Até que enfim você é minha – Cap 43


Anteriormente:

– Por que vai se chamar Harry! – disse Lílian sorrindo.
– Harry? – perguntaram Kely, Alice, James, Tiago e Sirius juntos.
– É… Harry Tiago Potter! – disse a ruiva feliz.
– Harry Tiago Potter… – repetiu Tiago com cuidado. – Gostei! – completou sorrindo.
– Bom gosto Lílian. – elogiou Sara.
– Obrigada! – respondeu a ruiva levemente vermelha.

Cap 43 – Harry Tiago Potter

A vida de todos continuou agitada, apesar de Tiago fazer de tudo para deixar Lílian mais quieta em casa.

A guerra estava cada vez mais devastadora, trouxas eram exterminados em qualquer lugar, bruxos estavam sumindo sem deixar rastros e depois de tempos apareciam mortos pelos cantos.

Sara e James Potter revolveram fazer uma viagem pelo mundo quando Lílian completou dois meses de gravidez, porém as coisas não eram do jeito que aparentavam. Eles haviam ido viajar sim, mas para fazer um grande favor a Dumbledore. Casal estava tentado recrutar bruxos do mundo inteiro para se juntarem contra Voldmorte. Missão difícil, pois todos estavam tentando se manter o mais afastados possível da guerra que aflorava cada vez mais rápido e destruidora no Reino Unido.

Marlene foi enviada para uma investigação na travessa do tranco, no beco diagonal pela ordem da fênix, para uma possível localização de uma suposta arma a favor de Voldmorte.

A jovem morena estava com uma capa preta encobrindo seu corpo por completo, deixando somente seu rosto, que pouco ficava a mostra, dando um ar sombrio a jovem aurora.

Marlene viu uma suspeita (tudo bem que todos que andam por lá são suspeitos, mas…), aparentemente uma mulher com uma capa igualmente preta como a sua, segurando a varinha firmemente e andando sem temer por aqueles lados… Definitivamente não era alguém de bom caráter

Marlene seguiu a suspeita até uma loja onde a moça entrou, porém Marlene não pode acompanhá-la, pois havia um bruxo que ficou do lado de fora vigiando o local.

Marlene pareceu pensar por alguns momentos, mas no instante seguinte lançou com feitiço para confundir a pessoa (para a pessoa ficar como um camaleão, mudar de cor conforme o local onde estiver), Marlene ficou invisível para olhos desatentos. Caminhou lentamente até a porta tentando manter silêncio a cima de tudo. Parou ao lado do bruxo que vigiava. Ele tinha os olhos vidrados nas ruas desertas do beco, via-se pouco de seu rosto, mas o pouco que se via já causavam arrepios na moça. Homem alto, com um corpo levemente a cima do peso, roupas pretas acompanhada por uma capaz preta com capuz, varinha aparentemente colocada as pressas nas vestes, e que fez Marlene ter uma idéia.

Aquilo não seria difícil de se fazer… Tiago e Sirius já haviam feito tantas vezes na sua presença que ela mesma já sabia como pegar uma varinha de alguém sem que a pessoa percebesse. Parecia tão fácil fazer aquilo quando seus amigos faziam nos treinos… Por que não tentar?

Marlene Se aproximou ainda mais, quase tapando a boca com a mão para não fazer nenhum tipo de ruído. Começou a tirar a varinha e no instante seguinte o bruxo a olhou. “É o meu fim” – pensou Marlene quando o homem ficou a fita-la estressantemente, mas por sorte ainda não havia chegado a hora. O rapaz olhou sim para a morena, mas por causa do feitiço ou por distração acabou por não ver a moça a sua frente.

A adrenalina não a abandonou mais depois desse instante. Voltou a puxar a varinha das vestes do bruxo ao seu lado com extremo cuidado, mas assim que retirou a varinha sentindo uma colisão onde fez a varinha do comensal voar longe enquanto ela foi atirada ao chão.

– O que foi isso? – perguntou o bruxo parado na porta ao escutar o barulho.
– Bati em alguma coisa… – comentou a mulher que havia acabado de sair da loja.

O homem olhou para a bruxa desconfiado.

– Você não sabe nem vigiar Malfoy? – perguntou a moça irritada.
– Não me diga o que fazer Black.
– Lestrange! – disse a moça.
– Depois que se casou ficou ainda mais insuportável. – disse Lucio nervoso.
– Pare de falar da minha vida Malfoy. Não vê que tinha alguém aqui? Tinha alguém nos espionando.
– Culpa sua Belatrix! – gritou Lucio irritado.
– O mestre vai saber disso, mas precisamos pegar quem foi… – disse Belatrix já puxando a varinha e olhando para os lados a procura de Marlene. – Rápido lesma! – gritou ela vendo Lucio parado.

Lucio meteu a mão no bolso enquanto Belatrix vasculhava a rua.

– A minha varinha sumiu. – disse Lucio amargamente olhando para os lados.
– Seu inútil Malfoy! Era melhor eu ter vindo sozinha! – gritou Belatrix irritada. – Volta aqui sua aurora de uma figa! – gritou Belatrix jogando feitiços não verbais em Marlene que corria pela travessa do tranco.

Marlene corria mais que suas pernas agüentavam, até uma hora que entrou em uma viela errada e saiu em uma rua sem saída…

No dia seguinte:

Lílian acordou como sempre mais cedo. Desceu e preparou o café da manhã. Logo seu marido desceu também:

– Bom dia meu lírio, bom dia Harry! – disse Tiago dando um beijo na esposa e outro em sua barriga.
– Bom dia! – respondeu Lílian sorrindo. – Dormiu bem? – perguntou Lílian para Tiago indo se sentar a mesa.
– Muito bem… Sempre que durmo com você eu durmo bem. – respondeu Tiago com seu sorriso enorme no rosto.
– Vejo que acordou disposto! – brincou Lílian rindo e pegando uma torrada.
– Muito por sinal… Que tal pularmos o café da manhã e irmos para a cama de novo? – perguntou ele maliciosamente.
– Tiago! O Harry! – disse a Lílian colocando a mão na cintura.
– O que tem ele? – perguntou Tiago fazendo bico.
– Eu estou com o Harry na barriga. Não vou fazer nada disso enquanto ele não nascer…
– Vai me deixar na vontade mais sete meses? – perguntou ele incrédulo.
– Não posso fazer nada para te ajudar. – disse ela dando de ombros.
– Como você é cruel ruiva! – disse ele emburrado. – Você é muito má comigo! – concluiu virando a cara emburrado.
– Vai ficar com bico o dia inteiro? – perguntou ela assim que terminou o café.
– Vai Lilyzinha querida… Só uma vez… – pediu ele.
– Não Tiago. Não insista! – disse ela pegando a bolsa.
– Aonde você vai? – perguntou ele vendo a ruiva pegar a bolsa e terminar e lavar a loca com a varinha roubando a xícara da mão dele.
– Vou para o ministério. Onde pensou que eu ia? – perguntou ela sem entender guardando a louça.
– Pensei que iria ficar em casa. Você não pode fazer esforço.
– Hello! Tiago eu já lhe disse. Estou grávida e não doente. Vai ficar enrolando ou vai para o ministério comigo?
– O que fazer? Se não posso contra ela… – disse Tiago para si mesmo.
– Se junte a ela. – completou a ruiva falando de si mesma. – Vamos?
– Só vou escovar os dentes. – disse ele conformado pulando da mesa e indo para o banheiro.
– Ele não é fofo! – disse a voz de Sirius debochadamente.
– Sirius? – perguntou a ruiva confusa.
– Aqui no espelho Lily! – disse aquela voz novamente.

Lílian foi até a sala e achou o espelho de duas faces de Tiago em cima na mesa de centro.

– Olá Sirius! – disse Lílian.
– Oi ruivinha do Pontas… – disse Sirius sorrindo.
– Conseguiu falar com eles? – perguntou a voz de Kely ao longe.
– Consegui amor. – gritou Sirius virando o rosto para falar com alguém em casa.
– Kely esta aí? – perguntou Lílian abafando a risada.
– Esta lá no quarto trocando de roupa. Acabou de chegar do hospital. E o Pontas?
– Esta escovando os dentes. – respondeu Lílian olhando as escadas.
– Hum… – disse o moreno pelo espelho. – Estava pensando em todos nós irmos almoçar juntos hoje. O que acha? – perguntou Sirius empolgado.
– É só dizer onde cachorrinho. – disse Lílian animada.
– É só falar em comida que ela fica animada… – brincou Sirius.
– Não tenho culpa se Harry sente tanta fome. – retrucou a ruiva fazendo uma cara de inocente.
– Também… Filho do Pontas… – zoou Sirius rindo.
– O que tem meu nome aí Almofadinhas? – perguntou Tiago descendo as escadas.
– Você não disse que ele estava escovando os dentes ruiva? – perguntou Sirius.
– Estava… Não estou mais! – disse Tiago pegando o espelho.
– Parem os dois com essa briguinha besta… Vamos ou não almoçar juntos? – perguntou Kely aparecendo no espelho.
– Apoiado Kely! – disse Lílian pegando o espelho também. – Onde quer ir?
– Pensei em conhecer o novo restaurante que abriu lá pertinho do ministério. O que acha? – perguntou Kely empolgada.
– Perfeito! – disse Lílian dando pulinhos de alegria.
– Eu não acho! – disseram os marotos.
– O que fiz agora? – perguntou cada uma a seu respectivo maroto.
– Lá é muito caro! – disseram os dois juntos.
– E daí? – perguntaram as moças.
– E não tenho dinheiro. – disseram os dois.
– Como você não tem dinheiro Potter? – perguntou Lílian irritada.
– Mau jeito Pontas… – disse Sirius do outro lado.
– Não diga nada Sirius. Como assim não tem dinheiro? Você esta guardando dinheiro que eu sei. – disse Kely.
– É para o nosso casamento sabia? – perguntou o moreno cruzando os braços fingindo estar zangado.
– Ele não é uma gracinha? – perguntou Kely agarrando Sirius.

Lílian e Tiago reviraram os olhos.

– Então Potter? Você também esta juntando dinheiro? – perguntou Lílian irritada.
– E novamente voltamos às formalidades. Não se esqueça que você também é uma Potter ruiva! – disse ele revirando novamente os olhos e rindo timidamente.
– Não fuja do assunto Potter!
– Sim, eu estou guardando dinheiro senhora Potter! – respondeu Tiago impaciente e rindo da moça a sua frente.
– Guardando dinheiro para que se você é rico? – perguntou Sirius.
– Não se mete Sirius! – disse Kely puxando a orelha dele como se fosse criança.
– Isso dói! – disse ele massageando as orelhas.
– Então Potter… Não vai falar para que esta guardando dinheiro ao ponto de não poder me levar para comer em um restaurante cinco estrelas? – perguntou ela furiosa.
– Esse seu humor de grávida é horrível sabia? Você ora esta feliz, ora zangada…

Lílian bufou de raiva e saiu de casa batendo o pé.

– Se eu fosse você eu corria para alcançá-la. – disse Sirius.
– Fui! – disse Tiago colocando o espelho na mesa e saindo atrás da esposa.

– Lily me espera! – gritou Tiago correndo pelo quintal.
– O que foi? – perguntou ela parando.
– Calminha foginho… Nós vamos sim ao restaurante…

Lílian o olhou desconfiada.

– Se esqueceu que somos ricos? – perguntou Tiago rindo.
– Agora somos ricos… E antes não éramos? Por que você não queria ir?
– Meu amor… Precisamos pensar no futuro. Eu quero ter um time de quadribol inteiro, precisamos de dinheiro para os gastos, e tudo o resto.
– Tiago nós só vamos ter um filho… – disse Lílian emburrada.
– Meu amor.. Precisamos nos prevenir certo? E se me acontece alguma coisa? – perguntou ele passando a mão no rosto da esposa.
– Eu te amo Potter! – disse ela abraçando ele já chorando. – Não vai te acontecer nada, não é? Promete?
– Prometo Lily. Não se preocupe. – disse ele a abraçando também. – Agora limpe essas lágrimas. Não é legal ver minha ruivinha linda chorando. – disse ele passando o polegar no rosto da esposa e tirando a lágrima que teimava em descer.
– Você vai ficar para mim para sempre? – perguntou ela para ele.
– Para todo e sempre ruiva. Até que a morte nos separe lembra? – perguntou ele sorrindo.
– Olha só… Você me prometeu viu! – disse ela já rindo toda feliz.
– Vamos logo antes que cheguemos atrasados. – disse ele pegando na mão dela e indo em direção ao carro

