A casa dos gritos – Cap 8 1


Anteriormente:

Que história é essa de segredo? Nós temos o direito de saber!

– Encurralamos os dois mais tarde. Vou arrumar a minha mala no meu quarto. – comentou a Lily já de pé.

– Eu vou fazer o mesmo. – eu respondi também já me levantando.

– Eu vou tomar um banho. – comentou o Remus antes de sair correndo para as escadas.

– Um sapo de chocolate que eu consigo a informação antes de você. – eu disse para a Lily.

– Fechado! – ela respondeu sorrindo.

Cap 8 – Informações

Narrado por Tiago Potter

Assim que arrumei as malas no quarto fui correndo para o quarto do Remus para tentar descobrir alguma coisa.

Ainda não estou acreditando que ele e a Dora finalmente estão juntos. Pensei que era mais fácil eu convencer a ruiva que a amo do que o Remus ir seguir o conselho da Alice.

– Podemos conversar? – perguntei para o Remus para terminava de arrumar as roupas dele.

– Na verdade já sei o que você quer saber, e já adianto que não posso contar nada.

– Como não pode contar? O que aconteceu para você mudar de idéia? – perguntei inconformado.

– Não aconteceu nada que você não saiba. Eu sempre quis ir falar com ela. – ele respondeu dando de ombros.

– Estamos há anos tentando te convencer e nunca tivemos sucesso, por que mudou de idéia? – perguntei mais uma vez.

Eu preciso saber!

– O que a Alice disse já não basta? – ele me perguntou sério.

– Era para bastar, mas nunca achei que as coisas iriam se resolver tão fácil. – eu disse inconformado.

– Não foi tão fácil quanto parece! – respondeu o Remus pensativo.

– Então me conte como foi. – pedi mais uma vez.

– Já disse que não posso. – ele respondeu dando o assunto por encerrado.

Claro que não tive oportunidade de falar mais nada já que o Sirius entrou no quarto.

– Ele já contou? – perguntou o Sirius irritado. – Droga! Maldita louça que demora para ser lavada. – ele reclamou pensando que tinha perdido toda a história.

– Na verdade você não perdeu nada. – eu respondi chateado.

– Que maravilha. Vocês estavam esperando a minha ilustre pessoa chegar. – ela respondeu sorrindo e se sentando na cama. – Já cheguei. Pode contar tudo, e não me poupe dos detalhes sórdidos.

– Na verdade… – eu comecei calmamente.

– Eu não vou contar nada Sirius. – disse o Aluado atropelando o que eu iria falar.

Maldito Lobo traíra!

– Como assim não vai contar? – perguntou o Sirius levemente irritado.

– Prometi para a Dora que não iria contar e não vou! Sinto muito! – ele respondeu antes de nos dar as costas e continuar arrumando a roupa no armário.

– Vai quere tomar a poção da verdade só para nos contar quem beijou quem? – perguntou o Sirius inconformado assim como eu estava.

– Não vou tomar nada Sirius. – respondeu um Aluado impaciente. – Melhor os dois desistirem.

– Eu nunca desisto! – eu disse.

– Se o veado não desistiu da ruiva, piorou de saber sobre a sua vida amorosa. – comentou o Sirius rindo.

– Cervo! – eu disse revoltado.

Ô mania de me chamar de veado. Ninguém entende que é um cervo?

– Mas diga logo Aluado. Foi ela que te beijou primeiro, não foi? Por isso não quer nos contar. – perguntou o Sirius sorrindo malicioso.

– Ela que te agarrou? Não pensei que a Dora era assim. – comentei rindo.

Quem sabe assim ele tenta limpar a boa imagem da namorada e nos conte.

– Nem tentem que eu não vou falar nada. – ele respondeu acabando com a minha alegria.

– Você vai me fazer perder um sapo de chocolate? – perguntei revoltado.

Caramba! Um sapo de chocolate é um sapo de chocolate. Tudo bem que eu iria perder para a ruivinha, mas é chocolate do mesmo jeito.

– Não mandei você apostar com ninguém. – respondeu o Remus dando de ombros, enquanto o Sirius se matava de rir.

– E não ria Sirius, você esta me devendo dois galões. – eu disse irritado.

Pelo menos vou ganhar a aposta com o Sirius, não é? Eu disse que o Remus iria conquistar a Dora aqui na casa dos gritos.

– Acho melhor ver se as meninas conseguiram alguma informação. – comentou o Sirius fechando a cara.

Sem ter alguma coisa melhor o que fazer resolvi segui-lo até o quarto das meninas, encontramos com a Dora no corredor que sorriu para nós e foi ver o novo namorado traíra.

– Não acredito nisso! – escutamos a Lene gritando.

– Você não pode reclamar. – escutei a Lily respondendo.

Corremos para o quarto e as duas estavam lá, a Lene vermelha de raiva e a Lily sentada em uma das camas distraída.

– Que pergunta idiota era aquela Lily? – perguntou a Lene, acho que sem notar que eu e o Sirius estávamos lá.

– Melhor que a sua! Que importância faz saber quem beijou quem? – perguntou a Lily revirando os olhos.

– Faz toda a diferença. – eu disse junto com a Lene.

– Oi meninos. – elas disseram finalmente nos notando no quarto.

– O que houve? – perguntei me sentando ao lado da Lily.

– Vamos dizer que a ruiva aqui perdeu o pouco de juízo que tinha. – respondeu a Lene revoltada.

– Eu discordo! – respondeu a Lily dando de ombros.

– O que a Lily fez? – perguntou o Sirius interessado.

– A Dora disse que não podia nos contar sobre ela e o Remus, mas como somos muito persuasivas usamos nossa amizade como chantagem e conseguimos direto a uma única resposta, portanto que a pergunta fosse clara e objetiva. – respondeu a Lily sorrindo.

– Melhor do que a gente que não conseguiu nada. – respondi infeliz.

