A casa dos gritos – Cap 5


Anteriormente:

– A Lily sempre faz isso quando esta deprimida. Ela diz que algum dia vai ter coragem e vai invadir a casa. – respondeu a Lene revirando os olhos.
– Iria ser bem engraçado. – comentou o Sirius rindo.
– Iria ser engraçado quando o bicho aparecesse e ela saísse correndo de lá. – comentou o Frank rindo.

Algumas poucas horas depois eu fui dormir! Estava exausto!

Cap 5 -Plano para as férias

Narrado por Lílian Evans

Ai minha cabeça! Meu corpo inteiro dói, mas minha cabeça…

O que foi que aconteceu ontem?

Me lembro de estarmos jogando verdade ou desafio. Olha… A Lene confessou que gosta da bunda do Sirius.

Ontem foi bem divertido, mas por que a minha cabeça esta doendo tanto?

Espera aí. O nós fizemos depois de jogar? Eu me lembro de muitos copos de cerveja na minha frente e todo mundo rindo igual idiota. E tinha a Dora que estava muito vermelha.

Assim que me sentei na cama vi um pirulito na minha mesinha de cabeceira. O pirulito que eu queria! Quando foi que o Six me deu aquele pirulito? Eu me lembro dele comendo o pirulito, e era o último da loja!

Assim que peguei o meu pirulito para examinar vi que em baixo dele tinha um papel, uma carta provavelmente. Uma carta que não deveria estar ali se ela não fosse para mim.

“Bom dia Lily,

Espero realmente que sua cabeça não esteja doendo tanto quando acho que vai estar..

Não se preocupe, você não fez nenhuma besteira enquanto estava bêbada, a não ser é claro declarar o seu grande amor por mim. Brincadeira!

Eu consegui um pirulito daquele que você queria, espero que isso faça você se sentir melhor, e claro para acompanhar tome essa poção que esta aí do lado. Ela é ótima para ressaca.

T.P

Certo a carta era para mim! E ela explica perfeitamente essa droga de dor de cabeça. Não acredito que eu bebi tanto assim. Faz anos que não fico bêbada, alias, fazia anos que eu não bebia mais de um copo de cerveja.

– Vejo que finalmente acordou. – disse a Lene parando na minha frente.

– Que horas são? – perguntei procurando meu relógio.

– Já passa das dez. Todos já tomaram café, mas é melhor você tomar a poção que o Tiago deixou ao invés de leite. Esta se sentindo bem?

– Tirando a sede e que a minha cabeça vai explodir a qualquer momento eu estou ótima. – respondi já me colocando de pé para tomar um banho.

Esse seria um longo dia!

Assim que tomei um bom banho e troquei de roupa eu tampei o nariz e joguei a poção para dentro da boca. Eca! Isso tem um gosto muito ruim.

Para amenizar eu coloquei o meu maravilhoso pirulito na boca e desci rumo ao salão comunal, acompanhada pela Dora.

– Estão melhor? – perguntou o Sirius assim que nos viu.

– Pronta para outra. – brincou a Dora sorrindo e sentando ao lado do Tiago no sofá.

– Minha cabeça vai explodir a qualquer momento. – eu declarei levando a mão a cabeça.

– Tomou a poção? – me perguntou o Tiago com uma cara esquisita.

– Tomei agora pouco. – respondi me sentando no braço da poltrona do Sirius.

– Então logo você estará melhor. – finalizou o Remo sorrindo.

– Obrigada pelo pirulito. – agradeci ao Tiago.

Vi todos os rostos dos meus amigos se virarem para mim.

– O que foi? – perguntei não entendendo o porquê deles olharem para mim.

– Nada. – respondeu o Tiago na mesma hora fazendo todos pararem de me olhar estranhos. – E não precisa agradecer. – ele completou sorrindo.

– Consegue se lembrar de tudo? – perguntou a Alice sorridente.

– Sei lá. Eu tenho alguns flash de ontem, mas não sei se deixei alguma informação passar. – respondi dando de ombros.

– Então se lembra de você dizendo para todo mundo que é virgem? – me perguntou a Alice com aquele sorriso malicioso diabólico no rosto.

Senti meu rosto esquentar na mesma hora e logo um flash surgiu na minha frente. Todos estavam me olhando enquanto eu tentava manter os olhos no copo de cerveja e logo gritei “Eu nunca dormi com ninguém”.

