Cap 6) O que é ser monitor? 2


Quando voltei a sentir meu corpo vi que o sol brilhava pela janela de enfermaria, pelo visto não tinha ficado tanto tempo desacordado. Ledo engano!

– Ele acordou! – ouvi alguém gritando, mas não identifiquei a voz.
– Quanto tempo fiquei aqui? – perguntei ainda sonolento.
– Uns dois dias. – me respondeu o Remo. – Como está se sentindo? – perguntou quando tentei me sentar.
– Muito dolorido, mas sobrevivo. E a Lily como está? – perguntei preocupado.
– Só está com os braços ralados, mas nada muito sério. – respondeu a Marlene.

Fiquei observando os três sem dizer nada.

– Antes que pergunte… Pedro não está aqui por que esta em horário de almoço e ele esta comendo. – respondeu o Sirius debochado.– E… – eu disse esperançoso querendo saber da minha querida.
– Já sabemos que quer saber por que a Lily não está aqui! – disse a Marlene rindo, e eu fiz uma cara cúmplice. – Ela estava aqui até pouco tempo, até dormiu aqui do seu lado nas primeiras noites, mas depois a enfermeira a expulsou.
– Ela ficou aqui comigo? – perguntei surpreso.
– Ficou. Ela parecia muito preocupada. Até faltou em algumas aulas para ficar aqui. – respondeu o Remo pensativo.
– Mas… Deu um problema no salão comunal e ela teve que ir resolver, já que o parceiro dela está de cama. – disse meu amigo cachorro.
– E ela está bem mesmo? – perguntei.
– Está muito bem. Você amorteceu o impacto da queda dela. – respondeu a Marlene sorrindo.
– Falando nela… – disse Sirius com um sorriso maroto vendo a porta da enfermaria abrir.

Ela estava distraída com alguns papéis na mão vindo na minha direção, mas não parecia que estava feliz de me ver.

Certo, retiro o que disse, porque depois de alguns passos ela olhou para a minha cama e me viu. Deu-me o maior sorriso que já vi em seu rosto e correu para onde eu estava.

Acreditem ou não ele estava dizendo a verdade!

Lily veio em minha direção sorrindo, e que sorriso maravilhoso. Assim que chegou ao meu lado a Marlene cortou o clima:

– Nossa olha que horas são… Vamos nos atrasar para a aula! – disse a Lene puxando os marotos.
– Não se preocupe Lily. Pegamos seu material para você. Pode conversar com o Tiago à vontade! – disse o Remo sorrindo gentilmente.
– E juízo vocês dois! – disse o Sirius maliciosamente.

Assim que os três saíram eu pude falar com a ruiva:

– Como está? – perguntei.
– Bem, graças a você! Muito obrigada! – ela disse ainda sorrindo.
– O que é isso no seu braço? – perguntei vendo aos curativos no braço dela.
– Só arranhões, mas nada comparado a você! – ela disse me observando. – Está se sentindo bem?
– Dores pelo corpo todo, mas me recupero. – eu respondi tentando ser muito simpático.
– E quando sai desse lugar? – perguntou ela indo se sentar na cadeira que tinha ao lado da minha cama.
– Ainda não falei com a enfermeira, se puder chamá-la… – eu comecei.
– Melhor ela nem saber que estou aqui! – Lily respondeu procurando a enfermeira com os olhos.
– Por quê? – perguntei com extrema curiosidade.
– O que faz aqui senhorita Evans? Já não te proibi de vir aqui? – perguntou a enfermeira surgindo por de trás de alguns armários.
– É que… – começou ela, e logo em seguida colocou a mão no ventre e fez uma cara de dor – É que me deu uma cólica… Vim ver se a senhora tinha um remédio. – mentiu ela.

A Lily mente bem…

Todos já sabem disso…

Ela só não engana a Marlene! A última vez que tentou foi aquele dia no salão dos monitores que a Lily ficou chorando no quarto.

Como todos sabem dessas coisas e ninguém me comunica?

– Cólica? – perguntou a enfermeira desconfiada.
– Cólica. Sabe como é TPM… – começou a Lily vermelha de vergonha.

Afinal, ela estava falando essas coisas na minha frente… Já estamos íntimos depois dessa!