– Olha o casal chegando! – Disse Sirius sorrindo abertamente.
– Eles não são fofos? – perguntou Kely abafando risadas.
– Vocês chegaram cedo… – disse Tiago se aproximando do casal que estava abraçado.
– Vocês é que demoraram.. – retrucou Sirius abraçando Kely pela cintura.
– Estávamos conversando em frente de casa e demoramos um pouco a chegar. – respondeu Lílian.
– E vamos comer fora hoje ou não? – perguntou Kely.
– Claro que vamos. – respondeu o casal que havia chegado há instantes.
– Pelo visto você convenceu o Pontas… – disse Sirius dando uma piscadela para Lílian.
– E alguém é louco de contradizer a ruiva? – perguntou Tiago fazendo uma careta.
– Eu posso contradizer… – disse Kely empinando o nariz.
– Poder você até pode… Só quero ver você agüentar as conseqüências depois… – comentou Sirius rindo.
– Eu sou tão estressada assim? – perguntou Lílian inocentemente.
– Imagina! – responderam os três ironicamente fazendo a ruiva fazer uma careta.
– Depois da sura que você deu na Petúnia aquele dia na mansão… – comentou Kely abafando risos
– Ela mereceu…
– E aquele dia que ela quase explodiu a Petúnia por que beijou o Pontas… – lembrou Sirius.
– Aquela queria agarrar o meu marido. – justificou Lílian
– Vocês não eram casados Lily… Olha a mentira! – advertiu Kely tentando ficar séria, mas sem sucesso.
– Mas ele era meu namorado… – concertou Lílian.
– Errado de novo ruivinha do Pontas… Você não eram namorados ainda…
– Mas era como se fosse… Ela não pode sair beijando o homem das outras.. Principalmente o meu! – se defendeu Lílian.
– Finalmente ela admiti que já me amava e que estava com ciúmes! – agradeceu Tiago se ajoelhando no meio da rua e levantando as mãos para o céu.
– Olha o mico Tiago! – disse a ruiva vermelha ao ver todos olhando os dois casais.
– Não ligo. – respondeu o moreno dando de ombros.
– Eu ligo! Principalmente que eu não disse que te amava na época..
– Olha a briga! – comentou Sirius ao ouvido de Kely.
– E aquele beijo foi o que? – perguntou Tiago desconfiado.
– Um beijo a força… – respondeu Lílian fazendo os outros três rirem.
– A força? – perguntou Sirius gargalhando.
– Conta outra Lily! – pediu Kely igualmente rindo.
– Se foi à força por que VOCÊ me beijou depois? – perguntou ele levando a mão no queixo fingindo estar pensando.
– É que… Eu… Eu precisava me certificar que o curativo tinha ficado bom… – mentiu ela.
– Se isso é verdade eu sou Dumbledore! – disseram Tiago e Sirius juntos.
– Me chamaram? – perguntou Dumbledore surgindo e fazendo todos levarem um susto, exceto a ruiva.
– Dumbledore? O que faz aqui? – perguntou Kely após o susto.
– Vim conversar com o Alastor. E vocês? O que fazem do lado de fora no ministério? – perguntou ele por trás dos óculos de meia lua.
– Combinando o almoço. – respondeu Sirius.
– Mas é melhor entrarmos antes que o Moody sinta a nossa falta. – disse Lílian pensativa.
– Nisso você tem razão… Eu tenho que ir para casa dormir um pouco. De tarde vou pegar plantão no hospital. – disse Kely cansada.
– Realmente meu am… – começou Sirius.
– Potter! – gritou Moody enfurecido na da janela interrompendo Sirius.
– Me ferrei! – disseram Lílian e Tiago juntos.
– Nunca imaginei ver Lílian Evans respondendo pelo nome de Lílian Potter! – brincou Dumbledore com um sorriso singelo.
– Eu disse que ela iria ser minha… Mas ninguém acreditou… – disse Tiago dando de ombro e rindo.
– Potter! – chamou Moody ainda mais irritado.
– É melhor irmos logo. – disse Lílian olhando Moody na janela. – Até o almoço Kely. Vamos? – perguntou para os demais.
– Vamos! – responderam os outros três indo em direção a entrada.

– Chamou? – perguntou Tiago abrindo a porta da sala de Moody
– Claro que eu chamei! – disse Moody nervoso.
– Quer um calmante chefe? – brincou Lílian tentando aliviar o estres do local.
– Você não vai conseguir cortar a tensão assim Lily… Você vai precisar de uma faca bem afiada para fatiar a tensão… – murmurou Tiago ao ouvi da ruiva.
– Parem de graçinha os dois! – pediu Moody andando de um lado para o outro.
– Pelo visto o assunto é sério… – disse Lílian para si mesma.
– Vocês não sabem o quanto. – disse Dumbledore entrando na sala também.
– Preciso primeiro da senhora… – disse Moody parando em frente à Lílian.
– O que posso fazer para ajudar? – perguntou Lílian ficando séria.
– Espero que não seja nada muito… – começou Tiago, mas Dumbledore fez sinal para ele parar de falar.
– Senhora Potter, preciso que me arranje uma poção polisuco para já. – disse Moody parecendo preocupado e pensativo.
– Mas uma poção dessas demora um mês para se preparar! – protestou Lílian.
– É caso de urgência ou não pediria para a senhora.
– Posso ver se acho no mercado para vender, mas é quase impossível. – disse Lílian parecendo pensar no ocorrido.
– Faça o possível! – pediu Moody tentando esconder o desespero.
– Vou agora mesmo senhor. – disse Lílian já saindo da sala.
– Posso ir também? – perguntou Tiago vendo Lílian sair pensativa.
– Vou precisar do senhor também… – disse Moody se sentando na poltrona ao lado de Dumbledore.
– O senhor esta bem? – perguntou Tiago vendo o chefe dos aurores a sua frente com enormes olheiras e extremamente cansado.
– Uma dica Potter… Nunca seja o chefe… Você se preocupa demais com tudo e todos. – brincou Moody tentando sorrir, mas foi inútil.
– Ok! – concordou Tiago meio contrariado.
– Preciso que você vá achar alguma coisa, um pouco de cabelo de algum comensal de confiança de Voldmorte
– Mas isso seria muito arriscado e não tem 100% de chances de dar certo e… – começou Tiago.
– Mas é necessário. Se Lílian achar a poção vamos precisar do cabelo. E de preferência de alguém de confiança. – respondeu Moody.
– Vou fazer o possível. – disse Tiago um pouco descrente.
– Leve Black e Longbotton com você se achar necessário. – disse Moody cansado.
– Sim senhor!
– E se Lílian precisar de ajuda fale para falar com a senhora Longbotton. – se pronunciou Dumbledore pela primeira vez.
– Vou falar com ela. – disse Tiago confirmando com a cabeça e saindo da sala em seguida.

– Acha mesmo que vai dar certo Alastor? – perguntou Dumbledore assim que a porta se fechou.
– Foi à única solução que encontrei Alvos. – respondeu Moody preocupado.
– Dificilmente Lílian vai encontrar a poção e mais difícil ainda será os rapazes encontrarem cabelo de um comensal próximo de Voldmorte.
– Eu sei, mas já estou sem sinal dela há mais de 10 horas. – disse Moody abaixando a cabeça e olhando o comunicador que estava em cima da mesa sem sinal de vida.
– É melhor irmos investigar. – disse Dumbledore pensativo.
– E o que diríamos para estar lá há esta hora? – perguntou Moody.
– O ministro já está no nosso pé… Vou pedir para o Hagrid ver isso. – comentou Dumbledore se levantando. – Já vou então Alastor. Me mantenha informado.
– Irei fazer isso Alvos. Não se preocupe. Pelo menos não com isso… – disse Moody pensativo.

– Lily! – chamou Tiago entrando na sala da esposa.
– Tiago? Eu já estava de saída. Tenho que ir atrás dessa poção… – disse Lílian pegando a bolsa.
– Moody disse que se quiser ajuda fale para a Alice te ajudar. – disse Tiago ainda parado na porta observando a agitação da esposa.
– Boa idéia! – disse Lílian separando alguns papéis.
– Lílian fica calma… – pediu Tiago vendo sua agitação.
– Essa história não esta nada boa Tiago. Tem alguma coisa que ele esta nos escondendo. – disse Lílian angustiada.
– Tente se acalmar. Não vai fazer bem para o Harry você ficar preocupada.
– Harry vai ficar bem. Te prometo! – disse ela parando em frente a Tiago. – Não se preocupe! – acrescentou vendo ele preocupado.
– Impossível! – disse ele a vendo passar para sair da sala. – E não esquece nosso almoço! – gritou ele vendo a ruiva correndo em direção a sala de Alice.
– Pode deixar! – gritou ela antes de entrar na sala da amiga.

– Sirius nós temos uma missão. – disse Tiago chegando à sala dos dois.
– Sério? – perguntou Sirius empolgado.
– Sério, mas acho impossível a missão ser bem sucedida. – comentou Tiago indo até o computador. – Sabe onde o Frank esta? Vamos precisar dele também.
– Frank? – perguntou Sirius sem entender. – Afinal que missão é? – perguntou ainda confuso.
– Temos que pegar material de algum comensal de confiança de Voldmorte para uma poção polisuco.
– E temos quanto tempo? Um mês? – perguntou Sirius não vendo por que tanta preocupação.
– Quatro horas. – respondeu Tiago nervoso.
– Quatro horas? Só? Impossível!
– Foi o que eu disse! – respondeu Tiago se jogando na cadeira do computador. – Alguma idéia? – perguntou depois de alguns minutos.
– Vou chamar o Frank. – disse Sirius saindo da sala pensativo.

A missão das moças:

– Lily nós já fomos em todos os lugares do país que vendem poções… Até em lugares clandestinos nós já foram atrás dessa poção…
– Eu sei Lice. Eu também estou cansada! – respondeu a ruiva se sentando.
– Sinto muito Lily, mas nós precisamos ir almoçar.
– Realmente… Harry já esta reclamando que esta com fome. – disse a ruiva sorrindo e colocando a mão na barriga.
– Neville já esta reclamando há muito tempo. Vamos almoçar e falamos para o Moody que é impossível achar a poção.
– Ele não vai gostar nada disso… – disse Lílian pensativa.
– Problema dele… Nós fizemos o possível.
– Ele quer que façamos o impossível… – comentou a ruiva.
– Para que afinal Moody quer uma polisuco? – perguntou Alice nervosa.
– Não sei! – respondeu a ruiva dando de ombros.
– Por que ele mesmo não faz a poção?
– Sinceramente?
– Acha que ele não sabe? – perguntou Alice debochadamente.
– Acho que aconteceu alguma coisa que ele não quer contar.
– E o que poderia ser? – perguntou Alice pensativa.
– Não sei, mas coisa boa é que não deve ser.
– Será mesmo que ele esta escondendo alguma coisa?
– Para que mais Dumbledore iria ser chamado no ministério tendo todos lá dentro como “inimigos”? O ministro odeia o Dumbledore.
– Nisso você tem toda a razão… – comentou Alice pensativa. – Mas então vamos voltar. Já esta na hora do almoço e vou comprar alguma coisas para o enxoval do Neville com o Frank agora.
– Boa sorte amiga. E se encontrar algumas roupas bonitas me avisa que preciso comprar algumas para o Harry. – respondeu Lílian procurando a chave de portal.
– Pode deixar. Qualquer coisa eu mando uma coruja. – respondeu a moça antes de sumir.
– Mas que tem alguma estranha nessa história de poção… Isso eu sei que tem… E não me chamo Lílian Elisabeth Evans Potter se não descobrir! – disse Lílian para si mesma antes de pegar na chave de portal.

A missão dos rapazes:

– Esse é o terceiro plano que colocamos em prática. – disse Sirius irritado.
– Esse vai ser o terceiro Sirius. – disse Frank normalmente.
– Parem os dois de falar. O Malfoy esta se aproximando… –sussurrou Tiago para os outros dois vendo Lucio Malfoy se aproximar para a emboscada que os aurores haviam armado.

Malfoy parecia distraído procurando alguma coisa no chão. Ele não possuía a velha capa preta com capuz, roupa que usava sempre que ia se encontrar com o Lord das Trevas, estava vestido normalmente como um simples bruxo, sem tirar o ar de superioridade que as vestes de primeira mão lhe davam.

Tiago estava escondido com Sirius e Frank atrás de algumas barracas de artesanato no beco diagonal. O bruxo loiro caminhava sentido Travessa do tranco.

– Afinal o que ele vai fazer na travessa no tranco? – perguntou Sirius observando tudo.
– Ele é um bruxo das trevas… Ele não precisa do motivo para andar por lá. – respondeu Frank pegando a varinha.
– O único lugar que aurores nunca devem ir é a travessa do tranco. Existem tantos bruxos das trevas lá, que se um auror for reconhecido por lá vai ser esquartejado na mesma hora. – comentou Tiago preocupado.
– Por isso temos que pegar o Malfoy antes dele entrar lá… – comentou Sirius já com a varinha pronta.
– Malfoy viria sozinho para o beco diagonal? – perguntou Frank confuso.
– Claro que não. – respondeu Tiago apreensivo.
– Mas não estou vendo ninguém com ele. – respondeu Frank irritado.
– Paciência é uma virtude que poucos possuem. – respondeu Sirius exibido.
– Infelizmente nenhum de nós três a possui. – respondeu Tiago na mesma hora fazendo Frank abafar risos e Sirius fechar a cara.
– Olha a nossa isca para pegar o Malfoy. – disse Sirius depois de alguns segundos com os olhos brilhando de excitação.
– Quem? – perguntou Frank que estava de costas para a rua
– Narcisa Black! – respondeu Tiago sorrindo
– Narcisa Malfoy você quer dizer… – corrigiu Sirius.
– É agora! – disse Tiago antes de ir caminhando rapidamente para a outra barraca para não ser visto.
– A Narcisa é minha! – disse Frank sorrindo antes de ir para o lado oposto de Tiago.
– Malfoy é meu… Ainda tenho contas a acertar com ele…
– Não pense na Kely agora Almofadinhas! – brigou Tiago tentado falar baixo.
– Esse loiro aguado ainda me paga! – disse Sirius nervoso dando um soco na barraca.

O barulho fez Lucio se assustar e procurar o causador deste mesmo pela rua. Narcisa vinha mais afastada, evidentemente tentando chegar perto de Lucio que estava muito mais a frente.