– Então vou ganhar um sapo de chocolate? – perguntou a Lily animada.

– Se você conseguiu alguma informação… – eu disse pensativo.

– Alguém pode falar logo qual a informação que vocês conseguiram? – perguntou o Sirius impaciente como sempre.

– A anta da minha amiga ruiva perguntou quem foi que tomou a iniciativa para que os dois se acertassem. Isso é pergunta que se faça? Que porcaria de diferença vai fazer se foi ela ou se foi ele que chamou para conversar? – perguntou a Lene revoltada.

– Eu acho que faz toda a diferença. – eu disse sorrindo.

– Obrigada! – respondeu a Lily sorrindo.

– Pois eu concordo com a Lene. Que porcaria de pergunta foi essa? – perguntou o Sirius.

– E o que ela respondeu? – perguntei.

– Que os dois tinham tomado a iniciativa para a conversa. – respondeu uma Lily desanimada.

– Sorte minha que eu sou muito persuasiva e consegui direito a outra pergunta, já que a Lily não me consultou para fazer essa pergunta horrível. – respondeu a Lene entediada.

– A minha pergunta foi melhor que a sua – respondeu a Lily dando de ombros.

– A minha foi uma pergunta inteligente. – retrucou a Lene.

– “Quem beijou primeiro?” que pergunta é essa? – perguntou a Lily revoltada.

– Uma pergunta crucial. – respondeu a Lene.

– Nem tanto assim. – comentei.

– Como não? É a coisa mais importante! – respondeu o Sirius empolgado.

– Pelo menos para mim foi uma resposta descente. – comentou a Lily mostrando a língua.

– Que culpa eu tenho se aquela doida não sabe quem beijou quem? Ela tinha que prestar mais atenção nessas coisas! – reclamou a Lene.

– Ela disse que não sabia? – perguntei rindo.

– Ela disse que não reparou por que estava mais preocupada em beijá-lo do que saber se ele a beijou ou se ela o beijou primeiro, ela disse que não faria diferença. – respondeu a Lene emburrada.

– Eu disse que não faria diferença. – respondeu a Lily dando de ombros.

– Vocês duas são malucas! É claro que faz diferença! – reclamou a Lene.

– Se a Dora que beijou eu poderia zoar o Aluado o resto da vida dele. – comentou o Sirius desanimado.

– Eu mereço um chocolate. – a Lily disse fazendo bico.

– Chocolate? – perguntou o Sirius nos olhando malicioso.

– Apostamos e ela ganhou. – respondi dando de ombros.

– Você não é mais o mesmo Pontas. A única pessoa que você perdia uma aposta era para mim. Agora até a manica esta ganhando de você. – disse o Almofadinhas com uma falsa cara de decepção.

– Eu não sou manica! – gritou a Lily emburrada.

– Você é menor que a Lene e que a Dora. – comentou o Sirius pirraçando.

– A Lene é alta de mais para uma mulher e a Dora é só dois dedos mais alta. – respondeu a Lily ainda com bico.

– Ei! Eu não sou tão alta assim. – reclamou a Lene.

– Você é quase do tamanho do Tiago. – reclamou a Lily.

– Ele não é tão alto assim. – respondeu o Sirius.

– Claro que é. – disse a Lily ficando de pé e me puxando para ficar de pé também. – Viu só? – ela perguntou ficando do meu lado.

Não posso falar que a Lily não é baixinha por que comparado comigo ela é sim, foi até engraçado ela ficar do meu lado assim, ela de meia e eu de tênis, ela fica um pouco a baixo do meu ombro.

– Tirando o fato do tênis dele ser um pouco alto, vocês ficam esquisitos assim, acho que se o Pontas quiser te beijar ele vai ter que se sentar ou você subir em um banquinho. – comentou o Sirius segurando o riso.

– Palhaço! – reclamou a Lily se jogando na cama dela. – Pelo menos eu posso usar salto. – ela respondeu sorrindo para a Lene.

– Eu só preciso achar um homem alto. – respondeu a Lene dando de ombros.

– Eu sou um homem alto Lene. – respondeu o Sirius sorrindo galanteador.

– Alto você pode até ser, mas homem eu já não tenho certeza. – comentei rindo.

Nós três acabamos rindo, menos o Sirius é claro. Não sei por que, mas ele não achou graça.

– O veado aqui é você Pontas. – ele respondeu se jogando na poltrona que tinha ali no quarto.

– E lá vão eles para a mesma discussão de sempre. – reclamou a Lene deitando na cama dela.

– Cervo! Quantas vezes mais eu vou ter que falar? – perguntei.

– Até o dia que você se convencer que está errado. É veado! – retrucou o Sirius.

– Ou até o dia que você se convencer que é cervo! – reclamei.

– Isso vai demorar. – Escutei a Lily falando e se levantando.

– O que tem de mais em admitir que é veado? As meninas já sabem. – comentou o Sirius.

– Eu sou mais homem que você! – eu disse dando de ombros.

– Prove! – gritou o Sirius.

– Pergunta para a Lene! – eu disse sorrindo maroto.

Eu já beijei a Lene e ele não!

– Eu não tenho nada haver com isso. – disse a Lene na mesma hora.

– Ela só te beijou para poder saber que eu beijo melhor. – comentou ele sorrindo.

– E ela não te beijou por quê…? – perguntei sorrindo.

– Vocês se esqueceram que eu estou aqui? – perguntou a Lene emburrada.

– Ela não me beijou por que ela esta tentando tirar a imagem horrível do beijo de vocês da cabeça.

– Nos beijamos no terceiro ano. Acho que já deu tempo para isso. – eu respondi confiante.

– Não tenho culpa se você traumatizou a coitada. – respondeu o Sirius.

– Trau… – comecei a retrucar alguma coisa sem sentido, assim como a nossa briga inteira, mas não consegui terminar a briga com o Sirius por que a Lily tinha voltado para o quarto de camisola.

