Cap 3. Brigando nos corredores 3


No sábado de manhã, Tiago estava esperando sua ruiva no salão Comunal quando os outros desceram.

– O que está fazendo aqui tão cedo, Pontas? – perguntou Sirius.

– Aposto que também está com fome. – disse Rabicho sentando do lado dele.

– Isso está mais com cara de Lily Evans. – disse Remo sentando.

– Acertou em cheio, Remo. Hoje vou ajudar a Lily com animagia. Com esse tempo ótimo que está, vamos ficar lá no lago. Façam-me o favor de não aparecer lá. – disse ele.

– Vai fazer algo em especial? Como chamá-la para sair? – perguntou Sirius.

– Estou esperando chegar o natal. Evans vai ter que sair comigo então pensei em… – começou, mas parou assim que viu as meninas descerem.

– Bom dia, Marotos. – disse Kely se espreguiçando.

– Bom dia, meninos. – disse Lily descendo com a mochila.

– Bom dia. – responderam todos animados.

– Aonde vai com tantos livros, Lily? – perguntou Tiago.

– Pensei que íamos estudar animagia. – disse ela.

– E vamos, mas pode deixar tudo isso aí. Você não vai usar. – disse Tiago sorrindo marotamente.

– Por quê? Vamos estudar na biblioteca? – perguntou ela sem entender.

– Claro que não. Vamos para o lago. Com esse sol que está, não podemos desperdiçar o dia na biblioteca.

– Depois vocês dois discutem isso. Vamos tomar café. – disse Rabicho.

– Ele tem razão. Depois vocês discutem o quanto quiserem, mas vamos comer. – disse Kely

Depois que todos comeram, Tiago e Lílian se despediram dos amigos e foram rumo ao lago. Sentaram encostados em uma árvore e ficaram quietos por algum tempo.

– Lá vem o silêncio constrangedor de novo. – disse Tiago fazendo Lily rir.

– E então, pode me falar o que quiser… – começou Lily.

– Já te disse tudo que eu quero, meu lírio. Só não disse ainda que te amo. – disse Tiago com um sorriso maroto.

– Não estava falando disso e sim de animagia. – disse a menina furiosamente corada.

– Ah! Certo então! Animagia…. Foi inventada na época…

E assim o dia foi passando rapidamente. Eles estavam tão concentrados que até esqueceram a hora do almoço e seus amigos resolveram dar uma passada lá com alguns quitutes pegos da cozinha especialmente para eles.

– Estão tão concentrados para esquecer de comer? – disse Sirius chegando.

– Comer? Que horas são? – perguntou Lily.

– Quase três da tarde, querida Lily. – respondeu Sirius.

– Nossa! Nem vi o tempo passar. – disse Tiago.

– Percebemos! – Disse Remo.

– Trouxemos algumas coisas para vocês comerem… Que tal um piquenique? – disse Kely.

– Só se for a dois. – disse Sirius.

– Ótimo. Vamos indo e deixem os dois sozinhos. – disse Kely levantando.

– Eu estava falando de nós dois, Kely. – disse Sirius abraçando a menina fazendo os demais rirem.
– E eu dos dois. Nós já comemos. – disse Kely.

– É, mas eu ainda estou com fome. – disse Rabicho.

Todos riram mais ainda.

– É melhor os deixarmos, afinal eles estão estudando. – disse Remo.

– Tudo bem!

Todos saíram em direção ao castelo, só que Sirius virou e falou.

– Passamos para te buscar mais tarde, Tiago. Na hora de sempre. – disse ele

Depois que os amigos se afastaram:

– Posso saber aonde os Marotos vão hoje, Tiago? – perguntou Lily.

– Infelizmente ainda não posso te contar isso, minha ruivinha.

– Conta logo, Tiago. – pediu a garota docemente.

– Infelizmente, sei como me livrar de carinhas fofas como a sua, meu lírio. Não posso te contar, é segredo! E o segredo nem meu é. – disse Tiago.

– Mas enfim… Vamos comer? – perguntou ela arrumando o piquenique.

Enquanto comiam falavam de várias coisas. Até que a conversa chegou em um ponto interessante.

– E então? Quando vou conhecer seus pais? – perguntou Lily.

– Está curiosa sobre o clã dos Potter? – perguntou Tiago rindo.

– Você está à meia hora falando de quão bom é seu pai. Até eu fiquei curiosa para conhecer o Famoso auror Potter.

– Mas você já conhece. Eu estou aqui! – disse ele risonho.

– Seu bobo! – disse ela dando um tapinha de leve no braço do amigo.

– Certo. Te levo para conhecer meu pai. Não se preocupe, alias, você vai adorar meus pais. Principalmente minha mãe. Ela é a segunda mulher mais linda desse mundo. – disse Tiago.

– Segunda… E quem seria a primeira? – perguntou Lily rindo.

– Você, meu lírio. – disse ele sentando ao lado da menina, mas defronte a ela.

Lílian corou furiosamente e Tiago resolveu mudar o rumo da conversa.

