Cap 4) E começa a tortura… 4


Chegando ao dormitório depois de tudo aquilo na sala do diretor eu não fazia idéia de quem estava em pior situação! O Remo arrasado. A Lily que o ajudou a deitar… o cara estava se arrastando… Nunca vi o Remo deste jeito…; O Sirius estava do meu lado inventando várias mentiras para a Marlene, ou melhor, tentando… Ele disse que estava testando a tal poção; Pedro… Acho que o Pedro vai explodir. Ele não para de comer dês da sala do diretor, e detalhe: ele nem ao menos mastiga a comida; Eu particularmente estou arrasado, destruído e…

Parem tudo! Ninguém se mexe! Congelem o tempo e se eu estiver sonhando ninguém ouse me acordar…

Lílian Evans está vindo na minha direção. Ninguém a forçou… Ela está vindo de livre e espontânea vontade… Alguém pelo amor de Merlin me diz que não estou sonhando!

Você não está sonhando Pontas!

Tinha que mandar um cachorro mentiroso me dizer isso?

Não reclama Pontas!

Voltando…

Meu lírio veio parecendo uma deusa…

Como uma deusa… Você me mantém!

Pare de cantar Sirius! Sem contar que essa música é do tempo da
vovózinha!

Esquecendo as interrupções…

Ela veio balançando aqueles cabelos lindos e vermelhos para mim, ela estava divina… Acho que ela já estava aos meus pés e ia se render…

Se render? Ela estava com cara de quem queria te matar…

Não é bem assim…

Imagina… Ela só estava vermelha e com uma expressão demoníaca no rosto…

Demoníaca? Minha Lily? Você esta no mundo da lua Aluado… Ela nunca teve uma expressão que não fosse angelical…

Leitores, ignorem esse veado apaixonado… A ruiva estava com cara que ia matar nosso amigo sim. Isso é um fato!

Acho melhor nem responder…

Minha ruivinha linda e ANGELICAL estava vindo na minha direção, parou e ficou me analisando por algum tempo. Achei que ela estava vendo se me agarrava ou só se declarava…

Você sonha de mais!

Como eu ia dizendo… Ela deveria estar em uma dúvida profunda quanto ao melhor jeito de demonstrar seu amor…

E o melhor jeito que encontrou foi levantando o Pontas pela gravata e brigando com ele.

Mentiroso… Ela me levantou gentilmente pela gravata…

Esqueça Aluado… Se ele considera ela quase enforcar ele uma força
carinhosa, imagine quando ele falar que ela estava sendo má com ele…

Até que faz sentido o que você disse…

Isso é uma forma de concordar comigo Aludo?

Dá para o casal de namorados parar de falar durante a minha narrativa? Eu estou tentando contar um fato…

Uma mentira você quer dizer…

Estamos aqui para te impedir de mentir para todos tão descaradamente

Vou esquecer essa breve interrupção e pular para a parte que ruiva fala comigo:
– Potter! – disse ela toda vermelha me puxando pela gravata
– Diga minha florzinha! – eu disse todo gentil como sempre.
– Já disse que não sou sua flor. – ela disse amavelmente.

Leiam: Ela disse gritando quase batendo nele.

– Mas um dia será… – eu respondi sorrindo e sabendo que meus planos dela se declarar naquele momento tinham ido por água a baixo.
– Potter não se atrase amanhã. E não quero você no dormitório dos monitores antes do prazo que a professora deu, ou seja, duas noites. Faça isso pelo seu amigo. Para que ele aproveite os últimos dias lá e para que eu não tenha que olhar para a sua cara!
– Pode deixar liriozinho. Só vou me mudar quando não tiver mais jeito. Deixo o Remo aproveitar o conforto e sua companhia, mas só deixo por que ele é meu amigo!

Ela bufou e revirou os olhos irritada, mas não sei por que ela ficou nervosa…

Imagina…

– E não chegue atrasado às aulas e muito menos fique aprontando por aí. Assim que esse distintivo aparecer nas suas vestes espero que saiba honrá-lo! – ela disse já me soltando e me dando as costas para voltar à sala dos monitores.

Quando meu amor foi dormir eu fiquei observando a conversa do Sirius, ou melhor, sua tentativa frustrada de mentir para a nossa amiga:

– Só mais uma vez… Dessa vez eu vou conseguir! – ele disse suplicante.
– Arrume outra cobaia Sirius. Eu cansei que ver você emitindo sons que eu não entendo.
– Emitindo sons? – eu perguntei me intrometendo na conversa.
– É… Olha só… Sirius conta uma mentira! – disse minha amiga Marlene.
– Eu adoro o Severo Snape. – ele disse. Engraçado que eu entendi tudo que ele falou, e acho que todos concordam que isso é uma grande mentira.
– Viu só? Ele ficou emitindo vários sons. Assim ainda tenho como saber quando você tentou mentir. – disse a Marlene rindo.
– Sons? Eu escutei perfeitamente o que ele disse. – eu respondi.
– Eu escuto minha voz perfeitamente.
– Mas eu não! Deve ser algo que só afeta as mulheres! – disse a morena dando de ombros.
– Pode até ser, mas amanhã vou fazer o teste. Amanhã tem duas aulas livres, não é? – perguntou meu amigo pulguento.

