Até que enfim você é minha – Cap 20 2


Anteriormente:

– Ajuda como? – perguntou Lílian.

– Falo com a Tonks. – disse Alice radiante de felicidade.

– Não é uma boa idéia. – disse Sirius na mesma hora. – Remo que tem que falar com ela.
– Ele tem razão. – disse Kely. – Imagine alguém chegar em você falando que Frank quer sair com você…

– É… Péssima idéia! – disse Alice sentando.

– Quando der eu falo com ela. Não se preocupem. – disse Remo com um sorriso forçado.

Cap 20 – Más Noticias

Na segunda-feira seguinte, todos estavam conversando alegremente no Salão Comunal.

– Não acredito que vou ter que dar detenção para vocês! – disse Lílian rindo.

– Foi o Thons que começou. – disse Remo.

– Até você entrou na briga, Remo. – falou Lílian decepcionada.

– Se soubesse porque brigamos com eles você iria parar de implicar. – disse Peter.

– Então conte! – pediu Lílian.

– É melhor não… – disse Kely.

– Por quê? – perguntou Lílian sem entender.

– Dá uma forcinha aqui, Tiago! – pediu Kely.

– Você vai brigar comigo, Lily… É melhor eu só ficar com a detenção. Não quero brigas com você, minha ruivinha.

– Brigar com você? Afinal… Por que vocês bateram no Carlos Thons? – perguntou ficando irritada.

– Nossa, já está tarde… É melhor irmos dormir. – disse Remo.

– Parem de fugir do assunto… – disse Lílian começando a se irritar.

– É que o Thons te chamou de gostosa… – começou Sirius.

– E o seu namorado ciumento escutou. – completou Remo.

– E aí… já viu! – disse Kely.

– Não acredito que você bateu nele por causa disso! – disse Lílian para Tiago.

– Lógico que bati. Ninguém vai ficar babando em cima da minha namorada, principalmente na minha frente. – disse Tiago.

– E como foi que os Marotos entraram na briga também? – perguntou Lílian confusa.

– Vamos dizer que o Pontas estava ganhando a briga… – disse Sirius com um enorme sorriso.

– Estava ganhando até os amiguinhos do Thons entrar na briga também e ficarem três contra um. – disse Remo.

– E aí…? – perguntou Lílian.

– E aí que nós entramos na briga também. Não podíamos deixar nosso amigo naquela situação. Com três em cima dele. – disse Sirius.

– Era só ele não ter brigado com o garoto.

– E vou deixar todos esses idiotas dando em cima de você? – perguntou Tiago inconformado.

– Eu agüento as suas fãs! – disse Lílian.

– Agüentava… – disse Kely.

– Até o Tiago ameaçar toda Hogwarts por você! – disse Remo em defesa de Tiago.

– Não foi só o Tiago… – disse Sirius com um enorme sorriso.

– Então foi por isso que as meninas pararam de me perturbar… – disse Lílian pensativa.

– E a mim também. – disse Kely com um sorriso igual ao de Sirius.

– O que vocês falaram para elas? – perguntou Alice.

– Que se perturbassem nossas garotas, ficariam pior que a Murta. – disse Sirius.

– Que se perturbassem as nossas garotas elas iriam ficar pior do que o Malfoy depois de uma briga com o Tiago. – disse Remo.

– E que se eu ficasse sabendo de algo iria amarrar elas no Salgueiro Lutador. – disse Peter.

– Que se chegassem perto de vocês elas iriam se entender com os Marotos, com os Marotos irritados! – disse Tiago.

– Que fofo! – disse Kely. – Obrigada, meu amor. – disse beijando Sirius.

– Disponha! – disse Sirius.

– Ainda não acredito que você disse isso para elas… – começou Lílian incrédula.

– Por que não? Elas pararam de te perturbar, não foi? – perguntou Tiago a abraçando.

– Mas não era para ser desse jeito, Tiago. – respondeu se afastando dele.

– Mas pensei que era isso que você queria. – disse Tiago.

– É melhor subirmos. Logo a Lily começa a gritar. – disse Peter.

– Então vamos. – disse Remo.

– Vou para o meu dormitório. – disse Kely dando um último beijo em Sirius.

– Também vou. – disse o menino quando se afastou da namorada. – Não posso ir com você? – perguntou ele.

– Claro que não, Sirius. – respondeu Kely rindo.

– Era isso que eu queria sim, Tiago, mas não desse jeito. Queria que elas parassem por respeito. – disse Lílian.

– Isso é ilusão, Lily. Você sabe que elas não iam parar até te machucar. – respondeu Tiago enquanto todos subiam.

– Mas… – começou Lílian.

– Não vamos brigar por uma coisa à toa como essa, não é? – perguntou ele.

– Não quero brigar, Tiago, mas é que… – começou Lílian.

– Fiz tudo com uma boa intenção. Ou você queria que eu batesse na escola inteira? – perguntou ele indo ao encontro dela.

– Não. Bater na escola inteira é loucura… – disse Lílian observando a lareira.

– Então, meu anjo, você iria ficar brava comigo se eu vivesse batendo em todos que mexessem com você. – disse Tiago sentando ao lado dela.

– Iria mesmo, mas agora estou irritada porque você bateu no menino da Lufa-lufa.

– Você é a segunda coisa mais importante da minha vida. – disse Tiago doce.

– Segunda? E qual seria a primeira? Quadribol? – perguntou ela irritada.

– Tem ciúmes do quadribol? – perguntou ele rindo.

– Se você tem ciúmes dos meus livros… – disse Lílian.

– É lógico… Você me abandona para ficar lendo. – disse Tiago rindo. – Mas, enfim, a única coisa que vem antes de você é a minha família, Lily. – disse ele abraçando a cintura da moça.

– Como você consegue? – perguntou ela jogando seus braços em volta do pescoço dele.

– Consigo o quê? – perguntou confuso.

– Ser tão fofo! – respondeu ela beijando-o.

– Eu sou perfeito, Lily. – disse ele quando se afastou.

– E modesto também. – disse ela rindo.

