A casa dos gritos – Cap 4 3


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– Querem um petisco enquanto a comida não fica pronta? – perguntou ela sorrindo ainda mais.

Olhei para a Lene para ter certeza que ela também viu os olhares que essa coisa esta dando para o Sirius e para o Tiago, e sim ela viu. A cara contorcida dela não me engana.

– Não é necessário! – respondeu a Lene rispidamente.

Eu falei que ela não estava gostando.

Cap 4 – Hogmead II

– Vamos ao banheiro meninas? – perguntou a Lene assim que a garçonete se afastou.

Nos levantamos assim que ela terminou de falar e rumamos todas para o banheiro.

Assim que a Alice fechou a porta a Lene foi logo falando:

– Aquela coisa estava dando em cima do Sirius!
– E do Tiago. – eu disse dando de ombros.
– Mas ela é bonita! – respondeu a Dora dando de ombros.
– Você fala isso por que não estão mexendo com o Remo. – comentou a Lene revoltada.
– Ela tem idade para ser mãe deles! – respondi irritada.
– Não exagere. Ela deve ser só uns cinco anos mais velha que nós. – comentou a Alice dando de ombros.
– Exijo outra garçonete! – disse a Lene revoltada.
– Acho melhor vocês duas se acalmarem antes que os dois percebam o ciúme de vocês. – pediu a Alice.
– Eu não estou com ciúmes. – respondemos a Lene e eu juntas.
– Não esta mais aqui quem falou! – disse a Alice levantando as mãos.
– Já se acamaram? Precisamos voltar para a mesa. – perguntou a Dora com um leve sorriso.

Respirei bem fundo e soltei o ar devagar para me acalmar.

– Vamos voltar! – eu disse já deixando a garçonete para lá.

Ela não seria a primeira dele e muito menos a última.

Voltamos sorrindo para a mesa disfarçando a tensão do banheiro.

– Eu ainda não entendo por que vocês vão sempre juntas ao banheiro. – comentou o Frank confuso.
– Se precisam de ajuda para tirar a roupa é só pedir para mim. Faço questão de ajudar. – comentou o Sirius com um sorriso safado.
– O ignorem. – comentou o Remo segundos antes da comida chegar.

Eu adoro macarrão!

– Espero que gostem! – disse a garçonete piscando para o Sirius.

Abusada!

Enquanto comiamos ficamos rindo das piadas dos meninos.

– Mas agora cansei de falar. É a vez de vocês. – disse o Sirius sorrindo para nós.
– Vocês são mais legais. – eu disse dando de ombros sem ter o que falar.
– Eu sou o máximo! – disse o Sirius sorrindo.
– Qual livro você anda lendo Lily? – perguntou o Remo puxando assunto.
– Nem ela mesma sabe. – comentou a Dora rindo.
– Ei! Não é bem assim… – comentei revoltada.
– Diga o nome. Apenas um nome Lily. – pediu a Lene sorrindo.
– Mas eu estou lendo vários… Isso não é justo! – reclamei vendo a cara de vitoriosa dela.
– Você e esses livros… Você deveria arrumar um namorado para te distrair ao invés dos livros. – comentou a Alice entediada.
– Aposto que se eu fosse seu namorado eu não deixaria você entediada nunca. – comentou o Potter.
– Claro que não. Você me trairia toda semana. Não tem como ficar entediada assim. – respondi revirando os olhos.

Quem fala o que quer ouve o que não quer!

– Eu nunca trairia você ruivinha. – ele disse com aquele olhar pidão dele.

Ele pensa que me convence fazendo essa cara de cachorro abandonado… Coitado!

– Melhor mudarmos o rumo da conversa antes que vocês resolvam brigar e acabar com o nosso passeio. – sugeriu o Remo.
– Eles poderiam apostar conosco que conseguem ficar um dia inteiro sem brigar. – sugeriu o Frank.
– E bem que esse dia poderia ser hoje. – concordou a Alice.
– Não estamos brigando. – eu disse na mesma hora.
– Ainda não estão… – comentou a Dora.
– Eu aceito o desafio. – disse o Tiago sorrindo.
– Então Lily? Vai aceitar ou vai amarelar? – me perguntou a Lene.
– O que eu vou ganhar? – perguntei desconfiada.
– Não vamos tocar no assunto sobre o futuro romance de vocês hoje. – sugeriu a Alice.
– Não tem futuro romance. – reclamei.
– Isso dói um aceito a aposta? – perguntou o Frank.
– Ok! Aceito a aposta, mas ela será quebrada se o Potter tentar alguma coisa. – eu aceitei.

Se não pode contra eles… Junte-se a eles!

– Perfeito! – disse o Sirius sorrindo.

Quando o Six sorri desse jeito ele sempre faz eu me arrepender de concordar com ele.

