Cap 5) Quem ficará no meu lugar? 4


Depois que…

Parem tudo!! Alguém reparou no nome ridículo do capítulo dele? “Quem ficará no meu lugar?” Esse nome não é gay? Eu achei muito gay.

É por que você é um cachorro bicha, então tudo para você é algo gay!

E lá vão eles começar a discutir antes mesmo do capitulo começar.

Já reparou que o Aluado não se mistura? Ele nunca entra nas nossas brigas…

Não é que você disse uma verdade finalmente Pontas?!

Eu não me misturo por que as brigas de vocês não têm fundamento!

Vou te ignorar… Onde já se viu meu melhor amigo dizer uma coisa dessas de mim.

Seu melhor amigo? Pensei que eu era seu melhor amigo e o Remo ficava atrás de mim!

Você gosta de manter o Remo por trás Almofadinhas?

Merlin me livre

Pontas e sua mente poluída. Estou dizendo que sou seu melhor amigo e não o Aluado!

Aluado é meu melhor amigo junto com o Rabicho.

E eu sou o que? Agora fiquei ofendido, nem na lista de amigos eu estou mais

Você esta na lista de irmãos, alias nessa lista só tem você!

Agora eu deixo começar o capitulo. Fiquei feliz!

E voltando a história do Pontas…

Voltando a minha história…

Depois que eu e a Lily chegamos ao salão comunal todos pararam a conversa para nos olhar:

– Finalmente um momento de paz entre os Potter’s! – disse o Sirius levantando as mãos para cima e se ajoelhando no chão.

Eu sei que ele é dramático, mas entendam…

E lá vai ele falar mal de mim…

– Por que você usou a palavra no plural? – perguntou a Lily começando a ficar irritada novamente.

– Plural? Eu disse Potter’s? Eu quis dizer, o Potter e a Lily! – disse o Sirius tentando concertar as coisas.

– Black! – gritou a Lily sem acreditar nas desculpas esfarrapadas do Sirius.

– Lilizinha querida… Já estava estranhando seu bom humor. – ele disse se escondendo atrás do Remo.

– Era impressão minha ou vocês estavam mesmo conversando? – perguntou a Marlene para mim e para a Lily.

– Estávamos! – respondemos juntos.

– E o que achou Lily? – perguntou a Marlene fazendo a Lily sentar ao lado dela no sofá.

– É… O Potter ainda tem conserto! – ela disse meio receosa.

– Sim! – eu disse animado cumprimentando o Sirius feliz da vida. – Claro que tenho conserto cara Lily. Por você eu faço tudo…

– Estava bom de mais para ser verdade! – reclamou a Lily.

– Parei! – eu disse me dando por vencido.

– O que estavam conversando? – perguntou o Remo logo que todos se sentaram.

– Estávamos falando de como o Pedro ficou ridículo parecendo um balão. – eu respondi rindo e fazendo todos rirem.

– Vocês precisavam ver a cara da enfermeira quando viu o estado do Pedro… – a Lily disse imitando a cara de pânico de enfermeira.

– O pior foi à bronca que ele levou da Mcgonagall logo em seguida. – eu completei.

– E onde ele está? – perguntou o Remo.

– Vai ficar na ala hospitalar até amanhã de manhã. – a Lily respondeu. – Agora preciso ir dormir! – ela disse se levantando preguiçosa.

– Mas já? – perguntou o Sirius sem acreditar.

– Já. É que eu tenho… – ela começou, mas a Marlene a interrompeu.

– Ela tem que estudar! – completou a Marlene com um sorriso enorme.

Aquilo estava com cara de que as duas estavam escondendo alguma coisa.

– Mas… – começou a Lily.

– Vamos conversar Lily! – ordenou a Marlene arrastando a ruiva para a sala dos monitores. – E ninguém ouse entrar lá.

– Lene… – só escutei a ruiva falando isso antes da porta ser fechada.

– O que deu nelas? – perguntou o Remo sem entender.

– Estão escondendo alguma coisa! – disse o Sirius pensativo.

– Também acho! – eu disse no mesmo instante.

– Vou descobrir! – disse o Remo curioso se colocando de pé.

– O Reminho esta indo contra uma regra? – Sirius perguntou zombador.

– Não é uma regra. Foi um pedido! – ele respondeu marotamente indo em direção a porta do salão dos monitores.

– Se fosse eu que fizesse isso ele iria me crucificar! – eu disse me esticando

Eu e o Sirius ficamos cada um em um sofá conversando sobre quadribol e o treino do dia seguinte.

Depois de alguns minutos o Remo voltou:

– Descobriu alguma coisa? – eu perguntei curioso.

– Parece que o tal do Victor quer se encontrar com a Lily amanhã de manhã para conversar, mas a Marlene não quer deixar. – disse ele receoso me olhando preocupado.

– O Victor? – eu perguntei já com planos em mente.

– É. – ele respondeu com muito receio.

– Será que a Marlene esta afim dele? – perguntou o Sirius pensativo.

– Claro que não. Por que? – perguntei confuso.

– Por que outro motivo ela não deixaria a Lily sair com o Victor? – perguntou o Sirius fingindo não estar interessado no assunto.