Ficaram mais algum tempo namorando.

– Acho melhor você subir. – disse Lílian.

– Eu? Não quer ir junto comigo? Aposto que a minha cama está muito gostosa. – disse ele galanteador.

– Não, obrigada! – respondeu rindo. – Vou ficar revisando mais um pouco a matéria do NIEN’s. – respondeu Lily.

– Mas já está tarde. Amanhã temos aula cedo. – disse Tiago.

– Não vai querer que eu fique na hora do almoço estudando ao invés de ficar com você, vai?

– Mas é claro que não! – respondeu Tiago.

– Então me deixe estudar mais um pouco. Prometo que não vou demorar. – disse Lílian selando a boca do seu amado.

– Certo, então. Mas queria você comigo. Estou com um mau pressentimento. – disse ele.

– Não se preocupe. Nada vai acontecer. E qualquer coisa um dos Marotos tem permissão de me chamar no dormitório.

– Mas a escada não deixa eles subirem. – disse Tiago com um sorriso maroto.

– Eu autorizo um deles a subir se acontecer alguma coisa com você. A escada não irá rejeitar. – respondeu Lílian deitando no sofá.
– Certo… Você venceu. Vou dormir. – disse ele se despedindo.

– Logo eu subo também. – respondeu Lílian.

**

– Não escutei a Lily gritando. – disse Sirius quando viu Tiago entrando.

– Já a acalmei. – respondeu Tiago com uma cara triste.

– Mas o que aconteceu para você ficar com essa cara de enterro? – perguntou Remo.

– Estou com um pressentimento horrível. – respondeu o garoto se jogando na cama.

– Vai dar uma de vidente agora? – perguntou Sirius maldosamente.

– Por Mérlin! É claro que não. – respondeu Tiago. – Ah, Lily falou que um de vocês tem permissão de entrar no quarto dela.

– Então vou lá agora mesmo ver minha namorada. – disse Sirius e Frank juntos.

– Nem pensar. Vocês só entram lá se acontecer alguma coisa ruim comigo. – disse Tiago.

– Não seja por isso. – disse Sirius pegando a varinha.

– Pára com isso, Sirius. – disse Remo – É melhor irmos dormir. Temos aula amanhã cedo. – disse Remo deitando.

– Fazer o quê… – disse Sirius guardando a varinha.

**
De madrugada Tiago acordou com batidas na janela, e quando percebeu o que era, Sirius já havia acordado.

– Quem é? – perguntou Sirius pensando que as batidas eram na porta.

– O quê? – perguntou Remo acordando com Sirius.

– Se acalmem. É só a coruja da minha mãe. – disse Tiago levantando e abrindo a janela.

– Coisa boa é que não é há essa hora. – disse Remo sentando.

– Pára de falar besteiras, Aluado. – disse Sirius sentando também. E observando Tiago abrir a carta.

Conforme o menino lia, ele ia ficando pálido e com uma expressão estranha no rosto.

– O que foi, Tiago? – perguntou Remo preocupado.

– O que a tia disse? – perguntou Sirius também preocupado já levantando da cama.

Mas Tiago não respondeu. Ficou pálido olhando para o nada com a carta na mão.

– Fala alguma coisa, Tiago! – pediu Sirius sacudindo o menino.

– O que dizia a carta? – perguntou Remo preocupado indo até a cama do amigo.

– Dá para falarem baixo? Eu quero dormir. – disse Frank deitado.

– Tiago não está bem. – disse Remo fazendo Frank levantar em um pulo da cama.

– Tiago! Fala alguma coisa! – pediu Sirius sacudindo ele.

– Lê logo a carta, Sirius. – sugeriu Remo.

– Cara, você tá legal? – perguntou Frank.

Tiago tinha mesma expressão perdida de antes, não piscava, falava, parecia até que não respirava.

– Ai, meu Mérlin! – disse Sirius com os olhos marejados.

– O que foi, Sirius? – perguntou Remo ainda mais preocupado.

– Tiago, reagi! – pediu Sirius desesperado.

– Mas o que aconteceu? – perguntou Frank.

– Tiago, pelo amor de Mérlin… Fala comigo! – pediu Sirius desesperado.

– Dá logo essa carta. – disse Remo pegando a carta de Sirius.

Tiago,

Não tenho boas notícias para você. Não sei nem ao menos como dizer o que aconteceu, ou melhor, o que está acontecendo.
Como sabe, Voldemort está atrás dos bruxos que servem o bem. Libertou alguns prisioneiros de Azkaban noite passada, e todos os aurores que você possa imaginar foram colocados nas ruas para ajudar na captura dos fugitivos e de Voldemort, que não custa lembrar, mas a cada dia tem mais seguidores que se intitulam Comensais da Morte.

Todos nós, inclusive a Mariana que ainda não acabou o curso, fomos convocados para ajudar nessa fuga em massa no começo da tarde.

Descobrimos um pouco tarde de mais que Aquele-que-não-deve-ser-nomeado não estava atacando só para conseguir seguidores. Ele queria exterminar todas as famílias fiéis a Dumbledore, fiéis ao Ministério, que hoje parece não estar muito do nosso lado.

Nossa família era um dos alvos que eles procuravam, assim como tantas outras, acho que Dumbledore falará sobre isso amanhã. Ele ficou chocado com o que aconteceu.

Enfim, vou parar de enrolar e ir direto ao assunto: Seus tios, e primos foram mortos em batalha nessa madrugada, não tinha como eles vencerem, a luta estava desigual. Quase que eu e seu pai não saímos de lá bem, estamos aqui no St Mungus.

Não se preocupe tanto. Vamos sair daqui em poucos dias. Seu pai está internado, quebrou alguns ossos, mas nada que não se possa consertar, eu já melhorei, fui ataca várias vezes pela maldição Crucio, mas graças a Dumbledore, que conseguiu nos tirar de lá, estamos bem.

Tome muito cuidado. Voldemort está querendo exterminar nossa família, e não se preocupe, vamos nos cuidar também. Não saia de Hogwarts por nada.