– E o Pedro gente? Será que ele não vai aparecer? – perguntou a Dora depois de mais alguns minutos em silencio.
– Pelo visto ele esta com vergonha de aparecer já que não tem uma garota como tinha falado. – respondeu o Tiago.
– Ou ele ainda não acordou! – comentou o Sirius.
– Mas já passa às duas da tarde. É claro que ele acordou! – disse o Remo pensativo.
– Concordo com o Tiago. Ele não tem uma garota para apresentar. – comentou o Frank.
– Coitado gente! Às vezes ele só ficou constrangido de apresentar a menina para nós. – eu disse tentando me manter séria.

Mas não consegui muito progresso por que todo mundo começou a rir e eu tive que rir também.

– Já que todos terminaram de comer podemos jogar alguma coisa. – sugeriu a Lene pensativa depois que a garçonete retirou os pratos.
– Jogar o que? Não quero levantar. – reclamou a Alice.
– Sei lá. Verdade ou desafio, Nota ou conseqüência. – sugeriu o Remo.
– Que porcaria de jogo é esse? – perguntou o Sirius.
– Nunca jogou verdade ou desafio Sirius? – perguntei desconfiada.
– Joguei, mas essa coisa de nota e conseqüência eu não conheço. – ele respondeu dando de ombros.
– É simples! Nota é para você dar nota para alguma coisa, por exemplo, você pode perguntar “que nota você dá para o sorriso do Tiago?” – respondeu a Alice.
– E conseqüência seria alguma coisa como, “se você tivesse que salvar a Lily ou a Lene da lula gigante, quem você salvaria primeiro?” – explicou a Dora.
– Parece interessante… – comentou o Tiago.
– Mas teríamos que tirar a parte do desafio já que ninguém esta afim de levantar. – comentou o Remo.
– Melhor ainda, podemos só fazer desafios que não precise se levantar. – sugeri.
– O que, por exemplo? – perguntou o Remo.
– Sei lá… Cantar alguma coisa, fazer uma declaração gay, sei lá. – eu respondi dando de ombros.
– A idéia é boa! – comentou a Lene sorrindo.
– Vamos precisar de uma garrafa. – disse o Frank olhando para a mesa já vazia.
– Isso é a parte fácil. – disse o Potter se levantando e indo até o balcão.

Ele voltou com uma garrafa de cerveja na mão e deu um pouco para cada um.

– Garrafa vazia! – ele disse assim que tomamos a cerveja.
– Ótimo. Boca pergunta e fundo responde. – disse a Alice já rodando a garrafa.

Pelo menos eu não posso cair com o Tiago já que ele esta bem do meu lado. Eu que não dá!

Ótimo! Alice e Sirius.

– Verdade, desafio, nota ou conseqüência? – perguntou a Alice.
– Vamos ver como funciona esse negócio de conseqüência. – ele disse dando de ombros.
– Você esta em uma batalha contra alguns comensais e o Tiago e o Remo estão lutando com você, mas você vê duas Avadas sendo lançadas, uma para o Tiago e outra para o Remo. Você pode simplesmente pular e tirar um dos dois do caminho, mas não dá para salvar os dois, pois eles estão em extremidades diferente. Quem você salva?

Uau! Ela pegou pesado!

– Nossa que negócio mais complicado. Por que eu não posso salvar os dois?
– Por que não pode Sirius. Tem que escolher um dos dois. – ela disse rindo.
– Isso não é justo! – ela disse emburrado. – Eu passo a minha vez.
– Você não pode passar a vez. – eu disse rindo da cara dele.
– Eu posso salvar um e tentar estuporar o outro para sair do caminho também. – ele disse sorrindo como se a idéia fosse brilhante.
– Isso ao vale Six. – respondeu a Dora.
– Você tem que escolher. – comentou o Frank.
– Ok! Eu salvava o Tiago! Mas eu tentava te salvar logo em seguida Reminho. – ele respondeu triste.
– Eu sei que você me ama. – respondeu o Tiago sorrindo.
– Sem problemas Sirius. – respondeu o Remo rindo ainda mais.
– Sua vez de rodar a garrafa Six. – eu disse.

Lene e Dora

Coitada da Dorinha!

– Verdade, desafio, nota ou conseqüência? – perguntou a Lene.
– Verdade!

Que Dora mais sem graça.

– É verdade que você já beijou o Diggory? – perguntou a Lene.

Pelo menos ela foi boazinha e não perguntou sobre o Remos.

– É verdade! Mas você sabe que foi um acidente! – respondeu a Dora envergonhada.
– Acidente? – perguntou a Alice rindo.
– Eu tropecei e o Diggory me segurou, e quando eu fui agradecer viramos o rosto juntos. Nada de mais. – ela respondeu parecendo uma tomate de tão vermelha.