– Por causa do Tiago? – perguntou o Remo com a cara mais obvia do mundo.

– E você sabe se a Lily vai para esse encontro? – eu perguntei ainda pensativo.

– Ao que parece ela vai sim. Mas não se preocupe Tiago… – começou o Remo.

– Não estou preocupado. Tive uma ótima idéia. – eu disse contente.

– Que seria…? – perguntou o Sirius curioso.

– Sabe aonde ela vai se encontrar com ele e que horas será isso? – eu perguntei ignorando a pergunta do Sirius.

– Não, mas a Lene sabe. – respondeu o Remo.

– Já volto! – eu disse me levantando e arrumando as vestes.

Fui para o salão comunal dos monitores, bati na porta e entrei. A Lily estava sentada em uma poltrona com os olhos vermelhos, parecia que estava chorando, já a Marlene estava com uma expressão confusa, acho que estava da dúvida se ajudava à amiga ou não.

Quando entrei só escutei a Lene terminando de falar:

-… Reclame, você esta merecendo isso. – disse a Marlene com a voz alterada antes de se virar para mim.

– Desculpa entrar assim… – eu disse sem tirar os olhos da Lily.

– Sem problemas Tiago. Quer falar com a Lily? Eu já estava de saída mesmo. – disse a Marlene visivelmente tentando voltar ao tom de voz normal.

– Na verdade era com você mesmo. – eu disse para ela. – Mas posso ajudar em alguma coisa Lily? – eu perguntei para a minha florzinha.

– Está tudo ótimo! – ela disse já derramando as lágrimas e se levantando para ir se deitar.

– Desculpa Lily, é que… – começou a Lene parecendo arrependida.

– Não precisa se desculpar. Só disse o que pensa. Vou me deitar. Conversamos amanhã! – ela disse.

– Mas você vai? – perguntou a Marlene.

– Não sei! – respondeu a ruiva antes de fechar a porta com força as suas costas.

Saímos do salão rapidamente e nos encontramos com os marotos no salão comunal.

– Que cara é essa Lene? – perguntou o Sirius preocupado.

– Tive uma discussão com a Lily. – ela respondeu cabisbaixa.

– Mas esta tudo bem? – perguntou o Remo.

– Espero que sim. Disse coisas que não deveria ter dito. A Lily se faz de forte, mas ela é bem frágil quando se trata de sentimentos. – a Lene disse pensativa.

– Não entendi onde quis chegar com isso! – eu disse confuso.

– Nada não Ti. Mas o que você queria falar comigo? – ela me perguntou.

– Queria saber que horas será esse encontro e o local. – eu respondi.

– Se tudo der certo nem encontro mais vai ter. Mas não se preocupe, esse menino não serve para a Lily e ela vai perceber isso. – respondeu minha amiga.

– Não estou preocupado, por que tenho um plano. – eu respondi.

– Certo. O encontro vai ser às seis e meia da manhã em frente a estatua do um olho só no… – começou ela.

– Terceiro andar. Obrigado! – eu disse feliz da vida.

– Posso saber por que esse rapaz não é bom para a Lily? – perguntou o Remo.

– Tirando que eu acho que ela e o Tiago têm que ficar juntos? – perguntou a Lene rindo.

– Tirando isso. – confirmou o Remo revirando os olhos.

– Por que ele é meio apressado com as coisas, se é que podemos dizer assim. – ela respondeu enigmática.

– Já ficou com ele, não é? – perguntou o Sirius fechando a cara.

– Já! – respondeu a Lene dano de ombros.

– Essa menina já ficou com a escola inteira! – exclamou meu amigo cachorro.

– E você também! – eu disse na mesma hora.

– Ela só não ficou com você Sirius! – completou o Remo.

– Vocês já ficaram? – perguntou o Sirius revoltado para o Remo.

– Claro que não. O Reminho é muito inocente para isso. Não posso abusar dele. – respondeu a Lene fazendo uma carinha manhosa.

– Vou fingir que não ouvi isso. – eu disse rindo.

– Certo, deixem essa história de lado. Afinal, qual o plano Tiago? – perguntou a Lene.

– Vão ver… – eu disse enigmático.

Alguém tem que fazer um suspense às vezes nessa história, não é?

– Vamos ver o que a Lily vai fazer com esse plano… – disse a Marlene ainda curiosa.

– Em falar em Lily… Vou ver como ela está! – disse o Remo já se levantando.

– Aproveite, pois depois de amanhã a ruivinha é só minha meu caro Aluado. – eu disse feliz.

– A única coisa boa de não ser mais monitor é ver vocês dois se entendendo, então faça por merecer Pontas! – ele disse sorrindo antes de ir para o salão dos monitores.

Depois disso nada legal aconteceu, mas o dia seguinte prometia!

Levantei bem cedo, com a ajuda do detratador do Remo.

Despertador, Pontas. Já cansei de falar.

Que seja… Eu acordei com a ajuda desse troço aí. Enfim eu ia junto com a Lily, se é que ela ia, para o encontro com o tal do Victor.

