A casa dos gritos – Cap 6 1


Anteriormente:

Acho que ela já entendeu que foi mais um truque.

– Acho que caímos em mais um truque deles. – comentou a Lene derrotada após olhar significantemente para nós.

Acho que o nosso sorriso denunciava.

– Vocês não vão falar nada? – perguntou Lílian irritada.

Nos olhamos e pelo olhar concordamos em acabar com aquele suspense logo.

– Bem vindas à casa dos gritos. – dissemos com lindos sorrisos marotos prestando uma reverencia para as damas.

Cap 6 – Deu a Louca na Alice

Narrado por Lílian Evans

Certo depois daquela frase tocante dos marotos eu não poderia fazer outra coisa a não ser rir.

Quem eles pensam quem enganam? A casa dos gritos? Até parece!

Vi a Dora olhar para todos os lados, acho que ela deveria estará atrás de alguma câmera escondida, só pode.

A Lene estava com uma cara indecifrável. Não é possível que ela tenha acreditado nessa história.

– O que deu nela? – escutei o Remo perguntando para o Tiago.

– Ela acha que estamos tentando enganá-la. – respondeu o Tiago ainda aos cochichos.

– Eu não penso que vocês estão tentando me enganar, eu tenho certeza disso.

– Por que será que a ruiva sempre pensa o pior de nós? – escutei o Sirius perguntando para os marotos.

– Por que não tem côo pensar outra coisa. Vocês estão sempre aprontando alguma coisa. – eu disse entre os dentes.

– Mas dessa vez somos inocentes. – disse o Remos na mesma hora.

– Desculpe Remos, mas não estou vendo a inocência de vocês. – disse a Dora ainda meio avoada.

– Posso saber por que nos atraíram para esse lugar? – perguntou a Lene.

– Eu queria saber primeiro por que a Alice concordou com isso. – eu disse olhando diretamente para a Alice que fazia cara de inocente.

– Mas o que a Alice tem haver com isso? – perguntou a Dora inocente.

– Tem tudo haver com isso. – eu respondi irritada.

Nunca pensei que a minha amiga faria uma coisa dessas.

– Pare de tentar achar alguma coisa para parecer que sabe de tudo Lily. Dessa vez eles conseguiram. – me disse a Lene dando de ombro.

– Certo, não vou falar mais nada. – eu disse me jogando em um dos sofás.

– Mas alguém vai falar logo por que nos atraíram para cá? – perguntou a Dora entedia.

– Para passar a melhor férias de natal de vida de vocês. – respondeu o Sirius.

– Qual o truque de vocês? – perguntei desconfiada.

– Não tem truques. Vamos ficar aqui alguns dias, festas, jogos, diversão a vontade.  – respondeu o Sirius sorrindo maliciosamente.

– Dumbledor vai nos procurar. – eu disse na mesma hora.

– Ele já sabe e concordou. – respondeu o Remos.

– Mentira! – disse a Lene na mesma hora. – Impossível Dumbledor ter concordado com isso.

– Eu mesmo falei com ele. – respondeu o Remos na defensiva.

– E ninguém vai mesmo dizer onde estamos? – perguntei mais uma vez.

– Já te dissemos na verdade Lily. Estamos na casa dos gritos. – respondeu o Tiago.

– Mas é impossível o… – a Dora começou, mas a Lene dou um cutucão nela.

– Isso aqui deveria estar caindo aos pedaços e não estar mobilhado e arrumado. – eu disse para encurtar a história da Dora.

– Nisso ela tem razão. – disse a Alice que até agora estava calada. Ela tem culpa de alguma coisa. Eu sei que ela ajudou esses meninos.

– Mas é claro que eu tenho razão. – eu disse sorrindo.

– Acho que ela esta andando muito com você Pontas. – o Sirius disse rindo.

– Certo… Era para a casa estar aos pedaços, mas demos um jeito. – respondeu o Remos sorrindo.

– Demos um jeito? E posso saber que jeito foi esse? – perguntou a Lene desconfiada.

– Nada que uma varinha e alguns panos não tenham resolvido. – respondeu o Tiago novamente com aquela mão nos cabelos.

– Vocês limparam a casa? – perguntou a Alice parecendo impressionada.

– Digamos que não foi uma coisa que eu quero me lembrar. – respondeu o Sirius emburrado.

– Não acredito que vocês limparam a casa inteira para nada. – eu disse impressionada.

– Não foi para nada. Foi para vocês. – respondeu o Tiago me olhando fixamente nos olhos.

Já disse que odeio quando ele me olha assim? Parece que ele consegue ler a minha mente.

– A troco de que? Vocês não teriam esse trabalho todo a toa. – disse a Lene desconfiada.

Até que enfim alguém esta enxergando as coisas do mesmo ângulo que eu.

– A troco de diversão. – respondeu o Sirius sorrindo.

– Meninas, por que não aceitam logo? Parece divertido. – disse a Alice colaborando com os marotos.

Agora eu tenho mais do que certeza que ela esta cooperando com eles.

– Reunião feminina! – pediu a Lene na mesma hora.

Olhamos para os marotos esperando eles saírem do cômodo, mas parece que eles não entenderam a deixa.

– Vocês podem nos dar licença para conversarmos? – perguntou a Dora gentilmente.

– Claro. – respondeu o Remos ficando levemente vermelho e puxando os meninos para uma porta.

– E onde eles foram? – perguntou a Alice.

– Não importa, portanto que não escutem. – respondeu a Lene dando de ombros.

– Eu acho que vocês devem fica. Poxa! Eles fizeram tudo isso para vocês. – nos disse a Alice assim que ficamos todas quietas novamente.

Ela não pode estar falando sério!

Narrado por Tiago Potter

– Por que será que elas nos expulsaram? – perguntou o Aluado sentando na bancada.

– Por que elas vão decidir se vão ficar ou não. – respondeu o Almofadinhas pensativo.

– A Lily não vai querer. – eu respondi deprimido.

Tivemos esse trabalho todo a toa. Elas simplesmente vão embora!

