lene emburrada percebendo a besteira que disse.

– Já disse que o ama. O que custa dizer isso? É tão difícil assim? – perguntou a Lily da lembrança.

– Você deve saber mais que eu já que… – mas a Lily verdadeira não me deixou escutar o resto da conversa.

– Já chega. Vamos Potter! – ela me disse e logo saímos da lembrança.

Fim da lembrança [/i]

– Ganhei! – disse a Lily assim que saímos.

– Nada mais justo. – respondi rindo.

– Não ligue para as besteiras que a Lene disse de nós… – pediu a ruiva sem graça.

– Já até me esqueci de tudo. – brinquei.

– Que bom. – ela disse antes de eu lhe entregar o chocolate.

Ficamos ali no salão dos monitores fazendo relatórios por mais algum tempo. Até que a Lily resolveu voltar a certo assunto:

– Então… Já se decidiu se vai me deixar ir…

– Ir onde lírio? – perguntei distraído.

– Lua cheia! – ela me disse simplesmente.

– Ficamos assim… Não toca mais no assunto por enquanto. Juro que vou conversar com os marotos e ver se o Remo fica calmo nas primeiras noites. Depois te falo a resposta.

– Sério? – ela me perguntou com um sorriso enorme.

– Sério ruiva. – eu assenti.

– Obrigada! – disse ela se jogando em cima de mim e nos fazendo cair da cadeira.

– Se toda vez que eu faço alguma coisa que você gosta acabamos em uma situação comprometedora… Eu quero te agradar o dia inteiro. – eu sussurrei ao ouvi dela enquanto estávamos no chão com ela em cima de mim.

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sobre Vanessa Sueroz

Autora dos livros Confusões em Paris, Minha última chance, Odiado Admirador Secreto, Presente de Aniversário, Eu te amo mais e Três Botões.


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2 thoughts on “Cap 9) Elas querem ir

  • Wateru

    Do sempre seu

    Tiago Potter

    :ui:

    Quote:

    – Esses dois não tem jeito, mas eu vou ser o padrinho do casamento. – escutei o Sirius dizendo quando estava saindo do três vassouras.

    :atoron: essas profecias :hebe:
    Aliás, teve muitas já, na história :aah: eu só esqueci de comentar em todas xD

    Quote:

    – Vamos nos divertir muito! – afirmou o Sirius com seu sorriso de “eu tenho trinta e dois dentes”.

    :euri: MUITO :hebe: :hebe: :hebe: :hebe: :hebe: :hebe: :hebe:

    Ai, a discussãozinha pra devolver o pomo foi tão linda :flirt: e muito bem feita. Morri. Tô surtando muito com J/L :rip:

    Ah, os dois tão tão bonitinhos na história… :flirt:
    Shippo os dois loucamente :fato:

    Ou não, né? Nunca li outras fics de HP pra saber… :think:

    Mas anyway. -_-

    Ah, quero terminar logo de ler a fic até onde ela foi escrita *.*
    Mas ela é tão grande… :olsen:
    Mas vou tentar! :#1:

    E ainda tenho tanta fic pra ler :B

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