Eu só falo besteira quando estou bêbada!

– Pelo visto ela se lembra. – disse o Sirius dando uma gargalhada.

– Por que não falamos de outra coisa? – perguntei tentando inutilmente mudar o rumo da conversa.

– Por que é tão legal te ver vermelha… – comentou o Sirius de novo.

– Ninguém merece! – eu disse revirando os olhos.

– Pelo menos você não deu vexame. – me disse a Lene dando de ombros.

– A não ser agarrar o Pontas, mas tirando isso… – comentou o Sirius.

Eu agarrei o Potter e não me lembro? Isso é muita maldade! Agora que eu tinha uma desculpa para isso eu não me lembro!

– Não fique decepcionada Lily. Acho que ele não se importaria de te lembrar da cena. – me disse a Alice.

Eu me joguei no colo no Sirius fazendo drama.

– Me matem! – eu pedi chorona.

– Seria tão ruim ter me agarrado? – escutei o Tiago perguntando.

– Acho que ela esta mais lamentando por não ter se lembrado de como foi. – respondeu a Dora.

A Dora é a mais quietinha, mas quando a abre a boca para falar… Senta que lá vem bomba! E o pior é que ela acertou…

– O dia em que eu quiser me lembrar disso vocês podem me internar. – eu respondi dramaticamente.

– Não exagera Lil. Foi só um beijo. – me disse a Lene.

– Como se eles nunca tivessem se beijado antes. – comentou o Frank.

– Aquilo não conta! Ele me agarrava! – reclamei.

– Então quer dizer que esse contou? – me perguntou o Tiago.

– Claro que não! – respondi emburrada.

– Ruiva… Foi só um beijo… Você não tentou arrancar a roupa dele, pelo menos não conseguiu chegar às calças. – me disse o Sirius.

– O que? – gritei.

Não acredito nisso!

Nem bêbada eu acho que seria tão abusada assim!

Eu o beijei! E além de não me lembrar eu ainda tentei tirar a blusa dele! Como eu sou pervertida!

Gritar não foi uma boa idéia. Agora acho que minha cabeça realmente vai explodir.

– Calma… Você só tirou a blusa de frio. O resto ele não deixou. – comentou a Lene.

Como ela me pede calma?

– Claro que ela não deixou. No mínimo o sofá estava gelado. – comentou a Dora.

Posso me matar?

– Mas bem que ela gostou de brincar com o cinto da calça dele. – comentou o Frank.

Alguém me mate! Eu imploro!

– É mentira Lily! – escutei a voz do Tiago. – Eles só estão brincando com você. Agora pare de tentar se matar. – ele me disse tirando as minhas mãos que já estavam no meu pescoço.

– Você estragou a brincadeira Pontas. – reclamou o Sirius.

– Até que parte era mentira? – perguntei receosa.

– Você é uma bêbada comportada, além é claro de falar muitas coisas sem sentido, mas o máximo que fez foi me puxar pelo braço e ficar olhando umas corujas. – ele me respondeu revirando os olhos.

Ei! A única que pode revirar os olhos aqui sou eu.

– A Lily uma bêbada comportada? É que vocês nunca deixaram ela bêbada em uma festa. – comentou a Lene.

– Eu me lembro… A Lily queria fazer striptese. – comentou a Alice rindo.

– Isso já faz anos. – me defendi quando vi o olhar de espanto dos meninos.

– A próxima bebedeira irá ser durante uma boa festa. – comentou o Sirius com aquele sorriso safado dele.

– Não vai não. – dissemos eu e o Tiago juntos.

Não irá ter próxima vez.

Narrado por Tiago Potter

O Almofadinhas só pode estar passando mal. Deixar a Lily bêbada para fazer um striptese em uma festa? Nem pensar!

– Não vai não. – respondi junto com a Lily.

– E posso saber por que a objeção? – perguntou o Frank.

– Por que ele quer a festinha em particular. – comentou o Almofadinhas me deixando sem graça e a Lily vermelha de raiva.

– Mas é claro que não, mas também não vou deixar a minha futura esposa fazer striptese para vocês. – respondi irritado.

– Futura o que? – perguntou a Lily ainda vermelha.

Eu já disse que adoro irritá-la?