– A Lily pode ser convencida Pontas. E não se preocupe, vamos passar esses dias todos juntos. É impossível vocês não se entenderem. – me disse o Sirius com a mão no meu ombro.

– Sem contar que a Alice esta lá fora. Ela vai ajudar a convencer as meninas. – comentou o Remus sorrindo.

– Poderíamos espiar. Só para saber como está indo a discussão. – sugeriu o Sirius depois de alguns minutos.

– Nem pensar! – eu disse alarmado.

– Se elas desconfiarem que estamos escutando elas vão embora na hora. – comentou o Remus segurando o Sirius.

– Precisamos ganhar a confiança delas primeiro. – eu disse pensativo.

Como vamos fazer isso se elas nem nos deixam falar direito?

– Podemos fazer um lanche e levar para elas lá na sala. Elas devem estar com fome. – disse o Sirius já indo abrir o armário.

– Não vamos espiar a conversa Almofadinhas. – eu disse puxando ele para se sentar na bancada ao meu lado novamente.

– Então só temos que esperar. – comentou o Remus suspirando desanimado.

– O problema é quanto tempo vamos ter que esperar. – comentou o Sirius entediado.

– O problema é se elas disserem que vão embora. – eu disse ainda mais desanimado do que os outros dois.

– Não se preocupe com isso. Elas não vão embora. – disse a voz da Alice entrando na cozinha.

Olhamos com os olhos arregalados para ela. Como ela tinha tanta certeza disso? Parece até que não conhece as amigas que tem.

– Eu conheço elas melhor do que vocês. – ela respondeu sorrindo e piscando o olho direito para nós se encaminhando até a pia para pegar água. – A casa ficou muito boa! – ela disse antes de sair novamente para a sala.

A única coisa que consegui ouvir foi à voz da Lene.

– Por que não damos uma chance a eles? Quem sabe isso pode dar certo.

E essa frase é uma coisa boa, pelo menos uma delas estava pensando em ficar.

Vi um sorriso no rosto do Sirius, mas quando ele percebeu que eu estava olhando tratou logo de olhar para outro lugar para disfarçar.

– Acho que as coisas estão indo bem para o nosso lado. Pelo menos até agora. – comentou o Remus com um leve sorriso.

– Espero que continue assim. – eu respondi já ansioso.

Passaram-se longo e tediantes minutos onde cada um de nós tentava se distrair, mas era quase impossível.

Foi quando a porta da cozinha foi finalmente aberta e por ela passaram quatro lindas bruxas, três sorrindo e uma emburrada, não me espantei quando vi a cara de poucos amigos da Lily.

– Vamos ficar aqui até de noite. Até lá decidimos se ficamos ou vamos embora. – disse a Lene sorrindo.

– Provavelmente vamos embora com a Alice. – comentou a Lily.

– Para de ser chata Lily. – pediu a Dora em um sussurro.

Vi a ruivinha bufando contrariada, mas ela não disse mais nada.

– Vamos aproveitar à tarde. – disse a Alice sorrindo.

Por que talvez a tarde seja a única coisa que vamos ter. – eu disse para mim mesmo, mas parece que a Alice escutou.

– Seja você mesmo e convencerá a Lily. – ela sussurrou ao meu ouvido quando passou do meu lado.

– Não vão nos mostrar a casa? – perguntou a Dora empolgada.

É… Talvez não seja tão difícil assim.

Narrado por Lílian Evans

Mas por que eu tenho que ficar aqui?

Elas não vêem que isso é tudo uma armadilha?

– Não vai ser ruim Lily, vai se surpreender. – comentou a Alice enquanto subíamos as escadas.

– Temos três quartos na casa. Só precisamos ver como vamos separar os quartos se vocês resolverem ficar. – comentou o Sirius quando terminamos de subir.

– Infelizmente só temos dois banheiros. Esse aqui em cima e outro lá em baixo perto da sala. – comentou o Remos mostrando o banheiro.

– Uma banheira? – perguntou a Lene quase gritando.

– Uau! – a Alice disse empolgada.

– A banheira é minha! – disse a Dora na mesma hora.

– Achei que vocês iriam gostar. – comentou o Tiago.

Parem tudo! Foi o Potter que colocou a banheira aqui? Como? Por quê?

– Foi você que colocou aqui? – perguntou a Alice parecendo ler meus pensamentos.

– Ele transfigurou uma bacia. Até agora não acredito que esse troço esteja funcionando tão bem. – comentou o Sirius rindo.

– Uma bacia? Você esta muito bem em transfiguração. Parabéns Tiago. – elogiou a Dora.

– O Remus ajudou. – ele disse envergonhado.

Alguém me empresta uma máquina fotográfica. O Potter está envergonhado!

– Tem certeza que esse não é alguém com polissuco? O Potter não ficaria envergonhado. – eu disse fazendo o Sirius começar a rir descontroladamente.

– É ele mesmo. É o efeito Lily Evans. – comentou o Remos também se acabando de rir.

– Não vejo graça nenhuma. – comentou o Potter com a cara amarrada.

– Por que é com você! – comentou a Alice dando de ombros.

– Vamos ver os quartos. – ele disse mudando de assunto.

– Eu gostei desse. – comentou a Lene assim que entrou em um dos quartos.

– Não vi nada de mais. – eu disse dando de ombros.

Era simplesmente um quarto, não tinha nada diferente, é claro, tirando a enorme janela que dava para frente da casa, mas convenhamos se estamos mesmo na casa dos gritos não poderíamos abrir as janelas.

– Mas você sabe que não podemos abrir a janela, não é Lene? – perguntou o Remos.

– Tinha me esquecido desse detalhe. – ela comentou dando de ombros.

– Certo, vamos deixar os quartos para lá. O que vamos fazer agora? – perguntou a Alice.

– O almoço! – comentou o Sirius.

– Podemos dividir, cada um faz uma coisa. – sugeriu a Dora.

– Certo, nós vamos jogar xadrez enquanto vocês mulheres resolvem isso. – disse o Sirius sorridente.

