Cap 6. Beijo roubado 7


Às 18h30min, os Marotos e as meninas estavam sentados nos jardim tendo uma ótima conversa entre amigos.

– Dá para pararem de namorar e prestarem atenção no que estou dizendo? – perguntou Remo para Lílian e Tiago que estavam se beijando.

– Não enche! – disse Tiago entre um beijo e outro.

– Deixe os dois namorarem, Remo. – pediu Kely.

– Mas estamos combinando o nosso natal na casa do Tiago. – disse Remo.

– Certo. Os tios vão sair. Eles sempre saem perto do natal. Provável que só voltem no dia 24 de tarde ou de noite… – Dizia Sirius.

– Como estamos combinando o natal se nem sabermos se Lílian vai também? – perguntou Rabicho.

– Tem razão. A senhorita Evans não deu a resposta ainda. – disse Sirius tentando separar o casal.

– Dá para os dois pararem de se beijar um pouco e responderem a pergunta? Já está ficando tarde e… – dizia Remo, mas Tiago o interrompeu.

– Que horas são? – perguntou Tiago assustado soltando Lílian.

– Quase sete. – respondeu Remo sem entender. – Por quê? – perguntou.

– Tenho que ir. Nos vemos mais tarde. – disse ele se levantando e saindo correndo.

– Sete horas… Torre de Astronomia… Ele não pode… – começo Lílian vendo o Maroto se afastar.

– O que foi que disse? – perguntou Sirius confuso.

– Desculpem gente, tenho que ir. Tenho que falar com o professor… – disse Lílian antes de sair correndo.

– O que deu nele para ter ido… – começou Sirius.

– Eu vou matar o Tiago se ele foi. – disse Kely irritada.

– Como sabe do encontro? – perguntou Sirius.

– Sabendo! – respondeu a menina revoltada – Então é verdade? Ele foi mesmo?

– Posso saber o que está acontecendo? – perguntou Remo.

– É melhor nem saber. Vamos! Já está tarde. Temos que entrar. – disse Kely.

Quando chegaram à torre da Grifinória, todos foram fazer alguns deveres que estavam atrasados, porém, Tiago já estava lá. Quando Sirius o viu, foi logo puxando o garoto para um canto.

– O que deu em você para ir naquele encontro? – perguntou o menino nervoso.

– Que encontro? – perguntou Tiago.

– O do bilhete! – respondeu Sirius como se fosse a coisa mais óbvia do mundo.

– Não fui ao encontro. Já falei que não vou trair a Lily.

– Então… onde foi? – perguntou o amigo mais aliviado.

– Fui pedir para minha mãe comprar vestidos para as meninas. Sabe como é… Baile na minha casa dia 24. E não pretendo contar para as meninas sobre o baile, senão elas não iriam querer ir. – respondeu Tiago. – Por que pensou que eu tinha ido ao encontro?

– Porque você saiu apressado quando Remo disse que estava tarde. Pensei que…

– Como pode pensar uma coisa dessas? – perguntou Tiago abismado – Esquece! Se fosse eu, também pensaria assim. Afinal, eu saía com todas, mas agora que tenho meu lírio…

Mas Tiago não completou a frase, pois viu Lílian entrar no Salão Comunal.

– Oi, meu lírio! – disse ele indo em direção à moça.

– Você… Aqui? Não foi no… Há quanto tempo está aqui?- perguntou ela extremamente confusa.

– Quando chegamos, ele já estava aqui. – respondeu Kely entendendo o espanto da amiga.

– Ainda bem que não foi. – respondeu ela beijando o menino.

– Nossa! – disse ele depois que soltou a garota. – Tudo bem? – perguntou ainda recuperando o fôlego. – E ainda bem que não fui onde?

– Melhor que nunca. – disse Lílian feliz. – E já me decidi. Vou com vocês no natal!

– Sério? – perguntou Tiago extremamente feliz.

– Nunca falei mais sério. – respondeu Lílian.

– Por isso que eu te amo, minha ruivinha! – disse Tiago pegando-a no colo e rodando enquanto a beijava. – Já que me respondeu essa pergunta… Posso fazer outra? – perguntou ele quando a colocou no chão.