Vou te falar quem é pulguento…

– Tem sim. Uma antes e outra depois do almoço!- eu respondi.
– Perfeito! – ele disse antes de se levantar e rumar para o dormitório.
– Você realmente não escutou o que ele disse ou estava só brincando com ele? – eu perguntei assim que o Sirius saiu da sala, mas eu sabia que ele estava escutando a conversa para ver se ela falava alguma coisa.
– Será que é tão difícil acreditar? Pergunta para Lily então… Eu não entendi nada do que ele disse. Sabe aqueles bebês quando estão aprendendo a falar? Eles não fazem sons sem sentido?
– Fazem… – eu disse pensativo.
– Então… É a mesma coisa. – ela respondeu.
– Estranha essa poção que a professora deu para o Almofadinhas.
– Eu adorei! – disse a Marlene rindo antes de me dar um beijo no rosto de subir.

Logo em seguida eu fui dormir também. Afinal o dia seguinte ia ser cansativo. Até eu explicar para todos a desgraça que me aconteceu (ser monitor)… Vai cansar a minha beleza.

No dia seguinte acordei atrasado como de costume, afinal, meu querido amigo Remo estava deprimido de mais que ir me acordar em plena terça-feira de manhã.

O problema? A primeira aula novamente era da megera da Mcgonagall.

Acordei o Sirius colocando ele de ponta cabeça pelo tornozelo. Acho que ele se assustou quando eu gritei:

– Estamos atrasados! – eu gritei do outro lado do quarto jogando as roupas no chão à procura de uma camisa limpa.

Anotação pessoal: Mandar minha mãe (Sara Potter, para quem não sabe) comprar mais camisas para mim. Não consigo sujar menos de uma por dia… Aliás, sempre que tem lua cheia eu perco uma camisa por dia, então estou só com duas camisas… Isso não é o suficiente!

– Que horas são? – perguntou o Sirius ainda sonolento depois de se colocar de pé.
– Temos só cinco minutos para que a aula de Mcgonagall comece, então é melhor corrermos!
– Cinco minutos? Por que não me acordou antes? – perguntou ele eufórico já indo até o malão procurar uma roupa também.
– Não te acordei por que eu mesmo não estava acordado. – eu respondi já vasculhando as coisas do Pedro para pegar uma camisa limpa.
– Que falta faz o Remo em uma hora dessas. Que dia ele volta para o dormitório? – perguntou o Sirius colocando as calças.
– Depois de amanhã! – eu respondi tentando inutilmente fazer a camisa do Pedro ficar de um tamanho accessível para o meu corpinho sexy.
– E você já tem um plano para… – começou ele colocando a camisa – Mas que roupa ridícula é essa? Pegou a camisa do Hagrid emprestada? Isso esta horrível! – disse ele me olhando espantado.
– Não tenho mais camisas limpas. Não tem uma para me emprestar? – eu perguntei já desistindo de arrumar a camisa.
– Não tenho. Todas estão sujas. Essa é a única limpa que tenho. Nem sei como vou fazer amanhã! – me respondeu ele.
– Deixa! – eu disse já pegando a mochila pra ir para a sala.
– Olha só! – disse ele apontando para mim assim que chegamos em frente à sala da professora.
– O que? – perguntei confuso. No mínimo ele estava querendo zoar com a minha cara por causa da camisa do Pedro.
– Já está com o distintivo senhor Monitor chefe! – ele disse rindo.
– Que droga! – eu odeio ser monitor chefe! Eu já disse que odeio isso? Cara a pior coisa que inventaram aqui no castelo foi essa droga de ser monitor!
– Quem vai abrir a porta e dar de cara com a Mcgonagall? – perguntou o Sirius apreensivo esquecendo meu distintivo por alguns momentos.
– Você é mais experiente! – eu brinquei.
– Mas você agora é um monitor chefe! – ele disse já abrindo a porta e me jogando dentro da sala.

Só percebi o que houve quando a sala inteira se virou para me olhar. Acho que eles estavam me estranhando com aquela roupa.

Eles estavam estranhando tudo. Desde o distintivo até a camisa enorme e o cabelo mal arrumado

tive a impressão que a professora estava falando do Pontas… Só pela cara que a Lily estava…

Não é que dessa vez o Almofadinhas acertou? Exatamente. Quando a Mcgonagall voltou a falar percebi que estava falando da maior desgraça da minha vida:

– … E falando nele, ele faz essa ótima entrada na minha sala de aula, com essas roupas… Onde arrumou essas roupas Potter? – perguntou ela nervosa.
– Estava sem camisas limpas! – eu respondi dando de ombros.
– Então esse desengonçado na minha frente é o que chamamos de novo monitor chefe da Grifinória. E ainda por cima, não irá participar do primeiro jogo de quadribol.

Nessa hora vi o time inteiro, exceto a Lily que até então não tinha olhado para mim, olhando para mim querendo me matar. Sabem o que o pessoal diz: “Se olhar matasse eu já estava morto!”, juro que esse ditado me pareceu a mais pura verdade. Estavam todos da Grifinória me fuzilando com os olhos.

Se fingir de morto nessa ocasião não daria certo…

Quer parar de falar besteiras e deixar ele continuar Almofadinhas? Se fingir de morto é um truque que você aprendeu recentemente?

Por isso eu adoro o Aluado… Ele nunca zoa ninguém, mas quando o faz… Sai de perto!