Troquei-me calmamente e fui esperar a Lily no salão comunal, não tardou e vi a dona dos meus sonos surgir pela porta do salão dos monitores, meu coração disparou… Como ela estava linda! Aliás, ela é linda!

Pulando a parte melosa da história e indo direto para a parte que interessa…

Vi a Lily passando na minha frente e logo me coloquei de pé tentando não fazer barulho, e é claro que consegui, afinal, são anos de experiência saindo escondido para ficar perto do Remo nas luas cheias.

Fomos juntos, em silêncio é claro…

De outra forma é que não iria ser. Ela nem ao menos sabia que você estava lá…

Por isso que eu disse que fomos em silêncio Reminho.

O bobão do Victor fez minha princesa esperar por ele durante longos cinco minutos, acho que ela já estava se arrependendo de ter ido, pois já estava batendo o pézinho delicado no chão em sinal de impaciência. Vocês conhecem as mulheres, não é? Elas quando ficam impacientes ficam batendo o pé… Muito bonitinho!

Bonitinho? Tinha que ser um veado para falar isso mesmo…

Cervo!

Veado!

Cervo… E não vou discutir mais…

Quando o mala sem alça chegou a Lily já estava desistindo do encontro, o que seria melhor para mim, mas aquele inútil chegou na hora errada. Quando a Lily deu as costas para ir embora o mané chegou:

– Lílian! – chamou o inútil.

– Ah, você demorou! – ela disse voltando-se para ele.

– Desculpe!

– Então… – começou a Lily tentado puxar assunto.

– Certo… – disse ele parecendo pensar no que dizer. – Te chamei por que queria conversar com você.

– Já esta o fazendo! – ela respondeu distraída, ou pelo menos tentando parecer isso.

– Dormiu bem? – perguntou ele, provável que tenha estranhado o tom de voz dela.

E realmente a Lily estava com o olho um pouco inchado.

– Muito bem. – respondeu ela sorrindo.

– Sonhou comigo? – perguntou ele presunçoso.

Certo, nessa hora comecei a rezar para ver se ela dava uma resposta que eu iria gostar, resumindo: iria dar um fora nele!

Como estava de frente para a Lily para poder ver a expressão dos dois, já que a Lily estava de costas para o Victor, então a vi fazendo uma careta e dizendo um “não” sem som algum, e logo disse em voz alta:

– Claro que sonhei com você! – ela respondeu ainda com uma careta.

Ninguém nunca contou para a Lily que mentir é feio? Estava na cara que ela estava mentindo para o rapaz. E só Merlin sabe o quanto eu queria que ela falasse a verdade. O que me deixou intrigado, foi: Por que ela mentiu?

– E o sonho foi bom? – ele perguntou para a minha ruiva. Mas ele estava com uma cara de safado que só eu e o Sirius fazemos melhor.

– Foi ótimo… – respondeu ela vagamente.

– E como foi? – perguntou ele passando o braço pela cintura dela.

Sério ainda vou matar ele se ele ousar beijar a minha princesa.

– Eu estava te matando afogado no lago! – ela disse tão baixo que mal eu pude ouvir.

– O que disse minha lindinha? Eu não escutei direito, você falou muito baixo. – ela disse sorrindo.

Sério, aquilo já estava me dando enjôos.

– Disse que não me lembro do sonho direito. Vamos mudar de assunto. O que você queria comigo mesmo?

Essa é a minha Lily… Sempre direta!

– É que estamos saindo há algum tempo… – começou ele.

Nessa hora eu paralisei. Como assim saindo há algum tempo? Como eles estão saindo e eu não soube?

– Estamos saindo? Quando foi isso que esqueceram de me avisar? – perguntou ela docemente.

Minha nossa que resposta! Amei! E já esta confirmado, eles nunca saíram… Agora fiquei até mais aliviado!

– Mas minha ruivinha… – começou ele.

– Não me chame assim! – gritou ela nervosa.

Não sei por que ela ficou tão brava… Ela nunca fica irritada desse jeito quando eu a chamo assim… A não ser…

A não ser que ela só deixe você chamá-la assim!

Ela me ama!

Nem vou discutir esse assunto!

Eu já disse que o Aluado é um chato e que não gosta de se misturar?

Já!

– Não te chamo mais assim foguinho! – ele disse sorrindo.

– Meu nome é Lílian caso você não tenha percebido. – respondeu ela aborrecida.

– Vejo que não acordou muito bem hoje… É melhor marcarmos outro dia. – ele disse apreensivo.

– Acho melhor continuarmos na amizade. – respondeu ela decidida saindo rumo ao salão principal.

E ponto para Tiago Potter! Não foi nem preciso colocar meu plano em prática.

Para quem está curioso vou revelar meu plano…

Quando o Victor abraçasse ou tentasse beijar a minha ruivinha eu simplesmente iria passar a mão nas partes proibidas dela, assim ela iria pensar que foi o cara de pamonha e ia brigar feio com ele e eu ainda ia aproveitar e sentir as curvas delicadas da minha foguinho.

Sabe que eu amei o seu plano… Até eu mesmo poderia executá-lo. Não seria nada ruim fazer… Ai! Não precisava me bater, só fiz um comentário.

Não ouse tocar na minha ruiva. Ela é só minha!