Olhei para a cara da Lene que assim como todas nós, não gostou nada do que o Sirius disse.

– O que você pensa que somos? – ela perguntou revoltada.

– Mulheres? – perguntou o Sirius dando de ombros.

Acho que ele ainda não reparou no que disse.

– Que fique claro que eu não concordo com eles. – disse o Potter na mesma hora.

– Não sei cozinhar, mas posso ajudar. – comentou o Remus também se defendendo.

– Somos mulheres e não empregadas Sirius. – comentou a Dora também irritada.

– Mas cozinhar é serviço de mulher. – ele disse dando um passo para trás.

Acho que ele finalmente entendeu que não gostamos do que ele disse.

– É serviço de qualquer um. Hoje em dia todos tem que saber fazer pelo menos o básico para não morrer de fome. – eu disse irritada.

– Mas ruivinha, eu não vou morrer de fome. Eu sei fazer lanche. – ele respondeu entediado.

– Não vou discutir. – eu disse descendo para a cozinha.

– Eu vou com ela. – comentou o Remus na mesma hora.

– Eu acompanho. – escutei o Tiago dizendo.

– Senão ajudar a fazer também não vai comer Black. – comentou a Lene indo atrás de nós.

O almoço foi à maior correria. A Alice e a Dora ficaram encarregadas de fazer um macarrão, afinal era a coisa mais fácil e rápida. A Lene foi fritar os bifes, o Remos ficou com a salada, o Sirius fez o suco e eu fui fazer a sobremesa, claro que com o Tiago no meu pé “tentando” ajudar.

Claro que a sobremesa não ficou pronta a tempo, mas deixamos na geladeira para comer mais tarde.

O almoço estava muito gostoso e não demorou par todos estarem satisfeitos e sentados no sofá da sala.

Eu fui a primeira a me sentar, sentei logo no cantinho do sofá e três lugares, imaginei que a Dora ou a Lene ou até mesmo a Alice iriam se sentar comigo, mas infelizmente o Potter sentou do meu lado.

Eu estava na dúvida se seria muita falta de educação levantar e ir me sentar na poltrona ou se ficava, mas quando finalmente decidi que era melhor ficar afastada dele o Remus sentou na poltrona, fazendo o Sirius sentar ao lado do Tiago e a Lene na outra ponta do sofá, que ficou bem apertado.

A Dora ficou meio emburrada e se sentou no sofá de dois lugares junto com a Alice que nos olhava com uma cara enigmática.

– A comida estava maravilhosa! – comentou o Sirius.

– E você não ajudou. Nem deveria ter comido. – retrucou a Lene ainda um pouco irritada por causa da discussão dos dois.

– Claro que ajudei Lenezinha. Eu fiz o suco! – ele respondeu parecendo ofendido.

– Da próxima vez vou colocar uma tarefa mais difícil para você. – ela respondeu dando de ombros.

– Eu estou doida para comer a sobremesa. – comentou a Dora sorrindo.

– Deve estar divina! Foi a minha ruivinha que fez com a minha ajuda! – respondeu o Tiago convencido.

– Você só mexeu o creme. – eu reclamei.

– Mas ajudei! – ele fez a maior cara de ofendido.

Revirei os olhos e achei melhor não fazer comentários.

– Por que esta tão afastado Remus? – perguntou a Alice.

Realmente o que o Remus estava fazendo o outro lado da sala? Ele não deveria estar sentado ao lado da Dora?

– Não estou não. – ele respondeu com um sorriso amarelo.

Acho que o Remus esta evitando ficar perto da Dora.

– O que vamos fazer agora? Ficar um olhando para a cara do outro? – perguntou o Sirius depois de alguns minutos entediado.

– Podemos jogar alguma coisa. – sugeriu a Lene.

– Alguém trouxe o tabuleiro de xadrez? – perguntei.

– Eu trouxe. – respondeu o Remus sorrindo.

– Quem vai jogar comigo? – fui logo perguntando.

– Eu jogo ruivinha. – respondeu o Potter passando as mãos nos cabelos.

Ele me irrita com essa mania.

– Vou pegar o tabuleiro para vocês. – disse o Remus já de pé.

– E nós vamos ficar aqui só olhando? – perguntou a Dora entediada.

– Podemos jogar cartas. – comentou o Sirius apontando o baralho que estava em cima da estante.

– Até que a idéia é boa. – comentou a Alice já indo pegar o baralho.

Acho que ficamos mais de uma hora jogando. Eu tinha ganhado uma vez e o Tiago uma também, quando chegamos ao bom senso de ir ver os outros jogarem e deixar o jogo no empate.

Até que foi legal da parte dele.

Narrado por Tiago Potter

O jogo estava muito bom, e a minha ruivinha joga tão bem que eu não sabia se me concentrava no jogo ou nela.

Foi quando eu finalmente ganhei a partida que achamos melhor parar de jogar, afinal ela tinha ganhado a partida anterior e eu essa, melhor não deixar nenhum em vantagem. Não somos perfeitos juntos?

Vi que ela estava observando o pessoal jogar cartas, mas eu não conseguia prestar atenção nas cartas, eu sei que eu poderia ter ajudado o Sirius a ganhar, eu estava vendo todas as cartas do Frank de onde eu estou sentado, mas a única coisa que eu conseguia pensar era nesses dias que eu passaria com a ruiva, e no ano novo que iríamos para a casa dela. Se tudo desse certo já estaríamos namorando quando chegássemos lá, o problema maior seria conhecer meus futuros sogros.

Eu estava tão distraído deitado no sofá pensando em como seriam esses dias que nem percebi quando o jogo de cartas acabou e que a Dora já estava com uma travessa na mão colocando na mesinha da sala. O Remus estava com alguns pires de sobremesa e o Sirius estava com as colheres, espere aí, pensei que o Remus ia ficar longe da Dora, para não machucá-la, essas coisas que ele fala, estranho.

Hora de comer a sobremesa da minha ruiva e tenho certeza que ela é uma ótima cozinha.