Voltando a minha brilhante narrativa…

Convencido…

A aula demorou a passar. Não sei por que, aliás, sei sim. Depois que a professora contou que não vou participar do primeiro jogo de quabribol, todos estão me olhando, me vigiando, acho que se eu saísse por aí era capaz deles colocarem o pé para que eu caísse.

Olha que maravilha. Acabou de chegar um bilhetinho que veio voando na minha mesa. E olha a parte mais legal, é do pessoal do time, parece que tem a assinatura de todos aqui, exceto é claro a minha e a do Sirius. Até a ruivinha assinou.

Tiago,

Como você pode fazer isso? Vamos perder o jogo sem um apanhador. E não dá tempo de arrumar outro até o primeiro jogo. Espero que como capitão você ache alguém que possa te substituir pelo menos um jogo.

Ass: O time.

E depois tem as assinaturas.

Meu Deus! Quem vou colocar no meu lugar? Acho que Deus ouviu as minhas preces, o Sirius parece que tem a resposta, mas quando ele abriu a boca para falar a Minerva ficou nos olhando…

Pontas,

Eu tenho a solução.

Ponha um artilheiro. Com um pouco de treino ele vai conseguir ser um bom apanhador, pelo menos, bom o suficiente para um jogo.

Marque treino o mais rápido possível e resolva isso. Não quero perder para a Lufa-lufa.

S.B.

Pelo visto a minha única opção por enquanto é seguir o conselho do Sirius, então vou ter que ficar até mais tarde aqui na sala e reservar o campo para o time.

Não vou dizer que o resto do dia foi normal, por que não foi. Assim que a aula acabou a professora disse como de costume:

– Todos estão dispensados. Me entreguem os trabalhos na sexta-feira não se esqueçam.

Estava guardando o material quando a minha ruivinha passou bufando de raiva ao meu lado. Assim que ela chegou à porta escutei a professora:

-Senhorita Evans espere um momento. Preciso falar com a senhorita e com o senhor Potter.
– Que engraçado professora. Eu também queria falar com a senhora. – eu disse em um tom jovial.
– Pode falar senhor Potter! – ela me disse olhando dentro dos meus olhos.
– Gostaria de reservar o campo de quabribol para amanhã de tarde depois das aulas.
– Já sabe quem vai ficar no seu lugar no próximo jogo? – me perguntou a Lily.
– Ainda não. O treino vai ser para isso mesmo. Já avise a Marlene. – eu disse sorrindo.
– Irei marcar. Passe aqui mais tarde e pegue a autorização. Mas meu assunto com os senhores é algo mais importante que quadribol. – ela disse séria.
– A culpa não foi minha. Eu disse para ele não se atrasar. Não tem como eu tomar conta dele o tempo todo professora. – reclamou a Lily, mas eu não entendi nada.
– Mas… – eu comecei sem entender.
– A senhorita sabe muito bem que os monitores têm que trabalhar em conjunto. Se um se atrasa a culpa é dos dois. Tudo que acontece com um de vocês é responsabilidade dos dois, com algumas exceções é claro.
– Mas ele não está dormindo no dormitório dos monitores ainda. – ela reclamou mais uma vez.
– A senhorita sabe as regras senhorita Evans. O que vale para um vale para todos. Ele é responsabilidade sua de agora em diante. E você é responsabilidade dele.
– O que foi que eu fiz para ter um castigo assim? Não tem como controlar o Potter. Ele é impossível! Já tento fazer ele entrar na linha fazem 6 anos. Como quer que de um dia para o outro eu consiga? – perguntou minha Lily quase gritando com a professora, que ficou furiosa.
– Senhorita Evans. Não vou admitir que fale assim comigo.Recomponha-se. – disse a megera irritada.
– Ela não fez por mal. Eu prometi para ela que não ia me atrasar. A culpa é toda minha. Brigue comigo e não com ela. – eu disse protegendo o meu amado lírio.
– Lembre-se do que lhe falei ontem senhorita Evans. – ela disse para a Lily me ignorando. – E senhor Potter, espero que arrume um bom apanhador para o próximo jogo, e espero que a Grifinória ganhe.
– Vai ganhar professora! Vai ganhar! – eu disse confiante.
– Espero senhor Potter! – ela respondeu ainda severa. – Podem se retirar ou vão chegar atrasados para a próxima aula.

Resumindo: ela nos expulsou da sala dela nessa última bronca. Dá para acreditar que Lilian Evans levou uma bronca dessas da queridinha dela, a professora Mcgonagall? Eu fiquei pasmo.

Eu também!

Eu já sabia que isso iria acontecer. A culpa foi sua e não dela.

Mas o Remo é um estraga prazeres. Eu sei que a culpa foi minha, mas…

Enfim, me encontrei com a Lily de novo no corredor, e ela como de costume veio toda gentil.

Todo irritada, ele quis dizer

– Potter! Arrume logo uma camisa descente e se troque.
– Lily meu liriozinho, todas as minhas camisas estão sujas.
– Me encontre no salão comunal na hora do almoço que eu dou um jeito nisso. – ela disse antes de sair e ir para a próxima aula.

Ela não é um amor? Vai dar um jeito de limpar a minha roupa. Viram só? Ela já está treinando para quando se casar comigo.

Como ele viaja…

Logo depois dessa ótima conversa com a minha linda foguinho eu fui para a próxima aula.

Aula de poções não é tão legal assim, mas a Lily ama. Por causa dessa paixão louca da Lily por poções acabei sentando com a Marlene. E para variar um pouco (ironia) ela veio me falar do time de quabribol.