Tinha que ser o Sirius para fazer uma besteira dessas… Mas eu detestei o seu plano. Tudo bem que o cara iria ficar estéril e tudo mais, mas não é justo com a Lily…

O dia que ela se casar comigo vou passar a mão em algo sem tanta roupa.

Cala a sua boca pervertida Tiago!

Enfim, o encontro da Lily com o tal do Victor não deu em nada e eu fui guardar minha capa feliz da vida.

– Deu certo o seu plano? – perguntou o Sirius assim que cheguei no dormitório.

– Nem precisei colocá-lo em prática. A Lily deu um fora no Victor sem eu precisar fazer nada. – eu respondi sorrindo.

– Que bom! – disse Pedro com um sorriso leve. – Vamos comer? – perguntou ele em seguida levando a mão à barriga.

Realmente o Pedro não pensa em outra coisa mesmo!

Descemos para o salão principal e o único lugar vago era ao lado da Marlene, infelizmente a Lily estava do outro lado da mesa, mas mesmo assim ainda fiquei perto dela…

O amor é lindo!

– Bom dia meninas! – eu disse radiante de felicidade.

– Bom dia! – respondeu a Marlene com a mesma intensidade.

– O que aconteceu para vocês estarem tão felizes hoje? – perguntou a Lily nos olhando atentamente.

– É que passamos uma noite maravilhosa juntos… – respondeu a Marlene maliciosamente.

Espantei-me quando a Lily fez a maior cara de espanto do mundo e disse secamente:

– Fazem um casal perfeito! – ela disse secamente nos olhando com desdém.

– É brincadeira sua boba! – disse a Marlene rindo feito uma louca.

– Eu sei… – respondeu a Lily mais naturalmente.

Realmente não entendi o que deu na Lily naquele momento.

Pois está na cara que ela ficou com ciúmes!

Acha que foi isso mesmo?

Não tenho duvidas

Eu muito menos!

Agora eu estou mais feliz!

Assim que acabou a café da manhã fomos todos juntos para a aula de feitiços. O Remo foi na frente com a Lily, eles estavam aproveitando o último dia juntos… Afinal na noite seguinte eu ia ter que dormir no salão dos monitores.

Fui atrás conversando com a Marlene e com o Sirius, e o Pedro… Até parece que ninguém sabe que ele ainda estava no salão principal comendo, afinal faltavam cinco minutos para acabar o café.

– Por que disse aquilo lá na mesa? – eu perguntei para a Marlene.

– É que estou muito feliz.

– Feliz por quê? Sonhou comigo? – perguntou o Sirius galanteador.

– Sonhei que estava lançando um Avada Kedavra em você Sirius. – disse a Marlene rindo. – Brincadeira!

– Está muito engraçadinha hoje. – ele disse emburrado.

– É que estou feliz que o encontro da Lily não teve sucesso. Já estava sabendo Tiago? – perguntou minha amiga morena.

– Não. O que a Lily disse do encontro?

Lógico que eu ia fingir que não sabia, afinal, eu queria saber o que a minha foguinho disse a respeito.

– Ela disse que o tal do Victor é um idiota e que ficou falando besteira, e que ele é muito arrogante.

– Não é isso que ela diz de mim? – eu perguntei inocentemente.

– Mais ou menos. – disse ela fugindo do assunto.

– Explique-se! – eu pedi.

– Olha… Já chegamos. Vou sentar com… – começou ela.

– Comigo é claro! – disse o Sirius na mesma hora.

– Tudo bem cachorrinho. – disse ela apertando as bochechas do Sirius e rindo. Logo em seguida puxou ele para dentro da sala.

Assim que entrei na sala sentei atrás do Remo e da Lily, o Remo virou para falar comigo:

– Está tudo bem? – perguntou ele.

– Claro. – eu respondi, mas indiquei a Lily com a cabeça, dizendo que não poderia falar.

– Lily guarda meu lugar? Vou resolver um assunto com o Tiago! – escutei o Remo dizendo.

– Mas o Potter está aqui atrás… – ela começou, mas não terminou – Guardo seu lugar! – disse se dando por vencida.

– O que foi? – perguntou ele quase sussurrando.

– A Marlene. Esta fugindo de mim. Esta me escondendo alguma coisa. – eu disse pensativo.

– Sobre o que? – perguntou meu amigo curioso.

– Você reparou na brincadeira que ela fez no café?

– Claro… Disse que você e ela tinham passado a noite juntos.

– Exato. Ela não quis me contar por que disse isso. Saiu andando e foi se sentar com o Sirius. Ficou até mudando de assunto… – eu respondi.

– Estranho. Vou ver se descubro alguma coisa com a Lily! – ele disse se levantando e indo sentar na cadeira da frente com a ruiva.

– Muita! – respondeu ela rindo.

– Mais tarde temos que fazer a mudança Tiago! – disse o Remo.

– Nem me fale! – respondemos Lílian e eu juntos.

– Fazemos isso na aula vaga. – eu respondi.

– Nos ajuda Lily? – perguntou o Remo.

– Não vou ter outra escolha… Tenho que mostrar tudo para o Potter! – ela respondeu desanimada.