– Isso esta maravilhoso Lily! – comentou a Dora assim que colocou o doce na boca.

– Obrigada Dorinha. – ela respondeu timidamente.

– Se eu não fosse Sirius Black e pudesse ser conquistado você teria me pegado pelo estomago ruiva. – comentou o Sirius com uma risadinha maliciosa.

A Lily revirou os olhos, mas não disse nada.

Aposto que se fosse eu a fazer a piada ela teria gritado muitos “elogios”.

– Que doce é esse Lily? – perguntou a Alice se acabando de comer.

– Se chama Pavê! – ela respondeu.

– Pra vê? Pensei que fosse para comer. – brincou o Sirius nos fazendo rir.

– Essa piada já é velha entre os trouxas e esse doce Six. – ela respondeu dando de ombros.

– Ah, e eu pensando que tinha inventado uma piada nova. Magoou ruiva. – ela disse fazendo a maior cara de magoado.

– Mas está muito gostoso. Depois eu quero a receita. Acho que a família do Frank vai gostar. – comentou a Alice.

– Quer ganhar os sogros pela boca? – perguntou a Dora rindo.

– A opção é boa. – respondeu a Alice rindo.

– Minha ruivinha, você não precisa tentar me conquistar pelo estômago, eu já sou todo seu. – eu disse assim que provei o maravilhoso doce.

É! Eu estava só olhando o povo comendo. Ninguém me deixava chegar perto do doce.

– Não enche Potter. – respondeu a minha ruivinha ficando nervosa.

Não sei por que ela estava brava. Eu só falei a verdade!

O estranho foi a cara da Alice enquanto a Lily ia para a cozinha.

As meninas foram lavar a louça enquanto nós ficamos na sala arrumando a bagunça.

– Acha que elas vão aceitar ficar aqui? – perguntou o Aluado preocupado.

– Não era você que iria manter distancia? – perguntei rindo.

– O que acha que eu estou fazendo? Nem ao menos do lado dela eu me sentei. – ele respondeu emburrado.

Quando ele quer ser burro… Se afastar da Dora por causa do probleminha peludo dele? Ridículo! Aposto que ela não liga.

– Parem com isso. É claro que elas vão aceitar ficar aqui. Poxa! Tivemos o maior trabalho para arrumar tudo. Elas vão ficar. – respondeu o Sirius determinado.

Até parece que elas se importam o trabalho todo que tivemos.

– Já chega! – escutamos alguém gritando na cozinha.

– O que foi isso? – perguntou o Aluado já correndo para a cozinha.

– Eu não agüento mais! Alguém aqui tem que fazer alguma coisa! – gritou a Alice.

– O que deu nela? – me perguntou o Sirius quando chegamos na cozinha.

– Sei lá. – eu respondi dando de ombros.

– Qual? Qual de vocês seis são mais burros? – ela perguntou gritando de novo e olhando para todos nós.

– Isso ofende! – reclamou o Sirius fazendo cara de cachorro sem dono.

– Vocês três eu já cansei de falar. Parem com isso! – gritou a Alice.

Ela estava vermelha parecendo um pimentão com uma faca na mão. Provavelmente falando a louça. A Lily com um pano na mão ao lado dela e nós estávamos rodeando a mesa da cozinha.

– Vai com calma Alice. – pediu a Lily tentando chegar mais perto da amiga.

– Calma? Eu cansei! C-A-N-S-E-I. De vocês. – ela gritou novamente apontando a faca para a Lily que se afastou.

– Pode nos explicar o que aconteceu? – perguntou o Aluado calmo.

Eu sei que ele estava nervoso, mas alguém tem que parece calmo por aqui, não é?

– Vocês são muito burros. – ela respondeu gritando.

– Alice pare com isso! – pediu a Lene se irritando também.

– Não comece Lene. Eu sei que nesse caso você teve razão, mas acorda para a vida. Já pensou que essa é a sua ultima chance? – perguntou a Alice ainda gritando.

Sério! Eu nunca vi a Alice assim. Vermelha, descabelada, segurando uma faca apontada para nós de uma forma assassina.

– Não vou aceitar que vocês três façam isso. – ela disse apontando a faca para a Dora que deu um passo para trás.

– Mas Alice. Você viu. – comentou a Lily.

– Você é a pior de todas Lily. Seu orgulho é pior que o do Sirius e do Tiago juntos. – respondeu a Alice nervosa.

– Uau! Nunca vi ninguém falar assim com a Lily. – comentou o Sirius do meu lado.

Dei um tapa na cabeça dele para que ele parece de falar besteira.

– Você sabe que as coisas não são simples assim Alice. – comentou a minha ruiva começando a ficar vermelha também.

– Até agora não entendi o motivo de tanta discussão. – comentou a Dora.

– Não começa Dora. Você é a mais burra de todas. Caramba! Acha que para você resolver a sua situação só precisa de um pouco de atitude. – reclamou a Alice.

– Alguém pode me explicar o porque dessa briga toda? – perguntei já me cansando de tudo aquilo.

– É que fechamos a um bom senso que não seria bom ficarmos aqui esses dias com vocês. – respondeu a Lily.

– Mas por quê? – perguntamos nós, meninos, juntos.

– Por que vocês três são burros. – gritou a Alice irritada. – Já falei com vocês três e cansei. Daqui vocês não saem, esmo que eu tenha que amarra vocês ao pé da cama. – ela disse indicando as três amigas. – E vocês. – disse apontando para nós. – Quero falar com os três.

Dizendo isso jogou a faca na pia e saiu batendo o pé até a sala.

– Venham logo! – ela gritou quando chegou à porta e viu que não tínhamos nos mexido.

– Você vai à frente. – dissemos empurrando o Aluado que estava mais perto da porta.

Antes de sair da cozinha vi as três se sentando nas cadeiras parecendo cansadas.

Na sala a Alice estava sentada na poltrona. O Sirius já estava no sofá de dois lugares com o Aluado e eu me sentei no sofá de três lugares pronto para o maior sermão da minha vida e olha que dessa vez eu nem sabia o que tinha feito de errado.