– Já sabe quem você vai colocar no seu lugar nesse primeiro jogo? – ela me perguntou disfarçando para que o professor não visse.
– Infelizmente não. Acho que um artilheiro pode se dar melhor na posição.
– Com certeza. Eu nunca iria jogar como apanhadora. Ser batedora é bem melhor.

Para quem não sabe a Marlene é batedora, assim como o Sirius, no time da grifinória.

– Realmente. Pelo menos me restara poucas opções. Reservei o campo para amanhã de tarde. – eu disse.
– Ótimo. Quanto antes melhor! – ela disse animada.

Realmente acho que vou ter um ataque do coração. A cada meia hora vem alguém, disfarçadamente é claro, vem me falar sobre o jogo. A única que até agora não veio foi a minha doce foguinho. Como todos devem saber ela é do time e voa muito bem…

Concordo!

Você vem me interromper só para falar que estou certo? Tinha que ser o lobinho.

Voltando a minha querida narrativa…

Logo a tão esperada hora do almoço começou, e minha nossa como eu estava ansioso.

Nisso eu tenho que concordar. O Pontas não falava em outra coisa a manhã inteira.

Claro que falava Almofadinhas… E o tempo que ela gastou da aula de DCAT falando sobre quadribol e quem ele colocaria no lugar dele?

É verdade Aluado… Ele ficava revezando sobre esses dois assuntos

Assim que a hora do almoço chegou fui direto para o salão comunal, e fiz questão de ir sozinho. Não queria ninguém para atrapalhar meu encontro com a ruiva de olhos verdes.

Que encontro? Depois que eles (leitores) souberem como foi…

Não foi tão ruim assim Almofadinhas…

Imagina se tivesse sido. Você pensou que ela iria lavar a sua roupa, mas ela te ensinou a lavar, e detalhe, do modo trouxa, que cansa!

Pelo menos do modo trouxa eu posso exercitar os músculos enquanto lavo roupa.

Vou fingir que não ouvi isso..

Meu encontro com a Lily foi mais ou menos assim:

Cheguei e fiquei esperando por ela ansioso por longos cinco minutos, quando finalmente vi a passagem ser aberta e lindos cabelos ruivos surgiram, mas meu susto mesmo foi quando vi aqueles cabelos negros que conheço muito bem.

Quase cai para trás quando a minha Lily surgiu com a sua fiel escudeira, Marlene.

Minha amiguinha Lene estragou o meu encontro a dois com a ruivinha.

Ela veio na minha direção sorrindo. Sorrindo dá para acreditar? Quase fui nas nuvens e voltei…

Lilizinha veio como um anjo sorrindo. Chegou perto de mim e finalmente abriu os lindos lábios para me dirigir a palavra.

Lindos lábios? Que coisa mais melosa! Ninguém quer saber se você gosta da boca dela ou não. Eles querem saber o que ela disse…

Se você não tivesse me interrompido eu já teria falado.

– Olá Potter! Quanto tempo. – me disse ela irônica e risonha.
– Para mim foi uma eternidade ruiva. Cada minuto sem você para mim se torna um século. – eu disse gentil.

Quase babando na menina

– Pare com isso Tiago. Não estrague o bom humor da Lily tão cedo. – disse minha amiga Marlene e logo em seguida eu fechei a cara. – A que devo a honra desse encontro. Aliás, pensei que seria um encontro a dois!
– O dia que eu marcar um encontro a dois com você pode me internar no St. Mungus por que estarei louca. – ela me respondeu decidida. – Mas marquei o encontro para dar um jeito nessas suas roupas. Se você andar por aí com essa aparência deplorável vou acabar levando bronca junto com você, sem contar que você irá sujar ainda mais a reputação dos monitores.
– Lily querida. Se você quer melhorar a reputação dos monitores é só aceitar sair comigo.
– Já disse que o dia que eu aceitar pode me internar no St. Mungus Potter! – ela disse gentilmente.

Como ele gosta de mentir para os leitores… Ela disse isso quase gritando e não gentilmente.

Como você sabe se você não estava lá no salão comunal nessa hora?

A Lily nunca é gentil com você. Piorou quando você a chama para sair!

Ignorando o pulguento…

– Mas então minha amada. Irá lavar a minha roupa para que eu possa ficar mais apresentável? – eu perguntei gentil e passando as mãos pelos cabelos.
– Eu lavar a sua roupa? Você tem certeza que não tinha whisky no seu suco hoje de manhã? – perguntou ela rindo freneticamente e parecendo levemente irritada.

Leia-se: extremamente irritada

– Mas eu pensei que você iria fazer esse grande favor para mim minha ruiva. – eu disse passando as mãos pelo cabelo novamente, mas agora com mais intensidade.
– E Pelo amor de Merlin. Pare que passar a mão no cabelo! – ela disse revirando os olhos.
– Tiago, é bonitinho esse seu jeito de passar as mãos nos cabelos, mas já esta irritando. – concordou a morena.
– Ok. Já parei! – eu disse tirando as mãos do cabelo na mesma hora.
– Vai ou não querer a minha ajuda Potter? – ela me perguntou.
– Claro que sim. – eu respondi no instante seguinte.
– Ótimo. Venha comigo que vou te apresentar um novo amigo… – ela disse misteriosa entre risos trocados com a Marlene.