E para a minha felicidade vou ficar mais tempo ainda com a minha ruivinha.

E para a tristeza dela…

Assim que o professor chegou o Pedro chegou junto e não pude mais ficar prestando atenção na conversa do Remo, mas ele havia me prometido falar com ela sobre mim, então…

A aula passou lentamente. Infelizmente com o Pedro do lado reclamando que esta com fome a aula demora mesmo a passar.

Vi o Sirius e a Marlene conversando e a menina ria muito, ou o Sirius estava falando besteiras ou tentando mentir, coisa que acontece com freqüência, acho que fico com a segunda opção!

Como sabe que eu estava tentando mentir para ela?

Porque ela estava rindo demais e você estava com uma cara de poucos amigos.

Essa detenção é a pior do mundo!

Digo o mesmo. Minha reputação esta indo por água a abaixo.

Sua reputação não é nada de mais. Você já a perdeu quando deixou de sair com várias meninas para tentar conquistar a ruiva, e, aliás, não estou vendo progresso.

Mas verá Sirius. Já te disse que ainda caso com ela!

Certo… Louco não se contraria!

A Lily e o Remo passaram a aula inteira conversando. Isso foi um milagre, não é? Os dois mais CDF’s que conheço não prestaram a menor atenção na aula, e o cara mais bagunceiro que conheço (eu mesmo) fiquei prestando atenção. Isso é o fim do mundo!

Dramático!

Certo, parei de prestar atenção na aula faltando uns vinte minutos para que acabasse. Fiquei pensando no treino de quadribol que teríamos mais tarde. Seria um longo treino…

Depois da aula tínhamos uma aula vaga, para os professores diziam ser para estudar para os NIEMs, mas nós fomos ajudar o Remo e me ajudar com a mudança de quartos.

Em vinte minutos Remo já estava com as coisas dele arrumadas no dormitório com os marotos e eu estava descendo as escadas com as malas para colocar no quarto dos monitores.

Nunca tinha reparado no local. Entrei seguindo a Lily, me sentei no sofá que tinha logo de frente para a entrada, joguei a mala na mesinha de centro que estava na frente do sofá e parei para observar o local.

– Certo… Onde você está é nosso sofá. Três lugares como reparou, tem mais aquela poltrona que costumo deixar mais perto da lareira, mas se quiser pode mudar.

– Está ótimo do jeito que esta. – eu respondi feliz.

– Bem, essa mesa aí, é para colocar coisas pequenas, não reparou que ela é pequenina? Tire sua mala daí. Vai quebrar a mesa. – ela disse com um olhar reprovador.

– Certo chefe! – eu respondi sorrindo enquanto ela revirava os olhos.

– Está vendo aquela mesa mais ali no canto? – ela me perguntou apontando uma mesa de marfim no centro do salão.

– O que tem ela? – perguntei.

– É para quando precisarmos fazer lição ou resolver assuntos de monitores como relatórios.

– Relatórios? – eu perguntei deprimido.

– Exatamente. Aquela prateleira logo em cima da mesa contêm horários, relatórios, trabalhos, detenções, essas coisas.

– Então deve ter muita coisa sobre mim… – eu disse rindo.

– E tem mesmo! Espero que isso pare de vez. – respondeu ela cansada me olhando pela primeira vez.

– São só duas cadeiras ali mesmo? – eu perguntei vendo somente duas cadeiras na mesa.

– Só duas. O certo é não deixar mais ninguém ficar aqui a não ser nós dois, mas isso nunca acontece. – ela respondeu abrindo um singelo sorriso.

– E aquelas quatro portas? – perguntei olhando que onde estávamos era um pouco mais baixo que os locais das tais portas. As portas estavam como se fosse em um degrau acima de onde eu estava, um belo design.

– Uma delas você já conhece – disse mostrando a porta mais afastada é a lavanderia e guarda tralhas. – ela respondeu rindo.

– Posso guardar o que quiser ali? – eu perguntei curioso.

– Tudo que eu possa ver, pois ali os dois podem entrar. – ela respondeu desconfiada.

– Não tenho nada a esconder de você! – eu respondi sorrindo.

– A porta do meio, que está de frente para você é o banheiro.

– Um banheiro para os dois? – perguntei animado.

– Isso mesmo. Então teremos que decidir como vamos fazer para tomar banho de manhã, essas coisas.

– Certo. Você decide! – eu disse gentilmente.

– As outras portas são os quartos. Aquele é o seu. – ela me disse indicando uma das portas – O outro claro que é o meu.

Levantei-me para ver como eram os quartos.

– Não vai adiantar ver agora. O quarto não deve estar pronto. A Mcgonagall disse que demora uma hora para a magia que tem no quarto se acostumar com o dono e o decorá-lo.

– O quarto vai ficar decorado sozinho? – eu perguntei espantado.

– Isso mesmo. Daqui uma hora mais ou menos, os móveis, as cores, e tudo o resto estará no seu devido lugar de acordo com os seus gostos. – ela me disse pensativa.

– Posso ver o seu? – perguntei.

– Não. A regra de não poder entrar no quarto das mulheres ainda vale aqui. Você só consegue entrar lá quando eu autorizar e abrir a porta para você.