– Futura esposa Lily. Claro que ainda preciso fazer você saber que me ama, mas tudo bem…

– Vou ignorar isso. – ela respondeu trincando os dentes de raiva.

Apenas dei de ombros. Eu adoro irritá-la, mas não vamos exagerar.

– Certo, nada da Lily dançando em cima de um balcão. Qual a próxima idéia para as férias? – perguntou a Dora.

– Além de ficar alguns dias na casa da Lily para assistir um casamento trouxa e irritar a Petúnia? – perguntou a Lene.

– É… Tirando isso. – disse a Dora dando de ombros.

– Não faço idéia! – disse a Lene chateada.

– Podemos dar uma festa aqui no castelo. – sugeriu o Almofadinhas empolgado.

– Uma festa no castelo? – perguntou o Remo.

– Claro… Podemos Nos divertir sem precisar sair daqui. – eu respondi já tendo várias idéias maravilhosas.

– Uma festa de natal só nossa? – perguntou a Alice empolgada.

– Eu gostei da idéia. – comentou a Lene pensativa.

– Mas onde seria essa festa? Não podemos simplesmente nos trancar no quarto. – comentou a Dora.

– Vou pensar nisso. – eu disse já começando a pensar.

Acho que esse vai ser o melhor natal de todos!

– Mas podemos deixar a Lily bêbada na festa da irmã dela. Iria ser bem divertido. – comentou o pervertido do Sirius.

– Claro… E a mãe dela a expulsa de casa depois gênio! – respondeu a Lene.

O Sirius também tem casa idéia bizarra.

– Mas podemos deixá-la bêbada em uma festa só nossa. Vai… Até você tem que admitir que iria ser divertido. – me disse o Sirius.

– Vocês se esqueceram que eu estou aqui? – perguntou a Lily revirando os olhos.

– Nunca me esqueceria ruiva. – respondi com um belo sorriso

– Mas até agora ninguém, me contou como a Dora se comportou bêbada! – disse a Lene cortando a confusão.

– Ela não aprontou nada. – respondeu o Remo dando de ombros.

– Eu sou uma bêbada boazinha. – comentou a Dora sorrindo envergonhada.

– Boazinha em que sentido? – perguntou a Alice com uma cara maliciosa.

– Não falou muita besteira e me obedeceu vindo para a o castelo quando pedi. – respondeu o sem graça do Aluado.

– Assim não tem graça. Só eu dei vexame? – perguntou a Lily fazendo bico.

– Na verdade nem você Lily. Eu já disse que você não fez nada de mais.

Sei… – comentou o Frank desconfiado.

Eu mereço esses amigos!

Narrado por Lílian Evans

Depois daquele dia de ressaca as coisas continuaram as mesmas, ou quase as mesmas.

Deixamos a mão dos meninos decidirem alguma coisa legal para fazer no natal, já que iríamos para a minha casa logo depois.

A Alice disse que iria para a casa do Frank conhecer os pais dele e que não iria participar da nossa festa no natal, é menos uma!

Minha felicidade só aumentava ao passar dos dias… As aulas estavam acabando, claro que os professores não davam uma folga nos deveres, mas só de pensa que logo teríamos duas semanas livres já era muito bom.

– Pensando no Tiago Lily? – me perguntou a Dora me tirando dos meus devaneios.

– Na verdade eu estava pensando nas férias. – respondi dando de ombros.

– Nas férias com o Tiago? – perguntou a Dora risonha.

– Não! – respondi já começando a perder a calma.

– Já pensou em como vai apresentá-lo para os seus pais? – me perguntou a Alice.

– E precisa de muita coisa? Oras, vou apresentar como apresentei vocês e como vou apresentar os meninos. – respondi.

– Sei… Ele é seu futuro namorado, não pode ser simplesmente “Esse é o Potter”. Tem que ter mais emoção. – comentou a Alice sonhadora.

– E já pensou como irá ser seu natal com seus sogros? – perguntei para ela.

A Alice esta meio em pânico por conhecer os sogros nas férias, coitada!

– Eles vão gostar de mim, não é? – perguntou ela insegura.

– Mas é claro que vão. Não ligue para a Lily. – respondeu a Dora revirando os olhos.

– Eu não teria tanta certeza Lice. Você sabe o que dizem de sogras. – respondi para deixá-la amedrontada e a conversa tomasse outro foco.