Com essa vista maravilhosa das pernas dela eu definitivamente poderia morrer feliz.

Narrado por Lílian Evans

Eu não agüentava mais aquela briga chata dos dois, resolvi ir me trocar para dormir logo, afinal o dia seguinte seria bem longo.

Peguei a minha querida camisola e fui para o banheiro. Espero que quando eu volte a Lene esteja viva.

Me troquei sem a menor pressa, eu tinha certeza que quando eu voltasse para o quarto o Tiago ainda estaria sentado na minha cama discutindo com um Sirius que estava esparramado na poltrona.

Voltei para o quarto calmamente e não foi surpresa nenhuma escutar os dois discutindo:

– Nos beijamos no terceiro ano. Acho que já deu tempo para isso. – respondeu o Tiago. Odeio quando eles discutem sobre as ex deles.

– Não tenho culpa se você traumatizou a coitada. – respondeu o Sirius com aquela voz convencida dele.

– Trau… – começou o Tiago assim que eu abri a porta, mas ele ficou lá olhando para mim de uma maneira bem estranha e deixou o Sirius falando sozinho.

– Ótimo! Fui passado para trás. – reclamou o Sirius emburrado. – Lindas pernas ruiva! – ele completou piscando o olho direito para mim.

Foi quando a tonta aqui reparou que a camisola estava um pouco curta de mais para estar na presença de dois marotos. Odeio quando eu sou a última a reparar nas coisas.

– Quando você disse que iria matar o Tiago do coração eu nunca imaginei que fosse assim. – a Lene disse rindo.

E quando foi que eu disse uma coisa dessas? Eu nunca disse que iria matar o Tiago. Em que mundo ela vive?

– Eu nunca disse isso! – eu disse fingindo que eles não estavam olhando para mim.

– Pelo menos os dois pararam de discutir. – respondeu a Lene dando de ombros.

– Então o que vamos fazer amanhã? – perguntei para mudar o rumo da conversa.

– Eu já tenho idéias para a nossa noite. – comentou o Sirius com um sorriso bem suspeito.

– Que seriam? – perguntei curiosa.

– Vai saber na hora ruiva. – ele me respondeu piscando para mim.

Olhei para a Lene para saber e ela sabia, mas ela deu de ombros, e o Tiago também não sabia.

– Certo… E o que vamos fazer durante o dia? – perguntei.

– Ainda não pensei nisso. – comentou o Sirius dando de ombros.

– Eu muito menos. Nem sabíamos que viríamos para cá. – comentou a Lene.

– Vou pensar em alguma coisa. – comentou o Tiago já deitando na minha cama.

– Estamos de férias e sem nada para fazer. – comentei me jogando na cama da Lene.

– Ei! A cama é minha. – ela reclamou levando as mãos a cintura.

– O Tiago roubou a minha! – reclamei.

– Ela estava vaga. – comentou ele mostrando a língua.

– Já que não consegui nenhuma informação legal eu vou para a minha cama. Preciso do meu sono de beleza. – respondeu o Sirius já se levantando.

– Eu vou perturbar a Dora e o Remus. Quem sabe eu descubra mais alguma coisa. – comentou a Lene acompanhando o Sirius para fora do quarto.

– É estranho estar aqui. – comentei depois de alguns minutos que estávamos em silencio.

– Por que acha isso? – me perguntou o Tiago pensativo.

– É estranho ter todo mundo junto, ter liberdade para fazer o que quiser, dormir onde quiser, se até o Remus e a Dora criaram coragem para fazer o que queriam, imagina o que pode acontecer até irmos embora.

– Mas essa era a intenção. – ele me respondeu sorrindo.

Quem sabe essa casa não tenha algum efeito bom no meu relacionamento complicado com o Tiago. Já estamos até virando amigos.

– Juntar os dois lerdos? – perguntei rindo.

– Também.  – ele me respondeu rindo ainda mais que eu.

E que sorriso!

Eu mesma não me entendo.  Foi só eu admitir que estava apaixonada por esse maluco inconseqüente que as coisas mudaram para mim.

– Um chocolate pelos seus pensamentos. – ele me disse ainda com aquele sorriso no rosto.

– Você já esta me devendo um chocolate. – eu respondi rindo.

– E te pago amanhã. Não venha me cobrar ruiva, chocolate não se acha da noite para o dia. – ele me respondeu piscando o olho.

– Você não tem nenhum chocolate? – eu perguntei curiosa.

Estou vendo que vou ficar sem chocolate até ter visita em Hogmead de novo.

– Eu não tenho, mas o Remus perdeu uma aposta para mim e vai me dar três chocolates. – ele me respondeu piscando o olho.

– Pense que o Sirius tinha perdido para você. – respondi pensativa.

– Os dois na verdade. Adoro ganhar apostas. – ele me respondeu sorrindo maroto.

– Mas perdeu para mim. – eu respondi feliz da vida.

– Eu deixei você ganhar. – ele me respondeu sorrindo.

Ok! Eu sei que alguns meses atrás eu iria achar isso meio presunçoso, mas as coisas mudaram hoje em dia.

– Quem você acha que tomou a iniciativa com o Remus e a Dora? – perguntei para não morrer o assunto.

– Na verdade primeiro pensei que tinha sido o Remus, mas agora estou desconfiado que foi a Dora. – ele comentou pensativo.

– Por que acha que foi ela? – perguntei curiosa.

– Não sei. A Dora é bem tímida, mas acho que quando ela viu que o Remus iria dar para trás foi lá e tomou a iniciativa. Mas só os dois para confirmar a minha teoria.

– Certo, então quem você acha que vai tomar a iniciativa no caso da Lene e do Sirius? – perguntei pensativa.

– Na verdade acho que o importante no caso deles não é quem toma a iniciativa e sim quem não vai fugir depois. – ele comentou bem pensativo.

Nisso eu vou ser obrigada a concordar. É fácil os dois irem lá e disserem que se ama, difícil mesmo vai ser eles manterem isso depois, com toda certeza vão inventar alguma desculpa.