– E quanto a sua mãe? Ela deve estar orgulhosa de ter uma filha bruxa… E me disseram que você tem uma irmã…

– É melhor não falar delas, Tiago. – disse Lily séria.

– O que houve? – Perguntou Tiago percebendo a mudança de humor.

– Vamos dizer que minha família não gosta muito de mim. Minha mãe me quer o mais longe possível, e minha querida irmã me chama de aberração. – disse ela tristemente.

– Sinto muito, meu lírio. Se eu soubesse não teria tocado no assunto…

– Não se preocupe, Tiago. Estou ótima. É até bom conversar com alguém sobre isso…

– Se quer assim… – disse ele pronto para escutar.

– Sabe… Meu pai me adorava! Foi o único que gostou quando soube que eu era uma bruxa e em compensação, minha mãe quis me expulsar de casa, e bem… Minha irmã… Nunca foi muito com a minha cara… Ela faz o possível e o impossível para me irritar, perder a cabeça e fazer magia fora da escola, para ser expulsa…

– Você é a pessoa mais incrível que conheço, Evans! Agora tenho mais certeza do que nunca. – respondeu ele com um lindo sorriso.

– Por que diz isso, Ti? – perguntou ela corando mais do que nunca.

– Porque apesar de tudo, você é a pessoa mais doce e meiga que conheço… Bom… Tirando quando está brava comigo… E quando eu te convido para sair… Ou quando eu chego perto… – e Tiago viu os Marotos se aproximando.

– Já entendi! – respondeu ela rindo. – Mas e então… Da onde tiraram o título de Marotos? De algum livro?

– Ser maroto não é apenas um título. Para ser um maroto tem que fazer por merecer, e não se engane… Existe um feitiço que faz todos saberem quem somos…

– Que mistério! – disse Lily. – Então, por que não me conta como fez para ganhar esse título?

– Mistério que você está doida para desvendar. – disse ele se aproximando do rosto da ruiva.

– O que está fazendo? – perguntou ela vendo ele se aproximar e mantendo fixo seus olhos nos dele. – É agora! Ele vai me beijar! – pensou.

– Terminando o que comecei aquele dia na sala de troféus. – disse ele roçando seu nariz no dela e acariciando a nuca da ruiva levemente fazendo-a arrepiar-se.

Quando Lily estava pronta para beijá-lo, Tiago desviou seus olhos dos dela e deu-lhe um beijo na testa.

– Olá para o casal. – disse Sirius chegando.

Tiago olhou por um momento para os amigos, afastou-se da ruiva, pegou sua mão e beijou-a dizendo:

– Volte para o castelo logo, por favor. Amanhã nos vemos no café da manhã e combinamos a minha aula de poções.

E saiu correndo com os amigos para o outro lado.

– Nossa! Remo! Você está bem? – gritou Lily ao ver o amigo pálido.

Mas não obteve resposta e achou melhor voltar para o castelo.

”Por que ele não me beijou? Não acredito que ele perdeu essa chance de novo. O que ele quer, afinal? Quer me deixar louca!!! E como ele estava doce… Lindo… Que gentil… Pelo menos me respeitou!!… Nossa o que estou dizendo? Não acredito que estou… Não, claro que não posso estar apaixonada! Não posso amar um Maroto!

Voltou ao castelo e simplesmente foi dormir. Não tinha cabeça para pensar em nada, e muito menos para estudar.

Lílian acordou muito feliz naquele dia.

”Não acredito que estou feliz por isso… Mas vou passar o dia inteiro com o Tiago James Potter!!… Quem sabe hoje ele tenha coragem e me beija logo… Nossa Lílian… Não estou te reconhecendo… Vocês está apaixonada por um Maroto! E não está fazendo o menor esforço para tirá-lo da sua cabeça… Lílian, se controle… Nada pode sair errado hoje…”

– Bom dia! – disse Lílian feliz ao descer as escadas naquele dia.

– Uau! A ruivinha está feliz hoje. Posso saber se sonhou comigo? – perguntou Sirius a abraçando.

– Só digo como foi meu sonho se me disser o que tanto vocês fazem à noite. – disse se aproximando dele sedutora.

– Ahan-ahan! – fez Kely. – Dá para parar de dar em cima do meu Maroto? – perguntou Kely

”Fingindo ciúmes… Será mesmo que estava só fingindo?” – pensou Lily.

– Desculpe, Kely. – disse Lily soltando Sirius e abraçando Tiago.

– Que troca de casais, hen! – disse Remo rindo.

– Pelo menos não foi o Tiago que teve um ataque de ciúmes dessa vez. – disse Rabicho.

Todos riram exceto Tiago.

– Mude essa cara, Tiago. Vamos tomar café. – disse Lily soltando Tiago e indo em direção a saída.

– Vamos lá, Tiago! Você vai passar o dia inteiro com a sua ruiva. Cadê o ânimo? – perguntou Remo ainda rindo.

Todos foram tomar café.

