A casa dos gritos – Cap 7


Anteriormente:

– Mas são as suas malas para a viajem. – comentou a Dora.

– Na verdade são as malas de vocês. Eu já sabia de tudo. – eu disse se escondendo atrás do Remus.

– Sua traidora! – gritamos as três juntas.

E logo começou uma caçada a Alice ali na pequena sala da casa dos gritos enquanto os marotos riam.

Que saber? Acho que não vai ser tão ruim assim passar alguns dias com eles.

Cap 7 – Quartos

Narrado por Lílian Evans

A tarde passou rapidamente entre brincadeiras e muitas risadas, parece que a Alice estava muito feliz.

Não sei exatamente o que ela aprontou com os meninos mais cedo, só sei que pelo visto tudo aconteceu do jeito que ela queria.

Já estava chegando perto das cinco da tarde quando a Alice resolveu que tinha que ir embora.

Depois de deixá-la no alçapão perto do salgueiro que achamos melhor ir decidir como seria a divisão dos quartos.

– E onde vamos dormir? – perguntou a Dora depois que finalmente conseguimos juntar todos na sala.

-Eu não me incomodo de dormir no mesmo quarto que uma de vocês. – respondeu o Sirius sorrindo.

– São todas camas de solteiro, não é? – perguntei desconfiada.

– Na verdade são quatro de solteiro e uma de casal. – respondeu o Remus pensativo.

– Podemos tentar colocar uma das camas de solteiro no quarto de casal, ai dormiríamos todas juntas. – sugeriu a Lene.

– A idéia até que é boa, mas os quartos são pequenos, não caberia mais uma cama. – respondeu o Tiago.

– Não vou dormir com nenhum dos meninos. – disse a Lene na mesma hora.

– Eu muito menos. – achei melhor já colocar a minha posição logo.

– Não acho muito certo alguém dormir em casal. Se quiser uma de vocês fica com a cama de casal e um de nós dorme aqui na sala. – sugeriu o fofo do Remus.

– Até que a idéia não é ruim. – comentou o Tiago. – Podemos nos revezar na sala.

– Vocês estão ficando malucos? Que mal há em dividirmos um quarto com uma delas? Não precisa ser o quarto de casal, mas dormir na sala com uma cama sobrando? – reclamou o Sirius.

Eu achei melhor nem reclamar dele, afinal de certa forma ele estava certo, não me importaria de dormir no mesmo quarto que ele ou o Sirius o problema é que as coisas sempre sobram para mim e iria acabar eu e o Tiago na cama de casal, e isso realmente não vai ser nada bom.

– Eu… – começou o Remus com a maior cara de insegura que já vi.

Ele estava com a cara pior do que no dia que eu descobri que ele é um lobisomem e fui conversar com ele.

– Podemos fazer um sorteio. – sugeriu a Dora.

– Seria justo, mas já aviso que não durmo no mesmo quarto o safado do Sirius. – comentou a Lene.

– Ei! Eu não sou safado, eu sou irresistível. – respondeu o Sirius com aquele sorriso cínico .

– Certo… Então como vamos dividir o quarto? – perguntou o Tiago impedindo a futura briga da Lene com o Sirius.

– Podemos ver isso um pouco mais tarde? – perguntou o Remus egnimático.

Olhamos todos para ele sem entender, mas enfim concordamos.

– E o que vamos comer na janta? Pizza? – perguntei rindo.

– O que é pisa? – perguntou o Sirius coçando a cabeça sem entender.

– Uma comida maravilhosa. – eu disse já ficando com água na boca.

– Já que é tão boa você poderia fazer Lily. – sugeriu a Lene.

Esses bruxos sangue puro não entendem realmente nada da culinária trouxa.

– Eu não sei fazer. – dei de ombros.

– Quando formos para a sua casa você poderia apresentar a pizza para eles Lily. – sugeriu o Remus.

– Agora vou ficar com vontade de comer pizza até lá. – reclamei.

– Podemos arrumar tudo e fazer lanche. – sugeriu o Tiago.

– Cachorro quente! – gritou a Dora sorridente.

– Combinado! – todos dissemos juntos.

– Quem aqui sabe cozinhar? – perguntou a Lene. – Assim dividimos as tarefas, uns cozinham, outros lavam a louça e assim por diante.