Tiago e Frank

– Verdade, desafio, nota ou conseqüência? – perguntou o Tiago.
– Desafio.
– Desafio você a ir ao balcão pedir leite.
– Isso é mancada! – ele disse revoltado.
– Foi você que pediu desafio.

Certo, ver o Frank pedir leite quente para a garçonete foi muito legal. Pelo menos o Tiago tem senso de humor.

– Espera chegar a minha vez! – reclamou o Frank voltando vermelho para a mesa depois de quase todo o bar rir da cara dele.

Remo e Lily.

Pelo menos eu cai com alguém bonzinho.

– Verdade, desafio, nota ou conseqüência? – perguntou o Remo.
– Nota Reminho.
– Que nota você dá para… – ele parou para pensar e ficou olhando para a minha cara. – Para os músculos do Sirius.
– Desculpe Six, mas dou oito. – respondi sorrindo.

Os músculos do Tiago são muito mais bonitos!

– Oito? O que eu fiz para merecer um oito? Eu mereço um dez ruiva.
– Oito sim! Tem melhores. – respondi rindo da carinha de cachorro dele.
– Melhor eu nem comentar. – disse a Lene rindo.
– Levou um oito Almofadinhas! – zoou o Tiago.
– Que decepção! – comentou o Remos segurando o riso.
– Acho que você vai precisar malhar mais um pouco. – disse o Frank rindo.
– Não estou vendo graça. Essa cenoura ambulante que esta com problemas nas vistas. – ele disse emburrado.
– É claro… – respondeu a Lene rindo.

Eu girei a garrafa e caiu Alice e Lene.

– Verdade, desafio, nota ou conseqüência? – perguntou a Alice com a maior cara de sapeca.
– Pela sua cara não sei qual vai ser menos pior. – comentou a Lene pensativa. – Nota.
– Ótima escolha Lene. –disse a Alcie com um sorriso diabólico. – Nota para bundinha do Sirius.
– Eu de novo? – ele perguntou emburrado.
– Cinco! – respondeu a Lene na mesma hora.
– Cinco? – perguntou o Sirius inconformado. – Minha bunda é bem mais gostosa que um cinco.
– Ok! Seis e não se fala mais nisso. – disse a Lene já vermelha.
– Seis Lene? – perguntei olhando fixamente para ela. – A brincadeira é para falar a verdade.
– Sete? – arriscou a Lene.
– Ainda não é a verdade Lene. E nós sabemos a verdade. – ameaçou a Dora.
– Olha que eu estou começando a gostar dessa coisa de nota. – comentou o Sirius sorrindo.
– Oito e é a minha nota final! – ela disse já morrendo de vergonha.
– Mentirosa! – disse a Alice.
– A Lily deu oito e ninguém falou nada. – ela reclamou.
– Por que a Lily disse a verdade oras. Ela prefere os músculos do Tiago. – respondeu a Alice.
– Ei! – reclamei. – Vai lá Lene. Pode ir falando a verdade. – eu disse tentando desviar a atenção de cima de mim.
– Dez! Pronto que coisa! – ela disse se dando por vencida.
– Até que enfim! – disse a Dora rindo.
– Minha bunda sexy e gostosa levou um dez. – disse o Sirius contente.

E eu vi a Lene revirar os olhos.

O Sirius é realmente uma comédia!

Frank e Dora.

– Verdade, desafio, nota ou conseqüência? – perguntou o Frank sorrindo.

Aposto que ele deve estar com alguma coisa diabólica na cabeça.

– Não vale você pedir verdade de novo Dora. Tem que pedir um de cada! – disse a Alice sorrindo.
– Desafio? – ela perguntou incerta.
– Boa escolha Dorinha. Eu desafio você a cantar Maria Chiquinha de trás para frente.
– Mas isso é muito difícil! – ela reclamou.
– Não precisa ser todas as palavras. Só os pedaços da música.
– Vou tentar! – ela disse pensativa. – Que cocê vai fazer com o resto, Genaro, meu bem? Que cocê vai fazer com o resto? O resto? Pode deixar que eu aproveito.
– Isso mesmo… – disse o Frank rindo.

Não deve ser fácil cantar uma música de trás para frente.

– Então vai buscar uns que eu quero ver, Maria Chiquinha. Então vai buscar uns que eu quero ver. Os passarinhos comeram tudo, Genaro, meu bem. Os passarinhos comeram tudo. Então eu vou te cortar a cabeça, Maria Chiquinha. Então eu vou te cortar a cabeça. – cantou a Dora.

Ninguém mais estar agüentando e dando risada.

– No mês de setembro não dá jamelão, Maria Chiquinha. No mês de setembro não dá Jamelão. Foi uns que deu fora do tempo, Genaro, meu bem. Foi uns que deu fora do tempo.