– Não precisa entrar em detalhes senhorita Evans. – pediu a enfermeira. – Vou pegar um remédio! – disse saindo de perto de nós.
– Onde aprendeu a mentir assim? – perguntei assim que a enfermeira se afastou.
– Com você e com o Sirius! – brincou ela.
– Porque ela te expulsou daqui? – perguntei curioso.
– Só porque falei que ela não estava cuidando de você direito. Nada de mais. Só disse a verdade! – respondeu ela como se aquilo não fosse nada, mas ficando vermelha com o comentário.
– Sei… – eu disse desconfiado.
– Quando sai daí? – perguntou ela pensativa.
– Não faço idéia. Por quê? Tem muito trabalho de monitor para fazer? – perguntei chateado esperando um “sim”.
– Tem, mas eu dou um jeito nisso por enquanto. É uma forma de demonstrar o quanto estou grata por salvar a minha vida. – ela respondeu sorrindo.
– Lily eu… – eu comecei, mas vi a enfermeira voltando.
– Aí! – a Lily fingiu estar com dor.
– Tome isso senhorita Evans. Logo ficará melhor. Como já perdeu a aula é melhor ficar aqui. Essa poção lhe deixará meio tonta por alguns minutos. – disse a enfermeira entregando um copo com poção para a Lily. – Mas pelo amor de Merlin fique quieta!

A Lily assentiu me dando uma piscada com um dos olhos e tomou a poção. Ela é maluca… Tomou a poção mesmo não sentindo nada.

A enfermeira foi me examinar e avisou que poderia voltar às aulas no dia seguinte se eu tomasse as poções certinho.

Depois que tomei uma das poções acabei dormindo.

Acordei algum tempo depois e me deparei com a Lily dormindo na cama ao lado da minha.

– Ainda bem que acordou, já estava na hora da outra poção. – disse enfermeira vendo que eu havia acordado.
– O que houve com ela? – perguntei preocupado.
– Depois que tomou a poção ela ficou meio zonza. Deitou aí para descansar e acabou dormindo. – respondeu a mulher dando de ombros.
– Coitada! – eu disse chateado.

Depois de algum tempo sem nada para fazer,a Lily acordou:

– Ai! Que dor de cabeça! – ela disse se sentando na cama.
– Até que enfim você acordou. Eu já estava entediado! – eu disse me lamentando.
– Que horas são? – perguntou ela preocupada.
– Seis da tarde! – eu respondi verificando meu relógio.
– Ai Merlin! Estou atrasada! – disse ela desesperada se levantando e arrumando as vestes.
– Atrasada para que? – perguntei sem entender.
– Para a reunião. Têm reunião dos monitores às seis horas hoje. Sorte sua que você está aí nessa cama ou teria que ir. – ela disse já pegando a mochila dela que estava ali do lado.
– Não vai nem ao menos que dar tchau? – perguntei mostrando minha bochecha para ganhar um beijo.
– Tchau Potter! Melhoras! – ela disse me dando um aperto de mão e saindo correndo da enfermaria.

Um aperto de mão? Eu mereço! E ainda me chama de Potter! Mas eu ainda vou tê-la em meus braços!

Eu já disse que ele sonha de mais?

Voltando a minha história…

Fiquei na enfermaria até tarde e me liberaram na hora do jantar, ou seja, oito da noite.

Fui trocar de roupas e me encontrar com o pessoal no salão principal:

– Olha quem está de volta! – eu disse feliz da vida quando cheguei perto do local onde o pessoal estava.
– Vejo que está melhor! – disse Marlene sorrindo.
– Pontinhas, já que melhorou podemos nos vingar do Malfoy. – disse o Sirius quando me sentei.
– O que tem em mente? – perguntei curioso.
– Nada por enquanto. Pensei que você tivesse pensado nisso! – ele me disse um pouco chateado.
– Ainda não, mas vou pensar… – eu disse me servindo de arroz.
– Parem com essa história de vingança, isso não vai levar a nada! – disse a Lily levemente irritada.
– Você é que pensa… Vai levar o Malfoy para a ala hospitalar por algum tempo. – respondeu meu amigo cachorro.
– Fale para eles tirarem essa idéia da cabeça Remo! – pediu a Lily para o Aluado.
– Sinto muito Lily, mas o Malfoy merece uma lição, sem contar que não sou mais monitor. – respondeu ele marotamente.
– É verdade… Potter! Você não pode sair por aí aprontando. Você tem que dar o exemplo para todos. Você agora é monitor chefe! – disse a ruiva autoritária.
– Vou dar o exemplo do que não fazer Lily. Você cuida do exemplo bom! – eu respondi sorrindo enquanto ela revirava os olhos irritada.
– Mas… – começou ela.
– Mas eu vou dar o troco no Malfoy sim. Ele quase nos matou! – respondi decidido.

Ela não respondeu mais nada. Acho que ficou convencida de que eu não iria mudar de idéia.

O jantar ocorreu na maior paz depois dessa leve discussão, tirando o Pedro que se engasgou e nos deu o maior susto.

– Não é melhor levá-lo para a enfermaria? – perguntou a Marlene o observando.
– Ele se recupera… – disse o Sirius dando um tapa nas costas do Pedro e fazendo ele voltar ao normal.

Depois de tudo isso fomos todos para o salão comunal, afinal, sexta-feira era dia de ir dormir tarde!