– E o que dizem? – perguntou ela já com a voz falhando.

– Que as sogras adoram infernizar a vida das noras, por isso que eu vou fica solteira. – respondi dando de ombros.

– Mas a mãe do Frank não é assim, não é? Ele disse que ela não é assim. – disse a Alice já amedrontada.

– E quem te garante? O Frank não iria falar mal da mãe dele. – eu disse piscando para ela antes de ir para o salão comunal.

– Ela só esta tentando tirar o assunto de cima dela. Até parece que você não conhece a Lily. – disse a Lene acalmando a Alice.

Eu tinha que inventar alguma coisa não é? Pelo menos o assunto saiu de cima de mim e do Tiago. Já basta eu estar apaixonada por ele. Apaixonada por um galinha que não presta.

Acho que vou ficar para titia!

Narrado por Tiago Potter

– Alguém já pensou em alguma coisa? – perguntei para os marotos.

– Eu já disse que não vou me envolver. – disse o Remo já tirando o corpo fora.

– De novo essa conversa. Aluado! Quantas vezes eu vou ter que falar que a Dora vai adorar esse seu jeito selvagem? As quietinhas são as piores. – respondeu o Sirius.

– Não brinque com coisa séria Sirius. Eu sou um monstro e posso machucá-la. – respondeu o Aluado.

Quantas vezes nós ainda tiremos essa discussão?

– Vai pelo menos nos ajudar? – perguntei dando fim a discussão dos dois.

– Claro que vou. – ele respondeu de imediato.

– Ótimo! E você Almofadinhas, vai ou não admitir que gosta da Lene? – eu tenho que ser direto, não é?

– Agora você usou a palavra certa. Eu gosto dela, mas não me venha dizer que estou apaixonado. Isso é coisa de veados como você. Sirius Black não se apaixona. – ele disse passando a mão pelo cabelo e dando um dos seus melhores sorrisos.

– Mas vai participar do plano? – perguntei para cortar a sessão “Sirius Black é o melhor”.

– Claro que vou. Só precisamos ver onde, e arrumar os detalhes. – me respondeu o Almofadinhas sorrindo.

– Alguma idéia? – perguntei para os dois.

– Sala precisa? – sugeriu o Aluado.

– Não é má idéia, mas precisamos de algo melhor. – comentou o almofadinhas pensativo.

– O problema é achar o lugar melhor. – respondi pensativo.

Onde poderíamos colocar o plano em prática?

– Tem a cabana do Hagrid. Talvez se perturbássemos ele o suficiente… – começou o Sirius.

De onde o Sirius tira essas idéias bizarras?

– A cabana do Hagrid não iria caber todos nós confortavelmente. – respondi.

– Mas é essa a idéia. Ai a Lene iria dormir agarrada comigo. – ele disse com aquele sorriso safado.

– Por falta de opção. Se é que ela não iria preferir o cachorro do Hagrid. – respondeu o Aluado.

Alguém reparou que o Aluado esta com a língua afiada?

– O que a lua cheia não faz com o nosso lobinho. – disse o Almofadinhas colocando a mão no ombro do Remo.

– Mas é verdade… Cachorro por cachorro, melhor ficar com o menos safado. – respondeu o Aluado fazendo o Sirius fechar a cara.

– Ei! – reclamou o Sirius.

– O que vocês estão brigando? – escutei a voz da minha ruiva.

Ela estava com um pijama grosso de frio o cabelo levemente bagunçado, provável que tenha acordado para beber água.

– Ficou com saudades ruiva? – perguntou o Sirius.

– Fiquei com cede Six. – ela respondeu virando os olhos e indo beber água. – E vocês? Aprontando o que? – ela perguntou desconfiada sentando no braço da poltrona do Aluado.

-Nada! – dissemos todos juntos.

Ela olhou bem desconfiada.

– Melhor eu nem saber ou vou ter que colocar todos em detenção. – ela respondeu.

– Isso seria muita maldade ruiva. – disse o Almofadinhas fazendo a maior cara de inocente.

– Pelo menos já pensaram nas nossas férias? – perguntou a Lily.

– Sim/Não/Estamos pensando. – respondemos o Sirius, eu e o Remo, nessa ordem.

Não sei onde eles estavam com a cabeça para responder alguma coisa diferente de “Não”.