Fiquei curioso e com ciúmes quando ela disse isso. Então significava que ela iria me apresentar a um cara? Será que não era o monitor da Lufa-lufa? Aquele que está dando em cima da minha ruiva?

Acho que os leitores concordam que você viaja muito quando se trata de Lílian Evans!

Que comentário maldoso caro Almofadinhas…

Segui a ruiva até um lugar escondido dentro do salão dos monitores da grifinória.

– Para que me trouxe aqui ruiva? – perguntei com meu melhor sorriso.

Senti uma malicia nessa pergunta, e vocês?

Não teve malicia… Não muita!

– Para te apresentar um amigo. – ela disse risonha.
– Não é aquele cara de novo? – perguntei esperançoso. Já havia descartado a hipótese de ser o cara da Lufa-lufa.
– Que cara Potter? – ela perguntou desconfiada.
– Esqueça isso Lily. – interferiu Marlene quase me matando com os olhos e fazendo gestos de “NÃO”. Acho que ela não queria que eu continuasse o assunto.
– Não vou esquecer. – disse minha ruiva já irritada. – Que cara Potter? – me perguntou já começando a ficar vermelha.

A Lily sempre que fica nervosa ela fica vermelha.

Outro comentário inútil. Por que vocês depois não contam a história no meu lugar já que gostam de ficar me interrompendo?

Te interromper é mais legal

Eu só fiz um comentário, para provar para os leitores que você não mentiu dessa vez.

Esquecendo meus amigos chatos…

– Não é ninguém Lily. Falei por falar. -eu disse tentando sorrir.
– Vou deixar passar essa por que senão vou acabar perdendo a hora do almoço. – ela disse pensativa.

Vi a Marlene soltar ar pela boca dizendo “Ufa”.

– Esse é seu novo amigo Potter. – ela me disse me mostrando uma torneira com uma vasilha de concreto em baixo.
– Uma vasilha de concreto tamanho família? – perguntei confuso. – Obrigado Lily, mas não sabia que existiam bichos assim.
– Isso não é um bicho Potter, e muito menos uma vasilha gigante de concreto como você disse. – ela respondeu rindo.

Dá para acreditar que a Lily estava rindo da minha cara? Me desculpem, mas ninguém ri de Tiago Potter!

– Olha aqui senhorita Evans! – eu disse irritado enquanto ela me olhava estranhamente – Eu nunca vi isso aí na vida e ninguém, nem mesmo você ri de Tiago Potter!
– Estou rindo. Vai fazer o quer? Que azarar? – ela perguntou me desafiando.
– Não será preciso. Vou deixar passar essa, mas da próxima você não escapa. – eu respondi confiante.
– Ok! Vamos ignorar esse incidente. Esse aqui – disse ela apontando a coisa não identificada.

Será que aquilo pertencia a aliens?

Eu disse que ela viajava quando se trata da ruiva!

E onde a Lily tirei arrumado alguma coisa de aliens Pontas? Acorda!

Certo viajei!

– Este aqui – disse ela – Se chama tanque de lavar roupas. Já entendeu para que eu estou te apresentando ele ou vai querer manual de instruções? – ela me perguntou sarcástica.
– Primeiro essas coisas de trouxas não funcionam comigo Lil. Segundo…
– Primeiro: para você é Evans e não Lil. Segundo: Ou lava as roupas do modo trouxa ou do modo bruxo, mas lave!
– Minha ruiva, eu sou homem e homens não lavam roupas. – eu respondi sorrindo.
– Evans! – ela gritou, e depois voltou a falar – E de agora em diante ou você vira mulher ou homens começam a lavar roupas.
– Homens começam a lavar roupas! – eu disse na mesma hora.
– Ainda bem… Seria um desperdício perder… – começou a Marlene, mas a Lily beliscou ela e a morena se calou.
– Vou te ensinar como lavar roupas Potter. – ela disse sorrindo. – Pegue a roupa suja lá no seu dormitório. Rápido! – acrescentou ela quando eu virei as costas para sair.
– Isso vai ser bem legal! – eu escutei a Lene dizendo para a ruiva.

Voltei alguns instantes depois com as minhas roupas sujas.

– Pegue uma camisa Potter. Vai ver como lavar a roupa é bem fácil… – ela disse sorrindo.

Depois de quase vinte minutos de tortura eu finalmente consegui lavar uma camisa sozinho.

– Minha nossa! Ainda falta muita coisa para lavar. – eu disse desanimado.
– Certo. Depois te ensino um jeito mais fácil. Agora vista essa camisa que só faltam vinte minutos para o fim do almoço. – ela disse ainda rindo e eu todo molhado.
– Não vai nem ao menos ajudá-lo a se secar Lily? – perguntou a Marlene risonha.

Eu acho que isso foi uma indireta, pois no instante seguinte a Lily ficou mais vermelha que um pimentão.

Ela só pegou e apontou a varinha para mim. Ela é boa em feitiços não verbais.

– Eu disse se você não iria ajudá-lo com a toalha e não com a varinha! – respondeu a Marlene rindo ainda mais e a ruiva ficando vermelha também.
– Fica quieta ou transformo você em um sapo Marlene! – disse a ruiva vermelha. – E Potter vista logo a camisa. E pelo amor de Merlin, não ouse aparecer com a camisa do Pedro novamente. – ela disse revirando os olhos.

Eu bati continência igual soldado para brincar com ela, pelo menos a Marlene riu.