– Ainda não. Espere mais um pouco! – respondeu Lílian beijando-o novamente.

– Hem – Hum! – fez Sirius fazendo os dois se separarem. – Posso saber onde a monitora chefa foi àquela hora? – perguntou Sirius tentando parecer sério.

– Fui dar uma volta! Achei que Tiago… – começou ela… – Ah, deixa para lá! Não é importante! – respondeu a menina ainda sorridente.

Lílian e Tiago ficaram repassando a matéria de animagia, para que Lílian não esquecesse, enquanto os outros estavam decidindo o que fazer no natal. E chegaram a decisão de jogar o jogo das cordas, e ficaram até tarde decidindo quais seriam as regras.

Até que Lílian resolveu que estava tarde para ficarem ali e mandou todos irem dormir. Afinal, ela era monitora e tinha que fazer isso…

No dia seguinte, Lílian acordou atrasada e não teve tempo de tomar café, foi correndo para a aula de feitiços.

Quando chegou, viu que o único lugar vago era ao lado do seu Tiago, mas antes de dizer qualquer coisa para ele a professora chegou.

Assim que terminaram o trabalho, Tiago pôde falar um pouco com a menina.

– Pensei que você não iria vir para a aula!

– Por que ninguém me acordou? – ela perguntou.

– As meninas disseram que não era uma boa idéia te acordar! Não entendi, mas como não posso entrar no dormitório feminino, não pude fazer nada. Tome! Peguei isso para você. Deve estar com fome. – disse Tiago entregando algumas bolachas para a menina.

– Obrigada!

– Tudo para te ver feliz, minha ruivinha.

– Vejo que se entenderam! – disse o professor ao chegar perto dos dois arrancando risadas de seus amigos e reclamações de algumas garotas.

– Não sei o que essas meninas vêem em você! – brincou Lílian ao ouvir as reclamações.

– Nenhuma garota resiste ao meu charme! – respondeu ele com um enorme sorriso.

– Mas espero que você resista ao charme delas, senhor Potter! – respondeu Lílian séria.

– Só tem uma certa ruiva a quem eu não resisto. – disse ele marotamente.

Lílian não agüentou e riu do que seu “amigo” disse, e antes que percebessem, as duas aulas de Feitiços já tinha acabado.

No almoço, todos ficaram terminando a redação sobre lobisomem para a aula de Defesa Contra a Arte das Trevas. As meninas estranharam como os Marotos sabiam tanto sobre o assunto, mas não disseram nenhuma palavra.

A tarde passaria em igual calmaria se não fosse em pequeno incidente depois das aulas.

Todos estavam rindo muito quando saíram da aula de adivinhação naquela tarde.

– Finalmente acabou o dia! E amanhã de tarde vamos para a casa do Pontas! – disse Remo.

– Está ansioso, hen Lupin. – disse Lílian rindo.

– É que ele adora uma prima do Tiago. – disse Rabicho rindo.

– Remo Lupin gosta de uma Potter? – perguntou Kely rindo.

– Eu não gosto dela. Só a acho muito simpática. – respondeu Remo.

– Todos os Potter são simpáticos. – respondeu Tiago.

– E então, Tiago? Seus pais vão ou não ficar em casa conosco? – perguntou Sirius.

– Até parece que eles vão ficar… Minha mãe já acha que três Marotos em casa é de mais. Piorou ter cinco de uma única vez. – respondeu Tiago rindo.

– Cinco? – perguntou Lílian sem entender.

– Meu pai também é um maroto, Lily. – respondeu Sirius.

– Seu pai, Black? – perguntou Kely rindo.

– Tio James é como um pai para mim. – respondeu o garoto vermelho.

Todos riram.

– Olha que gracinha aquela menina! – disse Remo.

– Aluado, paquerando? Deve ser uma menina muito gata para… – começou Tiago, mas parou quando Lílian deu um tapa em suas costas. – Mas não tem nenhuma menina mais bonita que a minha ruivinha. – disse ele.

– Quem é ela? – perguntou e Remo apontou a menina que achava bonita.

– Se chama Ninfadora Tonks. Ela é meio atrapalhada, mas é da Grifinória. – respondeu Kely.