O enterro dos seus tios e primos será amanhã, porém você não poderá ir. É muito mais seguro você ficar onde está. E nem pense em usar a sua capa para fugir e vir ao enterro.

Estamos com muita saudade! Não se esqueça nunca que te amamos muito, você e Sirius.

Com muito amor,
Sara Potter

P.S. Assim que der mandamos notícias.

– Meu Mérlin! – disse Remo assim que acabou de ler.

– Alguém faça alguma coisa. Tiago não pode ficar assim. – disse Frank.

– Tiago, me bate, grita, xinga, chora, faz alguma coisa. Reagi! – pediu Sirius desesperado.

– Só alguém que tenha muito poder sobre ele vai conseguir tirar ele desse transe. – disse Peter pensativo.

– A Lily. A Lily consegue tirar ele desse transe. Chamem a ruiva aqui. – disse Sirius desesperado. – Se ela não conseguir… Ninguém mais consegue.

– Se acalme, Sirius. – pediu Frank.

– Era praticamente a minha família também. – disse Sirius chorando.

– Nós também adorávamos a Mariana… – disse Remo. – Vou buscar a ruiva. – disse saindo.

– Você tem que se acalmar, Sirius. Como vai ajudar Tiago estando nesse estado? – perguntou Frank.

– Você tem razão. – disse Sirius limpando as lágrimas. – Vamos lá, Tiago… Meu amigo, Pontas… Fala comigo! Sei que é difícil, mas olha para mim! – pediu Sirius.

**
Remo desceu as escadas do seu dormitório correndo, e olhou desesperado no Salão Comunal procurando Lílian.

Ela tinha que estar aqui… Ela sempre fica até mais tarde estudando… Lily… Cadê você?? Tiago precisa de você!!. – pensava Remo olhando o Salão Comunal. Quando lembrou que ele podia subir no dormitório feminino, não demorou nem um segundo e foi atrás da amiga.

Remo nem ao menos bateu na porta, já foi logo entrando e procurando Lílian, que não foi difícil de achar. A menina não dormia no escuro. Abriu o cortinado que dava para a cama da menina e já se colocou a acordá-la.

– Lily… Acorde! – pediu Remo. – Lílian! – chamou tocando seu braço.

– Já vou levantar, Kely… – falou a menina virando para o outro lado.

– Sou eu, Remo… Lily.. Tiago precisa de você. – disse Remo sacudindo a menina que acordou assustada.

– O que aconteceu? Remo? O que está fazendo aqui? O que aconteceu? – perguntou assustada e preocupada.

– Tiago não está bem, Lily. – disse Remo entregando a carta para Lílian.

E minutos depois os dois saíram correndo do dormitório em direção ao dormitório masculino.

– O que aconteceu com…? – começou Lílian, mas parou de falar ao ver o namorado parecendo um zumbi, na sua frente, parecia que não tinha vida.

– Ainda bem que você chegou. Tiago não fala, não chora, não grita, não xinga não se mexe… – começou Sirius desesperado. – Não sei mais o que eu faço!

– Acalme-se, Sirius. Remo, pegue uma poção calmante aqui e dê para o Sirius. – disse Lílian entregando uma bolsinha para Remo. – Frank, vá chamar a professora Minerva. E, Peter, fique quieto, pelo amor de Mérlin. – disse Lílian antes de sentar na cama de Tiago.

Remo se colocou a procurar a poção imediatamente, assim como Frank que no instante seguinte tinha saído atrás da professora, Peter que estava apavorado com o que estava acontecendo com Tiago e Sirius tentou ficar quieto com medo da ruiva.

Lílian sentou na cama de Tiago.

– Tiago! Sou eu, a Lílian! – disse Lílian calmamente para o namorado. – Olha para mim! – pediu.

Mas Tiago não se mexia. Remo achou a poção e deu um pouco para Sirius.

– Tiago, meu amor… Olha para mim. Sou eu a Lílian Evans… Sua namorada. – disse Lílian mais algumas vezes, e quando chamou o menino pela décima vez ele olhou para ela no instante que a professora chegou.

– Isso mesmo, Tiago, estamos todos aqui do seu lado. Está tudo bem… Tudo vai ficar bem… – disse ela se aproximando dele enquanto ele a olhava.

– Mas por que não me chamaram logo? – perguntou Minerva vendo o estado de Tiago e Sirius.

– Porque não fala o que esta sentindo, Tiago? – perguntou Lílian calmamente.

– Lily… – disse ele meio perdido.

– Estou aqui! – disse ela pegando sua mão.

– Pelo visto, o Potter já tem ajuda. E pelo que entendi, seus pais não querem ele fora da escola, mas tenho que levar os outros para a sala de Dumbledore. Os Potter não foram os únicos que foram atingidos essa noite. – disse Minerva tristemente.

– Por que não deixa eles dormindo, professora? Acordá-los no meio da noite para falar que a família morreu não vai ser muito legal. – disse Lílian.

– Vou falar com Dumbledore a respeito. Acho melhor levar o senhor Potter para a enfermaria. Ele está em estado de choque, senhorita Evans.

– Por incrível que pareça ele já está melhor, professora. – disse Remo.

– Não quer dar uma volta comigo, Tiago? – perguntou Lílian.

– Lily… – disse ele abraçando-a.

– Senhor Potter. Sei que é difícil, mas você precisa nos escutar. – disse Minerva.

Tiago olhou para ela, mas não disse nada, e piorou novamente.

– Acho melhor a Lily cuidar disso. – disse Sirius que já estava mais calmo.

– Pelo visto sim, senhor Black. – disse Minerva para Sirius parecendo preocupada. – Assim que conseguir, leve-o para a enfermaria, senhorita Evans. – disse ela observando Lílian.

– Não se preocupe, professora. – disse Lílian olhando Minerva por alguns segundos e voltando a atenção para Tiago. – Vem, Ti… Vamos passear… Está uma noite tão bonita. Que tal voar um pouco? – perguntou Lílian.

– Voar? – perguntou ele olhando a menina.

– Por que não? Você me ensinou a voar, lembra? – perguntou ela tentando fazer ele se levantar.