– Certo… Qual dos três está dizendo a verdade? – ela perguntou com a sobrancelha levantada.

Mau sinal.

– Ele! – dissemos cada um apontando para o outro.

Ou seja, não conseguimos enganar a Lily.

– Sabe o que é Lily… Deixe as férias conosco, sabe como é… O Aluado aqui esta planejando se declarar para a Dora, então temos que pensar em algo especial, e surpresa é claro. – disse o Sirius.

Alguém sabe de onde o Sirius tira essas coisas?

– Sério Remo? – ela perguntou quase pulando do sofá. – Que boa noticia! – ela gritou se jogando no pescoço dele.

Ela Se jogou em cima do Remos só por que soube que ele iria se declarar, e eu me declaro todos os dias e ela só me despreza. Ô vida cruel.

Narrado por Lílian Evans

Eles estão muito estranhos… Não falam coisa com coisa. Estão aprontando alguma coisa com toda certeza!

– Pelo menos já pensaram nas nossas férias? – perguntei ainda desconfiada, melhor deixar isso para lá, esta de madrugada.

– Sim/Não/Estamos pensando. – respondemos o Sirius, Tiago e o Remo, nessa ordem.

Agora eu não tenho mais dúvidas! Eles estão aprontando alguma coisa.

– Certo… Qual dos três está dizendo a verdade? –perguntei com a sobrancelha levantada.

Ótimo! Eles estão aprontando! Finjo que não sei de nada ou paro isso logo?

– Ele! – disseram cada um apontando para o outro.

– Sabe o que é Lily… Deixe as férias conosco, sabe como é… O Aluado aqui esta planejando se declarar para a Dora, então temos que pensar em algo especial, e surpresa é claro. – disse o Sirius.

É claro que isso é mentira! Melhor deixar para lá.

– Sério Remo? – perguntei quase pulando do sofá. – Que boa noticia! – gritei fingindo empolgação e me jogando no pescoço dele.

Acho que isso já foi o suficiente para eles pensarem que eu cai na conversa deles.

Agora resta descobrir o que eles estão tramando.

– Se acalme Lily, ainda estamos vendo como vai ser tudo. – pediu o Sirius enquanto o Tiago estava de cara fechada.

Agora não me perguntem por que o Potter ficou estressado dessa vez.

– Certo… Vou deixar vocês planejando e vou voltar para a minha cama.

– Sonha com o Pontas ruiva. – me disse o Sirius quando eu já estava subindo as escadas.

Achei melhor não responder, fui até o quarto e abri e fechei a porta para eles pensarem que eu tinha entrado no quarto desci um pouco e me escondi na curva da escada pronta para escutar a conversa.

– Essa foi por pouco. – escutei o Sirius dizendo.

– Acha mesmo que ela acreditou? – escutei o Potter perguntando.

– O que diferença vai fazer? – escutei o Sirius perguntando.

Aquele presunçoso metido!

– Na verdade toda a diferença. Você sabe o quanto a Lily é teimosa. – respondeu o Tiago.

– Agora já foi. Temos que ficar mais atentos quando estivermos vendo esse assunto. – comentou o Remo.

– Na verdade precisamos decidir os detalhes logo. – comentou o Sirius.

– A Alice não vai estar aqui. Então ela até pode ajudar. – comentou o Potter pensativo.

– Ajudar? Acha que ela vai concordar com isso? – perguntou o Remo indeciso.

– Claro que vai. A Alice adora essas coisas, principalmente quando souber que você vai se declarar para a Dora. – comentou o Sirius parecendo bem animado.

– Já disse que isso não vai acontecer. Não vou colocar a vida dela em risco. – respondeu o Remo deprimido.

Posso socar o Remo? Então é por isso que ele nunca se declarou? Por que ele acha que pode machucá-la? Ridículo! Ela não é burra de ir atrás dele na lua cheia.

– Melhor não discutir isso agora. Primeiro temos que ver como vamos fazer, depois eu convenço o Aluado. – respondeu o Tiago pensativo.

– Essa eu quero ver. – respondeu o Sirius debochado.

– Me ajude a pensar no resto que disso eu mesmo cuido. – respondeu o Potter se sentindo o máximo.

– Certo. – respondeu o Sirius

Não escutei mais nada por alguns minutos e desisti. Melhor investigar depois.