Sirius e eu ficamos jogando snap explosivo, o Remo e a Marlene ficaram jogando xadrez, o Pedro foi deitar, disse que se não o fizesse não conseguiria ficar sem comer… A Lily… Bem a Lily estava deitada no sofá com a cabeça no colo do Sirius lendo um livro.

Dá para acreditar que ela estava deitada no colo do Sirius?

Lógico que dá… Os sofás estavam todos ocupados, e ela estava cansada…

Por que ela não deitou no meu colo?

Não reclame! Já é um progresso a Lily ficar lá no salão conosco. Ela nunca fica!

Certo… Vou levar em consideração o que você disse Remo.

Depois de um tempo aconteceu algo inédito.

Estávamos Sirius e eu jogando snap explosivo quando eu ganhei uma partida.

Eis a coisa inédita! Cena rara alguém ganhar de mim…

Eu não estava falando do jogo seu cachorro burro. Todos sabem que quando se perde o snap explodi e suja o nosso rosto. Quando o Sirius perdeu ele ia ficar com a cara cinza, mas o engraçadinho desviou e eu acabei sujando ninguém mais que Lílian Evans.

Tapem os ouvidos que lá vem grito!

Foi exatamente isso que eu pensei Aluado, porém aconteceu algo inédito.

Isso você já disse…

Só não disse que o inédito foi a Lily com a cara toda cinza ao invés de gritar comigo e com o Sirius ela simplesmente começou a rir.

A ruiva teve um ataque de risos. Dá para acreditar nisso?

Eu olhei assustado para a Lily… Quem diria que a Lílian Estressada Foguinho Evans começaria a rir depois de ficar com a cara cinza.

Não fale assim dela…

A Lily só estava nesse bom humor porque o Tiago tinha salvado a vida dela… Caso contrário…

Depois do ataque de risos da minha ruivinha,ela foi para o dormitório limpar o rosto e eu fui atrás.

– O que foi? – perguntou ela assim que saiu da lavanderia e me viu.
– Não ficou com raiva pelo banho de tinta? – eu perguntei receoso.
– Não! Mas agora você está me devendo uma. Qualquer dia sujo você também. – ela respondeu sorrindo. – Ah, antes que eu esqueça… Amanhã acorde cedo tenho que te passar algumas coisas.
– Mas amanhã é sábado! – eu protestei.
– Exatamente. Amanhã de noite temos reunião com os monitores da Grifinória e preciso te passar todos os detalhes da reunião com os monitores chefes e de como ser um monitor.
– Mas já vou ter que começar pela parte chata? – eu perguntei chateado.
– Mas essa é a parte legal… – me respondeu ela com um sorriso maldoso.
– Nem quero ver quando as coisas ficarem chatas e tediantes. – eu disse emburrado.
– Que pena, pois logo vai ter que dar uma detenção, aí vai saber o que é chato e tediante.

Fiz o sinal da cruz enquanto acompanhava a Lily para o salão comunal novamente.

Ficamos todos conversando por mais algum tempo e fomos dormir.

Eu e a Lily fomos juntos para o salão dos monitores, tentei ver como era o quarto dela, mas não consegui, ela me expulsou antes de chegarmos.

Fui para o meu quarto… E que quarto… A cama de casal no centro era o ponto alto. Maravilhosa!

Não tinha guarda roupas nem nada do tipo, mas também não encontrei o meu malão.

Assim que entrei dei de cara com a cama, com uma mesinha de cabeceira ao lado, com um abajur que mais parecia uma vassoura… Muito legal! Aos pés da cama eu tinha um local com cobertores e travesseiros. Em um canto tinha uma poltrona preta que era muito confortável. Paredes azuis escuro e brancas, uma combinação perfeita, com vários pôsteres de quadribol na parede.

Revirei o quarto inteiro, mas não achei as minhas roupas!

Tive que recorrer ao suicídio! Chamar a Lily!

Você acordou a Lily só para perguntar onde estavam as suas roupas e esta vivo até hoje?

Você apagou a memória dela para conseguir ficar vivo, não é?

Esses dois só sabem zoar com a minha cara!

Eu não acordei a Lily. Ela ainda estava acorda.

Eu fui e bati na porta dela rezando para ela ainda estar acordada e não me matar por perturbar ela.