Narcisa começou a andar cada vez mais rápido quando viu um volto passando.

– Lucio! – foi o que a loira conseguiu gritar antes de Frank e Tiago a pegarem.
– Cala a boca! – disse Tiago irritado tapando a boca da moça.
– E pegamos uma comensal! – comemorou Frank aplicando um feitiço para confundir Malfoy para que não os visse.

Na mesma hora Malfoy olhou para trás, mas ficou olhando confuso as pessoas passando de um lado a outro da rua. Ele pensou ter ouvido sua esposa lhe chamar, ele não só pensou, ele ouviu, mas por causa do feitiço de Frank ele não os viu.

– Agora é com o Sirius. – disse Tiago ainda segurando Narcisa fortemente enquanto Frank começava a conjurar cordas para prendê-la.
– Aproveita e pega o que precisa. Qualquer coisa já temos o que queríamos.
– Ou quase o que queríamos. – disse Tiago cortando disfarçadamente alguns fios de cabelo da comensal.

Sirius esperou Malfoy se distrair novamente olhando para o chão, aparentemente procurando por algo. Assim que o loiro baixou para pegar algo no chão Sirius mirou com a varinha:

Estupefaça -Sirius gritou com a varinha apontada para Malfoy.

Seu alvo foi acertado em cheio. Malfoy fora arremessado alguns metros para frente caindo de cara no chão. O loiro se levantou rapidamente procurando quem o atingiu com o feitiço, mas nesse momento a rua parecia deserta. As poucas pessoas que estavam presentes, com o feitiço lançado se assustaram pensando que poderiam ser comensais e se refugiaram nas lojas.

Estupefaça – gritou Sirius novamente fazendo o loiro cair novamente, mas não antes de ser jogado mais alguns metros para longe de Narcisa que ainda estava amarrada por Frank e Tiago.

– Só mais um pouco! – disse Tiago para si mesmo vendo Malfoy se levantando novamente.
– Nosso amigo Sirius esta quase derrotando o Malfoy… – comentou Frank sorrindo feliz.
– Acorda Frank… Ele é um Potter! É claro que derrota aquele loiro aguado. – respondeu Tiago abafando risos.

Mas por que o Malfoy ainda não pegou a varinha? Isso está fácil de mais… – pensou Sirius se escondendo novamente para Malfoy não conseguir o ver.

– Quem está aí? – gritou Malfoy olhando para todos os lados a procura da pessoa que o atacou. – Aparece e lute como homem! – gritou Malfoy ainda mais furioso
– E se eu fosse uma mulher? – perguntou Sirius com o sorriso debochado de sempre. – Estupefaça – gritou mais uma vez fazendo Malfoy bater de encontro com a parede.
– Black! – gritou Malfoy antes de bater na parede, no mesmo instante Sirius fez uma careta por causa de seu sobrenome.

Malfoy caiu desacordado no meio de uma das ruas movimentadas do beco diagonal. Lucio Malfoy, um grande comensal, que privava da confiança do Lord das Trevas estava desacordado.

No instante seguinte Sirius foi caminhando com um grande sorriso na direção do comensal. Tiago e Frank desfizeram o feitiço de camuflagem. Alguns curiosos logo colocaram a cabeça para fora das lojas.

– Não se preocupem… Está tudo sobre controle. Somos aurores do ministério da magia! – disse Tiago mostrando as credenciais.

Logo algumas pessoas começaram a sair de dentro das lojas demonstrando confiança nos três aurores presentes.
Narcisa ainda se debatia quando Sirius alcançou Malfoy desacordado.

– Quer dizer alguma coisa antes de ser mandada para Askaban Narcisa? – perguntou Frank debochadamente tirando o pano que prendia a boca da mulher.
– O Lorde das Trevas vai triunfar e vou adorar ver vocês morrendo! – disse ela para Tiago e Frank.
– Que profundo isso! – zoou Tiago.
– Também acho Potter! – disse Snape surgindo e com um feitiço certeiro atingiu Sirius que cambaleou se afastando de Malfoy. – Mas que vergonha… Lucio é patético! – disse Snape passando e vendo o loiro jogado no chão começando a despertar.
– Tinha que ser você para estragar a minha missão perfeita! – disse Tiago irritado para o adversário que estava parado a alguns metros á sua frente.
– Menos Potter! – disse Snape enojado olhando Tiago que ia ao encontro de Sirius.
– Afinal o que faz aqui Severo? – perguntou Frank interrompendo a briga que iria começar entre Snape e Tiago.
– Visitar o Potter é que não foi. – respondeu Snape revirado os olhos irritado. – Vamos parar com isso! – disse pegando a varinha. – Crucios – gritou o comensal apontando a varinha para Frank que caiu no chão se contorcendo e libertando as cordas de Narcisa.

Sirius permanecia estirado no chão por ter batido a cabeça em um vaso na plantas que quebrou. Frank mal tinha forças para se levantar quando o efeito da maldição passou. Malfoy estava começando a se recuperar e Tiago estava frente a frente com Snape.

– O que faz aqui Ranhoso? – Perguntou Tiago debochadamente tentando ganhar tempo.
– Ranhoso? Ainda com infantilidades Potter? – perguntou Snape revirando os olhos novamente. – Como a Lil pode se casar com alguém como você? – perguntou Snape rancoroso.
– Do mesmo jeito que pessoas como você ainda existem no mundo. – respondeu Tiago sorrindo.
– Você me enoja Potter!
– Muda o disco Ranhoso. Mas mudando de assunto… Você ainda não aprendeu a lavar o cabelo? Ele ainda esta cheio de sebo como sempre.. Limpar – disse Tiago apontando a varinha para os cabelos de Severo.

Depois que as bolhinhas de sabão sumiram da cabeça de Severo, que já estava bufado de raiva, Malfoy já estava de pé e Sirius também.

– Acha mesmo que vai conseguir alguma coisa com essas azarações de colégio Potter? – perguntou Snape debochadamente.
– Consegui apenas o que eu queria Ranhoso. – respondeu Tiago sorrindo abertamente. – Só uma última pergunta Ranhoso querido… – zoou Tiago fazendo Sirius esboçar uma careta. – Por que o Lucio não reagiu ao ataque de Sirius? Ficou com medo?
– Vou fazer um favor ao mundo. – disse Malfoy tomando a varinha de Snape. – Avada Kedabra – gritou o loiro enfurecido.
– Você esta mal de mira ou é a varinha do Ranhoso que esta com tanto sebo que errou o alvo? – perguntou Tiago rindo antes de aparatar levando Frank apoiado nele.
– Até mais Malfoy. Ainda temos contas a acertar. – disse Sirius sorrindo e acenando antes de aparatar.

Alice e Lílian estavam saindo da sala do chefe dos aurores, Moody, quando Sirius, Frank e Tiago chegaram:

– O que houve? – perguntou Alice correndo para amparar Frank.
– Vamos dizer que o Snape resolveu dar o ar de sua graça e atrapalhar. – disse Tiago irritado.
– Sirius você esta bem? – perguntou Lílian abraçando o amigo.
– Calminha cunhada. Eu estou bem. Foi só um tombinho. – disse ele abraçando Lílian de volta.
– E eu não ganho abraço ou preocupação também? – perguntou Tiago fingindo indignação.
– Não seria melhor levar os dois para o hospital? – perguntou Alice preocupada para Lílian que ainda analisava Sirius.
– Melhor não. Essa missão foi da ordem e não do ministério. Terão que explicar como se machucaram e teremos problemas. Aposto que a senhora Potter pode cuidar disso. Caso seja preciso me recordo que a senhorita Mrgth, noivo de senhor Black é medi bruxa…
– Não se preocupe. Cuidamos deles. -disse para Moody. – Para a minha sala. – disse Lílian ajudando Sirius a andar enquanto Alice fazia o mesmo com Frank e Tiago acompanhava tudo de cara fechada.

– Dá para você conjurar um sofá ou algo parecido para os dois Tiago? – perguntou a ruiva assim que entrou.
– Porque ele esta recebendo mais atenção que eu? – perguntou indignado.
– Meu amor, você não esta machucado. E não precisa ter ciúmes do Sirius. Pode conjurar o sofá ou não?
– Aí esta! – disse ele contrariado depois de conjurar o sofá.
– Obrigada meu moreno. – respondeu Lílian dando uma piscadela marota para o marido.
– Agora sim as coisas estão melhorando. – brincou ele.
– Bom… Vou pegar as poções enquanto você faz os curativos. Pode ser Lice? – perguntou Lílian depois que os dois rapazes se sentaram.
– À vontade Lily. Sou ótima com curativos.
– Também… Depois de um ano fazendo curso de medi bruxa… – brincou Tiago.
– Alguma coisa eu tinha que saber… – completou Alice entrando na brincadeira.

Algum tempo depois Frank e Sirius já estavam em perfeitas condições. Alice e Frank foram fazer compras na hora do almoço, enquanto Sirius, Lílian e Tiago foram se encontrar com Kely para almoçar:

– Vocês demoraram! – disse Kely indo dar um selinho em Sirius.
– Vamos dizer que não fomos bem sucedidos na missão de hoje cedo. – respondeu Sirius fazendo manha.
– Se machucaram? – perguntou Kely preocupada.
– Um pouco, mas Lily e Alice já deram um jeito nisso. – respondeu Tiago que estava de mãos dadas com a esposa.
– Mas passem lá no hospital mais tarde para que eu possa examiná-los. – disse Kely autoritária.
– Eu não vou. Você cuida de mim de noite… – disse Sirius malicioso.
– Tiago não se machucou… Ele esta bem. – respondeu a ruiva sorrindo. – Meu marido é bom em duelos.
– O meu também é! – respondeu Kely.

E ali começou uma pequena discussão que durou até chegarem ao restaurante. As duas discutiam quem era melhor em duelos, Tiago ou Sirius, os dois apenas assistiam a “briga” das duas rindo.

O almoço foi tranqüilo para os dois casais. Tirando um desejo inesperado que Lílian teve:

– Ti… – começou ela interrompendo a discussão de quadribol dos amigos.
– Mas os Cannos vão ganhar! – disse Tiago empolgado.
– Acordem… Os Cannos não estão com nada. – disse Kely empolgada também.
– Ti… – chamou a ruiva novamente.
– Vocês viram o novo apanhador dos Glyan? – perguntou Sirius pensativo. – O cara é de mais.
– Eu perdi esse jogo.. – comentou Tiago emburrado.
– Tiago Potter! – gritou a ruiva.
– Sim, meu amor… – disse ele todo gentil ignorando que o restaurante inteiro olhava para a mesa deles.
– Se queria chamar atenção do restaurante inteiro você conseguiu Lily. – brincou Sirius deixando a moça vermelha.
– Pelo menos assim vocês me dão uma atenção… – disse a ruiva contrariada. – Eu quero uma maça do amor. – disse ela.
– O que é isso? – perguntou Sirius confuso.
– Tudo que eu te dou é com amor. Se quer uma maça é só falar meu amor. – disse Tiago se levantando ara pegar uma maça na mesa de frutas.
– Bruxos não entendem nada mesmo! – disse a ruiva revirando os olhos irritada.
– Senta Tiago! – disse Kely rindo e puxando o amigo pelo braço para se sentar.
– Espera aí… Vou pegar a maça pra Lily… – começou ele tentando se soltar.
– A maça que eu pedi é um doce e não uma fruta. – explicou Lílian. – É uma maça com uma calda de açúcar queimado por cima. É um doce trouxa.
– E onde eu vou arrumar isso? Perguntou ele confuso.
– Dá um jeito. Eu quero a minha maça do amor. – disse Lílian dando de ombros.
– Não posso trazer outro dia? – perguntou ele em uma ultima tentativa.
– Eu quero agora Tiago James Potter. Seu filho quer uma maça do amor. Eu quero uma maça do amor. E você vai me trazer. Entendeu? – perguntou ela autoritária batendo com o indicador no peito dele.
– E lá vem ela com esses desejos de grávidas! – disse Tiago pegando o casaco para sair do restaurante. – Você vem junto Sirius? – perguntou ele para o amigo.
– Claro que vou. Vai ser divertido ver você procurando algo que nem sabe o que é. – disse Sirius rindo e se levantando.
– Pode deixar que nos comportamos e pagamos a conta. – disse Kely na mesma hora que Sirius abriu a boca para falar algo.
– Juízo vocês duas! – disse Tiago dando um beijo na esposa.
– Pode deixar. E não demora! – disse Lílian sorrindo.
– Sirius eu vou direto para o hospital, viu? Não se preocupe. Nos vemos mais tarde. – disse a loira.
– Certo. Qualquer coisa me avisa. – disse ele antes de sair atrás de Tiago.
– Você esta mesmo com desejo de comer maça do amor ou foi só para fazer o Tiago ir pegar para você?
– Estou mesmo com vontade. – respondeu a ruiva já com água na boca.