– Olha aquele grupinho de garotas, parecem que estão olhando para cá. – disse Rabicho.

– Elas são da Cornival! – comentou Lílian.

– Deve ser impressão nossa! – respondeu Tiago indo em direção ao Salão Comunal.

Minutos depois, Sirius percebeu que as meninas ainda estavam seguindo eles.

– Eu devo ser realmente irresistível! As meninas estão nos seguindo. Não é possível… – comentou ele.

– Convencido… – comentou Lílian rindo.

– Por que elas olham para cá e cochicham? – perguntou Kely irritada.

– Vou perguntar o que elas querem. – disse Remo.

– Não vai mesmo! Se elas quiserem, elas que venham falar conosco! – disse Tiago segurando o amigo. – Vamos estudar um pouco. Logo vamos jantar.

Os Marotos desceram na frente para jantar enquanto as meninas tinham ido tomar banho.

Assim que chegaram ao Salão Principal, eles foram parados por um grupinho de garotas que queriam conversar com eles.

Enquanto Lílian e Kely desciam para o Salão.

Assim que Lílian entrou no salão, viu Tiago beijando uma menina da Corvinal! Ela não quis esperar nem para ver o que estava acontecendo, deu meia volta e saiu correndo pelos corredores. Antes de Kely a seguir, esta foi até os Marotos, puxou a menina que beijava Tiago pelos cabelos e deu um tapa na cara do Maroto.

– Já que a Lílian não fez isso eu mesma faço! Nunca pensei que você pudesse fazer isso com ela, Potter! – disse a menina antes de sair.

Flashback

Os Marotos desceram na frente para jantar enquanto as meninas tinham ido tomar banho. Assim que chegaram ao Salão Principal, eles foram parados por um grupinho de garotas que queriam conversar com eles.

– Olá, rapazes! – disse uma das garotas, uma loira.

– Olá. – responderam os Marotos.

– Então, Tiago… Por que não foi ao encontro ontem? – perguntou a menina sem rodeios.

– Porque não quis.

– Não é possível que seja verdade que você está afim da Evans! – disse a menina.

– E por que isso não pode ser verdade? – perguntou Sirius.

– Por que ela é muito sem graça, chata, CDF, feia de mais para um garoto como você. – respondeu outra menina que era morena.

-A Evans é uma ótima pessoa! – disse Remo.

– E muito amiga, e legal! – disse Sirius.

– E linda! – disse Tiago.

– Então ela não desconfiou de você? Droga! – disse a menina quase que para si.

– O que quer dizer com isso? – perguntou Tiago irritado.

– Assim como mandei uma carta para você, eu também mandei para ela, dizendo que ia me encontrar com você! Se vocês estivessem juntos, isso logo mudaria, e ela saberia que não se pode ficar apaixonada por um Maroto.

– Quem você pensa que é para tentar controlar a minha vida? – perguntou Tiago agora furioso.

– Sou alguém afim de você!

– Eu amo aquela ruiva! – disse Tiago

– Pois terá que esquecê-la. – disse a morena.

A menina morena deu um cutucão no braço da loira e esta agarrou e beijou Tiago, mas antes que o menino tivesse tempo de se afastar da loira ele sentiu alguém puxando ele e logo em seguida um tapa bem forte em seu rosto.

– Já que a Lílian não fez isso eu mesma faço! Nunca pensei que você pudesse fazer isso com ela, Potter! – disse Kely antes de sair.

Fim do flasback

– O que foi que aconteceu? – perguntou Tiago levando a mão ao rosto que ardia.

– Além de você beijar uma garota que não seja a Lílian? – perguntou Sirius.

– Mas ela me agarrou! – protestou Tiago.

– Só que as meninas não viram essa parte! – disse Remo. – Lílian só viu vocês se beijando e… – mas não pode continuar, pois o Maroto já estava longe.

– Tiago! – chamou Sirius

– Ele foi atrás da ruiva. – disse Remo.

– E temos que ir também. Aquelas meninas fizeram de propósito. – disse Sirius.

– Vamos pegar as meninas primeiro. – disse Rabicho. – Mas antes, vamos comer. – completou já com água na boca de olhar a comida na mesa.