Tirei a camisa do Pedro, e no instante seguinte a Lily se virou para o outro lado.

– O que foi Lily? – eu perguntei já entendo tudo.
– É verdade Lily o que foi? Nunca viu um cara bonito sem camisa? – perguntou a Marlene rindo.
– Vista-se Potter! – ela me disse ainda sem me olhar – E você Marlene… Me paga por esse comentário! – ela completou irritada enquanto nossa amiga ria.
– Disponha amiga! – respondeu a Marlene rindo.
– Lily… Você não quer que eu coloque a camisa molhada, não é? – eu perguntei mostrando a camisa pingando do lado, porem a Lily não viu, pois ainda estava de costas para não me ver sem camisa.
– Faça um feitiço e a seque Potter! – ela disse já sem paciência.
– Desculpe minha flor, mas estou sem varinha. Perdi uma aposta com e Sirius ontem e ele ficou com a minha varinha hoje.
– Marlene ajude ele! – pediu a ruiva ainda de costas para mim.
– Desculpe amiga, ele é responsabilidade sua agora. Ou seca a camisa dele você ou ele vai andar por aí sem camisa. – disse Marlene contendo o riso.
– Adorei a idéia de andar sem camisa. Aposto que arrumo mais encontros do que o normal… – eu disse pensativo ainda olhando a camisa na vasilha gigante, ou melhor, no tengue. É esse o nome da coisa que lava a roupa?
– Se ele sair por aí sem camisa os dois levam detenção. – disse a Marlene ainda tentando convencer a ruiva de me ajudar.
– Melhor ainda. Assim fico mais perto do Victor – disse a minha ruiva pensativa.
– Exatamente. Eu, você e aquele moleque. – eu disse rindo.

Ela fez uma careta enquanto se virava para olhar para mim. Acho que ela estava imaginado nós três trancados em uma sala.

– Certo Potter. Você venceu! – ela disse por fim pegando a varinha.
– Sabia que você entenderia o meu lado da história. – eu respondi sorrindo enquanto ela me olhava de cima a baixo.

Logo em seguida ela secou a camisa e desviou os olhos.

– Pode olhar o quanto quiser. Quando quiser que eu tire mais algumas peças é só pedir! – eu disse maliciosamente, e em casa palavras dita ela ficava mais vermelha.
– Potter! – ela gritou extremamente constrangida – Vamos Marlene, o almoço já esta acabando. – ela disse se virando para sair da sala dos monitores
– Vamos! E juízo Tiaguinho! – ela me disse dando uma piscadela marota.

O que será que ela quis dizer com “Juízo?”, depois eu pergunto.

Fui acompanhando as duas de longe até o salão principal, sentei com os meninos e almocei, quase que tranqüilamente.

Quando estávamos levantando para ir para a próxima aula uma menina veio na nossa direção. Vi o Remo revirando os olhos, o Pedro comendo, afinal ele só poderia comer até que a hora do almoço terminasse, e o Sirius abrindo seu enorme sorriso conquistador.

Me segurei para não rir na cena seguinte. Vou contar o que aconteceu:

– Olá marotos! – disse a menina sorridente.
– Olá Fa. – disse o Sirius dando um demorado beijo no rosto dela.

Convenhamos que não era necessário um beijo tão demorado.

Eu estava aproveitando o contato dos meus lábios com aquela pele tão macia.

Você esta se aproveitando da moça isso sim.

Também!

Esse Sirius não presta!

Concordo plenamente

E eu discordo plenamente. Pontas você era igualzinho a mim, mas você foi laçado e eu sou um homem livre.

Não fui atingido pela flecha do cupido

E infelizmente quem laçou foi a Lily e não o Pontas… Ele tenta fazer isso durante alguns anos…

Até você conspirando contra a minha pessoa Aluado? Que amigos eu tenho…

Amigos verdadeiros Pontas. Nós nunca mentimos para você!

Sei… Mas voltando a moça:

