Autor: Samanta Holtz 4


Dados da Autora:

Samanta_HoltzNome: Samanta Holtz

Data de Nascimento:  23/04/1987

Nacionalidade: Brasileira

Ocupação: Escritora

Gêneros literários: Romance

Página Oficial: http://www.samantaholtz.com

Bibliografia: Nascida no Dia Mundial do Livro, Samanta Holtz parecia destinada a trilhar o caminho da literatura. Aprendeu a ler sozinha aos cinco anos, tamanha era a vontade de entender as histórias que sua mãe lia para ela. Aos nove, ganhou um prêmio de redação em sua cidade, Porto Feliz, interior de São Paulo. Em 2012, publicou pela editora Novo Século o romance “O Pássaro”, vencedor do “Destaques Literários 2012” na categoria Romance Nacional por votação do público e do júri técnico. Em 2013, publicou “Quero ser Beth Levitt”. Com histórias românticas e cheias de surpresas, Samanta guia seus leitores por uma deliciosa viagem, levando-os das lágrimas ao riso em questão de capítulos.

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Obras:

  • O pássaro
  • Quer ser Beth Levitt
  • Em contos de amor

Entrevista:

1. Como e porque você começou a escrever?

Acredito que o amor pelas palavras já residia em mim desde pequena, e eu fui sentindo-o aos poucos. Primeiro, como um hobby, nos diários e cadernos que eu lotava com textos, contos, poemas e quadrinhos. Então, quando cheguei à adolescência, percebi que esse amor crescia e se desenvolvia e as ideias não paravam de vir. Foi quando, aos 14 anos, comecei a escrever meu primeiro romance. Era para ser apenas um conto, tanto que eu o comecei à mão, no final de um caderno velho. A trama e os personagens, no entanto, ganharam tanta força e dimensão que, quando percebi, a história ainda tomaria muita forma antes de chegar ao fim. Então, acidentalmente, eu me peguei escrevendo o meu primeiro livro – intitulado “Renascer de um Outono”, ainda não publicado. Deixei que alguns familiares e amigos próximos lessem e, somando as opiniões positivas ao quanto eu me descobri apaixonada por escrever romances, praticamente não tive escolha a não ser escrever mais e mais!

2. O que te inspira a criar suas histórias?

Posso responder essa pergunta de duas formas: o que me inspira e o que me move. A inspiração pode ser despertada por diversos fatores: um temporal se formando, um fim de tarde, folhas caindo de uma arvore, uma bela música. Porém, nem sempre é preciso que haja algo inspirador à nossa volta para que as ideias surjam. Eu mesma costumo ter muitas ideias durante o banho. Acredito que é quando relaxo minha mente e deixo as ideias viajarem… Agora, o que me move a colocar a inspiração no papel, além da intensa paixão pelo que faço, são os meus leitores. Escrevo porque sei que eles merecem o melhor, porque sei que, ao abrirem um livro, não querem apenas mais uma história para ler, e sim viver grandes emoções. Tenho visto meus livros proporcionarem emoções, inspirações, motivações e lindas mudanças, e é isso que me faz ter certeza de que estou no caminho certo.

3. O que você prefere escrever? Livros ou Contos?

Prefiro escrever livros. Gosto de contos, mas minha imaginação adora criar inúmeras ramificações para os personagens e para a trama “no meio do caminho”, e a história sempre acaba maior do que eu planejava, ao começar!

4. Em relação aos seus leitores, já tem alguma boa história para nos contar?

Desde que publiquei “O Pássaro”, em 2012, tenho vivido as mais lindas emoções ao encontrar leitores nos eventos literários, ou até mesmo nos contatos pela internet. Já encontrei leitora na rodoviária depois do evento, já dei meu ombro para leitor chorar, já dei cotovelada (sem querer, claro!) na cara de um leitor (embora não fosse especificamente “meu” leitor, mas um leitor que passava por ali, na Bienal…). Mas vou destacar aqui alguns dos mimos carinhosos com os quais já fui presenteada, como a boneca bailarina que ganhei da leitora Suzane Cruz, na Bienal do Rio de Janeiro em 2013, a qual agora virou minha mascote e me acompanha nos eventos literários… uma caneta personalizada, com flor de feltro e um pingente com a letra “S”, feita pela querida Claudimare Silva quando visitei a escola onde ela trabalha… e um lindo presente que ganhei da leitora e blogueira Andresa Vidal! Ela me escreveu uma linda carta e mandou fazer uma capa para interruptor de luz toda em biscuit, especialmente para Beth Levitt (inclusive, com o título do livro escrito!) antes mesmo do romance ser publicado. É muito carinho!