– Eu aprendi com a minha mãe. – eu disse dando de ombros.

– Eu sei pouco, mas posso ajudar na cozinha. – comentou o Remus.

– O máximo que eu sei fazer é salada. – brincou a Dora.

– Eu sei fazer usando magia. – comentou a Lene dando de ombros.

– E você Tiago? – perguntou a Dora. – Já sabemos que de cozinha o Sirius não entende nada.

– Ele cozinha muito bem. – respondeu o Sirius pelo Tiago.

– Perfeito então. A Lily, o Remus e o Tiago ficam responsáveis por encher a nossa barriga e nós três lavamos a louça. – comentou a Lene apontando para o Sirius e para a Dora.

– Já vi que vamos viver de lanche esses dias. – brinquei olhando para a cara do Tiago e do Remus.

Eles não tinham cara de saber fazer muita coisa na cozinha, e eu realmente nunca me lembro muito bem às receitas.

– Então acho melhor vocês irem tomando conta da nossa janta que nós vamos para lá, assim não atrapalhamos. – comentou a Lene sorrindo maldosa para nós.

Os três saíram da sala me deixando sozinha com aqueles malucos.

– Cachorro quente então? – perguntou o Remus.

– Eu cuido do molho. – comentei já indo localizar as coisas no armário.

– Eu corto a salada. – comentou o Remus na mesma hora.

– Já entendi, o purê é meu. – respondeu o Tiago me acompanhando a procura de uma boa panela.

Poucos minutos depois me distrai do molho para olhar o Remus que já começava a lavar a pouca louça que tinha sujado. Vi que a tigela com a salada já estava pronta, com suas folhas devidamente cortas e ingredientes misturados.

Sorri para meu querido amigo quando ele passou por mim para pegar o pano para secar as mãos.

Foi quando meus olhos foram parar no Tiago que com um garfo olhava se as batatas já estavam cozidas.

Fiquei observando cuidadosamente ele trabalhando. Era novo para mim vê-lo tão sério e concentrado. Ninguém na cozinha falava, não sei por que, mas o clima estava meio pesado, não era aquele silencio gostoso, pelo menos para mim não era.

Narrado por Tiago Potter

Definitivamente eu não estava nem um pouco concentrado nas batatas, eu tentava, mas a voz da Lily não saia da minha cabeça. Acho que a Alice esta certa. A Lily precisa ver quem eu sou de verdade.

“Eu o amo, mas não sou burra!” – na hora que escutei aquelas palavras saindo da boca dela só me concentrei na minha parte da frase, sim ela me ama. Eu sou correspondido! Não preciso sofrer sozinho e muito menos desistir da Lily.

A Felicidade me consumiu de um jeito que não tinha absorvido a segunda parte da frase, foi só agora que paramos para fazer a janta que voltei a pensar no assunto. Preciso fazer a Lily ver que não irá sofrer se ficar comigo.

Fui tirado dos meus pensamentos pelo Remus:

– Já terminei a minha parte. Vão querer ajuda? – ele perguntou sorrindo para a Lily.

– Por aqui esta tudo bem. – respondeu a Lily sorrindo.

– Pode ir Aluado. – respondi sorrindo para ele também.

Aquela cara dele não me engana. O que o Aluado está pensando em aprontar?

– Não vão se matar se eu deixar os dois sozinhos algum tempo? – ele perguntou tenebroso.

– Estamos bem. – respondeu a Lily sem me olhar.

Perdi alguma coisa?

– Aonde vai Aluado? – perguntei desconfiado.

– Resolver o problema dos quartos. – ele respondeu ficando vermelho.

É impressão minha ou essa resposta foi meio evasiva?

Vi a Lily olhando para o Aluado com a sobrancelha levantada. Parece que ela também não gostou muito dessa resposta.

Assim que o Aluado saiu da cozinha voltamos a trabalhar na janta.

Logo as batatas já cozinharam e comecei a amassar.

Não resisti em puxar assunto quando a Lily estava terminando o molho, vi que logo ela inventaria uma desculpa e sairia da cozinha também.

– O que acha que o Remus foi fazer de verdade? – perguntei para quebrar o silencio.

Ela me olhou espantada, acho que não esperava que eu puxasse assunto.

– Na verdade não faço idéia. – ela respondeu dando de ombros. – Pensei que você soubesse do que se tratava.