– Lily, tenho um pequeno problema. – eu disse quando ela abriu a porta, mas não continuei, pois olhei para a roupa que ela estava. Uma linda camisola verde esmeralda, o que gostei mais na camisola foi o decote e o tamanho: curtíssimo.
– Que tipo de problema? Não consegue dormir? Não vou te colocar para dormir Potter! – ela disse pelo canto da porta.
– Não vai me deixar entrar? Ou pelo menos abrir a porta direito?
– Não! Está ótimo você só vendo um dos meus olhos. Não precisa xeretar no meu quarto. – ela respondeu fechando mais um pouco a fresta que me deixava ver aquelas esmeraldas.
– Vai me ajudar ou não? – perguntei impaciente tentando ver o que estava dentro do quarto.
– Você ainda não me disse qual o problema! – ela disse fechando a porta na minha cara.
– Senão quer ajudar é só falar. – eu disse irritado por ela ter fechado a porta na minha cara.
– Fale Potter! – ela disse saindo do quarto enrolada em um roupão. – Só fui buscar um roupão. – explicou.
– Desculpe! – eu disse envergonhado. – É que não encontro as minhas roupas!
– Como não? – perguntou ela confusa.
– Não encontro! – eu disse mais uma vez.
– Vamos lá ver… – disse ela indo em direção ao meu quarto e parando em frente a porta.
– Não vai entrar? – eu perguntei gentilmente.
– Estava esperando um convite! – ela respondeu sorrindo.
– Já disse que pode entrar na hora que quiser. – eu disse gentilmente depois de abrir a porta.
– Sua cara! – ela disse assim que entrou.
– Também achei! – eu disse observando o quarto mais uma vez.
– Não se cansa de quadribol não? – ela perguntou.
– Não! – eu respondi na mesma hora.
– Certo… Vamos atrás das roupas sumidas… – ela disse sorrindo.
– Já reparou que não tem guarda-roupas? – eu perguntei.
– Já. – ela disse abrindo o local onde eu tinha achado o cobertor.
– Por aqui não tem nada.
– Aí eu já procurei! – eu disse.
– Você gosta de manter as suas coisas longe de curiosos,Potter? – ela me perguntou pensativa após analisar o quarto.
– Claro que sim! – eu disse sem cogitar outra idéia.
– Então já sei onde estão as suas roupas… – ela disse se sentando na poltrona.
– E onde estão? – eu perguntei curioso.
– Não sei! – ela disse.
– Você sabe ou não? – perguntei sem entender.
– Sim e não! – ela respondeu pensativa.
– Como assim “sim e não?” – eu perguntei ainda mais confuso.
– Se lembra quando eu disse que o quarto fica do jeito que o dono quer?
– Claro que sim. E realmente ficou com a minha cara… – eu disse feliz.
– Exatamente! Então, por ficar como você quer no mínimo você deve ter um closet e a porta deve ser oculta.
– Sério? – não estava acreditando nos meus ouvidos.
– Você gosta de closet? – ela me perguntou pensativa.
– Sempre quis ter um. – eu respondi entusiasmado.
– Então é isso mesmo. Você tem um closet!
– Que legal! – eu gritei feliz da vida.

Ela levantou e foi em direção a porta.

– Aonde vai? – perguntei quando ela colocou a mão na maçaneta.
– Vou dormir. Boa noite! – ela disse.
– Espera aí. Não vai me dizer como faço para entrar no closet?
– Eu não sei como entrar. Você é que tem que saber. – ela respondeu saindo do quarto rindo da minha cara.
– Como assim eu que tenho que saber? – perguntei confuso saindo do quarto também.
– O quarto segue as suas vontades, então ele vai esconder o closet onde você quiser. – ela respondeu.
– Mas… – eu comecei a protestar. Afinal, até dois minutos atrás eu nem sabia que tinha closet,imagina saber onde ele fica.
– Sinto muito. Não posso te ajudar. Boa sorte! – ela disse indo para o quarto dela e fechando a porta na minha cara de novo.

E lá fui eu para o meu quarto pensar em onde eu esconderia um closet!

Fiquei até mais ou menos duas da manhã tentando achar o tal closet. Vasculhei tudo, as paredes para ver se tinha alguma entrada, gavetas, cama, até no teto eu procurei uma entrada, mas não encontrei, e o cansaço me venceu.

Cai de sono assim que deitei na cama, nem ao menos tomei um banho ou troquei de roupa.

Tinha que ser o cascão.

Eu não tinha roupa para tomar banho! O que você queria que eu fizesse?

Tomasse banho e colocava a mesma roupa!

A mesma cueca? Que nojo! Sou mais ficar sem…

Que ficasse então…

Sério… Cheguei à conclusão que é melhor não discutir com vocês.

Acordei com batidas na porta:

– Potter! – eu ouvi uma voz irritada me chamando e em seguida pulei da cama para atender a Lily.
– Bom dia. – eu disse sonolento.
– Até que enfim! Estou te chamando já faz meia hora. – disse ela irritada.
– O que foi? – eu perguntei passando as mãos no cabelo para tentar arrumar.
– Não vai arrumar o cabelo desse jeito. Já tentou um pente? – perguntou ela debochadamente.
– Já e não adiantou. – eu respondi normalmente. – Mas afinal, que horas são?
– Dez da manhã! – ela respondeu.
– E porque me acordou? – eu perguntei, afinal, dez horas em um sábado é cedo.
– Por que eu tenho que te explicar várias coisas e pedi para que você acordasse cedo…
– Mas dez da manhã em pleno sábado é cedo! – eu disse contrariado.
– Só para você Potter! E o que esta fazendo com o uniforme? – perguntou ela finalmente reparando em mim.
– Eu fiquei até as três da manhã tentando achar o tal do closet e não achei. Tive que dormir assim e não tenho outra roupa. – eu disse tentando parecer irritado, e é lógico que aumentei o tempo não é? Ela tem que ficar com dó de mim.
– Desculpe! Mas precisamos acertar as coisas. Hoje tem ronda e preciso decidir com você o horário. – ela me disse constrangida.
– Vou ver se arrumo uma roupa do Sirius e já volto. – eu disse passando por ela e saindo do salão.
– Quero só ver… – ela me disse contrariada.