– Eu ainda não acredito que vou ter que me meter de novo nessa história. – ela disse mais para si mesma do que para nós. – Algum de vocês pode me explicar onde estavam com a cabeça quando trouxeram as três para cá? – ela perguntou parecendo cansada.

– Eu já te disse Alice. É mais um dos planos malucos para o Tiago conquistar a ruivinha dele. – respondeu o Sirius descontraído.

– Se fosse só para o Tiago conquistar a Lily por que você, a Lene, a Dora e o Remus estão aqui? – ela perguntou não acreditando no que o Sirius disse apesar deve ser praticamente a verdade.

Claro que não era a verdade total, afinal eu sei que ele pretende ficar com a Lene e tudo mais.

– Estamos aqui para dar apoio moral e nos divertir. – ele respondeu dando de ombros.

– Quando é que você vai admitir que gosta dela? – perguntou a Alice parecendo frustrada.

Eu sei onde ela queria chegar. É claro que o Sirius esta apaixonado pela Lene, isso esta mais do que na cara, mas é claro que ele nunca vai admitir.

– Alice querida. Eu sou Sirius Black. Nunca me apaixono. – ele respondeu sorrindo.

– Deixo você para depois. – ela respondeu parecendo derrotada. – Remus… – ela começou olhando para ele.

– Nem vem Alice. Eu estou aqui só para evitar mortes. – ele respondeu levantando as mãos em rendição.

– Vai me dizer que não gosta dela? – ela perguntou descrente colocando as mãos na cintura.

– Dela quem? – perguntou o Remus se fazendo de desentendido.

– Da Dora é claro. Do coelho da Páscoa que não seria. – ela respondeu irritada.

– Claro que não gosto. – mentiu o Remus.

– Mas Meu Merlin esse plano é perfeito. É mais que perfeito. Um tempo sozinhos com elas é tudo que vocês precisavam. Como não pensei nisso antes? – perguntou a Alice parecendo falar sozinha. – Me digam. Quem inventou esse plano?

– Acho que foi mais um trabalho em equipe. – eu respondi.

– Claro que o plano é meu. A Alice mesma disse que esta perfeito.

Então só pode ser meu. Que pergunta Alice! – respondeu o Sirius sorrindo.

– Pare de mentiras Sirius. O plano é mais do Tiago do que seu. – respondeu o Remus.

– Nas verdade acho que todos nós demos um toque nele. – eu respondi dando de ombros.

– Mas até onde eu sei você, veadinho, que me pediu um plano para ficar perto da ruiva. – respondeu o Sirius convencido.

– Só que eu fui que sugeri que usássemos esse tempo antes de ir para a casa da Lily. Então eu também ajudei. – eu respondi.

– Mas eu que planejei tudo. – retrucou o Sirius.

– Na verdade foi o Remus que sugeriu que fosse fora do castelo e que ninguém mais estivesse por perto. – eu retruquei.

O plano não é só dele!

– Mas foi idéia minha fazer aqui na casa dos gritos, e fui eu que convenci o Aluado de deixar, e foi minha idéia colocar a Alice para nos ajudar. O gênio aqui sou eu. – comentou o Sirius ainda mais convencido do que normalmente, se é que isso é possível.

-Ok! Já entendi! O plano é dos três e uma parcela maior para o Sirius. Mas vocês três são ótimos para planos. Nunca pensei que teria um plano tão perfeito para juntar os três casais mais burros de Hogwarts. – disse a Alice animada.

– Ei! – reclamamos os três juntos.

Eu não sou burro e a Lily muito menos, então como somos um casal burro? O Sirius e a Marlene eu até concordo, pelos dois se amarem e ficarem dizendo o contrário, e o Remos também com esse plobleminha peludo, mas eu e a Lily somos o casal mais inteligente e lindo que já existiu.

– O plano é muito perfeito! – disse a Alice sorrindo feliz da vida.

– Eu disse que eu sou um gênio. – comentou o Sirius sorrindo e abraçando a Alice pelos ombros.

– Mas não vai dar certo. – completou a Alice deixando de sorrir.

Como assim não vai dar certo? O plano é perfeito!

– O que não vai dar certo? – perguntou o Sirius que ainda não entendeu.

Mais uma pergunta idiota e o Sirius fica parecendo o Pedro.

-O plano não vai dar certo! – respondeu a Alice mais uma vez.

– Mas você acabou de falar que é perfeito. – comentou o Remus confuso.

– E realmente o plano é brilhante. E daria certo para quaisquer outras pessoas, menos vocês. – respondeu a Alice entristecida.

Ela só pode estar querendo brincar conosco. O plano é perfeito e vai dar certo!

– Você pode explicar melhor. – pediu o Remus emburrado.

Acho que ele ficou ofendido.

– Vocês não têm noção das coisas que dizem e são orgulhosos o suficiente para não ouvirem conselhos, então logo as meninas vão deixar vocês aqui e vão embora, e pode apostar que vão sair daqui com raiva dos três.

– Eu ainda não entendi. – eu comentei.

Realmente o que tem meu orgulho nessa história toda? E eu não sou sem noção!

– Está tão obvio. Quem quer ser o primeiro? O Sirius? O mais orgulhoso e metido de todos e que vai ser o primeiro a perder a mulher da sua vida? – ela perguntou debochadamente.

– Não sou orgulho e nem metido, só digo a verdade, e o que posso fazer que a verdade é que eu sou irresistível? – perguntou o Sirius com um sorriso enorme e maroto.

– Para começar, você só se importou com a parte que eu falei que você é metido e orgulhoso, por que não reclamou que eu disse que vai perder a mulher da sua vida? – perguntou a Alice cruzando os braços no peito.

– Por que eu não sou igual o Pontas que se apaixona. Eu tenho muitas mulheres na minha vida. – respondeu o Sirius sorrindo vitorioso.

Até parece! Se a Lene nunca mais falar com ele não sei mesmo qual a reação do Sirius, mas boa não seria.