– Mas você pode entrar no meu? – eu perguntei maliciosamente.

– Posso, mas não o farei. Não se preocupe. – ela respondeu um pouco encabulada.

– Por quê? – perguntei decepcionado.

– Por que não é certo. – ela me respondeu. – Só entro quando for muito necessário. – completou ela pensativa.

– E o que você considera necessário? – perguntei.

– Não sei Potter. Mas é meu dever te ajudar a chegar na hora às aulas. – ela me respondeu pensativa com uma das mãos no queixo.

Logo em seguida o Remo entrou no salão para nos avisar que logo começaria o almoço.

Almoçamos na maior paz e fomos para a próxima aula. Durante a aula escrevi bilhetes para um reserva de cada posição dentro do quadribol, para fazer o teste.

Iriam me perguntar por que não coloco o reserva de apanhador logo? Simples, ele não é tão bom assim, e creio que um artilheiro se daria melhor, pois já conhece os adversários, mas mesmo assim iremos testar todos do time para saber quem está mais apto.

A aula passou rapidamente, pois DCAT é sempre a melhor aula de todas.

Para você sempre é. Você sempre se dá bem!

A varinha falando do bruxo… Nem vou comentar!

Depois a aula dupla de DCAT era o tão esperado treino.

Partimos logo para o vestiário. Lá reuni o time para conversarmos.

– Certo galera,vou precisar da colaboração de todos. Pensei em fazer um sorteio e de acordo com ele separamos o time em várias duplas, contando o reserva que temos para apanhador. Com isso fazemos um jogo contra,os ganhadores vão para outro jogo e assim por diante até que sobre somente uma pessoa. – eu disse pensativo.

– E como seria esse contra? – perguntou a Marlene.

– Primeiro vamos fazer somente os dois no campo. Colocamos um tempo máximo e quem pegar o pomo primeiro vai para a segunda etapa. – eu respondi.

– Eu não quero fazer o teste! – disse o Sirius de repente.

– Infelizmente o time inteiro vai fazer. Precisamos do melhor jogador para o apanhador, por que assim terminamos o jogo logo e ganhamos.

– Fazer o que! – respondeu o Sirius emburrado.

– Então vamos para o campo. Os reservas devem estar a nossa espera.

– Assim como a grifinória inteira. – concluiu o goleiro quando surgimos no campo.

Não vou narrar jogo por jogo por que foi a maior chatice, para dizer a verdade tiveram duplas que nem conseguiram pegar o pomo dentro do horário combinado (meia hora).

Vamos direto a parte que interessa, os finalistas foram: Lílian Evans (minha ruivinha- artilheira), Kely Mrgth (artilheira) e Frank Longbottom (apanhador do time reserva da grifinória).

Para que um dos três não precisasse jogar duas vezes, o que seria injusto,fizemos de um jeito diferente: convoquei todos os artilheiros restantes, ou seja, 2, um efetivo do time e o reserva que estava assistindo o treino; convoquei também todos os batedores disponíveis, ou seja, 3, os dois titulares e o reserva que estava assistindo o treino; os dois goleiros ficaram para me ajudar como artilheiros, e eu fiquei observando o jogo.

Convoquei todos os integrantes do time para conversar e deixei a Lily, o Frank e a Kely de lado.

– Para que tanta gente? – perguntou o Sirius assim que nos afastamos dos outros três.

– Para sabermos quem é o melhor precisamos ver em um jogo de verdade, ou um jogo até mais difícil do que o normal, por isso convoquei todos vocês.

– E como vai ser esse jogo? – perguntou a Marlene.

– Os batedores ficaram conduzindo os balaços para cima dos três apanhadores; Os artilheiros ficaram jogando a goles entre os apanhadores, para dificultar a visão deles e a movimentação.

– Boa estratégia Tiago. – disse o goleiro.

– O último que ficar no campo ou o primeiro que pegar o pomo fica no meu lugar no próximo jogo e já colocamos o reserva no seu lugar caso seja necessário.

– Que comece o jogo então! – disse o Sirius empolgado.

– Sirius, Marlene e Artur, quero falar com os três antes de entrarem em campo. – eu disse quando o time estava pegando a vassoura para voar.

– Diga capitão! – disse o Artur voltando para falar comigo.

– Peço para os três que não tenham preferências com ninguém, mas que também tentem não deixar ninguém na ala hospitalar.

– Vamos jogar de leve! – garantiu a Marlene.

– E derrubem eles da vassoura se possível. Quero que o melhor sobreviva. – eu disse piscando o olho esquerdo para eles.

– Pode deixar! – responderam eles subindo nas vassouras.

Soltei a goles e os balaços e o pomo também, porém deixei os apanhadores no chão.

– Antes de subirem preciso falar com você! – eu disse para os três que já se preparavam para subir na vassoura.

– Fala Tiago! – disse o Frank.

– Já conversei com todos os jogadores e ninguém terá preferência com ninguém. Tentarão atrapalhar todos igualmente, e ainda pedi para os batedores não baterem tão forte para que ninguém se machuque. Qualquer coisa eu estarei aqui, não se preocupem.