– Lily… – disse ele parecendo distante.

– Vou falar com Dumbledore. – disse Minerva se retirando ao ver que Tiago estava melhorando.

– Vem, Ti. Vamos passear. Tenho uma surpresa para você! – disse ela animada.

– Tudo que você quiser, Lily. – disse Tiago se levantando devagar.

– Vem, Ti. – disse Lílian pegando ele pela mão e o levando para fora do quarto.

– Ela é incrível. – disse Sirius depois que os dois saíram.

– Ela o controla com uma facilidade… – disse Frank chocado.

– Espero que ele melhore. –disse Peter.

– Estranho é que ele não derrubou nem uma lágrima. – disse Remo.

– Tiago é forte. – disse Sirius.

**
– Vejo que o senhor Potter não está tão mal como a professor Minerva disse. – disse a enfermeira quando viu Lílian e Tiago entrando.

– Vamos dizer que demorou um pouco para conseguir trazê-lo até aqui. – disse Lílian.

– Onde está me levando, Lily? – perguntou ele.

– Estamos passeando pelo castelo, Ti. Não gostou?

– Claro que sim. – respondeu ele com um sorriso fraco.

– Cuido dele agora, senhorita Evans. – disse a enfermeira.

– Não posso ficar aqui com ele? – perguntou Lílian.

– Venha, senhor Potter. Deite-se. – disse a enfermeira ignorando Lílian.

– Mas e a Lily? Eu vou sair com a Lily agora. Não vou deitar. – disse Tiago.

– Deite, Tiago. Vou trazer sua surpresa aqui. – disse Lílian ajudando-o a se deitar.

– Lily. Trás meus pais aqui. Quero vê-los. – pediu Tiago.

– Vou falar com eles assim que você deitar. – disse ela o ajudando.

– Vou pegar uma poção para ele. – disse a enfermeira.

– Não quer falar sobre o que aconteceu, Ti? – perguntou Lílian.

– Ele está atrás da minha família, Lily. – disse Tiago parecendo deprimido.

– Eu sei. Seus pais vão ficar bem. – disse Lílian ajeitando o travesseiro dele.

– E se Voldemort vir aqui no castelo? – perguntou Tiago tentando se levantar. – Preciso proteger você!

– Não precisa não. – disse Lílian.

– Beba isso, rapaz. – disse a enfermeira entregando uma poção para ele. – E você já pode sair, senhorita. Obrigada pela ajuda.

Lílian cruzou os braços e olhou desafiadora para a enfermeira.

– Não saio! Só saio com o Tiago. – disse a ruiva.

– Retire-se, mocinha. – pediu a enfermeira.

– Aonde vai, Lily? – perguntou Tiago vendo Lílian se afastar e se sentando na cama.

– Deita-se, Potter. – pediu a enfermeira.

– Lily! – chamou ele tentando se levantar.

– Senhorita Evans. Você pode ficar. – disse a enfermeira. – Mas não quero namoro na enfermaria. E faça-o ficar deitado e beber a poção.

– Sim, senhora. – disse Lílian voltando para junto de Tiago

**
– Sabem da Lily? – perguntou Kely descendo para o Salão Comunal.

– Está na Ala Hospitalar com o Tiago. – disse Sirius.

– Mas o que aconteceu com ela? – perguntou Alice preocupada.

– Com ela nada. Tiago que não está bem. Estamos indo lá. – disse Remo.

– Vamos junto. No caminho vocês explicam o que aconteceu. – disse Kely.

**
– Acordamos eles? – perguntou Sirius observando Lílian dormindo na cadeira ao lado de Tiago.

– Não. Pelo visto eles não dormiram muito. – disse Kely analisando os amigos.

– Acha que o Tiago está melhor? – perguntou Remo.

– Deve estar. – disse Peter dando de ombros.

– Vocês deveriam estar indo tomar café da manhã. – disse a enfermeira.

– Viemos ver como o Tiago está. – Disse Sirius.

– Bem melhor. Parece que a senhorita Evans o fez rir um pouco durante a noite. – respondeu a moça.

– Que bom! – respondeu Kely animada.

– E quando Tiago vai poder sair daqui? – perguntou Remo.

– Assim que acordar. – disse a moça.

– Posso…? – perguntou Sirius indo acordar o amigo.

– Claro! Mas não demorem a sair. – respondeu ela indo cuidar de outro aluno.

**
– É melhor você trocar de roupa antes de ir tomar café. – disse Sirius.

– Os dois de pijama no Salão Principal vai chamar a atenção de todos. – disse Kely rindo.

– Já estamos indo. – respondeu Lílian levantando da cadeira.

– E nós guardamos um lugar para vocês. – disse Peter.

– Vamos, Lily? – perguntou Tiago já de pé.

– Vejo que já está melhor. – disse Remo.

– Com a Lily do lado é impossível ficar triste. – disse o menino com um sorriso fraco.

**
– Tiago é muito forte. – disse Remo.

– Ele está tentando fingir que não aconteceu nada. – disse Peter.

– E faremos o mesmo. – disse Sirius determinado.

– Com certeza! – disse Kely.

**

– Olá! – disse Lílian chegando.

– Demoraram. – disse Remo.

– Estavam fazendo o quê? – perguntou Sirius maliciosamente.

– Namorando! Ninguém é de ferro. – disse Tiago rindo.

– Estava pensando… – começou Peter.

– Fica quieto. Dumbledore quer falar. – disse Remo.