Fui ao quarto dos marotos e dei de cara com o Remo já acordado.

– O que faz aqui Tiago? – perguntou ele estranhando que eu estava acordado.
– Estou querendo uma roupa do Sirius emprestada. – eu respondi quase sussurrando.
– E o que aconteceu com as suas? – ele me perguntou confuso.
– Sumiram. Segundo a Lily elas estão em um closet escondido.
– Closet? Você não sabe onde escondeu seu próprio closet? Nem vou falar nada Pontas!
– Como eu iria saber? Nem ao menos sei como funciona a magia do quarto… Já procurei em todos os lugares que consegui imaginar.
– A Lily já te passou o horário das rondas? – me perguntou o Remo terminando de arrumar a gravata.
– Não. Acho que é para isso que ela está me esperando. – eu respondi dando de ombros.
– Depois te ajudo a procurar o closet! – ele me disse quando eu estava saindo.
– Vou cobrar! – eu disse já no corredor.

Voltei para o salão dos monitores e encontrei a Lily na escrivaninha fazendo lição.

– Ocupada ruiva? – eu perguntei assim que cheguei perto dela.
– Que susto Potter! – disse ela juntando os pergaminhos que estavam sobre a mesa.
– Que susto Potter? – perguntei ironicamente – Estava pensando em mim?
– Em como você estava demorando e que eu tenho mais o que fazer do que ficar aqui te esperando. – respondeu ela rude.
– E o que estava escrevendo? – eu perguntei curioso.
– Nada de mais. Mas sente que temos muito que resolver antes do almoço. – ela disse calmamente.
– Antes do almoço? Vai demorar tanto assim? – eu perguntei desanimado.
– Realmente espero que não! – ela respondeu também chateada e indo pegar alguns papéis que estavam em uma pasta na estante.
– Que papéis são esses? – eu perguntei sentando na cadeira ao lado da dela, bem próximo dela para falar a verdade.
– Esses papéis eu recebi da McGonagall um pouco antes do seu acidente.
– Do que se trata? – perguntei curioso vendo ela mexer em uma pilha de papéis.
– Várias coisas. A que vamos resolver primeiro são os horários…
– Horários de que? – eu perguntei.

Mas você só sabe encher a menina de perguntas!

Melhor ele perguntar do que ficar na duvida.

Melhor ele beijar ela logo!

Não escute o Almofadinhas, Pontas! Ele não sabe o que diz!

– Horários da ronda. Vou te explicar como funciona e depois você escolhe qual vai ser melhor para você.
– Fico com o que for melhor para você Lily! – eu respondi gentil.
– Para mim não muda em nada o horário, mas para você sim.

Fiquei com a maior cara de duvida…

– Vamos ao que interessa: Ao todo somos 3 duplas de monitores em cada casa, ou seja, uma dupla do quinto ano, uma do sexto ano, e uma – nós – do sétimo ano. Somando todos os monitores são seis por casa e vinte e quatro ao todo. Até aqui entendeu?
– Claro. Você só fez umas contas… Não sou tão burro Lily! – eu respondi ofendido.
– Certo. Desculpa! Temos que fazer no mínimo 4 rondas por dia, então durante sete dias temos no mínimo 28 rondas por semana, mas geralmente temos mais que isso para fazer.
– Prossiga. – eu pedi quando ela parou de falar.
– Somente os monitores chefes podem fazer ronda individualmente.
– Então temos que fazer muitas rondas por dia… – eu disse pensativo.
– É nesse ponto que eu queria chegar Potter. Os monitores chefes fazem a ronda preferencialmente de noite e durante as aulas, ou seja, nossos tempos vagos.
– E a minha folga? – eu perguntei abismado. Iria perder a minha preciosa folga entre algumas aulas? Ninguém merece ser monitor chefe!
– Vai ficar sem algumas,Potter. De acordo com isso eu tenho dois horários para nós, ambos não mudam em nada os horários dos outros monitores, então você pode escolher com qual quer ficar.
– Está me deixando escolher? -eu perguntei espantado.
– Sim, mas só porque gosto muito do Remo!
– O que o Remo tem haver com tudo isso? – eu perguntei totalmente confuso.
– Simples. Em um dos horários, que era o antigo do Remo, você fica livre nas noites de lua cheia, já no horário novo, você tem que fazer a ronda, então não vai poder acompanhar o Remo. – ela disse me mostrando os dois pergaminhos que marcavam os nossos horários.
– Se eu ficar livre nas luas cheias você vai ter que fazer todas as rondas? – eu perguntei ainda analisando o horário.
– Quase isso. Se eu precisar eu falo com o Victor. Ele fica no meu lugar.
– Também… Ele está afim de você! – eu disse revoltado.
– Pelo menos os sentimentos dele são sinceros. – a Lily me disse.
– Mas… – eu ia protestar, mas o Remo e o Sirius surgiram no salão.
– Pontas… – chamou o Sirius assim que entrou.
– Oi Almofadinhas! – eu disse ainda sentado.
– Está usando as minhas roupas? – ele perguntou me observando.
– Perdi as minhas. Depois te explico melhor. – eu respondi dando de ombros.
– Imagino… Foi alguma menina? – perguntou ele debochadamente.
– Claro que não. Você sabe que estou… – eu comecei, mas ele me interrompeu.
-… Encalhado! – ele completou a minha frase.