– E então, Lily? Aonde vamos hoje? – perguntou ele quando acabou de tomar café.
– Que tal a Sala Precisa? Sabe… Não acho uma boa idéia ficar fazendo poções em qualquer lugar do castelo…

– Ótima idéia, meu lírio. – disse Tiago.

– Vê se não perdem o almoço hoje. – disse Sirius rindo.

– Não vamos perder. Já dei um jeito nisso. – disse Lily.

– O que você fez, Lily? – perguntou Kely.

– Enfeiticei o relógio. – respondeu ela rindo e levantando.

– Boa idéia. – disse Remo. – E podem ficar tranqüilos… Hoje não vamos sair de noite.

– Não vão? Afinal, o que vocês tanto fazem? – perguntou Kely curiosa.

– Nada. – respondeu Sirius.

– Remo? O que vocês tanto fazem? – perguntou Lily.

– Nós… – começou ele.

– Vocês…? – perguntou Lílian incentivando o Maroto

– Vocês não entenderiam. – disse Remo nervoso e saiu andando.

– Remo! – chamou Lily indo atrás dele.

– Não Lily. Ele não quer falar sobre isso. – disse Tiago segurando a ruiva pelo braço.

– Tiago tem razão. Deixe ele. Logo ele volta. – disse Sirius.

– Ótimo! Já que ainda temos um mistério aqui… Que tal… irmos pensando no que vamos fazer semana que vem? – perguntou Kely.

– O que tem semana que vem? – perguntou Lily.

– Ora, Evans! É Natal. – respondeu Rabicho.

– Já? – perguntou assustada.

– Já sim. Por quê? – perguntou Tiago sem entender o espanto da amiga.

– Preciso mandar uma carta. – disse ela saindo.

– Eu vou com você no corujal. Espera aí, Lily. – disse Tiago indo atrás dela.

– Já que os pombinhos já foram, que tal irmos também? Acompanha-me senhorita? – perguntou Sirius oferecendo o braço para Kely.

– Como não, senhor? – disse ela dando o braço para ele. – Mas vamos para onde?

– Dar uma volta. – respondeu Sirius misteriosamente.

Na saída do castelo, Tiago alcança Lily.

– Calma ruivinha. Por que tanta pressa para enviar uma carta? Corujas são rápidas! Principalmente a Jim – disse Tiago.

– Não posso enviar uma coruja. Vou mandar uma carta para a minha avó. Tenho que saber se vou para a casa dela ou fico aqui no natal.

– Se disser que fica no castelo eu fico te fazendo companhia. Ou melhor… Tenho planos para o natal. – disse ele misterioso.

– Planos? – perguntou a ruiva curiosa.

– Sim, planos. Depois te conto. Deixe a carta para lá. Ficaremos todos juntos no natal. Sei que não quer ir para casa da sua avó.

– Não quero mesmo. Mas ficar aqui sozinha não é muito legal… – começou ela.

– Já disse que não ficará sozinha. E então? Vamos ter as minhas aulas de poções ou não? – perguntou ele sorridente.

– Será que devo confiar em um Maroto? – pensou alto.

– Você já confia em um Maroto. Ou não teria me pedido para te ajudar.

Os dois passaram a manhã inteira analisando ingredientes e como eles agem.

– Tiago, presta atenção! Isso é importante! – disse Lily pela décima vez.

– Desculpe. É que não entendo como você pode ser tão boa nisso… Por que não vira medibruxa?

– Porque não acho muito legal ter que estar pronta para qualquer emergência. Sem contar que algo me diz que é melhor ser aurora.

– Vamos dar um tempinho nisso, ok? Falta uma meia hora pro almoço. Poderíamos gastar esse tempo conversando.

– Ótimo! Onde acha que todos foram? – disse ela guardando a coisas.

– Todos? – perguntou ele confuso.

– Os Marotos e a Kely. – respondeu ela como se aquilo fosse óbvio de mais.

– Estava pensando em conversar só eu e você. – disse ele pegando a mão da menina.

– Tiago, estamos nos dando tão bem… É melhor que continuemos assim…

– Já entendi o recado. – disse ele soltando a mão dela.

– Não é para ficar chateado comigo, mas…

– Vamos mudar de assunto. Não precisamos pensar nisso agora. Que tal falar de algo legal? – perguntou ele. – Que tal quadribol?

– Só porque meus amigos gostam e jogam isso não quer dizer que eu goste.

– Vamos dar uma volta de vassoura? – perguntou ele.

– Vassoura? Não, não… É melhor não.

– Vamos… Você não pode ser tão ruim assim. – disse ele tentando animar a menina.

– Você nunca me viu em uma vassoura, não é? – perguntou ela divertida.

E assim passou a manhã para o casal. Quando todos chegaram ao salão para comer:

– Está melhor, Remo? – perguntou Lily sentando ao lado do amigo.

– Estou sim. E desculpa por aquilo. Quero te contar o que está acontecendo, mas…

– Não se preocupe, Remo. Você me contará quando estiver pronto. – respondeu Lily com um sorriso reconfortante.