– Desculpem atrapalhar o café da manhã de todos, mas infelizmente tenho alguns recados para dar. – observou os estudantes por um momento. – Como todos sabem estamos no meio de uma guerra. O Ministério é contra vocês ficarem sabendo dos acontecimentos, mas eu, particularmente, acho muito importante. Voldemort está cada dia mais forte, e reunindo mais seguidores, que como acho que sabem, se intitulam Comensais da Morte. O objetivo de Voldemort parece ser os trouxas e nascidos trouxas, ou como ele diz, os traidores de sangue. Nessa madrugada, infelizmente, tivemos mais um ataque, que foi muito mais forte do que esperávamos e os aurores que o Ministério tinha disponível não foi o bastante para evitar o massacre. – disse Dumbledore, mas parou quando ouviu um grito de uma estudante. – Infelizmente é caso de ficarmos sobre alerta, e sinto ainda mais de comunicar que várias famílias foram exterminadas durante esta noite, os Kyght, Roli, Parkt, e várias família trouxas também. No total foram mais de 50 mortes só na madrugada. Dois alunos presentes tiverem uma imensa sorte de não serem os últimos sobreviventes da família. Senhor Trenfo, sinto em informar que somente seu irmão sobreviveu e senhor Potter, como já sabe, seus pais estão no St. Mungus. Por todas essas mortes é com grande tristeza que Hogwarts estará de luto esta manhã, as aulas estão suspensas até as 14 horas. E os alunos que tiveram perdas esta noite poderão tirar o dia inteiro de folga. Peço para todos que se cuidem e que tomem o lado do bem. Voldemort é um bruxo poderoso, mas que não vencerá, temos que nos unir. – disse Dumbledore antes de sair para se sentar deixando o salão em silêncio durante algum tempo.

Assim que Dumbledore se sentou, as cores das casas foram transformadas em preto.

**

Todos que passavam por Tiago o cumprimentavam com “Meus pêsames”, “Se precisar de qualquer coisa…”, “Sinto muito pelo que te aconteceu”, e outras tantas. Lílian já estava ficando com raiva, pois todo o esforço que ela e os amigos faziam para distrair Tiago era descartado na hora que alguém falava sobre o assunto, deixando novamente o menino cabisbaixo.

– Se safou por pouco, Potter! – disse Malfoy se aproximando.

– Sai daqui, Malfoy. – pediu Lílian irritada.

– Não acredito que a sangue-ruim está falando comigo. – disse Malfoy enojado.

– Vai querer apanhar por quantos motivos? – perguntou Sirius com a varinha em punho.

– Você é patético, Black! – disse Snape.

– Ele não é mais um Black. Ele não tem a honra de usar esse nome. – disse Belatrix.

– Sai da minha frente, priminha. Você não vai querer se meter em uma briga comigo. – disse Sirius.

– Seria um prazer. – retrucou Belatrix erguendo a varinha.

– Faz alguma coisa com ele e terá que se acertar comigo. – disse Kely.

– Vai usar a namoradinha para se defender, Black? – perguntou Malfoy rindo.

– E você, Malfoy? Cadê a sua namorada? Cadê a Narcisa?- perguntou Remo. – Ela deve estar dando por ai. – disse Remo dando de ombros.

– Não fale nada sobre a Narcisa! – ameaçou Malfoy irritado.

– Pensei que estivesse afim da Evans. – disse Frank.

– Não se mete na conversa, Longbottom. Sua família vai ser a próxima. – disse Snape.

– Já chega! – gritou Lílian. – Snape, sai da minha frente, e leve seus amiguinhos com você.

– Acha que isso vai ser suficiente para um Sonserino, Evans? – perguntou um menino atrás de Malfoy.

– Vai! Snape, vou falar só mais uma vez. Se afaste! – disse Lílian puxando Tiago para longe enquanto Snape continha os amigos para não atacarem os Grifinórios.

**

– Por que defendeu a sangue-ruim? – perguntou Malfoy.

– Não é da sua conta! – respondeu Snape.

– Vai ter que dar explicação, Severo. – disse Belatrix.

**
– Como você fez aquilo? – perguntou Sirius para Lílian.

– Aquilo o quê? – perguntou ela se fazendo de desentendida. – Vamos dar uma volta, Ti? – perguntou docemente.

– O que você quiser, meu lírio. – respondeu ele se animando um pouco.

– Vamos lá, Pontas… Temos o dia de folga. – disse Frank.

– Então vamos os deixar namorar e vamos dar uma volta. – disse Alice puxando Frank para longe.

– Vem, Sirius. Vou te levar para passear. Seu cachorrinho fofo. – disse Kely puxando Sirius pela gravata.

– Se precisar eu até lato, meu amor. – disse Sirius animado.

– Cuidado, Kely. Cachorro excitado não deve ser nada bom. – disse Tiago rindo.

– Piorou veado. – disse Sirius.

– É cervo! – disseram Lílian e Tiago.

– Algum dia vocês caem na real e me escutam… É veado! – disse Sirius arrancando gargalhadas de todos.

– Vamos ver quem é mais forte… O cervo ou o cachorro… – disse Remo animado. – Ah… Esqueci que o Tiago ganhou do Sirius em um duelo.

– Esse cachorrinho aqui está de coleira e não vai sair por aí brigando com um veado. – disse Kely.

– É cervo! – disseram Tiago e Lílian mais uma vez.

– Até você, Kely… – disse Tiago.

– Ela está pegando o jeito da coisa. – disse Remo rindo.

– O que vamos fazer sábado que vem? – perguntou Peter.

– É aniversário da Lily no domingo… Poderíamos dar uma festa. – disse Tiago animado.

– Festa? Nem pensar. – disse Lílian. – Não quero dar detenção para vocês.

**

– Temos que ir para a aula. – disse Remo se levantando depois do almoço.

– Eu acompanho vocês. – disse Tiago.

– Tem certeza que vai ficar bem sozinho?- perguntou Lílian.

– Por quê? Está pensando em matar aula? – perguntou Kely rindo para a amiga.

– Até que não é má idéia. – disse Sirius.

– Eu não estava falando em matar aula. – disse Lílian irritada.

– Eu também gostei da idéia. – disse Tiago. – Podemos dar umas voltas por aí, Lily.

– Sem chance. É aula de transfiguração. Eu estou mal nessa matéria. Você sabe disso. – disse Lílian.

– Mas depois são duas de poções. – disse Sirius.

– Bem lembrado, Almofadinhas… Lily não precisa ir para as aulas de poções. Pode ficar comigo. – disse Tiago puxando e beijado a menina. – Aposto que você vai gostar.

– Sem chances, Tiago. – disse Lílian.

