Cap 4. Convite de Natal 7


– O que estava acontecendo aqui? – Minerva perguntou ao ver Petúnia pegando a varinha da irmã e soltando raios incontrolados pela sala, e Lílian sentada no colo de Tiago.

– Solta isso ou vai machucar alguém. – disse Lílian levantando e indo pegar sua varinha que estava com a irmã.

– Trouxas não podem usar varinhas, senhorita Evans. – disse Minerva nervosa para Petúnia.

– O que pensa que está fazendo com a minha menina, sua aberração? – senhora Evans perguntou entrando na sala.

Lílian pegou sua varinha de volta e voltou para o sofá para ajudar Tiago com o machucado sem dizer uma única palavra, mas Tiago viu que seus olhos estavam negros.

Onde foram parar suas esmeraldas? – pensou Tiago olhando para a ruiva.

– Já chega de escândalos, senhora. Eu levo as duas para casa. Dumbledore já conversou com a senhora sobre como trata sua filha. – disse Minerva parecendo mais zangada do que antes.

Minerva saiu acompanhada da mãe e da irmã de Lílian pela lareira. Lílian e Tiago não falaram nada. Só ficaram ali, juntos, enquanto Lílian acabava de fechar o machucado do menino. Minerva voltou, sentou no sofá em frente aos dois, respirou fundo e disse:

– Sinto muito por como é tratada por sua família, senhorita Evans! Não pude fazer mais nada. E sua mãe disse que não quer que vá para casa no natal. – disse Minerva visivelmente transtornada.

– Sim, senhora. – respondeu Lílian sem parar de passar a poção no amigo.

– Vejo que está fazendo um ótimo trabalho com o machucado do senhor Potter. Cinqüenta pontos a mais para a Grifinória pelo curativo, e menos vinte pontos de cada um por brigarem no corredor, e menos cinco de cada um por não estarem na cama no horário. – disse a bruxa cansada. – E detenção para os dois durante a semana inteira, começando segunda-feira. Boa noite! – disse ela se levantando e saindo da torre. – Ah, senhor Potter! Seus pais lhe mandaram isso. – disse Minerva entregando dois berradores para Tiago. – Sugiro que abra o da sua mãe primeiro. Ela estava nervosa! – completou a professora saindo.

Tiago abriu o berrador tremendo.

– Tiago James Potter! Como pôde aprontar tanto em apenas um dia? Estuporar dois amigos? Onde já se viu isso? Está de castigo! E ficará sem dinheiro e correspondência essa semana. E não quero ouvir uma reclamação sua até o natal! – gritou o berrador antes de se desfazer.

– Ela está nervosa com você. – disse Lílian enquanto Tiago via o berrador se desmanchar.

– Só agora. Amanhã ela já estará melhor. – disse ele pegando o berrador do pai.

– Estou muito orgulhoso de você, filho! Protegeu seus amigos! Só não diga nada para a sua mãe. E espero que traga seus amigos para cá no natal como de costume. Quem sabe trás uma certa ruiva com você, eu e sua mãe ficaríamos muito felizes em ter a casa cheia! Tente não se meter em encrencas por algum tempo. Sei que é difícil… Os Potter’s têm um atrativo especial para encrencas, mas… Faça o possível! E mande um beijo para aquela ruivinha! Ela é tão linda quanto me disse! – e o berrador se desfez.

Tiago olhou para a ruiva que estava corada por causa das palavras do senhor, e apenas sorriu.

– Meu pai gostou mesmo de você. – disse ele rindo.

– Já sei de quem você puxou esse seu lado Maroto. – respondeu ela pegando outro algodão para limpar o sangue do garoto.

– E então, Lily? – perguntou Tiago.

– Então o quê, Tiago? – perguntou ela sem olhá-lo.

– Aceita passar o natal na minha casa?

– Passar o natal com você? – perguntou ela sem entender.

– Não só comigo. Com minha família. Com os Marotos, com a Kely, se ela puder…

– Vou pensar no seu caso, senhor Potter.

– Vamos lá, Lily. Você não vai ficar no castelo sozinha…

– Não sei não, Tiago

– Vamos, Lily. Vai ser divertido. Minha casa é bem grande. Cabem todos, não precisará dormir no mesmo quarto que eu. – disse ele maliciosamente. – Mas se quiser dormir… Não tem problema nenhum… – completou fazendo-a rir.

– Não acho uma boa idéia. O que vão pensar?

– Ninguém tem nada a ver com a nossa vida.

– Vou pensar. Depois te respondo.

– Esperarei ansiosamente. – respondeu Tiago beijando uma das mãos de Lílian.

– Pronto! Já está novo em folha e pronto para outra! – disse Lílian passando uma última vez o algodão.

– Tem alguma recomendação? – perguntou ele rindo.

– Tenho sim. Não se meta em encrencas! – disse ela se levantando e guardando as poções.

– Sim, senhora! – respondeu ele sorrindo para ela e batendo continência igual os soldados.

– O que está esperando para colocar a blusa, senhor Potter? – perguntou ela já ao pé da escada para o dormitório.

– Se quer tanto que eu coloque a blusa, por que não vem e abotoá? – provocou Tiago.

– Está me provocando, senhor Potter?

– Estou sim, senhorita Evans. – disse ele ainda sentado. – Vem aqui! Não vai me deixar nesse estado.