Já esta bom não é? Logo a Dora vai se perder na música. Eu já me perdi!

– Eu nunca vi mulher de bigode, Maria Chiquinha. Eu nunca vi mulher de bigode. Ela tava comendo jamelão, Genaro, meu bem. Ela tava comendo Jamelão.

Que droga de fruta é Jamelão?

– Eu nunca vi mulher de bigode, Maria Chiquinha. Eu nunca vi mulher de bigode. Era a saia dela amarrada nas pernas, Genaro, meu bem. Era a saia dela amarrada nas pernas.
– Eu já me perdi na música! – comentou o Tiago ao meu lado.
– Eu também. – admiti.
– Quem é que tava lá com você, Maria Chiquinha? Quem é que tava lá com você? Era filha de Sinhá dona, Genaro, meu bem. Era filha de Sinhá dona.

A Dora parou um pouco. Acho que ela se perdeu!

– Que cocê foi fazer no mato, Maria Chiquinha? Que cocê foi fazer no mato? Eu precisava cortar lenha, Genaro, meu bem. Eu precisava cortar lenha. – cantou ela finalizando.
– Ufa! – disse a Lene.
– Que desafio mais difícil! – reclamou a Alice.
– Eu que diga! – respondeu a Dora vermelha.
– Ficou bom! – comentou o Remo também ficando vermelho.

Sirius e Lily

Eu acho que me ferrei!

– Verdade, desafio, nota ou conseqüência? – perguntou o Six sorrindo para mim.

Eu odeio esse sorriso do Sirius. Ele diz “Você esta perdida Lily!”

Pelo menos eu já pedi nota…

– Conseqüência. – eu disse na dúvida. Acho que era o menos pior se tratando do Six.
– Vamos ver se eu entendi como funciona. – ele disse pensativo.
– Pega leve Six. – eu pedi sorrindo.
– Não se preocupe ruiva. – ele me disse sorrindo diabolicamente.

Eu estou ferrada!

– Você tem que escolher um marido ou senão sua irmã vai escolher um para você.
– Fácil. Eu escolho. – respondi.
– Não era a pergunta ainda. – ele disse calmo. – Mas as suas escolhas são Snape e o Tiago. Quem você escolheria para passar a vida inteira?

Ele pegou pesado! E eu com a doce ilusão que ele iria ser bonzinho.

Vamos lá… O Tiago é o amor da minha vida, mas eu seria traia todas as noites e teria que agüentar as besteiras dele. Já o Snape foi meu melhor amigo, poderíamos conversar sobre tudo, mas eu teria que agüentar os comensais freqüentando minha casa e me insultando.

– Demorou Lily. – cobrou a Alice.
– Preciso de uma cerveja. – disse o Tiago do meu lado.
– Relaxa Pontas. – pediu o Remo.
– Não é tão difícil Lily… O amor da sua vida ou o comensal ridículo? – me perguntou o Sirius novamente.
– Não é bem assim Six. – disse a Lene pensativa. – Vendo pelo lado da Lily as coisas são sempre mais complicadas.
– Escolhe um logo. – pediu o Frank impaciente.
– Acho que a Petúnia escolher seria mais fácil. – arrisquei.

Vi o Tiago se engasgando do meu lado.

– Vamos lá Lily. Você faz melhor que isso. Pensa bem… Agüentaria o Snape e os comensais na sua casa te insultando? – me perguntou a Dora.
– Mas pelo menos eu teria alguém para conversar. – respondi pensativa.
– O Tiago é simpático e bem humorado. – disse a Alice.
– Sem contar que é bonito. – comentou a Lene.
– E me trairia todas as noites e chegaria bêbado em casa com outra. – respondi.
– Ei! – ele reclamou.
– Fiel não é uma qualidade sua. – respondi.
– Minha pergunta não foi respondida ainda… – reclamou o Six.
– Eu não te trairia! – reclamou o Tiago.
– Lily! – chamou a Alice. – Responde sem pensar nas partes negativas, só as positivas.
– Tiago! – respondi sem pensar.
– Viu! Foi fácil! – ela disse sorrindo.

Eu sei que fiquei vermelha. Estou sentindo meu rosto queimar enquanto o Remo da leves tapas nas costas do Tiago que se engasgou com a cerveja quando eu disse seu nome.

Lene e Tiago

Que eles me esqueçam!

– Verdade, desafio, nota ou conseqüência? – perguntou a Lene sorrindo.
– Conseqüência.
– Você esta com a sua vassoura na mão e vê a Lily e sua mãe serem jogadas de um penhasco. Quem você tenta salvar?

Que coisa mais obvia! Claro que é a mãe dele! Que pergunta besta Lene!