– Eu vou falar com aquela menina loira e você vai atrás da Lily. – disse Sirius. – Ela vai ter que escutar mais a mim do que ao Tiago.

Lílian não tinha ido para o Salão Comunal, havia ido para a Sala Precisa. Sabia que era quase impossível alguém a achar lá, mas se enganou.

Eu não acredito que acreditei que ele tinha mudado… Mas ele estava tão carinhoso e gentil… Lílian Evans ele é um Maroto e sempre será! Mas beijar outra na minha frente… Na frente da escola inteira… Agora sei que aquele encontro foi verdade… Ele deve ter ido… Deve ter marcado em outro horário ou coisa do tipo… Como eu fui burra em acreditar no que ele me disse… E ainda dizia que me ama… Aquele…

Uma batida na porta interrompeu seus pensamentos.

– Lily, eu sei que está aí! Abra! É o Remo. Eu só quero conversar.

– Saia daqui, Remo! Eu não quero falar com ninguém.

– Lily, estão todos atrás de você. Estão preocupados. E eu também.

– Eu quero ficar sozinha! – respondeu a menina com lágrimas nos olhos.

– Lily, eu sei como está se sentindo. Deixe-me ajudar. Não vou defendê-lo. – disse Remo numa última tentativa de fazer Lílian abrir a porta.

Passados uns dois minutos sem resposta, a porta se abriu. Remo entrou na sala apreensivo, fechou a porta as suas costas e sentiu a amiga o abraçando e chorando.

– Calma, Lily, você precisa se acalmar. Vem, sente-se aqui. – disse Remo mostrando um sofá.

– Remo! Ele não podia ter feito isso! Se quisesse ficar com outra deveria ter me falado… Me dado um fora… Sei lá…

– Lily, o beijo não foi…

– Você disse que não iria defendê-lo, Remo! – protestou a menina.

– Mas Lily… – começou ele, mas ao ver a cara da amiga completou – Certo. Pode desabafar. Não vou defendê-lo.

Lílian contou tudo que sentia e sabia desde o bilhete até aquele momento.

– Eu não sabia de encontro nenhum… Não posso te falar nada sobre isso, mas sei quem deve saber.

– Quem? O Potter? Não vou falar com ele.

– Não. O Sirius! Se tem alguém que sabe da vida do Tiago, é o Sirius. Pergunte para ele.

– Sirius só iria defender o Potter. – respondeu Lílian irritada.

Depois de mais algum tempo conversando, Lílian resolveu seguir o conselho de Remo e tentar dormir um pouco.

Já no Salão Comunal, enquanto Sirius explicava para Kely o que tinha acontecido e a menina contava sobre o bilhete que Lílian recebera, Tiago não estava conseguindo prestar atenção na conversa, ele estava perdido em pensamentos.

Não acredito que aquela menina da Corvinal fez isso… Se fosse em outra época eu acharia o máximo, mas agora… Lily deve estar uma fera, ela não vai querer me escutar… Tenho que pensar em como fazer ela me escutar… Quem sabe lá na minha casa agente não consiga conversar?… Não acredito que isso foi acontecer bem agora… Estamos tão bem… Eu até ia pedir para…

Mas ao ouvir a voz de Remo ele esqueceu os pensamentos e foi ver se o amigo tinha encontrado a ruiva.

– Pronto! Não se preocupem, ela está bem. – disse Remo abrindo passagem para a ruiva.

– Lily, você está bem? Onde esteve? Preciso te contar uma coisa, aquilo foi um mal… – começou Kely.

– Não quero falar disso agora. – disse a menina indo em direção ao dormitório.

– Lily, você precisa… – começou Tiago.

– É EVANS, POTTER! EVANS! – gritou Lílian assustando alguns alunos que estavam no Salão Comunal.

– Mas… – Thiago começou mais uma vez, mas a menina não o deixou terminar.

– Eu não quero falar com você, ver você, escutar sua voz… Não quero saber de nada que tenha relação com você, Potter! – respondeu Lílian subindo para ir dormir.

Tiago na mesma hora foi atrás da menina, porém a escada o rejeitou e o jogou longe dali.