– Viu só o que eu disse? – ela perguntou parecendo inconformada. – Isso nunca vai dar certo. Você nunca vai admitir que já esta apaixonado. – reclamou a Alice.

– Nunca vou admitir por que eu realmente não estou apaixonado. – reclamou o Sirius se sentando na cadeira ao seu lado.

– Estou vendo que essa conversa vai ser longa. – comentou o Remus comigo enquanto a Alice tentava se acalmar.

– Certo Sirius, eu sei o seu ego é grande e que é bem difícil de admitir, tenho uma amiga que esta com o mesmo problema, mas você esta entre amigos. Pode falar a verdade. – pediu a Alice.

Ela tem uma amiga que não admite? Ela só pode estar falando da minha Lily!

Eu sei soube que ela me ama.

– Alice minha querida. Eu não estou apaixonado, e nunca estive. – disse o Sirius entediado.

– Se você nunca esteve apaixonado como tem tanta certeza de que não esta? – perguntou a Alice de um modo triunfal.

Eu sempre disse que gostava das amigas da Lily.

– Isso é fácil… Eu não fico parecendo um bobo igual ao Pontas ou me privando das coisas como o Aluado. – respondeu ele dando de ombros.

– Eu não fico igual um bobo! – reclamei.

– E eu não fico me privando de nada. – reclamou o Remus.

– Sinto muito Tiago, mas às vezes você fica olhando para a Lily com cara de bobo sim, e você Remus, nem vou falar nada, por que se você não se privasse já estaria namorando a Dora.

– Eu disse! – comentou o Sirius rindo.

– Minha cara não é bobo e sim do um homem completamente apaixonado. – eu reclamei.

– Por isso eu digo mais uma vez que nunca estive ou vou estar apaixonado. Não vou ficar igual um “mané” olhando uma menina. – respondeu o Sirius.

– Mas nem todos os apaixonados agem da mesma forma. – tentou a Alice.

– Eu sei. Durmo no mesmo quarto que dois. – respondeu o Sirius dando de ombros.

– Sirius não é difícil dizer que esta apaixonado. -disse a Alice chateada.

– Eu sei, mas não posso contar mentiras. – mentiu ele.

– Merlin! Você não sente vontade de estar perto da Lene? – perguntou a Alice tentando convencê-lo mais uma vez.

– Claro que sim. Ela é minha amiga. – ele respondeu.

– Pensei que você dizia que era impossível ser amigo de mulher. – comentou o Remus.

– Eu sou amigo da ruiva e da Dora. – comentou o Sirius na defensiva.

– Mas você só consegue ser só amigo delas por que as duas são proibidas para você. – eu disse sorrindo.

Aposto que para essa ele não tem desculpa.

– Ok, eu nunca beijaria nenhuma das duas por causa de vocês. – ele admitiu.

– Ou seja, você beijaria a Lene se tivesse oportunidade. – concluiu a Alice feliz da vida.

– Mas é claro que sim. Ela é muito linda. – comentou o Sirius com aquele cara de safado.

– Essa é mais uma prova de que você gosta dela. – comentou a Alice.

– Achar a Lene bonita prova que eu estou apaixonado por ela? Então eu sou apaixonado por metade das mulheres daqui. – ele disse rindo.

– Ele não leva nada a sério. – reclamou a Alice.

– Vai se acostumando. É o jeito dele fugir da realidade. – respondi piscando o olho direito.

– Vai Sirius aposto que você já admitiu pelo menos para o Tiago que você gosta da Lene. – disse a Alice já perdendo as esperanças.

– O Sirius admitir? Acho difícil. – comentou o Aluado.

Claro! Só eu sabia a verdade e não podia contar, promessa é promessa!

– Ele já admitiu não foi Tiago? – me perguntou a Alice.

Vi o Sirius me olhando e abaixei a cabeça.

– Eu não sei de nada, seu assunto é com ele. – respondi com a língua coçando para falar a verdade.

– Esquece Sirius. Só um conselho, se você quer ficar com a Lene só precisa de três palavras sinceras. Apenas isso e as coisas vão se resolver. – comentou a Alice.

– Ela só precisa que eu peça para ficar com ela? Mas isso eu já fiz. – reclamou o Sirius.

Não sei se ele se faz de burro ou se é tapado! É claro que a Alice estava falando da palavra com A.

– Você sabe o que eu quis dizer Sirius. – ela respondeu fechando a cara em uma careta.

Vi o Sirius olhando para mim e para o Remus com uma cara de duvida. Não é possível que ele não tenha entendido.

– Ela esta falando de amor Sirius. – o Remus respondeu a pergunta muda do Sirius.

– Eu nunca digo a palavra com A. – respondeu o Sirius.

– Pois esta na hora de pensar a respeito. – comentou a Alice.

Depois de alguns segundos analisando o Sirius ela olhou para mim. Acho que vou escutar a mesma história de sempre, que a Lily me odeia e que deveria desistir.

A Alice colocou a cabeça no outro cômodo, acho que para saber se as meninas não tinham fugido ainda e com um suspiro ela me falou:

– Você tem que esperar ainda não esta na hora. Preciso que escuta uma coisa.

Fiquei sem entender, mas afinal quem entende as mulheres?

– Acho que você já sabe o que vou te falar Remus, mas não custa reforçar a idéia. – ela disse para o meu amigo lobo.

– E acho que você também já sabe o que eu vou responder Alice. – respondeu o Remus calmamente.

– A Dora já sabe Remus. Sem quere ela escutou a Lily conversando com a Lene.

– Eu sei que ela sabe Alice, mas isso não muda nada. – respondeu o Remus deprimido.

– Exatamente Reminho. Isso não muda nada. Ela continua gostando de você, se duvidar ela gosta ainda mais depois que soube.

– Acho que a Dora esta com problemas mentais. Como ela pode gostar de um lobisomem? – perguntou ele parecendo angustiado.

– Do mesmo jeito que você gosta dela mesmo ela sendo uma estranha que muda de aparência sempre que quiser. – respondeu a Alice sorrindo.