– Que pergunta idiota! – eu disse alto de mais.
– É lógico que ele salva a mãe dele Lene. – disse o Frank.
– Muda a pergunta! Essa não vale. É muito fácil! – disse a Dora.
– Até parece! – respondeu o Sirius. – É uma ótima pergunta.
– Querem me deixar responder? – perguntou o Tiago.
– Estou esperando. – disse a Lene ainda sorrindo.
– A Lily!

Eu cai da cadeira. Simples assim! Me assustei tanto que me desequilibrei da cadeira e cai para trás.

– Você esta bem? – me perguntou o Sirius estendendo a mão para me ajudar a levantar.
– Desculpa gente. É que eu ouvi coisas. – respondi me levantando envergonhada.

Ele não disse aquilo. É impossível! Esse mentiroso!

– O que você disse Tiago? – perguntou a Dora assim que me sentei.
– Que tentaria salvar a Lily primeiro. – ele respondeu novamente.

E eu? Cai na risada! Claro que eu ri. Ele estava brincando comigo só pode!

– Certo, agora dêem um castigo por ele mentir! – eu disse assim que me acalmei.
– Eu não estou mentindo! – ele me disse sério.
– Fala sério. É claro que você esta mentindo. – eu disse ainda rindo.
– Ele não esta mentindo ruiva. – me disse o Sirius.
– Não vale encobertar as mentiras dele Six.
– Ele realmente não esta mentindo Lily. – me disse o Remo.

Ok! Eu quase cai do novo. O Remo nunca mentiu para mim.

Eu só não cai por que o Tiago me segurou.

– Pode me explicar por que você preferiria a ruiva a sua mãe? Eu sei que você a ama e tudo, mas estamos falando da sua mãe! – disse a Dora inconformada.
– Apesar deu amar muito minha mãe meu pai sempre disse que ela não vai viver para sempre e se tiver que escolher entre a mulher da minha vida e minha mãe que eu escolhesse a mulher da minha vida, pois ele cuidaria da minha mãe.
– Uau! – respondeu a Lene.

Eu fiquei em choque!

– Vamos ter que esperar a Lily se recuperar do susto para continuar o jogo. – disse o Remos rindo.
– Ok! Eu giro a garrafa e se cair com ela eu assumo. – disse o Tiago.

Eu não consegui nem discordar.

Lily e Sirius

Parece que ele adivinhou!

– Quer jogar Lily? – ele me perguntou.
– Claro… – respondi tentando não pensar na resposta do Tiago.
– Verdade, desafio, nota ou conseqüência? – perguntei.
– Conseqüência já foi. – lembrou o Remo.
– Verdade.
– Que droga!

Eu já estava pesando em um bom desafio.

– É verdade é você dispensou a Amanda na semana passada por que estava pensando em “outra” garota? – perguntei.

Eu me lembro de escutar um boato que o Sirius dispensou a Amanda por que estava pensando na Lene.

– Mentira! – ele disse na hora.

Meu sorriso murchou!

– Mentiroso! – disse o Tiago do meu lado.
– Ok! Eu dispensei sim. – respondeu o Sirius emburrado.

Sorri vitoriosa. Quando chegarmos ao quarto eu iria contar para a Lene que ele estava pensando nela. Ela vai ficar tão feliz…

Dora e Alice

– Verdade, desafio, nota ou conseqüência? – perguntou a Dora.
– Verdade.
– É verdade é que você já tentou tirar a calça do Frank.
– Eu estava bêbada! – ela se justificou.
– Mesmo assim já tentou! – disse a Lene rindo.
– Alice safada! – eu disse rindo.
– O Frank que é burro. Por que não deixou? – perguntou o Sirius.
– Por que tínhamos só um mês de namoro. – ele respondeu dando de ombros.

Remo e Frank

– Verdade, desafio, nota ou conseqüência? – perguntou o Remo.
– Verdade.
– É verdade que você deixaria a Alice tirar sua calça se ela tentasse hoje? – perguntou o Remo sorrindo.

Não acredito que o Remo teve coragem de perguntar isso.

– Claro que deixaria. – respondeu o Frank de imediato fazendo a Alice corar.

Alice e Tiago

– Verdade, desafio, nota ou conseqüência? – perguntou a Alice.
– Desafio.
– Desafio você a conseguir um encontro com a primeira pessoa que passar aqui, sendo homem ou mulher.
– Ok! – ele disse olhando para trás.
– Só não exagere! – pediu a Lene assim que a garçonete passou do nosso lado.
– Já volto. – disse o Tiago levantando.

Safado! Já vai se agarrar com outra.

Cinco minutos depois ele voltou com um pergaminho na mão.

– Pronto! – ele disse jogando um pergaminho na mesa.