– Você sabe que não pode subir. – disse Sirius ajudando o amigo a levantar.

– Mas ela precisa saber que não foi culpa minha! – protestou Tiago.

– Ela não vai te escutar. Ela pensa que você está com a menina há algum tempo… Afinal, depois daquele encontro… – ia dizendo Remo, mas Sirius o interrompeu.

– O problema é que ela não sabe que ele recebeu um recado também marcando o encontro! – disse Sirius

– Eu não fui ao encontro. – disse Tiago. – Ela tinha que acreditar em mim… – choramingou o menino.

– Fica difícil de acreditar, Tiago. Com o currículo de galinha que você tem… – disse Kely. – Vou falar com ela. Ela vai ter que me escutar! – disse a menina determinada.

– Ela não vai escutar! Já tentei falar com ela. Ela não quer nem escutar o nome dele. Amanhã falamos com ela. – disse Remo.

– Espero que ela vá amanhã. Afinal, tio James vem nos buscar às sete. – disse Sirius.

– Ela não vai, gente! – disse Kely triste.

– Como não vai? – perguntou Tiago inconformado.

– Depois de tudo isso, você ainda acha que ela vai passar uma semana na sua casa? – perguntou Kely.

– Ela vai! Mesmo que eu tenha que puxá-la pelos cabelos, mas ela vai! – respondeu o menino determinado.

No dia seguinte todos estavam animados, exceto os Marotos e duas meninas do sétimo ano.

Os Marotos acordaram cedo e já desceram para tomar café da manhã, enquanto Kely tentava convencer Lílian a descer.

– Você não poderá evitá-lo o dia inteiro. Já-já teremos aula com ele. – dizia Kely.

– Eu sei. Mas não quero ver a cara dele agora! – respondeu Lílian.

– Vamos, Lily. Você precisa comer. Ou o Potter vai te impedir de fazer isso? – perguntou a amiga.

– Você tem razão. Ele não vai me impedir de fazer nada. – disse Lílian descendo.

– Isso! – comemorou a amiga, sem que Lílian percebesse.

As aulas foram a maior confusão com Tiago e Lílian brigando toda hora.

– Se não pararem com essas brigas agora, vão pegar outra detenção! – disse Minerva irritada.

– Vamos, Lílian! Vamos lá para casa. Já tínhamos combinado!

– Não vou a lugar nenhum com você, Potter! – disse a menina pela vigésima vez naquela manhã.

– Você precisa me escutar, Lily. Aquilo não foi culpa minha! – disse o menino pela trigésima vez naquela manhã.

– É Evans, Potter! – gritou a menina.

– Vinte pontos a menos para a Grifinória pela briga de vocês. E não quero escutar a voz de vocês dois o resto da aula. – disse Minerva.

O almoço foi a mesma coisa, e conseqüentemente, as aulas da tarde foram iguais as da manhã. No final das aulas, os dois já tinham perdido mais de 150 pontos da casa deles só por causa das brigas.

Às seis da tarde, todos já estavam cansados de escutar Lílian e Tiago brigando.

– Tiago, esquece. Ela não vai! – disse Sirius.

– Ela tem que ir! – disse o menino.

– Você tem uma hora para convencê-la a ir. – disse Rabicho.

– E eu já sei como fazer isso. – disse Kely pensativa.

– Como? – perguntaram os Marotos.

– A aposta de vocês. – respondeu a menina.

– Eu tinha me esquecido… Faz muito tempo que não peço para sair com a Lily por causa disso. Eu estava esperando uma ocasião especial…

– Posso saber que aposta é essa? – perguntou Sirius curioso.

– Os dois apostaram alguma coisa na aula. E Tiago ganhou. Então, quando ele chamar Lílian para sair, ela vai ter que aceitar. – respondeu Kely.

– Vou procurá-la agora mesmo. E vocês vão arrumar as coisas. Antes das sete me encontro com vocês e com a ruiva no Salão Comunal. – disse o menino antes de sair correndo.

Tiago correu para o dormitório e pegou o Mapa do Maroto, viu sua ruiva do lado oposto do castelo, então, para chegar a tempo, saiu correndo na direção da menina. Eram quase seis e meia quando Tiago viu sua ruiva.