– Bom dia minha flor. A que devo a honra? – perguntou o Almofadinhas galanteador.
– Vim saber por que não me procurou mais Sirius. Semana passada foi maravilhosa. – disse a tal da Fa.
– Não te procurei? Mas a semana mal começou… – ele disse desviando do assunto.
– O que foi Sirius? Não gostou da nossa última semana juntos? Esta com outra já?
– Claro que não meu docinho. Eu te disse que te amo e nunca… – começou ele, mas não terminou.
– Esta tirando sarro com a minha cara Black? Fale como homem! – gritou a menina stressada.
– Mas eu estou falando normalmente. – disse ele.
– Isto tudo é para me dar um fora? – perguntou ela nervosa.
– Não meu amor.
– Pare de se fingir de criança. Ficar imitando uma criança de um ano não vai te levar a nada. – disse a menina já vermelha de raiva.
– Você deve estar enganada… – recomeçou ele.
– Já chega Black. Nunca mais fale comigo. – disse ela depois de um belo tapa no meu amigo.
– Essa doeu… – eu disse fazendo uma careta enquanto a menina saia de perto de nós.
– Mas o que eu fiz para merecer esse tapa? – perguntou o Sirius ainda massageando o rosto.
– Além de trocar a moça por outra? – perguntou o Remo emburrado.
– Vai tomar as dores dela Aluado? – perguntou o Sirius.
– Não. Só fiz um comentário Almofadinhas. – respondeu meu amigo lobo.
– Dá para alguém explicar o que aconteceu? – perguntei para os outros.
– Eu conto! – disse Marlene rindo e vindo até nós com a Lily em seu encalço.
– Pois conte. Fiquei sem entender nada. – dissemos Sirius e eu juntos.
– Se lembram das detenções? – perguntou a Marlene.
– E como eu iria esquecer aquela barbaridade que a megera me fez? – perguntou ele inconformado.
– Sem drama Sirius… – disse a Lily revirando os olhos.
– A conversa de vocês não fluiu muito bem. Não se lembra que você não consegue mais mentir para as mulheres? – perguntou Marlene.
– Mas era uma mentirinha inocente. – resmungou Sirius.
– Tão inocente que você levou um belo tapa na cara. – respondeu Marlene rindo sem parar.
– Falando assim até parece que você gostou de me ver apanhar…
– E como eu não gostaria. Se lembra quando eu levei um fora ano passado e você ficou rindo da minha cara? E tudo que vai, um dia volta. – respondeu minha amiga morena tentando ficar séria, mas o sorriso não saia de seu rosto.
– Tudo culpa sua Marlene. – resmungou o Sirius.
– Minha? – perguntou ela inconformada.
– Querem parar com isso! – pediu a Lily em meio à discussão que se instalou.
– Não paro não! Se você pode discutir com o Tiago o dia inteiro por que eu não posso dizer umas verdades para esse cachorro/cadela na minha frente? – responderam os dois irritados para a minha ruiva que ficou vermelha de raiva.
– Se alguém falar um “A” para a ruivinha vai se ver comigo! – eu disse entrando na confusão para proteger a minha donzela indefesa.

Quem é donzela indefesa?

A Lily é claro!

A Lily? Uma donzela indefesa? Acho que ela esta mais para uma Joana Darc. Quem precisa de defesa é você…

Para me defender de quem Almofadinhas? Não sabe que ninguém tem coragem de vir contra mim?

Ninguém? E os marotos são o que? Nada? Você é indefeso com a Lily. Você precisa de alguém para se defender dela.

Pulando a discussão minha e do Sirius à parte. Vamos voltar para a discussão: Marlene X Sirius e Tiago X Lily.

– Não ouse se intrometer na minha vida Potter. Eu brigo com quem eu quiser! – disse a Lily nervosa.

E a discussão começou. Não vi como a discussão do Sirius prosseguiu e não me lembro de tudo que Lily e eu dissemos, o que me lembro é do Remo nos atrapalhando e fazendo tudo voltar à paz.

– Dá para os quatro ficarem quietos? Um só fala do outro, mas são iguais. Vamos não percebem que se amam? Parem com isso e se beijem logo! – gritou o Remo.

Na verdade as poucas pessoas que ainda estavam no salão olharam direto para nós. Afinal, não é sempre que se vê Remo Lupin gritando. E no instante seguinte a paz reinou no salão até que eu fui quebrar o clima.

– Eu amei a idéia do beijo! – eu disse puxando a ruiva pela cintura.
– Pois eu odiei! – respondeu a Lily tentando me empurrar, mas obviamente sem forças suficientes.
– E vocês? – perguntou o Remo para o Sirius e a Marlene que se olhavam se expressão e sem dizer uma única palavra.
– Odiei a idéia! – disseram os dois juntos dando as costas.

Se eu não conhecesse o Almofadinhas diria que ele pensou na idéia de beijar a Marlene, mas como conheço…

Vamos cogitar a idéia do Almofadinhas beijar a Marlene… Iria ser uma coisa bem cômica… Afinal os dois já beijaram a escola inteira, até mesmo eu já fiquei com a Marlene, iria ser bem estranho o Almofadinhas me contando do beijo depois. Será que eles se sentiriam como se tivessem beijando a eles mesmos?

Leitores faço um apelo: Não leiam essas lorotas do Pontas. Quando ele começar a falar asneiras vocês não são obrigados a ler.

Está dizendo para os meus leitores me deixarem falando sozinho? Que maldade Almofadinhas. Você que só faz besteiras e eu que não posso expressar a minha opinião.

Afinal, a morena beija bem ou não?

Que morena seu cachorro pulguento?

A Marlene é claro!

Ela beija bem, mas nada comparado a minha ruiva.

Como sabe que a Lílian beija melhor que a Marlene se você nunca beijou a Lily?

O que? Agora fiquei perplexo! Como nunca beijei a Lily? E todos aqueles tapas que ganhei por beijar ela?

Não contam como beijos. O beijo foi a força.

Mas eu beijei. A força ou não, mas beijei! E pronto final. Assunto encerrado. Vamos voltar para a minha narração.

Mas o capitulo não acabou?

Claro que não. Faltou contar como o Pedrinho foi parar na enfermaria.

Vai contar isso? Depois eu é que sou mau!

Os dois são maus!

Voltando a minha narrativa:

Depois dessas discussões todas fomos todos para a próxima aula, e depois disso? Mais nada. Estaríamos livres!

Assim que acabou aquela aula chata de feitiços fomos direto para o salão comunal.

Eu fiquei brincando com o meu pomo e ficar admirando minha Lily estudar. Sirius foi jogar xadrez com o Remo e o Pedro foi comer.