– Como foi o almoço? – perguntou Alice chegando à sala da amiga.
– Muito bom! – disse Lílian pensativa.
– O que foi? – perguntou Alice preocupada.
– Tiago foi atrás de uma maça do amor para mim e até agora não voltou. – explicou a ruiva.
– Desejos? – perguntou Alice solidária.
– hum-hum! – concordou Lílian cabisbaixa.
– Calma. Logo ele esta aí… Enquanto isso vou te mostrar o conjunto que comprei para o Neville. Olha que gravinha! – disse Alice pegando uma sacola e tirando algumas roupinhas de bebê.
– Que gracinha Lice. – disse Lílian encantada olhando as pequenas roupas.
– Frank fé questão de comprar isso aqui para o Harry! – disse Alice pegando um macacão verde. – Se ele puxar os seus olhos vai ficar tão lindo… – comentou Alice.
– Obrigada amiga! – disse Lílian quase chorando de felicidade. – Aposto que Harry vai ser igualzinho o Tiago.
– Então vai ser lindo! – disse Alice.
– Ei! – protestou a ruiva antes das duas começarem a rir.
– Desculpe atrapalhar as senhoras, mas como Black e Potter não voltaram do almoço ainda e Frank esta em reunião com alguns aurores… – começou Moody entrando na sala.
– Já falamos com o senhor que é impossível achara a poção. Mudou de idéia e vai esperar que façamos uma? – perguntou Alice.
– Tiago e Sirius não voltaram do almoço por culpa minha… Estou com desejo e eles foram comprar… – começou Lílian a se explicar.
– Não se preocupe com isso. Eles me avisaram. – disse Moody impaciente. – Preciso que vocês investiguem uma coisa para mim.
– Claro que sim. – disse Alice empolgada. – Duas missões no mesmo dia!
– Não chega a ser uma missão. Acho que não terá perigo se vocês se disfarçarem bem. – disse Moody pensativo.

– Como ele nos convenceu de vir para cá? – perguntou Alice tentando mudar a voz.
– Quando Tiago e Frank descobrirem que aceitamos uma missão dessa… – comentou Lílian arrumando as vestes pretas que lhe cobriam todo o corpo deixando apenas o rosto encoberto para fora.
– Só temos que achar uma razão para o Malfoy voltar aqui depois de um ataque… – comentou Alice.
– Temos que saber o que tem na tal loja. – completou Lílian.
– E lá vamos nós onde auror nenhum ousa colocar os pés… – disse Alice colocando a capa e rumando para a Travessa do Tranco.

Alice e Lílian vestiam roupas pretas e capuz. Tentavam a todo custo esconder seus rostos. Andavam sem uma direção certa, afinal nunca haviam estado naquele lugar antes.

Ruas sombrias o bruxos mal encarados. Para todos os lados que olhavam só viam escuridão. Alguns bruxos os olhavam com muita curiosidade. Após alguns minutos andando, o que para elas pareceram horas, Lílian tomou a palavra:

– É melhor nos separarmos. Assim achamos mais rápido o que viemos procurar. – sussurrou a ruiva.
– Nos encontramos aqui? – perguntou Alice.
– Em três horas. – disse Lílian olhando o relógio.
– Se achar algo me avise! – pediu Alice preocupada.
– Ainda bem que eu trouxe isso… – disse Lílian tirando um espelho de dentro das vestes.
– Não é hora para pensar em se arrumar Lily. – advertiu Alice.
– Esse é o espelho do Tiago e do Sirius. Um espelho de duas faces. Leve um. Qualquer coisa nós temos como nos falar. – explicou a ruiva entregando um dos espelhos a amiga.
– Estou com um pressentimento ruim Lily. – disse Alice preocupada.
– Não se preocupe. Vai dar tudo certo. – disse Lílian antes de colocar o capuz novamente e ir para a direção contrária da amiga.

As duas auroras ficaram andando pela travessa do tranco, até que finalmente uma delas teve sucesso:

– Lily! – chamou Alice pelo espelho.
– Achou alguma coisa? – perguntou Lílian.
– Achei a tal loja que o Moody falou.
– Ótimo. Estou indo aí. Não faça nada antes de eu chegar. – disse Lílian preocupada se colocando a correr na direção do Alice tinha ido.
– Vou ver se acho alguma coisa suspeita por aqui. – disse Alice já indo guardar o espelho.
– Tudo nesse lugar é suspeito! – disse Lílian meio ofegante por causa de corrida.
– Encontrei alguma coisa Lily. Depois agente conversa. – disse Alice já guardando o espelho.
– Alice! – chamou Lílian pelo espelho, mas a amiga não respondeu.

Alice:

– O que temos aqui… – começou uma voz um tanto fria e perversa.

Alice olhou assustada para trás reconhecendo aquela voz.

– Malfoy? – perguntou Alice já empunhando a varinha.
– Vejo que encontrou a minha varinha. Devolva! – ordenou ele irritado estendendo a mão.
– Acha mesmo que eu vou devolver sua varinha? Quem vai me obrigar? – perguntou Alice pronta para estuporar a oponente. – Estupefaça – gritou a aurora com a varinha apontada para Malfoy.
Protego – gritou uma comensal se colocando entre o feitiço e Malfoy. –Estupefaça – gritou a comensal mirando Alice.
Protego – mas Alice não conseguiu se defender do feitiço, pois Lastrenge também a atacou junto com Belatrix.
Accio Varinha – gritou Malfoy fazendo sua varinha voar para a sua mão.
– Temos três comensais e uma aurora. Estamos na travessa do tranco e todos aqui são contra subordinados no ministério. – disse Lastrenge gargalhando.
– Vamos ter uma bela batalha! – disse Alice tentando não parecer preocupada.

Lílian:

Lílian corria para encontrar Alice, mas bateu de frente com um bruxo com uma roupa muito parecida com a sua. Colocou-se de pé rapidamente, mas quando ia voltar a correr este segurou seu braço:

– Aonde vai com tanta pressa? – perguntou uma voz conhecida
– Me solta! – gritou ela se debatendo.
– O que faz aqui? – perguntou o bruxo irritado.
– Me solta! Rictusenpra – gritou Lílian mirando o bruxo.
Protego – gritou o bruxo. –Não sabe que já prendemos uma aurora… Você não vai querer ser a próxima!
– O que estão armando? O Voldmorte quer? Qual é a arma que ele está procurando? – perguntou Lílian ainda tentando se soltar.
– Não é da sua conta Evans. Não sabe que aurores não vem à travessa do tranco?
– Me chame de Potter! – disse Lílian já vermelha de raiva.
– Está assim agora Evans? – perguntou Snape ainda mais revoltado frizando o “Evans”.
– Potter, Snap, Potter! Meu nome agora é Potter! Entendeu ou vou ter que desenhar? – perguntou Lílian puxando o braço nervosa e empunhando a varinha mais uma vez.
– Ah! – ouviram um grito ao longe.
– Pára com isso Evans… Você não deveria estar aqui! – gritou Snape furioso vendo Lílian se afastar correndo para acudir Alice.

Assim que Lílian avistou Alice viu que ela estava encurralada na parede com Lestrange, Belatrix e Malfoy em cima dela. Logo atrás de Lílian Snape vinha já com a varinha em punho.

Lílian não pensou duas vezes quando apontou a varinha para os três comensais e com um feitiço não verbal tentou desarmá-los, porém só teve sucesso com Malfoy e Lestrange.

– Corre Alice! – gritou Lílian.
– Não tão rápido! – gritou Belatrix, a única comensal com a varinha na mão.
Accio varinha! – gritou Snape que chegou por trás de Lílian fazendo as varinhas de Malfoy e Lestrange voarem para a sua mão.
– Vocês estão em desvantagem aurores! – disse Malfoy rindo.
– E pões desvantagem nisso. Nós somos quatro e juntando as duas temos apenas uma aurora… – concluiu Lestrange rindo.

Lílian e Alice pareceram confusas com as palavras de Lestrange, então Malfoy resolveu explicar.

– Grávidas dividem o poder, então, é como se tivéssemos apenas uma aurora aqui. A magia de vocês esta fraca de mais.
– Então vão se preparando, por que duas grávidas vão acabar com quatro comensais. – disse Lílian se aproximando da amiga.
– Não provoca Lily! – advertiu Alice sussurrando para a amiga.
– Precisamos de ajuda. Onde será que estão Tiago e Frank? – perguntou Lílian preocupada.
– Vocês mesma não me disse que mandou Tiago comprar uma maça para você? – perguntou Alice já se esquivando de um feitiço vermelho que veio na sua direção.
– Mas já era para ele ter encontrado, não é? – perguntou Lílian preocupada se jogando no chão para desviar de um feitiço.
– Desistam! – gritou Malfoy enfurecido.
– Nunca! – disseram as duas lançando feitiços.

O local que estava deserto em pouco tempo já estava lotado de bruxos estranhos, e alguns deles já estavam até ajudando os comensais.

– O que vieram fazer aqui? – perguntou Snape que até agora só assistia a confusão.
– O mesmo que vocês. – respondeu Alice.
– Snape faça alguma coisa… Você é um ótimo legimente. – gritou Malfoy irritado se escondendo atrás de uma placa para desviar do feitiço de Lílian.

Snape ficou pensativo vendo os feitiços irem de um lado para o outro. Não demonstrava reação alguma para os apelos dos comensais, ás vezes desviava da algum feitiço das duas auroras, mas sua expressão não mudará nenhuma hora.

Severo estava dividido entre ajudar Lílian e servir ao seu mestre. Torcia para que não fosse necessário intervir no duelo, mas chegou um momento que viu que isso não seria possível. Ficou estático quando viu Lílian desacordada no chão próxima a parede e Alice tentando inutilmente se defender e defender a amiga com feitiços bloqueadores.

Malfoy que já recuperará sua varinha lançava feitiços desconhecidos, Lestrange não parava de lançar Avada Kedabras, que felizmente eram desviados das auroras inexplicavelmente. Belatrix abusava do Cruciatos. E foi em uma dessas tentativas frustradas de Belatrix acertar Alice com um cruciatos que ela conseguiu.

O cérebro de Snape paralisou. A cena passou lentamente em sua cabeça. O bloqueio que impedia os feitiços de chegarem a Lílian se desfez. Alice Longbottom caiu se contorcendo no chão, Malfoy parou para rir, enquanto Lestrange apontou a varinha para Lil. O que viria agora? Pra Severo isso estava mais que certo. Se não fizesse nada Lílian iria morrer.

Foi nesse momento que Snape teve a idéia. Ao invés de atingir o comensal, ele mandou um bombarda para a ponte que estava sobre suas cabeças, que com o feitiço caiu bloqueando o feitiço de Belatrix e de Lestrange.

Essa era o hora. Invadiu a mente de Alice que ainda permanecia acordada.

“Agüente firme! Lílian está bem?” – perguntou Snape.
“Acho que sim, mas tem algumas pedras em cima dela. Por que nos ajudou?” – perguntou Alice.
“Não ajudei você. Ajudei a Lil. Vou tirar vocês daí.” – disse ele determinado.
“Então faça logo… Não sei quanto tempo a Lílian vai agüentar” – advertiu Alice.

Snape rapidamente aparatou do lado as auroras deixando seus companheiros comensais para trás, tentando inutilmente tirar as pedras. Snape com a pequena ajuda de Alice retiraram as pedras que estavam em cima de Lílian.

– Vamos! – disse ele assim que retirou a ultima pedra.
– O que retende fazer? – perguntou Alice com dificuldade.
– Consegue aparatar? – perguntou Severo.
– Não! – respondeu Alice sinceramente. Ela nem sabia por que tinha sido sincera com um comensal, mas sabia que era o que deveria fazer.
– Não posso aparatar com as duas, ainda mais com a Lil desacordada. – disse ele observando Lílian desmaiada no chão.
– Se a Lily acordasse pelo menos… – começou Alice.
– Ela vai acordar! – disse Snape determinado.

O comensal se aproximou da ruiva tentando acordá-la. Quando começou a escutar Malfoy e Belatrix brigando viu Lílian abrindo os olhos.

– Ela vai ficar bem! – disse ele aliviado.
– Ela esta ardendo em febre Snape. Precisamos levá-la para o St. Mungos. – disse Alice preocupada.
– Como vou aparatar com as duas? Lil vai me matar se eu deixar você aqui.
– Chame o Frank! – pediu Alice.
– E você acha que ele vai acreditar que estou te ajudando? – perguntou Snape debochadamente.
– Tiago… – chamou Lílian segurando a mão de Snape.
– Não é o Potter! Mas ele pode ser útil… Alice preciso que você realize um patrono. Lílian não esta bem..
– Não posso… – disse Alice caindo ajoelhada no chão.
– O que foi agora? – perguntou Snape irritado com Lílian nos braços.
– Não sei… Estou com uma dor forte… – disse ela levando a mão ao ventre.
– Ótimo! – disse Snape sarcasticamente. – Deixa que eu faço. Expetron Patrono – gritou ele.

Minutos depois Severo já entrava no hospital com Lílian.

– O que faz…? –começou Marcos, o médico chefe.
– Ela precisa de ajuda! – disse ele desesperado.

Logo Lílian já estava no quarto sendo tratada por Marcos e sua equipe. Quando viu alguém furiosa vir em sua direção.

Enquanto isso Tiago e Sirius acharam a tal maça do amor de Lílian e foram para a casa dos Potter, afinal era terça feira e Lílian já deveria estar em casa.

– Lily! Ruivinha… – chamou Tiago.
– Acho que ela esta com raiva por causa da demora Pontas. – disse Sirius abafando risos.
– Lily! Achei sua maça… – disse Tiago gritando pela casa a procura dela.
– Lily… Apareça! – pediu Sirius após algum tempo já preocupado.
– Ela não esta aqui. Começo a Lily.. Ela já teria respondido… – disse Tiago colocando a maça na geladeira.
– Ela deve ter saído… – disse Sirius tentando animar o amigo que já parecia muito preocupado.
– Não… Ela teria deixado um bilhete… Lílian ainda não chegou do ministério. Aconteceu alguma coisa… Eu sei disso! – disse Tiago passando a mão nervosamente nos cabelos aflito.
– Vamos para o ministério. Assim descobrimos por que a Lily não chegou em casa. – disse Sirius tentando acalmar Tiago.
– E se aconteceu alguma coisa com o Harry? – perguntou Tiago já entrando em pânico.
– Ele esta bem. Lily te prometeu hoje que Harry ficaria bem. – disse Sirius com um sorriso fraco.