Mas só para que saibam, eu não estou encalhado, só estou dando um tempo para que a ruiva perceba o meu amor por ela.

Vai demorar…

Que demore!

O veadinho ficou sério agora…

– Atrapalhamos Lily? – perguntou o Remo cortando a briga que iria começar entre eu e o Sirius.
– Não Remo. Melhor você estar aqui mesmo. Ajuda-me a explicar tudo para o Potter!
– Para o Tiago, Lily! – corrigiu o Remo.
– Certo… Ajude-me a explicar tudo para o Tiago! – ela disse emburrada. – Já decidiu qual dos horários vai querer Potter?
– Que horários? A McGonagall não deu um horário para ele não? – perguntou o intrometido do Remo.

Não sou intrometido. Só sei que pelas regras…

Lá vem o lobo querendo seguir as regras! Não vê que a Lily esta arrumando desculpa para ficar perto do Pontas?

Eu não tinha pensado nisso…

– Tem o seu antigo e o novo que a McGonagall mandou. – ela respondeu para o lobinho solitário.
– Vou ficar com o do Remo, mas não precisa pedir favor nenhum para o mala do Victor. Se precisar eu fico aqui algumas vezes. – eu respondi para ela na mesma hora.
– Conversamos sobre isso quando precisar Potter! – ela me respondeu anotando alguma coisa no horário novo.
– Temos alguns minutos Lily? – perguntou o Sirius.
– Poucos. – ela respondeu pegando o livro dela e indo deitar no sofá.
– O que…? – eu comecei a perguntar.
– Ela disse que podemos ir conversar que depois ela te explica o que falta, mas pediu para que não demorássemos. – respondeu o Remo.
– E como sabe tudo isso? Não ouvi vocês falando nada disso. – eu disse confuso.
– Está ficando surdo? Não ouviu que eu perguntei se tinha alguns minutos? – o Remo me perguntou já abrindo a porta do meu quarto.

Eu achei melhor nem responder.

– Viemos te ajudar a achar as roupas! – disse o Sirius depois de admirar o quarto.
– Pensei que não soubesse das roupas perdidas. – eu disse para ele.
– Sabia das roupas, mas não sabia que você estava com as minhas.
– E porque disse para a Lily que eu estava com uma garota? – perguntei já com muita raiva.
– Para ver se ela tinha ciúmes de você! – respondeu o Sirius rindo.
– E tem? – eu perguntei esperançoso.
– Não deu para reparar. Você deu um escândalo pelo que eu disse. – disse o Sirius dando de ombros.
– Tivesse explicado antes… – eu disse chateado.

Queria saber se a ruiva ficou com ciúme ou não!

– Vieram aqui para me ajudar a achar o closet ou não? – eu perguntei depois dos meninos mexerem em tudo.
– Para falar a verdade não. Só dissemos aquilo para a Lily liberar você! – disse o Remo.
– Viemos para localizar o Malfoy e dar uma boa lição nele.
– E porque não o localizaram lá do quarto? – eu perguntei deitando na cama e brincando com o pomo.
– Porque você está com o mapa do maroto! – responderam os dois juntos como se fosse a coisa mais obvia do mundo.
– Tinha até me esquecido dele. – eu disse indo pegar o mapa que estava embaixo do colchão.
– Juro solenemente não fazer nada de bom! – disse o Remo apontando a varinha para o mapa.

A coisa mais estranha aconteceu em seguida. Uma linha começou a cortar uma das paredes e logo uma entrada se formou.