“Me encontre as 18 horas do lado de fora do bar para podermos ir para um lugar mais reservado.

Gabi”

– O nome dela é Gabriela. Trabalha aqui todos os dias do almoço até as seis da tarde. E pelo que me disse adora sexo selvagem. – ele respondeu sorrindo.

Eca!

– Nem quero saber como você descobriu essa última informação. – comentou o Remo.
– Turma cansei desse jogo! – eu disse revoltada.
– Ok! Podemos jogar algo mais interessante. – disse o Sirius com os olhos brilhando.
– Por exemplo? – perguntou o Frank.
– Eu não… – ele disse.
– Que jogo é esse? – perguntei.
– Cada um vai dizendo o que nunca fez. Por que exemplo eu digo “Nunca nadei pelado.” E todo mundo que já nadou vira o copo.
– Vira o copo com água? – perguntou a Dora.
– Vira um copo um wisk, mas podemos fazer com cerveja.
– E qual o objetivo do jogo? – perguntei.
– Beber menos possível. E fazer os outros beberem. – respondeu o Sirius sorrindo.
– Não sei não… – eu disse me lembrando a última vez que bebi. Não foi nada bom!

Narrado por Tiago Potter

Com esse jogo aposto que todos nós vamos acabar bêbados!

– Não sei não! – disse a Lily incerta.

A Lily é uma daquelas pessoas fracas para bebida. Não é uma boa idéia ela participar desse jogo!

– Parece ser divertido! – disse a Lene pensativa.
– Certo vou buscar as bebidas. – disse o Sirius sorrindo.
– Isso não vai dar muito certo. – escutei a Lily falando do meu lado.
– Vamos ver quem fica bêbado mais rápido e com cerveja. – disse a Alice contente.

O Sirius colocou algumas garrafas de cerveja na mesa e encheu o copo de cada um até o topo.

– Eu começo! – ele disse animado. – Eu nunca beijei um homem! – ele disse sorridente e manteve o copo na mesa, assim como todos os homens presente.

Alice virou o copo sorrindo. E a Lene virou logo em seguida.

– Se vocês já beijaram algum homem vão ter que beber. – comentei o Frank para a Lily e para a Dora.

As duas viraram o copo sem dizer nada.

– É a sua vez Lene. – eu disse sorrindo.
– Eu nunca sai escondida! – ela disse mantendo o copo na mesa.

Dessa vez todos os meninos tomaram, incluindo a Alice.

– Eu nunca passei a noite fora sem permissão! – disse o Frank.

Só nós marotos tomamos a cerveja.

– Eu nunca li um livro até o final. –disse a Alice sorrindo diabolicamente para a Lily e para o Remos.

Só a Lily, o Remo e a Dora tomaram a cerveja dessa vez.

– Eu nunca comi feijões de todos os sabores.
– Você esta brincando? – perguntou o Sirius incrédulo.
– Sempre tive medo de pegar algum com gosto ruim. – explicou a Dora dando de ombros quando todos nós tomávamos.
– Eu nunca zerei uma prova ou um trabalho. – ele disse contente.

Novamente só ele, a Lily e a Dora não tomaram.

– Eu nunca tive um namoro sério. – eu disse sorrindo.

Vi a Lily revirar os olhos e só as meninas e o Frank tomaram a cerveja.

– Acho melhor pararmos… A Dora já esta ficando vermelha. – comentou o Remo preocupado.
– Mas é essa a intenção, mas ainda acho que a ruiva vai ficar bêbada mais rápido! – comentou o Sirius rindo.
– Eu nunca dormi com ninguém. – disse a Lily já vermelha pela bebida.

É… Para ela dizer isso ela não esta nada bem.

Todos nós olhamos para a Lily abismados por ela ter dito uma coisa daquelas, mas viramos o copo, tirando a Dora que também é virgem.

– Acho melhor pararmos. A Lily e a Dora não estão nada bem. – eu disse examinando a Lily que brincava com os fios do cabelo.
– Mas agora que elas começaram a se abrir… – comentou o Sirius emburrado.
– Melhor levar elas para o castelo. – comentou o Remo já ficando de pé.
– E acaba por aqui a nossa diversão! – disse a Lene já levantando também.
– Podemos ficar aqui. O Tiago cuida da Lily e o Remo da Dora. – disse a Alice sorridente.
– Até que não é má idéia. – concordou o Frank tomando mais um copo de cerveja.
– Vou levar a Dora. – disse o Remo já ajudando a Dora a levantar.
– Remo… Por que o chão esta rodando? – escutamos a Dora perguntando quando os dois começaram a se afastar.
– Vou levar a Lily. – eu disse vendo a ruiva tentar inutilmente contar quantos copos tinha na mesa. – Vem Lily.
– Para onde Tiago? – ela perguntou com uma voz arrastada.
– Vamos para o castelo. Você precisa descansar. – eu disse tentando colocá-la de pé.
– Eu não vou! Eu quero passear! – ela disse cruzando os braços no peito e fazendo bico.
– Mas você precisa descansar… – eu comecei a argumentar.