Assim que os dois colocaram os pés para fora de casa viram um patrono vindo em direção a eles.

“Lílian esta com problemas. Estou levando ela para o St. Mungos. Ela precisa de você Potter. Venha logo” – disse o patrono antes de sumir virando uma fumaça branca e se espalhando no ar.

– De quem é esse patrono? – perguntou Sirius preocupado, mas já não foi possível obter resposta por que Tiago já havia aparatado.

– O que você fez com a Lily? – perguntou Kely já com a varinha apontada para o peito do rapaz.
– Não fiz nada com ela Mrght. Eu a salvei!
– Não acredito em você! – disse Kely irritada.
– Mas é verdade. Não seria capaz de fazer nada contra a Lil… Perguntei para a Longbotton.
– E cadê a Alice? – perguntou Kely perecendo preocupada, mas tentando disfarçar.
– Esta vindo. Mandei um patrono para o marido dela. E para o Potter também. Ele deve estar chegando. Me solte. Eu preciso ir embora. Ninguém pode me ver aqui… – disse ele tentando se soltar das cordas que Kely havia conjurado e o prendido.
– Só acredito se a própria Alice vir me contar essa mesma história. – disse Kely decidida. – Enquanto isso você vai se entender com os aurores. Vou chamar Moody aqui. Ou melhor… Vou chamar Dumbledore.
– Não precisa. Deixe ele ir… – disse Frank chegando com Alice nos braços.
– O que houve? – perguntou Kely correndo para ajudar o casal.
– Solte ele Kely. Depois prendemos ele de novo. Hoje ele salvou quatro pessoas. Deixe-o ir. – disse Frank ainda com Alice nos braços.
– Quatro? Mas o que aconteceu afinal?
– Não sei direito. Mas Alice me disse que Snape salvou as duas antes de desmaiar. Então ele salvou Harry e Neville também. Deixe-o ir. Logo Tiago chega e ele não pode ver o Snape aqui.

Kely de contra gosto libertou o comensal, que antes de sair do hospital foi falar com ela de novo:

– Me avise sobre o estado da Lil! – pediu o comensal.
– E como pretende que eu faça isso? – perguntou Kely já levando a maca com Alice para um dos quartos.
– Não sei. Mas eu preciso saber se a Lil esta bem. – disse ele preocupado.
– Vá embora. Tiago deve estar chegando. Você não vai querer se encontrar com ele.
– Deixe o Potter para lá! – gritou Snape furioso fazendo todos em volta olhar para os disse. – Eu preciso saber se a Lil esta bem. – disse abaixando o tom de voz.
– Ela vai ficar bem… Se é isso que você queria saber. Agora me deixa em paz. Eu preciso trabalhar. – disse Kely antes de entrar em uma das áreas restritas do hospital e sumindo com Alice.

Cerca de dez minutos depois Sirius e Tiago entraram correndo no hospital.

– Não adianta correr.. – disse Frank que estava sentado na sala de espera.
– O que faz aqui? – perguntou Sirius sem entender.
– O mesmo que vocês. Recebi um patrono avisando que Alice estava ferida. Ela e Lílian estão recebendo os cuidados médicos. – explicou Frank.
– Ela esta bem? – perguntou Tiago preocupado.
– Espero que sim. Sentem.. Vou contar o pouco que sei. Eles não vão nos dizer nada por enquanto mesmo. – disse Frank acalmando um pouco Tiago e Sirius.

– Snape? Estamos falando do mesmo Snape? – perguntou Tiago surpreso e revoltado.
– Você só pode estar brincando Frank. O Ranhoso salvou Lily e Alice? – perguntou Sirius boquiaberto.
– Exatamente isso. Elas teriam morrido se não fosse por ele. – respondeu Frank calmamente.
– Ele deve estar armando alguma… –disse Tiago desconfiado.
– Pode até ser, mas que ele salvou as duas… Ele salvou. – disse Frank.
– Mas afinal por que o Alastor mandou as duas para a travessa do tranco? Ele é maluco? – perguntou Sirius irritado e tentando não gritar.
– Vamos saber logo. Assim que cheguei mandei uma coruja para ele. Ele deve estar chegando. – respondeu Frank olhando o grande relógio que pairava na parede branca do hospital.

Minutos depois Kely apareceu na sala de espera com vários formulários na mão.

– Kely! – gritou Sirius a chamando.
– Desculpa Six. Não posso conversar… – disse ela um pouco abatida já indo para o outro lado do hospital.
– O que houve? Elas estão bem? – perguntou Frank de sobre-salto.
– Qual o tipo sanguíneo de vocês? – perguntou Kely de repente parando de olhar as folhas em sua mão e olhando finalmente para os amigos.
– Eu sou AB+. – respondeu Sirius.
– Eu sou A-. – disse Frank.
– Eu sou O-. – respondeu Tiago. – Por que?
– Tiago você pode doar sangue? – perguntou Kely o analisando.
– Posso, mas o que houve? – perguntou preocupado.
– Venha vou fazer alguns exames em você para ver se você esta apto a doar sangue.
– Alice esta bem? – perguntou Frank apreensivo.
– Esta sim. Só alguns arranhões a mais. Logo ela vai para um quarto e você poderá vê-la Frank. – disse Kely para Frank, e se virando para Tiago completou. – Vamos!
– Meu amor como a Lily esta? – perguntou Sirius preocupado.

Kely olhou de Sirius para Tiago de volta para Sirius.

– Espero que ela melhore. – disse tentando não entrar em detalhes. – Vamos Tiago. Não temos muito tempo.
– Eu preciso saber como a Lily esta! – gritou Tiago preocupado com os olhos marejados já correndo para alcançar Kely.
– Tiago esta desesperado! – disse Frank vendo o amigo se afastar.
– Você não faz idéia. – disse Sirius ainda mais preocupado.
– Longbotton, Black! O que houve? – perguntou Moody que estava chegando.
– Eu é que pergunto. Você não tem consciência não? Como você me manda duas grávidas para a travessa d tranco? VOCÊ QUERIA MATA-LAS? – perguntou Sirius já erguendo Moody pela camisa.
– Se acalme Sirius! – pediu Frank tentando segurar o amigo enquanto alguns seguranças do hospital se aproximavam.
– Acalme-se Black. Eu tenho os meus motivos. – disse Moody já empunhando a varinha.
– É bom que seus motivos me convençam. – disse Sirius revoltado colocando Moody no chão.
– E eu acho melhor vocês sentarem. –ele suspirou pesadamente – Cadê o Potter? Sei que ele está aqui no hospital atrás da esposa dele…
– Ele foi fazer uma doação de sangue. E pelo que entendi, Lílian não está nada bem. Reze para que ela e meu afilhado estejam bem ou mato você! – disse Sirius revoltado com a varinha apontada para Moody.
– Vou ser o mais direto possível! – disse Moody preocupado.
– Por que mando as duas sozinhas para uma missão dessas? – perguntou Frank tentando ficar calmo.
– Ontem de noite Marlene sumiu. Ela estava em missão na travessa do tranco. Atrás de pistas sobre a arma que Voldmort esta procurando.
– Você é louco? Mando-a sozinha para lá… – começou Sirius.
– Era só uma investigação e ela se propôs a ir. Ela iria só se infiltrar. – respondeu Moody pensando nas palavras. – Nos comunicávamos a cada três horas para saber se estava tudo bem, mas a última transmissão que tive dela foi ontem às sets da noite.
– Meu Merlin! – disse Sirius apavorado, enquanto Frank já estava branco pelo susto.
– Mandei as senhoras Longbotton e Potter por que eram as únicas disponíveis. E iria pessoalmente se não tivesse uma reunião importantíssima com o ministro nessa tarde. Falei para as duas só investigarem e voltarem o mais rápido possível, mas pelo visto algo deu errado.
– Então era da Marlene que Malfoy falou. – disse Frank pensativo.
– Como assim falou? – perguntou Moody surpreso.
– Senta aí que você não vai acreditar em quem salvou as duas… – disse Frank disposto a contar novamente a história.
– Senhor Longbotton! – chamou uma enfermeira.
– Já volto gente. – disse Frank antes de ir até a moça.
– Pelo visto eu mesmo vou ter que contar o que houve! – disse Sirius vendo Frank ir com a moça para outro local, provável que para o quarto em que Alice estava.

– Agora vai me contar como a minha esposa esta? – perguntou Tiago assim que Kely lhe deu um cartãozinho para que ele comesse de graça na cantina do hospital.
– Espero que com o seu sangue ela melhore. – disse Kely preocupada.
– O que aconteceu Kely? Diga-me, por favor, estou correndo de aflição. – pediu Tiago quase implorando.
– Lílian estaria muito bem Tiago, mas como ela esta grávida as coisas se complicam um pouco. Parece que com a explosão, algumas pedras caíram em cima dela, para ser mais exata na barriga dela. Lily começou a ter uma hemorragia, pensei que iria perder o filho, mas logo conseguimos curá-la. Como ela perdeu muito sangue, e todas as forças que tem ela deixa para salvar o filho de vocês… – mas Kely parou de falar.

Tiago já estava branco igual um papel, tímidas lágrimas já caiam de seus olhos, seu coração estava em pedaços.

– Tudo culpa daquele maldito Ranhoso! – disse Tiago revoltado. – Se eu estivesse lá. Se eu estivesse achado a tal maça que ela queria antes… Se eu… – começou a se lamentar.
– Pare de se culpar Tiago. Você não tem nada haver com isso.. – disse Kely abraçando o amigo que começou a chorar desesperadamente em seu ombro. – Calma… Lily vai ficar boa. Você vai ver… Ela é uma mulher forte…
– Deixa eu vê-la Kely? Por Merlin eu preciso vê-la! – pediu Tiago tentando conter as lágrimas que manchavam seu rosto.
– Vou falar com Marcos. Se ele autorizar… – disse Kely pensativa.
– Obrigado Kely. Muito obrigado! – disse Tiago abrindo um leve sorriso e beijando as mãos da moça.
– Agora tenho que ir. Minha amiga esta precisando de mim. Qualquer coisa eu te chamo lá na sala de espera. Agora vá comer alguma coisa. Se não vai acabar desmaiando. Você doou muito sangue.
– Já estou indo. – disse ele de prontidão.

Quase meia hora depois Frank foi autorizado a ver sua esposa que já passava bem e estava apenas de repouso e no dia seguinte poderia ir para casa.

Tiago já estava entrando em pânico quando Kely surgiu na sala de espera:

– Acho que já pode vê-la. – ela disse com um sorriso nos lábios.
– Como ela esta? Como meu filho esta? –perguntou ele a sacudindo pelos ombros.
– Seu filho esta muito bem, já fizemos um ultra-som para verificar, ele esta uma graça. Lily esta melhorando. Já esta consciente.
– Posso vela então? – perguntou Tiago feliz.
– Eu vou junto! – disse Sirius na mesma hora.
– Infelizmente não pode Sirius. Só o Tiago vai agora. Depois, quando ela melhorar mais eu deixa você ir. Eu tirei uma hora de folga, podemos ir comer algo. Só vou levar o Tiago. – disse para o noivo. – Vamos? – perguntou para Tiago que estava quase pulando de felicidade.

Kely entrou em uma sala e deu uma roupa especial para Tiago vestir.

– Isso aí é medida de precaução. – disse apontando para a roupa que ele ainda colocava – Sabe como é não é? Todo cuidado é pouco. – disse Kely sorrindo enquanto o amigo colocava a roupa por cima da sua.
– Eu entendo Kely. Agora vamos. Quero ver a Lily!

Andaram pelo hospital para um local onde Tiago nunca tinha entrado, andaram por inúmeros corredores, o que para o moreno foi o mesmo que atravessar um deserto, de tamanha demora para encontrar sua amada.

Quando finalmente chegaram Tiago viu vários aparelhos ligados a sua ruiva. Um monitor do lado indicava que seu filho estava bem. Uma enfermeira estava dando uma injeção para sua esposa, um liquido levemente roxo.

– Essa foi à última senhorita Mrgth. – disse a enfermeira recolhendo algumas poções que estavam ao lado da cama.
– Obrigada. Pode ir agora. – agradeceu Kely com um sorriso nos lábios. – Não a canse Tiago. Ela ainda esta fraca. – disse Kely olhando para a amiga – Qualquer coisa é só apertar esse botão e alguém vem correndo socorrer a Lily. – disse ela mostrando uma campainha ao lado da cama. – Vou indo. – disse antes de sair do quarto.
– Lírio? – chamou Tiago apreensivo se aproximando da cama onde a esposa estava.

Lílian abriu os olhos e encontrou os olhos de Tiago a olhando preocupado.

– Oi meu amor. Harry esta bem. Eu disse que ele iria ficar bem… – disse ela com um meio fio de voz.
– Você tem que fizer bem meu amor. E não se preocupe, Harry esta ótimo! – disse sorrindo.
– Eu amo o seu sorriso. – disse ela sorrindo levemente.
– Só o sorriso? – perguntou ele com um sorriso maroto nos lábios.
– Eu amo você Tiago. – disse a ruiva ainda sorrindo.
– Eu também te amo muito minha ruivinha. Muito mesmo. – disse ela beijando as costas as mãos de sua amada.