– Ele não comentou nada. – eu respondi dando de ombros.

– Por que quiseram vir para cá nas férias? Não seria mais fácil ficar no castelo? – ela me perguntou depois de alguns poucos minutos em silencio.

– Na verdade até que seria mais fácil, mas queríamos aproveitar a companhia uns dos outros e se ficássemos no castelo as coisas não seriam como poderia ser por aqui. – respondi pensativo.

– O que você acha que pode acontecer aqui que não aconteceria por lá? – ela me perguntou já abandonando a panela e se sentando na cadeira.

– Não sei direito, mas acho que como só estamos nós por aqui, podemos ser nós mesmos.

– Assim como podemos ser nós mesmos lá no castelo. – ela respondeu dando de ombros.

– Mas não é a mesma coisa. Pensa bem, a Lene quando passa as férias na sua casa se comporta do mesmo jeito do que no castelo? – perguntei.

– Na verdade não tem como ela fazer isso. Lá em casa não tem garotos para que ela fique tendo encontros, e lá só tem coisas trouxas, então ela fica um pouco diferente, mas é normal. – comentou a Lily ainda sem entender.

– Certo, não foi um bom exemplo pegar a sua casa, mas pensa bem, acha que sem tantas garotas por perto o Sirius não vai ficar sendo ele mesmo e conseguir mostrar para a Lene que cara bacana ele é? – perguntei finalmente achando um ponto que a Lily não teria como negar.

– Eu consigo enxergar como o Sirius é longe das garotas, não preciso disso.

– Mas talvez a Lene precise. – respondi.

– Acho que o Sirius que esta precisando enxergar as coisas por aqui e não a Lene. – ela respondeu já se levantando.

Já me vi sozinho na cozinha quando vi que a Lily não estava tomando o caminho para a porta e sim para a geladeira.

– Ok. Confesso que o Sirius realmente tem que ver algumas coisas para poder se entender com a Lene, mas acha que ele conseguiria tendo tantas meninas dando em cima dele o tempo todo?

– Não sei, mas do que adianta ele ser diferente longe delas? Quando voltar às aulas ele vai voltar a ser como antes. – ela respondeu me olhando estranhamente.

Pelo visto essa conversa não é mais sobre a Lene e o Sirius.

– Não necessariamente. As coisas só precisam se resolver, assim que os dois verem como são de verdade não vão precisar mais manter as aparências lá fora. – respondei dando de ombros.

– Então acha que se eles se entenderem os dois vão deixar suas vidas de encontros e vão se dedicar um ao outro? – ela me perguntou pensativa.

– Acho que é mais fácil eles se entenderem do que conseguirem manter a fachada por muito mais tempo. Igual a nós, se simplesmente conseguíssemos ser amigos, acha que quando voltássemos para o castelo às coisas voltariam a ser como antes?

– Se realmente fosse uma amizade sincera… – ela respondeu dando de ombros.

– Pense bem Lily. Podemos tentar não é? – perguntei esperançoso.

– E você realmente acha que pode dar certo? – ela perguntou ainda pensativa arrumando a mesa.

– Acho, se nós parássemos de tentar implicar um com o outro toda hora. – respondi apreensivo.

Ela quieta terminando de colocar as coisas na mesa.

Minha cabeça girava pensando no que ela poderia responder.

Assim que terminei o purê vi que a Lily já tinha até colocado a salsicha no fogo, os talheres estavam todos arrumados na mesa, assim como os pratos e todos os outros ingredientes para o cachorro quente, até mesmo a mostarda e o catchup.

O jantar já estava pronto e já passava das oito da noite.

Assim que jogamos toda a louça suja na pia para o Sirius, a Lene e a Dora lavarem olhei esperançoso para a Lily. Será que ela não sabia que eu estava esperando uma resposta?

Já estava vendo que iria ficar sem resposta quando a estava passando pela porta para ir para a sala.

– É. Podemos tentar ser amigos. – ela disse passando no batente da porta antes de sair.

Narrado por Lílian Evans

Minha cabeça girava. Aquela conversa não era simplesmente sobre o Sirius e a Lene.

– Não necessariamente. As coisas só precisam se resolver, assim que os dois verem como são de verdade não vão precisar mais manter as aparências lá fora. – me respondeu ele despreocupado.