Narrado por Tiago Potter

Com toda aquela confusão do plano eu mal notei quando já estávamos na véspera das férias… Só percebi mesmo quando a Alice disse que iria arrumar as malas.

– Arrumar as malas para que? – perguntei saindo dos meus pensamentos e observando a Alice se levantar sorrindo para o Frank.

– Para as férias… Amanhã de noite eu vou estar na casa do Frank, não posso fazer feio aparecendo lá de uniforme. – respondeu ela revirando os olhos iguais aos da Lily.

– Mas você também fica linda de uniforme. – respondeu o Frak com aquela cara de apaixonado.

– Que melação! – respondeu o Pedro antes de colocar mais um bolinho na boca.

– Alice eu vou te ajudar a fazer as malas. – disse o Sirius já de pé.

Todos olhamos para ele desconfiados.

O que o Sirius pretendia com isso?

– Claro Six. – ela disse meio insegura autorizando ele a subir as escadas para o dormitório feminino.

– Não entendi nada. – disse a Dora depois que os dois subiram.

– Na verdade eu também não. – respondeu o Aluado dando de ombros.

– Ele esta aprontando alguma coisa. – disse a Lily muito desconfiada.

Por que a Lily tem que ser a mais desconfiada? Por que ela não poderia ser a mais tímida ou coisa parecida? Seria muito mais fácil.

– Pare de ser paranóica Lily. Eles não estão fazendo uma conspiração ou coisa do tipo. – comentou a Lene.

– Nem vou falar nada. – ela disse voltando a ler o livro dela.

Mas o Sirius está louco? O nosso plano vai entrar em prática amanhã e ele inventa de deixar a Lily desconfiada! Maluco!

Fingi me concentrar no dever de poções, enquanto eu olhava a Lily que parecia perdida em pensamentos, o que não é nada bom, por que dessa vez eu sei que ela esta pensando no que vamos aprontar e não em mim.

– Marotos reunião. Precisamos decidir como vai ser as nossas férias. –disse o Sirius descendo as escadas do dormitório.

– A reunião não seria com todo mundo Sirius? Afinal todos nós vamos passar as férias juntos. – perguntou a Dora daquela jeito doce dela.

– Mas não tínhamos combinado que nós decidiríamos e faríamos surpresa? – perguntou o Remo desviando o assunto.

– O que vocês estão aprontando? – perguntou a Lily com a sobrancelha levantada.

– Nada que vocês não vão descobrir amanhã. – respondeu o Sirius com aquele sorriso maroto dele.

– Não vou participar de nada antes de vocês me contarem o que é. – disse a Lene cruzando os braços na altura do peito.

– Vamos contar Lenizinha, mas depois, senão perde a graça. – disse o Sirius dando um beijo na bochecha dela e saindo correndo escada a cima.

– Vou ver se a Alice sabe alguma coisa. – escutei a Lily dizendo antes de subir.

Subi as escadas com raiva do Sirius. Por que ele foi deixar a Lily desconfiada?

– Antes que você de um show eu vou explicar que era a intenção deixar a Lily desconfiada. – disse o Sirius assim que eu abri a porta do quarto.

– Por que Almofadinhas? Vai ser difícil de colocar o plano em prática agora que a Lily esta desconfiada. – disse o Aluado que já estava sentado na sua cama.

– Na verdade deixá-la desconfiada vai facilitar a nossa vida.

– Explique-se – eu pedi já me sentando na cama. E pela cara do Sirius eu iria gostar da idéia maluca dele.

Narrado por Lílian Evans

– Não vai nos contar? – perguntei pela décima vez para a Alice que estava terminando de arrumar a mala.

– Ele não queria nada Lil. Já disse que ele só veio pedir uma ajuda para fazer uma surpresa para a Lene. – me respondeu a Alice.

Mas é claro que ela estava mentindo. O Sirius nunca admitiria que gosta da Lene, muito menos pediria ajuda para conquistá-la.

– Agora vamos dormir que amanhã o dia será longo. – ela disse dando fim a nossa conversa.

Odeio quando não me contam as coisas. E eu sei que estão me escondendo alguma coisa.

Achei melhor tentar dormir e esquecer temporariamente essa história mal contada dos meninos.