– Nisso acho que podemos ajudar. – respondeu dando de ombros.

– Talvez! – ele me respondeu pensativo. – Acha que nós vamos parar de brigar como cão e gato? – ele me perguntou tentando manter o clima alegre, mas infelizmente não teve muito sucesso.

– Acho que se realmente tentarmos possa até dar certo. – respondi tentando ser otimista

Eu sei que não acredito muito nisso, mas dizem que se você pensar positivo é mais fácil das coisas acontecerem.

Ficamos em silencio por um bom tempo.

Eu já estava quase dormindo na cama da Lene quando resolvi me levantar e expulsar o Tiago da minha cama.

Fui quase cambaleando para minha cama de tanto sono e tentei chamá-lo, mas ele só fez alguns resmungos e de me um espaço na cama.

Acho que o sono falou mais alto, por que eu simplesmente me deitei na cama junto com ele e dormi.

Narrado por Tiago Potter

Acordei meio zonso e não reconhecendo o lugar em que estava, até que minha mente funcionou o suficiente para me lembrar que estava na casa dos gritos.

A parte estranha de tudo aquilo é que o cheiro da Lily estava em todo lugar próximo de mim.

Claro que isso só foi estranho até que eu percebesse que eu não estava no meu quarto. E pior que não estar no meu quarto e na minha cama era que eu estava no quarto das meninas, na cama da Lily.

Certo, me expressei mal, o Sirius diria que isso seria bem gay, o problema não era na cama da Lily, mas sim que ela iria me matar quando acordasse e já era o meu plano de amizade.

Meio a contra gosto tirei o braço que estava abraçando a Lily pelas costas e me sentei na cama um pouco atordoado.

Vi que a Lene estava na cama dela e que o dia ainda não amanhecia por completo, então definitivamente era muito cedo para me levantar e fazer o café.

Passando as mãos no cabelo emburrado por ter que levantar e ir para a minha cama, dei um beijo rápido no rosto da Lily e dei mais uma última olhada nela que dormia profundamente, antes de sair do quarto e ir para a minha cama.

Sei que consegui dormir novamente, mas parece que eu só tinha dormido mais dez minutos e ouvi o Sirius me chamando.

– O cozinheiro! Eu estou com fome. – ele me disse irritantemente sorrindo.

– Mas que horas são? – perguntei sem nem me dar ao trabalho de abrir os olhos.

– Nove horas. E trate de levantar. Todo mundo já esta de pé. – ele me respondeu puxando meu cobertor.

– Já vou! – reclamei tentando pegar o cobertor de volta.

– Senão levantar vou quere saber detalhes da sua noite com a ruiva. – ele me disse com aquele sorriso safado.

Como o Sirius consegue pensar em besteira logo cedo?

– Não teve uma noite com a ruiva, e mesmo se tivesse não te contaria. – respondi me sentando na cama.

– Acha mesmo que a Lene não iria vir aqui me chamar para ver vocês dois dormindo abraçadinhos e encolhidos na cama da Lily? – ele me perguntou sorrindo.

– Vocês não prestam. – eu respondi antes de me trancar no banheiro.

Cinco minutos depois escutei alguém entrando no quarto.

– Ele já acordou? – escutei a voz da Dora.

– Esta no banheiro. – respondeu o Sirius entediado.

– Fala para ele se apressar. A Lily disse que não vai fazer o café sozinha. – ela respondeu.

– Mas e o Remus? – perguntei abrindo a porta do banheiro.

– Esta ajudando, mas ela disse que não quer trabalhar enquanto você dorme. – respondeu a Dora dando de ombros.

– Acho que ela não acordou de bom humor. – comentou o Sirius rindo. – Pelo visto você não agradou muito ontem. – ele comentou rindo ainda mais.

– Melhor eu nem responder. – comentei já saindo do quarto.

– Agradou ontem? – escutei a Dora perguntando.

Fui rapidamente para a cozinha e quase não agüentei o riso quando vi o Aluado de avental.

– Não ria ou vou fazer você usar um também. – comentou a Lily cortando algumas frutas.

– Bom dia para você também ruiva. – respondi indo até ela e lhe dando um beijo forçado no rosto.

– Bom dia! – ela respondeu emburrada.

– Bom dia Pontas. Me ajude com as torradas, sim? – me pediu o Aluado.

– Bom dia! – respondi já indo arrumar as torradas.

O que eu fiz agora para a Lily estar emburrada?

Narrado por Lílian Evans

Acordei cedo naquela manhã. Não sei por que, mas parecia que estava faltando alguma coisa. Já fui logo pensando que tinha dormido sem travesseiro do novo, sério, isso é uma dor no pescoço depois.

Lembrei-me vagamente da noite passada. Tinha certeza que eu tinha dormido na cama da Lene, só minutos depois que me lembrei que me arrastei para a minha cama onde o Tiago já dormia e acabei dormindo com ele.

Mas cadê ele afinal?

Achei melhor não pensar nisso. Já era de mais para a minha cabeça admitir que tinha dormido com ele. E ainda mais confessar que realmente a cama parecia mais confortável com ele lá. E olha que eu nem conseguia me mexer já que a cama é muito pequena para nós dois.

Assim que sai do banheiro reparei que a Lene ainda dormia na cama ao lado. É, aquela seria um longo dia cheio de perguntas maliciosas da Lene.

Depois de alguns minutos olhando para as paredes da sala o pessoal começou a descer.

Puxei o Remus para a cozinha para fazermos o café. E mandei a Dora chamar o Tiago. Aquele infeliz tinha me deixado sozinha.  É horrível você ir dormir com alguém, no bom sentido é claro, e acordar com a cama vazia ao seu lado.

Acho que eu estou parecendo aquelas esposas irritadas.

Vai ser um longo dia.