– Em que estado se encontra? – perguntou ela rindo.

– Você me deixou quase sem roupa, senhorita. Agora trate de me arrumar. E se vem uma louca psicopata aqui e me agarra? – brincou ele fazendo um sorriso maroto.

– Se entrar uma louca aqui e te agarrar é só você corresponder ao beijo. Ou já esqueceu como se beija? – perguntou Lily rindo mais do que nunca.

– Corresponder ao beijo? Queria mesmo que eu fizesse isso? – perguntou ele desconfiado.

– Oras… Por que não?

– Então você acha que eu deveria ter correspondido ao beijo da Petúnia Evans? – perguntou ele fitando-a e indo em sua direção.

– Não me fale dela. Ainda quero matá-la! – disse Lílian parando de sorrir.

– Matá-la por que ela me beijou? Lílian Evans está com ciúmes? – perguntou ele parando na frente da ruiva.

– E por que Lílian Evans teria ciúmes de Tiago James Potter? – perguntou ela sem tirar os olhos dos dele.

– Você é que deveria me responder isso, meu lírio. – disse Tiago passando uma mão pela cintura fina da jovem, enquanto a outra mão acariciava o rosto da moça.

– Não estava com ciúmes. – respondeu ela quase sem voz, sentindo o coração querendo sair pela boca.

– Está mentindo. Essas esmeraldas nunca mentem para mim, Lily. – disse ele fitando os olhos verdes da ruiva e se aproximando do rosto dela.

– O que pensa que está fazendo, senhor Potter? – perguntou ela tentando controlar as emoções.

– Estou terminando o que comecei há pouco. Sabe como é?… Alguns “amigos” me atrapalharam. – disse ele roçando o nariz no da garota.

– E quem te disse que eu vou deixar? – perguntou Lily num último esforço para se livrar dos seus sentimentos, sentindo a temperatura da sala subir rapidamente quando o rapaz tocou-lhe a nuca.

– Seu corpo me diz, ruivinha. – disse Tiago sentindo a ruiva tremer diante de suas palavras e apertou ainda mais seu corpo contra o dela, passando seus lábios pelo rosto da garota, até chegar à boca, aqueles lábios que tanto desejava aquele gosto que nunca tinha sentindo, aquele calor que subitamente começou a fazê-lo suar frio, e sua língua tocou delicadamente os lábios da ruiva pedindo passagem, que logo foi concedida.

Quando suas línguas se tocaram o choque foi tão intenso que não conseguiam sentir mais nada, o chão não parecia existir, o mundo parecia não existir e o tempo parecia ter parado naquele momento, aquele beijo que ambos esperavam loucamente era melhor do que qualquer outro que já haviam experimentado, o gosto era inconfundível e o toque irresistível.

A ruiva, sem perceber, largou a malinha que tinha nas mãos, não escutando nem ao menos o barulho que fez quando esta caiu no chão, apenas passou um dos baços no pescoço do moreno agarrando o cabelo negro dele enquanto o outro acariciava o peito nu do seu amado.

Depois de alguns instantes que para eles pareceu uma eternidade, Tiago se afastou docemente.

– Quanto tempo esperei por isso…? – perguntou ele sem perceber.

– Você é que deveria me responder. – disse a garota beijando – o novamente.

Depois de um longo tempo se beijando, Lílian se afasta.

– Melhor irmos dormir. Está tarde e precisamos acordar cedo amanhã.

– Só mais uma pergunta… – pediu ele.

Lílian o analisou por um tempo e respondeu:

– Acho melhor outro dia. Já tenho uma resposta para te dar depois. Não quero ter que pensar em duas. – respondeu abaixando e pegando a malinha do chão.

– Como sabe que… – começou ele, mas ela o interrompeu.

– Sei mais de você do que pensa. Deixa isso para depois. Temos muito tempo ainda.

E antes de entrar no dormitório virou e disse:

– Boa noite, senhor Potter!

– Boa noite, senhorita Evans. – respondeu ele sorrindo para ela.

E ambos foram dormir.

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sobre Vanessa Sueroz

Autora dos livros Confusões em Paris, Minha última chance, Odiado Admirador Secreto, Presente de Aniversário, Eu te amo mais e Três Botões.


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7 thoughts on “Cap 4. Convite de Natal

  • Wateru

    Ah, que emoção :paris:

    Nossa, que bom. Parece que o romance deles se desenrolou mais facilmente do que na outra fic! Eu já tava sofrendo >.<

    Os caps são grandes, mas gostosos de ler! =D

    Falando nisso… Essa fic também vai ser como a outra? :think:
    Espero resposta :ddd:

    Vou ler mais :B

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  • Gabi

    aii que fofo!!!! até que enfim um bjo… e que beijo srsrsrsr

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    Vanessa Sueroz Reply:

    Realmente… Que beijo!! rsrsrs

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    POLYANA Reply:

    cade os capitulos 10 e 11, quero muito ler eles, estou muito anciosa para saber o q aconteceu com Ti e com a LIly na casa dos Potter
    quando é q vc vai colocalos no blog???
    Espero respostas!!!
    beijos

    [Responder]

    Vanessa Sueroz Reply:

    Oi Poliana,

    desculpe a demora com os posts, mas to tentando atualiza um pouco de cada coisa.

    O próximo cap da fic sai na segunda dia 17

    bjinhos