Acordei tarde no dia seguinte. Ainda bem que mão tinham aulas. Hoje era o dia que a maioria dos alunos vai para casa passar o nata, o nosso caso só iríamos daqui a alguns dias para passar o ano novo e o casamento da Petúnia.

Desci preguiçosamente para o café da manhã e por incrível que pareça todos já estavam lá.

– Tudo bem ruiva? – me perguntou o Sirius.

– Claro. – respondi ainda bocejando.

Quem manda e besta aqui ficar até tarde pensando em que os marotos estão aprontando.

– Teve insônia ruivinha? – me perguntou o Tiago parecendo preocupado.

Só parecendo, por que eu sei que no fundo ele não estava. Ele deveria estar rindo da minha cara.

– Estou bem pessoal. Só não dormi muito bem. – respondi sorrindo gentilmente.

– E o que vocês planejaram para hoje? – perguntou a Alice animada.

– Na verdade hoje não vamos poder ficar com vocês. Temos coisas de marotos para resolver. – respondeu o Remo sério.

Coisas de marotos? O que seria? Se agarrar com o primeiro rabo de saia que ver pela frente?

– Tudo bem Lily? – me perguntou o Tiago com um sorriso enigmático.

– Acho que você deveria voltar para a cama. – sugeriu o Frank.

– Eu vou terminar de arrumar as minhas malas. Ainda tenho muito que arrumar. – disse a Alice já de pé.

– Eu vou falar com a professora sobre um dever que ela passou. – disse o Remo se levantando também.

– Vou fazer os meus deveres de férias. Melhor terminar logo. – comentou o Frak antes de enfiar uma torrada na boca e sair andando.

– O que deu neles? – perguntou a Dora.

Olhei desconfiada para o Tiago que mesmo terminando o café ainda estava lá lendo o jornal.

– Eu vou jogar snape explosivo. Alguém vem? – perguntou a Lene.

– Eu vou Lene. – disse Sirius também já de pé.

– Ótimo. Pelo visto somos as únicas sem um programa. – eu disse entediada.

– Eu posso te arrumar um programa bem interessante na hora que você quiser ruiva. – me disse o Potter finalmente tirando os olhos do jornal.

– Tem alguma coisa legal aí? – perguntou a Dora interrompendo o escândalo que eu iria dar.

– Na verdade não. A mesma coisa de sempre. Desaparecimentos e coisas do tipo. Quando o ministério irá declarar que esta tudo fora de controle? – ele respondeu. Parecia falar mais sozinho do que com a Dora.

– Acho que eles nunca vão admitir que as coisas não andam bem.

Não fiquei prestando atenção mais na conversa deles,e comecei a prestar atenção no Potter.

Eu sei que isso é maluquice, mas ele estava tão lindo com aquele uniforme.

Ok Lily, volte a realidade, ele é o Potter!

Quando dei por mim a Dora já estava me chamando para irmos para o dormitório ajudar a Alice.

Assim que cheguei no dormitório me joguei na cama com preguiça.

– Mas para que tantas mochilas Lice? – perguntou a Dora.

– Foi quando eu percebi que tinham várias mochilas no chão, acho que mais de cinco.

– Você vai passar um mês lá? – perguntou a Lene rindo.

– Para que tudo isso? – perguntei espantada.

Ela parecia estar levando mais roupas do que quando vai para a casa dela.

– Eu tenho que estar prevenida, não acham? – ela perguntou sentando no beiral da janela.

Estava toda sonhadora.

– Imaginem se eu tenho que ir nadar, por isso fiz uma mala com roupas de praia. E se eles me chama para uma festa? Eu tenho que estar preparada, por isso estou levando tudo para me arrumar caso uma festa surja, sem contar que eles podem me chamar para acampar, escalas, praticar cuper, tem tantas possibilidades. – ela respondeu enumerando tudo no dedo.

– Não acha que esta exagerando? – perguntou a Lene rindo.

– Claro que não. Eles tem que ter uma boa primeira impressão. – ela respondeu dando de ombros.

– Então por que não colocou tudo em uma mochila só? – perguntou a Dora.

– Não coube! Pensa que eu não tentei? – ela perguntou olhando distraidamente para a janela.

– Era só fazer um feitiço. Deixa que eu cuide disso para vocês Alice. – eu disse pegando a varinha.