Só voltei a mim quando senti o perfume dele por perto. Tinha certeza que ele tinha entrado na cozinha. E tive a confirmação comprovada quando escutei risadas abafadas.

Eu sabia do que ele estava rindo. Eu fiz o Remus colocar aquela avental para me vingar por que ele ainda cismava em não me contar nada sobre ele e a Dora.

– Não ria ou vou fazer você usar um também. – comentei sem tirar os olhos das frutas que eu cortava.

– Bom dia para você também ruiva. – ele respondeu e eu sei que ele estava sorrindo.

Ele simplesmente foi até mim segurou meu rosto entre as mãos e me deu um beijo no rosto.

Juro que não sei se ficava com raiva por que ele não me beijou ou se ficava aliviada por ele ter me dado um simples beijo no rosto.

– Bom dia! – eu respondi ainda confusa.

Eu não iria deixar ele me beijar!

– Bom dia Pontas. Me ajude com as torradas, sim? – pediu o Remus já prevendo a briga.

– Bom dia! – respondeu o Tiago ainda sorridente.

Esse vai ser um longo dia!

Narrado por Tiago Potter

 

Rapidamente terminamos de arrumar as coisas para o café e logo todos já estavam sentados comendo.

Vi o Remos de mãos dadas com a Dora por de baixo da mesa. Ainda não entendi por que eles não querem que saibamos sobre o namoro deles.

Olhei para o Sirius esperando algum plano, tirando o que ele já estava pensando para de noite.

Ele me olhou sugestivamente. É! Acho que ele tem um plano.

Assim que o Remus deu sinal de que iria se levantar o Sirius já se levantou.

– Aluado te dou uma última chance de nós contar todos os detalhes da noite de vocês. E claro, não me pouco dos detalhes sórdidos.

A Lene olhou para a Sirius como se ele fosse um alien. A Lily quase se engasgou com a torrada. A Dora e o Remus disputaram para ver quem estava mais vermelho e eu fiquei espantado com a objetividade dele. Geralmente o Sirius arruma planos malucos, nunca vai falando na cara o que quer.

– Acho que não entendi direito. – respondeu o Aluado tentando se recuperar do susto.

– Não vou deixar vocês dois em paz até que me dêem informações, então antes que eu os torture estou dando uma chance de vocês contarem por livre e espontânea pressão. – respondeu o Sirius sorridente.

Essa eu quero ver!

– Sem chances Sirius. – respondeu a Dora dando de ombros antes de pegar na mão do Remus e puxá-lo para fora da cozinha.

– Lenezinha, vou ter que te deixar de vela do Pontas e da ruivinha agora. – ele disse dando um beijo no rosto da Lene e saindo atrás do Remus e da Dora.

– Aposto um galão que ele consegue. – disse a Lene instantes depois que o Sirius saiu da cozinha.

– Estou nessa. – eu disse sorrindo.

Olhamos para a Lily esperando ela se manifestar sobre a aposta, mas ela só revirou os olhos.

– O que? – ela perguntou depois de alguns minutos que olhávamos para ela.

– Não vai participar da aposta? – perguntou a Lene.

– Aposto que eu consigo mais informações que ele. – ela respondeu colocando mais um pedaço de torrada na boca e saindo da cozinha.

– Ela disse que esta na aposta? – eu perguntei inconformado para a Lene.

– Ela disse que vai conseguir informações? – me perguntou e Lene.

Achei melhor ir espiar o que o nosso casal estava fazendo para se livrar do Sirius, mas tive que me escorar na parede do corredor quando vi o Aluado e a Dora, cada um sentado em um canto da cama de casal com um Sirius sorridente no meio deles.

– Eu amo o meu trabalho! – comentou o Sirius sorrindo.

– Por que você não vai arrumar alguma coisa para fazer? – perguntou o Aluado para o Sirius.

– Por que eu adoro perturbar vocês. – ele respondeu dando de ombros.

Antes de ir escovar os dentes passei no quarto das meninas que estavam tendo mais uma discussão calorosa.

– Não vai mesmo me contar? – perguntou o Lene irritada cruzando os braços.

– Quantas vezes eu vou ter que falar que não aconteceu nada? Você estava aqui do lado lembra? – respondeu a Lily se jogando na cama dela.

– Vocês dormiram juntos! – comentou a Lene revirando os olhos.

Já vi que eu era o assunto da discussão.

Melhor eu interferir antes que a Lily fique com raiva.

– Olá amores da minha vida! – eu disse entrando no quarto.

– Você deveria bater na porta. – comentou a Lily sem nem me olhar.

– E vocês deveriam parar de brigar. – eu respondi piscando para ela.

– A Lene que começou. – respondeu a Lily dando de ombros.

– Só me prometam que vão me contar caso aconteça alguma coisa entre vocês. – pediu a Lene.

– Acho que ela ficou traumatizada por que a Dora não quis contar nada. – me disse a Lily sussurrando.

– Eu ouvi! – reclamou a Lene.

A Lily só deu de ombros.

– Vou arrumar aquela cozinha. – disse a Lene por fim se cansando de nos olhar.

– Boa sorte com o Sirius e o casal. – respondi sorrindo.

– Eu vou realmente precisar. – ela disse derrotada.

– Ela realmente vai precisar. – comentei rindo quando a Lene saiu do quarto. – Mas qual o motivo da briga? – perguntei tentando me conter para não rir.

– Preciso mesmo responder? – ela me perguntou emburrada.

– Deixa para lá. – respondi rindo.

– Você acordou depois que eu dormi? – ela me perguntou olhando para as unhas.

Eu sei que ela estava tentando disfarçar, mas pelo visto já descobri por que ela estava com raiva hoje pela manhã.

– Acordei quando estava começando a amanhecer, mas como você estava quase caindo da cama achei melhor ir para a minha e deixar você dormir sossegada.

– Você poderia ter me acordado. – ela respondeu dando de ombros.