Algumas horas depois os dois ainda conversavam no quarto:

– Veja o lado bom Ti… Eu já estou melhor! – disse ela sorrindo.
– Eu sei. Estou vendo… – respondeu marotamente depois de mais um beijo caloroso.
– Vai perguntar para a Kely quando vou poder ir para casa… Não agüento mais essa cama de hospital!
– Não faz tanto tempo que você esta aí… – brincou ele se divertindo com a manha da esposa.
– Fazem o que? Cinco horas? – perguntou Lílian olhando para o relógio de pulso do moreno.
– Seis horas. São onze da noite agora. – respondeu ele sorrindo.
– Tudo isso? Vou morrer de tédio… Eles não vêem que estou bem? O susto que passou. Tenho certeza que se me deixassem levantar eu provaria que estou em perfeitas condições.
– Não conhecia esse seu lado dramático ruivinha… – respondeu Tiago rindo. – Mas já que esta tão bem… Que tal deixar seu marido lindo e gostoso deitar aí com você? – perguntou Tiago maliciosamente.
– Tiago eu estou grávida e não sinto vontade de fazer certas coisas com você! – respondeu ela levemente corada.
– Desprezou seu marido… – disse ele fingindo uma facada no peito. – Vou considerar isso uma traição de sua parte ruiva.
– Depois a dramática sou eu… – disse ela revirando os olhos.
– Para falar a verdade mais dramático que o Sirius nenhum de vocês consegue ser. – disse Kely parada e encostada no vão da porta.
– Finalmente você veio me tirar daqui! – disse Lílian feliz.
– Engano seu ruivinha do Pontas… – disse Kely imitando Sirius. – Vim tirar seu marido teimoso daqui.
– Mas por quê? – perguntou Tiago contrariado.
– Você precisa dormir Tiago. Sem contar que a ruiva não vai sair daqui tão cedo. Marcos já marcou na ficha dela que ela ficará aqui pelo menos mais uns dois dias.
– Dois dias? – perguntaram os dois surpresos e irritados.
– Isso mesmo. Dois dias…
– Mas eu estou bem… – choramingou Lílian.
– Ela esta bem… – ajudou Tiago com uma cara de cervo abandonado.
– Mas vai ficar em obcervação… Você pode ter uma recaída, ou Harry pode reagir mal às poções que você tomou…
– Harry nem nasceu… Como ele vai reagir mal a alguma coisa? – perguntou Tiago tentando manter um ar sério.
– Melhor nem responder… – disse Kely dando de ombros. – Mas então… Por que não vai dormir um pouco Tiago? Quem sabe assim a ruiva durma também. Os dois precisam descansar.
– Se serve de consolo vou tomar um café na cantina… – disse ele se levantando da beira da cama da esposa.
– E vai me deixar morrer de tédio aqui? – perguntou Lílian fazendo bico.
– Você não acha que esta velha de mais para manha senhora Potter? – perguntou Kely erguendo uma das sobrancelhas.
– Você me chamou de velha? – perguntou Lílian inconformada.
– Ela te chamou de velha! – disse Tiago rindo. – E você não vai morrer de tédio… Tende dormir um pouco. Vou tomar um café e comer alguma coisa. Logo estarei de volta, mas quero que descanse.
– Mais do que já descansei nessas seis horas? – perguntou ela indignada se sentando na cama.
– E pode ir deitando! – disse Kely na mesma hora.
– Mais do que você descansou nessas seis horas… – repetiu Tiago imitando a esposa. – Alias você não descansou… O Sirius veio aqui e ficou fazendo graça, o Frank esteve aqui, a Alice assim que pegou alta ela veio aqui, meus pais já vieram, acho que todas as pessoas que souberam que você estava aqui vieram te visitar… Então tecnicamente você não descansou… Principalmente por que na maior parte do tempo meu pai e Sirius estavam fazendo gracinha e você não parava de rir.
– E não era para rir? – perguntou ela inocentemente.
– Sem comentários Lily! – disse Kely revirando os olhos. – Vou para casa agora. E você Tiago trate de ir comer alguma coisa, se não comer nada eu vou saber.
– Você não tinha plantão hoje? – perguntou Tiago desconfiado a Kely.
– Tenho, mas perturbei tanto o Marcos que ele me liberou por algumas horas. Vou lá em casa e logo volto.
– Hum… – disseram os outros dois maliciosamente se olhando antes de sorrirem.
– Não é por isso… – disse Kely rubra. – Só vou descansar um pouco. Em mais ou menos uma hora eu volto.

Quase uma hora depois Tiago estava terminando de comer na cantina e conversando animadamente com Marcos:

– Mas afinal, por que esta aqui na cantina? – perguntou Tiago de repente.
– Todos nós merecemos uma hora de descanso às vezes. – brincou Marcos, mas ao ver Tiago preocupado ele completou – Não se preocupe. Sua senhora já dormiu. – completou sorrindo.
– Sério? – perguntou Tiago sem acreditar.
– Serio! – respondeu Marcos com um leve sorriso.
– Até que enfim. Pensei que ela nunca iria dormir. – disse Tiago aliviado.
– Ela me parece preocupada. – disse Marcos pensativo.
– Tenho certeza que ela esta preocupada com nossa amiga. – disse ele quase que para si mesmo.
– Que amiga? Aconteceu alguma coisa? – perguntou o médico chefe vendo o moreno ficar um pouco abatido.
– Para falar a verdade aconteceu sim. Uma aurora amiga nossa sumiu há horas. Suspeitamos que ela tenha sido seqüestrada por Voldmort!
– Aquele que não deve ser nomeado? – perguntou Marcos espantado. – E acha que tem chances dele vir atrás de vocês?
– Não duvidaria. Ele tem um interresse em especial por Lílian. E pela minha família também.
– Por que diz isso? – perguntou Marcos confuso e extremamente preocupado.
– É que Lílian é ruiva… E eu sou o famoso herdeiro Potter! Minha família sempre foi leal a Dumbledore…
– E o que tem de mais em sua esposa ser ruiva? – perguntou o médico confuso.
– É que… – começou ele, mas não terminou por começar a sentir um frio incontrolável.
– Nossa! Será que aconteceu alguma coisa com o aquecimento daqui? – perguntou Marcos olhando as paredes.
– Isso não é com o aquecimento. Olhe as janelas… – disse apontando as janelas que estavam esbranquiçadas por causa do frio repentino. – Isso só pode ser coisa de dementadores.
– Mas dementadores aqui no St. Mungos? – perguntou Marcos apavorado.
– Vá ao ministério e peça ajuda. Eu cuido disso. Vai! – disse Tiago já empunhando a varinha.

No instante seguinte Marcos aparatou.

Tiago pagou seu espelho de duas faces se escondeu atrás do balcão da lanchonete:

– Sirius Black! – gritou para o espelho que logo revelou o teto no quarto do Sirius. – Sirius acorda! Preciso de você. Sirius! – gritava ele para o espelho.
– O que é isso? – perguntou um dos bruxos que ficavam atendendo na lanchonete.
– São dementadores. Voldmort logo aparece. Vocês têm que tirar os pacientes daqui. Rápido… Eu cuido do resto. Já foram chamar ajuda. Onde pode aparatar aqui no hospital? – perguntou Tiago com urgência.
– Só na entrada.. Aqui é impossível aparatar. – respondeu uma moça.
– Melhor assim. Então só tem um lugar que Voldmort pode entrar. O problema que é também o único lugar que os aurores podem entrar também.
– Precisamos ligar o alarme! – disse o jovem atendente.
– Deixem isso comigo. Agora removam os pacientes que conseguirem e tirem a equipe do hospital daqui. Tirem o máximo possível de pessoas daqui. Não queremos que ninguém se machuque.
– Mas e o senhor? – perguntou a jovem balconista.
– Irei ficar bem. Já estamos chamando ajuda. – disse ele para os jovens que em seguida se colocaram a correr para avisar os outros bruxos que estavam no hospital. – Sirius! Seu cachorro acorde! Sirius! – gritava Tiago chamando o amigo pelo espelho.
– O que foi Tiago? – perguntou Kely pegando o espelho.
– Acorda esse imprestável do seu noivo Kely. O hospital esta seno invadido. – disse Tiago preocupado e com urgência.
– Invadido? – perguntou Kely espantada.
– Tem dementadores do lado de fora. Logo estaram aqui dentro.
– Impossível. Dementadores não podem entrar no hospital. Temos uma barreira contra eles.
– Que por sinal não esta ativada. – disse Tiago sentindo frio aumentar.
– Então você terá que ativar Tiago. – disse Kely assustada. – Vou acordar o Sirius.
– Mas como ativo? – perguntou Tiago já preocupado com a situação.
– Esta na mesa central na recepção. Logo eu levo ajuda. Estou indo para ajudar a retirar os doentes e levá-los para um lugar seguro.
– Cuidado Kely. Devem ter comensais por toda a rua.
– Não se preocupe! – disse ela colocando o espelho de lado.

Tiago foi cuidadosamente e rapidamente para a recepção. Viu que dois dementadores já estavam do lado de dentro do hospital.

Expectron Patrono – gritou o moreno fazendo um lindo cervo esbranquiçado sair galopando para afastar os dementadores.

Tiago viu uma enfermeira se escondendo em baixo do balcão da recepção. Não pensou duas vezes e sem se desconcentrar do patrono foi pedir ajuda para a moça:

– Você precisa ativar a proteção do hospital! – gritou ele guiando o cervo esbranquiçado para o outro dementador.
– Eu não sei onde fica! – disse a moça, e pela voz ela estava muito assustada.
– Em baixo da mesa principal aí. Deve ser algum botão! – disse ele correndo para fechar uma janela que foi por onde o dementador entrou.
– Mas senhor… – começou a moça.
– Rápido! – gritou Tiago executando outro patrono para afastar os dementadores da janela para que ele pudesse fechá-la.

Logo alguns dementadores foram jogados para longe das janelas e portas do hospital. As portas do hospital ainda se mantinha abertas permitindo a passagem de todos, porém ela também mantinha uma proteção esbranquiçada para impedir a entrada daqueles monstros sugadores de almas. Os dementadores cada vez que se aproximavam era jogados para longe.

Tiago observou a cena por alguns instantes. Tento certeza que aquela briga só estava começando. Voldmort geralmente começava com os dementadores.

Só espero que ele não tenha trazido os gigantes como aquela última emboscada – pensou ele vendo alguns dementadores recuarem, provável que por uma ordem direta do Lorde das Trevas.

– Você pode ir ajudar os outros com os pacientes? – perguntou Tiago se aproximando da moça que ainda se mantinha encolhida em um canto.
– C-Claro. – gaguejou ela se levantando.
– Você esta bem? – perguntou o moreno preocupado.
– Estou! – respondeu a moça com pouca firmeza. – Vou ajudar os outros.
– Se achara alguém por aí, leve para outro lugar. Logo os comensais estaram aqui.
– Tiago! – uma voz o chamou.

Tiago olhou para os lados, mas a única coisa que viu foi a escuridão que não estava tão penetrante por causa da barreira contra os dementadores. Algumas luzes faiscavam ás vezes, mas não parecia ter ninguém mais no local.

– Tiago atende! – gritou mais uma vez.

Foi então que o moreno reconheceu a voz de Sirius e pegou o espelho.

– Já não era sem tempo Almofadinhas. – reclamou ele vendo o rosto do amigo surgir no espelho.
– Estou aqui no ministério. Me informe como vão as coisa por aí. Estamos arrumando um jeito de entrar sem que Voldmort suspeite. Ele deve pensar que não tem nenhum auror no hospital inteiro.
– A única entrada plausível que vejo é a principal. – respondeu Tiago apreensivo procurando ao redor outra possível entrada.
– Mas e a cabine? – perguntou uma voz atrás de Sirius.
– Só podem entrar de dez em dez. – respondeu uma voz feminina.
– Acho que já encontramos um jeito de entrar. Logo estaremos aí. Agüente firme Pontas. – disse Sirius antes de sua imagem sumir.
– Enquanto isso preciso ajudar a retirar as pessoas daqui. – disse Tiago para si mesmo se colocando a correr para outras partes do hospital.

Os corredores que passava via pessoas desesperadas. Alguns internos sendo removidos e alguns pacientes menos graves ajudando outros. Todos indo em direção a um único lugar que Tiago não saberia informar onde era.

Depois de algum tempo, que para o moreno foram instantes, ele teve vontade de ajudar Lily, mas não podia. Tinha que ficar para ajudar os outros.

Uma dúvida interna o atormentava: tirar sua esposa e filho aquele inferno e abandonar a todos ou ajudar a todos os presentes e esperar que ágüem ajude sua amada.

Tiago não teve muito tempo para pensar, pois no instante seguinte viu Kely correndo em sua direção.