– Grande diferença! – disse a Lily irônica revirando os olhos.

– Eu acho uma grande diferença mesmo! – disse a Kely empolgada.

– Acho que não vou participar. Não quero ser apanhadora. – a Lily disse assim que o Frank e a Kely se afastaram para colocar a luva.

– Por quê? – perguntei sem entender.

– Gosto de ser artilheira… – respondeu ela dando de ombros.

– Você vai desistir assim tão facilmente? – eu perguntei provocando ela para ver se ela não desistia de ser apanhadora.

– Desistir do que? – perguntou ela indignada.

– Está na cara que você esta com medo de perder para a Kely e para o Frank. – eu disse a provocando, e pelo visto estava conseguindo. A cada palavra dita ela ficava ainda mais indignada.

– Eu com medo de perder? Nem em seus sonhos Potter! Pode preparando a declaração para a professora, que eu vou ser a apanhadora. – disse ela se virando para colocar as luvas e subir na vassoura.

Essa história de declaração para quem não entendeu, é que eu tenho que avisar por meios escritos para a professora quem ficará no meu lugar no próximo jogo.

Esse jogo foi muito bom, imagem todos os balaços direcionados para três pessoas, a goles os atrapalhando e os três competindo pelo pomo.

Depois de uns dez minutos de partida a Kely foi atingida por um balaço certeiro do Sirius e acabou caindo. Eu fiz um feitiço e aliviei a queda da moça, ela só foi tomar uma poção para a dor no braço pelo balaço que a atingiu.

Sorte que o Sirius jogou o balaço com pouca força, pois senão a Kely teria quebrado o braço.

O jogo continuou com a Lily e o Frank atrás do pomo do ouro. Uma disputa emocionante com toda a certeza.

O balaço parecia um brinquedo nas mãos dos batedores.

Nós somos profissionais Pontas. Claro que estava tudo do jeito que queríamos!

A goles parecia uma bola de fogo, ninguém ficava com ela na mão por mais de um minuto, e ficava voando pelo céu indo sempre na frente dos apanhadores que estavam incansavelmente atrás do pomo de ouro.

Fiquei extremamente chateado quando vi o Frank fazendo um mergulho fantástico no céu, provável que ele já tinha achado o pomo e a minha querida Lily ficaria muito nervosa se perdesse, mas eu não poderia fazer nada para ajudá-la.

O que estranhei foi o que sucedeu a seguir.

O que todos pensariam? Que a Lily mergulhou em seguida para tentar alcançar o Frank e pegar o pomo, ou estou errado? Por incrível que pareça ela não fez nada disso, ela simplesmente saiu voando para os arcos que estavam próximos a ela.

Olhei confuso para o Frank que ainda descia, espere aí! Tinha um erro naquilo tudo, o pomo não estava na direção que o Frank estava indo, pelo contrário, o pomo estava nos arcos próximos a Lily!

O Frank acabava de usar o meu truque mais antigo, quando o pomo esta perto do adversário sempre os distraio indo na direção contrária para que ele não pegue o pomo, e pelo visto foi o que o Frank tentou fazer, mas minha ruivinha foi mais esperta que ele!

No instante seguinte vi Frank virar a vassoura e começar a subir atrás da Lily, pelo visto tinha reparado que o seu plano tinha dado errado. Vi também o Sirius e a Marlene mandarem cada um, um balaço na direção dos apanhadores, como fariam em um jogo comum.

Aquela seria a hora decisiva e eu estava com certo receio, pois meus batedores nunca erraram o alvo, e o alvo naquele momento era a minha ruiva.

Dito e feito! Frank estava com o braço estendido para pegar o pomo, o balaço bateu com tudo na mão dele, por sorte Marlene tinha jogado fraco e não machucou muito forte. Ele só precisava colocar o osso no lugar, mas mesmo com a mão machucada ele partiu para cima da minha Lily que perseguia o pomo velozmente.

Lily por ser pequena estava com dificuldade para pegar o pomo, aquela maluca subiu na vassoura. Dá para acreditar que ela ficou de pé na vassoura? Apoiou um dos pés no cabo e o outro nas cerdas ficando com a postura reta e equilibrando a vassoura. Qualquer movimento mal calculado ela poderia cair.

Meu peito urgiu de felicidade quando vi aqueles dedos macios agarrarem o pomo, a minha Lily seria a nova apanhadora, ela ficaria no meu lugar, mas cerca de um segundo depois quase cai para trás com o susto. O balaço certeiro do Sirius foi certeiro de mais. Acertou exatamente no meio do cabo da vassoura da Lily, fazendo ela se desequilibrar e logo cair em queda livre a quase 100 metros do chão.

Eu literalmente entrei em pânico! Aliás, o time inteiro ficou em estado de choque, todos parados no meio do campo vendo à ruiva cair. Frank que foi o único que parecia calmo não pode ajudar, pois nem ao menos conseguia conduzir a vassoura.

– Ajudem ela! – gritou o Remo da arquibancada desesperado.

Até eu fiquei com medo… A Lily estava caindo tão rápido que não sabia o que fazer tinha a vassoura em uma mão e a varinha na outra, mas nenhum feitiço vinha em mente para pará-la.