– Para que? Você estava dormindo tão bem. Alias, por que você não me acordou ontem de noite? – eu perguntei já tentando tirar uma confissão dela.

Claro que ela nunca iria confessar, mas não custa tentar.

– Fiquei com dó. Você estava sorrindo enquanto dormia. Achei engraçado. – ela me respondeu olhando para o outro lado.

Por que será que quando ela quer fugir de mim ela sempre olha para o outro lado?

Deve ser coisa de mulher!

– Acha que o Sirius vai conseguir alguma coisa perturbando o Aluado e a Dora o dia inteiro? – eu perguntei para descontrair.

– Na verdade acho que tenho um plano. – ela me respondeu sorrindo.

– Que seria? – perguntei já ficando curioso.

– Só te conto na hora certa. E é claro, se o plano do Sirius der certo o meu também vai dar e na metade do tempo. – ela respondeu piscando para mim.

Eu já disse que ela fica linda assim com essa cara de marota?

– Isso é muita maldade ruiva. Você começa e depois não quer terminar. – eu disse fazendo a minha melhor cara de cervo abandonado.

– Vou te deixar na curiosidade até a hora certa. – ele respondeu rindo.

Acho que a minha melhor cara de cervo abandonado não esta mais fazendo efeito.

– Vou ver o que aqueles loucos estão fazendo. – ela me disse se levantando. – Você não vem?  – ela me perguntou quando já estava na porta do quarto.

Dei de ombros e me levantei para ir com ela.

Eu não tinha mesmo o que fazer!

Quando chegamos ao quarto de casal, vimos uma cena um tanto quanto cômica. A Lene estava sentada na poltrona no canto conversando com o Sirius que estava sentado no meio do nosso casal preferido. Já a Dora estava em uma ponta da cama e o Aluado do outro lado, ambos de cara fechada.

– O que aconteceu dessa vez? – perguntei assim que entrei no quarto.

– Eles estão com frescura. Eu já disse que não tem problema nenhum eles ficarem se beijando na minha frente. – respondeu o Sirius com aquela falsa cara de inocente que eu conheço.

– O que você aprontou? – perguntou a Lily desconfiada.

– Eu? Por que sou sempre eu o acusado por piores atos? – perguntou o Sirius fingindo estar magoado.

– Por que é sempre você que os faz. – respondeu a Lene que até agora só ria.

– Calunia! – gritou o Sirius fingindo revolta.

Acho que se ele tivesse tentando enganar outra pessoa ele até conseguiria.

– Vamos encurtar a história? – perguntou a Lily já entediada.

– O Remus beijou a Dora e o nojento do Sirius colocou o dedo na boca dos dois. – comentou a Lene fazendo uma careta de nojo, que a Lily acompanhou.

Eca!

Narrado por Lílian Evans

O Sirius é muito nojento.

Tudo bem que eu sou a favor de torturar os dois para conseguir informações, mas isso já é de mais.

– Mas eu fiz em legitima defesa! – reclamou o Sirius.

– Essa eu quero ver. – escutei a Lene falando sozinha.

– Pode ir se explicando Sirius. – pedi.

– Eu não mandei você ficar no meio do caminho. – comentou o Remos dando de ombros.

– Foi legitima defesa. Eles ficaram se agarrando em cima de mim. – reclamou o Sirius.

– Quem mandou você ficar no meio do caminho? – reclamou a Dora dando de ombros.

– Pelo menos alguém por aqui viu os dois se beijando. – reclamou o Tiago.

– Se beijando? Eles estavam quase se engolindo. Estava me enjoando com tanto amor. – reclamou o Sirius com uma careta.

– Exagerado! – comentou a Lene revirando os olhos.

– É a mais pura verdade! Eu estava aqui inocentemente tentando manter uma conversa civilizada com os meus queridos amigos e a única coisa que eles estavam pensando era em ficar se agarrando por aí. – reclamou o Sirius fazendo aquela sua cara de inocente.

– Por que você não foi conversar civilizadamente com a Marlene? Ela estava disponível. – reclamou o Remos.

– Só por que eu não estava com a boca ocupada tentando engolir alguém do sexo oposto não significa que eu estava “disponível”. – reclamou a Marlene.

– E o que você estava fazendo? – perguntei desconfiada.

Aposto que a Lene só estava lá olhando toda a confusão.

– Eu estava admirando a paisagem. – respondeu a Lene entediada.

– Ou seja, ela estava admirando o Sirius. – comentou a Dora maldosamente.

– Eu sei que eu sou gostoso, não precisam ficar com ciúmes. – respondeu o Sirius dando aquele sorriso “eu tenho trinta e dois dentes”.

– Na verdade a paisagem seria a janela. – comentou a Lene revirando os olhos entediada.

– Engraçado… Eu me lembro de ter fechado todas as janelas com madeira para que ninguém nos visse aqui na casa dos gritos. – comentou o Tiago segurando o riso.

– Como eu disse… Eu sou gostoso! Não precisa ficar com vergonha de admitir. – comentou o Sirius com outro de seus sorrisos irritantes.

– Estamos perdendo o foco da conversa. – comentou a Marlene mudando de assunto.

Alguém mais reparou que ela não discordou do Sirius?

– E qual seria o foco da conversa? – perguntou a Dora na sua maior inocência.

Será que a Dora é tão inocente assim ou ela só finge ser?

– O foco da conversa é você e o Remus se engolindo. – respondeu a Lene maliciosa.

– E eu a criança inocente presenciando essa cena imprópria para menores de dezoito anos.

– Não mandei você ficar para assistir. – comentou o Remus.

Quem diria que o Reminho fosse tão maroto assim!

– E a briga continua! – comentou o Tiago comigo quando a Sirius e o Remus começavam mais uma briga sem sentido.

– Isso é tão divertido! – comentou a Lene sorrindo e mantendo os olhos na briga.

– Quer fazer uma aposta? – me perguntou o Tiago que estava sentado ao meu lado no chão perto da porta.