– O que acha de matarmos aula para namorar, Kely? – perguntou Sirius.

– Claro que não vamos fazer isso. – disse Kely. – Você e eu vamos para a aula. E vamos antes que nos atrasemos, não quero perder pontos.

– Assino em baixo. – disse Remo.

**

Lílian estava aos beijos com Tiago enquanto a professora não chegava.

– Acho melhor você se afastarem um pouco. A professora vem aí. – disse Remo.

– Valeu, Remo. – agradeceu Lílian se afastando um pouco de Tiago.

– Black, Evans, quero os dois na minha mesa, e Potter… Espere aqui! – disse Minerva assim que passou por eles para entrar na sala.

– Será que ela viu agente se beijando? – perguntou Lílian preocupada.

– E o que eu tenho a ver com o beijo de vocês? – perguntou Sirius irritado.

– Tchau, Tiago. – disseram os demais entrando.

– Assim que der vou te ver. – disse Lílian dando um selinho nele e entrando.

– Apronte muito nesse tempo vago. – disse Sirius antes de entrar.

**

– Nos chamou, professora? – perguntou Sirius indo até a mesa dela.

– Chamei sim. – disse a professora. – Pode se sentar, Belatrix. – acrescentou Minerva vendo a menina na sua mesa também. – Quero falar com o seu primo, Black, desculpe se não fui muito especifica. – disse Minerva antes da menina se afastar.

– Se for por causa do beijo… – começou Lílian.

– Peço que você e o senhor Potter sejam mais discretos, senhorita. – disse Minerva. – Mas não foi por isso que os chamei. Dumbledore deu permissão para que algum amigo do Potter tirasse folga com ele, para animá-lo, já que ele não vai para o enterro da família. Acho que os dois são os mais indicados, mas não sei qual dos dois pode animá-lo mais.

– Mas é claro que é Lily/Sirius. – responderam os dois.

Minerva analisou os dois.

– Só posso dar folga para um dos dois. Quem seria mais indicado? O melhor amigo ou a namorada? – perguntou ela.

– Sirius é mais divertido. Vai fazer Tiago rir.

– Lílian vai fazê-lo esquecer. – disse Sirius.

– Acho melhor vocês entrarem em um acordo. – disse Minerva.

– Certo eu vou. – dissera os dois se olharam e completaram – Pode ir.

– Já sei o que fazer… Qual a próxima aula de vocês? – perguntou Minerva.

– Duas de poções. – disseram os dois mais uma vez juntos.

– Perfeito. Black tem essa aula de folga, afinal, Evans não está muito bem na minha matéria, e Evans tira resto do dia de folga junto com Potter, afinal ela é ótima em poções. Agora vamos logo com isso. Eu tenho uma aula para dar. Retire-se, Black. – disse a professora que não precisou falar mais uma vez e Sirius já estava do lado de fora da sala.

**

– O que está fazendo aqui? – perguntou Tiago ao vê-lo. – O que a professora quer comigo?

– Ela me dispensou da aula, para ficar te fazendo companhia, e vai dispensar a Lily das aulas de poções. – disse Sirius animado.

– E o que vamos aprontar? – perguntou Tiago animado.

– Já que o Snape está na aula, podemos atormentar os fantasmas. – disse Sirius.

– Perfeito, mas tenho que vir buscar a Lily no horário. Senão ela vai me matar. – disse Tiago se afastando da sala.

**
– Onde o Sirius foi? – perguntou Kely nervosa.

– Minerva o dispensou para animar Tiago.

– Que bom. – disse Remo que ouviu a conversa.

**
Sirius e Tiago ficaram rindo aquela hora inteirinha atormentando os fantasmas do castelo.

Quando deu a hora de terminar a aula, Tiago e Sirius correram para encontrar as namoradas.

– Psiu! – chamaram os dois escondidos.

– Ouviu alguma coisa, Lily? – perguntou Kely.

– Psiu! – chamaram de novo.

– Deve ser algum idiota. – disse Lílian.

– Já basta ter que agüentar as cantadas idiotas na sala, agora tem que agüentar esses tontos nos perturbando no corredor.
– Fazem isso porque o Tiago e o Sirius não estão perto. – disse Lílian irritada.

– E você não vai contar para o Tiago o que o… – começou Kely.

– Contar o quê? – perguntou Tiago.

– Então não somos os únicos que chamamos vocês? – perguntou Sirius irritado.

– Eram vocês? – perguntaram as duas espantadas.

– Psiu! – chamaram os meninos dando risada.

– Pensamos que fosse qualquer outro. – disse Kely.

– Percebemos. Mas quem passa cantada em vocês? – perguntou Tiago irritado.

– Uns idiotas por aí, Ti. – respondeu Lílian.

– Queremos nomes. – disse Sirius irritado também.

– Olha só… Já estou atrasada para a aula de poções. – disse Kely e saiu correndo com Sirius atrás.

– O que eu não poderia saber? – perguntou Tiago.

– É melhor você não saber. Vamos namorar um pouco? – perguntou ela tentando mudar de assunto.

– Pode falar, Lily! – pediu. – Não vou bater em ninguém.

– Certeza? – perguntou duvidando.

– Juro pelo nosso namoro. – disse Tiago.A ruiva o olhou desconfiada por algum tempo.

– Recebi isso na aula. – disse entregando um pergaminho para Tiago.

Lílian,

Sei que seu namoradinho está no seu pé… Infelizmente no meu também… E assim não tenho como te falar o que sinto.

Você é a mulher da minha vida… Não se preocupe, vou esperar o Potter se cansar de você, estarei te esperando quando esse romance terminar. Você ainda vai ser minha… Mesmo que eu tenha que terminar com esse seu romance sem futuro…

Beijos ardentes na sua boquinha,
Seu admirador.

– Quem mandou isso? – perguntou Tiago nervoso.

– Meu admirador. Não leu não? – perguntou Lílian irritada.

– Desculpa. – pediu ele pela irritação.

– Certo… Por isso que eu não ia mostrar. – disse ela.

– Não viu quem mandou? – perguntou ele.

