Autor: Andrea Nunes 10


Olá queridos leitores,

Hoje vou apresentar uma autora parceira muito fofa. Quem aí gosta de uma aventura?

andrea_nunesNome: Andréa Nunes

Data de Nascimento: 24/11/1971 

Nacionalidade: Brasileira – João Pessoa 

Ocupação: Escritora e Promotora de Justiça

Gêneros literários: Mistério, Suspense, Aventura 

Bibliografia: Andrea Nunes é autora do livro “O Diamante Cor-de-Rosa” , premiado pelo Gabinete Paraibano de Cultura como melhor obra literária infantil publicada no Estado da Paraíba em 1990, e que arrebatou também o Troféu Baile dos Artistas como melhor texto infantil adaptado para o teatro naquele mesmo ano. Escreveu ainda o romance épico “Papel Crepom”, e na área jurídica, publicou o livro Terceiro Setor- controle e fiscalização, obra de referência nacional para os que se dedicam ao estudo de entidades não governamentais. Nascida em João pessoa no ano de 1971, é o membro mais jovem da Academia Feminina de Letras e Artes da Paraíba, onde ocupa a cadeira nº 26. Em 2010, publicou a obra O CÓDIGO NUMERATI- CONSPIRAÇÕES EM REDE, que mereceu, inclusive, comentário elogioso do renomado jornalista e escritor americano Stephen Baker. Andrea também é Promotora de Justiça do Estado de Pernambuco desde 1995, atuando hoje na Defesa do Patrimônio Público. Tornou-se especialista em Gestão Governamental pela Faculdade Católica de Pernambuco, e profere frequentemente palestras sobre temas ligados ao combate à corrupção, a convite de universidades e órgãos públicos, além de ocasionalmente publicar artigos em jornais.

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Obras:

  • O Diamante cor de rosa (gênero infantil, edição esgotada)
  • Papel Crepom (Romance, edição esgotada)
  • Terceiro Setor, Controle e Fiscalização- jurídico, Editora Método).
  • O Código Numerati , conspirações em rede ( Romance Policial, editora All Print).
  • A Corte Infiltrada ( Romance policial, editora Carpe Diem) 

Entrevista:

1. Como surgiu a vontade de ser autora?
Nasci muito curiosa. Desde criança, apreendo o mundo com avidez: os gestos, os olhares , as histórias e as pessoas. Descobri na leitura mais uma forma de apreender tanta coisa. E de repente, percebi que a escrita era a melhor maneira de devolver o mundo o que eu apreendia e elaborava acerca dele. Mais adiante, percebi que havia algumas estórias que eu procurava nas livrarias porque queria ler e nunca encontrava. Aí de repente me perguntei por que eu não poderia escrevê-las, já que queria tanto que existissem. Assim foram surgindo minhas primeiras estórias.
2. Qual a sensação de finalmente ter seus livros impressos em mãos?
Escrever é algo meio obsessivo, meio sagrado. Terminar um livro é uma sensação maravilhosa, como ter um filho. E, assim como os filhos, eles continuam nos emocionando e nos dando trabalho depois que nascem, também.
3. Como você faz para conciliar as duas carreiras?
Direito e Literatura têm mais em comum do que a gente imagina a princípio, e por isso mesmo existem grandes autores com essa formação, como Monteiro Lobato, Castro Alves, José de Alencar e outros. A gente trabalha muito com a palavra, e com a escrita. Mas é claro que não dá pra manter a mesma rotina de vida quando a escrita do livro entra no seu clímax. Nessa época, sempre ganho umas olheiras enormes pelas poucas horas de sono, e , quando dá, tiro férias do trabalho para ajudar.
4. Algum autor ou livro te inspira?
Tenho muitas fontes de inspiração. Acho que o escritor tem de estudar os clássicos, e manter a cabeça muito aberta para o novo,. Não tenho preconceito contra best-sellers, respeito muito quem consegue cativar muitos leitores. Minha grande inspiração para o novo tipo de romance policial que me proponho a escrever é Umberto Eco. Li na adolescência a coleção praticamente inteira de Agatha Cristhie, portanto devo sofrer grande influência dessa importante autora. Minha inspiração nacional é o mestre Raimundo Carrero, pelo talento e simplicidade.
5. Qual dos seus personagens você acha que se parece mais com você?
Cada um deles nasce com tem um pouquinho de mim, principalmente os protagonistas. Mas quando o romance está escrito, ganham tanta personalidade que não me acho mais, se tornam eles, e pronto.
6. Se você pudesse ter escrito um livro que já existe, qual seria e porque?
Eu escreveria O NOME DA ROSA, de Umberto Eco. Porque essa obra para mim foi um marco entre o romance policial clássico e o contemporâneo: ela é um divisor de águas entre a estórias que líamos simplesmente para encontrar um assassino e a estórias que hoje esperamos do autor policial contemporâneo: o mistério sobre os crimes continua sendo a base da trama, mas ela agora é permeada por outros tipos de enigmas, conflitos religiosos, referências históricas e inquietações filosóficas
7. Como você vê o mercado editorial para autores nacionais?
O mercado infelizmente ainda é muito fechado, mas o autor hoje em dia tem opções eficientes de auto-publicação e a internet é a sua mais importante aliada. Para você ter uma ideia,uma das coisas mais importantes que aconteceu na minha carreira literária foi ter resolvido por minha conta, publicar meu romance O CÓDIGO NUMERATI na Amazon, que é uma plataforma digital. Nessa época, eu era autora independente, mas o livro de repente atingiu o primeiro lugar dentre os mais vendidos na categoria ação e aventura deles. Isso deu visibilidade na mídia e as pessoas se interessaram em descobrir o que eu escrevia.
8. Teve dificuldade em publicar seus livros?
Como todo autor iniciante, percorri um longo caminho até aqui. Por incrível que pareça, até o fato de ser nordestina dificultou as coisas em algumas editoras. Tive a sorte de poder contar com uma editora cujo perfil se enquadrava no meu trabalho, e acreditou no meu potencial. Por isso, recomendo a todo mundo que não desista: se você tem talento e perseverança, um dia terá sorte também e a oportunidade aparece.
9. O que mudou na sua vida com o crescimento das vendas dos seus livros?
Muito pouca coisa. Basicamente, o que mais mudou é atender alguns convites para participar de feiras literárias e eventos em outros estados e ter que criar uma estrutura para deixar minha filha pequena. Todo o resto da minha vida continua absolutamente do mesmo jeito. Não sou muito de badalação.
10. Algum novo livro em mente?
Sim, estou na fase das pesquisas. Mas são só rascunhos por enquanto.


sobre Vanessa Sueroz

Autora dos livros Confusões em Paris, Minha última chance, Odiado Admirador Secreto, Presente de Aniversário, Eu te amo mais e Três Botões.


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