Eu que estava na arquibancada entrei em pânico! Comecei a gritar para que alguém fizesse algo, mas eu mesmo nem ao menos me lembrei que tinha a varinha no bolso para ajudar. A Marlene de morena já estava branca com o susto gritando apavorada com o bastão dela em uma mão e o do Sirius na outra.

Acho que ficou claro que todos estavam em pânico, mas felizmente voltei a mim no instante seguinte, peguei a vassoura do Frank que estava do lado dele enquanto ele observava a queda.

Voei o mais rápido que pude para chegar até a Lily antes que acontecesse algo sério, e por Merlin eu cheguei ao último instante. Faltando cinco metros para a colisão eu a agarrei pela cintura impedindo que ela caísse.

– Você está segura agora! – eu disse aliviado com ela em um dos braços.

– Obri… – Começou ela, mas o balaço voltou em nossa direção,eu sai voando rapidamente com a Lily tentando desviar do balaço e ao mesmo tempo segurar a Lily que estava prestes a escorregar.

– Se segura em mim! – eu pedi sem tirar a mão da vassoura.

– Pare! Eu preciso me arrumar na vassoura! – pediu ela ainda branca pelo susto.

– Não dá. O balaço esta nos seguindo! – eu respondi irritado. – Alguém destrua esse balaço! – gritei enquanto o único apoio que a Lily tinha era meu braço que parecia escorregar de suas mãos.

– Se segure, por favor! – eu pedi temendo que ela caísse.

– Estou tentando! – ela disse agarrando a minha perna para ter onde se segurar.

A cena parecia de filme. Eu pilotando a vassoura e a Lily pendurada no ar, e a única segurança que ela tinha era uma de minhas mãos que já estavam suadas e escorregadias. Ela agarrou a minha perna desesperada, mas não obtivemos muito sucesso.

– Tiago! – gritou ela agoniada quando minha mão escapou das dela e ela só não caiu por que conseguiu agarrar meu pé.

– Se segura que vou dar um jeito nisso! – eu disse procurando a varinha dentro das vestes.

– Rápido! – pediu ela suplicante escorregando mais um pouco.

Localizei a varinha e no instante seguinte virei à vassoura para ir de encontro ao balaço:

– Bombarda! – gritei lançando o feitiço que fez o balaço cair em pedaços pelo campo.

Com o feitiço me desequilibrei da vassoura e só não caímos por que agarrei o cabo, e Lily ainda se mantinha agarrada a minha perna.

– Pula Tiago! – gritou o Remo da arquibancada.

– Vamos atrás do Malfoy! – ouvi a Marlene gritando assim que chegou no chão vendo que foi aquele loiro aguado que enfeitiçou o balaço.

– Ele não vai me escapar. – ouvi o Sirius gritando.

Olhei para a Lily e a vi apavorada, respirei fundo tentando ficar calmo.

– Confia em mim? – perguntei.

A vassoura ia bater em cheio nas arquibancadas em instantes e precisava fazer alguma coisa.

– Confia em mim Lily? – perguntei novamente.

– Me tira daqui! – pediu ela já apavorada.

Não pensei duas vezes e soltei a vassoura. Fiz a Lily me soltar e agarrei os braços dela a puxando junto a mim.

– Vamos morrer! – ela disse apavorada agarrando meu pescoço.

– Você ficará bem! – eu disse para ela tentando parecer tranqüilo. – Não me solte! – eu pedi saindo da vertical e ficando na horizontal mantendo ela em cima de mim.

Aumentei a resistência do ar com esse movimento fazendo a velocidade diminuir um pouco.

Olhei fundo nos olhos dela e vi o medo que estava sentindo, segundos depois senti meu corpo batendo no gramado e logo em seguida uma dor indescritível cortou meu corpo, a última coisa que vi foram àqueles lindos olhos verdes me fitando.

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sobre Vanessa Sueroz

Autora dos livros Confusões em Paris, Minha última chance, Odiado Admirador Secreto, Presente de Aniversário, Eu te amo mais e Três Botões.


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4 thoughts on “Cap 5) Quem ficará no meu lugar?

  • Wateru

    Noossaa, caramba. Que :tenso: o que era pra ser um simples jogo de quadribol trouxe essa emoção toda! O.O

    Só achei estranha a atitude da Lily em se mostrar “legal” com o Tiago. E eles dois, sozinhos, falando coisas de duplo sentido… :tong:

    Quando puder, prometo que leio mais! o/

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  • bruh prongs

    oi!

    eu amo tanto a fic!

    não consigo parar de ler!

    P.s: era pra eu estar lendo Quimica organica k

    mais a tentação é grande e a carne é fraca…
    ainda mais com um Jaymezito desses esperando pra ser lido e admirado né?
    quem resiste afinal?

    Bjinhuss!

    MFF

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  • Lucas Gra7

    to gostando da fic tbm

    adorei principalmente a parte dos quartos dos monitores chefes ficarem como eles quisessem…mt bem bolado

    só ficou uma duvida do que exatamente aconteceu no começo do cap
    o que o malfoy fez?

    bom…continue assim
    até o proximo cap

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