– Acho que revelamos alguma coisa escondida no seu quarto. – disse o Sirius animado.
– Uma porta para o banheiro. Grande coisa! – eu disse desanimado indo olhar o mapa do maroto para ver se aparecia meu quarto e meu closet nele. – O closet não aparece aqui no mapa! – eu disse chateado.
– Mas nem precisa! – ouvi o Sirius dizendo de dentro do banheiro.
– Por quê? – perguntou o Remo confuso.
– O closet está aqui! – o Sirius disse rindo.

Fui para o tal banheiro, quando entrei descobri que era o closet. Um lugar bem amplo, com as minhas roupas e um lugar para se trocar. Os espelhos iam de um canto a canto da parede. Uma maravilha!

– Vamos ver se tem mais alguma coisa escondida por aqui? – perguntou o Sirius sorridente.
– Que outra coisa teria? – perguntou o Remo ainda observando o novo ambiente.
– Se o quarto fica do jeito que o dono quer, quem sabe tenha uma passagem para o quarto da ruivinha. – respondeu o Sirius animado.
– Duvido! – disse o Remo na mesma hora me desanimando.
– Não custa tentar! – eu disse pegando a varinha. – Juro solenemente não fazer nada de bom! – eu disse com a varinha amostra.
– Pelo visto não deu certo. – concluiu o Remo feliz da vida quando nada aconteceu.
– Pode ser que sejam outras palavras, um outro código, sei lá. – disse o Sirius dando de ombros.
– Pode ser… – eu disse pensativo.
– Mudando totalmente de assunto… O que vamos fazer para nos vingarmos do Malfoy? – perguntou o Remo.
– Estou aberto a sugestões. Não posso fazer nada que a Lily desconfie… – eu respondi pensativo.
– Eu vou pensar em um plano infalível, enquanto isso vamos dando alguns avisos para ele. – disse o Sirius feliz da vida.
– Avisos? – perguntou o Remo.
– Sempre que se encontrar com ele, o azare! – respondeu o Sirius.
– Certo… A conversa está boa, mas tenho que ir falar com a minha ruivinha… – eu disse passando as mãos nos cabelos.
– Vou com você! – disse o Remo saindo do closet.
– Eu vou me agarrar com alguém por aí. – disse o Sirius com um sorriso maroto.
– Pelo menos ele fala a verdade. – disse o Remo dando de ombros.
– Quem fala a verdade? – perguntou a Lily escutando o que o Aluado disse.
– O Sirius. Ele disse que iria se agarrar por aí… – eu respondi.
– Já ouvi isso hoje… – disse ela revirando os olhos.
– Quem disse isso? – perguntou o Remo.
– A Marlene é claro. – ela respondeu rindo.
– Achamos o closet do nosso amigo chifrudo. – disse o Remo se sentando no sofá.
– Cervo! – eu disse irritado.
– Dá no mesmo… – ele respondeu enquanto a Lily ria.
– Está parecendo o Sirius. – eu disse emburrado.
– Estou voltando a ser o velho maroto de sempre. – respondeu o Remo sorrindo.
– Isso era o que eu temia! – disse a Lily emburrada. – Mas vamos ao que interessa. Vai ficar mesmo com o horário que era do Remo, Potter? – me perguntou a Lily.
– Vou. – eu respondi me sentando. Vi que a conversa ia demorar.
– Então fique ciente que hoje de noite você já vai fazer a sua ronda. – ela disse analisando o horário e me entregando uma cópia. – Esse fica com você.
– Não é melhor você acompanhá-lo hoje Lily? – perguntou o Remo.

Já disse que o Remo é um grande amigo? Ele estava me ajudando com a ruivinha!

– Por quê? – perguntou ela confusa.
– Ele nunca fez uma ronda antes. Não sabe como fazer, nem onde passar. – respondeu o Remo e eu fiz a maior cara de coitado.
– Está bem, somente hoje Potter! – ela respondeu se dando por vencida.

Vou fazer a ronda com a Lily!

– De acordo com o horário deveríamos fazer a ronda juntos duas vezes no mês, mas como um deles cai na lua cheia eu cuido da ronda, mas você me substitui em outra ronda.
– Sem problema. – eu respondi.

Fiquei um pouco chateado. Porque bem a ronda que iríamos fazer juntos tinha que cair na lua cheia?

– Agora tem que explicar sobre como tirar pontos e sobre as detenções Lily! – disse o Aluado.
– Vou poder tirar pontos dos sonserianos sempre que quiser? – eu perguntei animado.
– Claro que não. – responderam os dois juntos.
– Você tem uma tabela de quantos pontos pode tirar.
– Como assim? – eu perguntei sem entender nada.
– Exemplo: se algum aluno xingar o outro você só pode tirar cinco pontos por xingamento.
– Só isso? – eu perguntei abismado.
– Só! – respondeu a Lily decidida me entregando mais um papel.
– E isso é para? – eu perguntei vendo o papel que ela me entregou.
– É a lista de quantos pontos você pode tirar e etc. Sugiro que decore. Não vai ser nada legal os alunos ficarem sabendo que você tem uma lista para isso. Eles têm que pensar que você pode tirar quantos pontos quiser.
– Vou tentar decorar. – eu respondi analisando a lista enorme na minha mão.
– Perfeito. Quanto às detenções, você precisa saber sempre o dia que estará disponível, quem poderá dar a detenção e depois terá que fazer relatório.
– E como faço para saber de tudo isso? – perguntei já vendo o trabalho enorme que é ser monitor.