– Depende…  – respondi incerta.

– Aposto que eles vão ficar assim até o final do dia. – comentou o Tiago sorrindo.

– O que vou ganhar isso não acontecer? – perguntei pensativa.

– O que você quiser. – ele me respondeu com um belo sorriso torto.

Eu sei que eles não vão discutir até de noite, por que eu tenho um plano. Será que devo ganhar a aposta?

– Que cara marota é essa Lily? – ele me perguntou me olhando atentamente.

– Isso é a maior injustiça. Eu estava aqui quieta! – escutei a Lene reclamando.

– Estou na duvida se ganho de você ou se não deixo você pagar o mico de perder para mim duas vezes seguidas. – respondi piscando

– Que tal você me contar seu plano? – ele me perguntou com uma carinha muito fofa de cachorro de caiu da mudança, no caso, cervo.

Mordi os lábios tentando não dizer nenhuma besteira.

Se ele soubesse como fica terrivelmente irresistível assim…

– Mas ninguém aqui esta falando do encontro noturno da ruiva com o chifrudo. – escutamos o Sirius reclamando.

– É cervo! – disse o Tiago um pouco irritado, mas sem tirar os olhos de cima de mim.

– Que encontro noturno? – perguntou o Remus.

Eu fui obrigada a tirar os meus olhos do Tiago ou então cometeria uma besteira.

Em situações normais essa seria a ora que eu gritaria e sairia correndo fingindo estar irritada, mas como não tem como correr por aqui, resolvi voltar minha atenção para a conversa dos demais que tinha o meu nome.

-… juntinhos. Foi muito fofo! Quando eu cheguei ao quarto lá estavam eles dormindo abraçados para espantar o frio. Uma cena tão romântica! – disse a Lene com os olhos brilhando.

Eu já disse que às vezes a Lene me assusta?

-Então quer dizer que vocês estão dormindo juntos e não contaram para ninguém? – perguntou o Remus malicioso.

Senti meu rosto esquenta no mesmo instante. Será que é possível morrer de vergonha?

– Não é bem assim. – eu murmurei sentindo meu rosto queimando.

– Viram a cor que ela ficou? É claro que eles estão escondendo alguma coisa. – comentou a Lene.

– Na verdade só estamos conversando e a acabamos dormindo. – mentiu o Tiago.

Ele acabou dormindo e eu resolvi voltar para a minha cama mesmo com ele lá.

Será que é pecado? Ok! Eu sei que era para eu estar fingindo odiá-lo e tudo mais, mas as coisas são mais difíceis com ele por perto tanto tempo.

– Conversando? – perguntou a Dora com um sorriso travesso.

– Conversando! Acham que é impossível um homem e uma mulher serem amigos? – perguntei tentando parecer irritada.

– É perfeitamente normal. Afinal todos nos aqui somos amigos, só não é normal, Lilian Evans e Tiago Potter serem amigos. – comentou o Sirius.

– Pois acho melhor vocês irem se acostumando! – comentou o Tiago.

– Não vão mesmo contar o que rolou em baixo dos cobertores? – perguntou o Sirius malicioso.

Vi o Tiago lançando um olhar assassino para o Sirius e soltou uma bela gargalhada, sendo acompanhado por todos, exceto o Remus que se segurava para não ir.

– Eles estavam sem cobertor Six. Eles estavam se esquentando com calor humano. – comentou a Lene.

Não achei a menor graça!

– Não vi a menor graça. – comentou o Tiago. – Se vocês ainda não cresceram o suficiente para saber que a diferença entre dormir e se agarrar acho melhor começarem a rever seus conceitos. – comentou o Tiago nervoso se levantando.

Todos param de rir na mesma hora e ficaram encarando o Tiago pasmos.

Claro que eu também o olhei estranhamente. Não é dele, brigar com os amigos, principalmente assim só por causa de uma brincadeira.

– Vamos para outro lugar Lily? – ele me perguntou me estendendo a mão.

Ainda com a boca aberta eu assenti e segurei a sua mão.

Seguimos calados até a sala e nos sentamos no sofá.

– Desculpe! – ele pediu com a cabeça baixa.

– A culpa não foi sua. – respondi tentando ver seu rosto.

Eu nunca tinha o visto tão irritado!

– Eu que acabei dormindo na sua cama. – ele respondeu ainda parecendo tentando voltar ao seu estado normal.

– E eu fui não te acordei. – respondi sentindo novamente meu rosto queimar, mas pelo menos agora não queimava tanto quanto antes. – Ei! Vamos parar de nos lamentar por isso. Não fizemos nada de mais. Eles que estavam tentando tirar a conversa de cima deles e jogaram para cima de nós. – respondi tentando sorrir.

Eu sei que o que eu disse é a mais pura verdade, mas não é tão fácil assim aceitar.

Escutei o Tiago dando um suspiro cansado e depois me olhando.

– Você tem toda razão. – ele me disse sorrindo.

Daí por diante a conversa fluiu maravilhosamente bem.

Não vi quanto tempo se passou, mas vi quando o Remus desceu as escadas para nos chamar para fazer a comida.

– E cadê o Sirius? – perguntei.

– Ele disse que iria aproveitar que eu ia ficar cozinhando e ia tomar um banho. – respondeu o Remus dando de ombros.

Foi quando me lembrei do meu maravilhoso plano.

O Remus colocou a avental e foi lavar o arroz enquanto eu e o Tiago preparávamos o tempero do frango.

– Tiago você se incomoda de fazer só eu e você o almoço? – perguntei quase sussurrando para que o Remus não ouvisse.

– Qual o plano ruiva? – ele me perguntou sorrindo.

– Topa ou não? – perguntei sem me preocupar em responder.

– Claro. – ele respondeu dando de ombros.

– Remus! – chamei largando a panela.

– Fala Lily. – ele disse escorrendo a água do arroz.

– Sei que você queria estar lá em cima com a Dora e aproveitar os momentos longe do Sirius. – comentei.