– Então acha que se eles se entenderem os dois vão deixar suas vidas de encontros e vão se dedicar um ao outro? – perguntei já nos colocando na situação, tirando a parte dos encontros, já que dificilmente eu tenho algum.

– Acho que é mais fácil eles se entenderem do que conseguirem manter a fachada por muito mais tempo. Igual a nós, se simplesmente conseguíssemos ser amigos, acha que quando voltássemos para o castelo às coisas voltariam a ser como antes?

Igual a nós… Ele realmente disse isso?

– Se realmente fosse uma amizade sincera… – respondi sem importância.

Se nós nos entendêssemos talvez as coisas não voltassem a ser como antes, talvez!

– Pense bem Lily. Podemos tentar não é? – ele me perguntou em um tom de voz diferente.

– E você realmente acha que pode dar certo? – perguntei pensativa arrumando a mesa.

Não acho que conseguiríamos ser só amigos, se é que ele realmente gosta de mim.

– Acho, se nós parássemos de tentar implicar um com o outro toda hora. – ele respondeu dando de ombros.

Eu não implico com ele, pelo menos, não tanto assim.

O que tem de mais em não aceitar algumas atitudes dele?

Eu sei que o Sirius é meu amigo e faz a mesma coisa, mas é completamente diferente, eu não tenho vontade de beijar o Sirius.

Se ele parasse de me chamar para sair e tivéssemos algum tempo juntos sem brigas talvez isso de certo.

Ainda pensando nisso terminei de arrumar toda a mesa e coloquei a salsicha para ferver.

O jantar já estava pronto e já passava das oito da noite.

Assim que jogamos toda a louça suja na pia para o Sirius, a Lene e a Dora lavarem o Tiago me olhou novamente, eu sei que ele estava esperando uma resposta para a nossa trégua muda. Mas eu ainda não tinha certeza se iria me conter ficando perto dele.

Achei melhor ir tomar banho e depois dar uma resposta, mas quer saber? De qualquer jeito vou ter que conviver com ele esse tempo, nada melhor do que tentarmos ser amigos, melhor do que nada.

– É. Podemos tentar ser amigos. – eu disse antes de sair da cozinha e ir rumo a minha mala para pegar as coisas para um bom banho.

Enrolei o máximo que pude no banho, ainda estava imaginando a cara do Tiago quando sai da cozinha.

Quando desci vi todos na sala, exceto a Dora e o Remus, o que é bem estranho já que o Remus esta evitando ficar perto da Dora.

Resolvi dar uma de chata já que não queria começar pegando pesado e sentando ao lado do Tiago, então me sentei no pequeno espaço entre a Lene e o Sirius.

– Olha onde a nanica quer sentar. – reclamou o Sirius.

– Eu não sou nanica! – reclamei mostrando a língua.

– Só é muito pequena. – ele respondeu piscando o olho.

– Mas você gosta dessa pequena aqui. – brinquei.

– Adoro! – ele disse me pegando no colo.

– E lá vão eles nos ignorar de novo. – reclamou a Lene.

Nem liguei. Estava mais preocupada em onde o Sirius iria me jogar.

– Diga que eu sou o homem mais sexy, bonito, inteligente e irresistível que você conhece. – ele exigiu.

– Não conto mentiras Six. – respondi rindo.

– Então sofra as conseqüências! – ele respondeu rindo e andando comigo pela sala.

– Socorro! – gritei quando o Sirius ameaçou me jogar no sofá.

– Não tema ruiva, a super Lene vai salva-la. – disse a Lene subindo no sofá.

– Essa eu quero ver. – escutei o Tiago dizendo e rindo.

Não preciso entrar em detalhes quando digo que a Lene tropeçou e levou nós três ao chão, não é?

Mas antes mesmo de sentir meu corpo batendo no chão eu escutei a voz do Tiago reclamando de dor, para segundos depois sentir minha bunda batendo no chão e minha cabeça em alguma coisa fofa, pensei que o pior já tinha passado, mas senti os dentes do Sirius na minha barriga e mais alguns gemidos de dor.

Tentei levantar a minha cabeça para ver como nos encontrávamos. A cena estava bem engraçada, Tiago estava próximo a minha cabeça jogado no chão de barriga para baixo, eu estava de barriga para cima e com a bunda doendo, e claro, com a cabeça do Sirius babão na minha barriga, não pude ver direito onde a Lene estava, mas pelo “Ai” alto dela, ela também não estava em um lugar agradável.