– Obrigado, Lily. -Respondeu ele abraçando a amiga.

– E então, como foi à tarde de vocês? –perguntou Tiago se sentando.

– Foi muito boa. – respondeu Sirius. – Levei meu anjinho para visitar as estufas…

– E o que tem de mais nas estufas? – perguntou Lily sem entender e sentando ao lado de Tiago e de frente para Kely.

Os Marotos se olharam misteriosamente e sorriram marotamente.

– Kely? – perguntou Lily.

– Sim… – respondeu a menina como se não soubesse o que a amiga queria.

– O que você viu na estufa? – perguntou Lily.

– Nada de mais. – respondeu a menina tentando se concentrar na comida.

– Não acredito que ninguém vai me contar! – protestou a ruiva.

– Eles ficaram juntos, Lily. – respondeu Tiago o mais baixo possível.

– Como assim? – perguntou Lily.

– Quer que eu te mostre como? – perguntou Tiago maliciosamente.

– É sério? – perguntou Lily sem acreditar. – Sirius conseguiu beijar a Kely? – perguntou para Tiago tentando não deixar ninguém mais escutar.

– É o que parece. – respondeu Remo rindo.

– Não gostou? – perguntou Tiago sem entender a reação da amiga.

– Não é isso… É que… Nossa! Até que enfim! – respondeu Lily fazendo Tiago rir.

– Agora só falta à gente, minha ruiva. – disse Tiago galanteador.

– Nem pense nisso, senhor Potter! – disse Lílian voltando a comer.

Todos riram. E assim foi o almoço e o início da tarde, até que Lily resolveu que ela e Tiago deveriam ir.

– Tiago! Temos que ir. Vamos fazer algumas poções agora. Para praticar. – disse ela levantando e dando tchau para os amigos.

Tiago levantou para acompanhar a amiga, mas ainda antes de se afastar disse:

– Sirius e Kely… Não façam nada que eu não faria. – disse sorrindo e fazendo todos rirem novamente.

A tarde passou mais rápido do que Tiago e Lílian queriam. Ficaram até tarde lá, já havia passado das dez da noite quando Lílian percebeu as horas e começou a arrumar tudo para irem embora.

– Esta poção fica comigo. – disse Lílian pegando e guardando um vidrinho para ela.

– Por quê? – perguntou o menino curioso.

– Porque é uma poção curativa. E estou com pouca na minha malinha de primeiros socorros.

– Na sua o quê? – perguntou ele sem entender.

– Na minha bolsinha de primeiros socorros. – repetiu. – É uma bolsinha que tem poções para ferimentos, caso alguém se machuque, assim não preciso ir até a ala hospitalar ou coisa do tipo. – completou vendo a cara do amigo.

– Ah… Entendi! – disse ele sorrindo. – Então, temos mesmo que voltar agora para o Salão Comunal?

– Claro que sim.

– Mas você é monitora. Pode arrumar uma desculpa para estarmos fora da cama há essa hora. – disse ele.

– Posso, mas não vou fazer isso. E hoje é dia dos Sonserinos monitorarem os corredores. Não quero dar de cara com nenhum deles agora. Sem contar que amanhã cedo temos aula.

– Certo! Mas não pense que livrou-se de mim, senhorita Evans. – disse o menino rindo.

– Posso saber por quê? – perguntou ela saindo pela porta.

– Porque vamos ter que repassar tudo depois do natal. Assim não esquecemos e praticamos mais. – respondeu ele acompanhando-a.

– Certo. Depois do natal teremos mais aulas. – respondeu ela rindo.

– Nunca imaginei que algum dia estaríamos nos entendendo tão bem. – disse ele sonhador.

– Realmente. Muito estranho! – disse ela rindo ainda mais.

– Estranho o quê? Que seja amiga de Marotos? – perguntou ele sorrindo marotamente.

– Também. O que é mais estranho sou eu não te achar mais tão arrogante e…

– Sério? – perguntou ele espantado parando por um momento de andar.

– Sério. Esses dias foram mais úteis do que você pensa. Não te acho tão arrogante e prepotente como achava há uma semana atrás. – disse ela parando também.

– Fico muito feliz com isso, Lily. – disse ele se aproximando da garota fazendo-a ir para trás.

– Que olhar é esse, Ti? – perguntou ela.

– Olhar de quem está prestes a beijar a garota mais linda de Hogwarts. – disse ele encurralando-a na parede.

– E quem seria essa? – perguntou Lily batendo as costas de leve na parede.

– Você, senhorita Evans. – disse ele pegando-a pela cintura.

– Você não faria isso! – disse ela sem certeza.

– Se tivesse tanta certeza disso já teria me empurrado. – disse ele pegando na sua nuca e a trazendo-a mais para perto.

– Tiag… – começou ela e sentiu os lábios dele nos dela. Seu coração parecia que iria sair pela boca a qualquer momento, aqueles lábios macios e…

Mas quando Tiago ia aprofundar o beijo, ou melhor, dar um beijo de verdade na ruiva – afinal selinho era pouco para ele – escutaram uma voz muito conhecida e tiveram que se afastar.