– Não posso negar. – foi o que ele me respondeu.

– O que faria se nós te dispensássemos do almoço? – perguntei sugestivamente.

– Agradeceria muito. – ele respondeu nos olhando procurando respostas.

– Você pode fazer mais que isso Aluado. – o Tiago comentou já entendendo onde eu queria chegar.

– O que vocês querem? – ele nos perguntou muito desconfiado.

– Queremos informações. – respondi dando de ombros.

– Informações? – perguntou o Remus.

– Exatamente. – respondemos juntos sorrindo inocentes.

– Que tipo de informações? – ele perguntou muito desconfiado.

– Quero saber quem propôs dormirem no mesmo quarto. – eu disse na mesma hora.

– E quem propôs dormirem na mesma cama. – completou o Tiago.

Acho que a pergunta dele foi ainda melhor que a minha.

– Não revelaria isso só por meia hora com a Dora. Posso tirar o atraso depois que o Sirius dormir. – ele respondeu voltando para o arroz.

– Como tem tanta certeza que o Sirius não vai querer dormir no quarto com vocês? – sugeri.

Vi o rosto do Remus ficar branco em poucos segundos, mas logo ele se recuperou.

– É muita informação. – comentou o Remus.

– E se… E se fizéssemos o Sirius desistir do plano? – perguntou o Tiago.

Até parece que isso é possível!

– Impossível! – disse o Remus descrente.

Claro que ele estava descrente, nem eu mesma achava possível fazer o Sirius desistir.

– Acha que eu não consigo? Vamos lá! Conheço o Sirius. – disse o Tiago.

Remus nos olhou ainda um pouco vacilante.

– Uma informação agora e outra depois. – sugeriu o Remus.

– Tudo ou nada. – disse o Tiago confiante.

Ele só pode estar louco. Nós estávamos mais curiosos para saber do que o Remus para beijar a namorada dele, afinal eles poderiam fazer isso depois que o Sirius dormisse.

Ficamos todos nos olhando por alguns instantes até que o Remus começou a ficar vermelho.

– Estou esperando Remus. – comentou o Tiago fingindo star impaciente, mas eu podia ver que ele estava era muito curioso, tão ou mais curioso que eu.

– Eu sugeri o quarto! – ele disse por fim.

Sorri internamente. Eu sabia que esse lobinho não era bobo!

– E as camas? – perguntou o Tiago ainda com aquele ar de impaciência.

– Já contei uma coisa muito humilhante. Por que não aceitam como pagamento? Juro que não perturbo mais vocês se vocês quiserem dar uns amassos por aí. – ele nos disse quase implorando.

– Logo o Sirius desce Remus. – comentou o Tiago escutando o porta de um dos quartos no andar de cima bater.

– É que eu prometi não contar… – ele ainda estava relutante.

– Não vamos zoar nenhum dos dois. – prometi.

O Remus vacilou mais alguns segundos e se deu por vencido.

– Foi a Dora que sugeriu a cama de casal. – ele respondeu relutante.

– Eu sabia! Aquela safada! – eu quase gritei de empolgação.

– Vai lá com a sua namorada que eu cuido do Sirius. – respondeu o Tiago se segurando para não rir da minha cena.

Assim que o Remus saiu da cozinha eu comecei a pular de felicidade.

Eu sei que é uma coisa boba, mas eu estava realmente muito feliz. Não estou acreditando que a Dora teve tanta cara de pau assim. E eu pensando que ela era a mais quietinha!

O Tiago sorriu para a minha euforia, e ficou me olhando enquanto eu ainda pulava de felicidade.

Depois de alguns minutos que tínhamos voltado a fazer o almoço o Sirius entrou revoltado na cozinha.

– Como vocês liberam o Aluado assim? – ele perguntou irritado.

– Por que combinamos com ele. – eu respondi ainda sorrindo.

– Por que esse sorriso todo? Perdi alguma coisa? Vocês se entenderam? – ele perguntou nos olhando desconfiado.

– Temos uma informação valiosa. E trocamos por você não perturbar mais o Aluado e a Dora. – comentou o Tiago.

– Eu não concordei com nada. – reclamou o Sirius.

– Mas você vai concordar. – comentei sorrindo.

– Dá para vocês me contarem logo? Esse sorriso todo da Lily esta me deixando curioso. – ele disse impaciente.

– Só se não atormentar mais ou dois. – impôs o Tiago.

– Se a informação for boa. – ele disse dando de ombros.

– O que diria se te dissemos que sabemos qual dos dois que sugeriu que dormissem no mesmo quarto?

Vi os olhos do Sirius brilhando de curiosidade.

– Diria que ainda posso perturbá-los um pouco. – ele respondeu indeciso.

– Por isso que temos algo mais. Descobrimos também quem foi o pervertido que sugeriu a cama de casal. – comentou o Tiago sorrindo.

– Nunca mais chego perto daquele casal chato! – disse o Sirius na mesma hora.

– Foi o que pensei. – comentou o Tiago me olhando e sorrindo. – Pode fazer as honras Lily. – ele me disse ainda sorrindo.

Se é que é possível eu sorri ainda mais com a grande noticia.

– Foi o nosso amigo lobinho que sugeriu os quartos. – eu disse empolgada.

– Eu sabia! Aquele lobo safado! Os mais quietos são os piores… Olha só… Tentando esconder o jogo!

– E tem mais… – disse o Tiago interrompendo os devaneios do Sirius.

– E foi a Dora que sugeriu a cama. – eu disse agora pulando e novo e rindo da cara do Sirius.

– Safadinha! – escutei o Sirius dizendo.

Pelo sorriso do Sirius eu diria que as coisas vão ficar bem interessantes por aqui.

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sobre Vanessa Sueroz

Autora dos livros Confusões em Paris, Minha última chance, Odiado Admirador Secreto, Presente de Aniversário, Eu te amo mais e Três Botões.


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