Agora me diz por que eu tentei argumentar? Ela esta bêbada!

– Eu não vou! – ela disse ainda irritada.
– Então eu te levo para passear. – eu disse derrotado.
– Ela te dominou. – brincou o Sirius rindo da minha cara e fazendo os demais rirem também.
– Então vamos passear! – ela cantarolou feliz se levantando.

Volúvel ela, não é?

Sai puxando a Lily pelo braço até sairmos no bar.

Pelo menos ela estava conseguindo andar sozinha, claro que não em linha reta, mas andava!

– Vamos comprar doces? – ela me perguntou assim que passamos em frente a dedos de mel para irmos embora.
– Mas você já comprou doces hoje. – eu tentei argumentar.

E novamente eu me pergunto por que eu tento argumentar se ela esta bêbada!

– Não o meu pirulito! – ela disse fazendo bico.
– Nada de doces Lily. – eu disse já a puxando para longe.
– Então vamos ver os bichinhos. – ela pediu parando de andar depois de alguns segundos.
– Bichinhos? – perguntei em entender.
– Eles são tão fofinhos! – ela disse sorrindo.

Lily Evans bêbada é engraçada!

– Você quer ir à loja de animais? – foi o mais perto que consegui chegar de “bichinhos”.
– Vamos ver os bichinhos! – ela cantarolou já me puxando em direção a loja de animais.

Pelo visto não vou conseguir levá-la para o castelo tão cedo.

Assim que chegamos à loja de bichos a Lily saiu correndo para ver uma coruja branca e ficou lá olhando para a pobre coruja fascinada.

– Posso ajudá-la? – perguntou uma moça da loja.
– Ela só esta dando uma olhadinha. – respondi tentando ser simpático.
– Fiquem à vontade. – ela disse já se afastando.
– Ela não é fofa? – perguntou a Lily sorrindo.
– Mas você já tem uma coruja. – eu disse quando ela acariciou o bicho.
– E daí? – ela perguntou sem perder o sorriso.

Acho que estou começando a gostar dessa Lily.

– E daí que você não pode ter duas corujas. Você mal tem tempo para cuidar de uma.
– Você é um mentiroso Tiago! Eu cuido muito bem da minha bebe. – ela respondeu me olhando com um bico.

Se ela ficar fazendo essa cara de coitada eu não respondo por mim.

– Mas é claro que cuida! – respondi tentando não contrariar.

Todo mundo sabe o que se diz de bêbados e loucos: “Não pode contrariar.”

– Essa coruja me lembra alguma coisa… – ela disse pensativa colocando um boca na boca.

E ficando incrivelmente sexy, deve acrescentar.

– Ela não te lembra nada? – me perguntou a Lily.

Fiquei igual ela parado na frente da coruja. Certo, ela era branca como a neve, olhos pretos, bico encurvado… Nada de mais!

– Não me lembra nada. – eu disse dando de ombros.
– Não sei não… – ela disse pensativa olhando mais atentamente para a coruja.

Eu tive que me sentar por que a Lily ficou muito tempo olhando aquele bicho chato.

– Já sei! – ela disse me dando um susto e quase caindo em cima de mim por falta de equilíbrio.
– Sabe? – perguntei não entendendo nada.
– Ela parece com a sua coruja. – ela disse me olhando estranhamente.
– Com a minha coruja? Claro! Só por que as duas são brancas. – eu disse dando de ombros.

A Lily revirou os olhos para mim e por um momento pensei que o efeito do álcool já estava passando, mas quando ela tentou encaixar seu braço no meu e errou o alvo eu tive certeza que ela ainda estava bêbada.

– Agora nós vamos para o castelo? – perguntei assim que voltamos a andar.
– Não! – ela respondeu animada.
– Então onde estamos indo? – perguntei já parando de andar.
– Vou te mostrar o meu lugar secreto. – ela sussurrou no meu ouvido, alias, ela tentou, primeiro por que ela não alcança e segundo por que ela foi ficar na ponta dos pés para conseguir falar, mas caiu em cima de mim, literalmente.

Senti meu coração disparando assim que senti o hálito dela mais próximo do meu.

– Você vai gostar do meu lugar secreto. – ela disse sorrindo.

Certo! É só me controlar. E olhar para outro lugar…

– Vem! – ela disse se afastando rapidamente, e quase caindo de novo, e me puxando para frente.

Andamos por mais uns dez minutos eu já sentia o vento mais gelado, logo iria escurecer.