– Não. Veio voando para a minha mesa. A única coisa que sei é que deve ser ou da Grifinória ou da Sonserina.

– E dês de quando eu vou te abandonar? – perguntou Tiago abraçando a namorada.

– Você é que tinha que saber… – respondeu ela rindo.

– Você vai ser minha até quando eu morrer. Vamos ter filhos juntos…

– É uma proposta de casamento? – perguntou ela rindo.

– Bem que eu queria, mas ainda não está na hora. – respondeu Tiago com um sorriso maroto.

– Vamos para o Salão Comunal, preciso guardar meu material.

**

– E o que vamos fazer agora? – perguntou Lílian assim que saiu do dormitório feminino.

– Que tal namorar? Não tem ninguém aqui para atrapalhar. – disse Tiago com um enorme sorriso.

– Que tal revisar poções… Você ainda precisa melhorar.

– Você só pode estar brincando… Eu escapo de duas aulas de poções e você quer que eu tenha aula de reforço…

– Claro… Logo chegam os NIEM’s e você precisa saber de tudo. – disse Lílian se sentando no sofá.

– Vamos fazer assim… Uma aula de poções e a outra de beijinhos… – sugeriu Tiago.

– Tudo bem… – respondeu Lílian revirando os olhos.

– Vou pegar meu livro de poções. – disse Tiago e saiu correndo para o dormitório.

– Vou junto. – disse Lílian indo atrás.

**
– Cansei de poções, Lily. – disse Tiago quase uma hora depois.

– Só mais um pouquinho, Ti. – pediu Lílian.

– Você me prometeu… – disse ele puxando a ruiva para sentar no seu colo.

– Tem certeza que não quer estudar mais? – perguntou ela.

– Claro que tenho. – respondeu ele beijando o pescoço dela.

– Ótimo. Vamos guardar tudo isso. – disse se levantando.

– Guardamos depois… – disse ele puxando ela de novo.

– Vamos guardar agora, Tiago. – disse ela séria.

– Certo, minha flor… Vamos guardar agora e depois você é minha. – disse ele deixando ela se levantar.

Lílian e Tiago guardaram tudo no dormitório do menino e ficaram por lá mesmo conversando.

– O que vamos fazer no seu aniversário? – perguntou Tiago.

– Sei lá. Falta muito ainda.

– Lily… Falta uma semana mais ou menos. – disse Tiago.

– Exatamente… Hoje é terça… Meu aniversário é no domingo. Falta muito!

– Não falta não. – contrariou Tiago.

– Certo… Não vou ficar aqui discutindo… – respondeu ela deitando no colo dele.

– Você é linda! – disse ele observando-a.

– Você também. – disse ela.

– Eu sei que sou. – respondeu ele rindo.

– Convencido… – disse ela revirando os olhos.

– Eu sei que você me ama. – disse ele rindo.

– Infelizmente! – disse ela tentando ficar séria.

– Que coisa feia… Mentindo para o seu namorado… Eu sei que você adora me amar. – disse ele rindo.

– Da onde você tirou isso? – perguntou Lílian séria.

– Não vai admitir que me ama? – perguntou ele com um sorriso maroto.

– Nem sob tortura. – disse ela.

– Então vamos ver… – disse ele colocando a cabeça dela na cama e levantando.

– O que você vai fazer? – perguntou ela desconfiada.

– Tem certeza que não vai dizer que me ama? – perguntou ele agachado ao lado da cama.

– Já disse que não conto mentiras. – disse ela o observando.

– Então sofra as conseqüências! – disse ele pegando uma pena.

– O que você vai fazer com essa pena? – perguntou ela desconfiada já se sentando na cama.

– Você não vai me escapar. – disse ele deitando ela na cama de novo e fazendo cócegas.

– Pá…ra…Ti…haha – dizia ela.

– Não vou parar… Você tem que aprender a não mentir para o seu namorado perfeito. – disse ele fazendo cócegas.

– Que… namo…rado… per…feito? – perguntou entre as risadas.

– Não era isso que eu queria ouvir, Lily. – disse ele ainda fazendo cócegas.

– Pá…ra…vai…me…matar..de…rir… – disse ela já chorando de rir.

– Não vou não. É só você dizer que me ama. – disse ele.

– So…co…ro… Sirius! – chamou ela rindo.

– Ele ainda não voltou da aula, Lily. – disse Tiago. – Não tem ninguém para te salvar.

– Mi…nha..barri…ga…está…doendo…de…tanto…rir! – disse ela tentando tirar Tiago de perto dela e rindo.

– Então diz que me ama! – disse ele parando de fazer cócegas.

– Eu não conto mentiras. – disse ela tentando se levantar.

– Agora você vai ver… – disse ele voltando a fazer cócegas nela.

Ficaram naquilo mais uns 10 minutos.

– Não vai se render? – perguntou ele ainda fazendo cócegas.

– Pára… Ti! – pediu ela rindo.

– Diz que me ama a cima de tudo. – disse ele.

– Eu… amo… você. – disse ela rindo.

– Mais que tudo na sua vida? – perguntou ele.

– Mais.. que… tudo… agora… pára… – disse ela entre uma risada e outra.

– Eu sou perfeito, não sou? – perguntou ele.

– Per…feito! – disse ela.

– Agora eu estou satisfeito. – disse ele parando de fazer cócegas nela e a beijando.

Depois de algum tempo os dois já não sabiam como explicar, mas Tiago estava sentado na ponta da cama com Lílian sentada no seu colo de frente para ele, os dois aos beijos.

– Eu amo você, Lily. – disse Tiago depois de um beijo.

– Não mais do que eu amo você. – disse Lílian.

– Tenho certeza que eu ganho. – disse ele com as mãos dançando nas costas da namorada.

– Eu ganho. – disse ela o beijando.

Os beijos estavam cada vez mais ardentes, já não estavam mais só na boca, já tinham passado para a orelha e pescoço. Tiago já não mantinha as mãos nas costas da ruiva, ele explorava cada pedaço das pernas descoberta pela saia dela, enquanto ela puxava os cabelos dele em cada beijo ardente.