– Tudo que eu queria ver agora! – disse Snape.

Tiago respirou fundo e soltou sua ruiva.

– Como você adora estragar meu dia. – disse Tiago pegando a varinha.

– Não faria isso se fosse você, Potter. – disse outra voz conhecida atrás de Snape.

– Como conseguem ser tão… – começou Tiago irritado.

– Adoramos te ver, Potter. – disse Malfoy. – Você é nosso passa tempo preferido.

– E acho que está mais do que na hora de ganhar uma detenção comigo. – disse Snape. – Você e a sangue-ruim da Evans.

– Cala a sua boca! – gritou Tiago.

– Ora… Ficou irritado porque dissemos a verdade sobre sua namoradinha? – perguntou Malfoy.

– Expe… – começou Tiago.

– Não Tiago. Eles não merecem que você se encrenque. – disse Lily colocando sua mão sobre a dele.

– Bem sensata a sangue-ruim. – disse Snape.

– E então, Potter… Cadê seu amiguinho? Ele não vai fugir hoje? Cadê aquele Remo Lupin? – perguntou Snape.

– O que foi? Não conseguiu nos seguir ontem? – perguntou Tiago rindo.

– Sei que seu amigo esconde um bom segredo. – disse Malfoy irritado.

– Segredo que não é da sua conta. – respondeu Tiago.

– Afinal, o que ele é? Um lo… – começou Snape, mas não teve tempo de terminar a frase e Tiago já o tinha jogado na parede.

– Isso não vai ficar assim! – gritou Malfoy – Farzeium

E uma faca saiu cortando o ar e cortou a perna de Tiago e seu peito, até que Lílian conseguiu explodi-la.

– Bombarda! – gritou a garota fazendo a faca explodir.

– Não deveria ter se metido nisso, sua sangue-ruim. – disse Malfoy.

– Expeliarmus! – gritou Tiago e Snape juntos, fazendo Malfoy – que Tiago atingiu – e Tiago – que Snape atingiu – saíram voando e baterem na parede.

Tiago bateu as costas e Malfoy, a cabeça, ficando desacordado.

– Tiago! – gritou Lílian. – Serpensortia!- gritou fazendo uma cobra gigantesca ir para cima de Snape, que se afastava enquanto Lílian corria para ajudar Tiago a se levantar. – Você está bem? – perguntou a menina ajudando ele a se levantar. – Você está sangrando…

– Estou bem, meu lírio. – respondeu ele com dificuldade para ficar de pé por causa da perna machucada.

Quando Lily abriu a boca para dizer mais alguma coisa, Snape, que já tinha se livrado da cobra, grita:

– Crucio. – e a menina cai se contorcendo e gritando no chão.

– Seu… – começou Tiago. – Estupefaça! – e Snape caiu batendo a cabeça em uma estátua.

Mas antes de Tiago tivesse tempo de fazer mais alguma coisa escutou uma voz fina gritando:

– O que está acontecendo… – começou Minerva. – Senhor Potter! – chamou Minerva ao ver Malfoy e Snape desacordados e Tiago ajudando Lílian a se levantar.

– Eles… – começou Tiago.

– Os dois para a diretoria agora! – disse Minerva extremamente furiosa olhando para Tiago e Lílian, que já estava de pé.

– Pirulito de maçã – disse Minerva antes que estátua desce passagem para eles irem até a sala do diretor.

Quando chegaram lá:

– Dumbledore! Esses dois estavam no corredor brigando com dois alunos e os dois alunos em questão estão desacordados… – começou Minerva.

-Vá cuidar dos outros alunos. Leve-os para ala hospitalar e mande os pais dos dois – apontou Tiago e Lílian – virem para cá. Acho que terá que buscar a mãe da moça pessoalmente, Minerva. – disse o professor calmamente.

Depois que Minerva saiu, Dumbledore observou o casal por algum tempo e finalmente disse algo:

– Vamos. Contem-me o que aconteceu. Sei que o senhor Potter tem uma enorme facilidade em meter-se em problemas, mas a senhorita Evans não deixaria isso acontecer…

– Nós estávamos voltando da Sala Precisa…. – começou Lílian.

– Não sabia que alunos conheciam aquela sala. – comentou Dumbledore sorrindo. – Continue. – pediu

– Estávamos lá porque Lílian estava me ajudando em poções. Perdemos a noção do tempo, e quando estávamos voltando para a torre da Grifinória, nos encontramos com Snape e Malfoy.

– É provável que o senhor Malfoy estivesse fazendo a ronda, mas não entendo o que o senhor Snape estaria fazendo junto com ele… –Dumbledore pensou alto e percebendo isso, completou – Continue!

– Eles chamaram a Lily de… – começou Tiago, mas não teve coragem de terminar.

– Me chamaram de sangue-ruim. Mas não foi por isso que brigamos.