– Li… Evans! Precisamos conversar. – disse ele.

– Não tenho nada para falar com você! –gritou ela com lágrimas nos olhos que teimavam em descer.

– Mas eu tenho uma coisa para falar com você, aliais não só uma. – disse ele se aproximando para beijá-la.

Lílian, que percebeu logo o que o Maroto queria, foi logo empurrando Tiago.

– O que pensa que está fazendo, Potter? – perguntou ela saindo da sala.

– Você não vai sair antes deu falar o que preciso. – disse ele segurando-a pelo braço.

– Me solta, Potter! – gritou a menina.

– Lílian Evans, você quer sair comigo? –perguntou ele.

– Não acredito que você vai usar aquela aposta agora! – disse ela irritada. – Eu não quero!

– Vou repetir a pergunta: Quer sair comigo? – perguntou ele ainda sem soltá-la.

Lílian bufou, mas foi obrigada a responder: “sim”.

– Ótimo! Vamos para a minha casa em meia hora. Arrume as suas coisas, estarei te esperando. Não se atrase. – disse ele soltando a menina e indo calmamente em direção ao Salão Comunal.

”Não acredito que terei que ir! Aposta idiota!!! Como pude apostar uma coisa dessas?… Que raiva!!! Eu odeio o Potter!!!!”

”Ainda bem que Kely me lembrou da aposta. Ela não tem como recusar… Palavra de bruxo… Terei uma semana ao lado dela. Vai dar tempo de explicar o que houve…”.

Cinco para as sete, estavam todos sentados no Salão Comunal esperando o pai de Tiago, exceto a ruiva que ainda não havia descido do dormitório.

– Será que ela vai mesmo? – perguntou Rabicho.

– Lily nunca quebraria com a palavra. – disse Kely.

– E eu tenho sorte disso. – respondeu Tiago.

– Sorte do quê, filho? – perguntou o recém chegado.

– Nada não, pai! – respondeu Tiago.

– Prontos então? Cadê a minha norinha? Aquela ruiva é uma gracinha… – disse James.

– Pai! – disse Tiago envergonhado fazendo todos rirem.

– Vou apressar a ruiva. – disse Kely.

Minutos depois, as duas desceram e na sala só estava James.

– Desculpe a demora! – disse a ruiva descendo.

– Não se preocupe. Valeu à pena esperar. – respondeu ele fazendo a menina corar. – Então, vamos? – disse ele mostrando a lareira

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sobre Vanessa Sueroz

Autora dos livros Confusões em Paris, Minha última chance, Odiado Admirador Secreto, Presente de Aniversário, Eu te amo mais e Três Botões.


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7 thoughts on “Cap 6. Beijo roubado

  • Aprender a Jogar Poker

    Oi!, o meu nome é Maria estudo Ergonomia e gostei muito da tua página! Muito bonita muito bem!
    Adequa-se muito bem com tudo aquilo que aqui li.Existe sempre há muito para escrever nos blogues!Nada nada mais satisfatório do que deixar a nossa escrita espalhada pelo mundo!e por isso deixei este comentário!
    Á semelhança de ti também eu tenho uma página mas tem um tema muito diferente, escrevo sobre dinheiro grátis para jogar poker online!
    Até amanhã 🙂

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  • Poker Gratis

    Oi visito mais uma vez aqui neste blog amigo, de modo a retribuir a visita dada…….
    Chamo-me João,amo jogos , passo imenso do meu horário a improvisar o meu espaço online costumo também fazer legendas para imenos fóruns,talvez viram algum filme com legendas feitas por min!
    E por agora chega, pois eu faço turnos e e vou dormir um bocado.
    Até outro dia………….

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  • Wateru

    Cara, até eu tinha me esquecido da aposta. A Kely é foda, lembrou-se a tempo de salvar o Natal 😀
    E que cabeça-dura é essa Lilian, hein? Nossa! ô temperamento enlouquecedoramente explosivo! :florinda:
    Te acalma, Lily :pedala:

    Vou correr pra ler mais, Vanessa! :#1:

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