– Ela tem um dom e eu uma maldição. – respondeu o Remus decidido.

– E lá vamos nós para mais uma seção tortura com Remus Lupin. – brincou o Sirius.

– Não é por que uma semana por mês você muda de forma que alguém aqui vai deixar se gostar de você. – comentei.

– Vocês não entendem que eu sou um risco para a Dora? Que posso machucá-la? – ele perguntou angustiado.

– Você nunca faria isso, sem contar que você tem amigos aqui para caso alguma de errada, coisa que sabemos que não vai acontecer. – comentou o Sirius.

– Uau! Nunca pensei ver o Sirius sério. – comentou a Alice rindo.

– Sirius Black é perfeito. – respondeu o Sirius sorrindo.

A Alice revirou os olhos iguais à Lily.

– Por que você não pode ao menos tentar Remus? Converse com ela, vai ver que ela não se importa com esse detalhe.

– Talvez ela não se importe, mas eu me importo com ela. – respondeu ele chateado.

– Não acha que ela tenha o direito de opinar também? Afinal é a vida dos outros que esta sendo discutida. – perguntou a Alice pensativa.

– Vou conversar com ela, mas não garanto nada. – respondeu o Remus parecendo derrotado.

– Pelo menos um deles eu convenci! – comemorou a Alice.

Já estou vendo que o meu caso é o pior.

E Alice me olhou enigmática e colocou a cabeça para fora de novo para espiar as meninas.

– Agora o casal mais complicado. – ela comentou sorrindo e se virando para mim. – Acho que não vou precisar falar muita coisa Tiago.

– Que a Lily me odeia e que é para desistir? – perguntei já deprimido esperando pelo “Sim”.

– Na verdade eu ia falar o contrário. A Lily te ama, mas ela é bem confusa e como o seu passado não ajuda…

– A Lily me ama? Certo! – falei descrente.

– Você vai precisa escutar da boca dela, não é? – me perguntou a Alice mordendo o lábio inferior.

Só fiz que sim com a cabeça.

– Esta bem, mas nunca conte para ela que eu deixei você ouvir isso. – disse a Alice nos chamando para espiar as meninas.

Narrado por Lílian Evans

– Quantas vezes vamos ter que falar a mesma coisa Lene? – perguntei irritada.

A Lene e a Dora não têm jeito!

– Quantas vezes você quiser. Você já sabe que as coisas não vão mudar. – respondeu a Lene.

– Querem parar de brigar? – pediu a Dora.

– Eu tenho que convencer essa cabeça dura de ficar aqui. – comentou a Lene

Eu não sou cabeça dura.

– E eu já disse que é melhor irmos embora. – comentei.

– Mas não foi você mesma que disse para a Dora ficar? – perguntou a Lene vitoriosa.

– Para ela ficar e não para mim. – respondi irritada.

– Até parece que você não vai gostar de ficar aqui. – comentou a Dora.

– Eu não vou gostar! – respondi nervosa.

Que mania elas tem de ficar falando que eu quero ficar perto dele. Eu não quero!

– Mas é claro que você vai. Ou pensa que não escutamos você de noite? – perguntou a Lene.

– De novo essa história? Já disse que não falo enquanto durmo. É tudo imaginação de vocês. – reclamei irritada.

Imagine eu falando de noite. Até parece. Nunca fui de fazer isso!

– Não fala sempre, mas os dias em que mais fala é quando passa tempo de mais com o Tiago. – comentou a Dora.

– Até parece! Sem contar que eu sempre estou com raiva dele. – respondi na defensiva.

– Com raiva por que ele não te agarrou e te beijou? Conta outra Lily. – pediu a Lene entediada.

Quem disse para ela que eu quero que ele me beije?

– Eu nunca quis isso. – eu disse em pausadamente para ver se o cérebro pequeno delas consegue entender.

– Nunca quis? E aquele dia que você chegou irritada por que você quase deixou ele te beijar? – perguntou a Lene.

– Por que eu estava muito distraída e não o vi se aproximando. – respondi.

– Claro que não viu. Estava olhando a camisa branca colada no corpo. – comentou a Dora.

– Eu não estava olhando! – gritei nervosa.

– Assim como não estava babando aquele dia no treino quando ele tirou a camisa. – comentou a Lene.

– Eu não estava não.

– Mas é claro que estava. Você até confessou depois. Ou não se lembra aquele dia que você brigou com ele e chegou chorando no quarto? – perguntou a Lene maldosamente.

– Eu não estava tendo um bom dia e deveria estar sobre um impérios para falar aquelas coisas.

– Aquele foi o único dia que você disse a verdade, alias foi o primeiro dia, tem vezes que você simplesmente solta alguma coisa. – comentou a Lene rindo.

– Como na semana passada que você disse um “Como ele fica gostoso assim”. – comentou a Dora rindo.

– Eu estava pensando alto e sobre outra pessoa. – tentei argumentar.

– Que outra pessoa? Vai me dizer que aquele comentário era para o Pedro? – perguntou a Lene.

– Era para… – eu comecei.

Mas quem eu iria falar? Só estávamos a Lene, eu, o Tiago e o Pedro no corredor.

– Eu estava pensando no… Estava me lembrando de um amigo trouxa. – respondi.

– Alguém já te disse que você mente muito mal? – perguntou a Dora rindo.

– Dê uma chance para ele Lily! -pediu a Lene.

– Para que? – perguntei me irritando.

Ele não merece uma chance.

– Para ser feliz? – perguntou a Dora revirando os olhos.

– Claro ser feliz um dia e ficar a resto da vida me lamentando. Não obrigada! – respondi nervosa.

– Até parece que ele faria algo do tipo. Ele te ama! – respondeu a Lene decidida.

– Claro que ama. – falei ironicamente. – Ele pode até amar, mas ainda não deixa de ser o mimado arrogante que conhecemos.

– Mimado e arrogante que só você conhece. O Tiago que eu conheço não é assim. – reclamou a Dora.