– O que é aquilo ali? – ela disse sem nem prestar atenção em mim.

– Parecem pessoas. – disse a Lene olhando pela janela também.

– E o que três pessoas estariam fazendo a essa hora lá nos jardins indo em direção ao salgueiro lutador? – perguntou a Dora também expiando.

Fiquei curiosa e arrumei um espaço para olhar os jardins também.

– Mas aqueles ali são os marotos. – eu disse reconhecendo aqueles cabelos arrepiados.

Eu reconheceria aquele cabelo em qualquer lugar.

– O que será que eles estão aprontando? – perguntou a Alice parecendo pensativa.

– Acho que suicídio. Eles não viram que estão indo para o salgueiro lutador? – perguntou a Dora alarmada.

– Eles devem estar tentando impressionar as meninas mostrando que enfrentam o salgueiro. – deduziu a Lene.

– Que meninas? Não tem mais ninguém nos jardins. – disse a Alice parecendo avaliar a situação.

– Como… Como eles fizeram isso? – eu perguntei espantada quando vi o salgueiro ficar parado.

– Eles estão entrando nas raízes. Como eles fizeram isso? – perguntou a Alice espantada.

– Vamos garotas. Vamos descobrir o que eles estão aprontando. – eu disse já pagando a varinha e indo para a porta.

– Você é louca? Não vê que eles estão fazendo alguma coisa ilegal? – perguntou a Dora tenebrosa.

– Eu sou a monitora aqui Dora e você que esta com medo de pegar detenção? São só os marotos. – eu disse já saindo do quarto.

– Espere que eu vou também. – escutei a Lene gritando minutos antes de se juntar a mim.

Não demorou muito e nós quatro já estávamos perto do salgueiro.

– E agora? Como paramos essa coisa? – perguntou a Lene pensativa.

– Podemos esperá-los e surpreende-los. – sugeriu a Alice.

– Nem pensar. Eu quero saber o que eles estão escondendo. – eu disse já imaginando como iríamos entrar.

Narrado por Tiago Potter

– Acha que elas vão conseguir? – perguntou o Aluado.

– Até parece que não conhece essas meninas. – eu respondi dando de ombros.

– Relaxem. Eu expliquei para a Alice como entrar. Ela vai dar um jeito de induzir as meninas. – respondeu o Sirius se jogando no sofá da sala.

Tínhamos arrumado tudo para a chegada delas, móveis, limpeza e dispensa cheia.

– Ainda não acredito que você pediu a ajuda da Alice. – disse o Aluado inconformado.

– Oras, ela é legal, e não pensou duas vezes quando contei o plano. Ela disse que ajudaria a distrair as meninas e a fazerem elas nos seguir. Era só o que precisávamos para colocar o plano em prática. – ele respondeu.

– Falou com ela sobre as roupas? –perguntei.

– Ela disse que iria fazer uma mala para cada uma. – respondeu o Almofadinhas.

– O que Dumbledor disse Aluado? – eu perguntei.

– Disse que não teria problemas, mas qualquer coisa era para chamar ele. Ele é maluco. Não sei como ele deixou que vocês fizessem isso.

– Vocês? Até onde eu sei você também esta nisso. – respondi sorrindo marotamente.

Passaram-se alguns minutos e já escutávamos vozes.

– Elas estão chegando. – eu disse empolgado.

Logo vimos as quatro surgirem na entrada da casa e nos olharem estranhamente. Acho que elas estavam estranhando o ambiente.

– Onde nós estamos? – perguntou a Lene confusa olhando para os lados a procura de alguma pista.
– O que eles estão fazendo aqui? – perguntou a Lily já vermelha de raiva.

Acho que ela já entendeu que foi mais um truque.

– Acho que caímos em mais um truque deles. – comentou a Lene derrotada após olhar significantemente para nós.

Acho que o nosso sorriso denunciava.

– Vocês não vão falar nada? – perguntou Lílian irritada.

Nos olhamos e pelo olhar concordamos em acabar com aquele suspense logo.

– Bem vindas à casa dos gritos. – dissemos com lindos sorrisos marotos prestando uma reverencia para as damas.

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sobre Vanessa Sueroz

Autora dos livros Confusões em Paris, Minha última chance, Odiado Admirador Secreto, Presente de Aniversário, Eu te amo mais e Três Botões.

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