Ser monitor foi à pior coisa que me aconteceu na vida!

– Geralmente isso é comentado nas reuniões, ou você analisa o horário. Sempre que tem ronda com dois monitores um deles pode dar a detenção. É só conversar com eles, ou você mesmo dar a detenção. – explicou a Lily.
– Os relatórios eu te ajudo no começo, mas geralmente você tem que anotar o que o aluno fez na detenção, qual foi seu comportamento, porque pegou detenção, essas coisas, não tem nada muito difícil de fazer. – explicou o Aluado.
– Hoje de noite esteja aqui. Teremos reunião com os outros monitores da grifinória. – disse a Lily.
– Vocês terão que fazer relatórios das reuniões também e passar para a professora diretora da casa, no caso, a Mcgonagall. – disse o Remo.
– E uma vez por mês tem reunião com os monitores chefes! – disse a Lily pensativa.
– Agora relaxe! – brincou o Remo.
– Só mais uma coisa… O Malfoy é monitor chefe da sonserina. Nada de gracinhas para cima dele ou arrumará muita encrenca. Se contenha,Potter! – disse a Lily pensativa.
– O Malfoy? Monitor chefe? Você esta de brincadeira, não é? – perguntei irritado.
– Não estou brincando. Ele é monitor chefe. Não sei como você ainda não sabia disso. – ela me disse revirando os olhos.
– Eu não deixei que eles soubessem. – respondeu o Remo cabisbaixo.
– Não acredito! A melhor coisa em ser monitor chefe era zoar o Malfoy e o Ranhoso… Agora só me resta o Ranhoso.
– Zoe o Snape que o Malfoy vai encrencar com o Sirius e com o Remo. – respondeu a Lily levemente irritada.
– E monitores chefes podem dar detenção em outros monitores? – eu perguntei já pensando em arrumar uma detenção para o Malfoy.
– Monitores chefes podem dar detenção para qualquer monitor,a não ser que seja outro monitor chefe.
– Droga! – eu disse baixinho, quase em pensamento.
– Exatamente… Você não vai poder armar nada para você dar uma detenção para o Malfoy. Somente os professores e o Filch podem dar detenção para monitores chefes.
– O Hagrid pode? – eu perguntei já tentando elaborar um novo plano.
– Pode sim, mas o Hagrid não faria nada para prejudicar ninguém. – dessa vez foi o Remo que respondeu.
– Afinal, o que é ser monitor chefe? – eu perguntei irritado.

Um monitor chefe não pode fazer nada legal!

E só agora que ele foi descobrir isso! Mas é lerdo…

Ninguém merece vocês dois. Ser monitor é muito bom!

Tinha que ser um nerd para falar isso

– Ser monitor chefe é poder ajudar os que precisam e dar um bom exemplo para os mais novos. – responderam os dois juntos, eles pareciam uma fita gravada falando a mesma coisa.
– Por isso que eu nunca quis ser monitor chefe! A pior coisa na vida de um bruxo na minha idade e com a minha beleza é ser monitor chefe. – eu disse revoltado antes de sair do salão.
– Ele se acostuma! – ouvi o Remo dizendo para a Lily enquanto eu saia.

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sobre Vanessa Sueroz

Autora dos livros Confusões em Paris, Minha última chance, Odiado Admirador Secreto, Presente de Aniversário, Eu te amo mais e Três Botões.


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2 thoughts on “Cap 6) O que é ser monitor?

  • Wateru

    Mais um capítulo fantástico :fatao:
    O bom disso é que o Tiago vai ficar mais perto da Lily *.*
    Mesmo que ele ache um porre ser monitor, vai ser bom pra ele. ^_^

    Agora vê se não me inventa de fazer besteira, Potter! :brancaacusa:

    Ah, isso é :tenso:
    Na época dos Marotos parece que todo mundo era doido :B
    É só o povo querendo arranjar confusão :tsc: :hebe:

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  • bruh prongs

    olha eu aqui… Denovo!

    daqui a pouco eu tenho que fazer tarefa de geografia dai vou ter que parar de ler por hoje!

    Buá!

    pq que fanfics não fazem parte da escola né?
    seria tudo tão mais fácil…
    ai…ai

    mas voltando a fic…

    amei como sempre!
    fiquei magoada com o james ele não pode desistir da Lil’s não agora né?

    tadinho dele … sofre tanto o baby… quero um pra mim!

    k

    Bjinhuss!

    MFF

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