– Sem contar que se os dois se amam para tudo da um jeito. Ou vai mentir mais uma vez dizendo que não o ama? – perguntou a Lene.

– Vai mentir mais uma vez Lily? – perguntou a Dora.

– Eu o amo, mas não sou burra! – eu disse nervosa.

Narrado por Tiago Potter

Eu não estava acreditando no rumo da conversa. A Lily realmente disse que me achava gostoso? Ela queria mesmo me beijar aquele dia? Não foi só impressão minha?

– Para ser feliz? – perguntou a Dora revirando os olhos.

Feliz… Eu seria muito feliz ao lado de Lily Evans.

– Claro ser feliz um dia e ficar a resto da vida me lamentando. Não obrigada! – respondeu a Lily muito irritada.

Se lamentando por quê?

– Até parece que ele faria algo do tipo. Ele te ama! – respondeu a Lene decidida.

– Claro que ama. – falou a Lily ironicamente. – Ele pode até amar, mas ainda não deixa de ser o mimado arrogante que conhecemos.

Certo, das duas uma, ou ela ainda não acredita que a amo, ou ainda não viu que eu amadureci.

– Mimado e arrogante que só você conhece. O Tiago que eu conheço não é assim. – reclamou a Dora.

Isso mesmo Dora. Mostra para a Lily!

– Sem contar que se os dois se amam para tudo da um jeito. Ou vai mentir mais uma vez dizendo que não o ama? – perguntou a Lene.

Os dois se amam? Eu ouvi bem?

– Acho que o Pontas vai ter um ataque do coração. – escutei o Sirius dizendo e rindo da minha cara.

– Vai mentir mais uma vez Lily? – perguntou a Dora.

– Eu o amo, mas não sou burra! – eu disse nervosa.

Agora eu morro feliz!

Ela me ama! Ela me ama! Ela me ama! Ela me ama!

Só não sai pulando de felicidade por que a Alice me puxou de volta para a cozinha.

– Acho que já escutou o suficiente. – ela disse sorrindo para mim.

– Ela me ama! – eu disse feliz da vida e abraçando o Sirius.

– Seu gay! Me solta! – ele respondeu tentando me afastar.

– Ela me ama! – eu disse de novo.

– Nós escutamos, mas você ainda não esta namorando com ela. – comentou o Sirius maldoso me fazendo voltar à realidade.

Ela me ama sim, mas ainda não quer ficar comigo.

Vendo minha cara de desanimado a Alice foi logo falando.

– Para que ela aceite vai ser fácil Tiago. A parte difícil era conquistá-la e fazê-la assumir. Já passamos por isso.

– E o que faria a Lily aceitar o nosso amigo? – perguntou o Sirius.

– Mostrar para ela que ela esta errada é uma opção. – comentou o Remus.

– Exatamente, mas você vai mostrar de uma forma bem sutil. – comentou a Alice.

– Sutil como? – perguntei desconfiado.

– Trate a esses dias assim como trata a mim a Lene ou a Dora.

– E no que isso vai ajudar? – perguntou o Sirius.

– Vai mostrá-la como o Tiago é de verdade. – respondeu a Alice sorridente.

– Acha que só isso será suficiente? – perguntei desconfiado.

– Na verdade acho sim. É só você não ficar passando cantadas ou a chamando para sair, seja amigo dela. – sugeriu a Alice.

– Até que não é tão difícil assim. – eu comentei contente.

– E já sabem… Sirius você tem que ser sincero, você Remus fale com ela, e Tiago não exagere! – pediu a Alice sorrindo para nós.

– E acha que elas vão ficar? – perguntou o Aluado na dúvida.

– A Lene sempre convence a Lily. – respondeu a Alice dando de ombros.

Acho que finalmente vou ter uma chance com a Lily.

E… Ela me ama!

Narrado por Lílian Evans

– São poucos dias Lily. – comentou a Lene mais uma vez.

– Mas vai ser natal. Não vou gastar meu natal com eles.

– Por que não? São seus melhores amigos e seu futuro namorado. Que mal a nisso? – perguntou a Dora sorridente.

– Não é meu futuro nada. – reclamei.

– Não vou discutir de novo. – disse a Lene revirando os olhos.

– Já decidiram? – perguntou a Alice vindo para a sala com os marotos.

– Claro que já. Vamos ficar. – comentou a Lene sorrindo.

– É claro que vamos ficar. Vai ser divertido! – respondeu a Dora.

– Ok! Vocês venceram. Eu fico, mas nada de gracinhas Potter. – eu disse para ele que estava com um sorriso maravilhoso e estranho nos lábios.

– Sem problemas Lily. – ele respondeu batendo continência.

– Agora que está tudo resolvido eu tenho que ir. Frank esta me esperando. – comentou a Alice.

O que a Alice ficou fazendo com os marotos na cozinha esse tempo todo?

– E o que vocês estavam aprontando na cozinha Lice? – perguntei com a maior cara de inocente possível.

– Eu estava tentando explicá-la que eu sou a pessoa mais perfeita desse mundo. – respondeu o Sirius com o seu sorriso de derreter corações, principalmente o da Lene.

– Já que vocês vão ficar… Isso aqui é de vocês. – a Alice disse mostrando as malas que ela tinha feito pela manhã.

– Mas são as suas malas para a viajem. – comentou a Dora.

– Na verdade são as malas de vocês. Eu já sabia de tudo. – eu disse se escondendo atrás do Remus.

– Sua traidora! – gritamos as três juntas.

E logo começou uma caçada a Alice ali na pequena sala da casa dos gritos enquanto os marotos riam.

Que saber? Acho que não vai ser tão ruim assim passar alguns dias com eles.

Cap Anterior – Próximo Cap – Menu


sobre Vanessa Sueroz

Autora dos livros Confusões em Paris, Minha última chance, Odiado Admirador Secreto, Presente de Aniversário, Eu te amo mais e Três Botões.


Obrigada pela visita. Por favor, deixe um comentário com a sua opinião, isso é muto importante para nós.

One thought on “A casa dos gritos – Cap 6