– Sirius! – chamou a Lene com uma voz arrastada.

– Ah? – ele perguntou babando na minha barriga.

Esse nojento!

– Dá para tirar a sua perna de cima de mim? – ela perguntou irritada.

– Oh Lene! – chamou o Sirius depois de alguns segundos quieto.

– Ah? – ela perguntou nervosa.

– Se você soltar o meu pé eu tiro a perna. – ele respondeu continuando a babar em cima de mim.

– Oh Sirius! – eu chamei.

– Que? – ele perguntou levantando um pouco a cabeça para me ver.

– Dá para você parar de babar em cima de mim? – perguntei irritada.

– Oh Lily! – ele me chamou.

– Que é? – perguntei.

– Sua barriga é gostosa! – ele respondeu rindo.

– Oh Tiago! – eu chamei.

– Diga! – ele disse levantando um pouco a cabeça do chão.

– Bate no Sirius para mim. – eu pedi fazendo bico.

– Oh Lene! – chamou o Tiago.

– Que? – ela perguntou já de pé.

– Bate no Sirius aí. – ele pediu.

– Oh Lene! – chamou o Sirius na mesma hora.

– Que é? – ela perguntou irritada.

– Não bate em mim não! – ele pediu tentando levantar de cima de mim.

– Oh Lily! – chamou o Tiago assim que o Sirius se levantou.

– Que? – perguntei ainda não querendo me levantar, estava toda dolorida.

– Dá para tirar a cabeça de cima do meu braço? – ele perguntou.

Sentei-me no chão e percebi que eu estava com a cabeça em uma almofada e o Tiago estava com o braço em baixo dela.

– Por que você também caiu? – perguntou o Sirius.

– A Lily ia bater a cabeça. – ele respondeu se sentando.

Depois de toda essa confusão escutamos a voz do Remus:

– Que caras são essas? – ele perguntou segurando o riso.

– Não pergunte. – respondemos a Lene e eu.

Depois de um pouco de reclamação por parte de nós, meros mortais destrambelhados fomos todos jantar.

Claro que os primeiros minutos da janta a única coisa que se ouvia eram os talheres, e alguém dizem algo como “Passa a faca” ou “Passa a mostarda” ou até mesmo “Alguém ai viu onde esta o purê?”, claro que essa última tinha que ser do Sirius.

A conversa só voltou a fluir quando todos já estavam no seu segundo ou até terceiro pão (leia terceiro pão para os marotos).

– Vamos para a sua casa que dia Lily? – perguntou o Remus.

– Eu vou dia vinte e seis e vocês vão para lá dia vinte e sete. – respondi dando de ombros.

– Não é mais fácil irmos todos juntos? – perguntou a Dora.

– Na verdade eu preciso preparar meu pai para conhecer os marotos e dar à maravilhosa noticia para a Petúnia que ainda não sabe que vocês vão para lá.

– Preparar seu pai para que? – perguntou o Sirius desconfiado.

– Vamos dizer que ele sempre me escutou falar muito mal de vocês. O que vocês acham que ele vai fazer quando souber que vocês vão ficar uns tempos lá em casa? – eu perguntei sorrindo.

– Acho que comigo ele não vai fazer nada, mas tenho dó do veadinho. – comentou o Sirius fazendo uma falsa cara de inocente.

– É cervo! – gritou o Tiago nervoso.

Eu já disse que adoro quando ele fica nervoso? Fica tão sexy com as bochechas vermelhidas e as sobrancelhas juntas.

Ok! Ignore esse meu momento de loucura!

– Meu pai é tranqüilo. – respondi dando de ombros.

– Ele não é tão simpático quando o seu cunhado vai lá. – comentou a Lene.

– Vamos dizer que compartilhamos a mesma opinião sobre o Valter. – comentei com um sorriso inocente.

– Pela sua cara já até imagino qual seja. – comentou o Remus rindo.

– Não posso fazer nada se ele mais parece um balão do que um noivo. – respondi sorrindo tentando parecer ainda mais inocente.

– Sabe Lily… Também acho que assim como o veadinho você também terá problemas com o pai dele. – comentou o Sirius com aquele sorriso malicioso.