– E qual foi o real motivo da briga entre os senhores? – perguntou Dumbledore.

– Eles estavam falando mal de Remo. Ele nem estava presente para se defender! Eles querem descobrir o segredo dele e… – começou Tiago se alterando.

– Calma, senhor Potter. Sei que quando falam mal dos nossos amigos, ou pessoas que amamos – disse olhando para Lílian por alguns segundos – Perdemos a cabeça, mas saiba que temos que aprender a nos controlar. Sei também que só fez isso para ajudar seus amigos, mas pense que poderia ter acontecido algo mais grave. – disse Dumbledore calmamente, olhando fixamente para Tiago através de seus óculos de meia lua.

– Mas eles usaram uma…. – começou Lílian, mas foi interrompida por tosses vindas da lareira.

– Coof! – e uma linda ruiva de mais ou menos uns trinta anos saiu da lareira.

– Bem vinda de volta à Hogwarts ,senhora Potter. – disse Dumbledore beijando a mão da senhora gentilmente.

Muito bonita- pensou Lílian a olhando.

– Olá, Dumbledore. – disse um senhor idêntico a Tiago, só que mais velho, saindo da lareira também.

– Olá, senhor Potter! – disse Dumbledore apertando sua mão. – Vamos, sentem-se. – disse fazendo aparecer mais duas cadeiras com um aceno de varinha.

– Tiago! – gritou a mãe do menino indo em sua direção e o levantando pelas orelhas. – Mandei você se comportar! Fui convocada para vir à Hogwarts imediatamente porque você estava brigando novamente na escola! Por que não consegue ficar uma semana sem se meter em encrencas, mocinho? Você vai ficar… – mas ela foi interrompida por seu marido.

– Querida, não estamos sozinhos na sala. Aliais… Prazer, mocinha. – disse o senhor pegando a mão de Lílian e a beijando docemente. – Você deve ser a famosa Lílian, não é? Tenho certeza que sim. Nunca me confundo, uma ruiva é sempre uma linda ruiva! – disse ele galanteador.

Já sei de quem Tiago herdou isso. – pensou Lílian.

– Realmente, James. – disse Dumbledore rindo. – Os Potter e suas ruivas!

– É verdade, Dumbledore. Com Tiago e essa moça já estaremos na quarta geração de Potter’s e ruivas… – brincou o senhor.

– Me desculpe! – disse a senhora se aproximando de Lílian. – Sou Sara, mãe de Tiago. É um enorme prazer conhecê-la. Sabemos tudo sobre você… Tiago não pára de…

– Mãe!- disse Tiago envergonhado.

– Linda ruiva, Tiago. Ela será uma ótima esposa! – disse o senhor Potter.

Lílian corou ainda mais.

– E então? O que foi que aconteceu para sermos… – começou Sara, mas foi interrompida por uma senhora que entrava na sala e olhava furiosamente para Lílian, parecendo que iria matá-la com os olhos.

– Como você se atreve, mocinha? Você não honra mesmo a sua família! Torna-se uma aberração e ainda me obriga a vir para cá olhar para a sua cara antes da hora! Quem você pensa que é para ser uma aberração em minha casa e me obrigar a entrar em uma lareira…? Já lhe disse que não quero nem ouvir falar de você… – dizia a mulher quase batendo em Lílian, gritando e fazendo a menina se afastar enquanto a senhora ia para cima dela.

– Calma, senhora Evans! A senhorita Evans não teve culpa, ela só estava… – começou Dumbledore.

– E como você ousa falar comigo? – perguntou para Dumbledore ainda gritando e se virou mais uma vez para Lílian – Não acredito que fui obrigada a vir para esse lugar! Coisa de gente igual você, estou no mundo das aberrações! Só seu pai mesmo para agüentar alguém como você! Uma…

– Já chega, senhora Evans. Sei que está nervosa, mas as crianças não têm culpa. Sou Dumbledore, diretor da escola, por favor, sente-se. – disse ele mostrando a cadeira que Lílian estivera sentada.

– Senhorita Evans e senhor Potter, voltem para a torre da Grifinória, depois falo com vocês. – disse Minerva vendo a reação da mãe de Lílian. – E levem essa moça com vocês. – disse Minerva mostrando uma jovem.

Tiago foi até Lílian lentamente por causa da perna e a amparou em seus braços, rumando para fora da sala do diretor.

Quando saiu da sala do diretor, Lílian se recompôs e ajudou Tiago a andar, passando seu braço na cintura do rapaz e fazendo-o se apoiar nela para andar.

Quando já estavam chegando ao Salão Comunal, Tiago resolveu quebrar o silêncio.

– Você está bem, Lily? – perguntou.

– Eu é que deveria perguntar isso, Tiago. – disse ela sem olhá-lo. – Você ainda está sangrando e…

– Estou bem. Só estou preocupado com você. – disse ele.

– Eu estou bem, só preciso… – começou Lílian.

– Dá para andar logo, aberração? Não quero que ninguém me veja perto de você. – disse uma menina atrás de Lílian.