Mas alguém reparou em um detalhe? O Pedro não pode comer fora do horário de refeições, ou seja, ele não poderia estar comendo naquele momento. E a primeira a se lembrar disso foi a Marlene:

– Nossa! Vocês não me disseram que o Pedro não poderia comer fora dos horários? – minha amiga perguntou sentando ao meu lado.
– É verdade! – eu disse repentinamente fazendo o Remo se desconcentrar e jogar a peça errada. – Xeque mate! – eu disse para o Remo – Sua detenção não era só poder comer na hora certa Rabicho? – perguntei para o Pedro.

Ele só fez que sim com a cabeça.

– Isso é estranho! – disse o Sirius pensativo olhando o Pedro comer.
– Lily! – chamou o Remo.

Minha ruiva olhou para ele e este fez sinal para que ela viesse até nós.

– O que foi Remo? – perguntou ela se sentando no braço da poltrona dele.

Anotação pessoal: lembrar de bater no Remo por causa disso.

– O que a Mcgonagall disse que aconteceria se o Pedro tentasse comer fora dos horários? – perguntou o lobo.
– Não disse nada. Só disse que ele iria se arrepender se o fizesse. – respondeu a ruiva dando de ombros e logo em seguida jogou os cabelos para trás.

E como ela fica linda quando faz isso. Uma deusa…

E lá vem ele com as conversas melosas. Leitores que tem problemas de estômago, por favor, pular esse pedaço da conversa, pois vão ficar enjoados com tanta melação

Já falei que meu irmão é um chato?

Eu também te amo Veadinho!

Como eu ia dizendo antes desse ataque gay do Sirius…

Minha ruiva, linda, cheirosa e gostosa estava fazendo a maior cara de nojo vendo Pedro comer. Também, Pedro come como um porco, aliás,acho que porcos comem mais bonitinho que ele, mas Lily estava linda do mesmo jeito…

Voltando a história e esquecendo a ruiva…

Ok. Vocês venceram. Voltando a história:

O Pedro ficou comendo por mais uns 5 minutos até perceber que todos nós olhávamos para ele.

– O que foi? – ele perguntou ainda com a boca cheia de comida e fazendo um pouco de restos de comida voarem da boca dele para cima da Marlene.
– Que nojo Pedro! – gritou ela revoltada se levantando.
– Respeite a moça Rabicho! – gritou o Sirius irritado.
– Sirius Black defendendo a Lene? Isso vai entrar para a história! – eu ouvi a Lily exclamando feliz da vida.

Sirius ficou um pouco vermelho, mas não disse mais nada.

– O que foi? – perguntou o Pedro agora sem atingir ninguém com a comida.
– Por que esta comendo? Não se lembra que sua detenção é não comer entre as refeições? – perguntei.
– Lembro. Mas já que eu consigo comer e não me acontece nada… Vou comer! – ele respondeu dando de ombros e se virando para a comida de novo.
– Ele é louco. Façam-o parar ou vai estar encrencado com a professora se ela descobrir. – disse Lily preocupada.
– Você está preocupada com ele? – perguntei sem acreditar.
– Se ela estava preocupada com você hoje cedo… Por que não pode se preocupar com o Pedro? – perguntou a Marlene sorridente.
– Eu não estava preocupada com ele! – a Lily gritou nervosa me assustando e fazendo a Marlene rir.
– Mas parecia… – respondeu a morena risonha.
– Acho que a professora já sabe que o Pedro está comendo. – disse o Remo preocupado sem tirar os olhos do Pedro.

Logo fui ver o que ele tanto olhava para o nosso amigo rato, e vi algo incrível. Pedro estava inchando. Literalmente inchando feito um balão, parecia que ele ia explodir a qualquer momento.

– Não é melhor alguém fazer alguma coisa? – perguntou a Marlene preocupada.
– É o trabalho da Lily e do Remo! – respondeu o Sirius meio sem reação olhando o Pedro inchando cada vez mais rápido.
– Vem Potter. Precisamos levá-lo para a enfermaria logo! – a Lily disse no instante seguinte.

Eu só me levantei e ajudei a Lily a carregar o Pedro, a essa altura não era preciso muito esforço, por ficar inchado ele já começava a flutuar pelo salão comunal.

Lily e eu chegamos a tempo do Pedro não explodir, mas ele ficou mais de duas horas na sala da professora depois que voltou ao normal, e para aprender a não desobedecer, ele vai pegar mais um mês de detenção, ou seja, mais um mês sem comer!

E tudo parecia voltar ao normal, exceto por mim e pela Lily que voltamos para o salão comunal conversando, coisa que é rara, geralmente estamos brigando e não conversando pacificamente!

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sobre Vanessa Sueroz

Autora dos livros Confusões em Paris, Minha última chance, Odiado Admirador Secreto, Presente de Aniversário, Eu te amo mais e Três Botões.


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4 thoughts on “Cap 4) E começa a tortura…

  • Wateru

    Legal. Momentos picantes começando a se desenvolver na história :porn:

    o Rabicho é assim mesmo em HP? Coitado, ele só come O.O

    Eu não lembro de ver ele comendo tanto no filme de Azkaban :think:

    Mas de qualquer forma, gostei de ter lido mais um capítulo. E já para o próximo! o/

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  • bruh prongs

    ela é tão perfect! ai ai…

    amo fics de Era marota sabia?? na verdade eu só leio elas fora Twilight que é um caso a parte porque o Edd POde né?

    k

    a Lene é tão doida né?
    adoro ela Fato!

    k

    Bjinhuss!
    posta logo!

    MFF

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