5. Em relação as editoras, qual a sua maior dificuldade em lidar com elas, e no que elas facilitam sua vida como autora?

A dificuldade maior foi na época do envio de originais para análise e aprovação. Imagino a imensa quantidade de livros e contatos que as editoras devem receber e, por isso mesmo, é difícil obter respostas… mas, agora que tenho contrato com a Novo Século, eles são bastante atenciosos comigo e verdadeiros parceiros. Compartilho com eles minhas ideias e percepções, e estão sempre abertos. Não tenho do que reclamar!

6. Romance e mais romances. Por que não escrever outro gênero?

Acredito que cada um tem uma veia literária diferente, uma tendência. É como pedir para um cantor de rock cantar música lírica; pode até ficar um trabalho bonito, mas dará para perceber que o cantor não fará aquilo com a mesma naturalidade e facilidade que cantaria um Iron Maiden. Ou seja: quem nasceu para cantar rock pode se dar bem em diversos estilos musicais, mas precisa investir na esfera que é seu verdadeiro dom, pois é onde terá maiores chances de sucesso e destaque – além de fazer com mais gosto. Eu poderia até tentar outros gêneros, mas as inspirações que tenho são todas para romances, e não vejo motivos para nadar contra a maré da minha inspiração, a não ser que de repente surja uma boa ideia em outro segmento!

7. O Pássaro é seu maior sucesso no momento. Como você o vê em alguns anos? E como você gostaria que ele estivesse em alguns anos?

Acredito que, a essa altura, “Quero ser Beth Levitt” já ultrapassou “O Pássaro” em vendas e em conhecimento de público. Beth teve uma aceitação muito grande do público e, como eu já tinha algum conhecimento devido ao meu primeiro livro, a procura por “Quero ser Beth Levitt” subiram muito rapidamente – tanto que a segunda edição já está sendo impressa! Devido a essa aceitação, o foco da editora continua sobre o lançamento (Beth Levitt) e ainda não foi confirmada uma segunda edição para “O Pássaro” – que poderia ter maiores vendas e resultados, caso tivesse. Bem, para os próximos anos, meu desejo seria ver “O Pássaro” em sua quarta ou quinta edição e, quem sabe (cruzando os dedos!), uma produtora trabalhando em sua adaptação para um filme ou minissérie! Para Beth Levitt, desejo o mesmo… e também sonho vê-la publicada em outros países, especialmente Estados Unidos (onde a história se passa).

8. Qual livro você recomendaria e qual você não recomendaria?

No momento, recomendo a última leitura mais marcante que tive, que foi “Dias melhores pra sempre”, do talentoso amigo Maurício Gomyde. Os livros dele são fascinantes, mas, neste, ele se superou! Simplesmente adorei. E eu não recomendaria um livro que li há muitos anos e, até hoje, acredito que seja o mais entediante de ler… chama-se “O enigma do quatro”. Não consegui me conectar com a história!

9. Recadinho para os leitores do blog.

Desejo a todos um maravilhoso ano de 2014! Que vocês possam dar amplos passos em direção aos sonhos de vocês, e lembrem-se que essa caminhada não consiste apenas em sorrisos, mas em imprevistos, aprendizados e superações. Mantenham-se firmes em seu caminho e tenham fé! 😉


sobre Vanessa Sueroz

Autora dos livros Confusões em Paris, Minha última chance, Odiado Admirador Secreto, Presente de Aniversário, Eu te amo mais e Três Botões.


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4 thoughts on “Autor: Samanta Holtz

  • Pamela Giovana

    Ainda não conheço os livros da autora, mas me parecem ser realmente ótimos…
    Gostei muito da entrevista!!!
    Diferentemente da autora, tenho facilidade em escrever contos, mas se for para alongar a estória, eu travo….
    Que a literatura brasileira faça cada vez mais sucesso!!!

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  • Thais

    Não conhecia a autora, mas gostei bastante da entrevista! É engraçado como realmente cada um tem um gosto para escrever, eu acho muito mais fácil escrever contos e tenho dificuldade em ramificar e deixar uma história mais longa.
    Adorei a recomendação do livro do Mauricio Gomyde, ele realmente é um autor muito bom.

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  • Kamilla Evely

    Adorei a entrevista, já havia lido um pouco (mas pouco mesmo) sobre a autora e os livros dela. Mas nunca tinha me aprofundado, a entrevista me fez ficar bem curiosa pra ler os livros dela. Quem não gosta de um bom romance, afinal né? heheh Que ela tenha ainda mais sucesso com seus livrinhos! 🙂

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