– E por que eu teria problemas com o pai dele? – perguntei ignorando a cara de tédio do Tiago.

– O pai do Tiago odeia ruivas. – comentou o Sirius.

– Ainda não entendi como irei ter problemas. – respondi fingindo não saber onde ele queria chegar com toda aquela história.

– E como vocês pretendem manter uma boa amizade se você não puder ir a casa dele? – perguntou o Remus entrando na brincadeira do Sirius.

– Sem contar que ele também não vai poder ir a sua. – comentou a Dora.

– Nos vemos na escola. – respondi dando de ombros.

– Ou podemos nos ver na casa dos nossos queridos amigos. – comentou o Tiago.

– Também. – respondi dando de ombros mais uma vez.

– Então vocês vão fugir juntos? – perguntou a Dora.

– Me recuso a continuar esse assunto. – comentou o Tiago emburrado.

– Mudando de assunto… Por que não passamos uns dias na casa da Lene? – perguntei.

– Com o meu pai lá? Nem pensar! Ele nunca deixaria os meninos irem lá. – ela respondeu.

– Principalmente se for o Sirius. – comentou a Dora.

– Aposto que ele não iria gostar do Sirius. – respondi rindo.

– Eu sou irresistível, não há ninguém que não goste de mim. – respondeu o Sirius com o seu maior sorriso.

– Se você sorrir mais vai acabar entortando a boca. – eu disse rindo.

– E se você não crescer mais vai ser pisoteada. – ele respondeu mostrando a língua, no que é claro eu retribui.

Conversa vai, conversa vem e ninguém tocava no assunto principal, ou seja, a divisão dos quartos. Como alguém pode esquecer uma coisa tão importante como essas? Ninguém tinha nenhuma idéia ainda sobre como iríamos fazer isso.

– Acho que tenho uma idéia para os quartos. – disse o Tiago de repente cortando a Lene que iria falar alguma bobagem.

Aposto que a idéia dele é nós dois dormirmos juntos.

Narrado por Tiago Potter

Eu estava aqui tentando encontrar alguma maneira de agradar a Lily quanto aos quartos. Eu sei que todos vão nos empurrar para o quarto de casal e sei melhor ainda que a Lily não vá ficar feliz com isso. Foi nessa hora que eu tive a brilhante idéia:

– Acho que tenho uma idéia para os quartos. – eu disse empolgado.

Vi a Lily me olhando com uma careta, aposto que ela pensou que minha sugestão seríamos nós dois no quarto de casal, sinceramente eu iria adorar, mas como eu sei que a Lily não vai gostar nada disso…

– E qual seria a sua brilhante idéia? – perguntou o Sirius.

– Colocamos duas meninas no quarto de casal. – eu respondi sorrindo.

A minha idéia é brilhante.

– E ainda teria um quarto misto. – comentou a Lene.

– Não era mais fácil vocês terem transfigurado as camas? – perguntou a Lily revirando os olhos.

– Seria se desse para fazer isso. – comentou o Sirius.

– Nós só conseguimos melhorar as camas e não criar novas. – complementou o Sirius antes de enfiar mais um pedaço de pão na boca.

– Então voltamos à estaca zero. – comentou a Lene emburrada.

– Alguém tem mais alguma idéia? – perguntou a Lily também emburrada.

Não sei por que, mas as mulheres são tão sentimentais.

– O Remus não falou que iria resolver o problema das camas? – perguntei me lembrando que ele falou que iria resolver o problema antes de sair da cozinha.

– É verdade! Ele disse que iria resolver o problema. – comentou a Lily fazendo todos olharem para o Remus que ficou vermelho em questão de segundos.

Como o Remus não disse nada, só ficou lá abaixando a cabeça e parecendo um pimentão.

– E então? Resolveu ou não? – perguntou o Almofadinhas.

– É que… – ele começou.

– Estamos esperando Remus. – comentou a Lene apressando o Aluado.

– Ele resolveu sim. – respondeu a Dora.

Como ela sabe?

Logo todos os nossos rostos viraram para a pequena maluca da Dora.

– E nenhum dos dois vai contar como foi resolvido o problema? – perguntei curioso.

Será que o Remus… Não! Ele não faria isso, não agora pelo menos.

-É que eu… – tentou o Remus mais uma vez. – Sabe…

Acho que a história vai demorar.