– Ainda bem que te encontrei. – disse a loira tomando fôlego.
– E os aurores? – perguntou Tiago preocupado.
– Já estão a caminho. – respondeu ela preocupada.
– O que houve? Você esta pálida! – disse Tiago ainda mais preocupado, vendo o rosto de sua amiga aos poucos voltar a ficar de cor habitual.
– Eles são muitos Ti! – respondeu a loira o abraçando.
– Quem são muitos? – perguntou Tiago tentando não demonstrar sua preocupação.
– Dementadores, comensais, tem até um bando de lobisomens lá fora. O bairro esta um caos. – respondeu ela abraçando o amigo fortemente.
– Calma Kely. Nós vamos dar um jeito nisso. Tome uma água. – disse ele levando a amiga até um bebedouro.
– Não tenho tempo. Preciso retirar os doentes. Tem um complexo de segurança dez andares para baixo. – disse ela pensativa.
– Mas estamos no térreo! – disse Tiago sem entender.
– Exatamente. Dez andares para baixo. Preciso ajudar a remover os internos para lá. Só espero que dê tempo. O hospital é muito grande…
– Vou tentar afastá-los o máximo possível. Logo teremos ajuda. Só faça o possível! – pediu ele dando um beijo na testa dela e correndo para a entrada do hospital onde escutou uma explosão.

Assim que Tiago se aproximou da entrada principal do hospital ele pode ver o motivo da explosão. Os aurores haviam chegado e com eles os comensais acabavam de entrar. Uivos de lobisomens eram escutado do lado de fora do hospital. A lua cheia brilhava no céu trazendo um pouco de luz as trevas que teimavam em fazer parte do cenário. A marca negra pairava no céu e aquela mesma risada aguda do Lorde das Trevas fazia parte da sinfonia de medo e terror que agora habitava o local.

Tiago olhou espantado quando viu aquela cabeleira conhecida entrar no hospital, afinal aquelas vestes pretas e olhar perdidos não eram os mesmos de antes.

Não acredito que ela passou para o outro lado… Deve estar imaginando coisa… Ou pode ser alguma poção multi-suco… – pensava Tiago vendo Marlene com um sorriso cínico nos lábios parada a sua frente.

Segundos depois Moody juntamente com os outros aurores e mais algumas pessoas que Tiago nunca viu entraram no hospital já duelando com alguns comensais.

– Lene! – gritou Sirius assim que a viu. E por se distrair foi arremessado contra o balcão de atendimento.
– Marlene! – disse Tiago se aproximando da moça.
Expeliarmos – gritou a moça com a varinha apontada para Tiago.
Protego – gritou Sirius se jogando para proteger o amigo. – Ela esta sobre a maldição Impérios. – disse Sirius se levantando.
– E o Remo? – perguntou Tiago.
– Está lá fora junto com alguns amigos dele tentando deter os lobisomens. – respondeu Sirius desviando de um feitiço vermelho.
– Sabe o que eles querem? – perguntou Tiago.
– Não… Pensei que você soubesse.
– Agora não é hora para conversar! – gritou Moody chegando perto dos dois. – Temos alguns voluntários. Mandei todos eles para protegerem os pacientes.
– Kely esta removendo todos para o subsolo. – disse Tiago antes de lançar um feitiço paralisante em outro comensal.
– E o que fazemos com a Marlene? – perguntou Sirius preocupado olhando para a ex-namorada pelo canto do olho.
– Não sei. Nada pode tirar a maldição Impérios. Temos que deixá-la desacordada ou acabar com quem fez isso com ela.
– O problema é saber quem fez isso com ela. – disse Frank chegando.
– Querem parar de discutir isso e acabarem com esses comensais! Eles não podem entrar nas outras salas do hospital. – disse Alice irritada.
– O que você faz aqui? – perguntou Tiago espantado.
– Não consegui fazê-la ficar em casa. E como toda ajuda é bem vinda… – explicou Frank.

Ficaram algum tempo ali na entrada do hospital, os comensais tentando avançar e os aurores tentando evitar. Certa ora as lutas já estavam começando a ficar desiguais. Tanto corpos de aurores como de comensais jaziam no chão.

Para lutarem ou desviarem de feitiços era preciso pular por cima de corpos. Alguns tentavam não olhar para os rostos para não identificarem algum amigo morto, mas era praticamente impossível.

O número de aurores estava diminuindo gradativamente, enquanto o de comensais quando começava a diminuir, apareciam mais comensais. O que fazia a luta injusta.

Minutos depois os comensais já estavam se espalhando no hospital, foi aí que o desespero de Tiago aumentou.

Sirius seguiu Belatrix e Marlene que foram para o andar de cima do hospital. Malfoy havia sumido nessa confusão toda.

Tiago teve um aperto no coração e foi procurar por Lílian.

Sirius foi parar na lavanderia do hospital. Era difícil localizar sua prima no meio de tantas roupas, a escuridão estava mais presente do que nunca, nem ao menos faíscas de lâmpadas havia no local.

Andava cuidadosamente sem tentar fazer barulho. Assim que seus olhos se acostumaram com a escuridão ele pode ver um vulto, reconheceu de imediato ser sua amiga Marlene. O único consolo que tinha era que ela ainda estava viva.

Caminhou lentamente até ela que parecia igualmente perdida, na primeira oportunidade colocou a mão na boca da moça abafando um grito que viria a seguir.

Logo um feitiço não verbal atingiu Sirius em cheio fazendo voar alguns metros para trás levando Marlene consigo. Por sorte sua queda foi amortecida por toalhas sujas, porém com o impacto ele não teve forças para segurar Marlene que se contorcia em seus braços na intenção de escapar, e conseguiu.

Por não ter certeza que quem era quem, Belatrix lançou um Cruciatos em direção há um dos vultos que achava ser seu primo.

No instante seguinte os gritos de Marlene encheram o aposento de dor e agonia. No mesmo instante Belatrix se virou irritada para Sirius e ali mesmo começou mais um duelo dos dois.

Marlene estava tentando inutilmente se levantar, mas não possuía forças suficientes para isso. O duelo de Sirius e Marlene estava desigual, enquanto que a bela senhora Lestrange lançava feitiços imperdoáveis, Sirius os evitava, não achava digno um auror usá-los.

Em certa parte do duelo Belatrix conseguiu desarmar Sirius.

– Diga adeus à vida querido priminho. – disse ela gargalhando.
– Se me matasse eu viraria fantasma para vir te atormentar por toda a eternidade. – disse Sirius com um sorriso maroto no rosto.
– Quero só ver… – disse Belatrix ainda sorrindo. – Avada Kedabra – gritou a comensal.

As coisas pareceram estar em câmera lenta a partir desse instante. A luz verde que saia da varinha de Belatrix iluminou o aposento revelando uma Marlene irritada e confusa.

– Sirius! – gritou ela se levantando assustada.
– Vejo que conseguiu escapar do meu feitiço! – disse Belatrix vendo Marlene correndo na direção dos dois.

Sirius estava com um feitiço imobilos o impedindo de tentar desviar do feitiço. Belatriz gargalhava vendo a dificuldade de Marlene ficar de pé e Sirius tentando relutar contra o feitiço, mas ambos eram inúteis, pelo menos foi o que a moça pensou.

Miléssimos de segundos depois um corpo caiu estirado o chão. Sim o feitiço da jovem comensal fazia efeito, porém ela havia errado o alvo, percebeu isso escutar um lamento cheio de dor sair da garganta do moreno.

– Não! – gritou Sirius já chorando.
– Oras o que temos aqui… Um Black chorando! Você é uma vergonha para os Black’s, você não tem o direito de usar este nome. – guspiu Belatrix.
– Cala a Boca Belatrix! – gritou Sirius se levantando extremamente nervoso.
– Agora ele ficou nervosinho. Estou morrendo de medo! – disse Belatrix ironicamente.

O duelo recomeçou, mas agora com mais veracidade. Não precisou muito e quando Sirius foi dar um golpe final na moça Frank surgiu na porta iluminando o local com a varinha.

– Pare de graça que temos problemas maiores Sirius. Lílian sumiu e Tiago estava trancado com Voldmort na entrada de funcionários do hospital. – disse Frank rapidamente, foi então que viu Belatrix. – Não perca seu tempo com ela. – Vamos! – disse antes de lançar mais um feitiço e deixar a moça inconsciente no chão.

Enquanto isso do outro lado do hospital Tiago estava procurando sua esposa:

– Kely! – disse ele entrando no subsolo.
– Tiago? – perguntou a moça afrouxando a segurança. – O que faz aqui? – perguntou preocupada.
– Viu a Lily? – perguntou ele preocupado.
– Não. Fui ao quarto dela, mas ela não estava mais lá. Não se preocupe ela deve estar escondida em algum canto.
– Tenho ainda mais o que me preocupar. Lílian não é do tipo de pessoa que se esconde. – disse Tiago já ficando desesperado.
– Ai meu Merlin! – gritou Kely preocupada.
– Tem idéia de onde ela possa estar? – perguntou Tiago já pálido.
– Não faço idéia. Mas vou com você!
– Fique. Eles precisam de você! – disse Tiago indicando os pacientes.

Logo o moreno corria o máximo que suas pernas conseguiam, entrava em cada quarto, revirava cada canto na procura de sua esposa. No caminho viu vários amigos mortos, como viu vários comensais também estirados no chão. Parou para tomar fôlego em um corredor deserto, quando escutou aquela mesma gargalhada fria que costumava ouvir em seus pesadelos, Voldmort estava por perto, e o pior, ele estava feliz!

Caminhou lentamente tentando saber da onde vinha a voz de seu inimigo, poucas vezes escutava trechos das conversas:

– Não pensei encontrar você aqui… Esta mais que certa… Pense bem, quem é mais importante?… Eu? Acha mesmo isso? – e novamente aquela risada insuportável e maligna chegou aos ouvidos de Tiago.

O moreno parou em frente à porta que levava a entrada de funcionários do hospital. Pedir ajuda ou seguir em frente? Aquela dúvida latejou em sua mente por alguns segundos que pareceram uma eternidade, mas não pode nem ao menos pensar no que fazer, pois novamente seus ouvidos se encheram com a gargalhada cortante do Lorde das Trevas, porém junto com ela vinha um grito incontrolável de dor. Nesse instante Tiago entrou com tudo no aposento jogando Voldmort alguns metros para o outro lado da sala.

– Lily! – gritou ele vendo sua esposa deitada no chão. Aparentemente desmaiada. – O que você fez com ela? – perguntou Tiago ameaçadoramente partindo para cima de Voldmort.
– Quem temos aqui… O protótipo de Potter resolveu aparecer no meu caminho pela terceira vez. Terceira e última, devo acrescentar. Hoje você não escapa com vida! – disse ele se colocando de pé.
– Isso é o que nós vamos ver… O que você quer com a Lily?
– Quero só me divertir com ela. Estávamos aqui conversando alegremente quando você chegou… – disse Voldmort ironicamente.
– Pare de bancar o cínico. O que você quer com ela? – gritou Tiago incontrolável.
– Você sabe Potter… Sempre soube. Sua esposa é linda, inteligente, poderosa, ruiva… Perfeita! E ainda tem você nas mãos… Não é fantástico?
– Realmente ela é perfeita, mas já tem dono! – respondeu Tiago quase guspindo as palavras.
– Pare com isso Potter… Você esta me deixando enjoado! – disse Voldmort exibindo uma careta cômica.
– Pare de conversa e lute Voldmort! – disse Tiago irritado com a varinha em punho.
– Com prazer. – respondeu o bruxo com um sorriso singelo nos lábios finos.

Um duelo que parecia interminável começou, e algum tempo depois Lílian se levantou e entrou na briga, dois aurores contra Voldmort e ainda não foi o suficiente.

Duelo difícil e cansativo, principalmente para Lílian e que tinha levado um cruciatos a pouco, sem contar a briga com Malfoy mais cedo no beco diagonal. Tudo isso ajudou para que na metade do duelo Lílian caísse inconsciente no chão, fazendo Tiago se desesperar e começar a atacar rapidamente, mas novamente sem sucesso. Voldmort tinha uma habilidade incrível para desviar de feitiços, e quando não o fazia ele simplesmente se protegia.

Em um desses momentos de fúria Tiago acertou Voldmort que caiu por trás de algumas roupas na sala. Tiago aproveitou a oportunidade e correu para ver como sua esposa estava, pálida, fria, parecia sem vida.

Seu coração disparou ainda mais e as lágrimas já se faziam presente quando sentiu que Lílian ainda respirava, estava fraca, mas estava viva. Tiago se levantou com muita alegria pronto para matar o causador de tudo aquilo. Voldmort estava lá, e era a sua chance de ouro, porém, quando pegou a varinha ele simplesmente foi arremessado alguns metros para trás e logo em seguida foi imobilizado pelo Lorde.

– Veja só como são as coisas Potter. Sua esposa esta ali inconsciente, fraca como você sempre foi. Você esta aí na minha frente imobilizado. O cara que depois de Dumbledore foi o que mais atrapalhou meus planos. Já é a terceira vez que nos encontramos cara a cara, mas não se preocupe isso nunca mais vai acontecer. Essa será a ultima… – Voldmort sorria como fazia poucas vezes na vida, sorria abertamente, finalmente ele iria matar o Potter, iria acabar com os últimos Potter’s. – Avada… – mas ele não pode terminar, pois no momento seguinte ele estava no chão.

Voldmort foi derrubado por um golpe certeiro de Lílian. A jovem ruiva não havia usado a varinha dessa vez, ela tinha batido com tudo na coluna do bruxo que caiu no chão sem forças.

– Eu disse que brigava bem! – disse ela antes de murmurar um contra feitiço e soltar Tiago.
– Você esta bem? – perguntou Tiago vendo sua esposa ainda mais pálida que antes.
– Eu sempre estou bem! – respondeu Lílian confiante antes de desmaiar nos braços de seu marido.

As coisas aconteceram rápido de mais. Lílian desmaiou e logo uma luz cortou o aposentou, jogando Voldmort que já estava de pé com a varinha na mão, para a parede e batendo com um bate surdo.