– Cala a boca, Petúnia.

– Você não serve nem ao menos para ajudar um menino a andar. – disse ela empurrando Lílian de perto de Tiago e tomando o lugar desta. – Eu faço isso. Afinal, ele pode ser igual a você, mas é um Deus grego!

– Se eu fosse você, não chegaria perto dele. – disse Lílian assustadoramente nervosa e apontando a varinha paro o coração da irmã.

– Calma, ruivinha. Estou bem, não se preocupe. Vamos indo. Preciso me sentar. – disse ele passando a mão no sangue de sua blusa.

Lily o analisou por alguns instantes, mas resolveu não discutir. Saiu andando na frente rumo ao retrato da mulher gorda, disse a senha e entrou. O Salão Comunal estava estranhamente vazio.

– Tiago, sente-se aí no sofá, vou dar um jeito nesses machucados. – disse para o rapaz. – E Petúnia… Mantenha distância! Se quando eu voltar você estiver perto dele ou chegar perto de mim, eu acabo com você. – disse ela ainda nervosa se dirigindo para o dormitório.

Tiago observou sua ruiva entrar no dormitório, e não acreditava em nada do que estava acontecendo!

”Não acredito que aquela mulher tratou a minha ruiva assim! Ela é tão doce… Não merece escutar tudo aquilo!! E essa irmã que mais parece uma inimiga… Ela estava dando em cima de mim… Não credito!! E aquilo?… A Lily teve um ataque de ciúmes ou está só com raiva da família? – pensava Tiago antes de ver sua ruiva descendo novamente com uma caixinha na mão.

Lílian puxou uma cadeira e sentou-se de frente para Tiago. Colocou a caixinha ao seu lado e finalmente olhou para o garoto.

– Tiago, coloca a perna machucada aqui. – disse ela mostrando as próprias pernas.

– O que vai fazer, Lily? – perguntou ele obedecendo à garota.

– Vou dar um jeito nisso. – disse ela tirando o sapato dele.

– E por que precisa tirar meu sapato?

– Porque o corte está grande. Vai do tornozelo até… – e ela olhou para a perna dele e foi levantando a calça com cuidado. – Até metade da perna. – concluiu ela virando para pegar alguma coisa dentro da caixinha.

– Nossa! O que aconteceu com você? – perguntou Petúnia para Tiago.

– Nada! – respondeu o garoto tentando ser gentil.

– Mas como nada? E vai deixar essa retardada da Lílian cuidar desse machucado? Você deveria… – começou Petúnia.

– Continua falando e quem vai ficar sangrando é você, Petúnia. – disse Lílian sem olhá-la e encostando um algodão na perna de Tiago.

– Ai, Lily! – disse ele.

– Desculpa, mas vai doer um pouco, Ti… – disse ela sorrindo para ele.

– Dói menos do que quando cortou… – brincou ele.

– Disso não tenha dúvidas. – disse ela sorrindo.

– Nossa, mais que pernas espetaculares! – disse Petúnia se aproximando de Tiago. – Você é jogador de futebol? – perguntou ela abraçando ele por trás do sofá.

– O que é futebol? – perguntou ele confuso e tentando tirar as mãos da moça de cima dele.

– Já mandei ficar longe, Petúnia. – disse Lily irritada. Pegou a varinha e completou – Levi corpus – disse levantando a irmã do chão. – Se chegar perto dele de novo, vou fazer você explodir. – ameaçou Lílian jogando a irmã num canto da sala.

Em uma coisa Lílian tinha que concordar com Petúnia. A perna de Tiago era realmente muito gostosa.

Ela passava o algodão fechando o ferimento, até que viu uma marca muito estranha. Um lindo M estava intocado do lado do ferimento, nem o sangue que escorria ousava tocar a letra tão bem desenhada. Lily passou o dedo delicadamente sobre o desenho.

– O que significa esse M, Tiago? – perguntou sem tirar os olhos do símbolo. – Fez uma tatuagem?

– Ah! Isso… Não é tatuagem não. É um símbolo mágico. – disse ele adorando sentir as mãos da ruiva acariciar sua perna.

– E por que um M?

– Mais uma resposta que vou ficar te devendo, Lily. – disse ele se divertindo com a cara da amiga. – Mas não se preocupe, não é de nenhuma garota. – completou sorrindo.

A menina riu gostosamente quando Tiago disse isso.

– E por que não sujou de sangue? – perguntou ela passando a fechar a ferida novamente.

– É um símbolo mágico, meu lírio. Nada pode atingi-lo.

– Meu lírio? Ti? Não acredito que uma aberração como você arrumou um namorado tão gostoso quanto… – começou Petúnia.

Tiago corou. Lílian só não riu do constrangimento do rapaz porque estava nervosa de mais com a irmã.

– Eu te avisei. – disse Lílian pegando a varinha e apontando para a irmã.

– Não vale a pena, meu amor. Ela só quer que você faça uma besteira para ser expulsa. – disse Tiago se aproximando de Lílian e pegando docemente a varinha da menina e depois olhou para Petúnia como um aviso.