– O que acha? – ela me perguntou parando de andar de repente.
– Legal. – eu disse não vendo muita coisa além de neve e pedras.
– Mas você nem viu ainda! – ela disse um carinha triste. – Vem! – ela disse voltando a me puxar.

Andei distraído. Minha atenção estava toda no calor que eu sentia da mão da Lily junto a minha. Eu não conseguia sentir sua mão por causa da grossa luva que ambos usávamos, mas o calor era maravilhoso.

– Linda não é? – ela me perguntou se sentando em uma pedra que milagrosamente não tina neve.

Olhei para ela e a vi com os olhos brilhando e olhando para algum lugar a nossa frente. Virei meus olhos para a mesma direção e vi o que menos esperava: A casa dos gritos!

A Lily achava aquela casa bonita? Ela estava aos pedaços e mesmo do lado de fora era possível ver isso. Certo… Ela esta bêbada!

– Às vezes eu venho aqui para ficar olhando para ela. Principalmente quando o tempo esta assim.
– A casa é assombrada Lily. – eu tentei argumentar. Logo ela iria querer entra lá.
– Eu sei. E isso a deixa ainda mais bonita. Ela é abandonada, e desprezada, mas ela esta lá, com suas janelas quebradas, seu telhado coberto de neve, sua porta acorrentada e algum dia ela foi o lar de alguém. Ela ainda deve ser o lar o mostro que mora lá.

Tentei não pensar nas palavras dela, afinal bêbado só fala besteira.

– Às vezes eu queria ser como aquela casa. – ela me disse alguns minutos depois.
– Por quê? – perguntei estranhando o que ela disse.
– Ela pode ser maltratada e desprezada, mas ainda sim continua tendo quem a quer, quem precise dela. – ela me respondeu apoiando a cabeça nos joelhos sem desviar os olhos da casa.

Será que ela esta tão bêbada ao ponto de achar que ninguém gosta dela?

Ficamos mais alguns longos minutos ali, até que o céu começou a escurecer e tive que me levantar e puxar a Lily comigo.

Quando já estávamos próximos do castelo e Lily já estava apoiada em mim para poder andar. Definitivamente ela vai dormir logo.

Quando estávamos perto da torre da grifinoria peguei a Lily no colo e continuei meu caminho.

– Ela esta melhor? – me perguntou a Alice assim que entrei no salão.
– Ela vai ficar. – eu respondi já começando a subir as escadas.

Deitei a Lily na cama, tirei seus sapatos e alguns casacos e cobrindo com o cobertor logo em seguida.

Vi quando ela se agarrou ao travesseiro já confortável na cama e sai do quarto cansado.

– E a Dora? – perguntei para o Remo quando voltei para o salão.
– Esta melhor. A Alice achou uma poção que ajudou. Ela foi tomar banho. – respondeu o Remo sorrindo fracamente.
– E a Lily? Aprontou muito? – me perguntou a Lene.
– Não. Mas ela falou algumas coisas estranhas. Me levou perto da cãs dos gritos. – eu disse dando de ombros.
– A Lily sempre faz isso quando esta deprimida. Ela diz que algum dia vai ter coragem e vai invadir a casa. – respondeu a Lene revirando os olhos.
– Iria ser bem engraçado. – comentou o Sirius rindo.
– Iria ser engraçado quando o bicho aparecesse e ela saísse correndo de lá. – comentou o Frank rindo.

Algumas poucas horas depois eu fui dormir! Estava exausto!

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sobre Vanessa Sueroz

Autora dos livros Confusões em Paris, Minha última chance, Odiado Admirador Secreto, Presente de Aniversário, Eu te amo mais e Três Botões.


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3 thoughts on “A casa dos gritos – Cap 4

  • Paula Black

    ain, posta o próxiimo cap. pleease !! *o*
    achei muito fofoo o Tiago dando o cachecol pra Lily, se pudesse pegava ele e o Six só pra mim, hohoho .
    ser paparicada por dois marotos desse nível, UAU ! RSRSRS .

    beijos :*

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  • Veronica D. M.

    Nossa, to adorando a fic…

    No cap anterior eu gargalhei tanto que meus pais tavam ate com medo de mim…

    Mto fofo a Lily dormindo no colo do Tiago… auhsahsuhuahsuah

    Nao demore pra att ta?

    bjOs

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  • Esther

    Estou realmente adorando a sua história! Maravilhosa! Demais!
    Só espero que você atualize logo! E que aça capítulos gigantesco! E românticos! E a Lilian, de vez em quando, pelo menos, dando o braço a torcer, desde que o Tiago não flerte com outras, claro!
    Ah, coisas que eu esqueci de comentar antes, mas amei demais: A história da Lene abrindo os botões da blusa, k
    E a referência a Crepúsculo (sériie mais romântica ever)

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