– Conta logo! – pediu o Sirius sem paciência.

– Dorme o Tiago e o Sirius em um quarto, a Lily e a Lene no outro. – respondeu a Dora.

Boa idéia! Eu já durmo sempre perto do Almofadinhas mesmo, não vai fazer diferença, e as meninas não vão ligar de dormirem juntas.

– Eu não durmo na mesma cama que esse veado. Vai que ele resolve me agarrar de noite. – comentou o Sirius fazendo uma careta.

– Eca! Para que eu iria agarrar um cachorro pulguento? – perguntei para irritá-lo.

– Vocês ficam com um quarto com duas camas. – comentou a Lily revirando os olhos.

– Mas você e o Remus não se importam de dormirem no mesmo quarto? – perguntou a Lene com uma sobrancelha levantada.

– Não teremos problemas. – respondeu a Dora ficando vermelha.

– Eu perdi alguma coisa? – perguntei sem entender vermelhidão no rosto da Dora.

– Então eu fico com a cama perto da janela Lene. – falou a Lily.

– Sem chances Lily. Eu gosto de ficar perto da janela. – retrucou a Lene.

– Mas vocês não iam dormir no quarto de casal? – perguntou o Sirius para as duas que já discutiam.

– Eu pensei que a Dora e o Remus fossem ficar com o quarto de casal. Ela disse que não se importava. – disse a Lene apontando para a Dora que ficava ainda mais vermelha.

– Mas talvez o Remus se importe. – comentou a Lily.

Olhamos todos para o Remus esperando uma resposta, mas acho que o rosto dele vermelho já disse tudo.

– O que aconteceu enquanto fazíamos o jantar? – perguntei desconfiado.

Se ele foi lá falar com a Dora e não me contou…

– Tivemos uma conversa. – respondeu o Remus olhando para o seu prato.

– Que tipo de conversa? – perguntou o Sirius.

– Uma conversa produtiva. – comentou a Dora.

– Produtiva como? – perguntou a Lily.

– Nos acertamos. – respondeu o Remus.

– Se acertaram de estarem juntos ou se acertaram de você parar de fugir dela? – perguntou a Lene curiosa.

– Estamos namorando. – respondeu finalmente o Remus.

Ficamos todos lá quietos com a boca aberta.

O Remus se acertou primeiro que nós! E eu pensei que iria ter que dar uma ajudinha para ele.

Fiquei chocado!

Acho que demoramos alguns minutos para processarmos a informação!

O Remus esta namorando a Dora. Dá para acreditar nisso?

– Aí Meu Deus! – gritou a Lily empolgada.

– Vocês estão falando sério? Namorando? Pensei que era mais fácil o Sirius virar padre do que um dos dois tomar a iniciativa. – comentou a Lene.

– Ei! Eu nunca viria padre. – reclamou o Sirius.

– Por isso eu achava mais fácil você virar padre do que s dois se acertarem sem ajuda. – respondeu a Lene revirando os olhos.

– Vamos dizer que a Alice ajudou muito. – comentou o Aluado.

– A Alice? – perguntou a Lily confusa.

– Longa história! – respondemos, o Aluado, o Sirius e eu.

– E o que estão esperando para contar? – perguntou a Dora.

– Eu estou esperando os pombinhos contarem como aconteceu o milagre do ano. – respondeu o Sirius.

– Segredo de estado. – respondeu o Remus.

– Isso não é justo! – reclamou a Lene.

– Olha só como esta tarde. Melhor irmos lavar a louça logo para irmos dormir. – disse a Dora já se levantando e recolhendo os pratos.

– Não adianta fugir. – comentei revoltado.

Que história é essa de segredo? Nós temos o direito de saber!

– Encurralamos os dois mais tarde. Vou arrumar a minha mala no meu quarto. – comentou a Lily já de pé.

– Eu vou fazer o mesmo. – eu respondi também já me levantando.

– Eu vou tomar um banho. – comentou o Remus antes de sair correndo para as escadas.

– Um sapo de chocolate que eu consigo a informação antes de você. – eu disse para a Lily.

– Fechado! – ela respondeu sorrindo.

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sobre Vanessa Sueroz

Autora dos livros Confusões em Paris, Minha última chance, Odiado Admirador Secreto, Presente de Aniversário, Eu te amo mais e Três Botões.

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