Lílian terminou de fechar a ferida da perna.

– Pronto. A perna já foi. Só falta o peito. – disse ela se levantando e sentado do lado dele.

– Ainda acho que você deveria ser medibruxa. Minha perna está curada! – disse Tiago em forma de agradecimento.

– Aquele não estava tão profundo quanto esse. – disse ela analisando o outro machucado do rapaz.

– Já estive pior, Lily. – disse Tiago rindo.

– Então, você deve ser pior do que sua mãe falou… Você chama as encrencas! – respondeu Lílian rindo. – Certo. Agora tire a camisa. – ela completou autoritária.

– Se queria me ver sem roupa, por que não disse logo, minha ruivinha? Primeiro levanta minha calça e agora me pede para tirar a blusa… – brincou Tiago tirando a blusa e mostrando seu tórax definido.

– Se quisesse te ver sem roupa, eu mesma tirava. – brincou Lily.

– Na hora que quiser estou à disposição. – disse Tiago com um sorriso maroto fazendo Lílian corar levemente.

– Retiro o que disse sobre as pernas. O peito é ainda mais gostoso! Que deus! Um Deus Grego com certeza! – disse Petúnia em alto e bom som, se aproximando dos dois.
– Um o quê? – perguntou Tiago confuso.

– Deus Grego é uma expressão trouxa que usamos para dizer o quanto um homem é lindo e gostoso. – disse Petúnia no ouvido de Tiago fazendo-o corar.

Lílian fuzilou a irmã com os olhos e falou:

– Gostoso, mas não é para o seu bico. – pegou outro algodão e molhou com outra poção. Tiago se segurou para não rir.

– Está com ciúmes, querida irmã? – perguntou Petúnia irritada.

– Não teria porque ter ciúmes de você, Petúnia. – disse Lílian acariciando o corpo de Tiago com uma mão e passando a poção no machucado com a outra.

– Acha que não consigo tirar um cara lindo desse de perto de você? Isso seria a coisa mais fácil que já fiz. – disse ela provocando a irmã.

– Tente e mato você! – ameaçou Lílian.

– Posso falar uma coisa? – perguntou Tiago tentando acabar com a briga, porém feliz por saber que sua ruiva estava com ciúmes dele.

Petúnia ignorou o que o menino disse e voltou a se aproximar dele, passando as mãos sobre os cabelos rebeldes de Tiago.

– Acho melhor… – começou Tiago.

– Já mandei se afastar. – advertiu Lílian furiosa.

– E se eu não quiser? – perguntou Petúnia aproximando seu rosto do garoto.

– O que pensa que vai fazer? – perguntou Lílian mais nervosa que nunca e apertando sem querer o algodão no ferimento de Tiago.

– Ai, Lily! – disse o menino.

– Me desculpe, Tiago. – disse ela fitando aqueles olhos castanhos.

”Se controla, Lily. Ela só está tentando te provocar. Ela nunca beijaria seu Tiago! Ela não tem tanta coragem! Meu Mérlin! Não acredito que estou com ciúmes dele!! Agora estou mais do que certa de que estou apaixonada! Espero que ele não tenha percebido esse ataque de ciúmes… E caramba!! Como ele é gostoso… E que corpo… Por que eu nunca tinha visto isso? É claro que não vi… Ele não anda de shorts e muito menos sem camisa… Uau! Que músculos… Que pele..”

– Lily? – chamou Tiago.

– Ãh? Desculpe! Estava distraída. – disse ela voltando a cuidar do machucado que agora começava a fechar.

– Estava pensando no que enquanto acariciava meu peito? – perguntou Tiago quase no ouvido dela, vendo que ela estava distraída de novo.

– Em como é perfeito… – respondeu ela distraída, e quando percebeu o que disse, corou furiosamente, fazendo Tiago rir.

– Ele é todo seu, meu lírio. – respondeu Tiago gentilmente.

– Vou acabar com isso agora mesmo. – disse Petúnia puxando a cabeça de Tiago para trás fazendo-o olhar para ela.

– Desculpe, mas o que pensa que está fazendo? – perguntou Tiago para Petúnia, tentando não parecer irritado, coisa que não conseguiu que escapasse aos ouvidos atentos da ruiva.

– Estou te fazendo se livrar dessa aberração! – disse Petúnia abaixando-se e beijando Tiago.

Tiago ficou sem reação quando a menina o agarrou e beijou e quando se recuperou do choque, empurrou Petúnia, mas aí o estrago já estava feito.

– Eu vou matar você! – disse Lílian levantando e indo para cima da irmã.

Tiago segurou a ruiva pela cintura, fazendo-a cair em seu colo. E foi quando Minerva chegou ao Salão Comunal.

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sobre Vanessa Sueroz

Autora dos livros Confusões em Paris, Minha última chance, Odiado Admirador Secreto, Presente de Aniversário, Eu te amo mais e Três Botões.


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