Sirius e Frank haviam entrado na sala e ao invés de matar logo Voldmort ele foram ver como Lílian estava, e foi uma grande surpresa quando escutaram uma explosão e viram Voldmort saindo do hospital.

Frank correu o máximo que pode para alcançá-lo, mas quando o fez o bruxo aparatou entre seus dedos.

Os comensais que sobreviveram logo saíram do hospital e aparataram também, deixando os destroços da guerra para trás.

Demoraram cerca de uma semana para organizar o hospital novamente, e colocar mais defesas. Nesse meio tempo não tiveram muitas noticias do Lorde das Trevas, mas era provável que ele estivesse extremamente nervoso.

Remo foi chamado para fazer um trabalho no hospital, colocar os feitiços novos e fortalecer os antigos, e para isso ele ficou morando no apartamento de Sirius.

O enterro de Marlene assim como dos outros tantos aurores que morreram naquela ultima batalha foi executado no dia seguinte. Via-se claramente Sirius chorando nos braços de Kely.

Tiago não compareceu no enterro, pois teve que levar Lílian para outro país para se tratar.

Poucos meses depois tudo já voltava ao normal.

Lílian acordou de repente no meio da noite. O que ela tinha? Fome! Olhou para o lado e viu Tiago dormindo encolhido em um canto a cama. Sua pele morena se sobresaia com os relâmpagos que estavam presentes constantemente naquela madrugada chuvosa.

Lílian se levantou e se enrolou no roupão, que quase não cabia de tão grande que sua barriga estava. O fim da gravidez já estava deixando a ruiva maluca. Tiago não a deixava nem ao menos levantar da cama.

Desceu as escadas cuidadosamente e foi até a cozinha onde abriu a geladeira e encheu os braços de comida, se sentou e ficou comendo, só voltou a sai quando outro relâmpago cortou o céu, e sentiu uma contração.

Deve ser outro alarme falso. Essa semana já tivemos dois… -pensou consigo mesma olhando a chuva forte que caia.

A ruiva estava voltando para o quarto e sentiu mais uma contração e dessa vez teve certeza: seu filho iria nascer. Sentiu um liquido saindo, como se fosse xixi. Aquilo só poderia significar uma coisa: a bolsa havia estourado.

Calmamente ele foi até a estante da sala e pegou o espelho de duas faces.

– Sirius Black! – disse fazendo o surgir um rosto no reflexo, mas quem viu não foi seu cunhado Sirius e sim seu grande amigo Remo Lupin.
– Oi Lily. Aconteceu alguma coisa? São duas da manhã… – disse o rapaz preocupado.
– Remo você pode me fazer um favor? – perguntou Lílian docemente.
– Claro. Diga! – pediu ele.
– Remo acorde Sirius, Kely e vá à casa dos meus sogros e traga Sara, por favor. – pediu ela docemente.
– Claro que sim Lily… Mas o que aconteceu? Você esta bem? Tiago esta bem? Harry esta bem?
– Estão todos bem. Só que Harry resolveu nascer nessa chuva toda.
– Tem certeza que não é mais um alarme falso? – perguntou Remo já andando de um lado para o outro começando a entrar em pânico.
– Tenho sim. A bolsa estourou. Bom faça isso para mim que vou acordar o Tiago. Nos vemos daqui a pouco. – disse ela desligando e tendo outra contração.

Ela subiu as escadas sem pressa, sabia que Tiago entraria em pânico e não ajudaria muito. Viu a varinha em baixo do travesseiro do marido e as chaves do carro no criado mudo.

Como ele fica lindo dormindo assim… – pensou ela suspirando.

No instante seguinte ela cuidadosamente deu um beijo nele que o fez despertar preguiçosamente.

– Já amanheceu? – perguntou ele ainda sem abrir os olhos. – Nem parece que eu dormi.
– Não amanheceu Tiago. São duas e treze da madrugada, mas seu filho quer nascer.
– Filho? Aí meu Merlin! – disse ele pulando da cama e correndo para colocar uma roupa. – Meu filho vai nascer, meu filho vai nascer! – dizia ele correndo pelo quarto e se arrumando enquanto Lílian ria.

No minuto seguinte Sara, Remo e Sirius entraram no quarto.

– Desculpe a invasão, mas Sirius tinha a chave. – disse Sara sorrindo.
– Mãe! Ainda bem que você veio… – disse Tiago a sacudindo pelos ombros. – Meu filho vai nasces! – gritou ele preocupado e já em pânico.
– Lily querida esta tento muitas contrações? – perguntou Sara calmamente se sentando ao lado da nora na cama.
– Muitas. – respondeu ela antes de gritar de dor.
– E pelo visto estão mais fortes. – disse Remo.
– E a Kely? – perguntou Tiago de repente.
– Foi para o hospital arrumar tudo. – respondeu Sirius e até agora só olhava.
– Então é melhor irmos logo. – disse Sara calmamente para Lílian. – Tiago Potter! Pare quieto e faça algo útil. Seu filho esta nascendo! – gritou Sara nervosa.
– Meu filho esta nascendo Sirius! – gritou Tiago sacudindo Sirius.
– Eu sei cara. Relaxa. – disse Sirius calmo.
– Nunca pensei que Sirius ficaria tão calmo quando o afilhado dele esta para nascer. – disse Remo rindo.
– Meu afilhado? Meu Merlin! Meu afilhado vai nascer! – agora já eram dois morenos andando de um lado ara o outro no quarto brancos como papel.
– Querem ficar quietos? – gritou Sara furiosa fazendo os dois pararem de andar imediatamente.
– Não se provoca uma ruiva com raiva! – cochichou Tiago para Sirius e Remo.
– Você Tiago vai arrumar o carro, você Sirius vai com ele. Remo você pega as malas da Lílian e do bebê. Elas estão no guarda roupas. Eu vou ajudar a Lílian a descer e contar o intervalo das contrações. – gritou Sara para abafar o grito de dor de Lílian que fez Tiago entrar em pânico novamente.

Logo os dois morenos já estavam saindo do quarto, quase caindo das escadas, corriam preocupados para a garagem. Logo Remo apareceu com as malas e já estava na estrada a caminho do hospital.

– Vocês não acham que esquecemos algo? – perguntou Remo preocupado.
– Claro que não! – respondeu Sirius.
– Tiago olhe para a estrada! – gritaram os dois quando Tiago quase saiu da rua olhando para o relógio preocupado.
– Meu afilhado vai nascer no dia 31 de julho. Boa data! – disse Sirius orgulhoso.

Chegando ao hospital eles entraram correndo. Tiago estava com Sirius no colo, Remo com uma mala de cada lado.

– Posso ajudar? – perguntou a atendente.
– Meu filho vai nascer! – gritou Tiago em pânico no ouvido da moça.
– E cadê a sua esposa? – perguntou a moça novamente.
– Aqui. – disse Tiago colocando Sirius no balcão.

Duas enfermeiras olharam a cena espantadas.

– O senhor precisa assinar alguns formulários para dar entrada no hospital. – disse a moça novamente.
– Mas meu filho esta nascendo! – gritou ele novamente.
– Senhor, sinto lhe informar, mas seu companheiro não pode ter filhos. Ele é homem. – disse uma das enfermeira se aproximando.
– Que homem o que… – disse Tiago e no instante seguinte viu Sirius nos seus braços. – Cadê a Lily?
– Então ele é casado com uma mulher… – disse a enfermeira rindo.
– É sim… – respondeu Remo também rindo da cena.
– Tiago Potter… Cadê a Lily? Cadê a grávida? – perguntou Kely aparecendo já com as roupas de médica.
– Ai meu Merlin! – disseram os três juntos. – Esquecemos a Lily em casa! – gritaram eles atrapalhados e correndo pelo hospital, até se trombarem e caírem os três de bunda no chão.

O hospital inteiro já ria da cara deles.

– Querem fazer o favor de irem buscar a grávida? – perguntou Kely furiosa.

Em casa duas ruivas estavam na sala esperando três marotos atrapalhados:

– Será que eles se perderam do quarto até a garagem? – perguntou Lílian logo após outra contração.
– Do jeito que eles são atrapalhados é bem capaz que nem o carro tenham ligado ainda. – respondeu Sara rindo.
– E o James? Por que não veio? – perguntou Lílian preocupada.
– Ele esta viajando a negócios. Mas já enviei uma coruja para avisá-lo. Logo ele deve aparecer. – respondeu Sara gentilmente sorrindo.
– Venham! – disse Remo entrando vermelho pela porta da frente.
– O que houve com vocês? – perguntou Sara vendo os três vermelhos e ensopados.
– É que já fomos para o hospital. – respondeu Sirius
– Como assim foram para o hospital se eu estou aqui? – perguntou Lílian tendo outra contração.
– Por isso voltamos. Chegando lá percebemos que tínhamos esquecido você! – disse Tiago envergonhado.
– Até pensaram que Tiago e Sirius eram casados e gays. – disse Remo rindo. – Sem contar que eu disse que estávamos esquecendo algo.
– Esquecendo algo? – perguntou Lílian com outra contração. – Vocês esqueceram a grávida! – gritou ela antes de Tiago a pegar no colo.

No hospital as coisas aconteceram rapidamente. Logo Lílian foi levada para a sala de parto, Sara levou os três marotos para tomar um calmante, principalmente Tiago que não parava quieto. Logo viram Frank passeando pelo hospital.

– Frank! – chamou Remo.
– Oi. Vieram visitar a Alice? Ela esta dormindo… – disse o rapaz sorrindo.
– Alice? O que aconteceu com a Alice? Ela esta bem? – perguntou Sirius preocupado.
– Não estavam sabendo? Neville nasceu ontem de manhã. – disse ele orgulhoso e feliz.
– Parabéns! – Sara foi a primeira a o parabenizar seguida dos demais, exceto Tiago.
– Não ligue para ele. – disse Remo.
– O que houve com ele? Por que vocês estão aqui? – perguntou Frank preocupado e tirando o sorriso de rosto.
– Cheguei. Vim o mais rápido que pude. Cadê o Harry? – perguntou James chegando.
– Harry esta nascendo James. – explicou Sara.
– Eu vou ser avó… – gritou James assustando algumas pessoas.
– Já entendi por que o Tiago esta assim… Fiquei pior que ele. Meu sogro me amarrou na cadeira para que eu não invadisse a sala de parto. – explicou Frank rindo.

Todos, exceto Tiago ficaram rindo das histórias de Frank. Os risos só pararam quando Kely apareceu na sala de espera.

– Então? – perguntou Remo na mesma hora.
– E meu filho? – perguntou Tiago.
– E meu afilhado? – perguntou Sirius.
– E meu neto? – perguntou James.
– Querem deixar a coitada da Kely falar? – perguntou Sara revirando os olhos.
– Parabéns Tiago seu filho nasceu! – disse Kely emocionada abraçando Tiago que chorava como uma criança.
– Podemos vê-lo? – perguntou Sara depois de todos comemorarem.
– Ele esta no berçário. Vou mostrar. Logo vocês podem ver a Lily. Logo ela vai amamentar. – disse Kely partindo para um dos corredores sendo seguida por todos. – Aquele é o Harry! – disse ela mostrando um bebê cabeludo.
– Ele é a sua cara Pontas! – disse Remo rindo. – Tem o seu cabelo!

Logo eles já estavam no quarto. Assim que Lílian amamentou Harry foi passando de mão em mão. Primeiro Tiago estava com ele no colo, até que James resolveu pega-lo. Sara tirou Harry do avô às pressas.

– Você nunca soube segurar uma criança! – disse ela pegando Harry carinhosamente.
– Dá ele aqui! Ele é MEU afilhado! – disse Sirius pegando Harry também. – Ele não é a minha cara? – perguntou Sirius contente brincando com as mãozinhas do pequeno Potter.
– Como é a sua cara? – perguntou Tiago irritado fazendo Lílian rir.
– Sendo a minha cara. Olha os traços. Ele é lindo como eu! – respondeu Sirius sorrindo.
– Sirius você é tão modesto! – disse Kely revirando os olhos.
– Sirius ele é meu filho. Ele é parecido comigo. É lindo como eu e não como você! – disse Tiago fechando a cara.
– Querem parara. Ele puxou o avô. Ele é idêntico a mim. Não é ruivinha? – perguntou James para Sara.
– Coitado se ele puxar você. Já me basta esse maluco que tenho como filho! – respondeu Sara segurando o isso enquanto Tiago fechava ainda mais a cara.

E ali começou uma discusão tamanho família. Remo tirou Harry dos braços de Sirius que estava tão entretido na briga que nem percebeu.

– Harry, vou te apresentar essa família maluca que você tem. Aquela ruiva rindo igual uma maluca é sua mãe, Lílian Potter, aquele de óculos que acabou de cair de bunda no chão é seu pai, Tiago Potter, já aquele moreno de cabelos cumpridos e olhos azuis é seu padrinho, Sirius Black, aquela ruiva que esta revirando os olhos é sua avó, Sara Potter, aquele ali que esta batendo com a almofada na cabeça do Sirius é seu avô, James Potter, aquela de branco encostada na porta ajudando seu pai a se levantar é sua tia, Kely Mrgth, eu sou seu tio Remo Lupin, e você querido, é Harry Tiago Potter, é novo herdeiro dos Potter’s!

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sobre Vanessa Sueroz

Autora dos livros Confusões em Paris, Minha última chance, Odiado Admirador Secreto, Presente de Aniversário, Eu te amo mais e Três Botões.

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