Sem perceber Tiago já tinha levantado metade da saia da namorada, enquanto Lílian já começava a tirar a gravata dele. E nesse momento Lílian retomou a consciência.

– Tiago! – chamou ela enquanto ele beijava seu pescoço. – Tiago! – chamou mais uma vez.

– Fala, Lily. – disse ele parando tudo que estava fazendo.

– Acho melhor pararmos. – disse ela.

– Mas está tão bom. – disse ele.

– Não estou pronta para isso ainda, Tiago. – disse ela séria.

Mas antes que ele respondesse Sirius entrou no quarto.

– Minha nossa. Acho que atrapalhei um momento prazeroso. – disse ele maliciosamente.

– Não está atrapalhando nada. – disse Lílian se levantando. – Vou falar com a Kely e já volto. – disse correndo para sair do dormitório.

Sirius observou a menina saindo do quarto e se sentou na sua cama.

– Vejo que a coisa estava boa. – disse ele maliciosamente analisando o amigo.

– Você não atrapalhou. – disse Tiago colocando um travesseiro no colo. – Ela que não quis.

– Vejo que era melhor ter deixado você com ela mais tempo. – disse ele rindo. – Vem… vamos descer. Estamos planejando a festa da Lily.

– Mas a Lily não quer festa. – disse Tiago confuso.

– Mas nós queremos. Ela não vai saber. – disse Sirius se levantando.

– Está pensando em uma festa surpresa? – perguntou Tiago.

– Até que enfim você entendeu. Já estamos combinando tudo. A Kely vai distraí-la na hora certa.

– Ótimo! – disse Tiago.

– Vamos…? – perguntou Sirius mostrando a porta.

– Vamos. E ai como foi a aula? – perguntou Tiago.

– A mesma coisa chata de sempre. – disse Sirius com cara de tédio.

**
– O que vocês ficaram fazendo esse tempo todo? –perguntou Kely.

– Ajudei Tiago com poções. – disse Lílian sentando no sofá.

– Só isso? – perguntou Alice.

– E ficamos namorando depois. – disse Lílian.

– Namorando no quarto? – perguntou Kely desconfiada.

– É. Só namorando. – disse Lílian rubra.

– Sei… – disseram as duas antes de verem os Marotos chegando.

– Olá, meninas! – disse Remo.

– Oi, Remo. – responderam.

– Cadê o Sirius? – perguntou Kely.

– Está conversando com o Tiago, logo eles descem. – disse Remo sentando ao lado das meninas.

– O que vamos fazer agora? – perguntou Alice.

– Vamos comer, é claro. – disse Peter.

– Não está na hora do jantar ainda. – disse Lílian.

– Não seja por isso. Vamos à cozinha. – disse Sirius na metade da escada.

– Não estou com fome. – disse Kely.

– A Lily deve estar. – disse Sirius maliciosamente.

– Por quê? – perguntou Remo.

– Fiquei sabendo que Tiago ficou fazendo cócegas nela a tarde toda. – disse Sirius malicioso.

– O Tiago é um convencido… – disse Lílian.

– Um convencido que você ama. – disse ele com um enorme sorriso.

– E quem te disse essa mentira? – perguntou Lílian rindo.

– Você! – disse ele se colocando atrás do sofá da menina.

– Eu estava sendo torturada. – disse Lílian séria.

– E vai ser torturada de novo se não falar para todos que me ama. – disse Tiago marotamente.

– Não vou mentir para os meus amigos. E o Sirius me defende de você. – disse ela rindo.

– Ele não se atreveria. – disse Tiago rindo.

– Quer apostar? – perguntou Lílian.

– Eu estou aqui, sabiam? – perguntou Sirius rindo da cara dos dois.

**
E logo o jantar chegou e terminou.

– E agora? Vamos fazer o quê? – perguntou Sirius.

– Podemos estudar. – disse Lílian

– Nem pensar! – disse Sirius.

– Então vamos dar uma volta no jardim. – disse Kely.

– Você está andando de mais com o Sirius. Não pode ir ao jardim há essa hora. – disse Frank.

– Vamos jogar xadrez então. – disse Alice.

– Eu vou roubar a ruiva de vocês. – disse Remo.

– Por quê? – perguntou Tiago.

– Temos ronda hoje. – disse Remo se levantando.

– Mais que droga! – disse Tiago. – Queria ficar um pouco mais com a Lily.

– Não vamos demorar. – disse Lílian dando um selinho no namorado.

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sobre Vanessa Sueroz

Autora dos livros Confusões em Paris, Minha última chance, Odiado Admirador Secreto, Presente de Aniversário, Eu te amo mais e Três Botões.


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2 thoughts on “Até que enfim você é minha – Cap 20

  • Wateru

    Quote:

    “- Que se perturbassem nossas garotas, ficariam pior que a Murta. – disse Sirius.

    – Que se perturbassem as nossas garotas elas iriam ficar pior do que o Malfoy depois de uma briga com o Tiago. – disse Remo.

    – E que se eu ficasse sabendo de algo iria amarrar elas no Salgueiro Lutador. – disse Peter.

    – Que se chegassem perto de vocês elas iriam se entender com os Marotos, com os Marotos irritados! – disse Tiago.”

    Que tenso bonitinho da parte deles :aah:

    A MARIANA MORREU :paris:
    AH, PARA, MORRI AGORA TAMBÉM :dramaqueen:

    É, foi bem coincidente esse pressentimento dele, mas tudo bem: eles são bruxos =D

    Acho tão bonitinha essa preocupação que um tem com o outro… É só falar o nome do Tiago que a Lilian acorda :flirt:

    Eu ri de verdade na hora das cócegas, me pareceu tão real *.* *.* *.* *.* *.* *.*
    Sem brincadeira, eu ri mesmo, de verdade. Vc conseguiu causar esse efeito -_-

    Beleza de capítulo :fato:

    Estou feliz por ter chegado até aqui o/

    Agora vou ler mais fics :B

    Espero encontrar histórias tão boas quanto essa por aí :aplauso:

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